26/05/2020

Orações de Maio























Intercessão - 4
[1]

Nesta manhã tenho estes momentos para, também na presença do teu Divino Filho, presente no Sacrário, falar contigo, minha Mãe do Céu e dar-te a conhecer de viva voz, a apreensão que me vai na alma.

Tu sabes bem o que me aflige, conheces até em pormenor, todas as vicissitudes da minha vida e as apreensões que, tão amiúde, me constrangem o coração.

Que posso fazer, Mãe, senão pedir-te a tua intercessão maternal:

Monstra te esse matrem.


[1] Igreja da Lapa


FILOSOFIA E RELIGIÃO



EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

   Quase no fim da sua vida, Darwin podia escrever: "Por maiores que fossem as crises por que passei, não cheguei nunca a negar a existência de Deus". [1] "A impossibilidade de conceber este grande e maravilhoso universo com os nossos eus conscientes, como obra do acaso, é a meu ver o argumento principal a favor da existência de Deus". [2] 
     "Outro motivo da minha crença na existência de Deus (... ) é a impossibilidade radical de conceber o universo, prodigioso e imenso, incluindo o homem, com a faculdade de se reportar ao passado e de prover o futuro, como resultado de um destino casual ou de uma neces­sidade cega. Reflectindo nisto, sou forçado a admitir uma Causa Primeira, um Espírito inteligente, sob certos aspectos análogo ao do homem e mereço por isso, que me acreditem, quando eu digo que creio em Deus. Esta conclusão estava fortemente radicada no meu espírito ao escrever a Origem das espécies." (Darwin, On the Origin of Species, J. Murray, London, 1859, pg. 363)

     Tendo perdido o sentido da vida, o pensamento humano, como pre­viu Pascal, tornou-se incapaz de reacertar. o passo, na selva escura, das desencontradas ideologias que, de todos os lados, o solicitam.

A. Veloso, BROTÉRIA, Vol. LVI, Fasc. 4, 1953, pag. 278 


[1] La Vie et la Correspondence de Charles Darwin, Reinwald, Paris, 1888, vol. I, pg. 354
[2] La Vie et la Correspondence de Charles Darwin, Reinwald, Paris, 1888, vol. I, pg. 356

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.[iv]

Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.[v]

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]



[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus

25/05/2020

Publicações

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SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Orações de Maio



Intercessão 3 [i]

A ti, Mãe, recorro nesta hora de preocupação.

Como em Caná, intervieste em favor dos noivos que, sem terem pedido, obtiveram por teu intermédio uma graça inesperada, diz-lhe, também agora: O António não tem!

E como é uma graça que por tua maternal intercessão, solicito, tenho a certeza que a obterei. [1]



[1] Obtive esta graça passados mais ou menos 40 dias



[i] ama, 1988


Memórias de Fátima

As minhas memórias de Fátima - 25

O que me liga a Fátima - x

Sinto-me em Fátima, na Capelinha, a olhar para a doce imagem da minha Mãe do Céu e digo-lhe com naturalidade de filho, que desejaria muito estar sempre ali fisicamente já que, no meu espírito, assim é.

E peço-lhe:

Doce Mãe, olha pelas minhas filhas, pelos meus netos, ajuda-me a instilar nos seus corações o imenso, terno, filial amor que sinto por Ti.

(AMA, Memórias de Fátima)

Temas para reflectir e meditar

Olhar ao longe

Realmente, caminhar olhando para o chão pode ser uma medida preventiva de, por exemplo, não tropeçar nos obstáculos.

Mas, na verdade, se o olhar se dirigir em frente, veremos na mesma, os obstáculos e com a vantagem de ter tempo de os evitar.

Convém pois, olhar em frente para se ter uma perspectiva mais completa e real do caminho que se percorre e, também, para não perder de vista o vulto de Cristo que nos guia.

(AMA, reflexões, 2019)

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. III



1 Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus. 2 Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: ‘Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele.’ 3 Em resposta, Jesus declarou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no ventre de sua mãe outra vez, e nascer?’ 5Jesus respondeu-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. 7 Não te admires por Eu te ter dito: Vós tendes de nascer do Alto. 8 O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito. 9 Nicodemos interveio e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’ 10 Jesus respondeu-lhe: Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei das coisas da terra e não credes, como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu? 13 Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. 14 Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15 a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. 17 De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus. 19 E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más. 20 De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas. 21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus. 22 Depois disto, Jesus foi com os seus discípulos para a região da Judeia e ali convivia com eles e baptizava. 23 Também João estava a baptizar em Enon, perto de Salim, porque havia ali águas abundantes e vinha gente para ser baptizada. 24 João, de facto, ainda não tinha sido lançado na prisão. 25 Então levantou-se uma discussão entre os discípulos de João e um judeu, acerca dos ritos de purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: ‘Rabi, aquele que estava contigo na margem de além-Jordão, aquele de quem deste testemunho, está a baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.’ 27João declarou: Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. 28 Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas apenas o enviado à sua frente.’ 29 O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa! 30 Ele é que deve crescer, e eu diminuir. 31 Aquele que vem do Alto está acima de tudo. Quem é da terra à terra pertence e fala da terra. Aquele que vem do Céu está acima de tudo 32 e dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho reconhece que Deus é verdadeiro; 34 pois aquele que Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o Espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e tudo põe na sua mão. 36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.

Comentários:

         Há um pormenor interessante na declaração inicial de Nicodemos: ‘sabemos que foste enviado por Deus». Este "sabemos" permite-nos pensar que haveria outros Fariseus e outros principais entre os judeus que partilhavam a mesma opinião que Nicodemos a respeito de Jesus Cristo. É uma conclusão que além de lógica nos deve alegrar muito e, sobretudo, a não aceitar a opinião que TODOS estes estavam contra Cristo.
         Não sabemos porque prevaleceu a vontade de dar a morte ao Senhor se por maioria, por temor, ou outra razão qualquer, seja como for, pelo menos dois – José de Arimateia e Nicodemos – demonstraram uma coragem e desassombro que de alguma forma “redime” a atitude dos outros. Ao pedirem a Pilatos o corpo do Senhor e dar-lhe sepultura condigna, obtiveram um lugar entre os que o Senhor consideraria Seus amigos.
         Renascer! A resposta de Jesus a Nicodemos que não a compreende de imediato. As pessoas estão mais habituadas a falar das coisas temporais que das do espírito e, portanto, vêm com maior facilidade com os olhos do corpo que com os olhos da alma. O que se trata aqui é do chamado "homem novo" que aparece, por assim dizer, com a ressurreição de Cristo, assumindo com pleno direito a filiação divina. Mas, argumenta-se, antes o homem não era filho de Deus? Realmente, antes, o homem era uma criatura pertencente a Deus, depois, com a Ressurreição, assume o estatuto de Filho deixando de ser uma "posse" para passar afazer parte de uma família: a Família Divina.
         Nicodemos não entende que Cristo lhe fala de uma vida nova, a vida dos filhos de Deus. E, naturalmente, fala-lhe da fé imprescindível para acreditar e para, acreditando, renascer. Garante-lhe que o Seu sacrifício na Cruz será o sinal e o penhor dessa nova vida.
         A conversa de Jesus com Nicodemos não pode ser mais esclarecedora. O fariseu é, sem dúvida, uma pessoa bem-intencionada e com evidente vontade de conhecer em profundidade a doutrina de Jesus e a Sua Pessoa. Por isso mesmo o Senhor o esclarece num tom e com argumentos que deixam antever uma especial relação entre os dois. Nicodemos é um homem sereno e justo e, para Jesus Cristo, estas são qualidades absolutamente necessárias a quem quer intimar com Ele. Podemos legitimamente presumir que as conversas entre os dois foram inúmeras e que Jesus se comprazia em atender e acolher aquele homem bem-intencionado que O procurava com honestidade intelectual e sinceros desejos de compreender para poder acreditar.
         A Cruz – a Cruz de Cristo – ficará para todo o sempre como o sinal do Amor Maior, da Doação Suprema. Não se pode separar Cristo da Cruz porque foi nela que deu a Sua Vida para redenção dos homens e salvação da humanidade. No deserto, os que eram mordidos por serpentes olhavam para a serpente de bronze que Moisés colocara no alto de um poste e ficavam curados, nesta nossa vida corrente, olhamos para a Cristo na Cruz e ficamos curados das nossas dúvidas e medos, sentimos a tranquila certeza de que Ele vela por nós. Ninguém, seja quem for, fica imune ou indiferente a Cristo na Cruz, atrai o olhar de todos, todos têm de O ver.
         Esta afirmação de Jesus Cristo: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» contém toda a razão que moveu a Vontade de Deus em enviar o Seu Filho Unigénito ao mundo. O Criador via a que, a criatura humana estava irremediavelmente perdida depois do pecado de Adão e Eva, por si só, fizesse o que fizesse, não poderia salvar-se porque o “fosso” aberto pelo pecado original lhe era impossível de transpor. O Amor de Deus pelas criaturas é de tal ordem que unicamente prevê a sua salvação, ou seja, a sua companhia por toda a eternidade. Mas, esta “decisão” do Senhor tem, talvez, um objectivo principal: teria de ser de tal forma grandiosa, excedendo todo o amor de forma total e definitiva que, a partir desse momento, acontece uma clivagem tão profunda e marcante que a criatura jamais será a mesma. Mantendo a sua liberdade dá-lhe a possibilidade se ser Seu filho verdadeiro e com Ele gozar a bem aventurança eterna.
         A Bíblia relata que Deus mandara Moisés colocar no alto de um poste uma serpente de bronze de modo a que quantos fossem mordidos por serpentes a olhassem e ficassem curados. Aqui, Jesus Cristo faz como que uma analogia entre este episódio e a Sua própria crucificação. «Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum.» O Crucificado atrai o olhar de toda a humanidade, contemplar a Cruz de Cristo onde nos salvou e redimiu, é um acto de fé e de amor, de gratidão e confiança, é como que o “emblema” que o cristão transporta consigo onde quer que vá, onde quer que esteja. Tal como a tradição refere, “com este sinal… vencerás”, é o estandarte que nos guiará sempre à vitória final que é a conquista do Reino dos Céus.
         Já o dissemos, mas, repetimos: Cristo e a Cruz são inseparáveis. Parece que alguns arquitectos ou decoradores de Igrejas, ignoram esta afirmação e, então, vemos imagens de Cristo pendendo de uma parede ou uma Cruz simples, sem o Crucificado. Não pode ser e NUNC COEPI chama a tenção para este assunto. Junto do altar onde se celebra a Santa Missa, - seja de lado, em cima do próprio altar ou atrás deste – tem de existir um Crucifixo bem visível por toda a assembleia.
         Também a nós o Senhor nos diz constantemente:
Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo! Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
         A atracção autêntica, real que a Cruz exerce sobre a humanidade torna-se irresistível quando está presente o Amor. Sim, o amor autêntico tal como o do próprio Deus Criador que quis salvar-nos de nós próprios dando-nos o Seu Próprio Filho como garantia desse mesmo Amor. E o Filho levou ainda mais longe – se assim se pode dizer – esse Amor ao oferecer em holocausto a Sua Vida na Cruz. Por mais que alguns tentem fugir-lhe ou negá-la, a Cruz de Cristo está sempre presente e assim permanecerá até ao final dos tempos.
         São João é radical, não deixa nada por dizer e escreve o que ouviu da própria boca de Jesus. Então, podemos dizer, que O Senhor É radical? Se radicalismo significa dizer a absoluta verdade sem qualquer desvio ou "nuance" então, podemos dizer que sim. Mais... penso que não poderia ser de outro modo porque, sendo Ele Próprio a Verdade, como poderia dizer e agir diferentemente? A Verdade não se compadece com "meias palavras", talvez para não "chocar" ou não desagradar a alguns, a Verdade é, por isso mesmo, a expressão completa da justiça e, uma vez mais afirmamos, que Deus é a própria Justiça.
         São João enfatiza, mais uma vez, que o Amor de Deus pelos homens não conhece limites.Podemos perguntar que Deus é Este que quer, deseja e “paga um preço” tremendo para salvar as criaturas que Lhe pertencem – porque as criou? A resposta parece clara: É um Deus de Amor! Que o homem se salve ou não, passa a depender exclusivamente da vontade própria, Ele, o Criador, pôs à sua disposição os meios necessários e suficientes para que o consiga. Este Deus de Amor também É um Deus de Liberdade! A salvação do homem não acrescenta em nada a Sua Glória Incomensurável, mas compraz o Seu Amor Infinito.
         Este mistério da Santíssima Trindade tem sido, ao longo dos tempos, desde que Jesus Cristo o revelou, estudado e meditado por inúmeras pessoas, algumas de enorme craveira, de escassa cultura, outras. Mas, a verdade, é que a revelação de Jesus se dirigia a quantos O escutavam, o povo simples, anónimo, como a todos os outros, incluindo, por exemplo, os Doutores da Lei. Assim devemos pensar que todos estamos incluídos e, sobretudo, acreditar na revelação divina e que um dia tudo se tornará claro e transparente.
         Ao baptizar as gentes tal qual João fazia, Jesus Cristo valida e institui o Baptismo. O Sacramento por excelência – poderíamos dizer – porque é aquele que nos converte de simples criaturas em autênticos Filhos de Deus. Quantas crianças por baptizar, meu Deus? Como é possível negar a um inocente essa grandeza, esse extraordinário dom que Deus põe à sua disposição? E se, por falta de fé, ou outro motivo qualquer, não baptizam o filho ou filha ainda crianças, porque não lhes dão – ao longo da juventude - uma oportunidade de saber o que é o Baptismo e poder decidir por si se o quer receber? Então um pai ou uma mãe não há-de querer o melhor para os seus filhos e, se acaso não sabe, não tem o estrito dever de se informar?
         As sucessivas traduções dos Evangelhos para várias línguas, colocaram muitas vezes palavras ou expressões que não devem corresponder, no seu sentido lato, às palavras que Jesus terá usado. Será o caso, por exemplo, da expressão: «a ira de Deus permanece sobre ele». A palavra “ira” era muito usada no AT que considerava Deus como uma espécie de chefe guerreiro sempre disposto a usar as forças celestes contra os inimigos do povo escolhido. Bem ao contrário, Jesus Cristo vem dizer que Deus é misericordioso e compassivo e que tudo fará para que o homem tenha suficientes meios e possibilidades de salvação. Perdão e misericórdia em lugar de imposição ou castigo.
         Já comentei que as palavras que o Evangelista usa neste pequeno texto, talvez não correspondam exactamente às que o Senhor terá usado. De facto, custa-nos ouvir o Senhor da Misericórdia e Príncipe da Paz falar da "ira de Deus", mas também temos de convir que, naqueles tempos o vocabulário era escasso para expressar sentimentos e, também, não "chocariam" os ouvintes por isso mesmo. Mas, o que verdadeiramente interessa é reter esta verdade que o Senhor expõe com tanta veemência: «Quem acredita no Filho tem a vida eterna; quem, porém, não acredita no Filho não verá a vida».
         O Evangelista São João ocupa praticamente um capítulo – o XIII - do Evangelho que escreve a discorrer sobre a conversa de Jesus com o fariseu Nicodemos. É muito importante que o faça para que fique bem claro que o Senhor não Se exime a discorrer em termos e com argumentação de cariz mais elevado – por assim dizer – mas que é o mais indicado para a cultura do ouvinte. Também nós, seguidores de Cristo encarregados por Ele de disseminar por todas as partes a Sua Palavra, temos de fazer um verdadeiro esforço para nos adaptarmos quer às circunstâncias quer às audiências e não nos limitarmos a “papaguear” frases feitas e argumentos genéricos. Uma homilia, palestra ou conferência, tem de ser preparada e pensada detidamente sem o que se estará a faltar ao respeito aos ouvintes como, talvez, as nossas palavras não tenham o impacto e acolhimento que deveriam ter. Não temos que ser “doutores” nem ter qualidades oratórias especiais, bastará sermos honestos, sinceros e pedir a assistência do Espírito Santo.




Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







24/05/2020

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