02/07/2020

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Anda, voa!


Vejo-me como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de árvore em árvore ou, quando muito, até à varanda de um terceiro andar..., um dia, na sua vida, meteu-se em brios para chegar até ao telhado de certa casa modesta, que não era propriamente um arranha-céus... Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por uma águia – que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas garras poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas da terra e dos cumes nevado..., por cima das nuvens brancas e azuis e cor-de-rosa, mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a águia, soltando o passarinho, diz-lhe: anda, voa!... – Senhor, que eu não volte a voar pegado à terra, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol – Cristo – na Eucaristia, que o meu voo não se interrompa até encontrar o descanso do teu Coração! (Forja, 39)

O coração sente então a necessidade de distinguir e adorar cada uma das pessoas divinas. De certo modo, é uma descoberta que a alma faz na vida sobrenatural, como as de uma criancinha que vai abrindo os olhos à existência. E entretém-se amorosamente com o Pai e com o Filho e com o Espírito Santo; e submete-se facilmente à actividade do Paráclito vivificador, que se nos entrega sem o merecermos: os dons e as virtudes sobrenaturais!
Corremos como o veado que anseia pelas fontes da água; com sede, a boca gretada pela secura. Queremos beber nesse manancial de água viva. Sem atitudes extravagantes, mergulhamos ao longo do dia nesse caudal abundante e claro de águas frescas que saltam até à vida eterna. As palavras tornam-se supérfluas, porque a língua não consegue expressar-se; o entendimento aquieta-se. Não se discorre, olha-se! E a alma rompe outra vez a cantar um cântico novo, porque se sente e se sabe também olhada amorosamente por Deus a toda a hora.
Não me refiro a situações extraordinárias. São, podem muito bem ser, fenómenos ordinários da nossa alma: uma loucura de amor que, sem espectáculo, sem extravagâncias, nos ensina a sofrer e a viver, porque Deus nos concede a Sabedoria. Que serenidade, que paz então, metidos no caminho estreito que conduz à vida! (Amigos de Deus, 306–307)

Temas para reflectir e meditar


Solidão 3


Às vezes este comportamento traz prejuízos concretos.

Há meses que alguém vinha adiando comparecer na Repartição de Finanças para esclarecer um assunto de impostos.

Amanhã, Segunda-Feira, outro dia qualquer…

Quando finalmente compareceu verificou que já era tarde para evitar uma coima, uma correcção de declarações.

Parece-me que o prejuízo foi “merecido”!


(AMA, reflexões, Carvide, 14.08.2019)

LEITURA ESPIRITUAL


ACTOS DOS APÓSTOLOS 03 Jul

I. A IGREJA DE JERUSALÉM

3 Cura de um aleijado –
1 Pedro e João subiam ao templo, para a oração das três horas da tarde. 2 Era para ali levado um homem, coxo desde o ventre materno, que todos os dias colocavam à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola àqueles que entravam. 3 Ao ver Pedro e João entrarem no templo, pediu-lhes esmola. 4 Pedro, juntamente com João, olhando-o fixamente, disse-lhe: «Olha para nós.» 5 O coxo tinha os olhos nos dois, esperando receber alguma coisa deles. 6 Mas Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!» 7 E, segurando-o pela mão direita, ergueu-o. No mesmo instante, os pés e os artelhos se lhe tornaram firmes. 8 De um salto, pôs-se de pé, começou a andar e entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. 9 Todo o povo o viu caminhar e louvar a Deus. 10 Bem o conheciam, como sendo aquele que costumava sentar-se à Porta Formosa do templo a mendigar; ficaram cheios de assombro e estupefactos com o que lhe acabava de suceder. 11 E, como ele não deixasse Pedro e João, todo o povo, cheio de assombro, se juntou a eles sob o chamado pórtico de Salomão.

Discurso de Pedro ao povo –
12 Ao ver isto, Pedro dirigiu a palavra ao povo: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade,? 13 O Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, o Deus dos nossos pais, glorificou o seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a libertá-lo. 14 Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino. 15 Destes a morte ao Príncipe da Vida, mas Deus ressuscitou-o dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16 Pela fé no seu nome, este homem, que vedes e conheceis, recobrou as forças. Foi a fé que dele nos vem que curou completamente este homem na vossa presença. 17 Agora, irmãos, sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes.18 Dessa forma, Deus cumpriu o que antecipadamente anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Messias havia de padecer. 19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam apagados; 20 e, assim, o Senhor vos conceda os tempos de conforto, quando Ele enviar aquele que vos foi destinado, o Messias Jesus, 21 que deve permanecer no Céu até ao momento da restauração de todas as coisas, de que Deus falou outrora pela boca dos seus santos profetas. 22 Moisés disse: 'O Senhor Deus suscitar-vos-á um Profeta como eu, de entre os vossos irmãos. Escutá-lo-eis em tudo quanto vos disser. 23 Quem não escutar esse Profeta, será exterminado do meio do povo.' 24 E, por outro lado, todos os profetas que falaram desde Samuel anunciaram igualmente estes dias. 25 Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus concluiu com os vossos pais, quando disse a Abraão: 'Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da Terra.' 26 Foi primeiramente para vós que Deus suscitou o seu Servo e o enviou para vos abençoar e para se afastar cada um de vós das suas más acções.»

Porque é que o Papa é Pedro?
Os católicos professam obediência ao Papa como legítimo sucessor de Pedro, e consideram-no representante de Nosso Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Perante esta afirmação, hoje alguns questionam-se: de onde vem a autoridade do Papa? Não é ele apenas um homem? Ser infalível significa que o Papa não se pode enganar?

1. Se Cristo é a Cabeça da Igreja, porque dizemos que S. Pedro é o Chefe da Igreja?
Por várias passagens da Escritura, sabemos que Cristo nomeou S. Pedro Chefe da Igreja: Cristo, ao instituir os Doze, «deu-lhes a forma de um corpo colegial, quer dizer, de um grupo estável, e colocou à sua frente Pedro, escolhido de entre eles» ( LG 19). (Catecismo da Igreja Católica, nº 880).
Foi só de Simão, a quem deu o nome de Pedro, que o Senhor fez a pedra da sua Igreja. Confiou-lhe as chaves desta (cf Mt 16, 18-19). Instituiu-o pastor de todo o rebanho (cf Jo 21, 15-17). «Mas o múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, também foi dado, sem dúvida alguma, ao colégio dos Apóstolos unidos ao seu chefe»(LG 22). Este múnus pastoral de Pedro e dos outros apóstolos pertence aos fundamentos da Igreja e é continuado pelos bispos sob o primado do Papa (Catecismo da Igreja Católica, 881).

Contemplar o mistério
O Papa é chamado Vigário de Cristo porque ocupa o Seu lugar no governo da Igreja.
‘O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afeto há-de ser também para o Vice-Cristo na terra, para o Papa.
Os católicos têm de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre’. (Forja, 135)
Esta é a única Igreja de Cristo, que professamos no Credo como Una, Santa, Católica e Apostólica, aquela que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição (1 Tim. 3,5), entregou a Pedro para que a apascentasse (Jo 21,17), confiando também a ele e aos outros Apóstolos a sua difusão e governo (cf. Mt 28,18 ss.), e erigindo-a para sempre em «coluna e fundamento da verdade». Confiou-a aos cuidados pastorais de Pedro, encarregando-o, e aos outros apóstolos, de a difundir e a governar, e erigiu-a para sempre como o pilar e fundamento da verdade (Concílio Vaticano II, Const. Dogm. Lumen gentium, nº 8). (cf .Amar a Igreja, 19)

2. Porque é o Papa sucessor de S. Pedro?
O Papa é o legítimo sucessor de S. Pedro, porque Cristo nomeou S. Pedro chefe da Sua Igreja. Pedro, por vontade divina, estabeleceu a sua residência em Roma. E assim, por disposição divina, quem lhe sucede como Bispo de Roma, sucede-lhe também no supremo governo da Igreja. (cf Catecismo da Igreja Católica, 882)

Contemplar o mistério
O amor pelo Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos Cristo. Se convivemos com o Senhor na oração, caminharemos com um olhar claro que nos permite distinguir, também nos acontecimentos que às vezes não entendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. ( cf. Amar a Igreja, 30)
‘Católico, Apostólico, Romano! Gosto que sejas muito romano. E que tenhas o desejo de fazer a tua "romaria", videre Petrum, para ver Pedro’ (Caminho, 520).
‘Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro de onde tantos saíram para difundir por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não inclui nenhum sinal de particularismo, mas de autêntico ecumenismo: pressupõe o desejo de ampliar o coração, de o abrir a todos com os anseios redentores de Cristo, que a todos busca e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro’. (Amar a Igreja, 28)

3. Qual é a missão do Papa?
As cidades antigas eram cercadas por muralhas. E entregar as chaves que davam acesso às muralhas equivalia a entregar o poder sobre a cidade. A expressão dar as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a Sua Igreja, a que muitas vezes chama "o reino dos céus".
O Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, é o princípio perpétuo e visível e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, poder pleno, supremo, imediato e universal. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 182)

O Bispo da Igreja de Roma, em quem permanece a função que o Senhor confiou singularmente a Pedro, o primeiro entre os Apóstolos, e que tinha de a transmitir aos seus sucessores, é Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja Universal na terra. Portanto, em virtude de sua função, ele tem o poder ordinário, que é supremo, pleno, imediato e universal na Igreja, e que pode sempre exercer livremente ". (Código de Direito Canónico, c. 331).

Contemplar o mistério
Qual é a missão permanente de S. Pedro? Fazer que a Igreja nunca se identifique apenas com uma única nação, com uma única cultura, com um único Estado. Que seja sempre a Igreja de todos. Que reúna a humanidade acima de todas as fronteiras e, no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus, a força reconciliadora do Seu amor. Graças à tecnologia, que é idêntica em toda a parte, graças à rede mundial de informações, e também graças à união de interesses comuns, existem hoje no mundo novas formas de unidade, mas que podem também gerar novos contrastes e dão novo impulso aos antigos. No meio dessa unidade externa, baseada em coisas materiais, temos grande necessidade de unidade interior, que provém da paz de Deus, unidade de todos aqueles que, através de Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs. Esta é a missão permanente de S. Pedro, e também a tarefa particular confiada à Igreja de Roma. (cf. Bento XVI, Homilia de 29 de Junho de 2008).
O caminho de S. Pedro para Roma, como representante dos povos do mundo, rege-se principalmente pela palavra una: a sua tarefa é criar a unidade católica da Igreja formada por judeus e pagãos, da Igreja de todos os povos. S. Pedro, que segundo a ordem de Deus tinha sido o primeiro a abrir a porta aos pagãos, deixa agora a presidência da igreja cristã-judaica a Tiago, o Menor, para se dedicar à sua verdadeira missão: o ministério para a unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos. (cf. Bento XVI, Homilia de 29 de Junho de 2008)

4. Que significa dizer que o Papa é o vigário de Cristo?
O Papa é chamado Vigário de Cristo porque faz as Suas vezes no governo da Igreja. Vigário vem das palavras latinas: vices agere, fazer as vezes. É a cabeça visível da Igreja, porque a governa com a mesma autoridade de Cristo, que é a Cabeça invisível. (Catecismo da Igreja Católica, 882)

5. Porque é chamado Sumo Pontífice?
Sumo Pontífice significa sumo sacerdote, porque tem em seu poder todos os poderes espirituais com os quais Cristo enriqueceu a Sua Igreja. O Sumo Pontífice, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, "é o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade, tanto dos bispos como da multidão de fiéis" (LG 23).

Contemplar o mistério
‘Esta Igreja Católica é romana. Eu saboreio esta palavra: romana! Sinto-me romano, porque romano significa universal, católico, porque me leva a amar carinhosamente o Papa, il dolce Cristo in terra, como Santa Catarina de Sena gostava de repetir’. (Amar a Igreja, 28)
‘Para tantos momentos da História (que o diabo se encarrega de repetir) parecia-me muito acertada aquela consideração que me escrevias sobre a lealdade: "Trago todo o dia no coração, na cabeça e nos lábios, uma jaculatória: Roma! "’(Sulco, 344)
‘A nossa Santa Mãe, a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia.
- Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado!’ (Forja, 638)

6. Infalível significa que o Papa não se pode enganar em nada?
Para garantir que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta, Cristo dotou os Seus pastores com o carisma da infalibilidade em matéria de fé e de costumes. (Catecismo da Igreja Católica , 890).
«Desta infalibilidade goza o pontífice romano, chefe do colégio episcopal, por força do seu ofício, quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar na fé os seus irmãos, proclama, por um acto definitivo, um ponto de doutrina respeitante à fé ou aos costumes [...] (Catecismo da Igreja Católica, 891)

Contemplar o mistério
A potestade supremo do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana: baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem então confrontar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais estranho que o equilíbrio de poderes: os esquemas humanos não nos servem aqui, por mais atraentes ou funcionais que possam ser. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de poder absoluto, enquanto homem: na Igreja não há mais nenhum chefe senão Cristo. E Cristo quis constituir um vigário Seu - o Romano Pontífice - para a Sua esposa peregrina nesta terra.(Amar a Igreja, 30)

7. Quando se exerce a infalibilidade do Magistério?
A infalibilidade exerce-se quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal, em comunhão com o Papa, sobretudo reunido num Concílio Ecuménico, proclamam com um ato definitivo uma doutrina respeitante à fé ou à moral, e também quando o Papa e os Bispos, no seu Magistério ordinário, concordam ao propor uma doutrina como definitiva. A tais ensinamentos, cada fiel deve aderir com o obséquio da fé. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 185),

Contemplar o mistério
‘Cada dia hás-de crescer em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé ... Com um amor cada vez mais teológico!’ (Sulco, 353)
‘A fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado nas Encíclicas ou noutros documentos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que todos os católicos acolham o magistério do Santo Padre e acomodem a esses ensinamentos a sua actuação na vida’ (Forja, 633).
‘Acolhe a palavra do Papa, com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco!’ (Forja, 133).

El reto del amor

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





01/07/2020

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E, com esse convívio, gerar-se-á o Amor


O único meio de conhecer Jesus: privar com Ele! N'Ele encontrarás sempre um Pai, um Amigo, um Conselheiro e um Colaborador para todas as actividades honestas da tua vida quotidiana... E, com esse convívio, gerar-se-á o Amor. (Sulco, 662)

Se procuras meditar, o Senhor não te negará a sua assistência. Fé e obras de fé! Obras, porque o Senhor – tu já reparaste nisso desde o princípio e eu já to fiz notar a seu tempo – cada dia é mais exigente. Isto já é contemplação e união; e assim há-de ser a vida de muitos cristãos, avançando cada um pela sua própria via espiritual – são infinitas – no meio dos afazeres deste mundo, mesmo sem se darem conta disso.
Uma oração e uma conduta que não nos afastam das nossas actividades correntes, que nos conduzem a Nosso Senhor no meio dos nossos nobres empenhos terrenos. Ao elevar a Deus todas essas ocupações, a criatura diviniza o mundo. Tenho falado tantas vezes do mito do rei Midas que convertia em ouro tudo aquilo em que tocava! Podemos converter em ouro de méritos sobrenaturais tudo o que tocamos, apesar dos nossos erros pessoais.
Assim actua o Nosso Deus. Quando aquele filho regressa, depois de ter gasto o seu dinheiro, vivendo mal, depois – sobretudo – de se ter esquecido do pai, o pai diz: depressa, trazei aqui o vestido mais rico e vesti-lho e colocai-lhe um anel no dedo; calçai-lhe as sandálias. Tomai um vitelo gordo, matai-o e comamos e celebremos um banquete. O Nosso Pai, Deus, quando recorremos a Ele com arrependimento, tira riqueza da nossa miséria e força da nossa debilidade. Que preparará para nós, se não O abandonarmos, se O procurarmos todos os dias, se Lhe dirigirmos palavras carinhosas confirmadas pelas nossas acções, se Lhe pedirmos tudo, confiados na Sua omnipotência e na Sua misericórdia? (Amigos de Deus, 308–309)

Leitura espiritual


ACTOS DOS APÓSTOLOS 01 Jul
Capítulo I


1 Prólogo (Lc 1,1-4) –
1 No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus, desde o princípio 2 até ao dia em que, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera, foi arrebatado ao Céu. 3 A eles também apareceu vivo depois da sua paixão e deu-lhes disso numerosas provas com as suas aparições, durante quarenta dias, e falando-lhes também a respeito do Reino de Deus.

Ascensão (Mc 16,19-20; Lc 24,50-53) –
4 No decurso de uma refeição que partilhava com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem lá o Prometido do Pai, «do qual - disse Ele - me ouvistes falar. 5 João baptizava em água, mas, dentro de pouco tempo, vós sereis baptizados no Espírito Santo.» 6 Estavam todos reunidos, quando lhe perguntaram: «Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?» 7 Respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a sua autoridade. 8 Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.» 9 Dito isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos. 10 E como estavam com os olhos fixos no céu, para onde Jesus se afastava, surgiram de repente dois homens vestidos de branco, 11 que lhes disseram: «Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus que vos foi arrebatado para o Céu virá da mesma maneira, como agora o vistes partir para o Céu.»

I. A IGREJA DE JERUSALÉM

O grupo dos Apóstolos –
12 Desceram, então, do monte chamado das Oliveiras, situado perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado, e foram para Jerusalém. 13 Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, no lugar onde se encontravam habitualmente. Estavam lá: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelota, e Judas, filho de Tiago. 14 E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

Eleição de Matias –
15 Por aqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos - encontravam-se reunidas cerca de cento e vinte pessoas - e disse:16 «Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura pela boca de David a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus. 17 Ele, efectivamente, era um dos nossos e tinha recebido uma parte do nosso ministério. 18 Esse homem, depois de ter adquirido um terreno com o salário do seu crime, precipitou-se de cabeça para baixo, rebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se espalharam. 19 O facto chegou ao conhecimento de todos os habitantes de Jerusalém, a tal ponto que esse terreno foi chamado na língua deles 'Haqueldamá', que quer dizer Campo de Sangue. 20 Está realmente escrito no Livro dos Salmos: 'Fique deserta a sua habitação e não haja quem nela resida'. E ainda: 'Receba outro o seu encargo.' 21 Portanto, de entre os homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, 22 a partir do baptismo de João até ao dia em que nos foi arrebatado para o Alto, é indispensável que um deles se torne, connosco, testemunha da sua ressurreição.» 23 Designaram dois: José, de apelido Barsabas, chamado Justo, e Matias. 24 Fizeram, então, a seguinte oração: «Senhor, Tu que conheces o coração de todos, indica-nos qual destes dois escolheste 25 para ocupar, no ministério apostólico, o lugar abandonado por Judas, que foi para o lugar que merecia.» 26 Depois, tiraram à sorte, e a sorte caiu em Matias, que foi incluído entre os onze Apóstolos.

AS INDULGÊNCIAS

A. AS INDULGÊNCIAS EM GERAL

1. Onde situamos as indulgências?
As indulgências estão relacionadas com a confissão, os pecados, a redenção e a comunhão dos santos.

2. Em que estado fica um homem ao pecar?
Uma pessoa que comete um pecado adquire, obviamente, a condição de pecador, afasta-se do Senhor e fica mais inclinado para o mal.
Além disso, a justiça reclama uma reparação, chamada também pena, expiação ou penitência.

3. Como muda a situação ao confessar-se?
A confissão apaga a culpa do pecado – a situação actual do pecador – e também perdoa parte da penitência que deveria realizar-se, ainda que fique na alma um sinal ou qualidade de que se foi pecador e que se deve reparar.
Isto que fica por expiar purifica-se por meio dos sofrimentos e boas obras desta vida, com as penas do purgatório e mediante as indulgências.

4. O que são as indulgências?
Digamos duas definições:
Brevemente: indulgência é a supressão da pena devida pelos pecados que a Igreja outorga a quem realize determinadas acções.
A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que um fiel disposto e cumprindo determinadas condições consegue por mediação da Igreja, a qual, como administradora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, os tesouros das reparações de Cristo e dos santos (cfr. Mt 16, 19).

5. As indulgências podem aplicar-se aos defuntos?
As indulgências sempre são aplicadas a si mesmo ou às almas dos defuntos, mas não são aplicáveis a outras pessoas vivas na terra. Algumas indulgências só podem aplicar-se aos defuntos: por exemplo, rezando por eles num cemitério consegue-se uma indulgência parcial, que será plenária se essa oração é feita dos dias 1 a 8 de Novembro (uma em cada dia).

6. Tipos de indulgências.
- As indulgências agrupam-se em dois tipos:
Indulgências plenárias: apagam todo o resto de pecado deixado na alma disposta a entrar imediatamente no céu.
Indulgências parciais: apagam parte das penas que os pecados cometidos reclamam.

B. INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS
1. Condições para ganhar uma indulgência plenária.
- Esta indulgência tem um valor muito grande e requer várias condições:
Os mesmos requisitos que nas indulgências parciais:
. realizar a acção que a Igreja contempla com esta indulgência.
. estar na graça de Deus antes de terminar a obra contemplada.
. ter intenção, pelo menos geral, de ganhar a indulgência.
Só se pode ganhar uma indulgência plenária por dia.
Ter a disposição interior de aversão total ao pecado, inclusive venial.
Confessar-se, pelo menos vinte dias antes ou depois de realizar a acção escolhida (sem esquecer que tem de se estar na graça de Deus antes de terminar a acção). Uma só confissão pode servir para ganhar várias indulgências plenárias.
Comungar, nesse mesmo período de tempo. É necessário uma comunhão para cada indulgência plenária.
Rezar pelas intenções do Papa um Pai Nosso e uma Avé Maria, ou outras orações que podem fazer-se também nesses períodos. É necessária uma oração para cada indulgência plenária.

2. Que acções estão contempladas com indulgência plenária?
Qualquer dia é bom para se obter uma indulgência plenária nestes casos:
Adoração à Eucaristia durante meia hora.
Realização da Via Sacra percorrendo as catorze estações erigidas meditando na Paixão do Senhor.
Recitação do santo rosário (5 mistérios seguidos) numa igreja, ou em família, ou acompanhado por outras pessoas.
Leitura ou audição da Sagrada escritura durante meia hora.

3. Indulgências plenárias em circunstâncias especiais.
- Em determinadas ocasiões podem ganhar-se indulgências plenárias. Por exemplo:
No momento da morte a quem tiver rezado algo durante a sua vida (o que é muito consolador). Neste caso não é necessária a confissão, nem a comunhão, nem a oração pelo Papa; mas é necessário manter as disposições necessárias: em graça de Deus, recusando qualquer pecado e ter desejado alguma vez ganhar esta indulgência.
Rezar um Pai Nosso e um Credo num santuário ou basílica (concede-se uma vez por ano por santuário; santuário é uma igreja com muitos peregrinos, aprovada como tal pelo Bispo correspondente).
Receber a bênção papal Urbi et Orbi (no local ou via radio ou televisão, em directo).
Realizar exercícios espirituais de pelo menos três dias completos.
Assistir a uma primeira Comunhão.

4. Indulgências plenárias em datas especiais.
- Há vários dias no ano em que se podem ganhar indulgência plenárias com certas condições. Por exemplo:
31 de Dezembro: recitando solenemente um "Te Deum" numa igreja, dando graças a Deus pelos benefícios recebido no último ano.
1 de Janeiro: recitando solenemente o "Veni Creator" numa igreja.
Nas sextas-feiras da Quaresma: depois de comungar, rezando diante de um crucifixo a oração “Olhai-me ó meu amado e bom Jesus”.
Nos ofícios da Semana Santa:
. Quinta-feira Santa: recitando o "Tantum ergo" durante a exposição que se segue à Missa.
. Sexta-feira Santa: assistindo às Cerimónias.
. Sábado Santo: renovando as promessas baptismais na Vigília Pascal.
Pentecostes: recitando solenemente o "Veni Creator" numa igreja.
Corpus Christi (Corpo de Deus): participando na procissão eucarística (dentro ou fora da igreja).
2 Agosto: rezando um Pai Nosso e um Credo numa Catedral ou paróquia.

5. Indulgências plenárias particulares.
- Muitas instituições gozam de indulgências em determinados dias do ano, coincidindo normalmente com datas ou santos próprios.
Há um caso particularmente interessante, pois aqueles que usam o escapulário do Carmo se unem à família carmelita e podem ganhar indulgência plenária no dia da imposição do escapulário e nos seguintes dias:
16 de Maio (São Simão Stock).
16 de Julho (Virgem do Carmo).
20 de Julho (Santo Elias Profeta).
1 de Outubro (Santa Teresa de Lisieux).
15 de Outubro (Santa Teresa de Jesus).
14 de Novembro (Todos os Santos Carmelitas).
14 de Dezembro (São João da Cruz).









[1] Francisco Luís Bernárdez, «Soneto»: Cielo de tierra (Buenos Aires 1937).
[2] Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate (19 de Março de 2018), 140.
[3] Francisco, Homilia na Eucaristia da XXXI Jornada Mundial da Juventude (Cracóvia 31 de Julho de 2016): AAS 108 (2016), 923.
[4] Francisco, Discurso na Cerimónia de Acolhimento e Abertura da XXXIV Jornada Mundial da Juventude (Panamá 24 de Janeiro de 2019): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 29/I/2019), 9-10.






Temas para reflectir e meditar


Solidão 2


Tem-se a noção que as pessoas – mesmo as mais próximas – se cansam de nos aturar porque somos aborrecidos contamos as mesmas coisas repetidamente, as histórias são sempre as mesmas em que quase sempre somos os protagonistas e, no fim e ao cabo, tudo gira à nossa volta, somos o assunto, o tema o motivo.

Já descrevi o que se pode chamar um “quadro negro” e de facto, é disso mesmo que se trata!

Dramatismo exagerado?

Não me parece.

A pessoa solitária é uma pessoa “adiada” porque está constantemente a considerar outro momento que não seja o presente para fazer o que devia. Não o faz nem agora nem provavelmente nunca mais.

(AMA, reflexões, Carvide, 14.08.2019)

El reto del amor

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?