Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
12/05/2020
Procissão das Velas em Fátima - vídeo
Nota de AMA:
Dia 12: NUNC COEPI publica vídeo com Procissão das Velas em Fátima
Dia 13: NUNC COEPI publica vídeo com Procissão do Adeus em Fátima
Maria, Mestra de entrega sem limites
A Virgem Santa Maria, Mestra da entrega sem limites!
Lembras-te? Com um louvor dirigido a Ela, Cristo afirmou: "Quem cumpre a
vontade de Meu Pai, esse - essa - é Minha mãe!...". Pede a esta boa Mãe
que na tua alma ganhe força - força de amor e de libertação - a sua resposta de
generosidade exemplar: «Ecce ancilla Domini!», eis aqui a escrava do
Senhor! (Sulco, 33)
Queres pensar - pela minha parte também farei o meu
exame - se mantens imutável e firme a tua escolha da Vida? Se, ao ouvires essa
voz de Deus, amabilíssima, que te estimula à santidade, respondes livremente
que sim? Dirijamos o olhar para o nosso Jesus, quando falava às multidões pelas
cidades e campos da Palestina. Não pretende impor-se. Se queres ser
perfeito..., diz ao jovem rico. Aquele rapaz rejeitou o convite e o Evangelho
conta que abiit tristis, que se retirou entristecido. Por isso, alguma vez lhe
chamei a ave triste: perdeu a alegria, porque se negou a entregar a liberdade a
Deus.
Consideremos agora o momento sublime em que o
Arcanjo São Gabriel anuncia a Santa Maria o desígnio do Altíssimo. A nossa Mãe
ouve e interroga para compreender melhor aquilo que Nosso Senhor lhe pede;
depois, surge a resposta firme: Fiat! - faça-se em mim segundo a tua palavra! -
o fruto da melhor liberdade: a de se decidir por Deus. (Amigos de Deus, 24-25)
Santo Rosário rezar com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Memórias de Fátima
O que me liga a Fátima - l
Um dos “espectáculos” que me deliciava era o constante voo de milhares
de andorinhas que faziam ninho nas cimalhas do edifíco.
Indiferentes ao
constante ribombabar dos tiros de dinamite que rebentavam os pedregulhos do
recinto, faziam acobracias fantásticas por entre os pedaços de pedra que voavam
pelos ares.
(AMA,
Memórias de Fátima)
Orações de Maio
Hoje, Sábado, estou aqui neste templo a ti dedicado, Senhora da Lapa, neste mês de Maio, perante a tua imagem, Senhora de Fátima.
As
lembranças quase físicas da minha Mãe do Céu!
Como
posso ficar indiferente!?
Sinto-me
“mais filho”, mais próximo, sinto o coração cheio de ternura e um desejo enorme
de te falar de tantas coisas que me perco e prefiro ficar, assim, calado,
olhando as tuas imagens e murmurando baixinho:
Como
te amo, Mãe!
(AMA,
2014-05-17)
Temas para reflectir e meditar
Realmente,
caminhar olhando para o chão pode ser uma medida preventiva de, por exemplo,
não tropeçar nos obstáculos.
Mas,
na verdade, se o olhar se dirigir em frente, veremos na mesma, os obstáculos e
com a vantagem de ter tempo de os evitar.
Convém
pois, olhar em frente para se ter uma perspectiva mais completa e real do
caminho que se percorre e, também, para não perder de vista o vulto de Cristo
que nos guia.
(AMA,
reflexões, 2019)
FILOSOFIA E RELIGIÃO
CRISTO E O DESTINO DO HOMEM
Voltaire escreveu um
dia a Bayle, desconsolado e triste, a lamentar que os seus amigos se
desonrassem, quase todos na morte, chamando o padre, confessando-se, comungando, e repudiando, como perigosa e
falsa a sua antiga rebeldia anticristã, mais cómoda, ao que parece, para viver, do que para
morrer!
E é sabido que o mesmo Voltaire se teria
desonrado - também, confessando-se e comungando, se lho tivessem consentido
d'Alembert e Diderot.
D'Alembert, por seu
turno, quando viu que a morte se
avizinhava, mandou chamar, para se confessar, o pároco de Saint-Germmain, que Condorcet não deixou entrar, o
mesmo sucedendo, a Diderot, que se teria confessado ao pároco de S. Sulpicio, o
bom P. Térsac, se os e amigos o não impedissem de o fazer.
(A.
Veloso, BROTÉRIA, Vol. LVI, Fasc. 4, 1953, pag. 278)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
salmo ii
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.
Exame Pessoal
Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]
Noverim me
Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]
[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus
11/05/2020
Nota de AMA
Nota de AMA:
Dia 12: NUNC COEPI publica vídeo com Procissão das Velas em Fátima
Dia 13: NUNC COEPI publica vídeo com Procissão do Adeus em Fátima
Maria está ao pé de ti
Não
estás só. - Aceita com alegria a tribulação. - É verdade, pobre menino, que não
sentes na tua mão a mão de tua Mãe. - Mas... não tens visto as mães da terra,
de braços estendidos, seguir os seus pequenos quando se aventuram, receosos, a
dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém? - Não estás só; Maria está ao
pé de ti. (Caminho, 900)
Dá alegria verificar que a devoção à Virgem está
sempre viva, despertando nas almas cristãs um impulso sobrenatural para se
comportarem como domestici Dei, como membros da família de Deus.
Nestes dias, vendo como tantos cristãos exprimem dos
mais diversos modos o seu carinho à Virgem Santa Maria, também vós certamente
vos sentis mais dentro da Igreja, mais irmãos de todos esses vossos irmãos.
É uma espécie de reunião de família, como quando os
irmãos que a vida separou voltam a encontrar-se junto da Mãe, por ocasião de
alguma festa. Ainda que alguma vez tenham discutido uns com os outros e se
tenham tratado mal, naquele dia não; naquele dia sentem-se unidos, reencontram-se
unidos, reencontram-se todos no afecto comum.
Maria, na verdade, edifica
continuamente a Igreja, reúne-a, mantém-na coesa. É difícil ter autêntica
devoção à Virgem sem nos sentirmos mais vinculados aos outros membros do Corpo
Místico e também mais unidos à sua cabeça visível, o Papa. Por isso me agrada
repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam! Todos, com Pedro, a Jesus, por
Maria! (Cristo que passa, 139)
LEITURA ESPIRITUAL
São Lucas
Cap. XI
1 Sucedeu
que Jesus estava algures a orar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus
discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus
discípulos.» 2 Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o
teu nome; venha o teu Reino; 3 dá-nos o nosso pão de cada dia; 4 perdoa os
nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não
nos deixes cair em tentação.» 5 Disse-lhes
ainda: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio da noite e lhe
disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6 pois um amigo meu chegou agora de
viagem e não tenho nada para lhe oferecer’, 7 e se ele lhe responder lá de
dentro: ‘Não me incomodes, a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos
deitados; não posso levantar-me para tos dar’. 8 Eu vos digo: embora não se
levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos, levantar-se-á, devido à
impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto precisar.» 9 «Digo-vos, pois: Pedi
e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; 10 porque todo
aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á. 11 Qual
o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se
lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? 12 Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará
um escorpião? 13 Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos
filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!» 14 Jesus estava a expulsar um demónio
mudo. Quando o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. 15 Mas alguns dentre eles disseram: «É por Belzebu, chefe
dos demónios, que Ele expulsa os demónios.» 16 Outros, para o experimentarem,
reclamavam um sinal do Céu. 17 Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos,
disse-lhes: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá
casa sobre casa. 18 Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de
manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os
demónios. 19 Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam
os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se
Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até
vós. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens
estão em segurança; 22 mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as
armas em que confiava e distribui os seus despojos. 23 Quem não está comigo
está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.» 24 «Quando um espírito
maligno sai de um homem, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não
o encontrando, diz: ‘Vou voltar para minha casa, de onde saí.’ 25 Ao chegar,
encontra-a varrida e arrumada. 26 Vai, então, e toma consigo outros sete
espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final
daquele homem torna-se pior do que o primeiro.» 27 Enquanto
Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes
as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!» 28 Ele, porém,
retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em
prática.» 29 Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta
geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal
algum, a não ser o de Jonas. 30 Pois, assim como Jonas foi um sinal para os
ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. 31 A rainha
do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e
há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de
Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! 32 Os ninivitas hão-de
levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la,
porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é
maior do que Jonas.» 33 «Ninguém acende uma candeia, para a colocar num lugar
escondido ou debaixo do alqueire; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a
luz aqueles que entram. 34 A candeia do teu corpo são os teus olhos. Se os teus
olhos estiverem sãos, todo o teu corpo estará iluminado; mas se estiverem em
mau estado, o teu corpo estará em trevas. 35 Examina, pois, se a luz que há em
ti não é escuridão. 36 Se todo o teu corpo está iluminado, não tendo parte
alguma tenebrosa, todo ele será luminoso, como quando a candeia te ilumina com
o seu fulgor.» 37 Mal Jesus tinha acabado de falar, um
fariseu convidou-o para almoçar na sua casa; Ele entrou e pôs-se à mesa. 38 O
fariseu admirou-se de que Ele não se tivesse lavado antes da refeição. 39 O
Senhor disse-lhe: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas
o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. 40 Insensatos! Aquele que
fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que possuís,
e para vós tudo ficará limpo. 42 Mas ai de vós, fariseus, que pagais o
dízimo da hortelã, da arruda e de todas as plantas e descurais a justiça e o
amor de Deus! Estas eram as coisas que devíeis praticar, sem omitir aquelas. 43
Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e de ser
cumprimentados nas praças! 44 Ai de vós, porque sois como os túmulos, que não
se vêem e sobre os quais as pessoas passam sem se aperceberem!» 45 Um doutor da
Lei tomou a palavra e disse-lhe: «Mestre, falando assim, também nos insultas a
nós.» 46 Mas Ele respondeu: «Ai de vós, também, doutores da Lei, porque
carregais os homens com fardos insuportáveis e nem sequer com um dedo tocais
nesses fardos! 47 Ai de vós, que edificais os túmulos dos profetas, quando os
vossos pais é que os mataram! 48 Assim, dais testemunho e aprovação aos actos
dos vossos pais, porque eles mataram-nos e vós edificais-lhes sepulcros. 49 Por
isso mesmo é que a Sabedoria de Deus disse: ‘Hei-de enviar-lhes profetas e
apóstolos, a alguns dos quais darão a morte e a outros perseguirão, 50 a fim de
que se peça contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado
desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias,
que pereceu entre o altar e o santuário.’ Sim, Eu vo-lo digo, serão pedidas
contas a esta geração. 52 Ai de vós, doutores da Lei, porque vos apoderastes da
chave da ciência: vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que
queriam entrar!» 53 Quando saiu dali os doutores da Lei e os fariseus começaram
a pressioná-lo fortemente com perguntas e a fazê-lo falar sobre muitos
assuntos, 54 armando-lhe ciladas e procurando apanhar-lhe alguma palavra para o
acusarem.
Comentários:
1-13 -
A religião cristã destaca-se entre
outras por ser “dona” de uma oração ensinada directamente pelo seu Fundador. Nela
se encerra quanto Cristo deseja que os seus seguidores peçam, louvem,
manifestem. É ao mesmo tempo uma oração completa e uma forma única de nos
colocarmos mas mãos de Deus como filhos autênticos e verdadeiros que, na
realidade, somos todos pois baptizados. A oração ensinada por Jesus
Cristo é, por excelência, a oração dos cristãos. Não tenho qualquer
dúvida que é a oração mais agradável a Deus porque, com palavras humanas, me
parece absolutamente lógico que o Senhor Se agrade quando Lhe dirigimos as
mesmas palavras que Ele nos ensinou.
Um
bom filho guarda as palavras do seu Pai como um tesouro, para toda a vida,
porque são sábias e concludentes.
Um
bom cristão, rezará o Pai-Nosso com a devoção e interioridade, com o respeito
e, ao mesmo tempo, a confiança, de um Filho de Deus que, na realidade é.
O
exemplo de Jesus rezando é marcante para os discípulos e, por isso mesmo, lhe
pedem que os ensine rezar.
Jesus
Cristo não Se faz rogado e ensina a oração que será para todo o sempre, a
oração por excelência de todo o cristão.
Mas
vai mais longe e insiste nas condições necessárias para que a oração seja
eficaz, particularmente a perseverança.
O
Senhor insiste que é desejo de Deus ser instado sem rebuços nem intervalos com
os nossos pedidos, as nossas necessidades que Ele bem conhece mas que deseja
que nós reconheçamos que Ele, se assim o entender e for para nosso bem, nos
dará o que pedimos.
Assim,
perseverança e a confiança são condições que devem estar sempre presentes na
nossa oração.
Este é sem dúvida um dos momentos mais marcantes do
“confronto” entre Jesus e os chefes do povo. Sem rebuço o Senhor aponta com
clareza os defeitos e as más práticas daqueles que deveriam dar o exemplo. Quem
O escuta dá-se conta de que as palavras que Jesus profere vão ao encontro do
que realmente o povo anónimo pensa e como não obtém resposta - porque ela não
existe – este mesmo povo apercebe-se de Quem deve seguir, onde está a
verdadeira doutrina e, sobretudo, a honestidade de procedimento.
5-13 -
O que o Doutor da Lei considera como um insulto é próprio
daqueles que não admitem – nunca – que possam estar errados na sua conduta. A
resposta de Jesus é liminar e certíssima já que refere factos e não suposições.
Não temos, os cristãos, oração mais excelente para nos dirigirmos a Deus. Ensinada
pelo próprio Deus Filho não admira que seja simples, completa, total, contendo
quanto necessitamos para essa conversa íntima de filho pra Pai que deve ser a
nossa oração. Um dia, na eternidade, aperceber-nos-emos da importância e real
valor de cada Pai-Nosso que rezámos nesta vida e, por isso mesmo, o devemos
rezar com consciência plena do que estamos a dizer e com o propósito firme de a
tornar como que a “oração chave” da nossa vida. Estes "reparos de Jesus
estão perfeitamente de acordo com o que já afirmara, que não tinha vindo para
revogar a Lei mas sim para a aperfeiçoar. Não há, portanto, uma Lei anterior e
outra mais recente. Ambas são dadas aos homens por Deus, primeiro a Moisés para
o "povo eleito", depois por Cristo para todos os homens.
A Liturgia da Santa Igreja fundada por Jesus Cristo – que
É a sua Cabeça – tem muito em atenção estas realidades e, por isso mesmo, na
Santa Missa se lêem textos do Antigo Testamento. Na sequência do ensinamento do
Pai-Nosso, Jesus dá aos Seus como que uma referência para a importância da
oração. Oração, desde logo, que Ele próprio ensinou, mas que deseja
perseverante, sem vacilações ou titubeios.Por outras palavras, revela o
verdadeiro poder dessa oração feita nesses termos: O Senhor – Ele próprio o
afirma – não deixará de atender quem assim Lhe pede.
Jesus
adverte para o que muitas vezes há-de repetir: a perseverança na oração!
10-18 -
Os exemplos que dá – neste evangelho – parecem-nos querer
dizer que Deus gosta de ser “instado” com os nossos pedidos, não porque Se
esqueça deles, mas para, de certo modo, aferir da nossa real necessidade que a
constância no pedir revela. Evidentemente, nós homens, precisamos de tudo
porque por nós próprios não obteremos nada. As qualidades e dons que possamos
ter para encontrar soluções são-nos dadas por Deus gratuitamente, por isso, não
nos devemos nunca esquecer ao pedir seja o que for de agradecer o muito – e é
tudo – que recebemos. Jesus Cristo diz-nos que a oração perseverante é
fundamental para obter o que desejamos. Deus Nosso Senhor gosta de ser instado
pelos Seus filhos os homens porque tal constitui como que uma prova que aquele
que reza dessa forma, acredita firmemente que Deus atenderá o seu pedido. Podemos
dizer, que perseverar na oração é afirmar iniludivelmente a nossa fé. Jesus
Cristo - segundo escreve São Lucas - diz que nós somos maus. Isto admira-nos e
choca-nos? A verdade é que Ele mesmo disse ao jovem rico que Lhe perguntava que
havia de fazer para ganhar a Vida Eterna: Porque Me chamas bom? Bom é só Deus. Talvez
que a palavra "mau" seja um pouco - como dizer, forte mas, de facto,
o contrário de "bom" é "mau"... ou não?
15-26 -
Admiramo-nos sempre com a infinita paciência do Senhor
para com os que, sem sequer pensar no que dizem, alvitram opiniões
absolutamente despropositadas e, até, ofensivas. E, pacientemente, como que
“desmonta” a argumentação falaz mostrando com meridiana clareza, o disparate e
a falta de sustentação dos argumentos, enfim… corrigindo e fazendo ver aos
circunstantes – e aos que emitem aqueles argumentos – a lógica das coisas mais
simples. E, vai mais longe, adverte com solene veemência contra a actividade do
demónio e a sua real influência na vida das pessoas que se deixem levar pelos
seus métodos falazes e mentirosos.
É bem verdade: a pessoa malévola e mal-intencionada nem
sequer mede se o que diz ou faz tem alguma razão de ser – como diríamos em
linguagem corrente “ponta por onde se lhe pegue” – e, como fruto da sua
cegueira chegam aos maiores disparates e monumentais contradições. O mal está
em que, alguns, mais fracos ou desprevenidos, se deixam enganar por estas
argumentações malévolas talvez porque quem as diz tem um prestígio ou estatuto
que, em princípio, deveria ser credível. Nós cristãos, temos por obrigação
estrita conhecer as verdades da nossa Fé porque, na verdade, ninguém pode
acreditar naquilo que não conhece. E, talvez que, uma das principais
características da nossa santa religião seja o Amor: Jesus Cristo só nos fala
de amor, deu a Sua vida por nós por amor, e o único mandato que nos deixou foi:
«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei».
27-28 -
Espanta-me sempre constatar a infinita paciência do
Senhor em responder ás argumentações e que raiam o disparate e, até, o insulto.
Com certeza que, além de não ser conveniente ficar calado, é fundamental a Sua
resposta para instrução dos circunstantes além, naturalmente, dos próprios,
embora estes não estejam realmente interessados na resposta. Que conste nos
Evangelhos uma única vez ficou em silêncio.
Na presença de Herodes. Este sinistro personagem, mereceu só o desprezo
e indiferença de Jesus. E está atitude diz mais que qualquer argumentação. Ser
da família de Cristo – Sua Mãe, Seu irmão – não traz por si a felicidade. Esta,
verdadeiramente, consiste em pôr em prática apalavra de Deus. Parece lógico: A
Vontade de Deus é que sejamos felizes, logo, fazer a Sua Armabilíssima Vontade
só nos pode tornar felizes.
29-32 -
Gostaria de comentar este trecho do
Evangelho deixando correr livremente o que sinto no fundo do coração: Senhor,
deixa-me ser servo, para mim é mais fácil se continuares a dizer-me o que fazer
que deixares ao meu critério essa escolha. Quero, desejo continuar a ser um
servo humilde e servil porque sei, que o meu Senhor, me tem como amigo
verdadeiro ao ponto de ter entregue a Sua vida por mim. Por mais absurdas que
possam ser as alegações dos que manifestamente estão contra Ele, o Senhor nunca
deixa de responder. Há um claro objectivo de instruir o povo que o rodeia que,
na ausência de uma resposta Sua poderiam ficar a pensar se os outros não teriam
razão. É um exemplo que todos os cristãos devemos seguir, não deixar de
esclarecer o erro - por mais crasso ou ridículo que possa apresentar-se - e
repor a verdade tal qual é. Não é a primeira vez que o discurso de
Jesus se refere aos sinais que alguns Lhe pedem para confirmar quem diz ser. E,
como quase sempre, as suas palavras são duras e encerram crítica ao
comportamento dessa gente. Na verdade, nunca consta no Evangelho que sinal
pediam e isto porque na realidade não estavam interessados em nenhum sinal e,
depois, porque não sabiam, sequer, o que pedir. Por outro lado, é como que uma
tentação ao Senhor tal qual como quem faz uma chamada “promessa”: se fizeres
isto eu farei aquilo… Quem pede sinais ou faz “promessas” não faz outra coisa
que disfarçar a sua falta de fé.
Poderia atrever-me e dizer que só um tonto
poderia não ter muito em conta estas palavras do Senhor. Em síntese Ele diz-nos
para pedir quanto necessitarmos sem receio nem qualquer temor de que o que
pedimos seja adequado ou conveniente. Essa decisão cabe-lhe a Ele e que melhor
garantia poderíamos ter de que será a mais correcta e que melhor nos convém? 'Tenho
procurado Deus e nunca o encontrei'. Esta afirmação feita por alguém de grande
craveira intelectual - considerado um sábio no seu tempo - encerra o dramatismo
da busca incessante de Deus pelo homem. Digo "dramatismo" porque o
princípio está profundamente errado, porque não é preciso procurar Deus porque
só se procura o que está escondido, oculto e, Deus, está presente - sempre
presente - nas nossas vidas, no ambiente
que nos rodeia, nos outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida. Não!
Não precisamos de procurar Deus... necessitamos encontrá-lo o que é diferente.
O problema, o drama, é que muitos não
sabem como O procurar e esperam que Ele Se manifeste de uma forma qualquer que
não sabem nem imaginam. E, ainda o drama, é que se tal acontecer, como O
reconhecerão? Os avisos que Jesus faz
aos que O escutam são, na verdade, para os homens de todos os tempos. Poderiam
aqueles ter dúvidas e incertezas sobre a Pessoa de Cristo e a Doutrina que
pregava. Nós… não! Mais de dois mil anos de ensinamentos da Igreja, do
Magistério, de conselhos e indicações e tantos e tantas, os milhares de
milhares de páginas escritas dão-nos todos os conhecimentos que precisamos ter
para acreditar e, acreditando seguir Jesus. Ignorar esta verdade é
absolutamente desonesto e não se pode aceitar.
14-23 –
Sinais! Há quem não se
canse de pedir sinais como "justificação" do repetido adiamento em
aceitar o convite de Cristo para O seguir. Não sabem dizer que sinais pretendem
porque não reconhecem os que constantemente Deus envia aos homens. Este
episódio termina com uma "sentença" lapidar de Jesus. Sem lugar a
dúvidas, declara que quem não está com Ele está contra e não vale dizer: eu não
fiz, eu não disse, eu não sabia... Cuidado, pois, tudo é pesado e avaliado pelo
que realmente vale e não pelo que possa querer parecer.
37-41 –
Podemos dizer que todos
temos por obrigação saber quanto respeita à nossa Santa Religião e,
principalmente, à Figura e Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não
necessitamos de formação especial – por exemplo em teologia – mas tão só a
vontade e determinação de tudo fazer para estarmos absolutamente seguros da Fé
que praticamos. A mim… parece-me que… Eu… acho que talvez… Estas são atitudes
que não cabem, não têm lugar num cristão autêntico e coerente. Tenhamos sempre
presente que a Religião Católica, a Igreja fundada por Jesus Cristo não é uma
democracia onde cada um pode ter a sua opinião ou interpretar os factos como
melhor lhe convier. Não! A Igreja é uma Hierarquia encabeçada por Jesus Cristo
sua cabeça, representada na terra pelo Papa Seu Vigário. E, sendo assim, fica
claro que o que o Magistério define como prática da verdade é o único critério
válido e, tal como Jesus diz, «Quem não
junta comigo dispersa», ou se aceita na totalidade ou não.
27-38 -
Talvez nunca nos tenhamos dado conta
da importância da esmola. Segundo o Senhor, a esmola purifica! Quem de nós não
precisa de purificação?
Uma vez mais, o Senhor chama a atenção para a honestidade
e a unidade de vida. Os actos exteriores valem o que valem. Podem servir de
exemplo, é certo, mas se não são acompanhados pelas disposições interiores, de
pouco mais valem. Fazer só, de facto, tem verdadeiro valor – aos olhos de Deus
– se a vontade estiver na raiz da acção, vontade baseada no desejo de cumprir,
em tudo, a Vontade de Deus. Que podem interessar para a nossa salvação, os
nossos actos exteriores se, por dentro, o nosso coração, a nossa alma, não os
acompanham?
Creio que o Senhor terá
propositadamente deixado de lado uma “regra” importante naquele tempo e naquela
situação. Não com o propósito de chocar ninguém e, muito menos, de ofender o
dono da casa que o convidara. Teve, talvez, dois objectivos – ou razões -: O
primeiro “confirmar” a “importância” do convite se, por mera curiosidade se, ao
contrário, com o objectivo de O ouvir e dialogar. O segundo para “confirmar”
uma reacção aos Seus gestos e atitudes. Bem sabia que quanto fazia era
escrutinado e avaliado e, por isso mesmo, seria uma forma de provocar um
diálogo esclarecedor e, ao mesmo tempo doutrinal. Jesus não perde uma única
ocasião de ensinar, dar doutrina nem que, para isso, possa, de algum modo, ter
de ser algo “duro” e inflexível nas palavras. No fim e ao cabo foi para isso
que veio: para ensinar! Ninguém pode negar o bem que se sente depois de dar uma
esmola a quem dela precisa e isto é absolutamente natural, porque fazer o bem
confere uma tranquilidade interior que traz consigo a paz que os actos de amor
desinteressado produzem.
Jesus não tem qualquer preconceito
nem faz acepção de pessoas e, como neste Evangelho São Lucas nos descreve
aceita os convites que Lhe fazem para tomar uma refeição – como neste caso –
seja um Fariseu ou outro. Sabe que Se expõe a críticas, talvez perguntas sem sentido
ou mesmo com intenção reservada. Todas as ocasiões e circunstâncias são
aproveitadas para doutrinar, ensinar, distribuir a Sua Sabedoria Infinita. Foi
para isso mesmo que veio ao mundo. A Sua Missão será cumprida sem hesitações
nem desvios.
Que extraordinária resposta do
Senhor! Coloca-nos a todos os homens no mesmo nível, posição e categoria da Sua
Santíssima Mãe! Além da honra excepcional que nos concede - sem qualquer mérito
da nossa parte - atribui-nos a responsabilidade dessa mesma honra: pôr em
prática as Suas palavras. Não o esqueçamos! A felicidade do homem está
em cumprir a Palavra, a Vontade de Deus! Esta afirmação do Senhor tem toda a
força e lógica da Sua Doutrina. Pode, Deus, querer algo mau para os Seus
filhos? Não é o Seu desejo que sejamos felizes, já aqui, nesta vida, e, depois,
na eternidade? Então?
47-54 -
Uma vez mais Jesus Cristo afirma qual é a verdadeira
felicidade: Fazer – em tudo – a Vontade de Deus! Esta felicidade que podemos
gozar já agora, nesta vida, será para todo o sempre garante-nos. E como saber
qual é a Vontade de Deus? Não há outro caminho: rezar para que nos ilumine o
caminho que temos de trilhar. O Senhor que nos conhece intimamente, não nos
abandonará nunca e o Seu auxílio está sempre disponível tendo, inclusive,
colocado a nosso lado um Anjo da Guarda para nos guiar com segurança. Habituemo-nos
a recorrer com frequência ao seu precioso auxílio e tenhamos a certeza que se
formos dóceis às suas inspirações “acertaremos o passo” nas coisas pequenas e
nas grandes, em tudo, afinal, na nossa vida. A responsabilidade extraordinária
que Jesus põe sobre os nossos ombros é motivo da nossa alegria. Ao
considerar-nos como fazendo parte da família divina espera que nos comportemos
com tal. Ao fazer a Vontade de Deus conquistamos esse estatuto. E, tal, não é
motivo de enorme alegria?
São Lucas termina o Capítulo 11 do Evangelho que escreveu
com palavras – talvez as mais duras – que Jesus dirige expressamente aos
doutores da lei e aos fariseus. Estes são – com excepções, evidentemente –
inimigos declarados de Cristo a Quem não poupam as perguntas falaciosas, e as
armadilhas destinadas, umas e outras, a confundir e perturbar o Senhor. Não o
conseguem e, talvez que a sua atitude acabe por ter um efeito contrário ao que
pretendem, já que, os que os escutam e ouvem as respostas de Cristo vêm muito
bem de que lado está não só a razão, mas, sobretudo, a verdade. Mas, de facto,
as coisas chegam a um ponto tal que o Senhor – que tudo tem suportado com
extrema docilidade – parece que vê chegado o momento de esclarecer de vez quem
é esta gente que se auto-promove como sabedores incontestáveis e impolutos no
comportamento, pondo a nu não só os verdeiros motivos que os movem, mas as
próprias acções que praticaram e praticam que desdizem do que apregoam.
As palavras duras do Senhor têm um saliente travo de
indignação. Percebemos porquê. Esta gente, que não só não aceita Jesus Cristo
como o Messias e procura por todos os modos e ínvios estratagemas
desacreditá-lo, não são umas pessoas quaisquer: são os chefes, os mentores do
povo de Israel. Têm, de facto, responsabilidades acrescidas. A Justiça Divina
não terá - seguramente – nem dois critérios nem duas perspectivas: Cada um responderá pelos seus actos sem apelo
nem agravo e, mais, acrescerão as consequências que tais actos provocaram nos
outros, sobretudo, nos mais débeis ou menos esclarecidos. Uma e outra vez Jesus
faz avisos sérios às classes dominantes de Israel, nomeadamente os Doutores da
Lei. De tal forma eivados de orgulho e empáfia pela sua posição na sociedade
daquele tempo que não vêem os anacronismos da sua conduta, entre o que defendem
e impõem ao povo e o que eles próprios praticam. Não vêem porque realmente a
consciência embotada torna-os incapazes de reconhecer a falsidade da sua
conduta. “Faz o que eu digo e não o que eu faço”… como este aforismo se lhes
aplica!
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