30/03/2020

Leitura espiritual

Pensamentos para a vida diária 

Capítulo VIII

ATÉ NO MAL PODE HAVER UMA PARCELA DE BEM

Quando descobrimos defeitos nos nossos semelhantes, quase sempre deixamos de os estimar.
Ora, pode se precisamente essa a causa de subsistirem neles esses defeitos, porquanto lhes falta alguém que, por meio do amor, os reencaminhe para a perfeição.

Também os viciosos possuem muitas qualidades dignas, dignas de apreço pois será raro que neles não sobrevivan restos de dec^neciae de honradez.

O facto se se estar possuído de um grande pecado, é muitas vezes o suficiente para que naturalmente não se cometam outros pecados., e, tanto basta para que nesse grande pecador exista algo digno de amor.
O pródigo, por exemplo, nunca será simultâneamente avarento; os comunistas com a sua ambição do poder e da revolução, muitas vezes nem se preocupam com o pecado da carne que, para eles, representa o ínfimo dos prazeres deste mundo.
Tal como certas ervas daninhas destroem outras do mesmo género, assim acontece também com muitos pecados: o filho pródigo era, provavelmente, um moço de convívio encantador.

Lê-se no Evangelho que, certo dia, se aproximou de Nosso Senhor um jovem poderoso e rico que Lhe perguntou que deveria fazer para alcançar a vida eterna. Jesus respondeu-lhe que cumprisse os Mandamentos, ao que o jovem respondeu que assim procedera sempre desde criança. Disse-lhe então Jesus Cristo o que deveria fazer para ser perfeito: que vendesse quanto tinha, o desse aos pobres e que, depois, O procurasse e O seguisse. O jovem foi-se embora cheio de tristeza, porque possuía muitos bens e não queria privar-se deles. O Evangelho, porém, acrescenta que Nosso Senhor o amou apesar daquela sua Patente imperfeição. [1]

Deste episódio evangélico fica apenas na memória de quase todos nós os motivos de aquele jovem para não querer separar-sedos bens terrenos, de não ter tido coragem para ser um herói espiritual.

Se abstrairmos os aspectos desagradáveis do carácter das pessoas, se deixarmos que se esfumem na nossa atenção essas características más em vez de só neles nos fixarmos, começarão a destacar-se imediatamente e a avultar as boas qualidades dessas pessoas.

É bem sabido que assim acontece quando alguém morre: enquanto estava vivo, os seus defeitos pareciam nódoas negras num manto branco; depois de morto, porém, quase só aparece o fundo branco da alvura das boas qualidades que nem sequer tínhamos suspeitado enquanto vivia.

Pois Nosso Senhor vê assim os homens enquanto ainda vivos, ao passo que nós só de tal forma os encaramos depois de mortos e enterrados.
Porquê?
Porque decerto a Sabedoria Divina, que perscruta o mais íntimo das nossas almas, vê que não há má qualidade que não seja, afinal, a distorção de uma qualidade boa.
A falta de sinceridade pode provir do receio de melindrar os outros; a prodigalidade provém, talvez, de um exagero de generosidade, e a propensão para a luxúria será um desequilíbrio do amor da perfeição.
A grosseria representará, possivelmente, uma forma extrema e brutal de franqueza leal, e a maledicência o lado negro do propósito de criticar com verdade e rectidão, e que pretende começar pelos outros em vez por si próprio.

No caso do jovem de que o Evangelho fala, o facto de ser rico era de somenos importância; o que realmente interessou foi a demosntração que deu de que amava as suas riquezas mais que tudo, mais até que a perfeição da vida eterna que pretendia alcançar.
E, foi o conselho que Jesus Cristo lhe deu que pôs a nu aquela sua fraqueza.

Efectivamente há muita gente que tem fé em Deus, enquanto possui nos bancos depósitos chorudos.
Ora, aquele rapaz  era dotado de excelentes qualidades: queria alcançar a vida eterna, tinha cumprido desde criança os mandamentos, era tão humilde que declarava a Cristo, em plena praça pública, em vos alta e, portanto, ouvido pelos circunstantes, o seu propósito de se aperfeiçoar moralmente.
Faltava-lhe apenas uma coisa: a vontade de renúncia completa e total, o espírito do soldado que apenas pergunta pelas ordens para as cumprir.
Por isso Nosso Senhor lhe disse que “só lhe faltava uma coisa”.

Realmente ninguém está longe da perfeição e da paz interior.
Como escreveu Léon Bloy [2]: “basta dar um passo para sair do pecado e estaremos salvos”.

Um relógio com os diamantes, mas sem molas, com as navio com máquinas, mas sem leme, a todos falta apenas uma coisa.

Multipliquem todos os zeros que quiserem alinha numa folha de papel e, o resultado será sempre constituído por zeros porque lhes falta uma coisa.
Escrevam, porém, 1 ou 2 diante desses zeros e formarão imediatamente números enormes.

Basta um pecado, ou até uma simples falha habitual, para uma vida inteira.
Mesmo, porém quando falta uma única coisa,se não tivermos amor bastante ao relógio para lhe darmos corda para lhe darmos a mola de que unicamente carece, se amrmos bastante o navio e, no entanto, lhe negarmos o leme, ambos ficarão inúteis para sempre.

O mesmo acontece com os homens: se não lhes tivermos amor, nunca lhes proporcionaremos a tal “única coisa” de que carecem para se regenerarem, para serem felizes, para gozarem aquela paz íntima que é prenúncio e promessa da bem-aventurança eterna.

Capítulo IX

PRAZER E AMOR

Não há coração humano em que não exista profundamente gravada esta lei: quanto mais nos entregamos aos prazeres, mais diminuímos o prazer.

Gostamos de ver uma luz brilhante mas, se aumentamos essa luz, podemos chegar ao ponto de cegar.
No prazer de comer, depressa atingimos a saciedade; assistir a espectáculos por dever de ofício, torna-se uma tarefa fastidiosa, como sucede nos críticos teatrais.
O rapazinho que julga insuficiente para o seu apetite os sorvetes e rebuçados que há no mundo, não tarda a verificar, após uma bela indigestão, que é pequeno para meio quilo de guloseimas.

A Natureza colocou alguns limites automáticos aos prazeres e gozos deste mundo e, mesmo que não se excedam esses limites, o prazer que nos proporcionam vai diminuído com o tempo e com o hábito.
Vai para alguns anos, dois psicólogos lembraram-se de encontrar uma lei, de descobrir uma regra matemática de diminuição proporcional do prazeres.
Pretendiam demonstrar que, para se obter um aumento de prazer em progressão aritmética - 1, 2, 3, 4, etc. – era preciso aumentarem progressão geométrica – 3, 4, 8, 16, etc. – o estímulo ou a excitação para esse prazer.
Jamais, porém, conseguiram reduzir a uma fórmula algébrica as conclusões a que chegaram, pois que era bem de ver que fenómenos da alma e do espírito não são traduzíveis em números matemáticos, muito embora fosse indiscutivelmente verdadeira a conclusão genérica a que tinham chegado, de que todo o aumento de grau de um prazer requer um aumento incessantemente maior do respectivo estímulo.
Uma pílula de narcótico bastaria na primeira vez para proporcionar uma noite de sono; mas não tardaria que, para esse fim, seja necessário ir aumentando a dose cada vez mais.

Um filósofo inglês, o Prof. C. E. M. Joad,[3] que foi presidente do Brains Trust (Comissão de Intelectuais) da Emissora Nacional Britânica B. B. C., escreveu páginas interessantes acerca do prazer que sentia em fumar cigarros.
Fumava tantos cigarros diariamente, que a certa altura, teve a revelação de que não sentia nenhum prazer em fumar.
E compreendeu que era mais, afinal, para não sentir a contrariedade de um cigarro à mão para fumar, do que o prazer de o ter, que acendia cigarros uns após outros.
O hábito de fumar tornara-se nele tão automático que as suas reacções musculares tendiam unicamente a evitar o aborrecimento de não estar a fumar.
Tratou, portante, de reduzir o numero de cigarros, até conseguir fumar apenas quatro por dia, após as quatro refeições.
E, quando chegou a esse limite, é que começou, realmente, a saborear o prazer de fumar.
Quer dizer, o prazer aumentou na proporção em que lhe diminuiu a frequência.

Se o mesmo acontece ou aconteceria com todos os fumadores deste mundo, isso é outra questão.
O que é, porém, certo, é que o resultado obtido pelo professor Joad confirma o aforismo do velho Hipócrates: «Quanto mais se dá de comer aos corpos doentes, mais doentes eles ficam».

Até certo ponto o prazer é, por conseguinte, função da sua própria limitação.
Para quê, porém, evitar excessos quer de bebidas ou de comidas, quer de fumar ou de relações sexuais?

Com efeito se se partir do princípio que o “eu” é uma entidade absoluta, não haverá nenhuma razão para limite os seus apetites.

Suponhamos, todavia, que existe alguém a quem amamos mais do que a nós próprios e que, portanto, queremos renunciar ao objecto do menor amor, para nos consagrarmos ao maior.

Ora, quanto maior for o amor por esse alguém, menos sentiremos como sacrifício trudo quanto fizermos para conquistar o objecto do nosso amor.

Foi assim que Jacob não hesitou em servir como pastor durante sete anos para conquistar Raquel, porque a amava.

Quando não existe amor, não há fundamento verdadeiro para exigir dos homens que renunciam ao prazer próprio, ou que lhe ponham, ao menos, um limite, a pretexto de que aumentarão a alegria de viver.
Como não têm amor senão a si próprios, jamais estarão dispostos a sacrificar voluntariamente o prazer egoísta que possuem.
Os sacrifícios sempre nos parecem enormes, quando o amor é pequeno.
Onde houver, porém, o amor de Deus e a compreensão profunda de quanto está implícito no Sacrifício do Senhor na Cruz do Calvário, então é fácil abandonar todos os míseros prazeres deste mundo, em troca da infinita paz que o mundo não nos pode dar nem nos pode tirar.

Os corações tornam-se então como navios que encalharam em bancos de lodo, mas que a maré alta do Amor desencalhou das paixões vergonhosas que os prendiam e os repôs a flutuar, para retomarem o caminho do porto celestial do eterno abrigo e da paz imorredoira.

Fulton J. Sheen, Thoughts for dayly living, (tradução por AMA)


[1] Cfr. Mt 1916 Aproximou-se dele um jovem e disse-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas, se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos.» 18 «Quais?» - perguntou ele. Retorquiu Jesus: Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe; e ainda: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 20 Disse-lhe o jovem: «Tenho cumprido tudo isto; que me falta ainda?» 21 Jesus respondeu: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.»
[2] Léon Henri Marie Bloy, um escritor francês. 11.07.1846 – 03.11.1891
[3] C. E. M. Joad (1891–1953), Filósofo Britânico

Orações: Jesus É meu AMIGO

Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! 
É extraordinário. 
Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, quantos desabafos, queixas e pedidos não Lhe fiz! Meu amigo! Jesus é meu amigo. 
Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar?

Que posso temer! 




(AMA, orações pessoais)

NUNC COEPI publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

PANDEMIA - 5


PANDEMIA – 5

PRUDÊNCIA

O amor deve ser prudente e para tal é necessário pedir com insistência ao Senhor que nos livre da tentação do o por em risco.

Por outras palavras, que nos conserve um amor puro e bem formado, um amor autêntico, universal e sem limites.

25 Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. 26 Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.» (Mt, 5), é pois prudente o amor que tudo faz para conservar esta característica do amor cristão.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO - PRUDÊNCIA

(AMA, 2020)

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

SeGUNDa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







29/03/2020

NUNC COEPI publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

Grito o meu amor à liberdade pessoal

Liberdade "de consciência", não! Quantos males trouxe aos povos e às pessoas este erro lamentável, que permite actuar contra os próprios imperativos da consciência! Liberdade "das consciências", sim, pois significa o dever de seguir esse imperativo interior... Ah!, mas depois de se ter recebido uma formação séria! (Sulco, 389)

Quando, nos meus anos de sacerdócio, não direi que prego mas que grito o meu amor à liberdade pessoal, noto nalguns um gesto de desconfiança, como de quem suspeita que a defesa da liberdade implica um perigo para a fé. Que se tranquilizem esses pusilânimes. Só atenta contra a fé uma errada interpretação da liberdade, uma liberdade sem qualquer fim, sem norma objectiva, sem lei, sem responsabilidade, numa palavra, a libertinagem. Infelizmente, é isso que alguns defendem; essa reivindicação é que constitui um atentado contra a fé.
Por isso, não é exacto falar de liberdade de consciência, que equivale a considerar de boa categoria moral o facto de o homem rejeitar Deus. Já recordámos que nos podemos opor aos desígnios salvadores de Nosso Senhor; podemos, mas não devemos fazê-lo. E se alguém tomasse essa atitude deliberadamente, pecaria ao transgredir o primeiro e o fundamental dos mandamentos: amarás Iavé com todo o teu coração.
Defendo com todas as minhas forças a liberdade das consciências, que significa que não é lícito a ninguém impedir que a criatura tribute culto a Deus. Têm de se respeitar os legítimos anseios de verdade: o homem tem obrigação grave de procurar Nosso Senhor, de O conhecer e de O adorar, mas a ninguém na terra é lícito impor ao próximo a prática de uma fé que este não tem, tal como ninguém pode arrogar-se o direito de prejudicar quem a recebeu de Deus.
A Igreja, nossa Santa Mãe, sempre se pronunciou pela liberdade e rejeitou todos os fatalismos, antigos ou menos antigos. Declarou que cada alma é dona do seu destino para bem ou para mal. E os que não se afastaram do bem irão para a vida eterna; os que cometeram o mal, para o fogo eterno. (Amigos de Deus, 32-33).

Evangelho e comentário


TEMPO DE QUARESMA


Evangelho: Jo 11, 1-45

Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Os discípulos disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?». Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele». Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?». Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?». Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

Comentário:

O Evangelista faz constar que Jesus ao ver Marta chorar bem como os que estavam presentes «comoveu-Se profundamente e perturbou-Se».

Jesus é, de facto um homem autêntico, com sentimentos comuns a todos os homens, mas também fica bem patente a Sua Divindade.

«Se estivesses cá», diz Marta a Jesus.


Nós sabemos e acreditamos que Ele está sempre cá, connosco, atento às nossas necessidades, disponível para nos devolver a vida.

Sim, na confissão sacramental devolve-nos a vida de união com Deus perdida por causa dos nossos pecados.

Morrendo na Cruz por nós transmitiu-nos a vida para sempre.


(AMA, comentário sobre Jo 11, 1-45, 29.07.2016)

Temas para reflectir e meditar

Confiança

Não podemos desesperar nunca… Deus quer que sejamos santos, e põe o Seu poder e a Sua providência ao serviço da Sua misericórdia. 
Por isso não devemos deixar passar o tempo olhando a nossa miséria, perdendo de vista Deus, deixando-nos descoroçoar pelo nosso defeitos, tentados a exclamar «para quê continuar lutando, considerando tudo quanto pequei, tudo quanto falhei ao Senhor?» 

Não, nós devemos confiar no poder e no amor do nosso Pai Deus, e no Seu Filho, enviado ao mundo para nos redimir e fortalecer.

(B. PerquinAbba Padre, p. 89, trad ama)

Orações: Amor

Senhor, Tu sabes que Te amo, sabes que quero amar-te total e profundamente, com todo o meu coração sem reservas nem condições. Mas também sabes, Senhor, como sou fraco. Ajuda-me a amar-Te cada vez mais. 





(AMA, orações pessoais)

Leitura espiritual

Pensamentos para a vida diária 

Capítulo VII

TRIUNFO E DERROTA

Não é tanto o trabalho mas sim o desengano que advém de se ter dado demasiada importância às banalidades, o que realmente magoa as almas.
Poucos estão prontos a obedecer à ordem que Nosso Senhor deu a Pedro nas margens do Mar da Galileia:
«Leva a tua barca mais para o largo e lança as redes até fundo». [1]

Quando Pedro ouviu esta ordem respondeu que todas as tentativas para pescar no lago tinham sido vãs:
«Mestre, trabalhámos toda a noite e nada pescámos, mas à Tua Palavra…». [2]

Pode muito bem ter sucedido que tenhamos procurado para ganhar o bastante para sustentar a família, para aprender uma profissão, para corresponder a uma vocação, para obter um emprego, sem que, todavia, qualquer desses esforços parecesse ter tido êxito.
A ordem do Senhor é, porém, não desistir.
À Sua Palavra tornemos a lançar as redes.
O dever tem de estar sempre antes do prazer, pois as distracções são recompensa e não alternativa ou substituição do trabalho e tê, por conseguinte, de ser merecidas.

Quantas vezes, Deus está pronto a ajudar-nos muitos mais, principalmente quando reconhecemos que não conseguimos nada apenas pelo nosso esforço.
«Mas à Tua Palavra…».
É assim o estímulo dos heróis da perseverança.
Mercê da confiança na promessa de Nosso Senhor tornam-se dignos do auxílio d’Aquelecuja omnipotência criou do nada o Universo.

A Arca foi edificada em terra firme e, enquanto esteva a ser construída, uma multidão de curiosos reuniu-se à sua volta, troçando sarcasticamente do velho Noé.
Indiferente aos sarcasmos, Noé levantava os olhos ao Céu e dizia: “Senhor foi por Tua ordem que construi esta barca» [3]

Por sua vez, Pedro diria, não porque tivesse alcançado êxito, mas precisamente porque o não conseguira:

«Mas, à Tua Palavra, tornarei a lançar a redes» [4], quer dizer: sem a bênção de Deus a rede viria vazia e, com essa bênção, veio carregada de peixe.
Aqule noite de trabalho em vão transformou-se numa lição de fé obediente.
Pode acontecer-nos pior que uma derrota, porque podemos triunfar, orgulhar-nos do nosso êxito, ou até mesmo ao das redes., desprezando ao mesmo tempo os que não conseguem pescar nada e esquecendo que tudo depende da Vontade d’Aquele que tudo pode dar e tudo pode tirar.

Quando Pedro obedeceu, a sua rede vinha tão cheia que quase rebentava com o peso da pescaria.
À derrota seguiu-se o triunfo, não se seguiu à desistência do esforço mas sim à persistência.

Aqueles que disseram: “Trabalhei toda a noite em vão e “, agora quero dormir”, ou “não quero continuar a lançar as redes”, ou “já estou farto de trabalhar para nada”, não têm direito a esperar que Deus queira prestar-lhes ajuda.
Tal é o significado do velho e bem conhecido provérbio: “ Ajuda-te que Deus te ajudará”.

Quer isto dizer que devemos trabalhar como se tudo somente dependesse de nós e confiar em Deus como se tudo dependesse da Sua Vontade.

Quantas vezes o trabalho em que temos menos confiança que no fim nos dá a maior alegria!

O milagre Da pesca maraviçhosa fez com que Pedro caísse de joelhos aos pés de Jesus, dizendo-Lhe:

«Afasta-te de mim, Senhor, porque eu não passo de um pecador!» [5]

Era um grito de amor desesperado, não de desesperado ódio, o grito de alguém que ambicionava o bem infinito e se reconhecia indigno dele.

A maior parte da humanidade não tem plena consciência das suas deficiências morais, embora conheça perfeitamente as suas deficiências físicas.

Os que vivem afastados de Deus na verdade, carecem completamente de qualquer padrão pelo qual possa aferir até que distancia se afastaram dos preceitos da Lei Moral!
O cevado não tem a mínima ideia da limpeza nem do que significa.
Assi, os homens só começam a apreciar a degradação própria e a misericórdia de Deus, quando começam a elevar-se acima do ambiente dos miasmas das suas vidas pecaminosas.

A intuição e o talento de um grande médico fazem com que o doente acabe par ter consciência, não soda gravidade da doença de que escapou, como do encanto da saúde recuperada.
Ninguém pode, contudo, esperar ser admitido à presença de Deus, sem que primeiro tenha compreendido e cumprido o preceito que se impõe a todos os homens de purificarem primeiro as suas vidas, par que assim se assemelhem o mais possível à Sua imagem.

Naquela exclamação de São Pedro - «mas em vista da Tua Palavra…», - [6], encontra-se vibrantemente a nota da aceitação da Vontade de Deus, e não da sua rejeição.
Assim como um homem tem mais viva a sensação das suas culpas na presença de uma criança inocente, assim também é principalmente na presença de Deus que compreende que realmente nada vale, e pode muito bem suceder, que faça essa descoberta após a desilusão de uma grande derrota.

Fulton J. Sheen, Thoughts for dayly living, (tradução por AMA)


[1] Cfr. Lc 5, 4
[2] Ibid.
[3] Nas religiões abraâmicas, Noé ou Noach, é o nome do herói bíblico que recebeu ordens de Halá para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio
[4] Cfr. Lc 5, 4
[5] Cfr. Lc 5, 8
[6] Cfr. Lc 5, 5

PANDEMIA 4


PANDEMIA
PANDEMIA – 4

RESPEITO

O amor é, também RESPEITO, não é possível amor sem respeito.

Respeito por si mesmo – como criatura de Deus – e respeito pelos outros de modo muito particular por aquele que é o nosso amor terreno.

Aliás, no Sacramento do Matrimónio há declaração solene dos noivos que se comprometem a “amar-se e respeitar-se”.

O RESPEITO implica, naturalmente, a JUSTIÇA, que é proceder de forma correcta no que respeita aos outros.

Tal implica, por exemplo, fazer juízos – públicos ou íntimos - sobre quem seja.

Não temos nenhum direito de o fazer e, até por uma medida de PRUDÊNCIA - «Não julgueis, para não serdes julgados; 2 pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos.» (Mt 7, 1-2) – devemos realmente resistir a essa tentação.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO - RESPEITO

Com estes predicados o AMOR pode ser a solução para a pandemia?

(AMA, 2020)

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

28/03/2020

Estou



NUNC COEPI publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

PANDEMIA - 3


PANDEMIA
PANDEMIA - 3

DOAÇÃO

Doar-se a si mesmo é outro significado do AMOR.

Quem ama dá-se inteiramente ao objecto desse mesmo amor.

Ao dar-se a si mesmo, cumpre o verdadeiro objectivo do amor.

O AMOR É:
ENTREGA - DOAÇÃO


(AMA, 2020)

NUNC COEPI publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/