26/01/2022

Publicações em Janeiro 26

 


(Re Mc 4, 1-20)

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Talvez que possa considerar que esta declaração de Jesus encerra quanto preciso saber para cumprir o meu dever de cristão.

Ouvir a Palavra, ler o Evangelho só terão efeito real e com frutos abundantes se estudar, apreciar detidamente quanto oiço ou leio. Só assim poderei levar a cabo essa missão que é a de todo o cristão, de transmitir a Palavra de Deus, espalhando-a o como semeador faz quando semeia um campo.

Não posso, não devo usar uma semente que não conheça em detalhe, uma semente boa, de boa origem que me garanta que os frutos que irá produzir serão não só abundantes mas, sobretudo eficazes.

 

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25/01/2022

Publicações em Janeiro 25



O Fariseu e o Publicano

Na cena que o Evangelho relata, aparecem dois personagens "chave": um Fariseu e um Publicano que estão no Templo.

O primeiro está de pé, a meia nave, bem visível pelos circunstantes e dirige-se a Deus dando testemunho da sua virtude, do rigoroso cumprimento da Lei, do seu impoluto comportamento.

Vai olhando em volta comprazendo-se nos olhares de admiração, ou de inveja, de muitos dos presentes.

O segundo está prostrado quase ao pé do pórtico de entrada, com os olhos sumidos, batendo no peito, confessando a sua indignidade.

O evangelista conclui que um saíu exaltado, o outro não.

Numa pobre análise - a única que poderei fazer - e embora compreendendo o ênfase que o Evangelista quiz sublinhar, condidero que ambas as posturas são criticáveis.

A do Fariseu, desde logo, porque é uma evidente demonstração de orgulho pessoal, de empáfia, de vaidade.

A do Publicano que não tem presente que é um filho de Deus com todo o direito e obrigação de olhar para Ele quando se Lhe Dirige.

O reconhecimento do nada que somos e do tudo que É Deus não deve fazer-nos esquecer da nossa dignidade intrínseca de Seus Filhos seja eu um publinano, um desgraçado, um biltre, fraco e volúvel... sou Filho de Deus e Ele quere-me como tal.

Para O satisfazer, dizer-Lhe amiúde: 'Senhor ajuda-me a ser Teu filho, cumprindo a Tua Santíssima e Amabilissima Vontade em cada momento de vida que me concederes viver. 

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24/01/2022

Publicações em Janeiro 24

 


(Re Mc 3, 22-30)

«Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Está possesso de Belzebu. É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».

A atitude destes escribas revolta-me de tal modo que tenho de fazer um esforço para me manter sereno.

Como é possível tamanha insassatez, tal hermetismo da razão mais liminar.

As suas próprias palavras são a causa da condenação que Jesus anuncia: «serão réus de pecado eterno»!

No entanto, a minha revolta transforma-se em alegria porque também foi graças à sua atitude que Jesus Cristo revelou que com excepção dos pecados e blasfémias contra o Espírito Santo «Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados que tiverem proferido».

Fico, portanto tranquilo e feliz porque todos os pecados, faltas e omissões que pratiquei e os que infelizmente vier a praticar e dos quais pedi, peço e pedirei perdão alcançarão esse perdão e a minha alma, limpa, feliz encontrará descanso por toda a Eternidade.

 

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23/01/2022

Publicações em Janeiro 23



(Re Mc 3, 20-21)

«E de novo acorreu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. Ao saberem disto, os parentes de Jesus puseram-se a caminho para O deter, pois diziam: Está fora de Si».

Vê-se bem que até para os parentes os mais próximos, Jesus era um desconhecido e não compreendiam nem o que fazia nem o que dizia.

Pela expressão «está fora de si» conclui-se que O consideravam como que atacado por qualquer tipo de loucura e sentem-se envergonhados.

Sim… é muito mais fácil tirar conclusões e emitir opinião apenas com base no que nos outros é aparentemente visível do que averiguar com são critério e sem preconceitos as atitudes ou palavras que possam surpreender-nos.

E, quanto mais “próximo” é a pessoa, amigo, parente, mais esta manifestação terá eco à nossa volta e, portanto, deve ser cuidada e contida.

 

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22/01/2022

Publicações em Janeiro 22



(Re Mc 3, 13-19)

«Chamou à sua presença aqueles que entendeu».

Jesus rodeia-Se de Doze Apóstolos, os futuros pastores do povo de Deus.

São doze homens simples, comuns       que vivem do seu trabalho diário.

Abandonam tudo para seguir aquele Senhor que, como único ”atractivo” era fazer deles pescadores de homens.

É interessante verificar que a Sua escolha recai sobretudo sobre pescadores, homens do mar. Têm características muito especiais, são pacientes, perseverantes, voltam a lançar as redes uma e outra vez sempre com a esperança renascida de recolherem uma boa pesca,cada um estará pronto a substituir um companheiro que por qualquer razão esteja impedido de trabalhar, arriscam muitas vezes a própria vida enfrentando porcelas, ventos contrários, tempestades porque a faina não pode parar.

Pelo que conhecemos hoje, a escolha foi acertadíssima, já que a seguir ao Pentecostes se lançaram indómitos e determinados por todas as partes do mundo espalhando a Palavra de Deus, anunciando o Reino do Céu.

O seu Amor entranhado pelo Mestre levou-os a confiar absolutamente na Sua palavra que nunca lhes faltaria com o Seu auxílio e protecção.

Como devemos, todos os cristãos estar gratos a estes homens e rezar diriamente pelos seus sucessores, os Bispos, para que com a sua cabeça, o Papa, conduzam o Seu povo, guardem a Sua Igreja de desvios e ataques dos inimigos da Fé.

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