19/10/2021

Publicações em Outubro 19



1

Oração

Ensina-me diz-me como, quando e com quem devo fazer apostolado.

 

Depois dá-me o que preciso para cumprir o melhor possível para bem das almas, a minha santificação e a Tua glória.

 

2

O que me acontece e o que penso

Desejar bens não tem que por ser mau desde que não se torne em obsseção.

Aí fácilmente se chega à escravidão.

Quem, em seu perfeito juízo, pode desejar ser escravo…!

Constituir um “pé-de-meia” para prevenir um futuro não é um desejo mau, ao contrário… è ser prudente e avisado.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

Confiança em Jesus

 

Muitas vezes, tantas coisas se entrechocam no meu espírito como que num vendaval que não consigo controlar. E, sem querer, deixo-me ir, assim, meio tonto, nas asas desse vento impetuoso que me impele não sei para onde. Quero deter-me e pensar, de facto, no que posso fazer, melhor, no que devo fazer.

Lembro-me, então, que em Caná, a Santíssima Virgem dá uma “solução” a esses probelmas e inquietações: «Fazei o que Ele vos disser». Mas, eu enfrento esse problema: E o que é que, em cada momento, Ele me diz para fazer, onde ir?

Chego à conclusão que não me resta nada mais seguro e “infalível” que abandonar-me, serena e confiadamente, nos braços dulcíssimos da minha Mãe do Céu.

Ela me levará para onde devo ir, Ela me dirá o que devo fazer.

 

 

 

18/10/2021

Publicações em Outubro 18

 


1

Oração

O Escapulário que uso há-de proteger-me na hora da minha morte.

Certo que me assistirás nessa derradeira hora, fico tranquilo, que melhor companhia poderia desejar para me conduzir ao Pai?

2

O que me acontece e o que penso

Ao considerar hoje como estou longe de cumprir os meus propósitos de melhoria ocorre-me que, não obstante, estou mais perto que ontem.

Então devo dar muitas graças a Deus.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

Pregação de Jesus

 

Ao contemplar a vida pública do Salvador tomo consciência de quanto me diz, uma e outra vez, com infinita paciência, para que guarde com especial cuidado as Suas palavras. Onde encontrá-las: No Evangelho que o Espírito Santo escreveu pela mão de Mateus, Marcos, Lucas e João. Com a leitura diária, pausada, - diria - detida e reflectida, encontrarei sempre algo novo, uma ideia, uma inspiração, um detalhe. Quanto o Evangelho contém não é fruto nem do acaso nem da inspira­ção do evangelista. Não! Cada palavra, expressão ou pormenor, tem um "peso" um objectivo muito concreto: Conduzir-me pelo Caminho, que conduz à Verdade que me garante a Vida que É o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Fazer do Evangelho o livro da minha vida de cristão, lendo e meditando e, como aconselhava São Josemaria Escrivá, tentando introduzir-me nas cenas que os textos descrevem como um personagem mais. E, de facto, não é difícil fazê-lo, bem ao contrário acabo por envol­ver-me de tal forma que chego a compreender que Jesus Cristo está ali, ao meu lado acompanhando a minha leitura-meditação e abrindo-me a alma e o entendimento para melhor compreender e guar­dar como tesouro precioso o que me oferece.

Peço com especial devoção à Santíssima Virgem que me assista nesta “tarefa” sabendo como ela deveria seguir a par e passo a Vida Pública do seu Filho.

Na Sua pregação Jesus Cristo dirige-Se a todos os homens, os de então e todos os outros que se hão-de seguir ao longo dos tempos. Dirige-Se, também, e de modo especial, aos Apóstolos, os   que O acompanhavam e, também, a quantos hão-de ter esse múnus até ao fim dos tempos. Estes homens dedicados a um trabalho exigente, cuidado e coeerente, precisam sempre de Conselho, Fortaleza, Sabedoria para que a sua acção arreigue nas almas e o seu exemplo dê abundantes frutos. Têm de ter – sempre – bem presente que a palavra que têm de pregar, transmitir, é A Palavra de Deus tal qual é e, nunca, da sua lavra ou fruto de interpretação. Por isso mesmo O Senhor lhes explica em “privado” muitas das Suas palavras ou expressões que não entendem ou percebem, para que não tenham dúvidas mas,  sim, certezas.

O verdadeiro apóstolo – seja quem for – a começar por mim próprio, tem de pedir com insistência Luz que ilumine a sua mente para que possa agir em conformidade.

Sem esta Luz, que só O Senhor pode dar, corro sério risco de ir perdendo o Norte e desviar-me pelo perigoso caminho das idéias próprias e interpretações particulares.

 

 

 

17/10/2021

Publicações em Outubro 17

 



1

Oração

Senhor: Quase que não vejo a necessidade de Te pedir humildade. Ser humilde é, para mim, um objectivo que persigo desde sempre. Sempre longe, parece, cada vez mais distante porque, pobre de mim, sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, que resiste a ser moldado pelas Tuas divinas mãos. Mas não Te importes Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. A verdade, que Te confesso, é esta: Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

 

2

O que me acontece e o que penso

É vulgar dizer-se que "óptimo" é inimigo do "bom" e com este aforismo tentamos justificar-nos sempre que deixamos de fazer o que devemos e quando  devemos adiando com a "desculpa" que queremos fazer mais e melhor.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Nossa Senhora e o mar

 

Cristo está junto ao mar porque quer ver como nos comportamos na nossa barca, na nossa navegação. Ele sabe muito bem os perigos que o mar desta vida tem, conhece profundamente e em detalhe as nossas incapacidades e deficiências como “marinheiros”. Está ali, para “o que der e vier”. Da praia, se nos vir em perigo, aflitos com a perda do rumo, acenar-nos-á para que vamos ter com Ele. É tão bom saber que Cristo está na praia do nosso mar! Que confiança nos dá o sabê-Lo ali, disponível para o que for preciso! Mesmo quando não nos damos conta, ou pior, quando ignoramos a Sua presença, Ele está lá, sempre, solícito e pronto a acudir-nos. Foi na praia que Jesus começou a fantástica história da salvação humana. Eram homens do mar os que, em primeiro lugar, Jesus escolheu para concretizar a Sua Missão Salvadora. Muito particularmente, três: Pedro, Tiago e João, hão-de acompanhá-Lo mais perto da Sua intimidade. Jesus conversa com eles de forma que eles entendem bem: Fala-lhes do mar e da faina da pesca. Diz-lhes que o que espera deles, a tarefa grandiosa, extraordinária que lhes tem reservada. Talvez não tenham percebido completamente o que encerrava esta primeira conversa, mas não precisaram de mais para se decidirem. Na escolha feita por Jesus, o que contou, de facto, foi a pronta decisão de O seguirem assim que os chamou. Ele sabe bem o que espera os homens da Sua Igreja até ao final dos tempos. A agitação, os ventos contrários, os naufrágios, as vagas alterosas, o velame que se rompe, os mastros que quebram. Por isso, escolhe, sempre, um “patrão” para a Sua barca que sabe guiá-la através de todas estas dificuldades, que será sempre fiel ao rumo e que acabará sempre por alcançar bom porto. Esses homens que ao longo dos séculos se têm sucedido no comando da barca de Cristo, da Sua Igreja, são sempre as melhores escolhas porque, quem os escolhe, é Ele. Como não confiar inteiramente naquele que foi escolhido para esse lugar? Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum. Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos. Jesus afirma: «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.» Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão. Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja. A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja. Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

É bem conhecida a devoção das gentes do mar à Virgem Santíssima. Muitas das suas embarcações têm nomes que a invocam. Fazem-se procissões em sua honra muito concorridas com os barcos engalanados em ambiente de grande festa e alegria. Algumas ostentam pinturas algumas de carácter bem ingénuo quase infantis, outras mais elaboradas retratando cenas mais complexas em que a Senhora é sempre a figura central. Apercebo-me sem dificuldade que faz todo o sentido a presença da Mãe. De facto, ela tem muito a ver com tudo o que se passa com a humanidade. Afinal todos os homens – por vontade expressa do Filho - somos seus filhos. Mas também tem muito a ver com o mar porque é Guia dos Navegantes; a Stela Maris; a segurança – iter para tuto. [1] A sua vida depois que o Filho começou a ingente tarefa que O trouxe ao mundo foi passada entre pescadores, homens do mar, gente habituada aos “altos e baixos” da profissão, das pescas abundantes e dos malogros das redes vazias. Sabe do que falam, conhece o que desejam, consola-os e anima-os a prosseguir. Tal como o Filho também ela lhes diz: «Duc in altum», fazei-vos ao largo onde a pesca será mais abundante e compensadora do esforço despendido. Não vai com eles nas barcas, mas fica em terra, na praia, pensando neles, pedindo insistentemente ao Filho que os guie, os proteja, que os ventos e as ondas não se tornem perigos insuperáveis. Mas, se acaso, soçobram ou estão prestes a sucumbir porque ou perderam os remos ou as velas e estão à deriva num mar desconhecido apressa-se a socorrê-los.

Em Dezembro de 2011 a embarcação “Virgem do Sameiro” com seis pescadores a bordo naufragou. Os pescadores recolheram-se numa balsa e andaram sessenta horas à deriva no mar, exaustos, sem comida nem água sem quaisquer meios disponíveis para sobreviver quando finalmente foram avistados por um helicóptero que os resgatou e os trouxe para terra. Rodeado pelas televisões e jornalistas, o Mestre da embarcação respondeu a uma jornalista que perguntava o que tinha a dizer sobre o que se afirmava que teria sido milagre por intervenção de Nossa Senhora: ‘Sim, estou convencido que foi um milagre! Não é por acaso que o nome da embarcação é “Virgem do Sameiro” e que dentro da balsa tínhamos um Terço do Rosário’». [2]

 

 

 

 



[1] Guia de um caminho seguro

[2] Estas declarações estão gravadas em vídeo. (http://expresso-virgem-do-sameiro-diz-que-o-mais-dificil-foi-suportar-o-frio-video=f692077)

16/10/2021

Publicações em Outubro 16

 



1

Oração


Peço-Te, Senhor, tranquilidade e confiança que não me deixe arrastar pelas emoções e dominar pelas incertezas.

Confiar absolutamente na Tua Sabedoria e Misericórdia que não deixarão que nada aconteça superior as minhas forças e muito menos que não seja o que mais me convém em cada momento. Forte e sereno, confiante SEMPRE!

2

O que me acontece e o que penso

Talvez que o grande desafio que agora se nos apresenta seja MODERAÇÃO!

Com o "desapertar" das restrições que durante meses tivemos de suportar em prol do bem comum, é natural que nos assalte o desejo de começar a fazer quanto até agora não podíamos.

Parece-me uma boa ocasião de "ganhar" algum mérito contendo razoavelmente esse desejo agindo com calma e contenção dando exemplo de moderação de entusiasmos.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Compaixão de Jesus

 

Meditação

 

A cada passo constato no Evangelho demonstracções da Compaixão de Jeus Cristo pelos outros.

Como Homem Verdadeiro que É tem esse sentimento e demonstra-o sem rebuço.

Um doente grave, cego de nascença um paralítico que não pode mover-se sem ajuda que nem sempre tem, uma Mãe angustiada pela morte do filho único; estas, talvez as mais “comuns” e correntes ocasiões em que o Seu Coração Misericordioso Se sente como compelido a atender quem necessita.

Mas não só; também Se compadece de muitos milhares de pessoas que O seguem e como o próprio Evangelho refere: «Tenho compaixão desta gente que Me segue há três dias sem tomar alimento».

Os humildes e carenciados merecem a Sua especial antenção mas, também todos os outros, como pessoas de elevado nível social e meios de fortuna esmagados pelo infortúnio, com são os casos do Centurião e de Jairo.

Compreendo muito bem que, para Jesus Cristo, os homens são todos iguiais na sua dignidade humana.

Desde a  Sua terna infância via como a Sua Santíssima Mãe atendia quantos batiam à porta da modesta casa de Nazareth em busca de auxílio urgente.

Nunca deixava de dar o que podia dos parcos haveres familiares para atender esses pedios.

Lembra-se como Ela, em Caná, lhe dissera com urgência: «Filho… não têm vinho…».

A Compaixão de Cristo só tem paralelo na Compaixão da Sua Santíssima Mãe sempre pronta e disponível a socorrer quem dela solicite auxílio.

Em tantos lugares do mundo, como muito particularmente em Fátima, ela está ali sempre disponível e dando provas da sua acompaixão pelos seus filhos os homens.

Ah Mãe!

Ensina-me a ser como tu a estar atento ás necessidades e carências dos outros, a não permanecer indiferente quando posso – e posso sempre – fazer algo por eles e, se acaso o que tenho a fazer ultrapassa as minhas capacidades, a recorrer a ti, pondo nas tuas mãos compassivas esse encargo.

 

 

15/10/2021

Publicações em Outubro 15

 


Publicações em Outubro 15

 

1

Oração

Senhor, Tu sabes que Te amo, sabes que quero amar-Te total e profundamente, com todo o meu coração sem reservas nem condições. Mas também sabes, Senhor, como sou fraco. Ajuda-me a amar-Te cada vez mais.

 

2

O que me acontece e o que penso

Quando a "minha humanidade" me assalta ocorre-me  quase automaticamente ao pensamento: O "Espinho da Carne" que São Paulo algumas vezes refere, até com um grito "Quem me livrará deste corpo de morte" tem, penso, uma correspondência com a "minha humanidade".

Sossega-me a resposta de Cristo ao grito do Apóstolo: "Basta-te a Minha Graça!"

 

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

Meditação

 

A aparência de Jesus

Detenho-me a imaginar qual seria a aparência de Jesus, o veriam os outros com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina e, em particular, como surgiria aos olhos dos Seus díscipulos, nomeadamente os mais próximos… os Apóstolos.

Entendo que um Rabi, um Chefe, não pode apresentar-se vestido de qualquer forma. Normalmente, no Israel daquele tempo, os Chefes do Povo, os fariseus e os escribas gostavam, como dizem os Evangelhos, de ricas vestes, com filactérias a arrastar pelo chão, símbolos e colares que identificavam a sua dignidade. Como também diz Jesus «já recebiam a sua paga». Jesus não! Em tudo parece um cidadão comum, normal, embora usando uma túnica inconsútil, o que não seria muito usual naqueles tempos, usando sandálias nos pés, porque é Senhor e não escravo, não usa nem símobolos ou sinais especiais que O identifiquem como alguém diferente do comum das pessoas. Talvez  por isso, por não aparentar ser um Chefe, uma Autoridade alguns se espantassem: «De onde Lhe vem esta sabedoria?».

Na Sua infância convivia e brincava com as crianças da Sua idade em Nazareth e só a Sua Santíssima Mãe sabia que aquela criança era DEUS!

Sim… Deus brincando com as crianças. Como não deveria o seu Dulcíssimo Coração encher-se de ternura ao contemplar cenas tão entranháveis!

Eu levo muito em conta o que visto ou uso em cada ocasião, esta é uma procupação “natural” ou uma manifestação de vaidade pessoal?

Percebo, mas peço à Santíssima Virgem que me ajude a perceber melhor, que não será o que visto ou o que uso que arrastará outros para o Reino De Deus mas sim a forma como me comporto e hajo.

 

14/10/2021

Publicações em Outubro 14

 



1

Oração

Senhor: Que eu seja moderado no comer, no vestir, nas atitudes, nas palavras e conversas, no comportamento.

Senhor: Temperança!

2

O que me acontece e o que penso

Perguntar o que se não sabe ou não se tem a certeza é, seguramente um acto de humildade.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça


Escolha do Colégio apostólico ou dos Doze

 

Meditação

 

 

 

Impressiona a simplicidade de algo tão transcendente como é o chamamento dos quatro primeiros Apóstolos. Não há um discurso, uma explicação o traçar de um plano de acção. O Senhor, que sabe tudo, sabia que a resposta seria pronta, imediata, completa total.

Há com certeza algum conhecimento prévio da pessoa de Jesus, os quatro irmãos deveriam ter falado disso com detalhe, mas, não obstante, estariam longe de supor que este convite inopinado lhes seria feito. As pessoas simples, de espírito aberto e coração puro, abraçam sem titubear os convites que reconhecem instantaneamente como sendo algo radical que mudará as suas vidas para sempre porque, também de imediato, reconhecem em Quem os convida, uma autoridade e grandeza a que não podem resistir. Não “jogam, portanto, no escuro”, mas com a certeza e confiança que estão fazendo o que de facto lhes convém. Com certeza que conhecem bem a Santíssima Virgem já que sabemos que eram visitas frequentes da casa de Nazareth. O acolhimento que a Senhora lhes terá prestado deve ser sido decisivo para a escolha de Jesus. Depois seguir-se-ão mais “convites”, mais “escolhas” até completar o que poderíamos chamar: os Doze do Colégio Apostólico. Doze! Porquê doze? Não eram doze as Tribos de Israel? Pois Jesus Cristo tem uma intenção que revelará mais tarde: "Sentar-vos eis em doze tronos para julgar as Doze Tribos de Israel". Mas, atrevo-me aperguntar: Não deveria ter escolhido gente competente, ilustrada, culta que desse melhores "garantias" de sucesso na missão? Seria, talvez, o meu critério. Mas, os "critérios" de Jesus, sendo humanos são, também, divinos e são estes que prevalecem. E, como não podia deixar de ser, a escolha é acertadissima. 

‘A humanidade inteira deve a Pedro e aos outros seus companheiros, saber quem é Jesus e, sabendo-o, ter a oportunidade através dos Evangelhos, de chegar a conhecê-lo intimamente. Conhecer Jesus Cristo é conhecer Deus Uno e Trino, Criador e Senhor de toda a criação. Sem estes homens, simples, um pouco rudes, cheios de defeitos e debilidades mas sentindo um amor incomensurável pelo Mestre por Quem a maior parte deu a própria vida, eu não teria essa ventura. Como são pessoas comuns como eu, poderei tentar imitá-los em tudo mas, sobretudo, nesse Amor com A grande por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

 

 

 

 

13/10/2021

Publicações em Outubro 13

 


1

Oração

Senhor: Que eu saiba ordenar bem o meu amor. Em primeiro lugar… Tu, Senhor do Céu e da Terra, Criador de todas as coisas. Todos os outros amores, por limpos, honestos, verdadeiros que sejam, ou possam parecer, devem ordenar-se a este. De Ti me vem tudo, a própria vida. Tudo, absolutamente, quanto tenho, Te pertence. Para Ti caminho, de Ti recebo a força, a inspiração, o alento para a caminhada e ainda o perdão das minhas numerosas faltas. Não guardando agravos, demonstras, a cada instante, a Tua Omnipotente Misericórdia. Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo... fico disponível para me “encher” do Teu.

 

2

O que me acontece e o que penso

Tenho consciência que escrevo bem e que o que escrevo "apreciado" por outros.

Sem querer envaideço-me mas logo o Anjo da minha guarda me sussurra:

Ainda bem... é isso mesmo que o Senhor quer de ti, que ponhas ao Seu Serviço as qualidades ou dons que te deu para conquistar almas para o Seu Reino.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO!

Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os que dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar.

Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo.

Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho. Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros.

É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar.

Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça, de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem, por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça.

E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristão o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

 

 

 


 

 

 

12/10/2021

Publicações em Outubro 12

 


1

Oração

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!

Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: «Bem-aventurados os que acreditarem sem terem visto». E eu creio, Senhor. Creio firmemente que, Tu és O Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor A Quem quero amar com todas as minhas forças e, A Quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres, mas, se me criaste é porque Tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

2

O que me acontece e o que penso

Como eu tenho neste momento, por principal trabalho de apostolado escrever, sou frequentemente assaltado por: 'Lá estás tu a recrear-te'.

É uma das preferências do tentador: levar-me a considerar que as minhas qualidades que devo pôr ao serviço dos outros, são defeitos.

Ceder equivalerá a deixar de fazer o que devo dando devido uso ás qualidades que Deus me deu.

 

3

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Meditação

 

 

 

Jesus e as crianças

Com muita frequência deparo-me com cenas do Evangelho que incluem crianças e fico sempre enternecido com o carinho que Jesus demonstra para com elas.

Tem momentos em que as considera como os “mais importantes” seres Criados por Deus. Vou entrosando bem quanto diz e quanto faz para me aperceber das “razões” desta atitude e, percebo com meridiana clareza que, sem dúvida, o que atrai Jesus para as crianças é a sua inocência. Sim uma ausência de “manhas”, preconceitos, “jogos” de influência.

A criança é tal qual é  e procede de acordo. Em primeiro lugar quando pensa precisar de alguma coisa pede sem  se deter a pensar se o que pede é “complicado”, talvez absurdo… pede com toda a simplicidade.

Depois reconhece instântaneamente quem lhe quer bem,em quem pode confiar.

Jesus avisa solenemente os que O ouvem sobre o dever que os adultos têm derespeitar e proteger as crianças e não deixa de referir solenemente o castigo que espera os que o não façam com especial ênfase para perversamente abusem delasdiz concretamente que «melhor fora para esse não ter nascido».

Jesus tem bem presente a Sua infância; a Sua Santíssima Mãe sempre atenta e vigilante mantendo-O sempre sob o seu olhar atento e cuidado, chamando-O quando Se afasta, estendendo as mãos para O levantar de uma queda e quando mais crescido levando-O à Escola Rabínica, acompanhando os Seus progressos. O Seu Guardião, São José, ensinando-Lhe o seu ofício de carpinteiro, não dispensando a Sua ajuda na oficina onde ganhava o sustento da pequena Família.

Nada O distinguia dos outros meninos da sua idade, ria, brincava como todos os outros.

Quando, na Vida Adulta encontra uma criança chama-a para o pé de Si, quer acariciá-la, mimá-la para que se sinta como Ele Próprio Se sentia naquela idade.

No Capítulo XVIII de São Mateus Jesus mostra a Sua predilecção pelas crianças, ou, melhor, por aquilo que as crianças representam: A inocência, a simplicidade! Pessoas, adultas como nós, têm muita dificuldade em assumir esta posição porque, nomeadamente, a inocência é algo de tão extraordinária grandeza que, atingi-la – ou recuperá-la – será tarefa de uma vida inteira. Já a simplicidade poderá estar mais ao nosso alcance se formos honestos intelectualmente, se correctos no comportamento, se moderados nos desejos e necessidades.

Jesus Cristo várias vezes fala nas crianças e no “real valor” que têm para Deus. Digamos que da Sua Obra-Prima – a criação humana – são o exemplo mais puro, inocente e verdadeiro. Ao desejar que sejamos como crianças é isso mesmo que procura que sejamos: puros, inocentes, verdadeiros. Assim sendo é natural que sejamos, também nós, predilectos do nosso Pai Deus e que mereçamos da Sua parte uma atenção e carinho muito especiais daí que, nos proteja com especial cuidado e não admita que alguém, a pretexto do que for, conspurque ou avilte esses Seus muito queridos filhos.

As crianças continuam a ser, como no tempo de Jesus, objecto de notícias e atenções quase sempre pelos piores motivos. Quando deveriam viver no sossego da vida familiar, na alegria do presente e na esperança do futuro, vêm-se amiúde feridas na sua dignidade mais elementar, usadas e manipuladas como moeda de troca de paixões, interesses e conveniências por parte de quem mais seria de esperar protecção e carinho. Aflige-me pensar nas "pesadas contas" que estes terão de prestar!

Pelos piores motivos – quase sempre – as crianças são notícia comum. Vejamos: a vida de uma criança inocente tem maior valor que a de um adulto? Não! Uma vida é – qualquer vida humana - é criada por Deus com a Sua imagem impressa no seu ser. Tem um valor intrínseco e inviolável. Então… porquê este “barulho” sobre as crianças? Naturalmente – e com toda a razão - porque se presume a sua incapacidade de defesa, a sua dependência dos mais velhos e, naturalmente, a sua inocência que Jesus Cristo tantas vezes dá como exemplo concreto aos que O escutam.

A inocência das crianças pode classificar-se de várias formas; A primeira será, talvez, a completa e total ausência de mal; Como segunda é a natural inclinação para seguir quem que pratica o bem e, a terceira, a confiança sem preconceitos ou condições em quem se reconhece inteira credibilidade.

Um Pai nunca enganará deliberadamente um filho, daí que, o filho confie absolutamente no pai.

A Sua Santíssima Mãe não demorou em ir assistir Isabel que esperava o primeiro filho, não obstante a  dureza e incómodo da viagem pelas montanhas de Judá, prestar assistência ao que ia nascer era o mais imortante que não podia ser adiado.

Como gostaria, Senhora que me ajudasses a ser criança no meu comportamento, simples, honesto, delicado.

Então nos teus ternos braços de Mãe extremosa sentir-me-ei a salvo, tranquilo, seguro.