01/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 1

 


Sábado


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem? 




São José Operário

São Josemaria apaixona-se pela vida laboral de José e considera-o mestre da vida interior  nessa vida de trabalho  intenso e humilde  porque nos ensina a conhecer Jesus, a viver com Ele, a saber que fazemos parte da família de Jesus.

Dá-nos essas lições sendo, como ele era, um homem comum, um pai de família, um trabalhador que ganhava a vida com o esforço de suas mãos. E esse facto também tem, para nós, um significado que é motivo de reflexão e alegria.

 

 


Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

Minha querida Mãe do Céu, escrevo esta pequena carta para te confirmar a minha devoção e o meu amor. Posso imaginar-me a teus pés na Capelinha em Fátima a dizer-te o que me vai na alma: a alegria e felicidade que sinto por te ter a ti, como tão excelente Mãe, que te louvo e exalto como a mais excelsa criatura, a mais doce, a mais pura, a mais piedosa, a mais venerável, admirável, poderosa sempre Virgem Mãe de Deus e minha Mãe!

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Primeiro Mistério Gozoso

Anunciação do Anjo a Nossa Senhora

   «Salve, ó cheia de graça»! (Lc 1, 28) Foi com estas palavras que, Gabriel, o Anjo do Senhor, se dirigiu a ti, Maria de Nazaré.

  Tão longe estarias tu deste acontecimento. Decerto que, desde pequenina, a oração constante, a simplicidade nos pensamentos e nos actos, sem a mais leve mancha de malícia ou impudor, deverias sentir Deus muito próximo, ao alcance da tua voz. Certamente que sim, pois acreditavas firmemente que Ele te ouvia sempre e em cada momento. Mas, a tua modéstia, a tua simplicidade, a tua total e humilde submissão ao teu Senhor, ao teu Deus, não permitiriam nunca que te ocorresse sequer essa possibilidade. O Senhor Todo Poderoso, o Criador do Céu e da Terra e de tudo quanto existe, enviar a Nazaré, à tua casa humilde e simples, um Anjo Seu, para te saudar! Que coisa mais extraordinária!

Sabias que Deus não era um ser longínquo e distante, inacessível aos homens. Constantemente tinha intervindo junto do povo eleito para comunicar a Sua Vontade, os Seus desígnios.

Mas, os Seus interlocutores tinham sido sempre grandes personagens da História Humana: Abraão, Moisés, David, os Profetas. E tu, pobre e humilde menina, recebias do Senhor uma graça semelhante!?

Logo no início o salve do Mensageiro te perturba. Salve, isto é, alegra-te. Mas, mais: «Oh! Cheia de graça»!

Que saudação estranha e desusada que manifesta uma dignidade e honra que julgas não merecer: “Alegra-te Filha... de Jerusalém... o Senhor está no meio de ti.” (So 3, 14. 17a) Estes altíssimos louvores ferem o teu espírito humilde e, por isso a estas palavras, «ela perturbou-se e ficou a pensar que saudação seria aquela». (Lc 1, 29) Mas, Gabriel é um Anjo do Senhor, e apercebe-se a tua confusão, talvez, o teu natural temor. E sossega-te: «Não tenhas receio, Maria».

Conhecias bem pelas Escrituras que lias e meditavas, o que significava esta saudação e, portanto, quando Gabriel evoca estas prerrogativas, entendeste claramente que te era anunciado que irias ser a Mãe do Messias Salvador. Mas há ainda no teu espírito esclarecido, não obstante a tua juventude, uma dúvida séria: Como poderias tu, virgem humilde, teres sido escolhida para Mãe de Jesus Salvador pelo próprio Deus a quem tinhas dedicado a tua virgindade?! E, não obstante a tua humildade de jovem simples não deixas de interrogar: «Como será isso, se eu não conheço homem»?!  (Lc 1, 34) Ah! ... mas o Anjo tranquiliza-te: «Virá sobre ti o Espírito Santo, e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra». (Lc 1, 35)

Esta resposta corresponde também ao que nas Escrituras se revelava sobre o aparecimento do Messias: “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho a quem será dado o nome de Emanuel, que quer dizer Deus connosco”. (Is 7, 14)  Não tinhas mais dúvidas por isso nada mais perguntaste. Não quiseste saber como, quando, porquê.

Nada, nada absolutamente te interessava averiguar porque: «Heis aqui a escrava do Senhor: seja-me feito segundo a tua palavra!» (Lc 1, 38)

Assim, tal qual, tu, Senhora, a quem acabava de anunciado seres eleita por Deus a maior, a mais sublime de entre as mulheres da Terra, assim, com esta simplicidade que fere pela sua inteira singeleza, assim, tu defines um coração puro, uma alma de Deus, uma total entrega ao Senhor. Por isso Deus te escolheu.

A Mãe do Salvador, do Deus feito homem, perfeito homem, que haveria de morrer na Cruz para salvar todos os homens, num sacrifício cruento, completo, total, não poderia senão expressar a aceitação pronta e total da Vontade Divina. Faça-se a Tua Vontade de uma forma total e completa. Não para meu bem, não para minha glória, não para benefício de quem quer que seja, não... só e unicamente porque é a Tua Vontade Senhor; o resto não me interessa... E, no entanto, esta jovem era já a Mãe do Salvador, escolhida desde o princípio dos tempos.

Poderei eu, algum dia, alguma vez, do fundo do coração, manifestar tal sentimento? Decerto que não. Quantas vezes que me proponho aceitar a Vontade de Deus, mas reservando no meu íntimo, que ela esteja de acordo com a minha vontade. Que se satisfaçam os meus desejos, que obtenha o que quero que o Senhor, actue assim, como uma espécie de Deus privado, ao meu serviço.

Ah! Senhora minha, que maravilha a tua resposta, que espantosa a tua entrega. Ajuda-me, querida Mãe, a dizer a cada momento, sim ao Senhor. Instila no meu coração de filho, porque és minha Mãe, esses sentimentos puros e humildes, esse desprendimento das coisas, essa disponibilidade permanente para ouvir e, ouvindo, dizer que sim aos desejos do Senhor. Desejo tanto ser honesto comigo mesmo para poder ser honesto para com os outros e para com Deus. Não me mentir, não me enganar, não me esconder atrás de falsas coisas, defeitos ou virtudes, para me esquivar constantemente ao que me é pedido. E a Tua Vontade, o Teu mandato, claríssimo é que eu seja santo. Não um dia, não qualquer dia, agora - «nunc coepi – “pois pode ser que o amanhã me falte”. (Pois n'Ele elegeu-nos antes da criação do mundo para que fôssemos santos Ef 1, 4-6)

«Ave Cheia de Graça, o Senhor está contigo». Assim te falou o Anjo do Senhor. Ave minha Mãe Santíssima. Ave, minha querida Mãe que estás no Céu, digo-te eu, com a esperança, que é certeza, que me ouves e atenderás as minhas súplicas.

Como tu, também eu quero dizer: “fiat”, faça-se, “cumpra-se a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas.”

«Monstra te esse materem, (São Paulo VI, em Fátima, 1957) mostra que és mãe, ajuda-me e guia-me todos os dias da minha vida para que eu seja um bom filho.



As minhas Mães

Neste princípio de Maio que melhor "meditação" que lembrar a minha Mãe do Céu que nasceu e viveu na Palestina em Nazareth e a minha Mãe da terra que também está no Céu nasceu em Portugal na Lousã e foi baptizada com o nome de Maria de Nazareth.

 

(Esta imagem de Nossa Senhora de Fátima foi solenemente "entronizada" na capela das Termas de Monte Real em procissão com todos os funcionários das Termas, conduzidas pela minha querida Mãe no ano de 1943).




São José Maria: textos

Como gostam os homens de que lhes recordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... - Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (Caminho, 496)

De uma maneira espontânea, natural, surge em nós o desejo de conviver com a Mãe de Deus, que é também nossa mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, porque sobre Ela não triunfou a morte; está em corpo e alma junto a Deus Pai, junto a seu Filho, junto ao Espírito Santo.

Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afecto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca reflectiremos bastante.

A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça actua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamos reflectir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos apenas náufragos que Deus prometeu salvar; essa salvação já actua em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz mas que geme entre as angústias da obscuridade; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai.

Dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança, nos fala Maria. Por isso o seu nome vai tão direito aos nossos corações. A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria.

Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua Mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que se manifestará em cada caso de determinadas formas, nascidas da própria vida, e que nunca são algo de frio, mas costumes muito íntimos de família, pequenos pormenores diários que o filho precisa de ter com a sua mãe e de que a mãe sente falta, se o filho alguma vez os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair ou ao voltar a casa, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas... Nas nossas relações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam as ruas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana - precisamente este em que estamos reunidos: o sábado - oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais especialmente na sua maternidade. (Cristo que passa, 142)

Maria Santíssima, Mãe de Deus, passa despercebida, como uma qualquer, entre as mulheres do seu povo. Aprende d'Ela a viver com «naturalidade». (Caminho, 499)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 30

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Pequena mortificação


Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Jo V, 17-47

Jesus É igual a Deus, Seu Pai

17 Naquela altura Jesus replicou-lhes: O meu Pai continua a  realizar obras até agora, e Eu também continuo! 18 Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus. 19 Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho.  20 De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados. 21 Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer. 22 O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento, 23 para que todos honrem - o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora - e é já - em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão, 26 pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em si mesmo; 27 e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem. 28 Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz, 29 e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação. 30 Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou.

 

Testemunho de João Baptista

31 Se Eu testemunhasse a favor de mim próprio, o meu testemunho não teria valor; 32 há outro que testemunha em favor de mim, e Eu sei que o seu testemunho, favorável a mim, é verdadeiro. 33 Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Não é, porém, de um homem que Eu recebo testemunho, mas digo-vos isto para vos salvardes. 35 João era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós, por um instante, quisestes alegrar-vos com a sua luz.

 

Testemunho dos milagres

36 Mas tenho a meu favor um testemunho maior que o de João, pois as obras que o Pai me confiou para levar a cabo, essas mesmas obras que Eu faço, dão testemunho de que o Pai me enviou. 37 E o Pai que me enviou mantém o seu testemunho a meu favor. Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, 38 nem a sua palavra permanece em vós, visto não crerdes neste que Ele enviou.

 

Testemunho das profecias do Antigo Testamento

39 Investigai as Escrituras, dado que julgais ter nelas a vida eterna: são elas que dão testemunho a meu favor. 40 Vós, porém, não quereis vir a mim, para terdes a vida! 41 Eu não ando à procura de receber glória dos homens; 42 a vós já vos conheço, e sei que não há em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome, a esse já o receberíeis. 44 Como vos é possível acreditar, se andais à procura da glória uns dos outros, e não procurais a glória que vem do Deus único? 45 Não penseis que Eu vos vou acusar diante do Pai; há quem vos acuse: é Moisés, em quem continuais a pôr a vossa esperança. 46 De facto, se acreditásseis em Moisés, talvez acreditásseis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47 Mas, se vós não acreditais nos seus escritos, como haveis de acreditar nas minhas palavras?

 

Considerações

 

Como constatamos nos Evangelhos há uma constante provocação dos chefes do povo um desafio a que faça algo que eles próprios não dizem o que é para que  fique provado que Ele É o Filho de Deus.

Percebemos que não dizem o que querem porque não sabem o que convém pedir ou seguem como que uma estratégia: Não pedir nada em concreto não vá acontecer que Ele o faça e depois ficariamos “comprometidos”.

Mas Jesus aproveita sempre para doutrinar aqueles que O seguem e desejam aprender e conhecer, por isso mesmo lhes dá abundantes exemplos e referências sobre os testemunhos que sobre Ele existem.

Não há nada novo tudo, absolutamente consta nas Escrituras.

 

DOUTRINA (Perguntas e respostas)

LAICISMO

A. O QUE É LAICISMO?

1. O que é secularismo?

 

O secularismo é uma teoria político-religiosa que busca eliminar Deus da sociedade, estabelecendo um sistema ético alheio a Deus.

No seu aspecto religioso, é um ateísmo prático imposto à sociedade com medidas políticas.

 

REFLEXÃO

Sinais

 

No dia, 7 de Dezembro de 2016, faleceu uma grande amiga nossa. Fui à Igreja onde estava o corpo para cumprimentar o Marido. Era o meu dever.

Ver o seu cadáver teve um efeito devastador.

A memória de uma situação similar por mim vivida provocou tal desassossego e abatimento que estive até de madrugada com um nó no peito num choro incontrolável... enfim, um sofrimento indizível.

Para mais, no dia Oito seria o cinquentenário do meu casamento.

De madrugada, olhando para a televisão - sem de facto ver - algo me chamou a atenção.

Tratava-se de um filme policial em que um homem desesperado e completamente devastado pela perda da esposa na explosão das Torres Gémeas, em Nova Iorque, tinha sequestrado várias pessoas exigindo uma reparação que no seu perturbado espírito seria a "devolução" da esposa perdida.


Um agente do FBI tinha conseguido introduzir-se no ambiente e aos poucos convencido o pobre homem a libertar todos os reféns. Estavam os dois sozinhos.

Depois de troca de argumentos o agente diz-lhe: ‘Você pensa que é o único que perdeu alguém nesse fatídico acontecimento em que pereceram centenas de pessoas?’

(Foi aqui que comecei a prestar atenção).

‘Quantos casais não perderam um dos cônjuges, pais que ficaram sem filhos, filhos sem pais etc., etc.? O que o torna a si tão especial?’

O homem caiu em si e pouco depois tudo acabava sem mais complicações.

Um filme como tantos outros...

Porém, esta parte final foi o "sinal " que eu precisava. Também eu caí em mim considerando que o meu sofrimento não é exclusivo, que não sou ninguém "especial", que devo lembrar-me de tantos que não têm ninguém com quem desabafar, que lhes faça companhia, que estão absolutamente sós!

Então, envergonhado, pedi perdão, fiquei tranquilo e fui deitar-me.

Deus Nosso Senhor envia-nos sinais como quer e entende, até mesmo num vulgar filme na televisão.

 

 


29/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 29

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Evangelho

Jo V, 1-16

Cura na piscina probática

1 Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, 3 e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos que esperavam o movimento da água. 4 É que o Anjo do Senhor, de tempos a tempos, descia à piscina e agitava a água. E assim, o primeiro que mergulhava, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer mal de que estivesse atingido. 5 Estava ali um homem que havia trinta e oito anos se encontrava enfermo, 6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim durante muito tempo disse-lhe: Queres ficar são? O Enfermo rrespondeu-lhe: 7 Senhor, não tenho ninguém que me lance na piscina quando a água é agitada; e enquanto eu vou,  outro desce primeiro que eu. 8 Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito e anda 9 No mesmo instante, aquele homem, ficou são, tomou o seu leito e começou a andar. Ora aquele dia era um Sábado. 10 Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: 11 Hoje não te é lícito levar o teu leito. Ele respondeu-lhes: Aquele que me curou disse toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe então: Quem é esse homem que te disse:  Toma o teu leito e anda? 13 Porém o que tinha sido curado não sabia quem Ele era, porque Jesus havia desaparecido sem ser notado, devido à multidão que estava naquele lugar. 14 Depois disto, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: eis que estás são; não peques mais para não te acontecer coisa pior. 15 Foi aquele homem anunciar aos judeus que era Jesus quem o tinha curado. 16 Por isso os judeus perseguiam Jesus,visto Ele fazer tais coisas ao Sábado. 

 

Considerações

Também a nós o Senhor nos diz constantemente: Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo. Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!

         Este acontecimento extraordinário que São João nos relata contem um detalhe que, penso, tem uma importância capital: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». Como é possível que durante trinta e oito anos ninguém tivesse ajudado este pobre homem? A indiferença perante os outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, o alheamento – automático ou voluntário – das condições em que se encontra, das necessidades que possa ter, revelam uma dureza de coração e um egoísmo absolutamente incompatíveis com o que deve ser a atitude de um cristão para com o seu próximo. Pensemos, por momentos, que tal coisa se passaria connosco! Trinta e oito anos deitado numa enxerga porque ninguém reparou em mim?! «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior». Então, podemos concluir que a doença daquele homem seria como que um castigo dos seus pecados? Não! O que Jesus quer dizer com este aviso é que, de facto, a pior coisa que pode acontecer ao homem é exactamente o pecado porque se trata de uma ofensa a Deus e, conforme a sua gravidade, um corte de relações entre o Criador e a criatura. Uma situação incomparavelmente pior que qualquer doença ou limitação física. Tantas vezes estou à espera nem eu sei bem de quê! Que passe alguém e me fale, me pergunte se preciso de algo, se estou bem? Ou, estou, simplesmente ali, inerte, sem acção nem ânimo, mergulhado num torpor que me condiciona a vontade, o ânimo? E, Ele, o meu Jesus, passa por mim constantemente, mas como não dou sinal de vida, respeita a minha vontade, o meu querer estar assim. Na verdade, eu nem reparo nEle! Ah! Que miserável me sinto e que mal-agradecido! Um simples gesto, um olhar que fosse e Ele deter-Se-ia a perguntar-me o que preciso, o que desejo, o que me faz falta. E, eu, teria tudo, absolutamente, porque as Suas palavras - que são de vida eterna - tirar-me-iam do meu torpor e devolver-me-iam a vida, a acção, o interesse pelos outros e, sobretudo, a vontade de viver mais e melhor para cumprir, em tudo, a Sua Vontade Santa.

        

Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus. (AMA, 2009)

Com autorização eclesiástica

 

 

 

28/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 28

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Simplicidade e modéstia.

Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.

 

Lembrar-me: Do meu Anjo da Guarda.

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

 

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho

Jo IV, 43-54

Jesus volta à Galileia

43 Passados aqueles dois dias, Jesus partiu dali para a Galileia. 44 Ele mesmo tinha declarado que um profeta não é estimado na sua própria terra. 45 No entanto, quando chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, por terem visto o que fizera em Jerusalém durante a festa; pois eles também tinham ido à festa. 46 Veio, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Ora havia em Cafarnaúm um funcionário real que tinha o filho doente. 47 Quando ouviu dizer que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-lhe que descesse até lá para lhe curar o filho, que estava a morrer. 48 Então Jesus disse-lhe: Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditais. 49 Respondeu-lhe o funcionário real: ‘Senhor, desce até lá, antes que o meu filho morra.’ 50 Disse-lhe Jesus: Vai, que o teu filho está salvo. O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse e pôs-se a caminho. 51 Enquanto ia descendo, os criados vieram ao seu encontro, dizendo: ‘O teu filho está salvo.’ 52 Perguntou-lhes, então, a que horas ele se tinha sentido melhor. Responderam: ‘A febre deixou-o há pouco, depois do meio-dia.’ 53 O pai viu, então, que tinha sido exactamente àquela hora que Jesus lhe dissera: O teu filho está salvo. E acreditou ele e todos os da sua casa. 54 Jesus realizou este segundo sinal miraculoso ao ir da Judeia para a Galileia.

 

Considerações

Este relato de São João contém uma lição preciosa: A fé de um gentio – neste caso um centurião – nas palavras de Jesus.

Aliás, esta fé, já estava manifesta no pedido que fizera a Jesus.

Porque faria o pedido se não acreditasse que o Mestre o poderia atender?

Na verdade, não é possível ter fé – acreditar – em alguém que não tem a nossa inteira confiança, donde que, poderá concluir-se que fé e confiança estão íntimamente ligadas.

Durante a nossa vida dirigimos inúmeros pedidos ao Senhor, coisas grandes ou pequenas, importantes ou de escasso valor, mas que, para nós, têm importância manifesta já que precisamos de tudo.

Não tenhamos pejo em pedir o que julgamos necessitar ou se merecemos que o Senhor nos conceda o que pedimos, Ele terá sempre um justo critério justo e misericordioso.

 

SÃO JOSÉ

Ano de São José

A fé, o amor e a esperança de José

A história do Santo Patriarca foi uma vida simples, mas não uma vida fácil. Depois de momentos angustiosos, sabe que o Filho de Maria foi concebido por obra do Espírito Santo. E esse Menino, Filho de Deus, descendente de David segundo a carne, nasce numa gruta. Os anjos celebram o seu nascimento e personalidades de terras longínquas vêm adorá-Lo, mas o rei da Judeia deseja a sua morte e é necessário fugir. O Filho de Deus é um menino aparentemente indefeso que terá de viver no Egipto. (São Josemaria, Cristo que passa, 41)

 

 

 

27/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 27

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito: Aplicação no trabalho.

 

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

Evangelho

Jo IV, 29-42

Jesus e a Samaritana

19 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.’ 21 Jesus declarou-lhe: Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. 24 Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. 25 Disse-lhe a mulher: ‘Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.’ 26 Jesus respondeu-lhe: Sou Eu, que estou a falar contigo. 27 Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: ‘Que procuras?’, ou: ‘De que estás a falar com ela?’ 28 Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: 29 ‘Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?’ 30 Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus.

 

O alimento de Jesus

31 Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: Rabi, come. 32 Mas Ele disse-lhes: Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis. 33 Então os discípulos começaram a dizer entre si: Será que alguém lhe trouxe de comer? 34 Declarou-lhes Jesus: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. 35 Não dizeis vós:‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa. 36 Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. 37 Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: ‘um é o que semeia e outro o que ceifa’. 38 Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga.

 

Muitos samaritanos creram n’Ele

39 Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido às palavras da mulher, que testemunhava: ‘Ele disse-me tudo o que eu fiz.’ 40 Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, começaram a pedir-lhe que ficasse com eles. 41 E ficou lá dois dias. Então muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação, e diziam à mulher: 42 ‘Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.’

 

Considerações

Este encontro de Jesus com a samaritana tem consequências extraordinárias, «muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação».

Primeiramente ao atentarmos no diálogo com a samaritana deparamos com uma conversa normal num encontro ocasional mas, de facto, nem o encontro é ocasional porque Jesus faz tudo com uma intenção, um propósito, nem a conversa é banal mas sim vai ao encontro do íntimo da mulher.

Esta samaritana revela um bom espírito e compreende queo que Jesus lhe diz só pode ser fruto de uma “capacidade” divina e, por isso, conclui que Aquele que lhe fala é O Cristo esperado.

Esta “descoberta” gera uma alegria tal que não a pode quardar só para si e vai à cidade contar a todos o que sucedera.

Como disse, as consequências foram extraordinárias:

1 «acreditaram nele devido às palavras da mulher»;

2 «pediram-Lhe que ficasse com eles»;

3 Reconhecem e proclamam Quem É Jesus Cristo; «nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo».

Temos de concluir que para conhecer Cristo é fundamental uma boa disposição interior que nos deve levar a estar com Ele para melhor ouvir o que tem para nos dizer e explicar oe que possamos não entender.

Quando instado, Jesus não tem nenhuma pressa e fica connosco dois dias, muitas horas o tempo que seja necessário para nos confirmar na fé e consolidar a nossa confiança.

Já em Emaús aceita entrar na casa e continuar a conversa com os dois discípulos.

Peçamos-Lhe pois que fique connosco todos os dias da nossa vida para que possamos ser autênticos cristãos, coeerentes com o que acreditamos ser: Autênticos Filhos de Deus!

 

CONFISSÃO SACRAMENTAL

O que é a confissão sacramental?

“O sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura. Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e algo de mal que cometi”. Francisco, Audiência geral, 19.II.2014.

 

REFLEXÃO

 

Talentos

O uso que faço dos "meus" talentos:

Levanta-se um problema logo no início desta reflexão: "os meus talentos"!

Em boa verdade os talentos são meus porque me foram dados gratuitamente, sem qualquer mérito da minha parte, por Deus.

Talvez que alguém aduza que alguns deles fazem parte de herança genética o que se pode aceitar, mas, seja como for, continuam a ser dados, oferecidos.

Acho que os talentos não se adquirem, apenas se desenvolvem e é neste desenvolvimento -  que é sua aplicação prática - que se vão como que afinando e gerando talentos, digamos, paralelos.

Por aqui se vê a importância que realmente tem aplicar-se a fundo em usar os talentos sobretudo como serviço aos outros, á sociedade.

 

26/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 26

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

 

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

 

 

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

 

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

 

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

 

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Jo IV, 1-18

 

Jesus na Samaria

1 Quando Jesus soube que chegara aos ouvidos dos fariseus que Ele conseguia mais discípulos e baptizava mais do que João – 2 embora não fosse o próprio Jesus a baptizar, mas sim os seus discípulos - deixou a Judeia e voltou para a Galileia. 4 Tinha de atravessar a Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. 6 Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia.

 

Jesus e a Samaritana

7 Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. 9 Disse-lhe então a samaritana: ‘Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?’ É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz dá-me de beber, tu é que lhe pedirias, e ele havia de dar-te água viva! 11 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... 12 Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?’ 13 Replicou-lhe Jesus: Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; 14 mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.’ 16 Respondeu-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e volta cá. 1 7A mulher retorquiu-lhe: ‘Eu não tenho marido.’ Declarou-lhe Jesus: Disseste bem: ‘não tenho marido’, 18 pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade.

 

Considerações

 

Mais uma vez Jesus nos alerta para a necessidade de ser prudentes no sentido de não correr riscos desnecessários nãosó para nosso próprio bem mas, sobretudo, para que os planos de Deus se executem conforme e quando Ele deseja.

Ser prudente, repete-se, não é ser cobarde mas obediente e ter a coragem de sair, afastar-se de situações que podem pôr em risco essa nossa determinação de cumprir, em tudo, a Vontade de Deus.

Sejam quais forem o nosso “estatuto” na sociedade, as nossas capacidades pessoais somos pessoas e sujeitas a todas as fraquezas e debilidades que os demais e só a Graça de Deus poderá obstar a que cometamos erros, enganos e actos menos correctos.

Daí que temos – com constância e perseverança – pedir auxílio, ajuda ao Senhor nosso Deus tendo constantemente presentes o Anjo da nossa Guarda, para que nos inspire a fazer o bem, e a nossa Mãe do Céu para que nos guie por um caminho seguro invocando-a com toda a confiança: Cor Maria Dulcissimum, iter para tudo! (Doce Coração de Maria conduz-me por um caminho seguro).

 

VIRTUDES

Prudência 4

Em Cristo, a Sabedoria de Deus feita carne, encontramos a perfeita prudência e a perfeita liberdade. Com as Suas obras, Ele mostra-nos que a prudência aconselha a transformarmos a vida num serviço aos outros, amigos e inimigos, por amor do Pai. Com a Sua morte na cruz, mostra-nos que a verdadeira prudência leva mesmo a entregar a própria vida, em obediência ao Pai, pela salvação dos homens. Esta prudência de Cristo parece exagero e imprudência aos olhos humanos. Quando Ele diz aos discípulos que deve ir a Jerusalém, sofrer e morrer, Pedro «começou a repreendê-lo, dizendo: «’Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!’» Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!» (Mt 16, 22-23). (São Josemaria, Caminho, 728).