23/11/2019

THALITA KUM 17


THALITA KUM 17

(Cfr. Lc 8, 49-56)

A missão do Papa é uma missão divina porque emana do próprio Jesus Cristo, com um mandato preciso e claro.

O que Jesus disse a Pedro não foram generalidades mais ou menos abrangentes, algo vago, indefinido.

Não! [1]

É, portanto, claro que um cristão tem o dever de acatar as directrizes emanadas desde a Cátedra de Pedro.
Seja quem for o homem que a ocupe, ele é sempre o Vigário de Cristo na terra e, a palavra “vigário” significa exactamente, aquele que substitui alguém.

Na sua viagem no mar da vida, Jairo, encontra-se com a tempestade.
O drama da doença, da morte eminente da sua filha querida.
É um personagem importante [2], mas perante a gravidade da situação sabe, no mais íntimo do seu coração que só um milagre podia curar a filha e alguém lhe terá dito que, Jesus, poderia fazer esse milagre.
Talvez tenha ouvido falar dos milagres recentes que Ele fizera.

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)




[1] «Segundo os textos evangélicos, a missão pastoral do Romano Pontífice, sucessor de Pedro, comporta uma missão doutrinal. Como pastor universal, o Papa tem a missão de anunciar a doutrina revelada e de promover em toda a Igreja a verdadeira fé em Cristo. Pedro é o primeiro daqueles Apóstolos aos quais Jesus disse: Como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20,21; Cfr. 17,18). Como pastor universal, Pedro deve actuar em nome de Cristo e em sintonia com Ele em toda a ampla área humana na qual Jesus quis que se pregasse o Seu Evangelho e se anunciasse a verdade salvífica: No mundo inteiro. Contudo, o Bispo de Roma, como cabeça do colégio episcopal por vontade de Cristo, é o primeiro pregoeiro da fé, ao que corresponde a tarefa de ensinar a verdade revelada e de mostrar as suas aplicações no comportamento humano. Ele é o primeiro responsável pela difusão da fé no mundo. O sucessor de Pedro cumpre esta missão doutrinal mediante uma série contínua de intervenções orais e escritas que constituem o exercício ordinário do magistério como ensinamento das verdades em que é preciso acreditar e aplicar na vida (fidem et mores). Os actos que expressam tal magistério podem ser mais ou menos frequentes e tomar formas diferentes segundo as necessidades dos tempos, as exigências de situações concretas, as possibilidades e meios disponíveis, os métodos e as técnicas de comunicação. Mas, uma vez que derivam de uma intenção explícita ou implícita de se pronunciar em matéria de fé e costumes, remetem-se ao mandato recebido por Pedro e revestem-se da autoridade que Cristo lhe conferiu. Ao cumprir esta tarefa, o sucessor de Pedro expressa de forma pessoal, mas com autoridade institucional, a “regar da fé”, à qual devem ater-se os membros da Igreja universal – simples fiéis, catequistas, professores de religião, teólogos –, ao procurar o sentido dos conteúdos permanentes da fé cristã, inclusive em relação com as discussões que surgem dentro e fora da comunidade eclesial sobre diversos pontos ou sobre todo o conjunto da doutrina. É verdade que dentro da Igreja, todos, e de forma especial os teólogos, estão chamados a realizar este trabalho de contínuo esclarecimento e explicação. Mas a missão de Pedro e dos seus sucessores consiste em estabelecer e afirmar com autoridade o que a Igreja recebeu e acreditou desde o princípio, o que os apóstolos ensinaram, o que a Sagrada Escritura e a tradição cristã fixaram como objecto de fé e como norma cristã de vida. Também os outros pastores da Igreja, os bispos sucessores dos apóstolos, são confirmados pelo sucessor de Pedro na sua comunhão de fé com Cristo e no cumprimento fiel da sua missão. Deste modo, o magistério do bispo de Roma assinala a todos uma linha de clareza e unidade que, especialmente em tempos de máxima comunicação e discussão, como o nosso, resulta imprescindível. O Romano Pontífice (…) tem a missão de proteger o povo cristão contra os erros no campo da fé e da moral, o dever de guardar o depósito da fé (Cfr. 2 Tim 4,7). Ai daquele que se assustasse ante as críticas e as incompreensões! O seu papel é dar testemunho de Cristo, da Sua palavra, da Sua lei e do Seu amor. Mas à consciência da sua responsabilidade no campo doutrinal e moral, o Romano Pontífice deve acrescentar o compromisso de ser, como Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11,29)» são joão paulo ii, Audiência Geral, 10.03.1993.
[2] À frente da sinagoga estava o arqui-sinagogo, que tinha como missão manter a ordem nas reuniões de sábado e nas festas, dirigir as orações, os cânticos e designar o que devia explicar a Sagrada Escritura. Era assistido na sua missão por um conselho, e tinha ao seu serviço um ajudante encarregado das funções materiais. (Cfr. Bíblia Sagrada, Anotada pela Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, Comentários).

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 20, 27-40

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. Por fim, morreu também a mulher. De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?». Disse-lhes Jesus: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’. Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». Então alguns escribas tomaram a palavra e disseram: «Falaste bem, Mestre». E ninguém mais se atrevia a fazer-Lhe qualquer pergunta.

Comentário:

As pessoas com espírito retorcido e falta de seriedade no critério não chegam a dar-se conta do ridículo ou inapropriado das questões que colocam, as perguntas que fazem ou as opiniões que emitem.

São bem conhecidas – e numerosas infelizmente – essas pessoas que andam pela vida com um olhar crítico e o olhar acerado sempre pronto a avaliar, julgar, emitir opinião, parecendo – e talvez seja verdade – que nada mais os move na vida que avaliar, julgar, comentar sobre tudo e sobre todos, mesmo sobre matérias que desconhecem ou assuntos que não dominam.

O que se deve fazer com esta gente?

Ignorá-los!

Mostrar-lhes desinteresse ou desprezo?

Não foi assim que o Senhor procedeu, bem ao contrário, com infinita paciência pôs a descoberto o erro, o engano a falsa teoria.

Para bem dos próprios? Sem dúvida, mas, sobretudo para bem dos outros que os possam escutar.

(AMA, comentário sobre Lc 20, 27-40, 25.11.2017)

Leitura espiritual


CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 4

Anunciar Jesus Cristo –

1 Por isso, investidos neste ministério que nos foi concedido por misericórdia, não perdemos a coragem, 2 mas repudiamos os subterfúgios vergonhosos, não procedendo com astúcia nem adulterando a palavra de Deus, antes, pela manifestação da verdade, recomendando-nos à consciência de todos os homens diante de Deus. 3 Se, entretanto, o nosso Evangelho continuar velado, está velado para os que se perdem, 4 para os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo cegou, a fim de não verem brilhar a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é imagem de Deus. 5 Pois, não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos, por amor de Jesus. 6 Porque o Deus que disse: das trevas brilhe a luz, foi quem brilhou nos nossos corações, para irradiar o conhecimento da glória de Deus, que resplandece na face de Cristo.

Tribulações e esperanças do ministério apostólico –

7 Trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este extraordinário poder é de Deus e não é nosso. 8 Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados; 9 perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. 10 Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo. 11 Estando ainda vivos, estamos continuamente expostos à morte por causa de Jesus, para que a vida de Jesus seja manifesta também na nossa carne mortal. 12 Assim, em nós opera a morte, e em vós a vida. 13 Animados do mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: Acreditei e por isso falei, também nós acreditamos e por isso falamos, 14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos há-de ressuscitar com Jesus, e nos fará comparecer diante dele junto de vós. 15 E tudo isto faço por vós, para que a graça, multiplicando-se na comunidade, faça aumentar a acção de graças, para a glória de Deus.

Na esperança da glória –

16 Por isso, não desfalecemos, e mesmo se, em nós, o homem exterior vai caminhando para a ruína, o homem interior renova-se, dia após dia. 17 Com efeito, a nossa momentânea e leve tribulação proporciona-nos um peso eterno de glória, além de toda e qualquer medida. 18 Não olhamos para as coisas visíveis, mas para as invisíveis, porque as visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas.

Doutrina – 511


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA


CAPÍTULO PRIMEIRO

OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA


294. Porque é que a Eucaristia é «penhor da futura glória»?


Porque a Eucaristia nos enche das graças e bênçãos do Céu, fortalece-nos para a peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna, unindo-nos desde já a Cristo, sentado à direita do Pai, à Igreja do Céu, à santíssima Virgem e a todos os santos.

Na Eucaristia, partimos «o mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver eternamente em Jesus Cristo» (S. Inácio de Antioquia).

Un hombre no es (todavía) una mujer



Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




22/11/2019

Amor verdadeiro é sair de si mesmo


A alegria cristã não é fisiológica: o seu fundamento é sobrenatural, e está por cima da doença e da contradição. Alegria não é alvoroço de guizos ou de baile popular. A verdadeira alegria é algo mais íntimo: algo que nos faz estar serenos, transbordantes de gozo, mesmo que, às vezes, o rosto permaneça grave. (Forja, 520)

Há quem viva amargurado todo o dia. Tudo lhe causa desassossego. Dorme com uma obsessão física: a de que essa única evasão possível lhe vai durar pouco. Acorda com a impressão hostil e descorçoada de que já tem outra jornada pela frente...
Muitos esqueceram-se de que o Senhor nos colocou neste mundo de passagem para a felicidade eterna; e não pensam que só podem alcançá-la os que caminharem na Terra com a alegria dos filhos de Deus. (Sulco, 305)

Amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria que tem as suas raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor de que se gosta, amável, fonte de íntimo gozo, mas dor real, porque significa vencer o nosso egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma das nossas acções (Cristo que passa, 43).


THALITA KUM 16


THALITA KUM 16

(Cfr. Lc 8, 49-56)

Jesus disse a Pedro:

«O que atares na terra ficará atado nos céus, e o que desatares na terra ficará desatado nos céus[1]

É outra comparação utilizada por Jesus para manifestar a Sua vontade de conferir a Simão um poder universal e completo, garantido e autenticado pela aprovação celestial.

Não se trata só do poder de enunciar afirmações doutrinais ou dar directrizes gerais de acção: segundo Jesus, é o poder de atar e desatar, ou seja, de tomar todas as medidas necessárias para a vida e o desenvolvimento da Igreja.

A contraposição atar-desatar serve para mostrar a totalidade do poder.

Ora bem, é necessário acrescentar em seguida que a finalidade deste poder consiste em abrir o acesso ao reino, não em fechá-lo: “abrir”, isto é tornar possível a entrada no reino dos Céus, e não pôr obstáculos, que equivaleriam a “fechar”» [2]

Como não aceitar inteiramente como guia e chefe o que foi escolhido para esse lugar?


(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Mt 16,19.
[2] são joão paulo ii, Audiência Geral, 25.11.1992

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 19, 45-48

Naquele tempo, Jesus entrou no templo e começou a expulsar os vendedores, dizendo-lhes: «Está escrito: ‘A minha casa é casa de oração’; e vós fizestes dela ‘um covil de ladrões’». Jesus ensinava todos os dias no templo. Os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam dar Lhe a morte, mas não encontravam o modo de o fazer, porque todo o povo ficava maravilhado quando O ouvia.

Comentário:

De repente, perante os nossos olhos – talvez atónitos – a figura de Jesus como que Se transforma e Aquele Homem afável e comunicativo assume uma postura de intransigente repúdio pelo espectáculo da casa de Deus convertida em zona de comércio de toda a espécie.

De facto, Jesus defende a Sua casa, como qualquer um de nós defenderia a sua se a mesma fosse alvo de profanação ou abuso por parte de outros.

O Templo – e este é o ensinamento que Jesus quer sublinhar – é casa de oração, de encontro com Deus e só esse é o fim para que existe.

(AMA, comentário sobre Lc 19, 45-48, 24.11.2017)

Leitura espiritual


CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 3

Ministério do Espírito, não da letra –

1 Vamos começar de novo a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou da vossa parte? 2 A nossa carta sois vós, uma carta escrita nos nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. 3 É evidente que sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações. 4 Tal confiança, porém, nós a temos diante de Deus, por meio de Cristo. 5 Não é que sejamos capazes de conceber alguma coisa como de nós mesmos; é de Deus que provém a nossa capacidade. 6 É Ele que nos torna aptos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, enquanto o Espírito dá a vida.

Glória da nova Aliança –

7 Ora se o ministério da morte, gravado com letras em pedra, foi de tal glória que os filhos de Israel não podiam fixar o rosto de Moisés, por causa do esplendor que nele havia, aliás passageiro, 8 quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito? 9 Na verdade, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais rico de glória será o ministério da justiça. 10 Mesmo até o que, sob tal aspecto, foi glorioso, deixou de o ser por causa da glória eminentemente superior. 11 Se, com efeito, foi glorioso o que era transitório, muito mais glorioso é o que permanece. 12 Na posse de uma tal esperança, procedemos com total desassombro. 13 E não fazemos como Moisés, que punha um véu sobre o seu rosto para que os filhos de Israel não vissem o fim do que era transitório. 14 Mas o entendimento deles foi obscurecido, e ainda hoje, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu continua a não ser removido, pois é só em Cristo que deve ser levantado. 15 Sim, até hoje, todas as vezes que lêem Moisés, um véu cobre-lhes o coração. 16 Mas, quando se converterem ao Senhor, o véu será tirado. 17 Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. 18 E nós todos que, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem, de glória em glória, pelo Senhor que é Espírito.

Santíssima Virgem - Apresentação



Con la Presentación de la Virgen, Dios la preparó «para su misión de ser la Nueva Eva»

Oração do Papa Bento XVI




Oração do Papa Bento XVI de Junho 2019

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




21/11/2019

Nota de AMA




Nota de AMA: 

P.F. veja estes "posts" colocados ontem já "fora de horas"





Não há razão para que a Igreja e o Estado choquem


Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Como não há razão para que a Igreja e o Estado choquem no exercício legítimo das respectivas autoridades, em cumprimento da missão que Deus lhes confiou. Mentem (isso mesmo: mentem!) os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam "amavelmente" que os católicos voltassem às catacumbas. (Sulco, 301)

Tendes de difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que há-de levar os cristãos a três consequências:
– a serem suficientemente honrados para arcarem com a sua responsabilidade pessoal;
– a serem suficientemente cristãos para respeitarem os seus irmãos na fé que proponham – em matérias discutíveis – soluções diversas das suas;
– e a serem suficientemente católicos para não se servirem da Igreja, nossa Mãe, misturando-a com partidarismos humanos.

Vê-se claramente que, neste terreno como em todos, não poderíeis realizar o programa de viver santamente a vida diária se não gozásseis de toda a liberdade que vos é reconhecida – simultaneamente – pela Igreja e pela vossa dignidade de homens e de mulheres criados à imagem de Deus. A liberdade pessoal é essencial para a vida cristã. Mas não vos esqueçais, meus filhos, de que falo sempre de uma liberdade responsável.

Interpretai, portanto, as minhas palavras como o que são: um chamamento a exercerdes – diariamente!, não apenas em situações de emergência – os vossos direitos; e a cumprirdes nobremente as vossas obrigações como cidadãos – na vida política, na vida económica, na vida universitária, na vida profissional –, assumindo com coragem todas as consequências das vossas decisões, arcando com a independência pessoal que vos corresponde. E essa mentalidade laical cristã permitir-vos-á fugir de toda a intolerância, de todo o fanatismo. Di-lo-ei de um modo positivo: far-vos-á conviver em paz com todos os vossos concidadãos e fomentar também a convivência nos diversos sectores da vida social. (Temas Actuais do Cristianismo, n. 117)


THALITA KUM 15


THALITA KUM 15

(Cfr. Lc 8, 49-56)

Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum.

Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos.

Jesus afirma:

«Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela[1]

Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão.

Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja.

A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja.

Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)




[1] Mt 16,18.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Apresentação de Nossa Senhora

Evangelho: Lc 19, 41-44

Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse: «Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz! Mas não. Está escondido a teus olhos. Dias virão para ti, em que os teus inimigos te rodearão de trincheiras e te apertarão de todos os lados. Esmagar-te-ão a ti e aos teus filhos e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada».

Comentário:

Ficamos sem palavras perante esta cena que São Lucas relata.


Um homem que é nosso Deus e Senhor, comovido até às lágrimas perante a realidade que conhece do que irá acontecer à Cidade Santa.


A Santíssima Humanidade de Cristo revela-se em toda a plenitude na preocupação, dor e pena pelas consequências do comportamento dos homens Seus irmãos.


E nós?


Não nos causa pena e dor quando ofendemos tão excelente Deus e Senhor?


(AMA, comentário sobre Lc 19, 41-44, 2016.11.17)


Leitura espiritual


CARTAS DE SÃO PAULO

2 Cor 2

1 Por isso, decidi comigo mesmo não voltar a ir ter convosco, estando triste. 2 Com efeito, se vos entristeço, quem me poderá dar alegria senão aquele que eu tiver entristecido? 3 E escrevi-vos justamente isto, para que, ao chegar, não sinta tristeza da parte daqueles que me deviam alegrar. Estou confiante, quanto ao que vos diz respeito, de que a minha alegria é a de todos vós. 4 Foi, pois, em grande aflição e com o coração despedaçado, que vos escrevi entre muitas lágrimas, não para vos entristecer, mas para que conheçais o amor transbordante que vos tenho.

Perdão para o ofensor –

5 Se alguém causou tristeza, não foi a mim, mas, de certo modo - não quero exagerar - a todos vós. 6 Basta a esse homem a censura que a comunidade lhe infligiu. 7 Agora, porém, é melhor que lhe perdoeis e o consoleis para que não sucumba ao peso de demasiada tristeza. 8 Peço-vos, pois, que tenhais caridade para com ele. 9 Realmente, quando vos escrevi, era minha intenção pôr-vos à prova, para ver se éreis capazes de obedecer em tudo. 10 A quem vós perdoais, eu também perdoo. E se perdoei - na medida em que tinha de o fazer - foi por amor de vós, na presença de Cristo, 11 para que não sejamos enganados por Satanás, já que não ignoramos as suas maquinações. 12 Quando cheguei a Tróade, para pregar o Evangelho de Cristo, e apesar de lá me estar aberta uma porta no Senhor, 13 não tive sossego de espírito porque não encontrei Tito, meu irmão. Despedi-me deles e parti para a Macedónia.

O ministério da nova aliança (Ex 33,7-11; 34,29-35) –

14 Mas graças sejam dadas a Deus, que, em Cristo, nos conduz sempre em seu triunfo e, por nosso intermédio, difunde em toda a parte o perfume do seu conhecimento. 15 Porque somos para Deus o bom odor de Cristo, para aqueles que se salvam e para aqueles que se perdem: 16 para uns, odor da morte que conduz à morte; para outros, odor da vida que conduz à vida. E quem estaria à altura de uma tal missão? 17 É que, de facto, não somos como muitos outros que falsificam a palavra de Deus, mas é com sinceridade, como enviados de Deus, que falamos em Cristo, diante de Deus.

Cayó del caballo en Medjugorje



Matteo Marzotto, el «playboy» de la moda que se cayó del caballo en Medjugorje: «Ha habido un cambio en mi vida allí»



Nota de AMA:

O meu Pai esteve em Fátima na última aparição de Nossa Senhora em Outubro de 1917 - tinha então 18 anos -.

Contou-nos que assistiu a um homem - de grande porte - que estava montado num cavalo com um ar de cepticismo. Subitamente caiu do cavalo tendo ficado no chão de joelhos.
Este homem era o Dr. Carlos Mendes, médico em Alcanena e que mais tarde, foi um dos primeiros "Servitas de Fátima" onde chegou a construir uma casa ao pé da nossa, mesmo ao pé do Santuário.

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?