06/03/2022

Publicações em Março 6

 


(Re Lc IV, 1-13)

 

Será, talvez, de espantar que Cristo tenha permitido que o tentador O pusesse à prova.

Compreendo duas coisas;

A primeira é que o tentador suspeita que Ele é o Cristo Filho de Deus e quer ter uma certeza;

A segunda, parece-me clara, evidente:

Jesus quer ensinar-nos que o poder do tentador, embora seja extraordinariamente potente, não consegue vencer a nossa vontade de permanecer-mos fielmente unidos a Jesus Cristo Nosso Senhor.

 

 

 

Reflectindo na Quaresma

 

Terminada a primeira semana da Quaresma devemos aproveitar para fazer um exame de como a vivemos.

Seguramente fisemos um plano de prácticas diárias para nos ajudar a viver mais intensamente este tempo e, nesse exame, apreciaremos como cumprimos esse plano se com amor e presença de Deus ou apressadamente alheados e distraídos.

Como resultado é conveniente “ajustar” o que for conveniente para o plano da semana que começa. Um plano simples, sem grandes metas de difíceis de atingir mas, antes, algo que esteja absolutamente ao nosso alcance fazer, pedindo ao Anjo da Nossa Guarda que nos ajude e guie.

 

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05/03/2022

Publicações em Março 5

 


(Re Lc V, 27-52)

 

O encontro de Jesus com Mateus, sentado no seu posto de trabalho revela bem que o Senhor Se apresenta onde quer que estejamos, fazendo o que estejamos a fazer.

Faz parte da nossa vida diária e procura-nos constantemente paranos chamar a segui-Lo.

Depende de nós fazê-lo ou não, aceitar o que nos propõe com quanto implica o convite.

Pôr de lado todos os nosso plano e objectivos para nos entregarmos de alma e coração a Ele como nosso Guia e Chefe.

O que nos espera não é uma vida fácil, sem precalço se , até, perseguições, haverá muitos dias em que as dificuldades e obstáculos serão de tal forma que parecem intransponíveis; mas, não! Com Ele tudo venceremos e saberemos como ultrapassar esses obstáculos.

Elenos dará a força, a coragem, o ânimo para prosseguir sempre em frente.

O Divino Espírito Santo porá na nossa boca o que havemos de dizer em cada momento.

A tarefa é grande, hercúlea, mas, a compensasão ultrapassará em muito o que poderíamos esperar.

Se Ele dá a carga também dá a força para a levar e, é com esta certeza que nos “arriscamos” a segui-Lo.

 

Reflectindo

 

Porque hei-de meditar?

Simplesmente porque a alma mo pede e o coração mo solicita.

Parece lógico que estando aqui na presença do Sacrário, todo o meu ser se dedique a essa tarefa que me é tão conveniente.

Meditar na Tua presença, Senhor, é realmente fazer oração, talvez mais profunda e consistente.

Não me deixo ficar aqui estático e abúlico sem que o meu coração e a minha alma entoem um silencioso hino de amor e acções de graças.

Sim, é verdade, tenho muito que pedir mas - sei-o - tenho muito mais que agradecer.

  "É de bem-nascido ser agradecido” - e eu sou "muito bem-nascido" porque sou Teu filho!

 

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04/03/2022

Publicações em Março 4

 


 

Dentro do Evangelho

(Re Mt IX, 14-15)

 

O jejum na comida e na bebida é uma das mortificações pessoais próprias da Quaresma.

Cada um saberá como melhor fazer mas, de qualquer modo, há que ser discreto.

Quando se vive em família, com outros, deve-se comer do que é servido, seja carne, seja peixe, o que for, e o jejum consistirá numa discreta moderação na quantidade e, igualmente quanto à bebida.

Esta discrição, contudo, não se aplica em Sexta-Feira Santa, «Quando o esposo lhes for tirado, jejuarão», porque nesse dia há que dar exemplo de como se seguem as recomendações da Santa Igreja que todo o cristão deve seguir.

O mais prático, penso, é abdicar de uma refeição, o jantar, por exemplo.

 

Reflectindo

 

Ocorreu-me agora que algumas vezes peço uma opinião.

Opinião ou conselho?

Bom… a minha maneira de ser, o meu “estatuto”, não se “compadece” com conselhos, portanto, pedir uma opinião será como que uma cobarde forma de disfarçar uma necessidade de conselho.

E porquê este falso problema?

Pedir uma opinião é considerar outro como capaz de nos revelar algo que não o estamos a ver no imediato?

Pedir um conselho equivale e dizer quem necessitamos de orientação?

Julgo que se trata, fundamentalmente de uma questão directamente ligada à humildade pessoal.

Somos o que somos, sabemos o que julgamos saber; porque não aferir com outro de confiança e critério reconhecidos aquilo sobre o que se verifica a dúvida ou inquirição?

Só não fazemos por dois motivos e referências principais:

Orgulho pessoal; Auto convencimento.

Ambas são péssimas razões.

 

 

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03/03/2022

Publicações em Março 3

 

 


Dentro do Evangelho

 

(Re Mc I, 15)

Quaresma 


«Completou-se o tempo, arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

Estas foram as primeiras palavras de Jesus em resposta ao anúncio da morte do Baptista.

O tempo de espera, de preparação para o tempo da missão pela qual veio ao mundo acabara, começava o "novo tempo" o definitivo, pelo qual Se encarnou no Seio Puríssimo da Santa Maria.

Também Ele Se preparou durante 40 dias no deserto, entregue a privações e, sobretudo à oração. Seguramente que o fez para nos dar exemplo de que nos devemos preparar para o acontecimento mais extraordinário das nossas vidas: a nossa salvação.

O nosso "deserto" será o despirmos as roupagens que fomos acumulando ao longo do ano, refreando os nossos desejos, contendo a imaginação de forma a estarmos mais disponíveis para o encontro com Deus Nosso Senhor.

As nossas privações devem ser adequadas ás nossas circunstâncias pessoais,  coisas que estejam ao nosso alcance e, sobretudo, discretas, sem dar nas  vistas nem incomodar os outros; como moderar o uso da televisão, o recorrer ao telemóvel por tudo e por nada; sem dúvida... sobriedade na comida e  na bebida.

A  nossa Quaresma será, assim, tranquila e profícua, levando-nos passo a passo, devidamente preparados para a Maior Semana: A Semana Santa.

Arrependimento e Fé!

Não teremos, graças a Deus, grandes faltas, pecados que mereçam consideração mas, como somos seres humanos, haverá sempre algo que teremos de corrigir, melhorar.

Para isso está este Tempo de Quaresma.

 

Reflectindo

 

Quando alguém nos diz: «Eu não acredito no que não vejo com os meus  olhos ou não posso tocar com as minhas mãos» não podemos esquecer a reacção  de Tomé quando lhe deram a notícia da Ressurreição de Jesus Cristo.

Quem lho dizia eram pessoas que ele bem conhecia, por quem tinha estima e sentia amizade, mas, no entanto, tal não o impediu de negar-se a acreditar e, por isso mesmo, porque era honesto e sincero não tem qualquer pejo em afirmar: «Se não O vir com os meus olhos, não tocar com as minhas mãos não acreditarei».

E, O Ressuscitado não o recrimina, só lhe diz que faça o que deseja, tocar as feridas, meter amão na chaga do Seu Peito, para que não seja «incrédulo mas crente".

E, vai mais longe quando afirma que serão «bem-aventurados os que acreditarem sem terem visto».

Da honesta resposta de Tomé, Jesus "tirou" uma lição preciosa para quantos ao longo dos tempos haveriam de acreditar nEle.

A humildade de Tomé fica bem patente pois não se exime por conveniência ou para "não ficar mal", a ser absolutamente veraz.

Disse, antes, que a humildade é uma virtude complexa e, talvez por isso mesmo, tão difícil de possuir. Muitos tentam e esforçam-se por adquiri-la mas, é preciso paciência e determinação perseverante sabendo desde logo que é tarefa que só termina com o último suspiro de vida.

Ao contrário do que, talvez, é frequente pensar-se o defeito que se opõe à humildade não é o orgulho mas, sim, a soberba.

Este terrível defeito impede ver com clareza e avaliar o próprio carácter.

A pessoa dominada pela soberba tem enorme dificuldade em fazer um exame pessoal - aliás nem lhe reconhece a necessidade - porque se tem numa "conta" sem mácula nem defeitos,  logo, não há nada a emendar ou corrigir.

Tende a considerar-se com um "estatuto" superior que lhe confere imunidade quase absoluta.

O soberbo evita fazer perguntas, como que, para negar que tem alguma dúvida ou necessita de ajuda no que for. Toma decisões sozinho sem pedir nem conselho nem orientação e, quando as consequências são más, pretende que foi mal interpretado.

Tem sempre uma desculpa pronta a usar quando, posto perante a evidência de algo menos bom ou correcto que disse ou fez e, mesmo que a desculpa seja frágil ou inconsequente, "agarra-se" a ela como um náufrago desesperado por salvação.

Julgo que o pior - se assim posso dizer - que acontece a um soberbo é uma  viral incapacidade para amar o outro e, sendo assim, tendo em conta que o amor verdadeiro é partilha e correspondência, também é muito difícil ser amado por alguém

É, efectivamente uma triste pessoa...

 

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