El hijo del filósofo Robert Spaemann confirma el estudio de «Science» |
| La homosexualidad no se debe a un gen sino a la experiencia personal, dice el psiquiatra Spaemann |
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
18/09/2019
Homosexualidad
Leitura espiritual
Amigos
de Deus
289
Nossa Mãe
Os
filhos, especialmente quando são ainda pequenos, costumam pensar no que hão-de
fazer por eles os seus pais, esquecendo-se das suas obrigações de piedade
filial.
Nós,
os filhos, somos geralmente muito interesseiros, embora esta nossa conduta - já
o fizemos notar - não pareça incomodar muito as mães, porque têm suficiente
amor nos seus corações e querem com o melhor carinho: aquele que se dá sem
esperar correspondência.
Assim
acontece também com Santa Maria.
Mas
hoje, na festa da sua Maternidade divina, temos de nos esforçar por fazer uma
reflexão mais profunda.
Hão-de
doer-nos, se as encontrarmos, as nossas faltas de delicadeza com esta boa Mãe.
Pergunto-vos
e pergunto-me a mim mesmo: como a honramos?
Voltemos
mais uma vez à experiência de cada dia, ao modo de tratar com as nossas mães na
terra.
Acima
de tudo, que desejam dos seus filhos, que são carne da sua carne e sangue do
seu sangue?
O
seu maior desejo é tê-los perto.
Quando
os filhos crescem e não é possível continuarem a seu lado, aguardam com
impaciência as suas notícias, emocionam-se com tudo o que lhes acontece, desde
uma ligeira doença até aos acontecimentos mais importantes.
290
Olhai:
para a nossa Mãe, Santa Maria, jamais deixamos de ser pequenos, porque Ela nos
abre o caminho até ao Reino dos Céus, que será dado aos que se tornam meninos.
De
Nossa Senhora nunca nos devemos afastar.
Como
a honraremos?
Tendo
intimidade com Ela, falando com Ela, manifestando-lhe o nosso carinho,
ponderando no nosso coração os episódios da sua vida na terra, contando-lhes as
nossas lutas, os nossos êxitos e os nossos fracassos.
Descobriremos
assim, como se as recitássemos pela primeira vez, o sentido das orações marianas,
que sempre se rezaram na Igreja.
O
que são a Ave-Maria e o Angelus,
senão louvores calorosos à Maternidade divina?
E
no Santo Rosário - essa maravilhosa devoção, que nunca me cansarei de
aconselhar a todos os cristãos - passam pela nossa cabeça e pelo nosso coração
os mistérios da conduta admirável de Maria, que são os próprios mistérios
fundamentais da fé.
291
O
ano litúrgico aparece engalanado de festas em honra de Santa Maria.
O
fundamento deste culto é a Maternidade divina de Nossa Senhora, origem da
plenitude dos dons naturais e da graça com que a Santíssima Trindade a adornou.
Demonstraria
escassa formação cristã - e muito pouco amor de filho - quem temesse que o
culto da Santíssima Virgem pudesse diminuir a adoração que se deve a Deus.
A
Nossa Mãe, modelo de humildade, cantou: chamar-me-ão
bem-aventurada todas as gerações, porque fez em mim grandes coisas aquele que é
Todo-poderoso, cujo nome é santo e cuja misericórdia se estende de geração em
geração, a todos os que o temem.
Nas
festas de Nossa Senhora não regateemos as demonstrações de carinho; elevemos
com mais frequência o coração pedindo-lhe aquilo de que necessitamos,
agradecendo-lhe a sua solicitude maternal e constante, encomendando-lhe as
pessoas que estimamos.
Mas,
se pretendemos comportar-nos como filhos, todos os dias serão ocasiões
propícias de amor a Maria, como o são para os que se querem deveras.
292
Talvez
agora algum de vós possa pensar que o dia ordinário, o habitual ir e vir da
nossa vida, não se presta muito a manter o coração numa criatura tão pura como
Nossa Senhora.
Convidar-vos-ia
a reflectir um pouco.
Que
procuramos sempre, mesmo sem especial atenção, em tudo o que fazemos?
Quando
nos move o amor de Deus e trabalhamos com rectidão de intenção, procuramos o
que é bom, o que é limpo, o que dá paz à consciência e felicidade à alma.
Também
cometemos muitos erros?
Sim,
mas precisamente reconhecer esses erros é descobrir com maior clareza que a
nossa meta é esta: uma felicidade que não passe, profunda, serena, humana e
sobrenatural.
Existe
uma criatura que conseguiu nesta terra essa felicidade, porque é a obra-prima
de Deus: a Nossa Mãe Santíssima, Maria.
Ela
vive e protege-nos; está junto do Pai e do Filho e do Espírito Santo, em corpo
e alma.
É
Aquela mesma que nasceu na Palestina, que se entregou ao Senhor desde menina,
que recebeu a anunciação do Arcanjo Gabriel, que deu à luz o Nosso Salvador,
que esteve junto d'Ele ao pé da Cruz.
N'Ela
se tornam realidade todos os ideais, mas não devemos concluir daí que a sua
sublimidade e grandeza no-la apresentem inacessível e distante.
É
a cheia de graça, a suma de todas as perfeições; e é Mãe.
Com
o seu poder diante de Deus conseguirá o que lhe pedirmos; como Mãe, quer
conceder-no-lo.
E,
também como Mãe, entende e compreende as nossas fraquezas, anima-nos,
desculpa-nos, facilita o caminho, tem sempre o remédio preparado, mesmo quando
parece que já nada é possível.
293
Quanto
cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira
devoção a Maria, que é Nossa Mãe!
Não
nos importemos de lhe repetir durante todo o dia - com o coração, sem
necessidade de palavras - pequenas orações, jaculatórias.
A
devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que
acompanha o Santo Rosário.
Mas
cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores,
dizendo-lhe o que - por um santo pudor que Ela entende e aprova - não nos
atreveríamos a pronunciar em voz alta.
Aconselho-te
- para terminar - que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência
particular do amor materno de Maria.
Não
basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela.
É
tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste
mundo.
Trata-a
de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a.
Ninguém
o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.
Asseguro-te
que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de
Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus
Espírito Santo.
Conseguirás
forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir
todos os homens.
Serás
o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça,
alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.
Este
e não outro é o carácter da nossa fé.
Recorramos
a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante.
294
Sentimo-nos
tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a
atenção este brado de S. Paulo: esta é a
vontade de Deus: a vossa santificação.
Hoje,
mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à Humanidade
inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos.
Para
pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para
procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é
indispensável a santidade pessoal.
Nas
minhas conversas com gente de tantos países e dos ambientes sociais mais
diversos, perguntam-me com frequência: - Que diz aos casados?
E
aos que trabalhamos no campo?
E
às viúvas?
E
aos jovens?
Respondo
sistematicamente que tenho uma só panela.
E
costumo fazer notar que Jesus Cristo Nosso Senhor pregou a Boa Nova para todos,
sem qualquer distinção.
Uma
só panela e um único alimento: o meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que me
enviou e dar cumprimento à sua obra.
Chama
cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados,
sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam
onde quer que estejam.
Há
um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade
da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe - de coração a coração - o nosso
afecto.
295
Falar com Deus
Invocar-me-eis
e Eu vos ouvirei.
E
invocamo-lo conversando, dirigindo-nos a Ele. Por isso temos de pôr em prática
a exortação do Apóstolo: sine
intermissione orate; rezai sempre, aconteça o que acontecer. Não apenas de
coração, mas com todo o coração.
Talvez
pensemos que a vida nem sempre é suportável, que não faltam dissabores, nem
mágoas, nem tristezas.
Responderei
também com S. Paulo que nem a morte nem a
vida, nem anjos, nem principados, nem virtudes; nem o presente, nem o futuro,
nem a força, nem o que há de mais alto, nem de mais profundo, nem nenhuma outra
criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus, que se fundamenta em Jesus
Cristo, Nosso Senhor.
Nada
nos pode afastar da caridade de Deus, do Amor, da relação constante com o nosso
Pai.
Mas
recomendar esta união contínua com Deus não será apresentar um ideal tão
sublime, que se torna impraticável à maioria dos cristãos? Na verdade a meta é
alta, mas não impraticável.
O
caminho que conduz à santidade é o caminho da oração; e a oração deve
enraizar-se a pouco e pouco na alma, como a pequena semente que se tornará mais
tarde árvore frondosa.
(cont)
Temas para meditar e reflectir
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 7, 31-35
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«A quem hei-de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem? São como
as crianças, que, sentadas na praça, falam umas com as outras, dizendo:
‘Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoámos lamentações e não
chorastes’. Porque veio João Baptista, que não comia nem bebia vinho, e vós
dizeis: ‘Tem o demónio com ele’. Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós
dizeis: ‘É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores’. Mas a
Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».
Comentário:
Os avisos que Jesus Cristo faz às pessoas da Sua geração aplicam-se a todas
as gerações.
Não são as intenções que contam, mas as obras, os actos que se praticam.
Por outras palavras, unidade de vida e recta intenção.
Sem estes pressupostos tudo não passará de palavras ocas e sem outras
consequências que não sejam ilusões e fantasias.
Querer, desejar, prometer… só têm valor ou interesse se o que se quer é
legítimo, o que se deseja é conveniente, o que se prometes se cumpre.
(AMA,
comentário sobre Lc 7, 31-35, 20.07.2017)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Se formos humildes, Deus não nos abandonará nunca
Essas
depressões por veres ou por outros descobrirem os teus defeitos, não têm
fundamento... Pede a verdadeira humildade. (Sulco, 262)
Quanto maior és, mais te deves humilhar
em todas as coisas, e acharás graça diante de Deus. Se formos humildes, Deus
não nos abandonará nunca. Ele humilha a altivez do soberbo, mas salva os
humildes. Ele liberta o inocente, que pela pureza das suas mãos será resgatado.
A infinita misericórdia do Senhor não tarda em vir socorrer quem o chama com
humildade. E então actua como quem é: como Deus omnipotente. Ainda que haja
muitos perigos, ainda que a alma pareça acossada, ainda que se encontre cercada
por todos os lados pelos inimigos da sua salvação, não perecerá. E isto não é
apenas tradição doutros tempos, pois continua a acontecer agora.
(…) Nós, sem manifestações
espectaculares, com a normalidade da vida cristã corrente, com uma sementeira
de paz e de alegria, temos também de destruir muitos ídolos: o da
incompreensão, o da injustiça, o da ignorância, o da pretensa suficiência
humana que volta com arrogância as costas a Deus.
Não vos assusteis nem temais nada, mesmo
que as circunstâncias em que trabalheis sejam tremendas, piores que as de
Daniel no fosso com aqueles animais vorazes. As mãos de Deus continuam a ser
igualmente poderosas e, se fosse necessário, fariam maravilhas. (Amigos de Deus, 104)
17/09/2019
Leitura espiritual
Amigos
de Deus
281
Mãe da Igreja
Agrada-me
voltar, em pensamento, àqueles anos em que Jesus permaneceu junto de sua Mãe e
que abarcam quase toda a vida de Nosso Senhor neste mundo.
Vê-lo
pequeno quando Maria cuida d'Ele e o beija e o entretém...
Vê-lo
crescer diante dos olhos enamorados de sua Mãe e de José, seu pai na terra...
Com
quanta ternura e com quanta delicadeza Maria e o Santo Patriarca se
preocupariam com Jesus durante a sua infância!
E,
em silêncio, aprenderiam muito e constantemente d'Ele.
As
suas almas ir-se-iam afazendo à alma daquele Filho, Homem e Deus.
Por
isso, a Mãe - e, depois dela, José - conhece como ninguém os sentimentos do
coração de Cristo e os dois são o caminho melhor, diria até que o único, para
chegar ao Salvador.
Que
em cada um de vós, escrevia Santo Ambrósio, esteja a alma de Maria, para louvar
o Senhor; que em cada um esteja o espírito de Maria, para se regozijar em Deus.
E
este Padre da Igreja acrescenta umas considerações, que à primeira vista
parecem atrevidas, mas que têm um sentido espiritual claro para a vida do
cristão: Segundo a carne, uma só é Mãe de
Cristo; segundo a fé, Cristo é fruto de todos nós.
Se
nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos
conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão
com Ele pela acção do Espírito Santo.
Se
imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual: em
silêncio, como Nossa Senhora, sem que se note, quase sem palavras, com o
testemunho íntegro e coerente de uma conduta cristã, com a generosidade de
repetir sem cessar um fiat que se
renova como algo íntimo entre Deus e nós.
282
O
muito amor a Nossa Senhora e a falta de cultura teológica levou um bom cristão
a fazer um comentário que vos vou narrar, porque, com toda a ingenuidade, é
lógico em pessoas de poucas letras.
Tome-o
- dizia-me - como um desabafo; compreenda a minha tristeza perante algumas
coisas que sucedem nestes tempos.
Durante
a preparação e o desenrolar do actual Concílio, propôs-se que fosse incluído o
tema da Virgem.
Assim
mesmo: o tema.
É
deste modo que falam os filhos?
É
esta a fé que sempre professaram os fiéis?
Desde
quando é que o amor da Virgem é um tema, sobre o qual se admite entabular uma
disputa a propósito da sua conveniência?
Se
há alguma coisa contrária ao amor, é a mesquinhez.
Não
me importo de ser muito claro; se não o fosse - continuava ele - parecia-me uma
ofensa à Nossa Santa Mãe.
Discutiu-se
se era ou não oportuno chamar a Maria Mãe da Igreja... Incomoda-me descer a
mais pormenores, mas a Mãe de Deus e, por isso, Mãe de todos os cristãos, não
será Mãe da Igreja, que é o conjunto dos que foram baptizados e renascem em
Cristo, filho de Maria?
Não
entendo - acrescentava - donde vem a mesquinhez de regatear esses títulos de
louvor a Nossa Senhora.
Que
diferente é a fé da Igreja!
O
tema da Virgem!
Pretendem
os filhos discutir o tema do amor a sua mãe?
Querem-lhe
muito e basta!
E
amá-la-ão muito, se são bons filhos.
Do
tema - ou do esquema - falam os estranhos, os que estudam o caso com a frieza
do enunciado de um problema.
Até
aqui, o desabafo recto e piedoso, mas injusto, daquela alma simples e
devotíssima.
283
Continuemos
nós a considerar este mistério da Maternidade divina de Maria, numa oração
calada, afirmando do fundo da alma: Virgem, Mãe de Deus: Aquele a quem os Céus
não podem conter, encerrou-se no teu seio para tomar carne de homem.
Vede
o que nos faz recitar hoje a liturgia: bem-aventuradas sejam as entranhas da
Virgem Maria, que acolheram o Filho do Pai eterno. Uma exclamação velha e nova,
humana e divina.
É
dizer ao Senhor o que se costuma dizer nalguns sítios para exaltar uma pessoa:
bendita seja a mãe que te trouxe ao mundo!
284
Mestra de Fé, de Esperança
e de Caridade
Maria
cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da
Cabeça de que é efectivamente mãe segundo o corpo.
Como
Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas.
É
preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para
compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.
Mestra
de fé! Bem-aventurada és tu, porque acreditaste!
Assim
a saúda Isabel, sua prima, quando Nossa Senhora sobe à montanha para a visitar.
Tinha
sido maravilhoso aquele acto de fé de Santa Maria: eis aqui a escrava do
Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.
No
nascimento de seu Filho contempla as grandezas de Deus na terra; há um coro de
Anjos e tanto os pastores como os poderosos da terra vêm adorar o Menino.
Mas
depois a Sagrada Família tem de fugir para o Egipto, para escapar às intenções
criminosas de Herodes.
Depois,
o silêncio; trinta longos anos de vida simples, vulgar, como a de qualquer lar,
numa pequena povoação da Galileia.
285
O
Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da
Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no
seu coração.
Procuremos
nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que
nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes.
Não
nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé,
para descobrir a Vontade de Deus.
Se
a nossa fé é débil, recorramos a Maria.
Conta
S. João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido
de sua Mãe, acreditaram n'Ele os seus discípulos.
A
Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos
mostre de tal modo que possamos confessar: - Tu és o Filho de Deus.
286
Mestra
de esperança!
Maria
proclama que a chamarão bem-aventurada todas as gerações. Humanamente falando,
em que motivos se apoiava essa esperança? Quem era Ela para os homens e
mulheres de então?
As
grandes heroínas do Velho Testamento - Judite, Ester, Débora - conseguiram já
na terra uma glória humana, foram aclamadas pelo povo, louvadas.
O
trono de Maria, como o de seu Filho é a Cruz.
E
durante o resto da sua existência, até que subiu ao Céu em corpo e alma, a sua
silenciosa presença é o que nos impressiona mais. S. Lucas, que a conhecia
bem, anota que Ela está junto dos primeiros discípulos, em oração.
Assim
termina os seus dias terrenos Aquela que havia de ser louvada pelas criaturas
até à eternidade.
Como
contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa impaciência!
Com
frequência exigimos que Deus nos pague imediatamente o pouco bem que fizemos.
Mal
aflora a primeira dificuldade, queixamo-nos.
Muitas
vezes somos incapazes de aguentar o esforço, de manter a esperança, porque nos
falta fé: bem-aventurada és tu, porque acreditaste que se cumpririam as coisas
que te foram ditas da parte do Senhor.
287
Mestra
de caridade!
Recordai
aquele episódio da apresentação de Jesus no templo.
O
velho Simeão assegurou a Maria, sua Mãe: este
Menino está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para
ser sinal de contradição; o que será para ti mesma uma espada que trespassará a
tua alma, a fim de que sejam descobertos os pensamentos ocultos nos corações
de muitos.
A
imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n'Ela a
afirmação de Cristo: ninguém tem mais
amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.
Com
razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Corredentora: juntamente com o seu
Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo
abdicou, pela salvação dos homens, dos seus direitos maternos sobre o seu Filho
e o imolou, na medida em que d'Ela dependia, para aplacar a justiça de Deus,
que com razão se pode dizer que ela redimiu o género humano juntamente com
Cristo.
Assim
entendemos melhor aquele momento da Paixão de Nosso Senhor, que nunca nos
cansaremos de meditar: stabat autem iuxta
crucem Jesu mater eius, junto da Cruz de Jesus estava a sua Mãe.
Tereis
observado como algumas mães, movidas por um legítimo orgulho, se apressam a
pôr-se ao lado dos seus filhos quando estes triunfam, quando recebem um
reconhecimento público.
Outras,
pelo contrário, mesmo nesses momentos permanecem em segundo plano, amando em
silêncio.
Maria
era assim e Jesus sabia-o.
288
Agora,
pelo contrário, no escândalo do sacrifício da Cruz, Santa Maria estava
presente, ouvindo com tristeza os que passavam por ali e blasfemavam abanando a
cabeça e gritando: Tu, que arrasas o templo de Deus e, em três dias o
reedificas, salva-te a ti mesmo!
Se
és o Filho de Deus, desce da cruz.
Nossa
Senhora escutava as palavras de seu Filho, unindo-se à sua dor; Meu Deus, meu
Deus, por que me desamparaste?
Que
podia Ela fazer? Fundir-se com o amor Redentor de seu Filho, oferecer ao Pai a
dor imensa - como uma espada afiada - que trespassava o seu Coração puro.
De
novo Jesus se sente confortado com essa presença discreta e amorosa de sua Mãe.
Maria não grita, não corre de um lado para outro...
Stabat:
está de pé, junto ao Filho.
É
então que Jesus olha para Ela, dirigindo depois o olhar para João. E exclama: -
Mulher, aí tens o teu filho. Depois diz ao discípulo: Aí tens a tua Mãe.
Em
João, Cristo confia à sua Mãe todos os homens e especialmente os seus
discípulos, os que haviam de acreditar n'Ele.
Felix
culpa, canta a Igreja, feliz culpa, porque nos fez ter tal e tão grande
Redentor!
Feliz
culpa, podemos acrescentar também, que nos mereceu receber por Mãe, Santa
Maria!
Já
estamos seguros, já nada nos deve preocupar, porque Nossa Senhora, coroada
Rainha dos Céus e da Terra, é a omnipotência suplicante diante de Deus. Jesus
não pode negar nada a Maria, nem tão pouco a nós, filhos da sua própria Mãe.
(cont)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
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