03/07/2019

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



São Tomé - Apóstolo

Evangelho: Jo 20, 24-29

24 Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». 26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27 Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». 28 Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». 29 Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».

Comentário:

A Igreja Celebra hoje a festa do Apóstolo São Tomé e retemos deste trecho de São João o que se passou depois da Ressurreição de Jesus.

Fica bem patente a fortaleza de carácter deste homem, simples e algo rude, sem dúvida, mas sincero e pragmático.

Não acredita no que não vê, mas, quando vê não só acredita como faz uma espontânea e profunda profissão de Fé: Meu Senhor e meu Deus!

A nós, serve-nos de exemplo magnífico e, ao mesmo tempo, enche-nos de uma alegria profunda porque o Senhor nos considera felizes, porque, sem vermos, acreditamos.

(AMA, comentário sobre Jo 20, 24-29, 13.03.2017)


Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Leitura espiritual

Porque é que o Papa é Pedro?

Opus Dei - Porque é que o Papa é Pedro?
Os católicos professam obediência ao Papa comolegítimo sucessor de Pedro, e consideram-norepresentante de Nosso Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Perante esta afirmação, hoje alguns questionam-se: de onde vem a autoridade do Papa? Não é ele apenas um homem? Ser infalível significa que o Papa não se pode enganar?
1. Se Cristo é a Cabeça da Igreja, porque dizemos que S. Pedro é o Chefe da Igreja?
Por várias passagens da Escritura, sabemos que Cristo nomeou S. Pedro Chefe da Igreja: Cristo, ao instituir os Doze, «deu-lhes a forma de um corpo colegial, quer dizer, de um grupo estável, e colocou à sua frente Pedro, escolhido de entre eles» ( LG 19). (Catecismo da Igreja Católica, nº 880).
Foi só de Simão, a quem deu o nome de Pedro, que o Senhor fez a pedra da sua Igreja. Confiou-lhe as chaves desta (cf Mt 16, 18-19). Instituiu-o pastor de todo o rebanho (cf Jo 21, 15-17). «Mas o múnus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, também foi dado, sem dúvida alguma, ao colégio dos Apóstolos unidos ao seu chefe»(LG 22). Este múnus pastoral de Pedro e dos outros apóstolos pertence aos fundamentos da Igreja e é continuado pelos bispos sob o primado do Papa (Catecismo da Igreja Católica, 881).
Contemplar o mistério
O Papa é chamado Vigário de Cristo porque ocupa o Seu lugar no governo da Igreja.
‘O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afeto há-de ser também para o Vice-Cristo na terra, para o Papa.

Os católicos têm de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre’. (Forja, 135)
Esta é a única Igreja de Cristo, que professamos no Credo como Una, Santa, Católica e Apostólica, aquela que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição (1 Tim. 3,5), entregou a Pedro para que a apascentasse (Jo21,17), confiando também a ele e aos outros Apóstolos a sua difusão e governo (cf. Mt 28,18 ss.), e erigindo-a para sempre em «coluna e fundamento da verdade». Confiou-a aos cuidados pastorais de Pedro, encarregando-o, e aos outros apóstolos, de a difundir e a governar, e erigiu-a para sempre como o pilar e fundamento da verdade (Concílio Vaticano II, Const. Dogm. Lumen gentium, nº 8). (cf .Amar a Igreja, 19)
2. Porque é o Papa sucessor de S. Pedro?
O Papa é o legítimo sucessor de S. Pedro, porque Cristo nomeou S. Pedro chefe da Sua Igreja. Pedro, por vontade divina, estabeleceu a sua residência em Roma. E assim, por disposição divina, quem lhe sucede como Bispo de Roma, sucede-lhe também no supremo governo da Igreja. (cf Catecismo da Igreja Católica, 882)
Contemplar o mistério
O amor pelo Romano Pontífice há de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos Cristo. Se convivemos com o Senhor na oração, caminharemos com um olhar claro que nos permite distinguir, também nos acontecimentos que às vezes não entendemos ou que nos causam pranto ou dor, a ação do Espírito Santo. ( cf. Amar a Igreja, 30)
‘Católico, Apostólico, Romano! Gosto que sejas muito romano. E que tenhas o desejo de fazer a tua "romaria", videre Petrum, para ver Pedro’ (Caminho, 520).
‘Venero com todas as minhas forças a Roma de Pedro e de Paulo, banhada pelo sangue dos mártires, centro de onde tantos saíram para difundir por todo o mundo a palavra salvadora de Cristo. Ser romano não inclui nenhum sinal de particularismo, mas de autêntico ecumenismo: pressupõe o desejo de ampliar o coração, de o abrir a todos com os anseios redentores de Cristo, que a todos busca e a todos acolhe, porque a todos amou primeiro’. (Amar a Igreja, 28)
3. Qual é a missão do Papa?
As cidades antigas eram cercadas por muralhas. E entregar as chaves que davam acesso às muralhas equivalia a entregar o poder sobre a cidade. A expressão dar as chaves equivale a dar-lhe o poder supremo sobre a Sua Igreja, a que muitas vezes chama "o reino dos céus".
O Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, é o princípio perpétuo e visível e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos Bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, poder pleno, supremo, imediato e universal. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 182)
O Bispo da Igreja de Roma, em quem permanece a função que o Senhor confiou singularmente a Pedro, o primeiro entre os Apóstolos, e que tinha de a transmitir aos seus sucessores, é Cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e Pastor da Igreja Universal na terra. Portanto, em virtude de sua função, ele tem o poder ordinário, que é supremo, pleno, imediato e universal na Igreja, e que pode sempre exercer livremente ". (Código de Direito Canónico, c. 331).
Contemplar o mistério
Qual é a missão permanente de S. Pedro? Fazer que a Igreja nunca se identifique apenas com uma única nação, com uma única cultura, com um único Estado. Que seja sempre a Igreja de todos. Que reúna a humanidade acima de todas as fronteiras e, no meio das divisões deste mundo, torne presente a paz de Deus, a força reconciliadora do Seu amor. Graças à tecnologia, que é idêntica em toda a parte, graças à rede mundial de informações, e também graças à união de interesses comuns, existem hoje no mundo novas formas de unidade, mas que podem também gerar novos contrastes e dão novo impulso aos antigos. No meio dessa unidade externa, baseada em coisas materiais, temos grande necessidade de unidade interior, que provém da paz de Deus, unidade de todos aqueles que, através de Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs. Esta é a missão permanente de S. Pedro, e também a tarefa particular confiada à Igreja de Roma. (cf. Bento XVI, Homilia de 29 de junho de 2008).
O caminho de S. Pedro para Roma, como representante dos povos do mundo, rege-se principalmente pela palavra una: a sua tarefa é criar a unidade católica da Igreja formada por judeus e pagãos, da Igreja de todos os povos. S. Pedro, que segundo a ordem de Deus tinha sido o primeiro a abrir a porta aos pagãos, deixa agora a presidência da igreja cristã-judaica a Tiago, o Menor, para se dedicar à sua verdadeira missão: o ministério para a unidade da única Igreja de Deus formada por judeus e pagãos. (cf. Bento XVI, Homilia de 29 de junho de 2008)
4. Que significa dizer que o Papa é o vigário de Cristo?
O Papa é chamado Vigário de Cristo porque faz as Suas vezes no governo da Igreja. Vigário vem das palavras latinas: vices agere, fazer as vezes. É a cabeça visível da Igreja, porque a governa com a mesma autoridade de Cristo, que é a Cabeça invisível. (Catecismo da Igreja Católica, 882)
5. Porque é chamado Sumo Pontífice?
Sumo Pontífice significa sumo sacerdote, porque tem em seu poder todos os poderes espirituais com os quais Cristo enriqueceu a Sua Igreja. O Sumo Pontífice, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, "é o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade, tanto dos bispos como da multidão de fiéis" (LG 23).
Contemplar o mistério
‘Esta Igreja Católica é romana. Eu saboreio esta palavra: romana! Sinto-me romano, porque romano significa universal, católico, porque me leva a amar carinhosamente o Papa, il dolce Cristo in terra, como Santa Catarina de Sena gostava de repetir’. (Amar a Igreja, 28)
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‘Para tantos momentos da História (que o diabo se encarrega de repetir) parecia-me muito acertada aquela consideração que me escrevias sobre a lealdade: "Trago todo o dia no coração, na cabeça e nos lábios, uma jaculatória: Roma! "’(Sulco, 344)
‘A nossa Santa Mãe, a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia.

- Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado!’ (Forja, 638)
6. Infalível significa que o Papa não se pode enganar em nada?
Para garantir que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta, Cristo dotou os Seus pastores com o carisma da infalibilidade em matéria de fé e de costumes. (Catecismo da Igreja Católica , 890).
«Desta infalibilidade goza o pontífice romano, chefe do colégio episcopal, por força do seu ofício, quando, na qualidade de pastor e doutor supremo de todos os fiéis, e encarregado de confirmar na fé os seus irmãos, proclama, por um acto definitivo, um ponto de doutrina respeitante à fé ou aos costumes [...] (Catecismo da Igreja Católica, 891)
Contemplar o mistério
A potestade supremo do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana: baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem então confrontar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais estranho que o equilíbrio de poderes: os esquemas humanos não nos servem aqui, por mais atraentes ou funcionais que possam ser. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de poder absoluto, enquanto homem: na Igreja não há mais nenhum chefe senão Cristo. E Cristo quis constituir um vigário Seu - o Romano Pontífice - para a Sua esposa peregrina nesta terra.(Amar a Igreja, 30)
7. Quando se exerce a infalibilidade do Magistério?
A infalibilidade exerce-se quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal, em comunhão com o Papa, sobretudo reunido num Concílio Ecuménico, proclamam com um ato definitivo uma doutrina respeitante à fé ou à moral, e também quando o Papa e os Bispos, no seu Magistério ordinário, concordam ao propor uma doutrina como definitiva. A tais ensinamentos, cada fiel deve aderir com o obséquio da fé. (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 185),
Contemplar o mistério
‘Cada dia hás-de crescer em lealdade à Igreja, ao Papa, à Santa Sé ... Com um amor cada vez mais teológico!’ (Sulco, 353)
‘A fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado nas Encíclicas ou noutros documentos, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para que todos os católicos acolham o magistério do Santo Padre e acomodem a esses ensinamentos a sua actuação na vida’ (Forja, 633).
‘Acolhe a palavra do Papa, com uma adesão religiosa, humilde, interna e eficaz: serve-lhe de eco!’ (Forja, 133).

Temas para reflectir e meditar

Corrupção

Os problemas económicos de África agudizaram-se pelo comportamento desonesto de alguns governantes corruptos que, em cumplicidade com interesses locais ou estrangeiros, desbaratam em seu proveito os recursos nacionais, transferindo dinheiro público para contas privadas em bancos estrangeiros. 
Trata-se de verdadeiros e autênticos roubos, seja qual for a cobertura legal. Desejo vivamente que os organismos internacionais e as pessoas íntegras dos países africanos ou de outros países do mundo saibam dispor dos meios jurídicos adequados para fazer regressar os capitais injustamente subtraídos. 


(São João Paulo IIExort. Apost. Ecclesia in Africa,1995.09.14, nr. 113)

Vazio de todo o meu eu, enche-o de Ti


Pede ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e à tua Mãe, que te façam conhecer-te e chorar por esse montão de coisas sujas que passaram por ti, deixando – ai! – tanto depósito... E ao mesmo tempo, sem quereres afastar-te dessa consideração, diz-lhe: – Dá-me, Jesus, um Amor como fogueira de purificação, onde a minha pobre carne, o meu pobre coração, a minha pobre alma, o meu pobre corpo se consumam, limpando-se de todas as misérias terrenas... E, já vazio de todo o meu eu, enche-o de Ti: que não...
...e apegue a nada daqui de baixo; que sempre me sustente o Amor. (Forja, 41)

É a hora de clamar: lembra-Te das promessas que me fizeste, para me encher de esperança; isto consola-me no meu nada e enche o meu viver de fortaleza. Nosso Senhor quer que contemos com Ele para tudo: vemos com evidência que sem Ele nada podemos e que com Ele podemos tudo. E confirma-se a nossa decisão de andar sempre na Sua presença.

Com a claridade de Deus no entendimento, que parece inactivo, torna-se-nos indubitável que, se o Criador cuida de todos – mesmo dos inimigos –, quanto mais cuidará dos amigos! Convencemo-nos que não há mal nem contradição que não venham por bem: assim assentam com mais firmeza, no nosso espírito, a alegria e a paz que nenhum motivo humano poderá arrancar-nos, porque estas visitas deixam sempre em nós algo de Seu, algo divino. Louvaremos o Senhor Nosso Deus que efectuou em nós coisas admiráveis e compreenderemos que fomos criados com capacidade de possuir um tesouro infinito.

Tínhamos começado com orações vocais, simples, encantadoras, que aprendemos na nossa meninice e que gostaríamos de não perder jamais. A oração, que começou com essa ingenuidade pueril, desenvolve-se agora em caudal largo, manso e seguro, porque acompanha a nossa amizade com Aquele que afirmou: Eu sou o caminho. Se amarmos Cristo assim, se com divino atrevimento nos refugiarmos na abertura que a lança deixou no Seu peito, cumprir-se-á a promessa do Mestre: qualquer que me ame observará a minha doutrina e meu Pai o amará e viremos a ele e nele faremos morada. (Amigos de Deus, nn. 305–306)

02/07/2019

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Evangelho e comentário


TEMPO COMUM

Evangelho 

Evangelho: Mt 8, 23-27

23 Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n’O. 24 Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia. 25 Aproximaram-se os discípulos e acordaram-n’O, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos». 26 Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança. 27 Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Comentário:

Perante situações extremas - guerras, cataclismos da natureza, perseguições e violências de toda a ordem, somos, por vezes, levados a exclamar:
Senhor, onde estás? Dormes? Não Te importas?

Este “grito” explica-se, é natural. Somos humanos e reconhecemos a nossa impotência.

Mas, Ele, não, pode tudo, é o Senhor de tudo.

Não Se enfadará com o nosso “grito”, bem ao contrário, actuará com a urgência que julgar conveniente.


(AMA, comentário sobre Mt 8, 23-27, 04.07.2017)




Leitura espiritual


AS INDULGÊNCIAS

C. INDULGÊNCIAS PARCIAIS

1. Condições para conseguir uma indulgência parcial.

- Todos os dias se podem ganhar muitas indulgências parciais cumprindo apenas três condições: estar na graça de Deus, fazer o que a Igreja indica para ganhar essa indulgência e ter intenção de pelo menos ganhar a indulgência.

2. A que prémios se referem as indulgências parciais? 


As indulgências parciais proporcionam uma remissão da pena no mesmo valor que tem a acção praticada. 
Dito de outro modo: nas indulgências parciais, a Igreja duplica o mérito dessas acções.

3. Orações premiadas com indulgência parcial.

- Digamos umas quantas (todas elas devem rezar-se piedosamente, como é lógico):

O Angelus, o Magnificat, a Salve Rainha, o Lembrai-vos, as Ladainhas ou outras orações marianas aprovadas. 
O mesmo em relação a São José ou ao próprio anjo da guarda. 
O mesmo acontece com o Credo.
Rezar, com devoção filial, pelo Papa uma oração aprovada.
Rezar, agradecido, a oração pelos benfeitores.
Rezar, antes e depois, das refeições, uma oração aprovada de súplica e de acção de graças. 
Da mesma forma, ao começar e ao terminar o dia de trabalho.
Visitar o Santíssimo Sacramento adorando-o; rezar uma comunhão espiritual; recitar uma das orações aprovadas de acção de graças depois da comunhão (ex.: Alma de Cristo, Olhai-me o meu amado e bom Jesus).
Fazer exame de consciência com propósito de emendar-se; 
rezar o Confesso a Deus ou outro acto de contrição aprovado.
Fazer o sinal da cruz dizendo Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

4. Outros exemplos de indulgências parciais.

- Se falta algum requisito a uma indulgência plenária, costuma ganhar-se uma indulgência parcial. 

Além disto, há muitas acções premiadas com a indulgência parcial. 
Digamos umas quantas:

Dizer mentalmente uma oração breve ao trabalhar ou ao suportar os sofrimentos da vida.
Dedicar-se pessoalmente ou gastar bens ao serviço dos outros por amor a Deus.
Privar-se livremente de algo grato e correcto, com espírito de penitência.
Dar testemunho da própria fé: trabalhar no ensino ou transmissão da doutrina cristã.
Usar piedosamente um objecto de piedade benzido (crucifixo, terço, escapulário ou medalha).
Dedicar um tempo à oração.
Assistir devotamente a qualquer pregação da palavra de Deus.
Assistir piedosamente a una novena pública (ex.: Novena da Imaculada).


5.Porque não se mencionou a missa? 

Segundo a tradição, não se inclui a participação na missa nem nos sacramentos entre as indulgências pois já têm em si mesmos uma grande eficácia santificadora e de purificação.

Temas para reflectir e meditar

Confissão Frequente

Precisamente, um dos motivos principais para o alto apreço de uma confissão frequente é que, se bem praticada, é inteiramente impossível um estado de tibieza. 

Esta convicção pode ser o fundamente para que a Santa Igreja recomende tão insistentemente (...) a Confissão frequente ou Confissão semanal.

(BENEDICKT BAURLa confesión frecuente, Herder, Barcelona 1974, pgs. 106-107, trad ama)

Anda, voa!


Vejo-me como um pobre passarinho que, acostumado a voar apenas de árvore em árvore ou, quando muito, até à varanda de um terceiro andar..., um dia, na sua vida, meteu-se em brios para chegar até ao telhado de certa casa modesta, que não era propriamente um arranha-céus... Mas eis que o nosso pássaro é arrebatado por uma águia – que o julgou erradamente uma cria da sua raça – e, entre as suas garras poderosas, o passarinho sobe, sobe muito alto, por cima das montanhas da terra e dos cumes nevados..., por cima das nuvens brancas e azuis e cor-de-rosa, mais acima ainda, até olhar o sol de frente... E então a águia, soltando o passarinho, diz-lhe: anda, voa!... – Senhor, que eu não volte a voar pegado à terra, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol – Cristo – na Eucaristia, que o meu voo não se interrompa até encontrar o descanso do teu Coração! (Forja, 39)

O coração sente então a necessidade de distinguir e adorar cada uma das pessoas divinas. De certo modo, é uma descoberta que a alma faz na vida sobrenatural, como as de uma criancinha que vai abrindo os olhos à existência. E entretém-se amorosamente com o Pai e com o Filho e com o Espírito Santo; e submete-se facilmente à actividade do Paráclito vivificador, que se nos entrega sem o merecermos: os dons e as virtudes sobrenaturais!

Corremos como o veado que anseia pelas fontes da água; com sede, a boca gretada pela secura. Queremos beber nesse manancial de água viva. Sem atitudes extravagantes, mergulhamos ao longo do dia nesse caudal abundante e claro de águas frescas que saltam até à vida eterna. As palavras tornam-se supérfluas, porque a língua não consegue expressar-se; o entendimento aquieta-se. Não se discorre, olha-se! E a alma rompe outra vez a cantar um cântico novo, porque se sente e se sabe também olhada amorosamente por Deus a toda a hora.

Não me refiro a situações extraordinárias. São, podem muito bem ser, fenómenos ordinários da nossa alma: uma loucura de amor que, sem espectáculo, sem extravagâncias, nos ensina a sofrer e a viver, porque Deus nos concede a Sabedoria. Que serenidade, que paz então, metidos no caminho estreito que conduz à vida! (Amigos de Deus, nn. 306–307)

01/07/2019

Leitura espiritual


AS INDULGÊNCIAS

A. AS INDULGÊNCIAS EM GERAL

1. Onde situamos as indulgências?

As indulgências estão relacionadas com a confissão, os pecados, a redenção e a comunhão dos santos.

2. Em que estado fica um homem ao pecar?

Uma pessoa que comete um pecado adquire, obviamente, a condição de pecador, afasta-se do Senhor e fica mais inclinado para o mal. 
Além disso, a justiça reclama uma reparação, chamada também pena, expiação ou penitência.

3. Como muda a situação ao confessar-se?

A confissão apaga a culpa do pecado – a situação actual do pecador – e também perdoa parte da penitência que deveria realizar-se, ainda que fique na alma um sinal ou qualidade de que se foi pecador e que se deve reparar. 
Isto que fica por expiar purifica-se por meio dos sofrimentos e boas obras desta vida, com as penas do purgatório e mediante as indulgências.

4. O que são as indulgências?

Digamos duas definições:

Brevemente: indulgência é a supressão da pena devida pelos pecados que a Igreja outorga a quem realize determinadas acções.

A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que um fiel disposto e cumprindo determinadas condições consegue por mediação da Igreja, a qual, como administradora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, os tesouros das reparações de Cristo e dos santos (cfr. Mt 16, 19).

5. As indulgências podem aplicar-se aos defuntos?

As indulgências sempre são aplicadas a si mesmo ou às almas dos defuntos, mas não são aplicáveis a outras pessoas vivas na terra. 

Algumas indulgências só podem aplicar-se aos defuntos: por exemplo, rezando por eles num cemitério consegue-se uma indulgência parcial, que será plenária se essa oração é feita dos dias 1 a 8 de Novembro (uma em cada dia).

6. Tipos de indulgências.

- As indulgências agrupam-se em dois tipos:

Indulgências plenárias: apagam todo o resto de pecado deixado na alma disposta a entrar imediatamente no céu.

Indulgências parciais: apagam parte das penas que os pecados cometidos reclamam.


B. INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS

1. Condições para ganhar uma indulgência plenária.

- Esta indulgência tem um valor muito grande e requer várias condições:

Os mesmos requisitos que nas indulgências parciais:

. realizar a acção que a Igreja contempla com esta indulgência.
. estar na graça de Deus antes de terminar a obra contemplada.
. ter intenção, pelo menos geral, de ganhar a indulgência.
Só se pode ganhar uma indulgência plenária por dia.

Ter a disposição interior de aversão total ao pecado, inclusive venial.

Confessar-se, pelo menos vinte dias antes ou depois de realizar a acção escolhida (sem esquecer que tem de se estar na graça de Deus antes de terminar a acção). 
Uma só confissão pode servir para ganhar várias indulgências plenárias.
Comungar, nesse mesmo período de tempo. 
É necessário uma comunhão para cada indulgência plenária.
Rezar pelas intenções do Papa um Pai Nosso e uma Avé Maria, ou outras orações que podem fazer-se também nesses períodos. 
É necessária uma oração para cada indulgência plenária.

2. Que acções estão contempladas com indulgência plenária?

Qualquer dia é bom para se obter uma indulgência plenária nestes casos:

Adoração à Eucaristia durante meia hora.
Realização da Via Sacra percorrendo as catorze estações erigidas meditando na Paixão do Senhor.
Recitação do santo rosário (5 mistérios seguidos) numa igreja, ou em família, ou acompanhado por outras pessoas.
Leitura ou audição da Sagrada escritura durante meia hora.

3. Indulgências plenárias em circunstâncias especiais.

- Em determinadas ocasiões podem ganhar-se indulgências plenárias. Por exemplo:

No momento da morte a quem tiver rezado algo durante a sua vida (o que é muito consolador). 
Neste caso não é necessária a confissão, nem a comunhão, nem a oração pelo Papa; mas é necessário manter as disposições necessárias: em graça de Deus, recusando qualquer pecado e ter desejado alguma vez ganhar esta indulgência.

Rezar um Pai Nosso e um Credo num santuário ou basílica (concede-se uma vez por ano por santuário; santuário é uma igreja com muitos peregrinos, aprovada como tal pelo Bispo correspondente).

Receber a bênção papal Urbi et Orbi (no local ou via radio ou televisão, em directo).

Realizar exercícios espirituais de pelo menos três dias completos.

Assistir a uma primeira Comunhão.

4. Indulgências plenárias em datas especiais.

- Há vários dias no ano em que se podem ganhar indulgência plenárias com certas condições. Por exemplo:

31 de Dezembro: recitando solenemente um "Te Deum" numa igreja, dando graças a Deus pelos benefícios recebido no último ano.

1 de Janeiro: recitando solenemente o "Veni Creator" numa igreja.

Nas sextas-feiras da Quaresma: depois de comungar, rezando diante de um crucifixo a oração “Olhai-me ó meu amado e bom Jesus”.

Nos ofícios da Semana Santa:
. Quinta-feira Santa: recitando o "Tantum ergo" durante a exposição que se segue à Missa.
. Sexta-feira Santa: assistindo às Cerimónias.
. Sábado Santo: renovando as promessas baptismais na Vigília Pascal.

Pentecostes: recitando solenemente o "Veni Creator" numa igreja.

Corpus Christi (Corpo de Deus): participando na procissão eucarística (dentro ou fora da igreja).

2 Agosto: rezando um Pai Nosso e um Credo numa Catedral ou paróquia.

5. Indulgências plenárias particulares.

- Muitas instituições gozam de indulgências em determinados dias do ano, coincidindo normalmente com datas ou santos próprios. 

Há um caso particularmente interessante, pois aqueles que usam o escapulário do Carmo se unem à família carmelita e podem ganhar indulgência plenária no dia da imposição do escapulário e nos seguintes dias:

16 de Maio (São Simão Stock).
16 de Julho (Virgem do Carmo).
20 de Julho (Santo Elias Profeta).
1 de Outubro (Santa Teresa de Lisieux).
15 de Outubro (Santa Teresa de Jesus).
14 de Novembro (Todos os Santos Carmelitas).
14 de Dezembro (São João da Cruz).

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?