27/09/2017

Tens de ir ao passo de Deus; não ao teu

Dizes-me que sim, que estás firmemente decidido a seguir Cristo. – Então tens de ir ao passo de Deus; não ao teu! (Forja, 531)


– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?

– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...

Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)


Na vida interior, como no amor humano, é preciso ser perseverante.

Sim, hás-de meditar muitas vezes os mesmos assuntos, insistindo até descobrir um novo aspecto.

– E como é que não tinha visto isto antes, assim tão claramente? – perguntar-te-ás surpreendido. – Simplesmente, porque às vezes somos como as pedras, que deixam resvalar a água, sem absorver nem uma gota.

Por isso é necessário voltar a discorrer sobre o mesmo, que não é o mesmo!, para nos embebermos das bênçãos de Deus. (Forja, 540)



Deus não se deixa ganhar em generosidade e – podes ter a certeza! – concede a fidelidade a quem se lhe rende. (Forja, 623)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 9, 1-6

1 Tendo convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. 2 Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, 3 e disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. 4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso. 5 Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.» 6 Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.

Comentário:


Munidos com os poderes dados pelo Senhor, os Doze, não necessitam de mais nada, têm quanto precisam.

Não consta nos Evangelhos que tenham perguntado, por exemplo, o que iriam dizer e como.

Percebem perfeitamente que, o que o Mestre lhes manda, é que repitam a quantos quiserem ouvir, as suas palavras, a Sua doutrina sem acrescentar nada da sua lavra.

E partem cheios de entusiasmo e, a verdade, é que não são defraudados nas suas expectativas.


(AMA, comentário sobre Lc 9, 1-6, 22.06.2017)








Tratado da vida de Cristo 175

Questão 57: Da Ascensão de Cristo
Art. 3 — Se Cristo subiu por virtude própria.

O terceiro discute-se assim. — Parece que Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

1. — Pois, diz o Evangelho, que o Senhor Jesus, depois de haver falado aos discípulos, foi assunto ao céu. E os Actos: Vendo-o eles, se foi elevando e o recebeu uma nuvem que o ocultou a seus olhos. Ora, o que é assunto e elevado parece que é movido por outro. Logo, Cristo foi levado ao céu não por virtude própria, mas por alheia.

2. Demais. — O corpo de Cristo era terreno, como o nosso. Ora, é contra a natureza do corpo terreno ser levado para cima. Assim, nenhum movimento tem, por virtude própria, o ser movido contrariamente à sua natureza. Logo, Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

3. Demais. — A virtude própria de Cristo é a virtude divina. Ora, o movimento da ascensão não provinha da virtude divina, porque esta é infinita e aquele instantâneo; de modo que não podiam os discípulos verem-no elevar-se aos céus, como refere a Escritura. Logo, parece que Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

Mas, em contrário, a Escritura: este formoso em seu traje que caminha na multidão da sua fortaleza. E Gregório diz: Notemos que a Escritura refere que Elias subiu ao céu num carro, como para mostrar abertamente que um simples homem precisava do auxílio alheio. Narra, porém, que o nosso Redentor se elevou sem o auxílio de nenhum carro e nem de anjos, porque o autor de todas as coisas subia, por seu poder próprio, acima de todas.

Tem Cristo dupla natureza: a divina e a humana. Donde, podemos atribuir um poder próprio a cada uma dessas naturezas. Mas, já a natureza humana de Cristo é por si só, dotada de duplo poder. Um natural procedente dos princípios da natureza. E em virtude desse poder é manifestado que Cristo não subiu ao céu. Outro poder, porém, da natureza humana de Cristo é o da Glória. E em virtude desse, Cristo subiu ao céu. Mas, o fundamento desse poder, alguns o vão buscar em a natureza da quinta essência, que é a luz, como dizem, que fazem entrar na composição do corpo humano, de modo a, por meio dela, adunarem os elementos contrários. De modo que, no seu estado mortal, predomine no corpo humano a sua natureza elementar; e assim, segundo a natureza do elemento predominante, o corpo humano tende para baixo pela sua virtude natural. Mas no estado da glória predomina a natureza celeste, por cuja inclinação e virtude o corpo de Cristo e os corpos dos santos são levados para o céu. Mas, dessa opinião já tratamos na Primeira Parte, e mais adiante tornaremos a vê-la no tratado da ressurreição em geral. Deixando, pois, de lado essa opinião, vão outros buscar a razão do referido poder na alma glorificada, por cuja redundância é glorificado o corpo, como diz Agostinho. Pois, tão sujeito estará o corpo glorioso à alma beata, que, como diz Agostinho, o corpo estará imediatamente onde o quiser o espírito, e este não quererá nada que não lhe convenha ao mesmo tempo, e ao corpo. Ora, ao corpo glorioso e imortal na morada celeste é o seu lugar conveniente. Por onde, levado pela vontade da sua alma, Cristo subiu ao céu. - Mas, assim como o corpo se torna glorioso por participar da alma, assim, como diz Agostinho, participando de Deus, a alma se torna bem-aventurada. Donde, a causa primeira da ascensão de Cristo ao céu foi o poder divino. Assim, pois, Cristo subiu ao céu por virtude própria: primeiro, pela sua virtude divina; segundo, pela virtude da sua alma glorificada, que movia o corpo como queria.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Assim como Cristo ressuscitou pela sua vontade própria, e, contudo, dizemos que foi ressuscitado pelo Pai, por terem o Pai e o Filho o mesmo poder, assim também Cristo subiu ao céu por virtude própria, sendo contudo elevado e assunto pelo Pai.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A razão aduzida prova que Cristo não subiu ao céu pela virtude própria, inerente à natureza humana. Subiu ao céu, porém pela sua virtude, enquanto poder divino; e pela virtude própria à sua alma bem-aventurada. E embora subir para as alturas seja contrário à condição presente da natureza do corpo humano, em que o corpo não está inteiramente sujeito ao espírito, não será, porém, contrário à natureza do corpo glorioso, nem lhe constituirá uma violência, a ele cuja natureza está totalmente sujeita ao espírito.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Embora o poder divino seja infinito, e tenha pelo seu sujeito, capacidade infinita, contudo o efeito da sua acção é recebido pelas causas segundo a capacidade delas e a disposição de Deus. Ora, o corpo não é capaz de um movimento local instantâneo, porque há de comensurar-se com o espaço, por cuja divisão e divide o tempo, como prova Aristóteles. Donde, não é necessário que o corpo seja movido por Deus instantaneamente, mas que o seja pela velocidade que Deus dispõe.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Perguntas e respostas


O AMOR

B. O AMOR E O SEXO

1. O amor e o sexo andam juntos? O amor quase nunca implica sexo. Uns irmãos amam-se; uma mãe ama os seus filhos; um homem quer bem à sua empresa e aos seus amigos. Inclusive, um casal que se ama muito não pensa habitualmente no sexo.

2. O sexo contribui para o amor? A resposta não é simples e requer paciência. Em primeiro lugar, os prazeres sexuais produzem prazer e, portanto, atracção e vontade de repetir. De acordo com isto, aumenta o amor - sentimento face a quem produz esse prazer. No entanto, isto nem sempre é bom moralmente, nem bom para o amor verdadeiro.
Geralmente há duas situações:
A procura individual de prazeres sexuais fomenta o egoísmo e opõe-se ao amor.
Nos prazeres sexuais partilhados, é possível utilizar a outra pessoa como objecto que satisfaz o próprio gosto. Nesta situação há muito egoísmo e pouca procura do bem do outro, o que faz com que o amor saia prejudicado. Mas também é possível usar o sexo procurando o bem do outro e neste caso o amor melhora.

3. Quando se usa o sexo procurando o bem do outro? Também não é fácil distinguir. Vejamos dois casos mais claros:
O amor melhora quando se deseja o nascimento de um filho. Aí procura-se um bem para toda a família: o recém-nascido recebe o dom da vida, os seus irmãos recebem um irmão a quem amar e os pais recebem o dom da paternidade e maternidade. Um filho é sempre um grande bem do qual ninguém se arrepende, ainda que haja problemas económicos ou de outro tipo.
O amor piora quando se usa o sexo fora do casamento. Neste caso priva-se a pessoa da sua intimidade e da sua virgindade sem outorgar-lhe o dom da maternidade - paternidade. Há muita parte de egoísmo e o amor fica prejudicado.

4. O sexo no namoro não procura o bem de ambos? Consegue prazer para ambos, mas esse prazer não é um bem para os dois (caprichos e gostos nem sempre são um bem). Com estes actos perdem intimidade e dignidade e não ganham paternidade ou família, apenas prazeres. Por tanto, é um amor enganado que só consegue prazer a troco de grandes perdas.

5. Porque se perde dignidade? A dignidade do homem, nestes aspectos, exige varias cosas:

O corpo humano não deve ser objecto de uso ou de permutas (hoje com uma pessoa, amanhã com outra). Só deve entregar-se a alguém quando previamente há um compromisso firme, diante de testemunhas (cerimónia de casamento) de querer-se para sempre.
As faculdades geradoras da pessoa humana têm uma missão de grade categoria: trazer ao mundo novos seres humanos. Usá-las unicamente para obter prazer é impróprio da sua categoria.

Estas perdas de dignidade são bastante claras e qualquer pessoa se sente maltratada quando se dá conta que está a ser usada temporariamente ou como objecto de prazer.

26/09/2017

Agora é Cristo quem vive em ti!

Os teus parentes, os teus colegas, os teus amigos, vão notando a diferença, e reparam que a tua mudança não é uma mudança passageira; que já não és o mesmo. Não te preocupes. Para a frente! Cumpre o "vivit vero in me Christus" – agora é Cristo quem vive em ti! (Sulco, 424)


Qui habitat in adiutorio Altissimi in protectione Dei coelí commorabitur – Habitar sob a protecção de Deus, viver com Deus: eis a arriscada segurança do cristão. É necessário convencermo-nos de que Deus nos ouve, de que está sempre solícito por nós, e assim se encherá de paz o nosso coração. Mas viver com Deus é indubitavelmente correr um risco, porque o Senhor não Se contenta compartilhando; quer tudo. E aproximar-se d'Ele um pouco mais significa estar disposto a uma nova rectificação, a escutar mais atentamente as suas inspirações, os santos desejos que faz brotar na nossa alma, e a pô-los em prática.


Desde a nossa primeira decisão consciente de viver integralmente a doutrina de Cristo, é certo que avançámos muito pelo caminho da fidelidade à sua Palavra. Mas não é verdade que restam ainda tantas coisas por fazer? Não é verdade que resta, sobretudo, tanta soberba? (Cristo que passa, 58)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 8, 19-21

19 Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. 20 Anunciaram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.» 21 Mas Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.»

Comentário:


Já o sabemos, todos somos Filhos de Deus, logo, pertencemos à Família Divina e, Jesus Cristo é nosso Irmão.

Tal honra e grandeza - sem qualquer mérito da nossa parte - foram-nos dadas gratuitamente pela Morte do Salvador na Cruz.

Mas – repete – para que tal seja absolutamente real e certo há uma condição que só depende de nós mesmos:

Pôr em prática a Palavra de Deus!


(AMA, comentário sobre Lc 8, 19-21, 22.06.2017)







Doutrina – 362

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NO ESPÍRITO SANTO

139. Com que símbolos se representa o Espírito Santo?



São numerosos: a água viva que jorra do coração trespassado de Cristo e dessedenta os baptizados; a unção com o óleo que é o sinal sacramental da Confirmação; o fogo que transforma o que toca; a nuvem, obscura e luminosa, na qual se revela a glória divina; a imposição das mãos mediante a qual é dado o Espírito; a pomba que desce sobre Cristo e permanece sobre Ele no baptismo.

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Por qué la directriz sobre el pan y el vino - video





Hoy el reto del amor es que tengas un detalle de los que tenías cuando eras pequeño con María

COMO UN NIÑO

Ayer, durante la cena, una de las mayores tuvo que salir antes del refectorio. Se dirigió hacia la puerta y, como si de un niño se tratase, dejó un beso en su mano que luego pasó a los pies de una imagen de la Virgen que hay justo a la salida.

Después, en el recreo, fuimos a pasear por la huerta y vimos que, a los pies de todas las imágenes de la Virgen, alguien había dejado pequeños ramos de flores.

Me impresiona ver esos y otros detalles de cariño en nuestras mayores hacia María.

¿Y tú? ¿Te acuerdas de detalles que tenías cuando eras pequeño? ¿Qué te encendía el corazón? 

Seguro que tienes recuerdos entrañables de alguna canción que cantabas con tu madre, con la abuela; de una ermita a la que llevabas flores, de una imagen a la que lanzabas besos.

 Nos hacemos mayores, y esos detalles de niño van desapareciendo; los razonamos y vamos cerrando el corazón.

La fe de un niño es una fe vivida, es desde el corazón. Con el tiempo, los respetos humanos, el hacernos mayores... nos impiden soltar el corazón.

Se acaba el mes de mayo, el mes de María. Si aún no te has vuelto niño para quererla... ¡todavía estás a tiempo!

Hoy el reto del amor es que tengas un detalle de los que tenías cuando eras pequeño con María. Deja la razón y suelta el corazón. Hoy ama como un niño.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





25/09/2017

A tentação do cansaço

Quero prevenir-te de uma dificuldade que talvez possa aparecer: a tentação do cansaço, do desalento. – Não está ainda fresca a recordação de uma vida – a tua – sem rumo, sem meta, sem graça, que a luz de Deus e a tua entrega encaminharam e encheram de alegria? Não troques disparatadamente isto por aquilo. (Forja, 286)


Se notas que não podes, seja por que motivo for, diz-lhe, abandonando-te nele: – Senhor, confio em ti, abandono-me em Ti, mas ajuda a minha debilidade!

E cheio de confiança, repete-lhe: – Olha para mim, Jesus, sou um trapo sujo; a experiência da minha vida é tão triste, não mereço ser teu filho. Di-lo...; e di-lo muitas vezes.

Não tardarás em ouvir a sua voz: "Ne timeas!". – Não temas! Ou também: "Surge et ambula!". – Levanta-te e caminha! (Forja, 287)


Comentavas-me, ainda indeciso: – Como se notam essas alturas em que Nosso Senhor me pede mais!

Só me veio à cabeça lembrar-te: – Asseguravas-me que só querias identificar-te com Ele, porque resistes então? (Forja, 288)



Oxalá saibas cumprir esse propósito que tiraste: "Cada dia morrer um pouco para mim mesmo". (Forja, 289)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 8, 16-18

16 «Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso ou para a esconder debaixo da cama; mas coloca-a no candelabro, para que vejam a luz aqueles que entram. 17 Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz. 18 Vede, pois, como ouvis, porque àquele que tiver, ser-lhe-á dado; mas àquele que não tiver, ser-lhe-á tirado mesmo o que julga possuir.»

Comentário:


A Fé, que é um dom gratuito de Deus, só se mantém viva e activa, com a oração perseverante e a prática de boas obras.

Sem esta “contribuição” da nossa parte, a Fé que pensamos ter irá definhando e enfraquecendo e, como Deus não impõe a Sua Vontade a nenhum dos Seus filhos, acabará por desaparecer.

Bem ao contrário, se fizermos como acima se diz, ela fortalecer-se-á ao ponto de arrostar com os combates e ameaças que a vida diária sempre traz consigo.


(AMA, comentário sobre Lc 8, 16-18, 22.06.2017)







Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Fim do Mundo – 3


Pergunto:

Como se sabe que acontecerão estas coisas?


Respondo:


Só Deus conhece quando e como sucederá o fim do mundo. 

Nós sabemos o que o Senhor manifestou aos seus Apóstolos e figura na Bíblia.

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Bento XVI – Pensamentos espirituais 158

162. Ecumenismo

Isto é de grande importância: devemos suportar a separação que existe. São Paulo afirma que os cismas são necessários durante um certo tempo e o Senhor sabe bem porquê: para nos pôr à prova, para nos exercitar, para nos fazer amadurecer, para nos tornar mais humildes. 
Mas ao mesmo tempo somos obrigados a caminhar no sentido da unidade e caminhar rumo à unidade é já uma forma de unidade.

Encontro com o clero da diocese de Roma, (2.Mar.06)

(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

24/09/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 20, 1-16

1 «Com efeito, o Reino do Céu é semelhante a um proprietário que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para a sua vinha. 3 Saiu depois pelas nove horas, viu outros na praça, que estavam sem trabalho, 4e disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha e tereis o salário que for justo.’ 5 E eles foram. Saiu de novo por volta do meio-dia e das três da tarde, e fez o mesmo. 6 Saindo pelas cinco da tarde, encontrou ainda outros que ali estavam e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7 Responderam-lhe: ‘É que ninguém nos contratou.’ Ele disse-lhes: ‘Ide também para a minha vinha.’ 8 Ao entardecer, o dono da vinha disse ao capataz: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros.’ 9 Vieram os das cinco da tarde e receberam um denário cada um. 10 Vieram, por seu turno, os primeiros e julgaram que iam receber mais, mas receberam, também eles, um denário cada um. 11 Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12 ‘Estes últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o cansaço do dia e o seu calor.’ 13 O proprietário respondeu a um deles: ‘Em nada te prejudico, meu amigo. Não foi um denário que nós ajustámos? 14 Leva, então, o que te é devido e segue o teu caminho, pois eu quero dar a este último tanto como a ti. 15 Ou não me será permitido dispor dos meus bens como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?’ 16 Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

Comentário:

Quem trabalhou mais deveria receber mais!

Mas não nos esqueçamos de algo muito importante:

O Senhor paga aos primeiros contratados exactamente o que ajustou, o que prometeu pagar.

Aos segundos não prometeu nada, mas, na Sua Sabedoria, entendeu dar-lhes uma paga igual.

Actua com suprema justiça porque, de facto, aqueles segundos e terceiros contratados não tiveram oportunidade de trabalhar mais cedo porque «ninguém os contratou».

(AMA, comentário sobre Mt 20, 1-16, 22.06.2017)