Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
06/06/2020
Segui-lo-ás em tudo o que te pedir
Se de verdade desejas que o teu coração reaja de um
modo seguro, aconselho-te que te metas numa Chaga de Nosso Senhor: assim terás
intimidade com Ele, pegar-te-ás a Ele, sentirás palpitar o seu Coração... e
segui-lo-ás em tudo o que te pedir. (Forja,
755)
Quem cultiva uma teologia incerta e uma moral
relaxada, sem freios; quem pratica, a seu capricho, uma liturgia duvidosa, com
uma disciplina de hippies e um governo irresponsável, não é de admirar que
propague contra os que só falam de Jesus Cristo invejas, suspeitas, acusações
falsas, ofensas, maus tratos, humilhações, intrigas e vexames de todo o género.
Quando admiramos e amamos deveras a Santíssima
Humanidade de Jesus, descobrimos, uma a uma, as suas Chagas. E nesses tempos de
expiação passiva, penosos, fortes, de lágrimas doces e amargas que procuramos
esconder, sentiremos necessidade de nos meter dentro de cada uma daquelas
Feridas Santíssimas: para nos purificarmos, para nos enchermos de alegria com
esse Sangue redentor, para nos fortalecermos. Recorreremos a elas como as
pombas que, no dizer da Escritura, se escondem nos buracos das rochas na hora
da tempestade. Escondemo-nos nesse refúgio, para encontrar a intimidade de
Cristo: e veremos que o seu modo de conversar é aprazível e o seu rosto
formoso, porque os que sabem que a sua voz é suave e grata, são os que
receberam a graça do Evangelho, que os faz dizer: Tu tens palavras de vida
eterna.
Não pensemos que, nesta senda da contemplação, as
paixões se calam definitivamente. Enganar-nos-íamos se supuséssemos que a ânsia
de procurar Cristo, a realidade do seu encontro e do seu convívio e a doçura do
seu amor nos tornavam pessoas impecáveis. Embora não lhes falte experiência
disso, deixem-me, no entanto, recordá-lo. O inimigo de Deus e do homem,
Satanás, não se dá por vencido, não descansa. E assedia-nos, mesmo quando a
alma arde inflamada no amor de Deus. Sabe que nessa altura a queda é mais
difícil, mas que – se conseguir que a criatura ofenda o seu Senhor, ainda que
seja em pouco – poderá lançar naquela consciência a grave tentação do
desespero. (Amigos de Deus, ns. 301–303)
LEITURA ESPIRITUAL
São Marcos
Cap. XV
1 Logo
de manhã, os sumos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos e os
doutores da Lei e todo o Sinédrio; e, tendo manietado Jesus, levaram-no e
entregaram-no a Pilatos. 2 Perguntou-lhe Pilatos: «És Tu o rei dos Judeus?»
Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes.» 3 Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas
coisas. 4 Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: «Não respondes nada? Vê de
quantas coisas és acusado!» 5 Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que
Pilatos estava estupefacto. 6 Ora, em cada festa, Pilatos costumava soltar-lhes
um preso que eles pedissem. 7 Havia um, chamado Barrabás, preso com os
insurrectos que tinham cometido um assassínio durante a revolta. 8 A multidão
chegou e começou a pedir-lhe o que ele costumava conceder. 9 Pilatos,
respondendo, disse: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 10 Porque sabia
que era por inveja que os sumos sacerdotes o tinham entregado. 11 Os sumos
sacerdotes, porém, instigaram a multidão a pedir que lhes soltasse, de
preferência, Barrabás. 12 Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes:
«Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?» 13 Eles
gritaram novamente: «Crucifica-o!» 14 Pilatos insistiu: «Que fez Ele de mal?»
Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-o!» 15 Pilatos, desejando agradar à
multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o
para ser crucificado. 16 Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é,
para o pretório, e convocaram toda a coorte. 17 Revestiram-no de um manto de
púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido. 18 Depois,
começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» 19 Batiam-lhe na cabeça com
uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
20 Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no
das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificar. 21 Para lhe levar a
cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal
Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo. 22 E conduziram-no ao lugar do
Gólgota, que quer dizer ‘lugar do Crânio’. 23 Queriam dar-lhe vinho misturado
com mirra, mas Ele não quis beber. 24 Depois, crucificaram-no e repartiram
entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um. 25
Eram umas nove horas da manhã, quando o crucificaram. 26 Na inscrição com a
condenação, lia-se: «O rei dos judeus.» 27 Com Ele crucificaram dois ladrões,
um à sua direita e o outro à sua esquerda. 28 Deste modo, cumpriu-se a passagem
da Escritura que diz: Foi contado entre os malfeitores. 29 Os que passavam
injuriavam-no e, abanando a cabeça, diziam: «Olha o que destrói o templo e o constrói em três dias! 30 Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!» 31 Da mesma
forma, os sumos sacerdotes e os doutores da Lei troçavam dele entre si: «Salvou
os outros mas não pode salvar-se a si mesmo! 32 O Messias, o Rei de Israel!
Desça agora da cruz para nós vermos e acreditarmos!» Até os que estavam crucificados
com Ele o injuriavam. 33 Ao chegar o meio-dia, fez-se trevas por toda a terra,
até às três da tarde. 34 E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: «Eloí,
Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me
abandonaste? 35 Ao ouvi-lo, alguns que estavam ali disseram: «Está a chamar por
Elias!» 36 Um deles correu a embeber uma esponja em vinagre, pô-la numa cana e
deu-lhe de beber, dizendo: «Esperemos, a ver se Elias vem tirá-lo dali.» 37 Mas
Jesus, com um grito forte, expirou. 38 E o véu do templo rasgou-se em dois, de
alto a baixo. 39 O centurião que estava em frente dele, ao vê-lo expirar
daquela maneira, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!» 40 Também
ali estavam algumas mulheres a contemplar de longe; entre elas, Maria de
Magdala, Maria, mãe de Tiago Menor e de José, e Salomé, 41 que o seguiam e
serviam quando Ele estava na Galileia; e muitas outras que tinham subido com
Ele a Jerusalém. 42 Ao cair da tarde, visto ser a Preparação, isto é, véspera
do sábado, 43 José de Arimateia, respeitável membro do Conselho que também
esperava o Reino de Deus, foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o
corpo de Jesus. 44 Pilatos espantou-se por Ele já estar morto e, mandando
chamar o centurião, perguntou-lhe se já tinha morrido há muito. 45 Informado
pelo centurião, Pilatos ordenou que o corpo fosse entregue a José. 46 Este,
depois de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz e envolveu-o nele. Em
seguida, depositou-o num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra sobre a
entrada do sepulcro. 47 Maria de Magdala e Maria, mãe de José, observavam onde
o depositaram.
Comentários:
Este relato da Paixão de Cristo, que São
Marcos faz, segue, de alguma forma, os Sinópticos. Nalguns detalhes difere um
pouco e omite outros como, por exemplo, o diálogo entre Jesus Cristo e o ladrão
crucificado à sua esquerda. Detenho-me, no entanto em numa frase que considero singular:
«Pilatos
espantou-se por Ele já estar morto». Deve, seguramente, ter
colhido esta “informação” do próprio José de Arimateia. Mas, podemos perguntar:
a que se deve o espanto de Pilatos? Talvez na sua perturbada consciência houvesse alguma dúvida acerca da Divindade do
Crucificado? Os sonhos que Cláudia – a sua mulher – lhe relatou terão, de
alguma forma, levado o seu espírito a interrogações e perplexidades? Ter-se-à
informado sobre Jesus e, tomando conhecimento dos Seus milagres, chegado a
alguma “conclusão” sobre a verdadeira Natureza do homem que condenara? Poderia,
de facto, O Homem que condenara, Ser Alguém com poderes extraordinários: curar
enfermos de toda a ordem, multiplicar pães e peixes, andar sobre as águas,
ressuscitar mortos? O centurião ter-lhe-à exposto a conclusão a que chegara: «Verdadeiramente este
homem era Filho de Deus!»? Mas qual Deus? O Deus dos Israelitas?
O Tal Messias? O Rei dos Reis? O que lhe dissera claramente: «Sou Rei!».
Quando mandou colocar aquela inscrição na Cruz «O rei dos judeus» te-lo-à feito por “ironia”, “acinte” para com os Chefes
do Povo? A verdade, também, é que a propósito, dissera:«Quod scripsit
secripsit»!
Seria uma “teimosia” ou um prenúncio da verdade? Mas… ele, não sabia o que era
a Vedade? A sua pergunta a Jesus Cristo, foi de facto uma declaração de ignorância
ou, pelo contrário, uma afirmação de que, no seu entender, a verdade poderia
ser diferente para alguns? A própria postura de Herodes – que a partir de então
se tornou seu amigo – não revelaria uma convicção que Jesus Cristo poderia Ser
O Tal Messias Salvador e Rei dos Judeus? Pilatos era um homem culto e
inteligente, embora calculista, e com uma única preocupação: a sua “carreira no
aparelho” do Império Romano, mas, este “espanto”, leva-me realmente a pensar… O
facto é que Jesus Cristo, pendente da Cruz da Salvação, pediu ao Pai que
perdoasse os responsáveis pela Sua Crucifixão porque «não sabem o que fazem»
e, eu, não posso mais que concluir que, nestes, O meu Salvador, incluía Poncio
Pilatos. Assim, terei “mais uma razão” para não fazer juízos nem me atrever em
considerações sobre a culpabilidade do Pretor Romano. Consta na história que,
caído em desgraça junto do Imperador Romano, terá cometido suicídio pelos anos 38/39 DC. e,
também constam os inúmeros atropelos contra os judeus, nomeadamente assassínios
em massa dos Samaritanos. Mas, a verdade, também, estes actos não “destoam” em muito dos praticados por outros
responsáveis de governo do povos naquela época como, nas posteriores. Realmente,
é muito comum que o poder – quanto mais
absoluto pior – pode corromper a consciência ao ponto de levar quem possui a
cometer actos de inimaginável crueldade e desrespeito pela vida dos que
governa. Pilatos foi “pior” que Hitler; ou Estaline; ou… ?
Doutrina – 535
O SACRAMENTO DA UNÇÃO DOS ENFERMOS
318.
Como se celebra este sacramento?
CIC: 1520 – 1523 - 1532
A celebração deste
sacramento consiste essencialmente na unção com óleo benzido, se possível, pelo
Bispo, na fronte e nas mãos do doente (no rito romano, ou também noutras partes
do corpo segundo outros ritos), acompanhada da oração do sacerdote, que implora
a graça especial deste sacramento.
São Pio de Petrelcina
O grande
amor de Deus
Olhemos
primeiro para o alto e depois para nós mesmos. A infinita distância entre o azul
do céu e o abismo que gera a humildade.
(365
dias com São Pio de Petrelcina)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Orações sugeridas:
05/06/2020
São José, um homem normal
Falámos hoje da vida de oração e do afã de
apostolado. Queremos porventura melhor mestre nesta matéria do que São José? Se
quereis que vos dê um conselho, dir-vos-ei – com palavras que venho a repetir
incansavelmente desde há muitos anos: Ite ad Joseph, recorrei a S. José; ele
vos mostrará caminhos concretos e meios humanos e divinos para chegar a Jesus.
E em breve ousareis, tal como ele, segurar nos braços, beijar, vestir e cuidar
deste Menino Deus que nasceu para nós. Em sinal de veneração, os Magos
ofereceram a Jesus ouro, incenso e mirra; José deu-lhe plenamente o coração
jovem, cheio de amor. (Cristo que passa,
38)
José era um artesão da Galileia, um homem como
tantos outros. E que pode esperar da vida um habitante de uma aldeia perdida,
como era Nazaré? Apenas trabalho, todos os dias, sempre com o mesmo esforço. E,
no fim da jornada, uma casa pobre e pequena, para recuperar as forças e
recomeçar o trabalho no dia seguinte.
José era efectivamente um homem corrente, em quem
Deus confiou para realizar coisas grandes. Soube viver exactamente como o
Senhor queria todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida. Por
isso, a Sagrada Escritura louva José, afirmando que era justo. E, na língua
hebraica, justo quer dizer piedoso, servidor irrepreensível de Deus, cumpridor
da vontade divina ; outras vezes significa bom e caritativo para com o próximo.
(Cristo que passa, 40)
O nosso Pai e Senhor São José é Mestre da vida
interior. – Põe-te sob o seu patrocínio e sentirás a eficácia do seu poder. (Caminho, 560)
De São José diz Santa Teresa, no livro da sua vida:
«Quem não achar Mestre que lhe ensine a orar, tome este glorioso Santo por
mestre, e não errará no caminho». – O conselho vem de uma alma experimentada.
Segue-o. (Caminho, 561)
Temas para reflectir e meditar
A beleza do perdão - 3
É de suma importância o exame prévio feito com simples objectividade até porque algumas vezes nos esquecermos dos pecados de omissão, isto é, o que deveríamos ter feito e não fizemos, ou seja as faltas de cumprimento do dever.
E não nos fiquemos por generalidades mas sim dizer concretamente: ’não fiz isto, não fiz aquilo' que era minha obrigação fazer.
Ao demónio não lhe interessa nada que
nos confessemos e usará de todas as artimanhas da vasta panóplia de que dispõe
para nos levar a desistir da Confissão Sacramental.
Uma das mais comuns talvez seja o respeito humano de não nos confessarmos com o Sacerdote habitual. Tal ocorre principalmente quando temos uma falta que nos envergonha particularmente.
Não ceder a esta tentação acrescenta aos méritos da Confissão o vencimento próprio, a humilhação, a simplicidade, o domínio do orgulho.
(cont)
(ama, reflexões,
2015.04.19)
São Pio de Petrelcina
São Pio
de Petrelcina
O grande
amor de Deus
Eu
não sou como o Senhor me fez, mas sinto que tenho de me esforçar muito mais
para cometer um acto de soberba que um acto de humildade. Isto porque a
humildade é a verdade e a verdade é que eu sou nada. Tudo o que de bom existe em mim, tudo o que possuo é de Deus.
E mesmo sabendo isso, quantas vezes desperdiçamos ou estragamos até o que o
bom Deus colocou em nós?!
(365
dias com São Pio de Petrelcina)
LEITURA ESPIRITUAL
São Marcos
Cap. XIV
1 Dali a dois dias era a Páscoa e os Ázimos; os príncipes dos
sacerdotes e os escribas andavam buscando o modo de O prender à traição, para O
matar.2 Porém, diziam: «Não convém que isto se faça no dia da festa,
para que não se levante nenhum motim entre o povo».3 Estando Jesus
em Betânia, em casa de Simão o leproso, enquanto estava à mesa, veio uma mulher
trazendo um frasco de alabastro cheio de um perfume feito de verdadeiro nardo,
de um grande valor e, quebrando o frasco, derramou-Lho sobre a cabeça.4
Alguns dos que estavam presentes indignaram-se e diziam entre si: «Para que foi
este desperdício de perfume? 5 Pois podia-se vender por mais de
trezentos denários e dá-los aos pobres». E irritavam-se contra ela. 6
Mas Jesus disse: «Deixai-a. Porque a molestais? Ela fez-Me uma boa obra, 7
porque pobres sempre os tereis convosco, e quando quiserdes, podeis fazer-lhes
bem; porém a Mim, não Me tereis sempre. 8 Ela fez o que podia: ungiu
com antecipação o Meu corpo para a sepultura. 9 Em verdade vos digo:
Onde quer que for pregado este Evangelho por todo o mundo, será também contado,
para sua memória, o que ela fez». 10 Então, Judas Iscariotes, um dos
doze, foi ter com os príncipes dos sacerdotes para lhes entregar Jesus. 11
Eles ouvindo-o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro. E ele procurava
ocasião oportuna para O entregar.12 No primeiro dia dos Ázimos,
quando imolavam a Páscoa, os discípulos perguntaram-Lhe: «Onde queres que vamos
preparar-Te a refeição da Páscoa?». 13 Então, Ele enviou dois dos
Seus discípulos e disse-lhes: «Ide à cidade e encontrareis um homem levando uma
bilha de água; ide atrás dele, 14 e, onde entrar, dizei ao dono da
casa: “O Mestre manda dizer: Onde está a Minha sala onde hei-de comer a Páscoa
com os Meus discípulos?”. 15 E ele vos mostrará uma sala superior,
grande, mobilada e já pronta. Preparai-nos lá o que é preciso». 16
Os discípulos partiram e chegaram à cidade; encontraram tudo como Ele lhes
tinha dito, e prepararam a Páscoa. 17 Chegada a tarde, foi Jesus com
os doze. 18 Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: «Em verdade
vos digo que um de vós, que come comigo, Me há-de entregar». 19
Então começaram a entristecer-se, e a dizer-Lhe um por um: «Porventura sou
eu?». 20 Ele disse-lhes: «É um dos doze que se serve comigo do mesmo
prato. 21 O Filho do Homem vai, segundo está escrito d'Ele, mas, ai
daquele homem por quem for entregue o Filho do Homem! Melhor fora a esse homem
não ter nascido». 22 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de
pronunciada a bênção, partiu-o, deu-lho e disse: «Tomai, isto é o Meu corpo». 23
Em seguida, tendo tomado o cálice, dando graças, deu-lho, e todos beberam dele.
24 E disse-lhes: «Isto é o Meu sangue, o sangue da Aliança, que é
derramado por todos. 25 Em verdade vos digo que não beberei mais do
fruto da videira, até àquele dia em que o beberei novo no reino de Deus». 26
Cantados os salmos, foram para o monte das Oliveiras. 27 Então
Jesus, disse-lhes: «Todos vós vos escandalizareis, pois está escrito: “Ferirei
o pastor, e as ovelhas se dispersarão”. 28 Mas, depois de Eu
ressuscitar, preceder-vos-ei na Galileia». 29 Pedro, porém,
disse-Lhe: «Ainda que todos se escandalizem a Teu respeito, eu não». 30
Jesus disse-lhe: «Em verdade te digo que hoje, nesta mesma noite, antes que o
galo cante a segunda vez, Me negarás três vezes». 31 Porém, ele
insistia ainda mais: «Ainda que seja preciso morrer contigo, não Te negarei». E
todos diziam o mesmo. 32 Chegando a uma herdade, chamada Getsemani,
Jesus disse aos Seus discípulos: «Sentai-vos aqui enquanto vou orar». 33
Levou consigo Pedro, Tiago e João; e começou a sentir pavor e angústia. 34
E disse-lhes: «A Minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai». 35
Tendo-Se adiantado um pouco, prostrou-Se por terra e pedia que, se era
possível, se afastasse d'Ele aquela hora.36 Dizia: «Abba, Pai, todas
as coisas Te são possíveis; afasta de Mim este cálice; porém, não se faça o que
Eu quero, mas o que Tu queres». 37 Depois, voltou e encontrou-os a
dormir, e disse a Pedro: «Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora? 38
Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, na verdade, está
pronto mas a carne é fraca». 39 Tendo-Se retirado novamente, pôs-Se
a orar, repetindo as mesmas palavras. 40 Voltando, encontrou-os
outra vez a dormir, porque tinham os olhos pesados pelo sono. Não sabiam que
responder-Lhe. 41 Voltou terceira vez, e disse-lhes: «Dormi agora e
descansai. Basta!, é chegada a hora; eis que o Filho do Homem vai ser entregue
nas mãos dos pecadores. 42 Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima
o que Me há-de entregar». 43 Ainda falava, quando chega Judas
Iscariotes, um dos doze, e com ele muita gente armada de espadas e varapaus,
enviada pelos príncipes dos sacerdotes, pelos escribas e pelos anciãos. 44
O traidor tinha-lhes dado um sinal dizendo: «Aquele a quem eu beijar, é esse;
prendei-O e levai-O com cuidado». 45 Logo que chegou, aproximando-se
imediatamente de Jesus, disse-Lhe: «Mestre!», e beijou-O. 46 Então
eles lançaram-Lhe as mãos e prenderam-n'O. 47 Um dos presentes,
tirando a espada, feriu um servo do sumo sacerdote e cortou-lhe uma orelha. 48
Jesus tomando a palavra, disse-lhes: «Como se Eu fosse um ladrão viestes
prender-Me com espadas e varapaus? 49 Todos os dias estava entre vós
ensinando no templo e não Me prendestes. Mas isto acontece para que se cumpram
as Escrituras». 50 Então, os discípulos, abandonando-O, fugiram
todos. 51 Um jovem seguia Jesus coberto somente com um lençol e
prenderam-no. 52 Mas ele, largando o lençol, escapou-se-lhes nu. 53
Levaram Jesus ao sumo sacerdote e juntaram-se todos os príncipes dos
sacerdotes, os anciãos e os escribas. 54 Pedro foi-O seguindo de
longe, até dentro do pátio do sumo sacerdote. Estava sentado ao fogo com os
criados, e aquecia-se. 55 Os príncipes dos sacerdotes e todo o
conselho buscavam algum testemunho contra Jesus, para O fazerem morrer, e não o
encontravam. 56 Muitos depunham falsamente contra Ele, mas não
concordavam os seus depoimentos. 57 Levantaram-se uns que depunham
falsamente contra Ele, dizendo: 58 «Nós ouvimo-l'O dizer:
“Destruirei este templo, feito pela mão do homem, e em três dias edificarei
outro, que não será feito pela mão do homem”». 59 Porém, nem estes
testemunhos eram concordes. 60 Então, levantando-se do meio da
assembleia o sumo sacerdote, interrogou Jesus, dizendo: «Não respondes nada ao
que estes depõem contra Ti?». 61 Ele, porém, estava em silêncio e
nada respondeu. Interrogou-O de novo o sumo sacerdote e disse-Lhe: «És Tu o
Cristo, o Filho de Deus bendito?». 62 Jesus respondeu: «Eu sou, e
vereis o Filho do Homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as
nuvens do céu». 63 Então, o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes,
disse: «Que necessidade temos de mais testemunhas? 64 Ouvistes a
blasfémia. Que vos parece?». E todos O condenaram como réu de morte. 65
Então começaram alguns a cuspir-Lhe, a cobrir-Lhe o rosto e a dar-Lhe murros,
dizendo-Lhe: «Profetiza!». Os criados receberam-n'O a bofetadas. 66
Entretanto, estando Pedro em baixo no átrio, chegou uma das criadas do sumo
sacerdote. 67 Vendo Pedro, que se aquecia, encarando-o disse: «Tu
também estavas com Jesus Nazareno». 68 Mas ele negou: «Não sei, nem
compreendo o que dizes». E saiu para fora, para a entrada do pátio, e o galo
cantou. 69 Tendo-o visto a criada, começou novamente a dizer aos que
estavam presentes: «Este é daqueles». 70 Mas ele o negou de novo.
Pouco depois, os que ali estavam presentes diziam de novo a Pedro:
«Verdadeiramente tu és um deles, porque também és galileu». 71 Ele
começou a fazer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem de quem falais».
72 Imediatamente cantou o galo segunda vez. Pedro lembrou-se da
palavra que Jesus tinha dito: «Antes que o galo cante duas vezes, Me negarás
três». E começou a chorar.
Comentários:
Está absolutamente
definido: para Deus, o mais importante é o AMOR. Foi e é, o Amor, que moveu e
continua movendo, Deus, como Criador, como Pai, como Dono e Senhor de quanto
existe. Ama o homem por aquilo que ele é: uma criatura fruto do Seu amor. Não
se pode amar o que não se conhece e, Deus, conhece-nos intimamente com todos
os nossos defeitos e fraquezas e, também, as nossas virtudes e boas acções. Mesmo
quando nos afastamos dele continua a amar-nos porque o Seu amor por nós não é
condicionado pelo nosso amor por Ele.
Levanta-se uma questão
a respeito deste trecho do Evangelho: “Quem não ama Deus não ama o próximo, ou,
se se ama o próximo tem de se amar a Deus?” Parece óbvio que o amor é um só: o
amor de Deus pelos homens! De facto Deus não só criou o homem por amor mas
criou-o para amar. Sendo verdade que Deus ama todos os homens e que estes são o
reflexo, a própria imagem de Deus, não será possível haver como que uma
“divisão” do amor entre o amor a Deus e o amor ao próximo. Assim, aquele que
ama o próximo, ama de facto a Deus embora, por qualquer razão, possa não O
conhecer. Por isso é tão importante o apostolado, que mais não é que um serviço
para que todos conheçam Deus.
São Marcos descreve o que ouviu de São
Pedro com a riqueza de detalhes que nos garante um relato fidedigno do que se
passou. Jesus Cristo é um "adivinho"? Não!
Jesus Cristo sendo Deus conhece o passado o actual e o futuro, aliás, para Ele, tudo é presente.
Jesus Cristo sendo Deus conhece o passado o actual e o futuro, aliás, para Ele, tudo é presente.
A prudência é uma virtude
importantíssima na vida cristã. sobretudo nas tarefas de apostolado deve ter-se
muito em conta que agir imprudentemente pode não só deitar a perder o esforço
já feito como até fazer ou dizer algo que não seja de todo conveniente. O homem
prudente é avisado, não age nem por impulso nem por entusiasmo. Prepara
convenientemente a sua acção tomando conselho apropriado de quem melhor o poderá
guiar. Nosso Senhor dá-nos, neste trecho de São Marcos, uma autêntica lição de
prudência ficando claríssimo que não se trata nem de medo ou receio mas, de
agir em conformidade com o que é aconselhável.
Jesus
Cristo quer que tudo se cumpra como está determinado nos planos da Redenção,
por isso mesmo, usa a precaução que se impõe para que não se saiba onde vai
celebrar a Páscoa com os Doze. Convém até que, um dos Doze, não saiba de
antemão, onde será. Todos os factos, episódios e acontecimentos que antecedem a
Paixão são importantes mas, neles, avulta a Última Ceia porque, justamente será
durante a mesma, que Cristo, depois da saída de Judas, instituirá o Sacerdócio
ao dar aos Seus Apóstolos a faculdade de repetirem para todo o sempre o milagre
da Consagração Eucarística. De facto, é onde O Senhor decide, com uma
generosidade e humildade que nos espanta, ficar para sempre connosco para ser o
nosso alimento, o Viático para a Vida Eterna.
Uma
vez mais, Jesus, mostra-nos como é necessária prudência nas coisas que a Ele
respeitam. Prudência que não tem que ver nem com medo ou cobardia mas, tão só,
não desprezar as medidas e atitudes que as circunstâncias aconselhem. Ao enviar
dois discípulos com instruções algo “misteriosas” para escolherem a sala onde
iriam comer a Páscoa, Jesus quer pôr a recato a possibilidade de Judas, que
sabia, o iria trair, se poder adiantar no seu torpe desígnio. Assim, ninguém
saberia, de antemão, onde Se encontraria Jesus e os Seus discípulos antes da
hora que, desde sempre, estava destinada a ser a hora da prisão, no Getzemani.
O
poder da Fé! Assim se poderia titular este trecho de São Marcos. Os exemplos
dados são propositadamente exagerados e até estranhos - ninguém mandará um
monte plantar-se no mar - para que fique bem claro que Deus pode tudo e a
oração pode obter tudo. O que pedirmos não deixará de ser atendido se o pedido
for conveniente segundo os critérios divinos.
A honestidade intelectual é algo que
muitos desdenham e, no entanto, ela é fundamental para agir com verdade e são
critério. Procurar razões onde não existem, perguntas capciosas e mal
intencionadas, isto é o que fazem muitos que se propõem a eles próprios como
mestres e guias. Mas, o pior é que haverá sempre quem os ouça e siga, iludidos
e enganados na sua busca da verdade. É a verdade é só uma: Jesus Cristo: Ele É
a Verdade!
Virtudes 7
Aquele que
perseverar até ao fim, será salvo (Mt 10, 22)
A paciência está em
estreita correspondência com a perseverança. Esta costuma ser definida como a
persistência no exercício de obras virtuosas apesar da dificuldade e do cansaço
derivado de sua demora no tempo. Mais precisamente costuma-se falar de
constância quando se trata de vencer a tentação de abandonar o esforço perante
o aparecimento de um obstáculo concreto; enquanto se fala de perseverança
quando o obstáculo é apenas o prolongar no tempo desse esforço (Cf. Ángel
Rodríguez Luño, Scelti in Cristo per essere santi III. Morale speciale, EDUSC,
Roma 2008, p. 298).
Não se trata
somente de uma qualidade humana, necessária para alcançar objetivos mais ou
menos ambiciosos. A perseverança, à imitação de Cristo, que foi obediente ao
desígnio do Pai até o final (Cf. Fl. 2, 8), é necessária para a salvação, segundo as palavras evangélicas: «mas
aquele que perseverar até o fim será salvo» (Mt 10, 22). Entende-se então
a verdade da afirmação de (São Josemaria: “Começar é de todos; perseverar,
de santos” ((São Josemaria, Caminho, n. 983)
Daí o amor que este sacerdote santo revelava
pelo trabalho bem acabado, que descrevia como um saber colocar as “últimas
pedras” em cada trabalho realizado (“Gosto das últimas [pedras], que supõem o termo de um longo e paciente
esforço” ((São Josemaria, Entrevista para “El Cruzado Aragonés”, 3 de Maio
de 1969, n. 16).
“Toda a
fidelidade deve passar pela prova mais exigente: o tempo […]. É fácil ser
coerente por um dia, ou por alguns dias […]. Só pode chamar-se fidelidade a uma
coerência que dura toda uma vida” (João Paulo II, Homilia na Catedral Metropolitana, México, 26 de janeiro de
1979). Estas palavras de
São João Paulo II ajudam a compreender a perseverança sob uma luz mais
profunda, não como mero persistir, mas antes de tudo como autêntica coerência
de vida; uma fidelidade que acaba por merecer o louvor do Senhor da parábola
dos talentos, e que pode considerar-se como uma fórmula evangélica de
canonização: «Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te
confiarei muito. Vem regozijar-se com o teu senhor» (Mt 25, 23).
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Contenção; alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.
Lembrar-me:
Filiação divina.
Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
04/06/2020
Orar é falar com Deus. Mas de quê?
Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de
quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos,
ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e
pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te –
ganhar intimidade! (Caminho, 91)
Uma oração ao Deus da minha vida. Se Deus é vida
para nós, não deve causar-nos estranheza que a nossa existência de cristãos
tenha de estar embebida de oração. Mas não penseis que a oração é um acto que
se realiza e se abandona logo a seguir. O justo encontra na lei de Iavé a sua
complacência e procura acomodar-se a essa lei durante o dia e durante a noite.
Pela manhã penso em ti; e, durante a tarde, dirige-se a ti a minha oração como
o incenso. Todo o dia pode ser tempo de oração: da noite à manhã e da manhã à
noite. Mais ainda: como nos recorda a Escritura Santa, também o sono deve ser
oração.
(...) A vida de oração tem de fundamentar-se, além
disso, em pequenos espaços de tempo, dedicados exclusivamente a estar com Deus.
São momentos de colóquio sem ruído de palavras, junto ao Sacrário sempre que
possível, para agradecer ao Senhor essa espera – tão só! – desde há vinte
séculos. A oração mental é diálogo com Deus, de coração a coração, em que
intervém a alma toda: a inteligência e a imaginação, a memória e a vontade. Uma
meditação que contribui a dar valor sobrenatural à nossa pobre vida humana, à nossa
vida corrente e diária.
Graças a esses tempos de meditação, às orações
vocais, às jaculatórias, saberemos converter a nossa jornada, com naturalidade
e sem espectáculo, num contínuo louvor a Deus. Manter-nos-emos na sua presença,
como os que estão enamorados dirigem continuamente o seu pensamento à pessoa
que amam, e todas as nossas acções – inclusivamente as mais pequenas –
encher-se-ão de eficácia espiritual.
Por
isso, quando um cristão se lança por este caminho de intimidade ininterrupta
com o Senhor – e é um caminho para todos, não uma senda para privilegiados – a
vida interior cresce, segura e firme; e o homem empenha-se nessa luta, amável e
exigente ao mesmo tempo, por realizar até ao fim a vontade de Deus. (Cristo
que passa, 119)
Temas para reflectir e meditar
A beleza do perdão - 2
Parece descabida esta reflexão?
Talvez... mas será que nunca nos aconteceu pensar que não termos nenhum pecado para confessar?
O que fazer então?
Se depois de um exame sério não encontramos matéria para confessar digamo-lo com toda a simplicidade ao Confessor e, depois, sujeitamos à confissão todos os pecados da vida passada nomeadamente aqueles que por esquecimento involuntário ou omissão possam ter existido deixando um "lastro" que é sempre um peso e, sobretudo, um reato de pena por saldar.
A Confissão adquire assim a sua
verdadeira dimensão de perdoar os pecados e pacificar a consciência.
(ama, reflexões,
2015)
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