15/03/2022

Publicações em Março 15

 


(Re Mt XXII, 1-12)

 

Quem faz ou promove as Leis?

Deveriam ser, em primeiríssimo lugar os que têm, além de competência para tal, os que por experiência própria concluem que o que propõem é adequado.

Como muito simplificadamente se poderia dizer: eu procedo desta forma e os resultados deste meu procedimento são estes...

Ou seja... o exemplo.

Só o exemplo concreto pode levar outros a segui-lo e, neste caso, a aceitar cumprir a lei que é proposta.

Uma referência muito concreta e actual é o que se refere ao aborto.

Este tema divide opiniões, critérios e conceitos; mas não devia ser assim.

O aborto procurado, seja de que forma for, é a morte de um ser humano, e, ainda mais grave porque se trata de um ser humano indefeso e inocente e nenhuma circunstância por mais "complicada" que seja o pode justificar.

Sendo assim, como de facto, infelizmente é, o aborto procurado é um assassinato e como tal deve ser considerado.

Há duas formas de uma Lei ser obedecida: por ser aceite ou por imposição.

Para ser aceite a Lei tem de ser justa e imparcial, clara no seu enunciado, credível no seu contexto de tal forma que as pessoas se vejam nela refletidas nas suas esperanças e convicções.

Por outro lado, uma Lei imposta poderá ter uma vigência mais ou menos longa mas, acabará por ser extinta.

 

 

Reflectindo na Quaresma

 

Hoje, 09.03.2022, estive junto do féretro de um grande amigo e bem-feitor falecido ontem.

Impressionou-me, sobremaneira, o semblante tranquilo, cheio de paz.

Impressionou-me mas não fiquei admirado porque soube que, momentos antes de falecer, recebera a Unção dos Doentes.

A Santa Igreja chama, também, a este Sacramento: VIÁCTICO, o que é muito apropriado já que é um Sacramento que conduz para o Céu quem o recebe.

Não me preocupa nem temo a morte, seja quais forem as circunstâncias que o meu Senhor, Dono da Vida, achar que mais me convém.

O que desejo e peço é que alguém me proporcione a graça de receber, a tempo, a Unção dos Doentes.

 

09.03.2022

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

14/03/2022

Publicações em Março 14

 


(Re Lc VI 36-38 )

 

Em plena Quaresma a Liturgia traz à minha consideração o tema da misericórdia.

Embora o Magistério defina as chamadas “Obras de Misericórdia” para me ajudar a melhor reflectir e tê-las presentes, muitas vezes as confundo com meros actos exteriores descurando o que é essencial: tê-las no coração.

No que respeita a perdoar não sou tão rápido e decidido como no que se refere aos julgamentos que faço.

Não me dando conta que os defeitos que julgo ver nos outros são o reflexo dos meus próprios defeitos, como que olhando-me num espelho e, na verdade, não vendo a verdadeira imagem que está reflectida.

Não penso que se os outros usarem de igual critério para comigo que desgraçado serei.

Como poderei aspirar receber o que eu próprio não dou?

Jesus É bem claro:

«Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á: deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».

Como sempre as palavras de Jesus são certas e lógicas não admitindo duas interpretações.

 

Reflectindo na Quaresma

 

O que posso fazer.

Por vezes debato-me com esta pergunta que me surge a propósito de algo que, à primeira vista, será algo estranho, insólito ou, pelo menos, fora do âmbito onde me movo.

Sim… o que posso fazer?

Que conhecimentos habilitações ou autoridade tenho, para me “meter num assunto” que parece não me dizer respeito directamente?

E porque sinto que tenho de fazer alguma coisa, intervir seja de que modo for, para sossegar o meu espírito e a minha vontade de ser útil, solidário, interessado?

Será que a minha missão neste mundo passa por aí, quer dizer, intervir sem mais, sem esperar convite ou desafio, mas apenas porque entendo que é minha obrigação fazê-lo?

Será que os outros, nomeadamente a quem o assunto diz respeito, esperam isso de mim?

Terão alguma expectativa sobre o que penso ou faço para resolver – ou pelo menos ajudar a resolver – essa questão?

Mereço essa confiança?

Existe da parte dos outros essa expectativa?

Na verdade penso que tenho de responder positivamente a todas essas questões mesmo sem me preocupar se tenho ou não aptidões para tal.

Talvez espere por um convite que poderá surgir de forma “muda”, sem formalidade nem uma solicitação expressa.

Mas, tal, não tem de acontecer dessa forma tão clara e evidente.

Se alguém me conta algo, um problema, me revela uma dificuldade, me expõe uma dúvida, seguramente que o faz não para me informar mas, para que eu possa dar o meu contributo – seja conselho ou opinião – sobre o que me revela.

Se não porque o faria?

Se alguém me diz simplesmente: ‘Estou triste’ sem acrescentar o que for, não esperará de mim uma pergunta simples: ‘Porquê?’

É evidente que sim, ninguém anuncia a outro um estado de alma sem ser para tentar obter uma resposta que revele interesse e, possivelmente, ajuda.

O que posso fazer?

Muito! Posso – e devo – fazer muito.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

13/03/2022

Publicações em Março 13

 


(Re Lc IX,28-36 )

 

Este acontecimento que São Lucas narra tem algo de misterioso mas, entendo-o como um desejo expresso de Jesus de confirmar os três primeiros discípulos na Fé da Sua Pessoa.

Perante tal visão extraordinária eles estavam «a cair de sono».

O sono é, muitas vezes,a desculpa para não encarar uma realidade que me assusta porque não a compreendo bem.

Em lugar de prestar uma melhor e mais cuidada atenção prefiro o refúgio do sono dos sentidos tentando ignorar o que se apresenta.

Outras vezes, quando me disponho a fazer oração assalta-me como que um sono inexplicável que me induz a adiar para mais tarde esse propósito.

Compreendo  a ordem de Jesus para que não divulgassem o que tinham visto, quem iria acreditar em pessoas que testemunhavam estando a dormir!

Mais tarde, também os guardas ao Sepulcro de Jesus hão-de receber dinheiro e desculpar-se com o sono para testemunhar que tinham sido os discípulos de Jesus que tinham vindo roubar o corpo.

Não obstante esta incongruência, “astúcia miserável” como lhe chama Santo Agostinho, foi a versão que vingou entre os judeus e permance até aos dias de hoje.

Eu, Senhor, quero estar sempre bem desperto e atento quando insinuas na minha alma esses doces e, ao mesmo tempo imperiosos impulsos que devem levar-me a fazer o que devo fazer quando o devo fazer.

Não adiar para um futuro incerto e que, aliás, não sei se terei, o que urge fazer em cada momento. A minha fraqueza pessoal só a conseguirei ultrapassar com a oração vigilante, perseverante.

Ajuda-me, Senhor, a vencer o meu torpor.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Estou aqui, na Igreja, na Tua presença, tendo acabado de ler o trecho do Evangelho em que se descreve a Tua reacção perante os vendedores do Templo e pergunto-me a mim mesmo se eu próprio não me poderia incluir nestes, não porque venha à Igreja fazer comércio, mas porque talvez não venha com a pureza de alma e disposição do coração para fazer o que realmente deveria: Dar-Te graças e louvar-Te.

Tais, unicamente, deveriam ser os meus propósitos e não outros quaisquer.

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

12/03/2022

Publicações em Março 12

 


(Re Mt 5, 43-48)

 

Que coisa nos mandas Senhor: «Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito»

Como me será possível cumprir tal mandato?

Se, como diz São Josemaria, "perfeitos só no Céu" (re Sulco, 758)!!!, eu que estou na terra, como poderei?

Medito e... concluo:

Se o Reino de Deus está no Céu e em toda a parte, também está na terra, no coração dos homens, no meu coração.

O que tenho a fazer é despertar o meu próximo e ajudá-lo a tomar consciênca dessa realidade vivendo de acordo.

Atingirei a "minha perfeição" quando realmente me empenhar,  sobretudo com o meu exemplo, em que outros, sobretudo os mais próximos e aqueles com quem me vou cruzando nos caminhos da vida, fizerem igual.

Não tenho qualquer dúvida: Temos todos que empenhar-nos numa "guerra" pela paz no mundo.

Contrasenso? Talvez não, "si vis pax para bellum", escreveu Séneca, guerra sem outras armas que a oração perseverantemente empenhada em mover o Coração Misericordioso do PRÍNCIPE DA PAZ a actuar sem demora.

A guerra não é solução para nada nem conquista coisa nenhuma porque o que está na sua raiz, é o desejo infrene do demónio em colocar, os homens em luta uns contra outros.

Só no caos que qualquer guerra provoca, ele consegue reinar.

Queremos Paz? Rezemos sem descanso!

Em Fátima a nossa Mãe do Céu deixou-nos a mensagem, indicou-nos o caminho.

Meditemos, uma vez mais, nessa mensagem.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Porque hoje é Sábado, dia dedicado à Senhora da Alegria:

 

É tão bom rir em tempo de Quaresma!

      Hoje o dia acabou com eu a rir ás gargalhadas até ás lágrimas.

Resolvi fazer o meu jantar; seria uma coisa simples, ligeira como convém neste tempo quaresmal.

Resultou em algo intragável, estranho, que só não foi para o lixo porque não gosto, nem devo, atirar comida fora.

      A meu lado, como esteve e está sempre, o Amor da Minha Vida que desde o Céu vem sempre fazer-me companhia, ria-se a bom rir... 'Que cozinheiro... meu amor!!!'

A seu lado, todos os Santos do Céu riam contagiados.

Foi contagiante... não pude mais que rir também.

 

07.03.2022

 

Poemas para a Quaresma

 

Quem sou eu?

 

É inútil considerar-me

e debruçar-me para dentro de mim.

 

Sei que tento enganar-me

que assim

não chego a parte nenhuma.

 

Sei que em suma

o meu avesso

é igual à minha capa.

 

E quando,

de vez em quando,

e à socapa,

me observo,

a conclusão

é a pergunta habitual:

 

- Mas quem sou eu afinal?

 

Bessa Monteiro, 1963

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad