15/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Charles Aznavour - Les petits chanteurs à la Croix de bois




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.











Com Maria, que fácil!

Antes, só, não podias... – Agora, recorreste à Senhora, e, com Ela, que fácil! (Caminho, 513)

Os filhos, especialmente quando são ainda pequenos, costumam pensar no que hão-de fazer por eles os seus pais, esquecendo-se das suas obrigações de piedade filial. Nós, os filhos, somos geralmente muito interesseiros, embora esta nossa conduta – já o fizemos notar – não pareça incomodar muito as mães, porque têm suficiente amor nos seus corações e querem com o melhor carinho: aquele que se dá sem esperar correspondência.

Assim acontece também com Santa Maria. (...) Hão-de doer-nos, se as encontrarmos, as nossas faltas de delicadeza com esta boa Mãe. Pergunto-vos e pergunto-me a mim mesmo: como a honramos?

Voltemos mais uma vez à experiência de cada dia, ao modo de tratar com as nossas mães na terra. Acima de tudo, que desejam dos seus filhos, que são carne da sua carne e sangue do seu sangue? O seu maior desejo é tê-los perto. Quando os filhos crescem e não é possível continuarem a seu lado, aguardam com impaciência as suas notícias, emocionam-se com tudo o que lhes acontece, desde uma ligeira doença até aos acontecimentos mais importantes.

Olhai: para a nossa Mãe, Santa Maria, jamais deixamos de ser pequenos, porque Ela nos abre o caminho até ao Reino dos Céus, que será dado aos que se tornam meninos. De Nossa Senhora nunca nos devemos afastar. Como a honraremos? Tendo intimidade com Ela, falando com Ela, manifestando-lhe o nosso carinho, ponderando no nosso coração os episódios da sua vida na terra, contando-lhes as nossas lutas, os nossos êxitos e os nossos fracassos. (Amigos de Deus, nn. 289–290)


Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 14, 21-26

21Quem recebe os meus mandamentos e os observa esse é que me tem amor; e quem me tiver amor será amado por meu Pai, e Eu o amarei e hei-de manifestar-me a ele.» 22Perguntou-lhe Judas, não o Iscariotes: «Porque te hás-de manifestar a nós e não te manifestarás ao mundo?» 23Respondeu-lhe Jesus: «Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada. 24Quem não me tem amor não guarda as minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas é do Pai, que me enviou.» 25«Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; 26mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.»

Comentário:

A vida cristã que é seguir Cristo, pode resumir-se numa palavra:

AMOR!

É o amor incomensurável de Deus pelos homens que os salva;
É o amor sem limites de Cristo que O leva a dar a Sua vida em resgate da humanidade inteira;
É o amor que leva os homens a conseguir a paz para si e para os outros;
Só o amor, autêntico – como é o Amor de Deus - torna a pessoa humana digna de participar na vida eterna.
Amar a Deus e amar os outros como a si mesmo, eis, como bem sabemos, o primeiro Mandamento.

Sem cumprir este, os outros nove, não poderão cumprir-se.

(AMA, comentário sobre Jo 14, 21-26, 09.01.2017)





Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS

Vol. 2

LIVRO XIII

CAPÍTULO XXIV

…/3

Mas por sopro de Deus, dizem, entende-se o que sai da boca de Deus e, se o tomam os pela alma, segue-se que esta forma um a só e mesma substância com aquela sabedoria que diz:

Eu saí da boca do Altíssimo.[i]

Na verdade, a sabedoria não diz que é um sopro de Deus, mas que saiu da sua boca. Assim como nós podemos, quando sopramos, expelir um sopro sem o formarmos da nossa natureza de homens, mas recebendo pela inspiração e expelindo pela expiração o ar que nos envolve, — assim também Deus omnipotente pode emitir um sopro, tirado, não da sua natureza nem de uma criatura existente, mas de nada, e fazê-lo passar para o corpo do homem , inspirando-o nele ou, com o muito bem foi dito pela Escritura, insuflando-o — sopro incorpóreo emitido pelo Incorpóreo, mas mutável vindo do Imutável porque é criatura que vem do Criador. Todavia, para que os que querem falar da Escritura sem terem em conta a sua m aneira de dizer aprendam que ela não faz sair da boca de Deus apenas o que é uma mesma natureza com ele, que leiam ou ouçam a palavra escrita de Deus:

Porque és momo, nem quente nem frio, vou lançar-te
da minha boca.
[ii]

Nenhum motivo há, portanto, para resistirmos ao Apóstolo que tão claramente fala quando, ao distinguir o corpo espiritual do corpo animal — aquele que nós teremos mais tarde e o que hoje temos —, diz:

Semeia-se um corpo animal ressuscita um corpo espiritual; se há um corpo animal, também há um corpo espiritual; está assim escrito: o primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente. O último Adão em espírito vivificante.

Mas, o primeiro não foi o espiritual, mas o animal; depois é que vem o que é espiritual.

O primeiro homem, saído da terra, é terrestre, o segundo é do céu. Tal como é o terrestre, assim são também os terrestres; e assim como é o celeste, assim também são os celestes. E assim como nos revestimos da imagem do terrestre, revistamo-nos também da imagem d’Aquele que é do céu.[iii]

Já acima falámos de todas estas palavras do Apóstolo.

Portanto, o corpo animal — em que diz o Apóstolo ter sido feito Adão, o primeiro homem — foi criado em tal estado que, não estando de todo isento da morte, de facto não viria a morrer se não pecasse: é que aquele que o espírito vivificante tom ar espiritual e imortal — esse ficará de todo livre da morte. Da mesma forma a alma foi criada imortal e — embora morta pelo pecado que a priva de uma certa vida, isto é, da vida do Espírito de Deus com a qual podia viver na sabedoria e na beatitude — conserva, todavia, a sua vida própria, miserável embora, porque foi criada imortal. Da mesma forma, ainda, também os anjos desertores: embora sob certo aspecto estejam mortos porque, ao pecarem, abandonaram a fonte da vida que é Deus, se tivessem bebido dessa fonte teriam podido viver na sabedoria e na beatitude, — todavia, não puderam morrer, no sentido de que não deixaram de viver e de sentir, porque foram criados imortais. E assim, depois do juízo final, serão precipitados na segunda morte, sem que nem lá cesse a vida, pois, quando estiverem nos tormentos, não deixarão também de sentir. Mas os homens que pertencem à graça de Deus, concidadãos dos santos anjos que se mantêm na vida bem-aventurada, de tal forma serão revestidos de corpos espirituais que não mais pecarão nem morrerão; e a imortalidade de que serão revestidos, como a dos anjos, não poderá ser-lhes arrebatada pelo pecado. Permanece a natureza da carne, é certo, mas sem resquícios de corruptibilidade nem de entorpecimento carnal.

Segue-se, porém, uma questão que, com a ajuda do Senhor Deus da verdade, tem que ser tratada e resolvida. Se a paixão dos membros desobedientes nasceu nos primeiros homens do pecado de desobediência, quando a graça divina os abandonou;

se, em seguida, abriram os olhos para a sua nudez, isto é, repararam nela com mais curiosidade;

se, por causa do impudico movimento que resistia à liberdade da vontade, taparam as regiões pudendas:

— como é que teriam gerado filhos se se mantivessem sem pecado tal como tinham sido criados?

Mas porque é preciso fechar este livro e porque tamanha questão não pode ser tratada em poucas palavras, será mais conveniente deixar o seu exame para o livro que Se segue.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Ecles., XXIV, 5.
[ii] Apoc., III, 16.
[iii] I Corint., XV, 44-50.

Bento XVI – Pensamentos espirituais 145

«Sombra do Pai»

Que o exemplo de São José, «homem justo» plenamente responsável perante Deus e perante Maria, constitua para todos uma fonte de coragem no caminho para o sacerdócio.
Ele mostra-se sempre atento à voz do Senhor, que guia os acontecimentos da História, e pronto a seguir as suas indicações; sempre fiel, generoso e despojado no serviço; mestre eficaz de oração e de trabalho no recolhimento de Nazaré.
Posso garantir-vos, caros seminaristas, que, quanto mais avançardes, com a graça de Deus, na via do sacerdócio, melhor experimentareis a riqueza dos frutos espirituais de ter São José como referência e de invocar o seu amparo no desempenho dos vossos deveres quotidianos.

Discurso ao Seminário Maior de Roma, (25.Fev.06)

 (in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

Doutrina – 300


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS


79. Qual é a Boa Nova para o homem?

É o anúncio de Jesus Cristo, «o Filho do Deus vivo» [i], morto e ressuscitado.
No tempo do rei Herodes e do imperador César Augusto, Deus cumpriu as promessas feitas a Abraão e à sua descendência enviando «o Seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei, e nos tornar seus filhos adoptivos» [ii].




[i] Mt 16,16
[ii] Gal 4, 4-5

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

E sobre a gravidade das ofensas?


Respondo:

Será maior se se realiza ante o interessado, se este nos ama muito, e se a dignidade conculcada é grande. As ofensas a Deus reúnem essas características que aumentam a gravidade. Em particular, a dignidade maltratada é muito grande:
despreza-se um amor e um bem infinitos, substituindo-os por bens criados.
desprezam-se grandes dons como a filiação divina e a inabitação do Espírito Santo.
Prejudica-se a imagem de Deus que é o homem.
Aumenta-se a carga da Cruz de Cristo, que tomou sobre si os nossos pecados. A gravidade dos pecados capta-se melhor se recordamos como foi a reparação: o filho de Deus fez-se homem e morreu na Cruz.




2. Além disso o pecado é uma ofensa a Deus e isto é tão sério que faz corar a os anjos e a criação inteira. As consequências são grandes, ainda que diferentes segundo a gravidade do pecado. Se é uma falta leve -venial- o amor a Deus arrefece mas conserva-se. Em troca, uma ofensa grave -mortal- produz uma ruptura com o Senhor que deixa de habitar na nossa alma; perde-se a graça santificante, a que nos diviniza e torna filhos de Deus.

Epístolas de São Paulo – 76

1ª Carta a Timóteo - cap 1

Saudação

- 1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, 2a Timóteo, verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor.

As falsas doutrinas (4,1-5; 2 Tm 2,14-18; Tt 1,10-16)

- 3Quando parti para a Macedónia, recomendei-te que ficasses em Éfeso, para dissuadir alguns de ensinarem doutrinas estranhas 4e de se ocuparem de fábulas ou de genealogias intermináveis, que favorecem mais as discussões do que o desígnio de Deus que se realiza na fé. 5O objectivo desta recomendação é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. 6Por se terem afastado desta linha, alguns perderam-se em discursos vãos. 7Pretendendo serem mestres da lei, não sabem nem o que dizem, nem o que afirmam com tanta segurança. 8Mas nós sabemos que a lei é boa, contanto que dela se faça um uso legítimo 9e tendo em conta que a lei não foi feita para o justo, mas para os maus e rebeldes, para os ímpios e pecadores, para os sacrílegos e profanadores, para os parricidas e matricidas, homicidas, 10impudicos, pederastas, traficantes de escravos, mentirosos, perjuros, e tudo aquilo que está em contradição com a sã doutrina, 11segundo o Evangelho da glória do Deus bem-aventurado, que me foi confiado. 12Dou graças àquele que me confortou, Cristo Jesus Nosso Senhor, por me ter considerado digno de confiança, pondo-me ao seu serviço,

Acção de graças


- 13a mim que antes fora blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, sem ter fé ainda. 14E a graça de Nosso Senhor manifestou-se em mim com superabundância, juntamente com a fé e o amor que está em Cristo Jesus. 15Eis uma palavra digna de fé e de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro. 16E justamente por isso alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Cristo Jesus mostrasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para aqueles que haviam de crer nele para a vida eterna. 17Ao rei dos séculos, ao Deus incorruptível, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Ámen. 18Esta é a recomendação que te confio, meu filho Timóteo, de acordo com o que predisseram algumas profecias a teu respeito: apoiado nelas, combate o bom combate, 19conservando a fé e a boa consciência. Alguns, que as rejeitaram, naufragaram na sua fé, 20como aconteceu com Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar.

Pequena agenda do cristão



SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




14/05/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Maria está ao pé de ti

Não estás só. – Aceita com alegria a tribulação. – É verdade, pobre menino, que não sentes na tua mão a mão de tua Mãe. – Mas... não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguir os seus pequenos quando se aventuram, receosos, a dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está ao pé de ti. (Caminho, 900)

Dá alegria verificar que a devoção à Virgem está sempre viva, despertando nas almas cristãs um impulso sobrenatural para se comportarem como domestici Dei, como membros da família de Deus.

Nestes dias, vendo como tantos cristãos exprimem dos mais diversos modos o seu carinho à Virgem Santa Maria, também vós certamente vos sentis mais dentro da Igreja, mais irmãos de todos esses vossos irmãos.

É uma espécie de reunião de família, como quando os irmãos que a vida separou voltam a encontrar-se junto da Mãe, por ocasião de alguma festa. Ainda que alguma vez tenham discutido uns com os outros e se tenham tratado mal, naquele dia não; naquele dia sentem-se unidos, reencontram-se unidos, reencontram-se todos no afecto comum.


Maria, na verdade, edifica continuamente a Igreja, reúne-a, mantém-na coesa. É difícil ter autêntica devoção à Virgem sem nos sentirmos mais vinculados aos outros membros do Corpo Místico e também mais unidos à sua cabeça visível, o Papa. Por isso me agrada repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam! – todos, com Pedro, a Jesus, por Maria! (Cristo que passa, 139)

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 14, 1-12

1Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus; crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar? 3E quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também. 4E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho.» 5Disse-lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?» 6Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. 7Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.» 8Disse-lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!» 9Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, ‘mostra-nos o Pai’? 10Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim? As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas obras. 11Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai,

Comentário:

Esta afirmação de Jesus:

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.»

É o lema, o motivo, a essência da nossa vida de cristãos.

De facto, não há outro caminho porque, sou este é o verdadeiro já que é a Verdade - que é Cristo – que o indica;

Bem como a vida verdadeira é a que Ele próprio nos outorgou com a Sua Morte e Paixão na Cruz, redimindo-nos para sempre, e com a Sua Ressurreição gloriosa convertendo-nos em filhos de Deus.

Que outra vida terá tal grandeza?

(AMA, comentário sobre Jo 14, 1-12, 05.01.2017)






Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Fáfá de Belém




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.










Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XIII

CAPÍTULO XXIV

…/2

Por isso, quando o Senhor soprou dizendo:

Recebei o Espírito Santo.[i]

quis assim dar a entender que o Espírito Santo não é apenas o Espírito do Pai, mas também o Espírito de seu Filho único. Realmente, o mesmo Espírito é Espírito do Pai e Espírito do Filho, formando-se com ele a Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — que não é uma criatura, mas o Criador. Este sopro corporal saído de uma boca de carne, não é de facto nem a substância nem a natureza do Espírito Santo, mas antes, como já disse, um sinal destinado a fazer compreender que o Espírito Santo é comum ao Pai e ao Filho, porque não tem um cada um, mas ambos um só Espírito. Mas este Espírito sempre foi denominado nas Sagradas Escrituras com a palavra grega πνεύμα. Foi assim que Jesus lhe chamou na passagem que o designou pelo sopro da sua boca humana, ao confessá-lo aos seus discípulos. E em nenhum a passagem das divinas palavras o vejo nomeado de outra maneira. Mas onde se lê:

Deus modelou o homem no pó tirado da terra e soprou ou «inspirou» na sua face um espírito de vida,[ii]

o grego não diz πνεύμα, como costuma chamar-se ao Espírito Santo, mas πνοήν aplicado mais vezes à criatura do que ao Criador. Daí preferirem chamar-lhe alguns latinos, para marcarem as diferenças de sentido, não Spiritus, mas flatus (sopro). E mesmo esta a palavra grega que se encontra na passagem de Isaías em que Deus diz:

Eu fiz o sopro todo. [iii]

para significar sem dúvida toda a alma. Assim, a palavra grega πνοή foi traduzida para latim ora por flatus (sopro) ou por spiritus (espírito), ora por inspiratio (inspiração) ou aspiratio (aspiração), mesmo quando se trata de Deus. Mas a palavra πνεύμα traduz-se sempre por Spiritus quer se trate do homem (do qual diz o Apóstolo

Qual dos homens sabe o que é o homem a não ser o espírito do homem que nele está?[iv]

quer se trate de animal (como está escrito no livro de
Salomão:

Quem sabe se o espírito do homem sobe alto até ao céu e se o espírito do animal desce baixo até à terra,[v]

quer se trate desse espírito corpóreo que também se chama vento (ventus) (porque é ao vento que o Salmo se aplica ao cantar:

O fogo, o granizo, a neve, o gelo, o vento da tempestade,[vi]

quer finalmente se trate, não já da criatura, mas do Criador, como aquilo de que o Senhor falou no Evangelho:

Recebei o Espírito Santo,

ao designá-lo com o o sopro da boca do seu corpo — e quando diz:

Ide, baptizai todos os povos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. [vii]

onde está assinalada, da forma mais perfeita e mais evidente, a própria Trindade — e nestas palavras:

Deus é Espírito [viii]

e em muitas outras passagens das Sagradas Escrituras. Em todos estes testemunhos das Escrituras lemos não flatus mas spiritus. Também, quando está escrito inspiravit (inspirou) ou, para falar com mais propriedade, «insuflavit (insuflou) na sua fronte um espírito de vida», — nem mesmo assim seríamos obrigados a entender por tal palavra o Espírito Criador que na Trindade se chama propriamente Espírito Santo, já que a palavra grega como disse, é manifesto que se costuma aplicar tanto à criatura como ao Criador.

Mas ao dizer «espírito», replicam, a Escritura não acrescentaria «de vida» se não quisesse designar o Espírito Santo; e ao dizer «o homem tornou-se alma», não teria acrescentado «vivente» se não quisesse significar esta vida da alma que lhe é divinamente comunicada pelo dom do Espírito Santo. Porque se a alma vive, continuam, duma vida que lhe é própria, que necessidade há de acrescentar «vivente» senão para designar a vida que lhe é dada pelo Espírito Santo? Que mais é isto senão tratar de defender com demasiada diligência conjecturas humanas e examinar com negligência as Sagradas Escrituras? Sem ir mais longe — custaria muito ler um pouco mais à frente, no mesmo livro:

Produza a terra a alma vivente [ix]

quando foram criados todos os animais terrestres? E a seguir, passados alguns capítulos — custaria muito trabalho tom ar atenção ao que está escrito nesse mesmo livro:

Tudo o que tinha espirito de vida e todo o ser que habitava na terra morreu [x]

para dizer que todos os seres que viviam sobre a terra morreram no dilúvio? Se, portanto, nós encontramos uma alma vivente e um espírito de vida mesmo nos animais, segundo a linguagem habitual da Sagrada escritura, se na dita passagem em que está escrito:

Tudo o que tinha espírito de vida,[xi]

o grego não traz πνεύμα, mas πνοήν porque não diremos nós: que necessidade havia de acrescentar vivente uma vez que a alma não pode viver se não vive? O u que necessidade há de acrescentar de vida à palavra espírito? Mas compreendem os que, pelas palavras alma vivente e espírito de vida, a Escritura falou à sua m aneira para designar os animais, isto é, os viventes corporais dotados, graças à alma de um princípio evidente de sensibilidade corporal. Mas na formação do homem esquecemo-nos de que a Escritura conserva a sua maneira habitual de falar. Ela quer-nos sugerir dessa forma que — tendo recebido uma alma racional, não produzida da terra e da água com o as carnes, mas criada pelo sopro de Deus — o homem não deixou de ser feito para viver num corpo animal graças à alma que nele vive, à maneira dos outros animais dos quais disse:

Produza a terra a alma vivente.

Deles disse também que eles possuem o espírito de vida, mas o grego exprimindo com tal nom e, evidentemente, não o Espírito Santo, mas a alma deles.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Jo XX, 22.
[ii] Gen., II, 7.
[iii] Isaias, LVII, 16.
[iv] I Corint., II, 11.
[v] Ecles., II, 21.
[vi] Salmo CXLVIII, 8.
[vii] Mt. XXVIII, 19.
[viii] Jo IV, 24.
[ix] Gen., I, 24.
[x] Gen., II, 27.
[xi] Gen., VII, 26.