22/05/2018

Publicações em 22 Maio

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Publicações em 22 de Maio 2018:




    Amor à Virgem



    Evangelho e comentário

    Tempo Comum


    Evangelho: Mc 9, 30-37

    30 Partindo dali, atravessaram a Galileia, e Jesus não queria que ninguém o soubesse, 31 porque ia instruindo os seus discípulos e dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens que o hão-de matar; mas, três dias depois de ser morto, ressuscitará.» 32 Mas eles não entendiam esta linguagem e tinham receio de o interrogar. 33 Chegaram a Cafarnaúm e, quando estavam em casa, Jesus perguntou: «Que discutíeis pelo caminho?» 34 Ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. 35 Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.» 36 E, tomando um menino, colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes: 37 «Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me enviou.»

    Comentário:

    Quase sem darmos por isso a nossa tendência vai sempre no sentido de nos considerarmos "especiais".

    Temos uma relação com Deus muito particular - de certa forma um Deus ao nosso serviço e dispor - e usamos e abusamos dessa relação.

    Não é de todo mau, desde que se considerem duas coisas muito importantes:

    Relação de filho para Pai;
    De criatura para com o Criador.

    Intimidade?

    Sim, claro, um filho deve ter intimidade com o seu Pai, mas com respeito e contenção.

    Um Pai preocupa-se com o seu filho, mas não está "ao seu serviço", mas, sim, disposto - sempre - a ajudar e a suprir o que possa faltar.

    O Nosso Deus é um Pai comum de todos os homens - não nos esqueçamos disso - e não podemos nem devemos tentar como que pô-lo ao nosso "serviço exclusivo", porque, de facto, faz chover ou fazer sol sobre todas as criaturas.

    Agradecer o que nos dá, que é sempre muito mais que o que merecemos e pedir-lhe que nos ensine a pedir o que na verdade nos convém, muito mais que aquilo que desejamos.

    (AMA, comentário sobre Mc 9, 30-37, 06.02.2018)


    El reto del amor




    VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

    Pequena agenda do cristão


    TeRÇa-Feira


    (Coisas muito simples, curtas, objectivas)




    Propósito:

    Aplicação no trabalho.

    Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

    Lembrar-me:
    Os que estão sem trabalho.

    Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

    Pequeno exame:

    Cumpri o propósito que me propus ontem?





    21/05/2018

    Publicações em 21 Maio

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    Publicações em 21 de Maio 2018:




    El reto del amor





    VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

    Auxílio dos cristãos


    "Auxilium christianorum!", Auxílio dos cristãos!, reza com plena segurança a ladainha loretana. Já experimentaste repetir essa jaculatória nos teus transes difíceis? Se o fizeres com fé, com ternura de filha ou de filho, verificarás a eficácia da intercessão da tua Mãe Santa Maria, que te levará à vitória. (Sulco, 180)


    É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração.

    Quantas mães conheceste como protagonistas de um acto heróico, extraordinário? Poucas, muito poucas. E contudo, mães heróicas, verdadeiramente heróicas, que não aparecem como figuras de nada espectacular, que nunca serão notícia – como se diz – tu e eu conhecemos muitas: vivem sacrificando-se a toda a hora, renunciando com alegria aos seus gostos e passatempos pessoais, ao seu tempo, às suas possibilidades de afirmação ou de êxito, para encher de felicidade os dias dos seus filhos. (Amigos de Deus, 134)

    Temas para reflectir e meditar

    Orgulho


    Talvez a nota mais característica do orgulhoso resida em que não pode suportar a contradição ou a correcção.

    (E. BoylanEl amor supremo, Rialp, 2ª ed. Madrid 1957, Vol. II p. 95, trad ama)

    Evangelho e comentário

    Tempo Comum

    Evangelho: Mc 9, 14-29

    14 Ia ter com os seus discípulos, quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. 15 Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. 16 Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» 17 Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. 18 Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.» 19 Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 20 E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. 21 Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância; 22 e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» 23 «Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. 24 Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» 25 Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» 26 Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. 27 Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. 28 Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» 29 Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»

    Comentário:

    O demónio não tem maior temor que da oração.

    Percebe-se porquê.
    A oração põe o homem em contacto estreito com Deus e quanto mais intensa e profunda mais forte é esse contacto.
    O diálogo que se estabelece entre o orante e Deus torna-se assim íntimo e o demónio não ousa interferir nem o Senhor lho permite.

    O Senhor aconselha a oração persistente e perseverante não para Sua satisfação mas exactamente para que a nossa relação com Ele se fortaleça cada vez mais e a união se torne real, constante, inquebrantável.

    (ama, comentário sobre Mc 9, 14-29, Malta, 16.05.2016)


    Leitura espiritual

    LIBRO DE LA VIDA

    Segundo a edição de 1562


    PRÓLOGO




    CAPÍTULO 25/26

    18. Pues estando en esta gran fatiga (aún entonces no había comenzado a tener ninguna visión), solas estas palabras bastaban para quitármela y quietarme del todo: No hayas miedo, hija, que Yo soy y no te desampararé; no temas. Paréceme a mí, según estaba, que era menester muchas horas para persuadirme a que me sosegase y que no bastara nadie.

    Heme aquí con solas estas palabras sosegada, con fortaleza, con ánimo, con seguridad, con una quietud y luz que en un punto vi mi alma hecha otra, y me parece que con todo el mundo disputara que era Dios. ¡Oh, qué buen Dios! ¡Oh, qué buen Señor y qué poderoso!

    No sólo da el consejo, sino el remedio. Sus palabras son obras.

    ¡Oh, válgame Dios, y cómo fortalece la fe y se aumenta el amor!

    19. Es así, cierto, que muchas veces me acordaba de cuando el Señor mandó a los vientos que estuviesen quedos, en la mar, cuando se levantó la tempestad y así decía yo: ¿Quién es éste que así le obedecen todas mis potencias, y da luz en tan gran oscuridad en un momento, y hace blando un corazón que parecía piedra, da agua de lágrimas suaves adonde parecía había de haber mucho tiempo sequedad? ¿Quién pone estos deseos? ¿Quién da este ánimo? Que me acaeció pensar: ¿de qué temo? ¿Qué es esto? Yo deseo servir a este Señor. No pretendo otra cosa sino contentarle.

    No quiero contento ni descanso ni otro bien sino hacer su voluntad (que de esto bien cierta estaba, a mi parecer, que lo podía afirmar).

    Pues si este Señor es poderoso, como veo que lo es y sé que lo es, y que son sus esclavos los demonios (y de esto no hay que dudar, pues es fe), siendo yo sierva de este Señor y Rey, ¿qué mal me pueden ellos hacer a mí? ¿Por qué no he yo de tener fortaleza para combatirme con todo el infierno?

    Tomaba una cruz en la mano y parecía verdaderamente darme Dios ánimo, que yo me vi otra en un breve tiempo, que no temiera tomarme con ellos a brazos, que me parecía fácilmente con aquella cruz los venciera a todos. Y así dije: «ahora venid todos, que siendo sierva del Señor yo quiero ver qué me podéis hacer».

    20. Es sin duda que me parecía me habían miedo, porque yo quedé sosegada y tan sin temor de todos ellos, que se me quitaron todos los miedos que solía tener, hasta hoy. Porque, aunque algunas veces los veía, como diré después, no los he habido más casi miedo, antes me parecía ellos me le habían a mí.

    Quedóme un señorío contra ellos bien dado del Señor de todos, que no se me da más de ellos que de moscas. Parécenme tan cobardes que, en viendo que los tienen en poco, no les queda fuerza. No saben estos enemigos de hecho acometer, sino a quien ven que se les rinde, o cuando lo permite Dios para más bien de sus siervos que los tienten y atormenten.

    Pluguiese a Su Majestad temiésemos a quien hemos de temer y entendiésemos nos puede venir mayor daño de un pecado venial que de todo el infierno junto, pues es ello así.

    21. ¡Qué espantados nos traen estos demonios, porque nos queremos nosotros espantar con otros asimientos de honras y haciendas y deleites!, que entonces, juntos ellos con nosotros mismos que nos somos contrarios amando y queriendo lo que hemos de aborrecer, mucho daño nos harán. Porque con nuestras mismas armas les hacemos que peleen contra nosotros, poniendo en sus manos con las que nos hemos de defender. Esta es la gran lástima. Mas si todo lo aborrecemos por Dios, y nos abrazamos con la cruz, y tratamos servirle de verdad, huye él de estas verdades como de pestilencia. Es amigo de mentiras, y la misma mentira; no hará pacto con quien anda en verdad.

    Cuando él ve oscurecido el entendimiento, ayuda lindamente a que se quiebren los ojos; porque si a uno ve ya ciego en poner su descanso en cosas vanas, y tan vanas que parecen las de este mundo cosa de juego de niños, ya él ve que éste es niño, pues trata como tal, y atrévese a luchar con él una y muchas veces.

    22. Plega al Señor que no sea yo de éstos, sino que me favorezca Su Majestad para entender por descanso lo que es descanso, y por honra lo que es honra, y por deleite lo que es deleite, y no todo al revés, y ¡una higa para todos los demonios!, que ellos me temerán a mí. No entiendo estos miedos: «¡demonio! ¡demonio!», adonde podemos decir: «¡Dios ¡Dios!», y hacerle temblar. Sí, que ya sabemos que no se puede menear si el Señor no lo permite. ¿Qué es esto? Es sin duda que tengo ya más miedo a los que tan grande le tienen al demonio que a él mismo; porque él no me puede hacer nada, y estotros, en especial si son confesores, inquietan mucho, y he pasado algunos años de tan gran trabajo, que ahora me espanto cómo lo he podido sufrir. ¡Bendito sea el Señor que tan de veras me ha ayudado!.


    CAPÍTULO 26


    1. Tengo por una de las grandes mercedes que me ha hecho el Señor este ánimo que me dio contra los demonios. Porque andar un alma acobardada y temerosa de nada sino de ofender a Dios, es grandísimo inconveniente. Pues tenemos Rey todopoderoso y tan gran Señor que todo lo puede y a todos sujeta, no hay qué temer, andando -como he dicho- en verdad delante de Su Majestad y con limpia conciencia. Para esto, como he dicho, querría yo todos los temores: para no ofender en un punto a quien en el mismo punto nos puede deshacer; que contento Su Majestad, no hay quien sea contra nosotros que no lleve las manos en la cabeza.

    Podráse decir que así es, mas que ¿quién será esta alma tan recta que del todo le contente?, y que por eso teme. -No la mía, por cierto, que es muy miserable y sin provecho y llena de mil miserias.

    Mas no ejecuta Dios como las gentes, que entiende nuestras flaquezas. Mas por grandes conjeturas siente el alma en sí si le ama de verdad, porque las que llegan a este estado no anda el amor disimulado como a los principios, sino con tan grandes ímpetus y deseo de ver a Dios, como después diré o queda ya dicho: todo cansa, todo fatiga, todo atormenta. Si no es con Dios o por Dios, no hay descanso que no canse, porque se ve ausente de su verdadero descanso, y así es cosa muy clara que, como digo, no pasa en disimulación.

    2. Acaecióme otras veces verme con grandes tribulaciones y murmuraciones sobre cierto negocio que después diré, de casi todo el lugar adonde estoy y de mi Orden, y afligida con muchas ocasiones que había para inquietarme, y decirme el Señor: ¿De qué temes? ¿No sabes que soy todopoderoso? Yo cumpliré lo que te he prometido (y así se cumplió bien después), y quedar luego con una fortaleza, que de nuevo me parece me pusiera en emprender otras cosas, aunque me costasen más trabajos, para servirle, y me pusiera de nuevo a padecer.

    Es esto tantas veces, que no lo podría yo contar. Muchas las que me hacía reprensiones y hace, cuando hago imperfecciones, que bastan a deshacer un alma; al menos traen consigo el enmendarse, porque Su Majestad -como he dicho- da el consejo y el remedio.

    Otras, traerme a la memoria mis pecados pasados, en especial cuando el Señor me quiere hacer alguna señalada merced, que parece ya se ve el alma en el verdadero juicio; porque le representan la verdad con conocimiento claro, que no sabe adónde se meter. Otras avisarme de algunos peligros míos y de otras personas, cosas por venir, tres o cuatro años antes muchas, y todas se han cumplido. Algunas podrá ser señalar.

    Así que hay tantas cosas para entender que es Dios, que no se puede ignorar, a mi parecer.

    3. Lo más seguro es (yo así lo hago, y sin esto no tendría sosiego, ni es bien que mujeres le tengamos, pues no tenemos letras) y aquí no puede haber daño sino muchos provechos, como muchas veces me ha dicho el Señor, que no deje de comunicar toda mi alma y las mercedes que el Señor me hace, con el confesor, y que sea letrado, y que le obedezca. Esto muchas veces.

    Tenía yo un confesor que me mortificaba mucho y algunas veces me afligía y daba gran trabajo, porque me inquietaba mucho, y era el que más me aprovechó, a lo que me parece. Y aunque le tenía mucho amor, tenía algunas tentaciones por dejarle, y parecíame me estorbaban aquellas penas que me daba de la oración. Cada vez que estaba determinada a esto, entendía luego que no lo hiciese, y una reprensión que me deshacía más que cuanto el confesor hacía.

    Algunas veces me fatigaba: cuestión por un cabo y reprensión por otro, y todo lo había menester, según tenía poco doblada la voluntad.

    Díjome una vez que no era obedecer si no estaba determinada a padecer; que pusiese los ojos en lo que El había padecido, y todo se me haría fácil.

    SANTA TERESA DE JESÚS O DE ÁVILA


    Diálogos apostólicos

    A CONSCIÊNCIA


    Pergunto:

    Qual é a base de apoio para a consciência?


    Respondo:

    O juízo de consciência baseia-se no conhecimento da natureza humana e do que lhe convém. Esta sabedoria adquire-se através de duas fontes:

    Por um lado, a própria natureza humana reclama um modo de actuar que costuma chamar-se lei natural. 
    O Criador fez-nos de uma determinada maneira e está gravado no homem um conhecimento básico do que está bem ou mal.

    Além disso, o Senhor quis manifestar claramente o que nos convém e dispomos dos dez mandamentos e os ensinamentos de Jesus Cristo, que ajudam a formar a consciência.

    Pequena agenda do cristão

    SeGUNDa-Feira



    (Coisas muito simples, curtas, objectivas)



    Propósito:
    Sorrir; ser amável; prestar serviço.

    Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

    Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

    Lembrar-me:
    Papa, Bispos, Sacerdotes.

    Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

    Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

    Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

    Pequeno exame:

    Cumpri o propósito que me propus ontem?




    20/05/2018

    Tratado da vida de Cristo 204

    Os sacramentos em geral 

    Questão 63: Do efeito principal dos Sacramentos, que é a graça.

    Art. 2 — Se o carácter é um poder espiritual.

    O segundo discute-se assim. — Parece que o carácter não é um poder espiritual.

    1. – Pois, carácter é o mesmo que figura; por isso no lugar em que o Apóstolo fala da figura da sua substância no grego se lê, em lugar de figura carácter. Ora a figura pertence à quarta espécie de qualidade; e assim difere do poder, pertencente à segunda espécie de qualidade. Logo, o carácter não é um poder espiritual.

    2. – Demais. — Dionísio diz: A divina beatitude recebe a participação de si o que busca a beatitude e com o seu lume próprio, por um como sinal, permite-lhe a sua participação. E assim parece que o carácter é um certo lume. Ora, o lume pertence antes à terceira espécie de qualidade. Logo, o carácter não é um poder, con­siderado como pertencente à segunda espécie de qualidade.

    3. Demais. — Certos definem o carácter assim: O carácter é o sinal santo da comunhão da fé e da santa ordenação dado pelo hierarca. Ora, o sinal pertence ao gênero da relação, mas não ao gênero do poder. Logo, o carácter não é um poder espiritual.

    4. Demais. — O poder exerce a função de causa e de principio, como se lê em Aristóteles. Ora, o sinal, que entra na definição do carácter, antes implica a noção de efeito. Logo o carácter não é um poder espiritual.

    Mas, em contrário, o Filósofo diz: Três ele­mentos há na alma - a potência, o hábito e a paixão. Ora, o carácter não é paixão porque a paixão logo passa e, ao contrário, o carácter é indelével, como a seguir se dirá. Semelhante­mente, também não é um hábito. Porque ne­nhum hábito há que possa ser usado tanto para o bem como para o mal. Ora, o carácter pode sê-la de um e de outro modo, pois, certos usam bem dele e outros, mal. O que não se dá com os hábitos, pois, do hábito da virtude ninguém pode usar mal, e do hábito do mal ninguém pode usar bem. Logo, conclui-se que o carácter é uma potência.

    Como dissemos, os sacramentos da lei nova imprimem carácter, porque por eles se destinam os homens ao culto de Deus segun­do o rito da religião cristã. Por isso Dionísio, depois de ter dito, que Deus por um certo sinal, concede a participação de si ao que recebe o baptismo, acrescenta: tornando-o divino e dispensa­do de bens divinos. Ora, o culto divino consiste ou em receber bens divinos ou em comunicá-los aos outros. Ora, para ambas essas coisas é necessária uma potência; pois, para dar alguma coisa a alguém é necessária uma potência acti­va; e para receber é necessária a potência pas­siva. Por isso o carácter implica uma certa po­tência espiritual ordenada às cousas do culto divino. - Mas, devemos saber que essa potência espiritual é instrumental, como também já antes dissemos da virtude existente nos sacramentos. Pois, ter o carácter do sacramento compete aos ministros de Deus, porque o ministro se comporta como instrumento, no dizer do Filósofo. Por onde, assim como a virtude que têm os sacra­mentos, não pertence essencialmente a um gê­nero, mas só por uma redução porque tem uma existência emanada de outra e incompleta, assim também o carácter não pertence propriamente a nenhum gênero ou espécie, mas se reduz à se­gunda espécie de qualidade.

    DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. A figura é de certo modo uma terminação da quantidade. Por isso, propriamente falando, só os seres materiais têm figura; os espirituais só a têm metaforicamente. Ora, nenhum ser per­tence a um gênero ou a uma espécie, senão pelo que dele se predica propriamente. Por isso o carácter não pode pertencer à quarta espécie de qualidade, embora certos o dissessem.

    RESPOSTA À SEGUNDA. – A terceira espécie de qualidade só pertencem as paixões sensíveis ou as qualidades sensíveis. Ora, o carácter não é um lume sensível. E por isso não pertence à terceira espécie de qualidade, como certos dis­seram.

    RESPOSTA À TERCEIRA. — A relação que impli­ca o nome de sinal há de forçosamente ter al­gum fundamento. Ora, a relação desse sinal, que é o carácter, não pode fundar-se imediatamente sobre a essência da alma, porque então conviria naturalmente a toda alma. E por isso é neces­sário supor alguma coisa na alma sobre o que se funde essa relação. E essa é a essência do carácter. Por onde, não é necessário pertença ao género da relação, como o disseram certos.

    RESPOSTA À QUARTA. — O carácter tem natu­reza de sinal por comparação com o sacramento sensível pelo qual é impresso. Mas, em si mesmo considerado tem natureza de princípio, do modo já referido.



    Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.


    Publicações em 20 de Maio

    NOTA de AMA:
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    Publicações em 20 de Maio 2018:

    Maria procura o Filho que se perdeu


    Três dias e três noites procura Maria o Filho que se perdeu... Oxalá possamos dizer, tu e eu, que a nossa vontade de encontrar Jesus também não conhece descanso. (Sulco, 794)


    Que dor a de sua Mãe e a de S. José, porque – no regresso de Jerusalém – não vinha entre os parentes e amigos! E que alegria a sua, quando o veem, já de longe, doutrinando os mestres de Israel! Mas reparai nas palavras, aparentemente duras, que saem da boca do Filho, ao responder a sua Mãe: por que me buscáveis?

    Não era razoável que o procurassem? As almas que sabem o que é perder Cristo e encontrá-lo podem compreender isto... Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me nas coisas de meu Pai? Não sabíeis, porventura, que eu devo dedicar totalmente o meu tempo ao meu Pai celestial?

    Este é o fruto da oração de hoje: que nos persuadamos de que o nosso caminhar na terra – em todas as circunstâncias e em todos os momentos – é para Deus; que é um tesouro de glória, uma imagem do Céu; que é, nas nossas mãos, uma maravilha que temos de administrar, com sentido de responsabilidade perante os homens e perante Deus, sem necessidade de mudar de estado, no meio da rua, santificando a nossa profissão ou o nosso ofício, a vida de família, as relações sociais e todas as actividades que parecem à primeira vista só terrenas. (Amigos de Deus, 53–54)

    Temas para reflectir e meditar

    Sacerdotes

    Amem os sacerdotes com carinho filial, como seus pastores e pais; participando das suas solicitudes, ajudem no possível, com a oração e obras, os seus presbíteros, a fim de que estes possam superar melhor as dificuldades e cumprir mais frutuosamente os seus deveres.

    (CV II, Decr. Presbyterorum ordinis, 9)