16/09/2010

Textos de Reflexão para 16 de Setembro

 Quinta 16 Set

Evangelho: Lc 7, 36-50

36 Um dos fariseus pediu-Lhe que fosse comer com ele. Tendo entrado em casa do fariseu, pôs-Se à mesa. 37 Uma mulher, que era pecadora na cidade, quando soube que Ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um frasco de alabastro cheio de perfume. 38 Colocando-se a Seus pés, por detrás d'Ele, começou a banhar-Lhe os pés com as lágrimas, e enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os, e ungia-os com o perfume. 39 Vendo isto, o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: «Se este fosse profeta, com certeza saberia de que espécie é a mulher que O toca: uma pecadora». 40 Jesus então tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele disse: «Mestre, fala».41 «Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinquenta. 42 Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais?». 43 Simão respondeu: «Creio que aquele a quem perdoou mais». Jesus disse-lhe: «Julgaste bem». 44 Em seguida, voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; ela com as suas lágrimas banhou os Meus pés, e enxugou-os com os seus cabelos. 45 Não Me deste o ósculo; porém ela, desde que entrou, não cessou de beijar os Meus pés. 46 Não ungiste a Minha cabeça com óleo, porém esta ungiu com perfume os Meus pés. 47 Pelo que te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados porque muito amou. Mas, aquele a quem menos se perdoa, menos ama».48 Depois disse à mulher: «São-te perdoados os pecados». 49 Os convidados começaram a dizer entre si: «Quem é Este que até perdoa pecados?». 50 Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou; vai em paz!».

Meditação:

Dou-me conta de algo extraordinário: De certa forma possuo algo que os Anjos não têm!
É verdade, eles são espíritos puros que, permanentemente, contemplam a face de Deus o que é o supremo bem. Mas também eu, um dia hei-de estar na Sua presença e para sempre. Também a mim o Senhor deu uma alma imortal.
Então...?
É que eu posso receber o meu Salvador, o Dono e Criador de todas as coisas, no meu peito comungando, verdadeiramente o Seu Corpo e o Seu Sangue!
Haverá maior ventura?
Graça mais extraordinária?
Que Te receba, Senhor, - SEMPRE - com aquela pureza e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e o fervor dos santos. Ámen. 

(ama, meditação sobre Lc 7, 36-50, Convento de Cristo Rei, Monte Real 2009.09.17)

Tema: Liturgia 1

Quaerite Dominum. Nunca podemos deixar de O procurar: todavia, há períodos que exigem que o façamos com mais intensidade, porque neles o Senhor está particularmente próximo, e portanto é mais fácil achá-Lo e encontrar-se com Ele. Esta proximidade constitui a resposta do senhor à invocação da Igreja, que se expressa continuamente mediante a liturgia. Mais ainda, é precisamente a liturgia a que actualiza a proximidade do Senhor. 

(joão Paulo II, Homília, 20.03.1980, 3.20, trad do Castelhano por ama)  

Doutrina: CCIC – 402: Qual é a relação entre pessoa e sociedade?
                   CIC - 1881-1882; 1892-1893


Princípio, sujeito e fim de todas as instituições sociais é e deve ser a pessoa. Certas sociedades, como a família e a sociedade civil, são necessárias para ela. São úteis ainda outras associações, tanto no interior das comunidades políticas como a nível internacional, no respeito do princípio de subsidiariedade.

15/09/2010

Comportamentos e virtudes dos homens

Texto que poderá ser lido com calma, pois se por exemplo terminar a leitura na página 3 quando reabrir o 'browser' ele perguntar-lhe-á se deseja ir directamente para essa página numa barra a preto no topo da apresentação.

 Quarta 15 Set

Evangelho: Lc 2, 33-35

33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. 35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos»

Meditação:

Desde o início da vida do seu Filho, Nossa Senhora é constantemente posta à prova. Parece que nada de bom virá da parte de Deus Pai, ou, melhor, não poupará em nada a que escolheu para Mãe do Seu Filho Jesus.
Está ali, bem patente, o papel fulcral que Jesus vem desempenhar no mundo: ser sinal de contradição.
A humanidade não voltará a ser a mesma, uma parte há-de rejeitá-lo, outra aceitá-lo-á como guia e Mestre outra, ainda, permanecerá indiferente.
E, a Mãe, a jovem Mãe, olha para aquele Menino, inerme e indefeso nos seus braços e não pode deixar de pensar que, chegará o momento em que já não O poderá proteger e que, os seus dias de protectora e guia, irão acabar.
Não sabe ainda que herdará uma multidão incontável de filhos e filhas que se acolherão, sempre, à sua protecção e ao seu amparo. 

(ama, meditação sobre Lc 2, 32-15, 2010.07.27)

Tema: Igreja e Sociedade 3

A Igreja tomando parte nas melhores aspirações dos homens e sofrendo ao não os ver satisfeitos, desejar ajudá-los a conseguir o seu pleno desenvolvimento isto precisamente porque ela lhes propõe o que ela possui como próprio: uma visão global do homem e da humanidade. (Paulo VI, Encíclica Populorum Progressio, nr. 13, 1967.03.26)

Doutrina: CCIC – 401: Em que consiste a dimensão social do homem?
                   CIC – 1877-1880; 1890-1891

Juntamente com o chamamento pessoal à bem-aventurança, o homem tem a dimensão social como componente essencial da sua natureza e da sua vocação. De facto, todos os homens são chamados ao mesmo fim, que é o próprio Deus; existe uma certa semelhança entre a comunhão das Pessoas divinas e a fraternidade que os homens devem instaurar entre si na verdade e na caridade; o amor ao próximo é inseparável do amor a Deus.

Festa: Nossa Senhora Das Dores

                                                                                                                       Nota Histórica 
     Presente junto da Cruz, Maria vive e sente os sofrimentos de Seu filho. Por isso a    liturgia lhe dedica hoje especial atenção, depois de ter celebrado ontem a Exaltação da Santa Cruz. As dores da Virgem, unidas aos sofrimentos de Cristo foram redentoras, indicando-nos o caminho da nossa dor. (snl)

Efeitos da tristeza - 2010.09.15

EFEITOS DA TRISTEZA


A má tristeza perturba a alma, lança-a na inquietação, dá origem a receios desregrados, faz perder o gosto da oração, entorpece e acabrunha o cérebro, priva a alma de conselho, de resolução, de juízo e de coragem e abala as forças.

(S. Francisco de Sales, Introdução à Vida Devota, Cap. XII) 

14/09/2010

Textos de Reflexão para 14 de Setembro

Terça 14 Set   

Evangelho: JO 3, 13-17

13 Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.   14 E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do Homem,   15 a fim de que todo o que crê n'Ele tenha a vida eterna.16 «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.      17 Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

Meditação:

Acabei de rezar a Via-Sacra, são onze horas da noite e, no silêncio do meu escritório, neste local de trabalho onde tantas e tantas páginas tenho escrito sobre Jesus Cristo e a Sua Igreja, o meu coração estremece uma vez mais, atónito, como sempre fico, depois de contemplar tão espantoso acontecimento.
      Pergunto-me, uma vez mais, como foi possível!
Fico-me a olhar o Teu Crucifixo em cima da minha mesa de trabalho e constato que este é o verdadeiro “Brasão” do meu Senhor e meu Deus. Brasão de armas e de valor, bravura e lealdade, mérito, abnegação e sacrifício totais.
      Brasão que é reconhecido em qualquer recanto do mundo, por quem quer
      que seja.
Vem-me à memória aquela cena da televisão quando o Chaka Zulu vê o pobre oficial inglês, único sobrevivente da força que o atacara, de joelhos, na praia juncada de cadáveres, agarrado ao Crucifixo. Perguntou-lhe o que era aquilo e, perante a resposta do jovem oficial que era o seu Deus, Jesus Cristo, lhe ter dito com evidente certeza: “Pois não admira que tivesses sofrido tão pesada derrota; com um Deus cuja imagem é um crucificado…!”
Na verdade, a imagem do meu Deus é um crucificado. Que mistério extraordinário, que força encerra esta Cruz onde, de braços estendidos, abençoas o mundo!
O que a humanidade guarda de Ti como recordação final é esta Cruz de onde pendes, morto. Não é, como se poderia esperar um quadro brilhante da Tua Ressurreição gloriosa e, percebo porquê.
        A Tua Ressurreição foi obra Tua, do Teu poder soberano sobre a morte e
        sobre a vida.
      A Tua morte na cruz foi obra minha com as minhas misérias e negações.
Está bem assim… para que eu me lembre, sempre, que para me salvares definitivamente com a Tua Ressurreição, tive de matar-te primeiro nessa Cruz que contemplo e, comovido, beijo com amor

(ama, Meditação sobre a Via-Sacra, 2009.03.13)

Tema: Igreja e Sociedade 2

A igual dignidade das pessoas humanas exige esforços no sentido de reduzir desigualdades sociais e económicas excessivas. Conduz ao desaparecimento das desigualdades injustas. 
(Catecismo da Igreja Católica, nr. 1947)
Doutrina: CCIC – 400: O que são as estruturas de pecado?
                   CIC – 1869

São situações sociais ou instituições contrárias à lei divina, expressão e efeito de pecados pessoais.
                                                                                                                             

Festa: Exaltação da Santa Cruz

                                                                                                                           
          Nota Histórica 
Foi na Cruz que Jesus Cristo ofereceu ao Pai o Seu Sacrifício, em expiação dos pecados de todos os homens. Por isso, é justo que veneremos o sinal e o instrumento da nossa libertação.
Objecto de desprezo, patíbulo de infâmia, até ao momento em que Jesus «obediente até à morte» nela foi suspenso, a Cruz tornou-se, desde então, motivo de glória, pólo de atracção para todos os homens.

Ao celebrarmos esta festa, nós queremos proclamar que é da cruz, «sinal do amor universal de Deus, fonte de toda a graça» (N.A., 4) que deriva toda a vida de Igreja. Queremos também manifestar o nosso desejo de colaborar com Cristo na salvação dos homens, aceitando a Cruz, que a carne e o mundo fizeram pesar sobre nós (G.S. 38). (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.09.14

MISSÃO DA IGREJA


A missão da Igreja realiza-se, pois, mediante a actividade pela qual, obedecendo ao mandamento de Cristo e movida pela graça e caridade do Espírito Santo, ela se torna actual e plenamente presente a todos os homens ou povos para os conduzir à fé, liberdade e paz de Cristo, não só pelo exemplo de vida e pela pregação, mas também pelos Sacramentos e pelos restantes meios da graça.

(Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes Divinitus, nr. 5)

13/09/2010

Textos de Reflexão para 13 de Setembro

Segunda 13 Set

Evangelho: Lc 7, 1-10

1 Tendo terminado este discurso ao povo, entrou em Cafarnaum.2 Ora um centurião tinha doente, quase a morrer, um servo que lhe era muito querido. 3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus a pedir-Lhe que viesse curar o seu servo. 4 Eles, tendo ido ter com Jesus, pediam-Lhe instantemente, dizendo: «Ele merece que lhe faças esta graça, 5 porque é amigo da nossa nação e até nos edificou a sinagoga». 6 Jesus foi com eles. Quando estava já perto da casa, o centurião mandou uns amigos a dizer-Lhe: «Senhor, não Te incomodes, porque eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto. 7 Por essa razão nem eu me achei digno de ir ter contigo; mas diz uma só palavra, e o meu servo será curado. 8 Porque também eu, simples a outro: Vem! e ele vem; e ao meu servo: Faz isto! e ele faz». 9 Jesus, ao ouvir isto, ficou admirado e, voltando-Se para a multidão que O seguia, disse: «Em verdade vos digo que não encontrei tanta fé em Israel». 10 Voltando para casa os que tinham sido enviados, encontraram o servo curado.

Comentário:

Os anciãos não têm pejo em se aproximarem de Jesus - a Quem se opunham e combatiam ferozmente - quando se trata de agradar a um representante do odiado invasor romano e tornarem-se agradáveis aos seus olhos;
Mais, para conseguir isto nem se importam de, tacitamente reconhecer que Jesus tem, de facto, poderes divinos e pode curar as doenças do corpo ou da alma com o simples exercício desse poder.
Que terá sucedido com estes Anciãos?
Ter-se-ão ''rendido'' ao Senhor e revisto as suas posições no que a Ele respeitavam?
Mesmo sem rectidão de intenção, as boas obras têm um valor que o Senhor não despreza e que pode muito bem ser um primeiro passo na direcção certa. (ama, meditação sobre Lc 7, 1-10, 2008)

Tema: Igreja e Sociedade 1
A Igreja tem de estar presente nestes agrupamentos humanos por meio dos seus filhos que entre eles vivem ou a eles são enviados. Com efeito, todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Baptismo, e virtude do Espírito Santo por quem na Confirmação foram robustecidos, de tal modo que os outros homens, ao ver nas suas boas obras, glorifiquem o Pai e compreendam mais plenamente o sentido genuíno da Vida Humana e o vínculo universal da comunidade humana. 
(Concílio Vaticano II, Decreto Adgentes Divinitus, nr. 11)
Doutrina: CCIC – 399:  Temos responsabilidade nos pecados cometidos
                                              por outros?
                   CIC 1868

Existe esta responsabilidade, quando culpavelmente neles cooperamos.

Festa: S. João Crisóstomo

Tema para breve reflexão - 2010.09.13

VONTADE DE DEUS


A Minha vontade não quer mais que o vosso bem, e quanto dou ou permito, permito-o e dou-o para que consigais o vosso fim, para o qual vos criei. 


(Santa Catarina de Sena, El Diálogo, Rialp, Madrid, 1956, 2,14, 49-50, trad ama)

12/09/2010

Textos de Reflexão para 12 de Setembro

Domingo 12 Set
                                                                                       
Evangelho: Lc 15, 1-10

1 Aproximavam-se d'Ele os publicanos e os pecadores para O ouvir. 2 Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: «Este recebe os pecadores e come com eles». 3 Então propôs-lhes esta parábola: 4 «Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, para ir procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? 5 E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo contente6 e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que se tinha perdido. 7 Digo-vos que, do mesmo modo, haverá maior alegria no céu por um pecador que fizer penitência que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência». 8 «Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa, e não procura diligentemente até que a encontre? 9 E que, depois de a achar, não convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma que tinha perdido. 10 Assim vos digo Eu que haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que faça penitência».
Comentário:

Parece talvez um exagero tanto trabalho e tanta alegria por uma única ovelha que se perdeu. Acaso não havia ainda um numeroso rebanho: noventa e nove ovelhas?
Talvez, até, alguém acabasse por encontrá-la e a devolvesse ao dono ou, a própria ovelha sentindo o apelo irresistível do aprisco, voltasse ao rebanho.
Talvez… mas o Pastor não se detém a considerar estas possibilidades. Além disso existe sempre o perigo de qualquer animal feroz encontrar a ovelha e a devorar perdendo-a para sempre.
Trata-se de um pastor competente, dedicado ao rebanho que foi confiado à sua guarda e, para ele, não há alternativa. Enquanto não encontrar a que está perdida sabe que o rebanho está incompleto e que as contas que terá prestar têm de ser justificadas: “Fiz tudo para encontrar a ovelha perdida”. (ama, meditação sobre Lc 15, 1-10, 2010.07.26)
Tema: Imagem de Cristo

A Igreja abraça todos os afligidos pela debilidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador, pobre e paciente, esforça-se por aliviar as suas necessidades e pretende servir neles a Cristo. (Concílio Vaticano II, Constituição Lumen Gentium, 8)
Doutrina: CCIC – 398: O que são os vícios?
                   CIC 1866-1867

Os vícios, sendo contrários às virtudes, são hábitos perversos que obscurecem a consciência e inclinam ao mal. Os vícios podem estar ligados aos chamados sete pecados capitais, que são: soberba, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça ou negligência.

Tema para breve reflexão: 2010.09.12

NATIVIDADE 4





O cansaço enche os corações dos homens, que adormeceram, da mesma forma que tinham adormecido não longe os pastores, nos vales de Belém. O que acontece no estábulo, na gruta da rocha tem uma dimensão de profunda intimidade: é algo que acontece entre a Mãe e o Menino que vai nascer. Ninguém de fora tem entrada. Inclusive José, o carpinteiro de Nazareth, permanece como que uma testemunha silenciosa. Só Ela é plenamente consciente da sua maternidade. E só Ela capta a expressão própria do vagido do Menino. O nascimento de Cristo é antes de mais um mistério, o seu grande dia. É a festa da Mãe. 



(joão Paulo II, Homilia da Missa de Natal de 1978) 

11/09/2010

Tema para breve reflexão: 2010.09.11

NATIVIDADE 3

Aquele pouco que desejes oferecer, procura depositá-lo nas mãos de Maria, graciosíssimas e digníssimas de todo o apreço, a fim de que seja oferecido ao Senhor sem que Ele sinta repulsa. 


(S. Bernardo, Homília na Natividade da Beatíssima Virgem Maria, 18)

Textos de Reflexão para 11 de Setembro

Evangelho: Lc 6, 43-49

43 Porque não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.44 Porquanto cada árvore se conhece pelo seu fruto; pois nem se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; o homem mau, do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala da abundância do coração. 46 «Porque Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu vos digo?47 Todo aquele que vem a Mim, ouve as Minhas palavras, e as põe em prática, vou mostrar-vos a quem é semelhante.48 É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou profundamente e pôs os alicerces sobre a rocha. Vindo uma inundação, investiu a torrente contra aquela casa e não pôde movê-la, porque estava bem edificada.49 Mas quem ouve e não pratica, é semelhante a um homem que edificou a sua casa sobre a terra, sem alicerces. Investiu a torrente contra ela, e logo caiu, e foi grande a ruína daquela casa».

Meditação:

Na Tua presença na Hóstia Consagrada em solene exposição permanente neste Mosteiro.
Lá atrás, no coro, uma das Tuas Esposas que aqui vivem, está em oração, adoração e contemplação.
Sinto-me tão bem!
Nos últimos dias só pensava nestes momentos contigo!
Tenho tanto a dizer-te, a contar-te mas só me ocorre dar-te graças: Gratias Tibi, gratias Tibi!
''De facto, como é possível saber se sou ''árvore boa'' a não ser pelos frutos? E como posso dar frutos se não me empenho em cumprir a Tua vontade santa?
Este lema da minha vida diária: “Docere me facere volutatem tuam quia Deus meus es Tu'' tem de tornar-se em realidade sob pena de não passar de meras palavras, intenções que não ponho em prática.
Ajuda-me, Senhor, a consegui-lo'' 

(ama, meditação sobre Lc 6, 43-49, Monte Real, Convento de Cristo Rei, 2009.09.12)

Tema: Consonância com a Fé

Escutamos com atenção particular as tuas palavras: «Fazei o que vos disser o meu Filho» (Jo 2, 5) E desejamos responder às tuas palavras com todo o coração. Queremos fazer o que nos diz o teu Filho e o que nos manda; pois tem palavras de vida eterna. Queremos cumprir e pôr em prática tudo o que vem d’Ele, tudo o que está contido na Boa Nova. (...) Por isso (...) confiamos e consagramos a ti, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja, o nosso coração, consciência e obras, a fim de que estejam em consonância com a fé que professamos. 

(joão Paulo II, Homilía en el Santuario de Knock, 1979.09.30, trad. ama)

Doutrina: CCIC – 397: Como prolifera em nós o pecado?
                    CIC – 1865, 1876

O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício.

10/09/2010

Tema para breve reflexão: 2010.09.10

NATIVIDADE 2


A Natividade da Santíssima Virgem foi, assim, um dos acontecimentos capitais da História. Examinemos agora como foi acolhido este acontecimento; tiraremos desta me­ditação úteis ensinamentos para a nossa vida interior.
Mostram-nos o Céu arrebatado por um inefável entusias­mo. Os Anjos não encontravam louvores bastante dignos para glorificar a Santíssima Trindade por ter criado aquela que era a Filha privilegiada do Pai, que devia ser Mãe do Verbo e Esposa do Espírito Santo. Não se cansavam de admirar as belezas da sua pequena Rainha. Estes espíritos bem-aventurados, que se enchem de júbilo pela conversão de uma só alma, exultavam ao ver aparecer o Refúgio seguro dos pecadores; sabiam que Maria haveria de ser a Porta do Céu e que nunca recusaria a entrada no reino eterno aos que, a invocassem com confiança.

(Thomas de Saint Laurent, A Virgem Maria, ISBN: 972-26-1287-5, nr. 29) 

Textos de Reflexão para 10 de Setembro

Evangelho: Lc 6, 39-42

39 Dizia-lhes também esta comparação: «Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos nalguma cova? 40 O discípulo não é mais que o mestre; mas todo o discípulo será perfeito, se for como o seu mestre. 41 «Porque vês tu a palha no olho do teu irmão, e não notas a trave que tens no teu? 42 Ou como podes tu dizer a teu irmão: “Deixa, irmão, que eu tire do teu olho a palha”, não vendo tu mesmo a trave que tens no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e depois verás bem para tirar a palha do olho de teu irmão.

Meditação:

Copio:
Ajuda-me Senhor, a conter-me no meu tão frequente julgamento dos outros. Intimamente e de viva voz. Põe na minha frente o espelho dos meus próprios defeitos e faltas de carácter, tudo aquilo que julgo ver nos outros.
Não valho nada, não sei nada, não tenho nada, não sou nada. 

(ama, meditação sobre Mt 7, 1-5, Junho 2005)

Tema: Intercessão da Santíssima Virgem

Para conhecer bem a grande bondade de Maria recordemos o que refere o Evangelho (...). Faltava o vinho, com o consequente apuro dos esposos. Ninguém pede à Santíssima Virgem que interceda ante o seu Filho em favor dos consternados esposos. Contudo, o coração de Maria, que não pode senão compadecer-se dos desgraçados (...), impulsionou-a a encarregar-se por si mesma do ofício de intercessora e pedir ao Filho o milagre, apesar de que ninguém lho tenho pedido (...). Se a Senhora fez assim sem que lho pedissem, que teria feito se lho rogassem? 

(Stº Afonso Maria de Ligório, Sermones abreviados, 4, trad. ama)

Doutrina: CCIC – 396: Quando se comete o pecado venial?
                       CIC – 1862-1864; 1875

O pecado venial, que difere essencialmente do pecado mortal, comete-se quando se trata de matéria leve, ou mesmo grave, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento. Não quebra a aliança com Deus, mas enfraquece a caridade; manifesta um afecto desordenado pelos bens criados; impede o progresso da alma no exercício das virtudes e na prática do bem moral; merece penas purificatórias temporais.

09/09/2010

Textos de Reflexão para 09 de Setembro

Evangelho: Lc 6, 27-38

27 «Mas digo-vos a vós, que Me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; 28 abençoai os que vos amaldiçoam, orai pelos que vos caluniam. 29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que te tirar o manto, não o impeças de levar também a túnica. 30 Dá a todo aquele que te pede; e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir. 31 O que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles. 32 Se amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama. 33 Se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Os pecadores também fazem o mesmo. 34 Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto. 35 Vós, porém, amai os vossos inimigos; fazei bem e emprestai sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para com os ingratos e os maus. 36 Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; 38 dai e dar-se-vos-á. Uma medida boa, cheia, recalcada e a transbordar vos será lançada nas dobras do vosso vestido. Porque, com a mesma medida com que medirdes para os outros, será medido para vós».

Meditação:

Copio:
Senhor que eu saiba ser reconhecido aos outros pelo seu interesse e orações por mim, mantendo-me atento às suas necessidades, mesmo que as não conheça em pormenor. Que o meu coração, o meu pensamento não girem à volta de mim mesmo e dos meus problemas mas tendo em conta, em primeiríssimo lugar, os outros.
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de, com tanta frequência, estar concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. Todos são Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos, somos também herdeiros, convém portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.
Ajuda-me Senhor, a conter-me no meu tão frequente julgamento dos outros. Intimamente e de viva voz. Põe na minha frente o espelho dos meus próprios defeitos e faltas de carácter, tudo aquilo que julgo ver nos outros. Não valho nada, não sei nada, não tenho nada, não sou nada. 

(ama, meditação sobre Lc 6, 27-38, 2010.09.03)

Tema: Consciência delicada

Para que a confissão frequente logre conseguir uma consciência delicada, é mister ter com toda seriedade este princípio: sem arrependimento não há perdão dos pecados. Daqui nasce esta norma fundamental para o que se confessa com frequência: não confessar nenhum pecado venial do qual não se tenha arrependido séria e sinceramente. 

(B. Baur, La Confesión frequente, Herder, Barcelona 1957, pgs 37-38, trad. ama) 

Doutrina: CCIC – 395: Quando se comete o pecado mortal?
                       CIC - 1855-1861; 1874

Comete-se pecado mortal quando, ao mesmo tempo, há matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Este pecado destrói a caridade, priva-nos da graça santificante e conduz-nos à morte eterna do inferno, se dele não nos arrependermos. É perdoado ordinariamente mediante os sacramentos do Baptismo e da Penitência ou Reconciliação.

Tema para breve reflexão: 2010.09.09





Natividade 1

A impotência, a solidão absoluta, o absoluto desamparo, o sentimento de urgência a que os submetia a necessidade, a dor e a tristeza de não poderem oferecer ao Filho nem mesmo um tecto e umas paredes que resguardassem o parto, são coisas que poucos terão experimentado com a violência da Virgem, a cheia de graça. Foi como se Deus se tivesse desinteressado do seu Filho.


(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. Nr. 190)