29/07/2020

NUNC COEPI: Publicações 29 Julho

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NUNC COEPI







Servir o Senhor no mundo


Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna. (Forja, 13)

Permiti-me que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da sua vida pública. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo; mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua situação na sociedade.
Sonho – e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais, anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima ao Pai! (Cristo que passa, 20)

Pequena agenda do cristão


Quarta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Perguntas e respostas

A. OS IDEAIS E OS SEUS TIPOS

4.

Pergunto:

É bom ter ideais?

Respondo:

Os ideais são convenientes para dar à vida o sentido animador de procurar metas valiosas. Um ideal é um bem que ainda não se possui mas que se deseja. Não é pouca coisa este desejo: é um primeiro passo para o caminho. Sem ilusões a vida pode ser mais cómoda, mas menos atraente. Se não há ideais, é sinal que não há amor e uma vida sem amor é uma vida menos feliz.

O grande amor de Deus




São Pio de Petrelcina


29 de Julho -

Há uma coisa que definitivamente não consigo suportar: se sou eu que devo chamar a atenção de alguém ou repreender alguém, estou sempre pronto. Mas ver uma outra pessoa fazê-lo, não aguento o sofrimento, não suporto ver uma pessoa humilhada e mortificada.



(365 dias com São Pio de Petrelcina)



Reflexão: Evolução


Temas para reflectir e meditar

Na vida - na nossa vida - nada é definitivo, tudo  muda, tudo evolui.

Quase sempre independentemente da nossa vontade.

Podemos influenciar essa mudança essa evolução?

Sim... não só podemos como devemos.

O caminho consiste no exame concreto e constante das nossas acções o que deverá levar-nos à correcção  que se imponha.


(AMA, 2020)

Leitura espiritual

Contribuir para a evangelização no próprio trabalho
Ao longo da sua vida, S. Josemaria pregou incansavelmente que todos os baptizados são chamados à santidade, e que pode atingir-se esta santidade no exercício de qualquer profissão honesta. Foi uma mensagem original, que abria horizontes inesperados na vida quotidiana de muitos católicos.
“O que a ti te maravilha, a mim parece-me razoável. – Por que foi Deus procurar-te no exercício da tua profissão? Assim procurou os primeiros: Pedro, André, João e Tiago, junto às redes; Mateus, sentado à mesa dos impostos... E – admira-te! – Paulo, na sua ânsia de acabar com a semente dos cristãos”[1].
Nos planos de Deus, o trabalho não ocupa um lugar acidental. É muito mais do que uma forma de garantir a própria subsistência. Inclusive do ponto de vista humano, “é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação; é meio de desenvolvimento da personalidade; é vínculo de união com os outros seres; fonte de recursos para o sustento da família; meio de contribuir para o progresso da sociedade em que se vive e para o progresso de toda a humanidade”[2]. E o olhar da fé descobre que esta atividade é um modo de participar na tarefa da criação e redenção[3]; o valor do trabalho torna-se maior, porque se vê como “meio e caminho de santidade, realidade santificável e santificadora” [4]. Portanto, é lógico que consideremos a transcendência que esta realidade tem para a missão da Igreja, especialmente na tarefa da nova evangelização.

A dimensão social da profissão
Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, quis partilhar também a condição de trabalhador, e exercer uma profissão concreta. O Evangelho conta que os seus compatriotas o reconheciam como “o filho do artesão”[5], e na sua pregação encontramos vários exemplos retirados dos labores quotidianos dos homens e mulheres do seu tempo: a agricultura[6], o trabalho da casa[7], o comércio[8]. O mundo do trabalho não lhe era alheio, e entendia o que significa desempenhar um ofício que pressupõe conhecimentos e capacidades específicas.
S. Lucas mostra no seu Evangelho que durante a sua infância, «Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens»[9]. Isso realizar-se-ia também através do trabalho diário na oficina de S. José. Porque a profissão é um meio para o desenvolvimento da personalidade. Em boa medida, configura um modo de ser particular: um administrador aprende a ser minucioso nas contas, os jornalistas desenvolvem aptidões comunicativas, etc. Por meio do trabalho executado durante anos, se a pessoa não cai na rotina, consegue crescer e desenvolver diversas aptidões, até chegar ao ponto de estar orgulhosa da sua atividade, cresce um entusiasmo pela profissão.
Mas a profissão não é simplesmente um recurso para cultivar uma atividade para a qual nos sintamos mais ou menos inclinados. Precisamente porque nos situa dentro da comunidade humana, a profissão supera o âmbito privado e chega a ter uma dimensão social evidente. A pessoa apresenta-se perante os outros cidadãos como operário, vendedor, professor, agricultor, etc. E, precisamente nesta posição, a pessoa insere-se numa rede de relações profissionais, onde ocorre um intercâmbio recíproco de bens e serviços. O resultado final é maior daquele que cada pessoa poderia conseguir sozinha, com as suas próprias forças. Por exemplo, para levantar um arranha-céus moderno é necessária a colaboração de milhares de operários, técnicos e engenheiros da empresa construtora, o trabalho também não seria possível sem os serviços realizados por outras empresas, bem como o financiamento externo e outras facilidades que a autoridade pública pode conceder, tendo em consideração a importância social do projecto.
De modo especial hoje em dia, exercer uma profissão implica relacionar-se com muitas pessoas, sem as quais não poderíamos atingir objectivos comuns. Diz-se, com razão, que somos interdependentes, ao constatar, entre outras coisas, que é indispensável o estabelecimento de relações profissionais. Relações que, no entanto, são sempre entre pessoas, e que – neste sentido – devem ser cultivadas de acordo com a dignidade do ser humano. Portanto, nesse intercâmbio de serviços, além das considerações em relação à produtividade e eficiência, que são lógicas, não podemos esquecer a sua dimensão ética. Assim o advertia Bento XVI: “O risco do nosso tempo é que, à real interdependência dos homens e dos povos, não corresponda a interacção ética das consciências e das inteligências, da qual possa resultar um desenvolvimento verdadeiramente humano. Só através da caridade, iluminada pela luz da razão e da fé, é possível alcançar objectivos de desenvolvimento dotados de uma valência mais humana e humanizadora”[10].

Cultivar relações profissionais à medida do homem
A atividade profissional perderia o seu sentido se não contribuísse para a perfeição global da pessoa, em última análise, se não ajudasse os homens e mulheres a responderem ao seu chamamento para a santidade. E, apesar disso, não é raro encontrar perspectivas – teóricas ou práticas – que ferem a dignidade do homem por dar realce excessivo à capacidade produtiva dos indivíduos, e reduzir a finalidade do trabalho ao simples aumento do consumo. Chegam até a pensar que é possível construir uma civilização fundada no egoísmo, e consideram o trabalhador uma mera engrenagem de uma grande máquina de produção.
O Papa Francisco, reflectindo sobre os problemas que muitos países actualmente enfrentam, apontou claramente os limites de tais abordagens redutoras: “A crise mundial, que envolve as finanças e a economia, parece evidenciar as suas deformações e, sobretudo, a sua grave carência de perspectiva antropológica, que reduz o homem a uma única das suas exigências: o consumo. Pior ainda, hoje o próprio ser humano é visto como um bem de consumo, que se pode usar e deitar fora. Começámos esta cultura do descartável. Esta perversão verifica-se tanto a nível individual como social” [11].
Diante deste panorama, os cristãos são chamados a demonstrar, com obras, que é possível desenvolver relações profissionais que ajudem as pessoas do ambiente de trabalho a realizarem-se como pessoas, e ao mesmo tempo serem proveitosas e produtivas. Trata-se da tarefa de ordenar rectamente as actividades temporais[12]. De certo modo, é necessário redescobrir o autêntico sentido do profissionalismo, que é um valor comum a muitas culturas.
Como é o perfil de um bom profissional? Pensamos imediatamente que essa pessoa deve realizar o seu trabalho com competência: apresentar um produto de qualidade, dominar os conhecimentos técnicos específicos da profissão, ter a desenvoltura necessária para usar certas máquinas ou programas informáticos. É preciso acrescentar a isso outras aptidões ou hábitos, que facilitam o trabalho de toda a equipa e dos clientes: pontualidade nas reuniões, tratamento afável no escritório ou na fábrica, a lealdade de quem não gera conflitos com os seus companheiros e dirigentes, etc.
A lista poderia continuar a crescer de modo ilimitado. Em qualquer caso, é claro que as virtudes contribuem para a boa realização da atividade laboral. E, neste ponto, todos os baptizados podem dar um claro testemunho de como a fé contribui para a perfeição da pessoa, incluindo a dimensão profissional. Não porque procurem uma oportunidade de auto.afirmação, mas porque consideram o trabalho como um campo privilegiado para levar, com naturalidade, a mensagem do Evangelho, de servir os homens, em todas as suas dimensões. Assim o dizia São Josemaria: “Não acredito na rectidão de intenção de quem não se esforça por alcançar a competência necessária para cumprir bem as tarefas que lhe são confiadas. Não basta querer fazer o bem; é preciso saber fazê-lo. E, se realmente o queremos, esse desejo traduzir-se-á no empenho por utilizar os meios adequados para deixar as coisas acabadas, com perfeição humana”[13].
Quando um cristão, apesar das suas limitações pessoais, se esforça por ser um bom profissional, adquire uma reputação que facilita o apostolado no seu ambiente de trabalho, e essa atitude torna-se num convite a aproximar-se da fé católica para os outros. É um testemunho de vida cristã ao qual são particularmente sensíveis os homens e mulheres que vivem numa cultura que valoriza o trabalho bem feito. É um campo em que podemos aplicar o seguinte convite de Bento XVI: “A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou.”[14]

Ser coerentes com o chamamento à santidade na profissão
É possível contribuir para a tarefa da evangelização a partir de todos os campos profissionais, por mais variados que sejam. Isso implica apresentar um estilo de trabalho, de relacionamento com os outros, que provavelmente entrará em contraste com outros modos que não são coerentes com o chamamento à santidade que todo o homem possui. Nestas circunstâncias, a unidade de vida dos fiéis cobra uma maior importância.
Os filhos de Deus não podem contentar-se com ocupar posições de influência no local de trabalho (empresas, associações profissionais, sindicatos), se não colocarem os meios que puderem para mudar práticas contrárias à dignidade da pessoa. Devem aproveitar as oportunidades que têm para que a sua organização ou empresa promova um ambiente que facilite o desenvolvimento humano, e, ao mesmo tempo, seja rentável. E não apenas porque oferece formação profissional, mas também porque as condições de trabalho proporcionam aos funcionários dedicar o tempo necessário para cultivar o relacionamento com Deus, a vida familiar, alguns hobbies.
Por outro lado, é evidente que na profissão há situações em que a coerência cristã é testada: convites dos colegas a um ganho pessoal à custa de prejudicar os recursos da empresa; prestação de serviços que, embora à primeira vista pareçam de acordo com os termos do contrato, a longo prazo causam dano aos clientes; estratégias de concorrência desleal, etc. Às vezes, são colocados como condições que devem ser aceites, porque “as coisas funcionam assim”, ou “temos feito isso há já muito tempo”. Podem até mesmo ser práticas que, por um defeito na legislação, não teriam repercussões legais, mas para o cristão, é evidente que não estão de acordo com a lei de Deus.
É hora de lembrar que o Senhor quer que sejamos, também no nosso ambiente de trabalho, o sal da terra que não pode perder o seu sabor[15]. E para contribuir para a missão da Igreja, temos de vencer os respeitos humanos e o medo de condicionar a carreira. Ultimamente, o Papa Francisco tem insistido em que não podemos ceder ao domínio dos interesses económicos desordenados que prejudicam o bem geral do indivíduo, especialmente dos mais vulneráveis: “O que manda hoje não é o homem, mas o dinheiro, é o dinheiro que manda! E Deus, nosso Pai, confiou a tarefa de conservar a terra, não ao dinheiro, mas a nós: são os homens e mulheres que temos esta tarefa!”[16].
É verdade que em muitos casos pode chegar-se a ganhos e sucesso fácil quando a lei de Deus não é seguida, mas são frágeis: não faltam exemplos nos últimos anos de escândalos no mundo dos negócios e no financeiro que confirmam isso. Os fiéis, porém, sabem que um estilo de trabalho impregnado pela caridade cristã responde à verdade sobre o homem e, consequentemente, não implica de forma alguma exercer uma profissão medíocre. Vivem com essa visão de fé que os leva a medir bem o seu bem-estar material e realizações temporais, com a consciência de que não temos morada permanente na terra[17] e que o maior projecto que podem realizar é o da santidade pessoal: “cem por um e a vida eterna! – Parece-te pequeno o ‘negócio’?”[18]

(R. Valdés)

28/07/2020

NUNC COEPI: Publicações em 28 Julho

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NUNC COEPI






Primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!


Se queremos de verdade santificar o trabalho, é preciso cumprir iniludivelmente a primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!, com seriedade humana e sobrenatural. (Forja, 698)

Na vossa ocupação profissional, corrente e ordinária, encontrareis a matéria – real, consciente, valiosa – para realizar toda a vida cristã, para corresponder à graça que nos vem de Cristo.
Nas vossas ocupações profissionais, realizadas face a Deus, pôr-se-ão em jogo a Fé, a Esperança e a Caridade. Os incidentes, as relações e os problemas que o vosso trabalho traz consigo alimentarão a vossa oração. O esforço por cumprirdes os vossos deveres correntes será o modo de viverdes a Cruz, que é essencial para o Cristão. A experiência da vossa debilidade e os fracassos que existem sempre em todo o esforço humano dar-vos-ão mais realismo, mais humildade, mais compreensão com os outros. Os êxitos e as alegrias convidar-vos-ão a dar graças e a pensar que não viveis para vós mesmos, mas para o serviço dos outros e de Deus.
Para viver assim, para santificar a profissão, é necessário, primeiro que tudo, trabalhar bem, com seriedade humana e sobrenatural. (…) O milagre que o Senhor vos pede é a perseverança na nossa vocação cristã e divina, a santificação do trabalho de cada dia: o milagre de converter a prosa diária em decassílabos, em verso heróico, pelo amor com que realizais a vossa ocupação habitual. Aí vos espera Deus para que sejais almas com sentido de responsabilidade, com zelo apostólico, com competência profissional. (Cristo que passa, 49–50)

Reflexão: Solidariedade


Temas para reflectir e meditar

Cremos que os encontros (...) dão a almas nobres e virtuosas para gozar desta relação humana e cristã que se chama amizade.

O que supõe e desenvolve e a generosidade, o desinteresse, a simpatia, a solidariedade e, especialmente, a possibilidade de sacrifícios mútuos.


(São Paulo VI, Alocução, 26.07.1978)

O grande amor de Deus


São Pio de Petrelcina


28 de Julho -

O tempo empregado para a glória de Deus e para a salvação da alma nunca é um tempo mal empregado.


(365 dias com São Pio de Petrelcina)


El reto del amor



Pequena agenda do cristão



TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.[iv]

Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.[v]

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]

Leitura espiritual


Cartas e São Paulo

Romanos

II. A VIDA DE ACORDO COM O EVANGELHO
(12,1-15,13)

12 O culto espiritual –
1 Por isso, vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual. 2 Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.

Ao serviço da comunidade –
3 Assim, em virtude da graça que me foi dada, digo a todos e a cada um de vós que não se sinta acima do que deve sentir-se; mas sinta-se preocupado em ser sensato, de acordo com a medida de fé que Deus distribuiu a cada um. 4 É que, como num só corpo, temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função, 5 assim acontece connosco: os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. 6 Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; 7 se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; 8 se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria.

O amor faz o bem –
9 Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. 10 Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua. 11 Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor. 12 Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. 13 Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros. 14 Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. 16 Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde; não vos julgueis sábios por vós próprios. 17 Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom diante de todos os homens. 18 Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens. 19 Não vos vingueis por vós próprios, caríssimos; mas deixai que seja Deus a castigar, pois está escrito: É a mim que compete punir, Eu é que hei-de retribuir, diz o Senhor. 20  Em vez disso, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.


 
Amigos de Deus

7            
É bem certo que se trata de um objectivo elevado e árduo. Mas não se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo contínuo da graça divina e da correspondência humana.
Um dos escritores cristãos dos primeiros séculos adverte, referindo-se à união com Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser pequeno.
Ao alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a ser grande.
Por isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão coerente - sei que estás disposto a isso, embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse pobre corpo - deves ter muito cuidado com os mais pequenos pormenores, porque a santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando com amor de Deus o trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase sempre de pequenas realidades.

8            
Coisas pequenas e vida de infância

Pensando naqueles que, à medida que o tempo passa, ainda se dedicam a sonhar -em sonhos vãos e pueris, como Tartarin de Tarascon - com caçar leões nos corredores de casa, onde se calhar só há ratos e pouco mais, pensando neles, insisto, lembro a grandeza de actuar com espírito divino no cumprimento fiel das obrigações habituais de cada dia, com essas lutas que enchem Nosso Senhor de alegria e que só Ele e cada um de nós conhece.

Convençam-se de que normalmente não vão encontrar ocasiões para grandes façanhas, entre outros motivos porque não é habitual que surjam essas oportunidades.
Pelo contrário, não faltam ocasiões de demonstrar o amor a Jesus Cristo, através do que é pequeno, do normal.
A grandeza da alma também se demonstra nas coisas diminutas, comenta S. Jerónimo.
Não admiramos o Criador apenas no céu e na terra, no sol e no oceano, nos elefantes, camelos, bois, cavalos, leopardos, ursos e leões; mas também nos animais minúsculos como formigas, mosquitos, moscas, vermes e outros animais semelhantes, que distinguimos melhor pelos corpos do que pelos nomes: admiramos a mesma mestria tanto nos grandes como nos pequenos.
Assim, a alma que se dá a Deus dedica às coisas menores o mesmo fervor que às maiores.

9            
Ao meditar as palavras de Nosso Senhor: Por amor deles santifico-me a mim mesmo, para que eles também sejam santificados na verdade, percebemos claramente o nosso único fim: a santificação, isto é, que temos de ser santos para santificar.
Simultaneamente, como tentação subtil, talvez nos assalte o pensamento de que muito poucos estamos decididos a responder a esse convite divino, além de nos vermos como instrumentos de muito fraca categoria.
É verdade, somos poucos, em comparação com o resto da humanidade e pessoalmente não valemos nada; mas a afirmação do Mestre ressoa com autoridade: o cristão é luz, sal, fermento do mundo e um pouco de fermento faz levedar toda a massa.
Precisamente por isso, tenho pregado sempre que nos interessam todas as almas - as cem que há num cento - sem nenhuma espécie de discriminações, com a certeza de que Jesus Cristo nos redimiu a todos e quer servir-se de alguns de nós, apesar da nossa nulidade pessoal, para darmos a conhecer esta salvação.


Um discípulo de Jesus nunca trata ninguém mal; chama erro ao erro, mas deve corrigir com afecto o que erra: se não, não pode ajudá-lo, não pode santificá-lo.
Temos que conviver, temos que compreender, temos que desculpar, temos que ser fraternos; e, como aconselhava S. João da Cruz, temos que pôr amor, onde não há amor, para tirar amor, sempre, mesmo nas circunstâncias aparentemente intranscendentes que o trabalho profissional e as relações familiares e sociais nos proporcionam.
Portanto, tu e eu vamos aproveitar até as oportunidades mais banais que se apresentarem à nossa volta, para santificá-las, para nos santificarmos e para santificar os que compartilham connosco os mesmos afãs quotidianos, sentindo nas nossas vidas o peso doce e sugestivo da co-redenção.

10
         
Vou continuar esta conversa diante de Nosso Senhor, com uma nota que utilizei há uns anos e que mantém a actualidade.
Recolhi então umas considerações de Teresa de Ávila: tudo o que se acaba e não contenta Deus é nada e menos que nada.
Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade?
Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.

Bem podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.

11
         
Permitam-me uma pequena digressão que vem muito a propósito.
Nunca perguntei a opinião política a nenhum dos que vêm ter comigo: não me interessa!
Com esta minha norma de conduta, manifesto uma realidade que está muito metida no âmago do Opus Dei, ao qual me dediquei completamente, com a graça e a misericórdia divina, para servir a Santa Igreja.
Não me interessa esse tema porque os cristãos gozam da mais completa liberdade, com a consequente responsabilidade pessoal, para intervir como lhes parecer melhor em questões de índole política, social, cultural, etc., sem outros limites além dos que o Magistério da Igreja indica.
Só ficaria preocupado - pelo bem dessas almas - se não respeitassem tais marcas, porque teriam criado uma vincada oposição entre a fé que afirmam professar e as obras: e, nessa altura, teria que lhes chamar a atenção com clareza.
Este sacrossanto respeito pelas vossas opções, desde que elas não afastem da lei de Deus, não se entende.
Não o entende quem ignora o verdadeiro conceito da liberdade que Cristo nos ganhou na Cruz, qua libertate Christus nos liberavit, quem for sectário de um e de outro extremo, quem pretender impor as suas opiniões temporais como dogmas. Também não o entende quem degrada o homem, ao negar o valor da fé, colocando-a à mercê dos erros mais brutais.

12 
        
Mas voltemos ao nosso tema.
Dizia-lhes que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional, na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo.
Perante Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia.
Por isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais amargo que o fel.
Isto não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar o seu reinado entre todas as criaturas.