24/09/2010

Evangelho: Lc 9, 18-22

18 Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». 19 Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas». 20 Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus». 21 Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém, 22 acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia. 23 Depois, dirigindo-Se a todos disse: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-Me. 24 Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; e quem perder a sua vida por causa de Mim, salvá-la-á.

Comentário:

Cristo! Sinto a necessidade de o anunciar, não posso calá-lo: "Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1Co 9,16) Sou enviado por ele para isso mesmo; sou apóstolo, sou testemunha. Quanto mais longe está o objectivo e mais difícil é a missão, mais premente é o amor que me impele (2Co 5,14). Devo proclamar o seu nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16,16). É ele que nos revela o Deus invisível, o primogénito de toda a criatura, o fundamento de todas as coisas (Col 1,15s). Ele é o Mestre da humanidade e o Redentor: nasceu, morreu e ressuscitou por nós; é o centro da história e do mundo. É quem nos conhece e nos ama; é o companheiro e o amigo da nossa vida. É o homem da dor e da esperança; é o que deve vir e que será um dia nosso juiz e também, assim o esperamos, a plenitude eterna da nossa existência, a nossa felicidade.
Nunca mais acabaria de falar dele: ele é a luz, é a verdade; muito mais, é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6). Ele é o Pão, a Fonte de água viva que responde à nossa fome e à nossa sede (Jo 6,35; 7,38); ele é o Pastor, o nosso guia, o nosso exemplo, o nosso reconforto, o nosso irmão. Como nós, e mais do que nós, foi pequeno, pobre, humilhado, trabalhador, infeliz e paciente. Para nós, falou, realizou milagres, fundou um Reino novo onde os pobres são bem-aventurados, onde a paz é o princípio da vida em comum, onde os que têm o coração puro e os que choram são exaltados e consolados, onde os que aspiram à justiça são atendidos, onde os pecadores podem ser perdoados, onde todos são irmãos.
Jesus Cristo: vocês já ouviram falar dele e até, para a maioria, vocês pertencem-lhe, vocês são cristãos. Pois bem! A vocês, cristãos, eu repito o seu nome, a todos anuncio: Jesus Cristo é "o princípio e o fim, o alfa e o ómega" (Ap 21,6). Ele é o rei do mundo novo; é o segredo da história, a chave do nosso destino; ele é o Mediador, a ponte entre a terra e o céu...; o Filho do homem, o Filho de Deus..., o Filho de Maria... Jesus Cristo! Lembrem-se: é o anúncio que fazemos para a eternidade, é a voz que fazemos ressoar por toda a terra (Rm 10,18) e para os séculos que hão-de vir. 

(Paulo VI, Homilia em Manila, 1970.11.29, trad do castelhano por ama)

Tema: Família 3
A família é célula viva da própria Igreja. (joão Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris Consortio, 1978.11.22, nr. 3)

Doutrina: CCIC – 409: Onde é que se realiza dum modo mais relevante o bem comum?
                  CIC – 1910-1912; 1927

A realização mais completa do bem comum encontra-se nas comunidades políticas, que defendem e promovem o bem dos cidadãos e dos corpos intermédios, sem esquecer o bem universal da família humana.

23/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.23

Juízo final

Quando chegarmos à presença de Deus, perguntar-nos-ão duas coisas: se estávamos na Igreja e se trabalhávamos na Igreja. Tudo o resto não tem valor. Se fomos ricos ou pobres, se fomos felizes ou desgraçados, se estivemos doentes ou de saúde, se tivemos bom ou mau nome.

(Card. J. H. NewmanSermão para o Dom. de Septuagésima: O juízo)
Evangelho: Lc 9, 7-9

7 O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que se passava, e não sabia que pensar, porque uns diziam: 8 «É João que ressuscitou dos mortos»; outros: «É Elias que apareceu»; outros: «É um dos antigos profetas que ressuscitou». 9 Herodes disse: «Eu mandei degolar João. Quem é, pois, Este de quem ouço tais coisas?». E buscava ocasião de O ver.

Meditação:

Desejo, na verdade, ver-te, Senhor. Não é um sentimento de curiosidade, embora a expectativa de contemplar o Teu Rosto seja extraordinária. Antecipação da beleza sem par, da tranquilidade sem fim, da amabilidade sem reservas!
Não, é um desejo genuíno de estar contigo. Eu não quero que me leves – agora - desta vida para o pé de Ti – quando, como e da forma que Tu quiseres, assim será – embora fosse o finalizar da dificuldade e o começar do gozo – mas quero ver-te agora com os olhos da minha alma e, de tal modo, que não possa ofender-te, antes seja compelido a dar-te graças e louvores sempre e em todo o momento. 

(ama, meditação sobre Lc 9, 7-9, 2009.09.24)

Tema: Família 2

A família é a célula vital da sociedade. 

(Concílio Vaticano II, Decreto. Apostolicam Actuositatem, 11)

Doutrina: CCIC – 408: O que é que comporta o bem comum?
                   CIC – 1907-1909; 1925

O bem comum comporta: o respeito e a promoção dos direitos fundamentais da pessoa; o desenvolvimento dos bens espirituais e temporais das pessoas e da sociedade; a paz e a segurança 

Festa: São Pio de Pietrelcina

22/09/2010

Textos de Reflexão para 22 de Setembro

Evangelho: Lc 9, 1-6

1 Convocados os doze Apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios, e para curar as doenças.2 Enviou-os a pregar o reino de Deus e a curar os doentes.3 Disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho, nem bastão, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, nem leveis duas túnicas.4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá, e não saiais dela até à vossa partida, 5 e se alguém não vos receber, ao sair dessa cidade, sacudi até o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles». 6 Tendo eles partido, andavam de aldeia em aldeia pregando a boa nova, e fazendo curas por toda a parte.
Comentário:

Há aqui um programa apostólico completo e detalhado para os enviados de Cristo.
Fica claro que não se trata de fazer o que cada um julgar, por si, mais conveniente ou adequado mas, sim, seguir as instruções que o próprio Mestre lhes dá.
Enviados de Cristo somos todos os cristãos baptizados, todos temos uma missão apostólica, contudo, para a levar a cabo, devemos seguir a orientação de alguém com capacidade, conhecimentos e autoridade para o fazer. Não há apostolado por iniciativa própria, poderá haver, quando muito, o lançar-se numa missão para a qual talvez não estejamos convenientemente preparados ou instruídos e, o resultado, será um desastre.
Por isso, a direcção espiritual é tão importante, diria, fundamental para levarmos a cabo o mandato de Cristo. Andaremos bem se nos aconselharmos com regularidade com alguém competente para o fazer e que, conhecendo-nos bem porque lhe abrimos o coração, poderá indicar-nos com segurança o que e como fazer. 

(ama, comentário sobre Lc 9, 1-6, 2010.07.29)

Tema: Família 1

A família é a única comunidade na qual todo o homem “é amado por si mesmo”, pelo que é e não pelo que tem. 

(joão Paulo II, Homília na Missa para as Famílias, Madrid 02.11.1982.11.02, trad ama)
Doutrina: CCIC – 407: O que é o bem comum?
                   CIC – 1905-1906; 1924

Por bem comum entende-se o conjunto das condições de vida social que permitem aos grupos e aos indivíduos atingir a sua perfeição

Tema para breve reflexão - 2010.09.22

Força de vontade

Deveria perguntar-me: quando digo que não posso, ou quando, depois de muitas tentativas, desisto e atribuo a desistência à falta de condições pessoais ou a mil obstáculos reais ou imaginários, já pensei nalguma vez que o problema real não está ali, nesses motivos, mas aqui, dentro de mim: na falta de força de vontade?

(Rafael Llano Cifuentes, Fortaleza, Quadrante, pg. 29)

21/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.21

Cruz na vida do cristão

A Cruz não só deve estar presente na vida de cada cristão, mas também em todas as encruzilhadas do mundo.

(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,, Comentário Lc. 9, 23)

20/09/2010

Textos de Reflexão para 20 de Setembro

Domingo 19 Set
                                                                                                             
Evangelho: Lc 16, 10-13

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Comentário:

A actualidade deste Evangelho é, diria, gritante. Verificamos que a fidelidade e a justiça são inseparáveis e dependem uma da outra.
Para se ser fiel à sua condição de cristão não se pode entrar numa espiral de excessivo apego aos bens, a sua procura desenfreada ou, a acumulação desmedida de proventos porque estas práticas geram inevitavelmente situações injustiça.
Mesmo os proventos adquiridos com o trabalho honesto e competente quando ultrapassam os limites do razoável, do equilíbrio entre as várias camadas da sociedade, geram situações injustas de repartição de bens.
Além disso o coração fica com que embotado e incapaz de reconhecer essa situação porque a pessoa conclui que lhe é devido o que obtém. 

(ama, comentário sobre Lc 16, 10-13, 2010.07.30)

Tema: Alegria dos filhos de Deus

A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens. 

(Álvaro do Portillo, Homília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica convivência humana?
                   CIC 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

Tema para breve reflexão - 2010.09.20

Derrota

Disse-se que a Igreja teria ficado derrotada porque não conseguiu fazer aceitar a sua norma moral. Mas eu penso que neste fenómeno tristíssimo e involutivo quem foi verdadeiramente derrotado foi o homem, foi a mulher. Foi derrotado o médico que renegou o juramento e o título mais nobre da medicina: o de defender e salvar a Vida Humana; verdadeiramente foi o estado «secularizado», que renunciou à protecção fundamental e ao sacrossanto direito à vida para se converter num instrumento de um presumível interesse da colectividade, e por vezes se mostra incapaz de defender a observância das suas próprias leis permissivas.

(joão Paulo II, Discurso aos participantes no VI Simpósio do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, 1985.10.11)

Tema para breve reflexão - 2010.09.18

Maioria silenciosa


A maioria silenciosa está com os valores fundamentais, só que se fazem ouvir mais os escandalosos que os fiéis. A Igreja terá de mobilizar esse silêncio. 


(Card. Agnelo Rossi, Prefeito para a S. Congregação para a Evang. dos Povos, VI Sínodo dos Bispos)

19/09/2010

Textos de Reflexão 19 de Setembro

Domingo 19 Set
                                                                                                             
Evangelho: Lc 16, 10-13

10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.11 Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».
Comentário:

A actualidade deste Evangelho é, diria, gritante. Verificamos que a fidelidade e a justiça são inseparáveis e dependem uma da outra.
Para se ser fiel à sua condição de cristão não se pode entrar numa espiral de excessivo apego aos bens, a sua procura desenfreada ou, a acumulação desmedida de proventos porque estas práticas geram inevitavelmente situações injustiça.
Mesmo os proventos adquiridos com o trabalho honesto e competente quando ultrapassam os limites do razoável, do equilíbrio entre as várias camadas da sociedade, geram situações injustas de repartição de bens.
Além disso o coração fica com que embotado e incapaz de reconhecer essa situação porque a pessoa conclui que lhe é devido o que obtém.

(ama, comentário sobre Lc 16, 10-13, 2010.07.30)

Tema: Alegria dos filhos de Deus

A condição do gozo autêntico é sempre a mesma: que queiramos viver para Deus e, por Deus, para os outros. Digamos ao Senhor que sim, que queremos, que não desejamos mais que servir com alegria. Se procurais comportar-vos assim, a vossa paz interior e o vosso sorriso, o vosso garbo e o vosso bom humor, serão luz poderosa de que Deus se servirá para atrair muitas almas para Si. Dai testemunho da alegria cristã, descobri a quantos vos rodeiam qual é o vosso segredo: estais alegres porque sois filhos de Deus, porque O cuidais, porque lutais por ser melhores e por ajudar os demais e porque quando se quebra o gozo da vossa alma acudis com prontidão ao Sacramento da alegria, no qual recuperais o sentido da vossa fraternidade com todos os homens. 

(Álvaro do Portillo, Homília no Jubileu da Juventude, 1984.04.12)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica convivência humana?
                   CIC 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

Tema para breve reflexão - 2010.09.19

Auto – estima

Nunca me agradou a ingenuidade e a veemência com que alguns falam da auto-estima. Mas sim estou de acordo em que se trata de um problema crescente nos nossos dias. Educar-se a si mesmo é algo parecido com educar a outro. Para educar a outro há que exigir-lhe (se não, sairá um mimado insofrido), mas também há que tratá-lo com afecto, há que vê-lo com bons olhos. Da mesma forma que, para educar-se a si mesmo também há que exigir-se, mas ào mesmo tempo há que tratar-se a si mesmo com afecto, e ver-se com bons olhos. Todavia, há demasiada gente que se maltrata a si mesma, que recrimina áspera e reiteradamente os seus próprios erros, que se julga a si mesma com demasiada dureza e se considera incapaz da superar os seus erros e defeitos.
É verdade que, os que não recordam os seus fracassos do passado, estão predispostos a repeti-los. Mas há que saber fazê-lo com equilíbrio e sensatez. Porque o fracasso pode ter um valor frutífero, tal como pode haver êxitos estéreis. Um fracasso frutífero é o que conduz a novas percepções e ideias que aumentam a experiência e o saber.
É muito famosa aquela história de Thomas Watson, o legendário fundador da IBM, que chamou ao seu gabinete um executivo da empresa que acabava de perder dez milhões de dólares numa arriscada operação. O jovem estava muito assustado e pensava que ia ser despedido de modo fulminante. Todavia, Watson disse-lhe: "Acabamos de gastar dez milhões de dólares na sua formação, esperamos que saiba aproveitá-los".
Não se pode viver obcecado pelas sombras e assustando-se com elas. Fracassos todos temos, todos os dias. O mal é quando se considera que o potro da sua vida é impossível de dominar, quando atira a toalha em vez de se fixar em quais são as verdadeiras causas dos seus cansaços e inibições. Se examinamos as coisas com cuidado, talvez concluamos que, como Alexandre, temos de tomar as rédeas daquela decisão e manter o olhar de voltado para o ideal que ilumina a nossa vida. (
Alfonso Alguilló in FLUVIUM, 23.10.2008)

18/09/2010

Tema para breve reflexão - 2010.09.18

Não tenhas medo

Não tenhas medo. Aqui radica o elemento constitutivo da vocação. O homem, de facto, teme. Teme não somente ser chamado ao sacerdócio, como também ser chamado à vida, às suas obrigações, a uma profissão, ao matrimónio. Este temor mostra um sentido de responsabilidade imatura. Há que superar o temor para aceder a uma responsabilidade madura: há que aceitar a chamada, escutá-la, assumi-la, ponderá-la segundo as nossas luzes, e responder: sim, sim. Não temas, não temas, pois encontraste a graça, não temas a vida, não temas a tua maternidade, não temas o teu matrimónio, não temas o teu sacerdócio, pois encontraste a graça.
Esta certeza, esta consciência ajuda-nos da mesma forma que ajudou Maria. Com efeito,”a terra e o paraíso esperam pelo teu sim, oh Virgem Puríssima”. São palavras de S. Bernardo, famosas e formosíssimas palavras. Espera o teu sim, Maria. Espera o teu sim, mãe que vais ter um filho; espera o teu sim, homem que deves assumir uma responsabilidade pessoal, familiar, social.
Esta é a resposta de Maria, a resposta de uma mãe, a resposta de um jovem: um sim para toda a vida.

(joão Paulo II, Alocução, 1982.03.25)

Textos de Reflexão para 18 de Setembro

Sábado 18 Set

Evangelho: Lc 8, 4-15

4 Tendo-se juntado uma grande multidão de povo e, tendo ido ter com Ele de diversas cidades, disse Jesus esta parábola:5 «Saiu o semeador a semear a sua semente; ao semeá-la, uma parte caiu ao longo do caminho; foi calcada e as aves do céu comeram-na.6 Outra parte caiu sobre pedregulho; quando nasceu, secou, porque não tinha humidade.7 A outra parte caiu entre espinhos; logo os espinhos, que nasceram com ela, a sufocaram.8 Outra parte caiu em terra boa; depois de nascer, deu fruto centuplicado». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!».9 Os Seus discípulos perguntaram-Lhe o que significava esta parábola.10 Ele respondeu-lhes: «A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos outros ele é anunciado por parábolas; para que “vendo não vejam, e ouvindo não entendam”.11 Eis o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus.12 Os que estão ao longo do caminho, são aqueles que a ouvem, mas depois vem o demónio e tira a palavra do seu coração para que não se salvem crendo.13 Os que estão sobre pedregulho, são os que, quando a ouvem, recebem com gosto a palavra, mas não têm raízes; por algum tempo acreditam, mas no tempo da tentação voltam atrás.14 A que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, indo por diante, ficam sufocados pelos cuidados, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não dão fruto.15 Enfim, a que caiu em terra boa, representa aqueles que, ouvindo a palavra com o coração recto e bom, a conservam e dão fruto com a sua perseverança.

Meditação:

''para que ouvindo não oiçam nem entendam''! A tanto chega Tua misericórdia, Senhor!?
Sim, se eu ouvir e entender e não puser em prática, mal estou mas, se clamo: que disseste, Senhor, que não entendi?, então, Tu, pacientemente ficas à espera que o meu espírito se abra à luz da Tua palavra e a minha vontade se decida a fazer o que devo.
Este mistério da Tua bondade - queres que TODOS os homens se salvem - leva-me a desejar ardentemente colaborar na Tua obra de evangelização, com palavras e com obras mas, sobretudo, com o exemplo.
Sendo o que sou e como sou, nada conseguirei sem Ti, por isso Te digo, Senhor: não sei nada, não posso nada, não tenho nada... sem Ti, não valho absolutamente nada. 

(ama, meditação sobre Lc 8, 4-15, 2009.09.18 Monte Real, Convento de Cristo Rei)

Tema: Liturgia 3

Poderá parecer-vos, talvez, que a Liturgia está feita de coisas pequenas: atitude do corpo, genuflexões, inclinações de cabeça, movimento do turíbulo, do missal, de galhetas. É então quando devemos recordar as palavras de Cristo no Evangelho: O que é fiel no pouco, sê-lo-á no muito (Lc. 16, 16). Por outro lado, nada é pequeno na Santa Liturgia, quando se pensa na grandeza daquele a quem se dirige. 

(paulo VI, Alocução na recitação do Angelus 1967.05.30, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 404: Que outras coisas requer uma autêntica
                                      convivência humana?
                  CIC – 1886-1889; 1895-1896

Requer o respeito da justiça, a justa hierarquia de valores e a subordinação das dimensões materiais e instintivas às superiores e espirituais. Em especial, onde o pecado perverte o clima social, é necessário apelar à conversão dos corações e à graça de Deus, para obter mudanças sociais que estejam realmente ao serviço de cada pessoa e de toda a pessoa. A caridade, que exige e torna capaz da prática da justiça, é o maior mandamento social.

17/09/2010

Tema para breve reflexão: Virtudes - Paciência – Luta



Esperemos com paciência que iremos melhorar e, em lugar de nos inquietarmos por ter feito pouca coisa no passado, procuremos com diligência fazer mais no futuro.

(J. Tissot, El arte de aprovechar nuestras faltas, Palbra, 11 ed. Madrid 1986, pg. 14, trad. ama)

Textos de Reflexão para 17 de Setembro

Evangelho: Lc 8, 1-3

1 Em seguida Jesus caminhava pelas cidades e aldeias, pregando e anunciando a boa nova do reino de Deus; andavam com Ele os doze 2 e algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e de doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios, 3 Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, Susana, e outras muitas, que os serviam com os seus bens.

Comentário:

São Lucas faz constar no seu Evangelho a presença de mulheres junto de Jesus Cristo, Não o fará, com certeza, por acaso mas, sim, com uma intenção clara: Jesus não exclui ninguém da Sua companhia, mais, o Senhor, deseja todos junto de Si.
Assim, vemos gente anónima, os Doze, de quem conhecemos os nomes, estas mulheres cujo nome o evangelista expressamente indica. Joana, por exemplo, deveria ser uma mulher com proeminência na sociedade de então, já que era mulher de um administrador de Herodes. Outras, seriam gente humilde e sem notoriedade. Entre os homens, simples como os próprios Doze, há também alguns, como José de Arimateia que, sabemos, tinha bastantes bens, ou Nicodemos, um membro destacado do Sinédrio.
No Evangelho, as maiores provas de amor e carinho por Jesus, são protagonizadas por mulheres, o que é natural porque são mais expansivas e gostam de mostrar os seus sentimentos. A dignidade da mulher, ainda hoje, é posta em causa me muitas partes deste nosso mundo. Não esqueçamos que foi graças à mulher que Deus nos deu o Seu Filho para nos salvar e, foi também por intermédio de uma mulher, que nos deu o maravilhoso dom da vida. 

(ama, comentário sobre Lc 8, 1-3, 2009.05.14)

Tema: Liturgia 2

A piedade para com Deus forja-se através de momentos de recolhimento, por meio de breves jaculatórias, de uma genuflexão bem-feita, de um pouco mais de atenção nas nossas preces, no esmero com que observamos as normas da liturgia. (Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 122)
Doutrina: CCIC – 403: O que indica o princípio de subsidiariedade?
                  CIC – 1883-1885; 1894

Este princípio indica que uma sociedade de ordem superior não deve assumir uma tarefa que diga respeito a uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve, antes, apoiá-la em caso de necessidade.

Festa: São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja

                                                                                                                           
Nota Histórica 
Nasceu no ano de 1542 em Montepulciano, na Toscana. Entrou na Companhia de Jesus em Roma e foi ordenado sacerdote. Sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano. Eleito cardeal e nomeado bispo de Cápua, contribuiu com a sua actividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas. Morreu em Roma no ano 1621. (snl)