29/06/2020

Temas para reflectir e meditar


Não tenhais medo [i]

A Santa Igreja – que somos todos os cristãos – tem como Cabeça Jesus Cristo seu Fundador.

Só Ele pode alterar seja o que for na sua essência.

Nenhum homem seja qual for o cargo que ocupe ou o ministério que desempenhe tem esse poder.

Confiemos, pois, com a certeza que quanto maior a provação maior será o Seu cuidado.

Fujamos da tentação de fazer juízos – mesmo íntimos – porque tal não os compete.

Rezemos com perseverança pedindo Luz, Sabedoria e Justiça para todos, principalmente os que mais responsabilidades possam ter na condução do Povo de Deus.

(AMA, reflexão, 2019)

As “crises” na Igreja Católica têm – sempre – originado o aparecimento de grandes Santos.

Por exemplo, no pontificado de Lúcio III, 01 Set  1181 a 25 Nov 1185, as dissensões que dariam origem – entre outros acontecimentos como a saída de Roma para Verona e o posterior   surgimento da inquisição – surgiram São Francisco de Assis.


[i] Mt 8, 25-26

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







28/06/2020

Publicações

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Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Evangelho: Lc 15, 3-7

3 Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: 4 «Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? 5 Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros 6 e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.’ 7 Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»

Comentário:

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma tradição muito antiga.

Em casa dos meus Pais, como era costume em famílias cristãs, um quadro votivo ao Sagrado Coração ocupava lugar proeminente, normalmente na sala de família.

Sempre adornado com uma pequena jarra com flores frescas substituídas todas as semanas era para todos os da casa uma referência de suma importância como que a lembrar que aquela casa era Sua pertença e estava sob a Sua protecção.

Ainda hoje lá está e sempre que por ali passo não deixo de dizer-lhe – como a minha querida Mãe me ensinou em criança – ‘Sagrado Coração de Jesus fazei que o meu coração seja igual ao Vosso’.

São costumes antigos!
Pois são, mas deveriam ser de sempre!

(AMA, comentário sobre Lc 15, 3-7, 02.04.2016)

El reto del amor

 Hoy el reto del amor es fijarte a Cristo

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. VI



1 Depois disto, Jesus foi para a outra margem do lago da Galileia, ou de Tiberíades. 2 Seguia-o uma grande multidão, porque presenciavam os sinais miraculosos que realizava em favor dos doentes. 3 Jesus subiu ao monte e sentou-se ali com os seus discípulos. 4 Estava a aproximar-se a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: Onde havemos de comprar pão para esta gente comer? 6 Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Filipe respondeu-lhe: 7 ‘Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.’ 8 Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: 9 ‘Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?’ 10 Jesus disse: Fazei sentar as pessoas. Ora, havia muita erva no local. Os homens sentaram-se, pois, em número de uns cinco mil. 11 Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram. 12 Quando se saciaram, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca. 13 Recolheram-nos, então, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer. 14 Aquela gente, ao ver o sinal milagroso que Jesus tinha feito, dizia: ‘Este é realmente o Profeta que devia vir ao mundo!’ 15 Por isso, Jesus, sabendo que viriam arrebatá-lo para o fazerem rei, retirou-se de novo, sozinho, para o monte. 16 Ao cair da tarde, os seus discípulos desceram até ao lago 17 e, subindo para um barco, foram atravessando o lago em direcção a Cafarnaúm. 18 Já tinha escurecido e Jesus ainda não fora ter com eles. Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se. 19 Depois de terem remado mais ou menos uma légua, avistaram Jesus que se aproximava do barco, caminhando sobre o lago, e tiveram medo. 20 Mas Ele disse-lhes: Sou Eu, não tenhais medo! 21 Quiseram recebê-lo logo no barco, e o barco chegou imediatamente à terra para onde iam. 22 No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do lago reparou que ali não estivera mais do que um barco, e que Jesus não tinha entrado no barco com os seus discípulos, mas que estes tinham partido sozinhos. 23 Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades até ao lugar onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. 24 Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus. 25 Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: ‘Rabi, quando chegaste cá?’ 26 Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes. 27 Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo. 28 Disseram-lhe, então: ‘Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?’ 29 Jesus respondeu-lhes: A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou. 30 Eles replicaram: ‘Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? 31 Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.’ 32 E Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, 33 pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo. 34 Disseram-lhe então: ‘Senhor, dá-nos sempre desse pão!’ 35 Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede. 36 Mas já vo-lo disse: vós vistes-me e não credes. 37 Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei, 38 porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia. 40 Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. 41 Os judeus puseram-se, então, a murmurar contra Ele por ter dito: Eu sou o pão que desceu do Céu; 42 e diziam: ‘Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: ‘Eu desci do Céu’?’ 43 Jesus disse-lhes, em resposta: Não murmureis entre vós. 44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. 45 Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. 46 Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram. 50 Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. 51 Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo. 52 Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: ‘Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!’ 53 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, 55 porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. 56 Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. 57 Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente. 59 Isto foi o que Ele disse em Cafarnaúm, ao ensinar na sinagoga. 60 Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: ‘Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?’ 61 Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? 62 E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? 63 É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. 64 Mas há alguns de vós que não crêem. De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. 65 E dizia: Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai. 66 A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. 67 Então, Jesus disse aos Doze: Também vós quereis ir embora? 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: ‘A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! 69 Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.’ 70 Disse-lhes Jesus: Não vos escolhi Eu a vós, os Doze? Contudo, um de vós é um diabo. 71 Referia-se a Judas, filho de Simão Iscariotes, pois esse é que viria a entregá-lo, sendo embora um dos Doze.

Comentários:

         Este portentoso milagre ficou de tal forma gravado na memória do Apóstolo que refere detalhes como: «Ora, havia muita erva no local». De resto, o milagre não podia passar despercebido nem a sua magnitude como o demonstra a reacção dos circunstantes como se lê no versículo 14. Cristo continua a alimentar multidões e, por muitos que sejam os que recebem a Sagrada Eucaristia, esta nunca se esgota renovada constantemente no Sacrifício da Santa Missa.
        Os Evangelhos relatam duas situações como a que neste trecho se descreve. Em ambas depois de saciada a multidão se recolhem sobras, uma vez seis e outra, doze cestos cheios. O Senhor dá com largueza, liberalidade sem cálculos nem parcimónia para que se veja e constate a grandeza do Seu Coração mas, não consente em desperdícios ou desprezo pelo que sobra. Há sempre quem precise de alimento, quem procure ser saciado. O desperdício de alimentos é um insulto a todos estes talvez próximos de nós.
         Não podemos nem devemos criticar os judeus pela sua admiração e incredulidade. Muito provavelmente, se estivéssemos presentes, teríamos reacção semelhante. As declarações de Jesus Cristo são algo inteiramente novo e, talvez, “estranho” de difícil compreensão. Todos queremos as coisas muito claras e compreensíveis e, algumas vezes quando isso não acontece, não fazemos o mais elementar: obter esclarecimentos. Como se vê no trecho de São João, não há uma pergunta sequer, ninguém pede uma explicação. Mais tarde, o Espírito Santo fará luz sobre esta como outras questões da pregação de Jesus Cristo, e tudo se tornará claro e substantivo.
         Ninguém daquela «grande multidão» jamais esquecerá este milagre operado por Jesus. Os discípulos, de certa forma, “habituados” às maravilhas que o Senhor faz constantemente, não deveriam ter palavras para descrever um acto tão extraordinário. Querem fazê-Lo Rei! Nós, cristãos de todos os tempos, temos sido saciados por esse alimento que o Senhor multiplica constantemente na Sagrada Eucaristia. E, de facto, Ele, é o Rei do nosso coração em festa sempre que O recebemos na Comunhão Eucarística.
         «não tenhais medo» repete- nos Jesus sempre que os acontecimentos da vida corrente nos esmagam e apavoram. Ele está sempre connosco, disposto a socorrer-nos, amparar-nos, trazer-nos a paz e tranquilidade. Quando a nossa confiança é posta à prova – e por vezes de forma bem dura – façamos como os discípulos convidemo-Lo a entrar no barco onde navegamos na nossa vida. Estando connosco, nada nos acontecerá porque, Ele, é a Salvação e a Vida!
         São João não escreve muitos pormenores – como outros Evangelistas fazem – e podemos perguntar-nos qual a razão. Quando São João publica o “seu” Evangelho já depois de publicados os de São Mateus, São Marcos e São Lucas e talvez tenha achado desnecessário relatar alguns detalhes que os outros já tinham feito constar. A sua principal preocupação e insistência é a afirmação conclusiva da divindade de Jesus Cristo. Assim a referência: «Sou Eu, não tenhais medo!» é o mais importante a sublinhar. Com Cristo no barco, depois de ter caminhado sobre as águas revoltas, o mar amainou e «o barco chegou imediatamente à terra para onde iam.» Quase todos nós já alguma vez experimentamos essa surpresa e esse poder de Cristo Nosso Senhor. Concluímos que, além de não haver motivo para termos medo, bem ao contrário sobram razões para confiar e ter absoluta Fé n’Ele.
         A uma pergunta concreta: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?», O Senhor responde com toda a clareza: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.» Não há, pois, alternativa: é fundamental acreditar em Cristo para fazer a Vontade de Deus que é, como sabemos, que alcancemos a salvação eterna.
         Jesus confirma que o verdadeiro alimento – o que de facto interessa para a nossa salvação – é a Sua palavra, Ele Próprio. Na Sagrada Comunhão Eucarística temos esse privilégio que no Seu Coração Misericordioso Ele instituiu exactamente para que tenhamos esse mesmo alimento disponível sempre que dele precisarmos. E… precisamos sempre! Nele encontramos a força, a coragem, a determinação para seguir em frente nos caminhos da vida por agrestes ou difíceis que possam ser.
         Nestes versículos – 22-29 -, São João como que “esconde” um milagre de Jesus: como Se deslocou para o outro lado do lago.
Os que O procuram estranham e perguntam mas, o Mestre, não lhes responde directamente, antes lhes faz ver que terão de compreender que a Ele, Cristo, tudo é possível.Procurar Jesus com verdadeiro desejo de O encontrar e não por curiosidade simples é condição primeira para conseguir o que se pretende, Ele nunca negará a Sua presença aos que, com fome e sede, O procuram para serem saciados.


Quer que sejamos muito humanos e muito divinos


Há muitos anos já que vi com clareza meridiana um critério que será sempre válido: o ambiente da sociedade, com o seu afastamento da fé e da moral cristãs, necessita de uma nova forma de viver e de propagar a verdade eterna do Evangelho. No próprio cerne da sociedade, do mundo, os filhos de Deus hão-de brilhar pelas suas virtudes como lanternas na escuridão, "quasi lucernae lucentes in caliginoso loco". (Sulco, 318)


Se aceitarmos a nossa responsabilidade de filhos de Deus, saberemos que Ele quer que sejamos muito humanos. A cabeça pode tocar o céu, mas os pés assentam na terra, com segurança. O preço de se viver cristãmente não é nem deixar de ser homem nem abdicar do esforço por adquirir essas virtudes que alguns têm, mesmo sem conhecerem Cristo. O preço de todo o cristão é o Sangue redentor de Nosso Senhor, que nos quer - insisto - muito humanos e muito divinos, com o empenho diário de O imitar, pois é perfectus Deus, perfectus homo.

Talvez não seja capaz de dizer qual é a principal virtude humana. Depende muito do ponto de vista de que se parta. Além disso, a questão torna-se ociosa, porque não se trata de praticar uma ou várias virtudes. É preciso lutar por adquiri-las e praticá-las todas. Cada uma de per si entrelaça-se com as outras e, assim, o esforço por sermos sinceros, por exemplo, torna-nos justos, alegres, prudentes, serenos.

Precisamos, ao mesmo tempo, de considerar que a decisão e a responsabilidade residem na liberdade pessoal de cada um e, por isso, as virtudes são também radicalmente pessoais, da pessoa. No entanto, nessa batalha de amor ninguém luta sozinho - ninguém é um verso solto, costumo repetir. De certo modo, ou nos ajudamos ou nos prejudicamos. Todos somos elos de uma mesma cadeia. Pede agora comigo a Deus Nosso Senhor, que essa cadeia, nos prenda ao seu Coração, até chegar o dia de O contemplar face a face, no Céu, para sempre. (Amigos de Deus, 75-76)


Temas para reflectir e meditar


Um Pai Extremoso e Compassivo

O Senhor nunca Se deixa vencer em Generosidade.

Dá-me quanto preciso e quando necessito.

Porque quer - tenho a certeza absoluta - mostrar-me que não é porque eu mereça, mas porque é um Pai extremoso e compassivo e que, não obstante as minhas misérias e fraquezas, não deixa que nada me falte.

(AMA, reflexões, 2019)

Pequena agenda do cristão

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

27/06/2020

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Se vês claramente o teu caminho, segue-o


Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?! (Caminho, 902)


Se vês claramente o teu caminho, segue-o. - Por que não repeles a cobardia que te detém? (Caminho, 903)


"Ide, pregai o Evangelho... Eu estarei convosco..." - Isto disse Jesus... e disse-to a ti. (Caminho, 904)


"Et regni ejus non erit finis". - O seu Reino não terá fim!

Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim? (Caminho, 906)


"Nesciebatis quia his quae Patris mei sunt oportet me esse?" - Não sabíeis que Eu devo ocupar-Me das coisas que dizem respeito ao serviço de meu Pai?

Resposta de Jesus adolescente. E resposta a uma mãe com a sua Mãe, que há três dias anda à sua procura julgando-O perdido. - Resposta que tem por complemento aquelas palavras de Cristo que São Mateus transcreve: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim». (Caminho, 907).


Temas para reflectir e meditar


ANJO DA GUARDA

Encontrei-me numa situação delicada e maçadora: a televisão deixou de funcionar e todas as tentativas foram vãs.

Pedi ao Anjo da minha Guarda que resolvesse o assunto e ele assim fez.

Surpreendido? Não!

Ele é um "técnico"  com capacidades ilimitadas.

Só me penitencio por ser tão mal agradecido.

(AMA, Reflexões, 13.04.2020)

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. V



1 Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, 3 e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos que esperavam o movimento da água. 4 É que o Anjo do Senhor, de tempos a tempos, descia à piscina e agitava a água. E assim, o primeiro que mergulhava, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer mal de que estivesse atingido. 16 Por isso os judeus perseguiam Jesus,visto Ele fazer tais coisas ao Sábado. 17 Naquela altura Jesus replicou-lhes: O meu Pai continua a  realizar obras até agora, e Eu também continuo! 18 Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus. 19 Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho.  20 De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados. 21 Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer. 22 O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento, 23 para que todos honrem - o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora - e é já - em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão, 26 pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em si mesmo; 27 e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem. 28 Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz, 29 e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação. 30 Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou. 31 Se Eu testemunhasse a favor de mim próprio, o meu testemunho não teria valor; 32 há outro que testemunha em favor de mim, e Eu sei que o seu testemunho, favorável a mim, é verdadeiro. 33 Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Não é, porém, de um homem que Eu recebo testemunho, mas digo-vos isto para vos salvardes. 35 João era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós, por um instante, quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36 Mas tenho a meu favor um testemunho maior que o de João, pois as obras que o Pai me confiou para levar a cabo, essas mesmas obras que Eu faço, dão testemunho de que o Pai me enviou. 37 E o Pai que me enviou mantém o seu testemunho a meu favor. Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, 38 nem a sua palavra permanece em vós, visto não crerdes neste que Ele enviou. 39 Investigai as Escrituras, dado que julgais ter nelas a vida eterna: são elas que dão testemunho a meu favor. 40 Vós, porém, não quereis vir a mim, para terdes a vida! 41 Eu não ando à procura de receber glória dos homens; 42 a vós já vos conheço, e sei que não há em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome, a esse já o receberíeis. 44 Como vos é possível acreditar, se andais à procura da glória uns dos outros, e não procurais a glória que vem do Deus único? 45 Não penseis que Eu vos vou acusar diante do Pai; há quem vos acuse: é Moisés, em quem continuais a pôr a vossa esperança. 46De facto, se acreditásseis em Moisés, talvez acreditásseis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47 Mas, se vós não acreditais nos seus escritos, como haveis de acreditar nas minhas palavras?

Comentários:

         Também a nós o Senhor nos diz constantemente: Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo. Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
         Este acontecimento extraordinário que São João nos relata contem um detalhe que, penso, tem uma importância capital: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». Como é possível que durante trinta e oito anos ninguém tivesse ajudado este pobre homem? A indiferença perante os outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, o alheamento – automático ou voluntário – das condições em que se encontra, das necessidades que possa ter, revelam uma dureza de coração e um egoísmo absolutamente incompatíveis com o que deve ser a atitude de um cristão para com o seu próximo. Pensemos, por momentos, que tal coisa se passaria connosco! Trinta e oito anos deitado numa enxerga porque ninguém reparou em mim?! «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior». Então, podemos concluir que a doença daquele homem seria como que um castigo dos seus pecados? Não! O que Jesus quer dizer com este aviso é que, de facto, a pior coisa que pode acontecer ao homem é exactamente o pecado porque se trata de uma ofensa a Deus e, conforme a sua gravidade, um corte de relações entre o Criador e a criatura. Uma situação incomparavelmente pior que qualquer doença ou limitação física. Tantas vezes estou à espera nem eu sei bem de quê! Que passe alguém e me fale, me pergunte se preciso de algo, se estou bem? Ou, estou, simplesmente ali, inerte, sem acção nem ânimo, mergulhado num torpor que me condiciona a vontade, o ânimo? E, Ele, o meu Jesus, passa por mim constantemente, mas como não dou sinal de vida, respeita a minha vontade, o meu querer estar assim. Na verdade, eu nem reparo nEle! Ah! Que miserável me sinto e que mal-agradecido! Um simples gesto, um olhar que fosse e Ele deter-Se-ia a perguntar-me o que preciso, o que desejo, o que me faz falta. E, eu, teria tudo, absolutamente, porque as Suas palavras - que são de vida eterna - tirar-me-iam do meu torpor e devolver-me-iam a vida, a acção, o interesse pelos outros e, sobretudo, a vontade de viver mais e melhor para cumprir, em tudo, a Sua Vontade Santa.
         Em toda a Sua Majestade Divina, Jesus apresenta-se aos que O interrogam. Esclarece todos os pontos essenciais da Fé não deixando dúvidas sobre a Sua figura e o Seu papel na história da Redenção humana. Ele tem, de facto, todo o poder e os atributos de Deus Pai, Criador e Senhor de todas as coisas. Impressiona-me, particularmente, o último versículo «Não posso por Mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo se­gundo o que ouço, e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a d'Aquele que Me enviou», porque, realmente, declara o Seu supremo respeito pela liberdade do homem que é, em última análise, quem escolhe o seu destino na Vida Eterna. Dá-me vontade de Lhe pedir - se fosse possível - que me coarcte essa liberdade e me coaja a ser santo; que não me deixe, a mim, a opção, porque, eu, pobre de mim, sou fraco e débil para fazer as escolhas correctas.Então digo-lhe, com o coração nas mãos: "Docere me facere voluntatem Tuam quia Deus meus es Tu”. Assim, e só assim, estarei seguro e a salvo de mim mesmo.
         Nós, cristãos de hoje, compreendemos perfeitamente estas palavras de Jesus que, talvez, aos que O ouviam naquela altura, não fossem muito esclarecedoras. Compreendemos porque sabemos que Jesus Cristo é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e que, esta, tem um só querer, uma só vontade, um só desígnio, ou seja, o que é do Pai é do Filho e do Espírito Santo. Então porquê estas palavras de Jesus? Pois, para que os circunstantes compreendessem e acreditassem que Ele, o Messias Salvador, era Deus Verdadeiro.
         É bastante difícil para quem não tem fé aceitar as palavras de Cristo quando fala de Si Próprio e da Santíssima Trindade. Mais que difícil, diria que é impossível, porque para aceitar é fundamental ter o coração disponível e sem preconceitos e, sobretudo, querer ouvir, desejar entender. Ter a noção clara de que há as barreiras próprias que os mistérios levantam e que não é possível ultrapassar sem a ajuda da fé. Pedir a fé será, pois, o recurso lógico de quem deseja compreender as palavras de Jesus Cristo. Aprofundar no Mistério da Santíssima Trindade pode parecer tarefa impossível, melhor dizendo, chegar a um conhecimento exacto. Mas, os cristãos, expressam no Credo – símbolo da sua Fé – que acreditam em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e, portanto, têm de aprofundar até onde for possível aquilo em que acreditam. Só a Fé não basta, haverá que pedir ao Espírito Santo os Dons de Ciência, Entendimento e Sabedoria para nos ajudar a, passo a passo, ir adentrando nessa realidade. Não tenhamos receio da tarefa ser por demais complexa – como todo o mistério, afinal, – nem tenhamos a pretensão de obter respostas conclusivas mas, o estudo e, sobretudo, a oração hão-de conduzir-nos – passo a passo – no caminho certo. É o que devemos fazer.
         Jesus não deixa sem resposta as questões levantadas pelos Seus opositores e, naturalmente que o faz para esclarecer os muitos que O ouvem. Sabe de sobejo que, aos fariseus e escribas não interessam para nada as Suas respostas, estão de tal forma aferrados aos seus próprios conceitos que nem sequer as ouvem. Aliás, talvez, até, preferissem que o Senhor não respondesse. Mas O Senhor não pode perder o ensejo para esclarecer e doutrinar com segurança e radicalidade absolutas expondo a verdade tal qual é.


El reto del amor

Pequena agenda do cristão

SÁBADO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas:

26/06/2020

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mt 7, 15-20

15 «Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16 Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. 18 A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. 19 Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos frutos, pois, os conhecereis.»

Comentário:

Uma vez mais o Senhor enfatiza a importância do exemplo que é sobretudo fruto da unidade e coerência de vida.

Mais importante que parecer é ser e fazer o que desejamos sirva de exemplo aos outros.

Sem vida interior sólida e bem estruturada não é possível convencer ninguém - nem a nós próprios - que é fundamental uma vida coerente e bem assente na honestidade de procedimentos.

Jesus Cristo espera de nós uma “colaboração” activa na difusão do Reino de Deus.

Essa “colaboração” não é outra coisa que apostolado e este, não é mais que a distribuição que fazemos aos outros dos frutos das nossas boas obras.



(AMA, comentário sobre Mt 7, 15-20, 27.06.2018)