07/06/2021

NUNC COEPI: Publicações em Junho 7

  


 

Segunda-Feira

 

Pequena agenda do cristão

 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

 

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

 

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

 

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


ANO DE SÃO JOSÉ

REDEMPTORIS CUSTOS

 

O Serviço da Paternidade

7. Como se deduz dos textos evangélicos, o matrimónio com Maria é o fundamento jurídico da paternidade de José. Foi para garantir a proteção paterna a Jesus que Deus escolheu José como esposo de Maria. Por conseguinte, a paternidade de José - uma relação que o coloca o mais perto possível de Cristo, termo de toda e qualquer eleição e predestinação (cf. Rm 8,28-29) - passa através do matrimónio com Maria, ou seja, através da família.

Os Evangelistas, embora afirmem claramente que Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo e que naquele matrimónio a virgindade foi preservada (cf. Mt 1,18-25; Lc 1,26-38), chamam a José esposo de Maria e a Maria esposa de José (cf. Mt 1,16.18-20; Lc 1,27; 2,5).

E também para a Igreja, se por um lado é importante professar a concepção virginal de Jesus, por outro, não é menos importante defender o matrimónio de Maria com José, porque é deste matrimónio que depende, juridicamente, a paternidade de José. Daqui se compreende a razão por que as gerações são enumeradas segundo a genealogia de José: “E porque não o deviam ser - pergunta-se Santo Agostinho - através de José? Não era porventura José o marido de Maria? (...). A Escritura afirma, por meio da autoridade angélica, que ele era o marido. Não temas, diz, receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. E é-lhe mandado que imponha o nome ao menino, se bem que não seja nascido do seu sémen. Aí se diz, ainda: Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. A Escritura sabe que Jesus não nasceu do sémen de José; e porque ele mostra preocupação quanto à origem da gravidez dela (Maria), é dito: provém do Espírito Santo. E todavia não lhe é tirada a autoridade paterna, uma vez que lhe é ordenado que seja ele a dar o nome ao menino. Por fim, também a própria Virgem Maria, bem consciente de não ter concebido Cristo da união conjugal com ele, chama-o apesar disso pai de Cristo”. S. AGOSTINHO, Sermo 51, 10, 16.(S. AGOSTINHO, De nuptiis et concupiscentia, I, 11, 12; cf. De consensu evangelistarum, II, 1, 2; Contra Faustum, III, 2.)

O filho de Maria é também filho de José, em virtude do vínculo matrimonial que os une: “Por motivo daquele matrimónio fiel, ambos mereceram ser chamados pais de Cristo, não apenas a Mãe, mas também aquele que era seu pai, do mesmo modo que era cônjuge da Mãe, uma e outra coisa por meio da mente e não da carne” (S. AGOSTINHO, De nuptiis et concupiscentia, I, 11, 13; Cf. Contra Julianum, V, 12, 46.)

Neste matrimónio não faltou nenhum dos requisitos que o constituem: “Naqueles pais de Cristo realizaram-se todos os bens das núpcias: a prole, a fidelidade e o sacramento. Conhecemos a prole, que é o próprio Senhor Jesus; a fidelidade, porque não houve nenhum adultério; e o sacramento, porque não se deu nenhum divórcio”. (Cf. S. AGOSTINHO, Contra Faustum, XXIII, 8; De consensu evangelistarum, II, 1, 3; Sermo 51, 13, 21; S. TOMÁS DE AQUINO, Summa Theol., III, q. 29, a. 2 in conclus.)

Analisando a natureza do matrimónio, quer Santo Agostinho, quer São Tomás de Aquino situam-na constantemente na “união indivisível dos ânimos”, na “união dos corações” e no “consenso” (Cf. as Alocuções de 9 e 16 de janeiro e de 20 de fevereiro de 1980); elementos estes, que, naquele matrimónio, se verificaram de maneira exemplar. No momento culminante da história da salvação, quando Deus manifestou o Seu amor pela humanidade, mediante o dom do Verbo, deu-se exatamente o matrimónio de Maria e José, em que se realizou com plena “liberdade” o “Dom esponsal de si” acolhendo e exprimindo um tal amor. (PAULO VI, Alocução ao mov. “Equipes de Nossa Senhora” (04/05/1970)).

“Nesta grandiosa empresa da renovação de todas as coisas em Cristo , o matrimónio, também ele renovado e purificado, torna-se uma realidade nova, um sacramento da Nova Aliança. E eis que no limiar do Novo Testamento, como já sucedera no princípio do Antigo, há um casal. Mas, enquanto o casal formado por Adão e Eva tinha sido a fonte do mal que inundou o mundo, o casal formado por José e Maria constitui o vértice, do qual se expande por toda a terra a santidade. O Salvador deu início à obra da salvação com esta união virginal e santa, na qual se manifesta a sua vontade onipotente de purificar e santificar a família, que é santuário do amor humano e berço da vida”. (Exort. Apost. Familiaris consortio (22/11/1981), n. 17).

Quantos ensinamentos promanam disto, ainda hoje, para a família! Uma vez que “a essência e as funções da família se definem, em última análise, pelo amor” e que à família “é confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja sua Esposa” (18), é na Sagrada Família, nesta originária “Igreja doméstica” (Exort. Apost. Familiaris consortio (22/11/1981), n. 49), que todas as famílias devem espelhar-se. Nela, efectivamente, “por um misterioso desígnio divino, viveu escondido durante longos anos o Filho de Deus: ela constitui, portanto, o protótipo e o exemplo de todas as famílias cristãs”. (Exort. Apost. Familiaris consortio (22/11/1981), n. 85).

 


FILOSOFIA – VIDA HUMANA

Filosofia e Religião, Vida Humana

Virtudes

Prudência

 

No homem virtuoso, não é necessário que o uso da razão seja vigente sob todos os aspectos, mas só em relação ao que ele deve fazer virtuosamente. E assim o uso da razão é vigente em todos os virtuosos. Donde até aqueles que parecem simples, porque desprovidos da astúcia do mundo, podem ser prudentes, conforme a palavra do Evangelho de Mateus (10, 16): «Sede prudentes como a serpente e simples como as pombas».

(São Tomás de Aquino, Suma Teológica P I-II, q. 58, a. 4 ad 2).

 


SÃO JOSEMARIA – textos

Deslumbramento

Não sei o que se passará contigo..., mas preciso de te confiar a minha emoção interior, depois de ler as palavras do profeta Isaías: "Ego vocavi te nomine tuo, meus est tu!". Eu chamei-te, trouxe-te à minha Igreja, és meu! Que Deus me diga a mim que sou dele! É para enlouquecer de Amor! (Forja, 12)

 

 


06/06/2021

NUNC COEPI: Publicações em Junho 6

 



DOMINGO

 

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?



ANO DE SÃO JOSÉ

 

REDEMPTORIS CUSTOS

Exortação Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II

Sobre a Figura e Missão de São José na Vida de Cristo e da Igreja.

Aos Bispos, aos Sacerdotes e Diáconos, aos Religiosos e Religiosas e a todos os fiéis da Igreja Católica 

 

II. O DEPOSITÁRIO DO MISTÉRIO DE DEUS

 

6. A caminhada própria de José, a sua peregrinação da fé terminaria antes; ou seja, antes que Maria esteja de pé junto à Cruz no Gólgota e antes que Ela - tendo Cristo voltado para o seio do Pai se encontre no Cenáculo do Pentecostes, no dia da manifestação ao mundo da Igreja, nascida pelo poder do Espírito da verdade. E contudo, a caminhada da fé de José seguiu a mesma direção, permaneceu totalmente determinada pelo mesmo mistério, de que ele, juntamente com Maria, se tinha tornado o primeiro depositário. A Encarnação e a Redenção constituem uma unidade orgânica e indissolúvel, na qual a “economia da Revelação se realiza por meio de ações e palavras, intimamente relacionadas entre si”. (Const. dogm. Dei Verbum, n. 2). Precisamente por causa desta unidade, o Papa João XXIII, que tinha uma grande devoção para com São José, estabeleceu que no Cânone romano da Missa, memorial perpétuo da Redenção, fosse inserido o nome dele, ao lado do nome de Maria e antes do dos Apóstolos, dos Sumos Pontífices e dos Mártires. (S. CONGR. DOS RITOS, Decr. Novis hisce temporibus (13/11/1962).

 


FILOSOFIA – VIDA HUMANA

 

Homem vazio e perplexo

Se os grandes ideais deixam de motivar epolarizar a actividade do homem, tornado indiferente, cínico e “qualquer”, pela atomização social e pela socialização pela tomização social e pela socialização por homogeneização, não é de estranahrque ele se sinta vazio e radicalamente perplexo.

Isidro Ribeiro, Brotéria, Janeiro 1973

 


SÃO JOSEMARIA - textos

Deslumbramento

Nestes momentos de violência, de sexualidade brutal, selvagem, temos de ser rebeldes. Tu e eu somos rebeldes: não nos dá na real gana deixar-nos levar pela corrente, e ser uns animais. Queremos portar-nos como filhos de Deus, como homens ou mulheres que se dão com o seu Pai, que está nos Céus e quer estar muito perto - dentro! - de cada um de nós. (Forja,15)

 

 

 

 

 

 


05/06/2021

NUNC COEPI: Publicações em Junho 5

 

 

  


 

 

Sábado 

 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Honrar a Santíssima Virgem.

 

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

Lembrar-me: Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

 

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.

Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


ANO DE SÃO JOSÉ

REDEMPTORIS CUSTOS

Exortação Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II

Sobre a Figura e Missão de São José na Vida de Cristo e da Igreja.

Aos Bispos, aos Sacerdotes e Diáconos, aos Religiosos e Religiosas e a todos os fiéis da Igreja Católica 

 

II. O DEPOSITÁRIO DO MISTÉRIO DE DEUS

5. Ele tornou-se, portanto, um depositário singular do mistério “escondido desde todos os séculos em Deus” (cf. Ef 3,9), como se tornara Maria, naquele momento decisivo que é chamado pelo Apóstolo “plenitude dos tempos”, quando “Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher... para resgatar os que se encontravam sob o jugo da lei e para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4,4-5). “Aprouve a Deus - ensina o Concílio - na sua bondade e sabedoria, revelar-se a si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef 1,9), pelo qual os homens, através de Cristo, Verbo Encarnado, tem acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cf. Ef 2,18; 2Pd 1,4)” (Const. dogm. Dei Verbum, n. 5).

 

Deste mistério divino, juntamente com Maria, José é o primeiro depositário. Simultaneamente com Maria - e também em relação com Maria - ele participa nesta fase culminante da auto-revelação de Deus em Cristo; e nela participa desde o primeiro momento. Tendo diante dos olhos os textos de ambos os Evangelistas, São Mateus e São Lucas, pode também dizer-se que José foi o primeiro a participar na mesma fé da Mãe de Deus e que, procedendo deste modo, ele dá apoio à sua esposa na fé na Anunciação divina. Ele é igualmente quem primeiro foi posto por Deus no caminho daquela “peregrinação da fé”, na qual Maria, sobretudo na altura do Calvário e do Pentecostes, irá adiante, de maneira perfeita. (Cf. Const. dogm. Lumen gentium, n. 63).

 


SANTA MARIA AO SÁBADO

 

Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe. Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu. Monstra te esse matrem! Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

 


VIRTUDES

 

Prudência 5

A medida da nova prudência é a de um amor sem medida ao Reino de Deus, valor absoluto que torna relativo tudo o resto: «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo» (Mt 6, 33) Pelo Reino vale a pena dar tudo (cf. Mt 13, 44-46), até a própria vida, porque, segundo a lógica divina, quem encontra a sua vida perde-a, e quem a perde encontra-a (cf. Mt 10, 39). Por isso, muitas atitudes que parecem prudentes aos olhos humanos, são na realidade insensatas, como a do homem que acumula riquezas, mas esquece a sua alma (cf. Lc 12, 16-20), a do jovem que não quer seguir Cristo porque tem muitos bens (cf. Lc 18, 18-23), ou a do servo que guarda o seu talento em vez de o fazer frutificar para o Senhor (cf. Mt 25, 24-28). São comportamentos imprudentes que têm a sua raiz na falta de liberdade, na escravidão voluntária em relação aos bens materiais ou ao conforto pessoal.

 


SÃO JOSEMARIA – textos

 

Vida interior

Gosto de comparar a vida interior a um vestido, à veste nupcial de que fala o Evangelho. O tecido compõe-se de cada um dos hábitos ou práticas de piedade que, como fibras, dão vigor ao pano. E, assim como se despreza um fato com um rasgão, ainda que o resto esteja em boas condições, se fizeres oração, se trabalhares... mas não fores penitente (ou vice-versa), a tua vida interior, por assim dizer, não é completa. (Sulco, 649)

 

 

 

 

 

04/06/2021

NUNC COEPI; Publicações em Junho 4

 


Sexta-Feira 

 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Pequena mortificação

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


ANO DE SÃO JOSÉ

REDEMPTORIS CUSTOS

Exortação Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II

Sobre a Figura e Missão de São José na Vida de Cristo e da Igreja.

Aos Bispos, aos Sacerdotes e Diáconos, aos Religiosos e Religiosas e a todos os fiéis da Igreja Católica 

 

II. O DEPOSITÁRIO DO MISTÉRIO DE DEUS

 

4. Quando Maria, pouco tempo depois da Anunciação, se dirigiu a casa de Zacarias para visitar Isabel sua parente, ouviu, precisamente quando a saudava, as palavras pronunciadas pela mesma Isabel, «cheia do Espírito Santo» (cf. Lc 1,41). Para além das palavras que se relacionavam com a saudação do anjo na Anunciação, Isabel disse: «Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que Ihe foram ditas da parte do Senhor» (Lc 1,45). Estas palavras constituíram o pensamento-guia da Encíclica Redemptoris Mater, com a qual tive a intenção de aprofundar o ensinamento do Concílio Vaticano II, quando afirma: “A Bem-aventurada Virgem Maria arrancou no caminho da fé e conservou fielmente a união com seu Filho até à Cruz(Cf. S. IRINEU, Adversus Haereses IV, 23, 1: S.Ch. 100/72, pp. 692-694).  indo adiante(LEÃO XIII, Carta Enc. Quamquam pluries (15/08/1889). de todos aqueles que, pela via da fé, seguem Cristo.

Ora ao iniciar-se esta peregrinação, a fé de Maria encontra-se com a fé de José. Se Isabel disse da Mãe do Redentor: «Feliz daquela que acreditou», esta bem-aventurança pode, em certo sentido, ser referida também a José, porque, de modo análogo, ele respondeu afirmativamente à Palavra de Deus, quando esta lhe foi transmitida naquele momento decisivo. A bem da verdade, José não respondeu ao “anúncio” do anjo como Maria; mas «fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa». “obediência da fé” (cf. Rm 1,5; 16,26; 2Cor 10,5-6).

Pode dizer-se que aquilo que José fez o uniu, de uma maneira absolutamente especial, à fé de Maria: ele aceitou como verdade proveniente de Deus o que ela já tinha aceitado na Anunciação. O Concílio ensina: “A Deus que revela é devida a ‘obediência da fé’ (...); pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus, prestando-lhe ‘o obséquio pleno da inteligência e da vontade’ e dando voluntário assentimento à sua revelação”. SACROR. RITUUM CONGREG., Decr. Quemadmodum Deus (08/12/1870); PIO IX, Carta Apost. Inclytum Patriarcham (07/07/1871).A frase acabada de citar, que diz respeito à própria essência da fé, aplica-se perfeitamente a José de Nazaré.



DOUTRINA 

 

O AGNOSTICISMO

 

7. Podemos conhecer a Deus?

 

Os agnósticos sabem que a compreensão humana é limitada e nunca podemos conhecer Deus completamente. (Nem mulheres, um amigo dirá, nem homens, outro responderá). No entanto, é possível conhecer algo sobre Deus de várias maneiras: Usando apenas a razão, podemos saber que Deus existe, que existe apenas um Deus, que é eterno, bom, inteligente, criador do mundo, etc. Qualquer perfeição das criaturas vem do Criador e é encontrada ao máximo nEle. A isto se acrescenta o que sabemos porque o próprio Deus nos manifestou, principalmente com os ensinamentos de Jesus Cristo . E o que o Senhor mostra aos homens nos momentos de oração. Finalmente, no céu, uma graça especial será concedida para que possamos conhecer Deus mais intimamente.

 


SÃO JOSEMARIA – textos

Deslumbramento

      

Que dívida a tua com o teu Pai-Deus! Deu--te o ser, a inteligência, a vontade...; deu-te a graça: o Espírito Santo; Jesus, na Hóstia; a filiação divina; Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe; deu-te a possibilidade de participar na Santa Missa e concede-te o perdão dos teus pecados, tantas vezes o seu perdão!; deu-te dons sem conta, alguns extraordinários... - Diz-me, filho: como correspondeste?, como correspondes? (Forja, 11)

 

03/06/2021

NUNC COEPI: Publicações em Junho 3

  


Quinta-Feira

 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

PLANO DE VIDA

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

 

 

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.

Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

 

 

Lembrar-me: Comunhões espirituais.

 

 

Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?




 

ANO DE SÃO JOSÉ

 

REDEMPTORIS CUSTOS

Exortação Apostólica do Sumo Pontífice João Paulo II

Sobre a Figura e Missão de São José na Vida de Cristo e da Igreja.

Aos Bispos, aos Sacerdotes e Diáconos, aos Religiosos e Religiosas e a todos os fiéis da Igreja Católica 

 

I. O CONTEXTO EVANGÉLICO

 

O Matrimónio com Maria

 

3. Nestas circunstâncias, «José, seu esposo, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu abandoná-la em segredo» (Mt 1,19). Ele não sabia como comportar-se perante a “surpreendente” maternidade de Maria. Buscava, certamente, uma resposta para essa interrogação inquietante; mas procurava, sobretudo, uma maneira honrosa de sair daquela situação difícil para ele. Enquanto «pensava nisto, apareceu-lhe, em sonho, o anjo do Senhor, que lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1, 20-21).

Existe uma estreita analogia entre a “Anunciação” do texto de São Mateus e a do texto de São Lucas. O mensageiro divino introduz José no mistério da maternidade de Maria. Aquela que, segundo a lei, é a sua “esposa”, permanecendo virgem, tornou-se mãe pela virtude do Espírito Santo. E quando o Filho que Maria traz no seio vier ao mundo há-de receber o nome de Jesus. Este nome era bem conhecido entre os Israelitas; e, por vezes, era por eles posto aos filhos. Neste caso, porém, trata-se de um Filho que - segundo a promessa divina - realizará plenamente o que este nome significa: Jesus - Yehosua, que quer dizer “Deus salva”.

O mensageiro dirige-se a José como “esposo de Maria”; dirige-se a quem, a seu tempo, deverá pôr tal nome ao Filho que vai nascer da Virgem de Nazaré, desposada com ele. Dirige-se a José, portanto, confiando-lhe os encargos de um pai terreno em relação ao Filho de Maria.

«Despertando do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa» (Mt 1,24).

Ele recebeu-a com todo o mistério da sua maternidade; recebeu-a com o Filho que havia de vir ao mundo, por obra do Espírito Santo: demonstrou deste modo uma disponibilidade de vontade, semelhante à disponibilidade de Maria, em ordem àquilo que Deus lhe pedia por meio do seu mensageiro.

 


CORPO DEUS

 


 


SÃO JOSEMARIA – textos

 

Hoje, festa do Corpo de Deus, meditamos juntos a profundidade do Amor do Senhor, que o levou a ficar oculto sob das espécies sacramentais, e é como se ouvíssemos, fisicamente, aqueles seus ensinamentos à multidão: Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu e comeram-na. Outra parte caiu em lugar pedregoso, onde havia pouca terra; e logo nasceu porque estava à superfície; mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. Outra parte caiu em boa terra e frutificou; uns grãos renderam cem por um, outros sessenta, outros trinta. A cena é actual. O semeador divino lança agora, também, a sua semente. A obra da salvação continua a cumprir-se e o Senhor quer servir-se de nós: deseja que nós, os cristãos, abramos ao seu amor todos os caminhos da Terra; convida-nos a propagar a mensagem divina, com a doutrina e com o exemplo, até aos últimos recantos do mundo. Pede-nos que, sendo cidadãos da sociedade eclesial e da civil, ao desempenhar com fidelidade os nossos deveres, sejamos cada um outro Cristo, santificando o trabalho profissional e as obrigações do próprio estado. Se olharmos à nossa volta, para este mundo que amamos porque foi feito por Deus, dar-nos-emos conta de que se verifica a parábola: a palavra de Jesus Cristo é fecunda, suscita em muitas almas desejos de entrega e de fidelidade. A vida e o comportamento dos que servem a Deus mudaram a história, e inclusivamente muitos dos que não conhecem o Senhor regem-se - talvez sem sequer o advertirem - por ideais nascidos do Cristianismo. Vemos também que parte da semente cai em terra estéril, ou entre espinhos e abrolhos: há corações que se fecham à luz da fé. Os ideais de paz, de reconciliação, de fraternidade, são aceites e proclamados, mas - não poucas vezes - são desmentidos com os factos. Alguns homens empenham-se inutilmente em afogar a voz de Deus, impedindo a sua difusão com a força bruta ou então com uma arma, menos ruidosa, mas talvez mais cruel, porque insensibiliza o espírito: a indiferença. (Cristo que Passa, 150)