05/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 5

 


Quarta-Feira 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Lembrar-me: Meu Anjo da Guarda.

 

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

 

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Propósito: Ter em especial atenção o Anjo da minha guarda

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Querida Mãe:

Contemplo a maravilha desta Igreja a ti dedicada Senhora da Lapa, repleta de maravilhosas flores oferecidas pelos teus filhos que muito te querem e... parece-me pouco!

Não deveria haver um canto, uma esquina, um lintel que não estivesse igualmente guarnecido.

Mas, depois, atento melhor e consigo ver o amor, o carinho, a ternura que aqui se respiram de forma tão palpável e evidente que me deixa envergonhado por ser tão parco e comedido.

Tu, Mãe, tens-me aqui a teus pés tal como se estivesse em Fátima, em Lourdes, no Céu, com todo o meu coração e a minha alma, todas as minhas potências, pequenas virtudes e enormes defeitos, como um pobre homem com alguma idade mas que se sente criança e não tem nenhuma vergonha de se aninhar nos teus braços amorosos e dizer-te repetidamente que te quero, que te amo.

Em cada flor deposito um beijo e, agora sim, não obstante serem tantos não chegam para expressar o meu amor por ti minha querida Mãe!

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quinto Mistério Gozoso

Jesus perdido e achado no templo

A primeira prova!

A primeira dor!

Como o teu coração amantíssimo de Mãe estaria angustiado e compungido com a ausência do teu Filho!? E a demora em encontrá-Lo!?

Ao teu espírito deveriam acorrer as palavras de Simeão e, mesmo sabendo que Ele tinha uma missão a cumprir, não deixavas de sentir aquele aperto no coração que uma mãe sente quando um filho pequeno desaparece sem explicação e não consegue encontrá-lo.

Onde poderia estar?

Eu, que ando por esta vida, tantas vezes, à procura de Jesus que, parece que Se afasta de mim para bem longe, também me sinto triste angustiado.

Porquê?

Porque Te afastaste, Senhor, de mim?

E mergulho dentro de mim mesmo, única forma séria de reflectir, e chego sempre à triste conclusão que, não foste Tu quem Se afastou mas, sim, eu é que me ausentei da Tua presença.

Tenho tantas coisas em que pensar; enormes preocupações que me consomem por dentro; inúmeros desejos por satisfazer; caminhos que quero tanto percorrer, embora saiba que não interessam e não conduzem a nada que valha a pena.

E, depois, são estas coisas todas que possuo – que julgo possuir – e as muitas outras que anseio vir a ter, que me mantêm agarrado ao meu lugar, estático e imóvel enquanto, Tu, caminhas sempre, esperando que Te siga.

Vou ficando para trás, preso a tudo isto que não vale nada e para nada interessa e vejo-Te esfumar no horizonte e, em vez de correr pressuroso atrás de Ti, fico-me inerte e como que morto.

Parece-me que Te oiço com as palavras de Tua Mãe: «Filho, porque procedeste assim connosco?» (Cfr. Lc 2, 41-52) Porque te deténs no caminho? Anda que, Eu, estou à tua espera!

E fico-me sem reposta, pois que Te hei-de eu dizer a não ser, confessar a minha fraqueza, a mostrar-te humildemente o pouco que sou, a pedir-Te que esperes por mim, que não Te afastes mais, que quero ir ter conTigo.

Sou tão feliz porque me ouves e deténs o passo e ficas, num gesto acolhedor, de amigo íntimo, à espera que eu, finalmente, volte para o pé de Ti.

É então que me dou conta da enorme desventura que é a Tua ausência, o não Te ter presente bem ao pé de mim e, como compreendo a Tua Mãe na sua procura ansiosa pelas ruas de Jerusalém durante esses três dias de alvoroço.

Digo-lhe, então, com o coração nas mãos: Minha Mãe, não deixes que me afaste nunca do teu Filho, do nosso Jesus.

Ensina-me a procurá-Lo onde Ele deverá estar à minha espera, em vez de andar perdido tentando encontrá-Lo onde Ele não pode estar. Leva-me pela tua mão – também sou teu filho, um filho pequeno – ao encontro dEle para que, juntos, possamos sossegar na Sua companhia.

 



São José Maria textos

Uma vez baptizados, somos todos iguais

Afirmas que vais compreendendo pouco a pouco o que quer dizer "alma sacerdotal"... Não te zangues se te respondo que os factos demonstram que o compreendes apenas em teoria. Todos os dias te acontece o mesmo: ao anoitecer, no exame, tudo são desejos e propósitos; de manhã e à tarde, no trabalho, tudo são dificuldades e desculpas. Assim vives o "sacerdócio santo, para oferecer vítimas espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo"? (Sulco, 499)

Na Igreja há igualdade: uma vez baptizados, somos todos iguais, porque somos filhos do mesmo Deus, Nosso Pai. Como cristãos, não há qualquer diferença entre o Papa e a última pessoa a incorporar-se na Igreja. Mas esta igualdade radical não implica a possibilidade de mudar a constituição da Igreja, naquilo que foi estabelecido por Cristo. Por expressa vontade divina temos uma diversidade de funções, que comporta também uma capacidade diversa, um carácter indelével conferido pelo Sacramento da Ordem para os ministros sagrados. No vértice dessa ordenação está o sucessor de Pedro e, com ele, e sob ele, todos os bispos: com a sua tríplice missão de santificar, de governar e de ensinar.

Permitam-me que insista repetidamente: as verdades de fé e de moral não se determinam por maioria de votos, porque compõem o depósito – depositum fidei – entregue por Cristo a todos os fiéis e confiado, na sua exposição e ensino autorizado, ao Magistério da Igreja.

Seria um erro pensar que, pelo facto de os homens já terem talvez adquirido mais consciência dos laços de solidariedade que mutuamente os unem, se deva modificar a constituição da Igreja, para a pôr de acordo com os tempos. Os tempos não são dos homens, quer sejam ou não eclesiásticos; os tempos são de Deus, que é o Senhor da história. E a Igreja só poderá proporcionar a salvação às almas, se permanecer fiel a Cristo na sua constituição, nos seus dogmas, na sua moral. (Amar a Igreja 30–31)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 4

 


                                                       Terça-Feira 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me: Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?


 

Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Entrego-me nas tuas mãos como um filho pequeno que não sabe a quem melhor recorrer em todas as ocasiões.

Quando estou alegre ou a saudade me amarfanha o coração; Quando “tudo me corre bem” ou nuvens mais escuras se avolumam no horizonte próximo.

Aí – tenho a certeza – estás tu Mãe Santíssima pronta a acolher-me e a ajudar-me no que preciso.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quarto Mistério Gozoso

Apresentação de Jesus no templo

Com a humildade simples de sempre, foste, Senhora, cumprir a Lei: Passados os dias estabelecidos depois do nascimento, a jovem Mãe tem de purificar-se no Templo. Pelo filho deve oferecer um casal de pombas ou rolas brancas para ser circuncidado e, assim, tomar parte no Povo de Deus.

E tu, Senhora, foste purificar-te ao Templo!

Tu, sem mancha de pecado, sem qualquer defeito que pudesse macular a brancura do teu coração e a limpidez da tua alma, não hesitaste um segundo em cumprir o que estava escrito que os filhos da Casa de Israel fizessem!

Quantas vezes eu não pensei que estava dispensado de rezar mais, de me humilhar, de me declarar disponível para o Senhor; quantas vezes não pensei comigo mesmo que sou melhor que estes, porque eu faço, eu penso, eu desejo muito mais e melhor!

Tudo porque o meu coração tem uma carapaça que turva a sua limpidez. A minha alma cheia de equimoses de pecados antigos e recentes; feridas e lanhos de defeitos que não consigo rebater nem ultrapassar.

Não consigo porque não dedico a essa luta um esforço humilde, continuado e perseverante que me leve a estar sempre pronto para a luta contra a minha falta de carácter.

Toda a tua vida, Senhora minha, é uma lição de humildade simples e serena. Não fazes nada de extraordinário, não dás nas vistas, não sobressais no meio das outras mulheres e, no entanto, cumpres com alegria e simplicidade todas as prescrições da Lei como se tuas obrigações fossem. E nisto está o teu segredo, Maria: Cumprir o que Deus manda, sem discutir, sem argumentar, a tempo e horas, quando e como deve ser feito.

Esta singela disponibilidade cumpridora dos deveres é sem dúvida, a característica mais extraordinária da Mãe do meu Senhor e minha Mãe.

Não a vemos nunca em êxtase em frente das multidões, sentada numa cadeira especial, ou nos primeiros lugares das assembleias. Não. Uma mulher simples, em que as coisas, os actos e as palavras não são estudados ou arquitectados de acordo e com conveniências ou objectivos.

Apenas uma serena certeza: Obedecer com prontidão e total disponibilidade.

E, no entanto, esta mulher é a Mãe de Deus!

Que lugar mais alto, que maior honra, que pergaminho, que nome ilustre pode comparar-se: A Mãe de Deus!

Ah Senhora minha, conseguiste com a tua serena calma, impor ao mundo um nome doce e vigoroso ao mesmo tempo que se nos coloca na boca com amoroso deleite, ou com esperançada angústia?

Nos meus lábios um último grito, um último apelo, pelos aflitos, pelos que sofrem, pelos que, em último recurso, para ti apelam. Dos que, acabrunhados pela dor buscam lenitivo. Dos que, esmagados pela alegria te agradecem. Dos que, como eu, doidos de amor apenas pronunciam o teu nome lentamente, deixando-o ecoar por todo o seu ser até ao mais profundo do seu coração.

Obedecer. Obedecer prontamente, sem hesitações ou desvios. Não dai a pouco, ou mais logo quando houver mais tempo, mais sossego, melhor luz… todas as mil desculpas que invento para adiar o que tem de ser feito já.

Obedecer!

É isto, Senhora, que procuro. É isto, Senhora, que quero: Obedecer.

Para isso, bem o sei, preciso expurgar de mim todos os invólucros que me cingem, as preocupações com coisas pequenas, as cobardias constantes, as faltas de atenção, as interrupções, os devaneios. Para isso é preciso estar pronto.

Só tu, Senhora minha, podes ajudar-me a conseguir este estado de alma. Só tu podes ajudar-me a eliminar tudo aquilo que tenho a mais e que tanto é, que não me deixa ver o essencial, o que realmente vale a pena. A ti recorro, Mãe Santíssima, para que me conduzas pela mão ao Templo da Purificação, onde eu, com os olhos finalmente libertos de escamas e o coração nu, de fora do peito, veja com toda a clareza a Vontade de Deus meu Senhor.

Tenho a certeza que serei também purificado e o fogo interior que se me acende no peito, incendiará todo o meu ser, purificando-me assim de todas as minhas faltas.



São José Maria textos

Vai perseverantemente ao Sacrário

Vai perseverantemente ao Sacrário, fisicamente ou com o coração, para te sentires seguro, para te sentires sereno: mas também para te sentires amado... e para amar! (Forja, 837)

Copio umas palavras de um sacerdote, dirigidas aos que o seguiam no seu empreendimento apostólico: "Quando contemplardes a Sagrada Hóstia exposta na custódia sobre o altar, olhai que amor, que ternura a de Cristo. Explico-o pelo amor que vos tenho; se pudesse estar longe trabalhando e, ao mesmo tempo, junto de cada um de vós, com que gosto o faria!

Mas Cristo, Ele sim, pode fazê-lo! E Ele, que nos ama com um amor infinitamente superior ao que podem albergar todos os corações da Terra, ficou para que possamos unir-nos sempre à sua Humanidade Santíssima e para nos ajudar, para nos consolar, para nos fortalecer, para que sejamos fiéis". (Forja, 838)

As manifestações externas de amor devem nascer do coração e prolongar-se com o testemunho da conduta cristã. Se fomos renovados com a recepção do Corpo do Senhor, temos de o manifestar com obras. Que os nossos pensamentos sejam sinceros: de paz, de entrega, de serviço. Que as nossas palavras sejam verdadeiras, claras, oportunas; que saibam consolar e ajudar, que saibam sobretudo levar aos outros a luz de Deus. Que as nossas acções sejam coerentes, eficazes, acertadas: que tenham esse bonus odor Christi, o bom odor de Cristo, por recordarem o seu modo de Se comportar e de viver. (Cristo que passa, 156)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

03/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 3

 


Segunda-Feira

 

Plano de vida: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?




Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio


Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.

Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.

Monstra te esse matrem!

Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

Santo Rosário - Meditação sobre o Terceiro Mistério Gozoso

Jesus Nasce em Belém

 

Estava próxima a hora de nasceres, Senhor, e como não havia lugar na hospedaria, Tua Mãe santíssima, decerto preocupada, mas serenamente confiante, levou-Te ainda no seu seio para uma gruta que servia de estábulo.

E aí nasceste Senhor.

O meu Deus, o meu Senhor, o meu Salvador!

«Como não havia lugar na hospedaria...» (Cfr. Lc 2, 7)

Porque não haveria lugar?

Por a cidade estar cheia de forasteiros que ali iam recensear-se?

Por não aparentarem, aquela jovem mulher e o seu marido, posses ou posição social?

Sim, com um simples burrico por transporte, uma pequena trouxa de magros pertences, não o seriam por certo.

Talvez fosse por estas duas principais razões, talvez. É um facto que a cidade estaria cheia de gente.

Mas então, Maria e José foram tão imprudentes que não esperaram uns dias até que Tu nascesses para então fazerem a viagem!?

Não procuraram assegurar estadia em casa de algum parente ou conhecido!?

Não, não terão feito nada disto. Provavelmente porque não podiam, as comunicações eram difíceis e, depois, porque se tratava de duas criaturas de extrema simplicidade. Não era seu hábito programar a vida, medir os passos, organizar em detalhe as coisas futuras.

Com uma confiança ilimitada na providência de Deus, sabiam perfeitamente que haverias de nascer quando e onde quisesses, Senhor, e que haverias de prover todas as necessidades que ocorressem.

Mas não havia, de facto, lugar na hospedaria?

Não seria possível descobrir um pequeno recanto, uma água-furtada, um esconso onde a jovem mãe pudesse, com recato e algum conforto, dar à luz o seu Filho!?

Quantas vezes, Senhor, eu não tive lugar para Ti?

Quantas vezes!

Sempre cheio de “coisas urgentes”, de preocupações, ambições, desejos, devaneios, ouvi eu, entendi eu que eras Tu, ali, à porta do meu coração, pedindo um bocadinho, um pequeno espaço, para poderes nascer!

Quantas vezes quiseste nascer dentro de mim e, eu, pobre de mim, não deixei, não quis!

Ah! Senhor, eu sei que não sou digno, mas uma simples palavra Tua e este pobre coração cheio de mazelas e pecados, ficará radioso de brancura e Tu poderás, ainda que por momentos, nascer dentro dEle.

Bate, Senhor, com força – para me acordares do meu torpor - à minha porta, eu abrir-Te-ei e deixar-Te-ei entrar e aqui farás o Teu Presépio.

Não desejo outra coisa, Senhor, senão sentir-Te dentro de mim, irradiando a Tua Paz e o Teu calor de Amor.

Oh! Minha mãe, Maria Santíssima, descansa aqui um pouco, deixa-me por momentos o teu Filho que eu O embalarei com o meu amor, a minha dedicação inteira, a minha devoção profunda.

Podes tu, José meu pai e senhor, confiar-me o teu excelente Filho adoptivo, eu tomarei boa conta d'Ele, embora fique estático e estarrecido por tamanha ventura e tão grande honra.

A minha alma anseia que assim seja.



São Filipe e São Tiago – Apóstolos

Nota Histórica

Filipe, nascido em Betsaida, foi discípulo de João Baptista e depois seguiu a Cristo.

Filipe, foi um apóstolo de Cristo e mártir. Diz a tradição, através de Eusébio de Cesareia, que era casado, tinha duas filhas e teria realizado muitos milagres, inclusive revivido — não ressuscitado, assim como com Lázaro — um defunto em Hierápolis.

Também diz a tradição que Filipe pregou o Evangelho na Palestina, Grécia e na Ásia Menor, onde, se diz, morreu crucificado e apedrejado no ano 80 em Hierápolis, na Frígia.

De acordo com o Evangelho segundo São João (1:43), diz-se que São Filipe foi chamado por Jesus para ser seu seguidor e que foi ele quem apresentou São Natanael a Cristo.



Tiago, primo do Senhor, filho de Alfeu, foi bispo de Jerusalém; escreveu uma epístola; levou uma vida de grande mortificação e converteu à fé muitos judeus. Recebeu a coroa do martírio no ano 62.

Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão do apóstolo São João Evangelista.

Nasceu em Betsaida, Galileia. Tal como o seu pai e o irmão, o Apóstolo João, era pescador no mar da Galileia, onde trabalhava em provável parceria com André e Simão Pedro (Mt 4:21-22 e Lc 5:10), consertava as redes de pesca. Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos (Mt 17:1 e Mt 26:37; Lc 8:51), tendo sido dos Seus mais próximos colaboradores, ao participarem na Transfiguração, na Agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras.

No evangelho de Mateus, conta-se que a mãe de ambos, Tiago e João, Salomé, no seu orgulho materno, pediu a Jesus que os seus dois filhos, Tiago e João, fossem colocados um à direita e outro à esquerda, no Reino de Deus, porém Jesus objectou: «Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?». Os apóstolos responderam: «Podemos. Pois bem, isso é verdade, mas dar-vos o primeiro lugar no Reino, isso depende do Meu Pai, que está no céu». Este episódio causou alguma irritação entre os demais apóstolos, pois era uma tentativa óbvia de destacar-se acima do grupo.

Segundo Mc 3:17, Tiago e João são chamados por Jesus como Boanerges, isto é, "Filhos do trovão". Isto deu-se por um facto que caracterizou a índole de ambos: ao chegar Jesus com Sua comitiva à terra dos samaritanos, estes interditaram-Lhe a entrada. João e Tiago viram neste facto uma afronta a Cristo e exprimiram a sua indignação com estas palavras: «Queres, Senhor, que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade, para consumi-la?».

Segundo a Bíblia é um dos discípulos mais íntimos de Jesus de Nazaré, já que em várias ocasiões onde Jesus só Se fazia acompanhar por 3 apóstolos, era ele escolhido, com Pedro e João. Assim se deu na Transfiguração no Monte Tabor, por ocasião da ressurreição da filha de Jairo e no Jardim das Oliveiras, pouco antes da prisão de Jesus.

Tiago é citado entre os testemunhos da terceira aparição de Cristo após a sua morte e ressurreição, nas margens do lago de Tiberíades.

Pouco mais se sabe acerca sua vida. A sua última aparição no texto bíblico mais aceite é a de que foi o primeiro apóstolo a morrer e teria sido mandado decapitar por ordem de Herodes Agripa I, rei da Judeia, por volta do ano 44, em Jerusalém. É, aliás, o único apóstolo cuja morte vem narrada na Bíblia,”Ele (Herodes) fez perecer pelo fio da espada Tiago, irmão de João” (Act 12:1-2).



 

São José Maria textos

Vamos receber o Senhor

Pensaste nalguma ocasião como te prepararias para receber Nosso Senhor, se só se pudesse comungar uma vez na vida? – Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para nos aproximarmos dele, mas... temos de agradecê-lo preparando-nos muito bem para o receber. (Forja, 828)

Jesus é o Caminho, o Medianeiro. N'Ele, tudo! Fora d'Ele nada! Em Cristo e ensinados por Ele, atrevemo-nos a chamar Pai Nosso ao Todo-Poderoso, a Ele, que fez o Céu e a Terra e que é esse Pai tão afectuoso que espera que voltemos para Ele continuamente, cada um de nós como novo e constante filho pródigo. Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus... Vamos receber o Senhor. Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala. Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos? Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se só se pudesse comungar uma vez na vida? Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente. Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume... Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor. Com Cristo na alma, termina a Santa Missa. A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem. (Cristo que passa, 91)

 

 

 

02/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 2



DOMINGO


PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


 

Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Segundo Mistério Gozoso

Visita de Nossa Senhora a Santa Isabel

 

Porque o Anjo te disse que tua prima Isabel – aquela que consideravam estéril - estava já há seis meses esperando um filho, não pensaste em mais nada e puseste-te a caminho para a visitar.

Porque era necessário acompanhá-la nos últimos tempos da gravidez. Isabel já não era jovem e seria bem-vinda a presença de uma jovem dedicada para auxiliar nas complicações de uma gravidez fora de tempo.

Porque era necessário estares presente em tão extraordinário acontecimento noticiado por um Anjo do Senhor. O mesmo Anjo que te tinha anunciado que serias Mãe do Salvador.

Porque talvez conviesse o sacrifício e incómodos de uma viagem longa, para pensar mais profundamente em todas as maravilhas que te tinham acontecido. Sentias já o teu Filho no teu seio e isto era indubitavelmente obra misteriosa e magnifica de Deus.

Talvez quisesses falar com o teu primo Zacarias que, sendo sacerdote, poderia aclarar um pouco todo o misterioso futuro que se descrevia nas Escrituras. Talvez por restes motivos todos mas, estou certo, que não pensaste em mais nada senão em ser útil e prestável a uma família que precisava dos teus préstimos.

E tudo se desvaneceu perante a recepção de Isabel. As palavras que te dirigiu. O estremecimento de João no seio de sua mãe.

Tudo se torna claríssimo como água. A Vontade de Deus é agora mais nítida mais transparente.

E rompes num canto maravilhoso de acção de graças e louvor, de humildade e entrega.

Não pedes nada, não desejas nada. Sabes perfeitamente que não precisarás de coisa alguma, nunca, porque Deus proverá tudo quanto precisares.

E o Senhor ouve da tua boca o Magnificat (Lc 1, 39-55) esplendoroso que, para sempre, ficará gravado na história do povo de Deus e será repetidamente cantado pela legião enorme dos teus filhos.

Só tu, Virgem Maria, poderias ter reunido com tanta simplicidade e candura um hino de louvor e submissão ao Criador. Um hino onde se espelham as certezas todas, todos os caminhos que Deus manda trilhar para que a Sua Vontade seja cumprida.

Que coração poderia albergar tais sentimentos?

Que alma saberia elevar-se de tal forma?

Que ser humano poderia alguma vez, louvar e enaltecer o seu Criador de forma tão perfeita?

Sabendo, Senhora, que já eras a Mãe do próprio Deus, sabendo tu, Senhora, que o Salvador, Rei dos Reis, habitava já no teu seio, não te exaltas nem envaideces, antes te envaideces e exaltas por o Senhor fazer o que quer, como, quando e com quem quer.

Quando dizes que serás aclamada por todas as gerações não o dizes por ti, mas porque sabes que, ao fazê-lo, essas gerações aclamarão a Mãe de Deus.

Dás a Deus o que seria legítimo, humanamente falando, julgar teu.

Sabes que Jesus é realmente o Filho de Deus e que foste apenas o instrumento de que Ele Se serviu para dar corpo substancial à Sua Vontade.

Não te ocorre um momento que tens o mais pequeno mérito em tal maravilha, ou que não o mereces. Tens a consciência plena que é a Vontade do Senhor e não te compete saber ou indagar: porquê tu, Maria.

Ah!, minha Senhora, como tua prima deve ter gozado com a tua visita, como devem ter sido extraordinariamente leves e felizes os tempos que ali passaste.

Ajuda-me também a mim a compreender que não tenho que pensar ou discutir ou indagar a Vontade do Senhor. Que sou um instrumento muito rudimentar de que Deus se serve, apenas para ser servido e, ao fazê-lo, saiba eu também louvar e enaltecer o Deus que me criou e me governa, porque a Sua Vontade é a única vontade que reconheço e a minha felicidade será dar-lhe cumprimento total.




São José Maria textos

O mundo, lugar de encontro com Deus

Necessitas de formação, porque tens de ter um profundo sentido de responsabilidade, que promova e anime a actuação dos católicos na vida pública, com o respeito devido à liberdade de cada um, e recordando a todos que têm de ser coerentes com a sua fé. (Forja, 712)

Um homem sabedor de que o mundo - e não só o templo - é o lugar do seu encontro com Cristo, ama esse mundo, procura adquirir uma boa preparação intelectual e profissional, vai formando - com plena liberdade - os seus próprios critérios sobre os problemas do meio em que vive; e toma, como consequência, as suas próprias decisões que, por serem decisões de um cristão, procedem também de uma reflexão pessoal que tenta humildemente captar a vontade de Deus nesses aspectos, pequenos e grandes, da vida.

Mas esse cristão não se lembra nunca de pensar ou de dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja, e que as suas soluções são as soluções católicas daqueles problemas. Isso não pode ser, meus filhos! Isso seria clericalismo, catolicismo oficial, ou como quiserdes chamar-lhe. De qualquer modo, seria violentar a natureza das coisas. Tendes de difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que há-de levar os cristãos a três consequências: a serem suficientemente honrados para arcarem com a sua responsabilidade pessoal; a serem suficientemente cristãos para respeitarem os seus irmãos na fé que proponham - em matérias discutíveis - soluções diversas das suas; e a serem suficientemente católicos para não se servirem da Igreja, nossa Mãe, misturando-a com partidarismos humanos. (...).

Interpretai, portanto, as minhas palavras como o que são: um chamamento a exercerdes - diariamente!, não apenas em situações de emergência - os vossos direitos; e a cumprirdes nobremente as vossas obrigações como cidadãos - na vida política, na vida económica, na vida universitária, na vida profissional -, assumindo com coragem todas as consequências das vossas decisões, arcando com a independência pessoal que vos corresponde. E essa mentalidade laical cristã permitir-vos-á fugir de toda a intolerância, de todo o fanatismo. Di-lo-ei de um modo positivo: far-vos-á conviver em paz com todos os vossos concidadãos e fomentar também a convivência nos diversos sectores da vida social. (Temas Actuais do Cristianismo, 117-118).