12/11/2021

Publicações em Novembro 12

 


Jesus disse aos Seus discípulos que eram o "sal da terra", o que no contexto entendo como o elemento essencial para "temperar" as atitudes, pensamentos e acções com algo tão importante como o fermento de facto é para que se possa ter uma massa que levede correctamente e sirva para fabricar o pão, alimento fundamental do ser humano. Ser esse pequenino "quase nada" que os os cristãos têm de se esforçar por ser, que leve outros a transformarem-se por dentro de "massa anónima e vulgar" em verdadeiro bem para alimentar tantos e tantos irmãos nossos com fome.

Não refiro a fome autêntica que corrói muitos que carecem de alimento para o corpo, é algo terrível e que deveria ser considerado como a primeira prioridade dos responsáveis e governantes deste mundo em que vivemos. Pergunto-me quando surgirá alguém com a coragem de propor uma determinação: "Nenhum ser humano poderá deixar de ter acesso ao alimento essencial!"

Sinceramente, pesando bem as palavras que escrevo, considero que essa determinação será extremamente difícil de surgir. Haverá sempre quem diga, por exemplo "não posso deixar de concordar mas... quem, ou como se financiará tal determinação?" Sim, é tristemente verdade... por detrás de qualquer opção de carácter social, estará sempre um "autêntico exército" dos que querem tudo "preto no branco", dispostos os meios para o fazer, nomear intermináveis comissões de fiscalização dos actos, ponderar as prioridades, por exemplo... aqui, ao pé da minha porta ou numa localidade remota da Ásia, Oceania... onde for? Não sejamos hipócritas... se eu não assisto alguém que à porta da minha casa me pede ajuda, será que vou andando rua fora em busca de um qualquer que possa ajudar?

Já sabemos... há autênticos "profissionais do pedir", mas, esses, penso que qualquer um consegue identificar e, portanto, evitar colaborar num autêntico abuso da solidariedade dos outros.

Pessoalmente posso, talvez convenha, referir uma circunstância pessoal. Com frequência sou abordado à porta de casa por um homem que me pede ajuda. Ao longo dos anos fui conhecendo a pessoa e adequando a minha postura. O homem é, para sintetizar, um desgraçado sem eira nem beira, sem recursos de qualquer natureza. Claro que fui "descobrindo" que é um aldrabão, a mãe já morreu umas três ou quatro vezes, a última vez que comeu uma refeição decente já nem se lembra, um irmão continua a ser sujeito a mais uma intervenção cirúrgica urgente, ... enfim toda uma panóplia de desgraças, necessidades terríveis, urgentíssimas de que inventa para "amolecer o coração" de que aborda. Eu, durante muito tempo deixei-me como que "embalar" nestas "histórias" e lá ia "contribuindo" com uma moeda ou duas. Passado bastante tempo, uma vez mais estava à minha espera à porta de casa, de mão estendida, o olhar suplicante, uma atitude de "causar dó". Agarrei-lhe num braço, puxeio-o para dentro do portão, sentei-o nas escadas e disse-lhe: Acabou-se! A partir de hoje a tua Mãe não morre mais vez nenhuma nem o teu irmão, se é o que o tens, vai ser operado a coisissíma. Não te quero julgar nem avaliar, podes fazer qualquer coisa para alguém e receberes a paga por isso. A mim, por exemplo, nunca me perguntaste se queria que cortasses a relva do jardim. Eu, embora não compreenda, tenho de admitir que te estás a dar bem com o teu estilo de vida. Não me compete nem quero ser nem juíz nem conselheiro, é a tua vida que escolheste viver e pronto. Mas, no que diz respeito á nossa relação de tantos anos vai passar a ser assim: Não te dês ao trabalho de estar à minha espera com uma história das tuas. Quando precisares de alguma coisa eu continuo aqui e estou disponível para ajudar. Mas... com uma condição: não me mintas! Se queres um par de Euros para beber um copo é isso que tens de me dizer!... O resultado desta "entente" é que, agora, com este "profissional da pedinchisse" não chego a gastar Dez Euros mensais!

Estava, como sempre tenho estado, anónimo do meio de uma enorme multidão. Alguns diziam que só homens seriam uns cinco mil e, isto sem contar mulheres e crianças que na época pouco ou nada contavam. Eu, no entanto, não me escuso de comentar que seriam, pelo menos, o dobro dos homens. Vinte mil pessoas para a época era de facto uma multidão considerável.

Jesus falava e o que mais uma vez me surpreendia é que todos os ouviam perfeitamente estivessem à distância que estivessem...hoje seria fácil com instalações de som... mas na altura!!! e isto era já por si um milagre. O que Jesus dizia era, como sempre, uma "novidade" para muitos dos que ali estavam, carregados de problemas, condições de vida lamentáveis... enfim... dizia Ele que eram Bem-aventurados, os que choravam, os que sofriam, os desenganados da vida.

Bem-aventurados!? Sim... foi o que Ele afirmou várias vezes. Percebi então, hoje entendo melhor, que para Jesus os Seus irmãos os homens estão sempre em primeiro lugar nas Suas "preocupações", atento ao que possa fazer-lhes falta, pronto a dar solução aos problemas pessoais de cada um. Julgo ter entendido duas coisas: uma que Jesus não actua como que multitudinariamente, dizendo, por exemplo a todos os que o escutavam que ficassem sem fome. Poderia faźê-lo? Claro que podia... Jesus pode absolutamente tudo,  mas... não, quer que quem precisa o que for vá ter com Ele e Lhe diga o que deseja, sem precisar de se explicar porque Ele conhece muito bem as razões que estão  na origem dos pedidos. Julgo perceber que Jesus gosta, realmente gosta, de ser instado, solicitado a actuar, a conceder, a satisfazer, e, claro que também percebo que a perseverança nos pedidos, a constância da petição é fundamental para que realmente não pedirmos por pedir mas porque estamos firmemente convictos que, se for para nosso bem Ele o concederá. Quando um filho pequeno pede a seu pai que o deixe conduzir o automóvel o pai pondera que satisfazer o desejo do filho pode ser contraproducente e, por isso, diz Não! Aprofundando, podemos concluir que o pai agiu com prudência. O Senhor é sumamente Prudente e portanto podemos confiar que só satisfará os nossos desejos se estes forem convenientes e para nosso bem.

Posto isto, volto à Cena Evangélica: As pessoas estavam eufóricas, olhavam-se umas ás outras dizendo: Eu... Tu... somos Bem-aventurados!?! Uma alegria incontível como que se apoderou de todos, romperam em cânticos, hossanas... gritos de júbilo.

Ao pensar que também eu posso ser Bem-aventurado!!!

 

Reflectindo

"Vamos a ver"... esta é uma resposta muito comum a uma solicitação qualquer que nos é feita.

De facto não é uma resposta mas uma evasiva, uma habilidosa forma de postergar para um futuro qualquer que não se indica essa mesma resposta.

A mim parece-me algo como ou desinteresse ou cobardia. Seja o que for para ser honesto tem de se dar, imediatamente, uma resposta: 'Não sei!... Neste momento não posso responder mas vou ponderar e dentro de x dias responderei...?

Desta forma, quem nos pôs a questão ficará satisfeito ao invés de pensar... ‘não vale a pena perguntar o que for a este sujeito'.

Constato esta realidade: Não sei que hei-de fazer para ocupar todo o tempo que diariamente tenho.

Sim, é verdade, depois de cumprir "as obrigações diárias", encontro-me com horas e horas sem ter o que fazer.

Não é um drama mas é uma "sujeição", fazer... o quê???

Compreendo que ao conceder-me todo este tempo o Senhor quer que eu viva. Eu, sinceramente, digo-Lhe: Senhor... mas para quê? E parece-me ouvir a Sua resposta:'Porque Eu quero'.

Então, não me ocorre mais que dizer-Lhe: 'Senhor, está bem, vivo até quando Tu quiseres, mas ajuda-me a viver como Tu queres que viva'.

Com esta conclusão fico sem mais nenhum "argumento" para continuar a "conversa", e, portanto...

 

 

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11/11/2021

Publicações em Novembro 11



Estava ali assistindo a mais uma das intervenções de Jesus.

Aquela pareceu-me muito "especial", na minha forma de dizer e, por isso prestei particular atenção decidido a não perder palavra do que fosse dito.

Jesus dizia a Simão, um judeu proeminente na sociedade que O tinha convidado para uma refeição em sua casa: "Quando cheguei não me deste o ósculo, água para lavar os pés, não me ungiste com óleo".

E, Simão ficou calado, como que sem palavras para responder.

Eu pensei que talvez Simão não tivesse convidado Jesus para O honrar, distinguir mas, talvez, para mostrar aos convivas quem era Aquele Jesus de Quem todos falavam.

Desdenhou as "normas" respeitantes a um convidado, talvez, pensando que, dada a sua posição social conviria não se "comprometer" mas tratá-Lo como um qualquer dos que frequentemente convidava.

Eu, que tenho a graça de saber muito mais que Simão, não posso deixar de lamentar que tenha perdido tão excelente oportunidade de ter recebido Tal Convidado!

Não pude deixar de reparar que Jesus reagiu de forma absolutamente clara a esta falta de atenção.

Compreendo que os convites que façamos a outras pessoas para algum tipo de convivência têm que ser sinceros, isto é, têm de partir do coração e não de uma secreta vontade, ou curiosidade, de mostrar a outros que não queremos como que "ficar atrás" de muitos outros que manifestam interesse em conviver com "alguém de quem se fala".

Aqui reside a verdadeira honestidade pessoal: Fazer o que for porque queremos e pensamos que será um bem e não para como que para "cumprir" algo que talvez seja conveniente ou de nosso interesse. Não deve, portanto, de uma "conveniência" mas uma decisão devidamente ponderada.

Mas... isso não será imitar outros?

Talvez... mas imitar outros no que fazem de bem considerando o que de alguma forma obtiveram com a sua acção será, seguramente, algo bom e recomendável.

Tal como outros observam e avaliam o que fazemos ou manifestamos, também eu o devo fazer, não com espírito crítico mas com o desejo de descobrir o que de bom possa existir.

O exemplo é algo muito sério e que merece constante avaliação. Bem poderei falar muito bem, escrever ainda melhor mas  isso de pouco valerá se o que faço não estiver de acordo.

Primeiro fazer... depois dizer! Esta deve ser como uma "máxima" que deve estar sempre presente.

O dever de um cristão é anunciar a VERDADE, que É a Palavra de Deus, mas, também denunciar a mentira ou falsidade sobre a mesma. Daí que, não seja possível fazê-lo sem conhecer com profundidade a Palavra de Deus e, para tal, não há outra via que ler e meditar com frequência diária o Evangelho.

Muitos retiram do Evangelho palavras ou frases fora do contexto para com esta hábil perversão levarem outros, mais incautos, débeis ou ignorantes, por falsos caminhos. Estas pobres pessoas cheias de problemas pessoais e numa infrene procura de soluções estão muito permeáveis a promessas de soluções fáceis de conseguir. Deixam-se ir nas "pregações", convencer por "milagres" habilmente engendrados... enfim... toda a sorte de "truques" com que os inimigos da Fé usam para conseguir os seus objectivos.

O Cristão, para arrastar outros para o Caminho, a Verdade e a Vida que É Jesus Cristo, não precisa nem de milagres nem de truques mas de simplesmente convencer pelo exemplo da sua conduta pessoal.

Na monotonia da tarde, o dia prestes a findar, estávamos envolvidos nos nossos mantos e capas, tentando encontrar repouso para recuperar um pouco da dureza da jornada.

Perdi a conta das pessoas que nos seguiram, das que a cada instante, pediam a Jesus que Se detivesse um pouco, Lhe faziam perguntas e pedidos de toda a ordem. Parecia-me que, a maior parte, não tinha um pedido concreto a fazer mas  talvez tentar obter uma resposta a questões e dúvidas que os assaltavam. Isto demorava imenso tempo mas, Jesus nem por isso deixava ninguém sem resposta.

Muitas vezes, a Sua resposta era um exemplo, uma parábola.

"Um homem tinha dois filhos", esta uma das respostas, das Parábolas que Lhe ouvi. Algo extraordinário, tanto... que ficou conhecida para sempre como a "Parábola do Filho Pródigo"!

Ficámos todos e eu, claro, abismados! Era tão real, verdadeira e concludente que me apercebi imediatamente que ficaria guardada para sempre nos escaninhos da História da raça humana.

Filho Pródigo!

Quem não sabe o que é?

Quem nunca ouviu falar?

Mas, detenho-me a pensar que, talvez haja quem não conheça, nunca tenha ouvido falar e, penso, que a minha obrigação é dá-la a conhecer sem reservas nem "escolhidos" mas a todos com quantos me cruze nos caminhos desta vida.

Hoje assisti a algo extraordinário!

Estava no Templo porque era Sábado quando saindo do lugar onde Se encontrava Jesus dirigiu-Se a uma mulher que caminhava pela coxia com evidente dificuldade. Estava completamente encurvada, no rosto traços visíveis de sofrimento.

Jesus disse-lhe simplesmente que se endireitasse. Foi o que aconteceu!

As manifestações de júbilo e graças mal abafavam os protestos de alguns fariseus presentes indignados. Uma cura feita num Sábado! E diziam, mais ou menos, que para curar alguém haveria de escolher outro dos seis dias da semana, nunca um Sábado.

Fiquei a pensar neste "retorcimento" da verdade: implicitamente reconhecem o poder de Jesus mas não querem que o exerça ao Sábado!

Como é possível tal teimosia endurecida e sem qualquer razão.

Sei perfeitamente que Jesus pode fazer o que quiser quando e como quiser e, por isso, do fundo do meu coração Lhe peço: Quando e como quiseres, Senhor, cura-me dos meus males.

 

Reflectindo

 

O exame pessoal poderá ser prejudicial?

Esta estranha pergunta tem uma razão que é a seguinte:Quase sempre, ao examinar-me, faço-o sob uma perspectiva algo derrotista. Dedico a minha atenção aos meus defeitos, debilidades e faltas de carácter, esquecendo as virtudes ou, até méritos que possa ter, melhor... que tenho. E considerar o que, por assim dizer, o que tenho de bom tem de fazer parte do exame quando não este não fica completo. Se não avaliar o que tenho de bom como poderei melhorar neste ou naquele ponto?

Um "guia seguro" para me ajudar é São Tomás Moro que aconselha a "desfocar" o EU com os defeitos e debilidades e a considerar, antes, o que possuo de positivo. Em primeiro lugar a ALEGRIA! Ninguém conseguirá ser desapaixonado e livre de amarras ao negativismo se não tiver em si ALEGRIA. A ALEGRIA evita e remove os pensamentos negativos porque traz consigo uma atitude eminentemente positiva.

Por exemplo: considero que a minha reacção ao que for não foi a mais correcta; sim, é verdade... e depois? Porque é que isso tem de massacrar-me? Acaso sou perfeito? Sim... quero, desejo sê-lo até para observar o mandato de Jesus Cristo: "sede perfeitos como o vosso Pai do Céu é Perfeito". Mas, por outro lado tenho presente que Ele também disse..."perfeito É só Deus". Então Jesus Cristo admite a possibilidade de eu ser como Deus? Sim, é verdade porque também nos assegurou que... "a Deus tudo é possível". Donde concluo que me convirá sobremaneira pedir a Deus que me faça perfeito. Se acredito realmente que o meu Criador e Senhor é a JUSTIÇA então Ele saberá se a minha petição é justa. Será uma ousadia pedir tal? Não! Um Pai ouve os pedidos do seu filho e decide atendê-los ou não conforme julgue ser conveniente.

Quanto mais o meu Pai do Céu não procerá assim!

 

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10/11/2021

Publicações em Novembro 10

  


Estávamos a chegar a Betsaida, como sempre acompanhados de numeroso grupo de pessoas quando alguns «trouxeram um cego e o colocaram em frente de Jesus pedindo-Lhe que o tocasse. Jesus tomou-o pela mão e conduziu-o para fora da aldeia. Deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou: «Vês alguma coisa?» Ele ergueu os olhos e respondeu: «Vejo os homens; vejo-os como árvores a andar. Em seguida, Jesus impôs-lhe outra vez as mãos sobre os olhos e ele viu perfeitamente; ficou restabelecido e distinguia tudo com nitidez.»

Fiquei a pensar porquê Jesus procedera assim.

Já tinha assistido a numerosas curas e sempre Jesus actuava de forma quase igual: Tocava o doente, dizia umas palavras e este ficava curado.

Percebi então que para conseguir a cura de qualquer mal não basta fazer-Lhe o pedido, é fundamental acreditar, ter Fé absoluta de que Ele o pode fazer.

Talvez a fé daquele cego não fosse assim tão sólida e por isso mesmo, o milagre que Jesus operou teve como que duas fases. A primeira foi dar-lhe alguma visão, a segunda foi depois de o cego ter verificado que Jesus o poderia curar ter acreditado firmente.

Por vezes, quando fazemos um pedido qualquer, não tenhamos a fé necessária para que esse pedido possa ser atendido. Então talvez seja melhor dizer: Senhor, se quiseres dá-me isto que Te peço.

Este – se quiseres – é em si mesmo uma confissão de Fé.

Confiamos plenamente que Ele fará o que for mais conveniente para nós naquela determinada circunstância, endireitará o que estiver enviezado, acrescentará o que faltar.

A preocupação que pode assaltar-nos… será que o que estou a pedir tem razão de ser… é adequado, não deve impedir-nos de fazer o pedido.

Consideremos-nos como filhos pequenos que pedem a seu pai o que querem sem receio algum de parecerem exigentes ou tontos no seu pedir, sabemos e confiamos absolutamente no critério do nosso pai que satisfará ou não o que pedimos conforme for conveniente.

Com maioria de razão nós, cristãos, não confiaremos no nosso Pai Deus?!

Vejo um cortejo infindável de pessoas que procuram chegar junto de Jesus, talvez alguns apenas movidos pela curiosidade de ver pessoalmente e ouvir Aquele de Quem tanto ouvem falar mas, há muitos outros que realmente sentem uma necessidade premente de chegarem à fala com Ele, querem expor-Lhe um problema pessoal, um anseio, um desejo.

Jesus ouve todos, atende quem O procura. Não Se faz rogado.

Ele sabe instântaneamente se esse desejo está devidamente alicerçado na fé e confiança de quem pede ou se, acaso é uma como que uma tentativa de como que pôr à prova a Sua capacidade de providenciar o que se Lhe pede.

Não será este o nosso caso porque não nos atrevemos sequer a pensar “experimentar” o poder de Jesus.

Ele, pode tudo e é com este espírito que dizemos: Sabemos que ao dizermos “se quiseres” nos colocamos inteiramente nas Suas mãos e confiamos plenamente no Seu critério.

Evidentemente que é fundamental levar à oração o que pensamos pedir para como que “afinar” o pedido.

Sem oração é inútil pedir o que seja.

Se orar é falar com Deus, se nós não rezamos é o mesmo que dizer que não falamos com Ele.

Senão falamos com o nosso pai como poderemos esperar que  ele nos atenda?

Certamente ele pensará: Este meu filho só vem falar comigo quando precisa de alguma coisa!

Estará este pai, bem-disposto para nos ouvir?

Teremos sempre algo para pedir mas, se acaso o não tivermos não lhe falamos nem que seja só para o cumprimentar, para lhe confirmar o nosso carinho, o nosso amor de filhos?

Então?

Talvez, nesses casos, devamos dizer:

‘Senhor, Tu sabes que Te amo, sabes que quero amar-Te total e profundamente, com todo o meu coração sem reservas nem condições. Mas também sabes, Senhor, como sou fraco. Ajuda-me a amar-Te cada vez mais.’

 
Gosto muito de acompanhar os Apóstolos porque continuamente fazem perguntas a Jesus. A maior parte já tiveram a sua resposta quer por palavra quer por acções do Mestre. Não me admiro muito porque eu próprio, que sei muito mais que eles naquela altura sabiam, também me interrogo continuamente: que palavras são estas! O que quer isto dizer?

Vem a propósito de ter ouvido Jesus dizer: 'Tende cuidado com o fermento dos fariseus'. Não entendi. Então o fermento não é todo igual?

Percebo agora que este fermento que Jesus refere não é  aquele composto que se coloca na massa do pão para a levedar, mas sim a palavra, a ideia, sugestão ou, mesmo a acção que pode influenciar o que sinto e o que penso e, também, o que faço.

Assim, compreendo, que tenho absoluta necessidade de estar atento e não aceitar, sem mais, "esse fermento" que pode alterar drasticamente a "massa" de que sou feito, esta "massa" que é um filho de Deus e não outra coisa qualquer.

Reconheço e concluo que, sendo assim, como de facto é, o único "fermento" que convém é o Divino e não outro.

Penso que os Apóstolos terão chegado a essa mesma conclusão e, por isso, puderam dar cumprimento ao Mandato de Cristo.

….

 

Reflectindo

Quando se tem por hábito, como eu, fazer reflexões sobre os sentimentos e características ou sobre as preocupações e alegrias pessoais e também sobre os outros e como me relaciono com eles... enfim a minha vida, é muito natural que me repita mas tal não me incomoda porque posso constatar que há sempre um ângulo novo, um enfoque diferente que acrescenta ou enriquece a reflexão.

Como o propósito é reflectir principalmente para meu "uso" e, também para ser útil a outros, concluo que é conveniente continuar a fazê-lo.

No fim e ao cabo ao fazer estas reflexões estou realmente a fazer exame pessoal o que me convém sobremaneira fazer amiúde e sempre com o propósito de ser assertivo e não teórico, mas simples e concreto.

 

 

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