20/08/2010

Julgar os outros



Procurai viver as virtudes que, segundo julgais, faltam aos vossos irmãos e já não vereis os seus defeitos, porque não os tereis vós.

(St. Agostinho, Enarrationes in Psalmos, 30, 2, 7, trad castelhano por ama)

Textos de Reflexão para 20 de Agosto

Evangelho: Mt 22, 34-40

34 Os fariseus, tendo sabido que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se.35 E um deles, doutor da Lei, querendo pô-l'O à prova, perguntou-Lhe:36 «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?».37 Jesus disse-lhe: «”Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento”.38 Este é o maior e o primeiro mandamento.39 O segundo é semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.40 Destes dois mandamentos depende toda a Lei e os Profetas».
Meditação:

Partilhaste comigo a tua oração:

“Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável...
Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo...fico disponível para me 'encher' do Teu...”

Digo: Não tenho nada a acrescentar. (AMA, meditação sobre Mt 22, 34-40, Agosto 2007)      

Tema: Espírito Santo: Sua Acção na alma 2

A actuação do Espírito Santo na alma é suave aprazível, a Sua experiência é agradável e prazenteira. A Sua vinda traz consigo a bondade genuína do protector, pois vem salvar, curar ensinar, aconselhar, fortalecer e consolar. (S. Cirilo de Jerusalém, Catequese 16, sobre o Espírito Santo, 1, trad do castelhano por ama)
Doutrina: CCIC – 375: Quais as normas que a consciência deve sempre seguir?
                   CIC – 1789
Há três mais gerais: 1) nunca é permitido fazer o mal porque daí derive um bem; 2) a chamada regra de ouro: «tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também» (Mt 7, 12); 3) a caridade passa sempre pelo respeito do próximo e da sua consciência, embora isto não signifique aceitar como um bem aquilo que é objectivamente um mal.

Festa: São Bernardo, Doutor da Igreja

Liberdade e Riquezas



O carecer de propriedades, fazendo somente uso das coisas, torna-nos verdadeiramente livres da busca desenfreada das riquezas materiais que muitas vezes ferem a quem não tem nem sequer o necessário para viver dignamente.

 (cardeal claudio cummes, Prefeito da Congregação para o Clero, homilia na Santa Missa na Igreja de Santa Clara, Assis, 2010.08.11)  

19/08/2010

E em Portugal?

Brasil: Igreja promove debate com candidatos presidenciais

Questão de princípios


Textos de Reflexão para 19 de Agosto

Evangelho: Mt 22, 1-14

1 Jesus, tomando a palavra, voltou a falar-lhes em parábolas,2 dizendo: «O Reino dos Céus é semelhante a um rei, que preparou o banquete de bodas para seu filho.3 Mandou os seus servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram ir.4 Enviou de novo outros servos, dizendo: “Dizei aos convidados: Eis que preparei o meu banquete, os meus touros e animais cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às núpcias”.5 Mas eles desprezaram o convite e foram-se, um para a sua casa de campo e outro para o seu negócio.6 Outros lançaram mão dos servos que ele enviara, ultrajaram-nos e mataram-nos.7 «O rei, tendo ouvido isto, irou-se e, enviando os seus exércitos, exterminou aqueles homicidas, e incendiou-lhes a cidade.8 Então disse aos servos: “As bodas, com efeito, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.9 Ide, pois, às encruzilhadas dos caminhos e a quantos encontrardes convidai-os para as núpcias”.10 Tendo saído os seus servos pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala das bodas ficou cheia de convidados.11 «Entrando depois o rei para ver os que estavam à mesa, viu lá um homem que não estava vestido com o traje nupcial.12 E disse-lhe: “Amigo, como entraste aqui, não tendo o traje nupcial?”. Ele, porém, emudeceu.13 Então o rei disse aos seus servos: “Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas lá de fora, aí haverá choro e ranger de dentes.14 Porque são muitos os chamados mas poucos os escolhidos”».

Meditação:

Não permitas, Senhor, que, tendo correspondido com prontidão ao Teu convite, me apresente sem o traje da dignidade que Te é devida. “lava-me, Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da Missa).
Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de tal convite.
Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que compareça como devo.
Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete divino. 
~
(AMA, Meditação, Mt 22, 1-14, Agosto 2008)

Tema: Espírito Santo: Sua Acção na alma 1

A alma recebe um aumento de força, que a torna apta para obedecer com maior facilidade e prontidão à chamada e aos impulsos do Espírito Santo. É tanta a eficácia destes dons, que conduzem o homem aos mais altos cumes da santidade; e tanta a sua excelência, que perseveram intactos, ainda que mais perfeitos, no reino celestial. Graças a eles, o Espírito Santo move-nos a desejar e leva-nos a conseguir as bem-aventuranças evangélicas, que são como flores abertas na primavera, como indício e presságio da bem-aventurança eterna. (Leão XIII, Encíclica Divinum illud munus, 1897.05.09, 12, trad. do castelhano por ama)
Doutrina: CCIC – 374: Como formar a recta e verdadeira consciência moral?
                   CIC - 1783-1788; 1799-1800
A consciência moral recta e verdadeira forma-se com a educação e com a assimilação da Palavra de Deus e do ensino da Igreja. É amparada com os dons do Espírito Santo e ajudada com os conselhos de pessoas sábias. Além disso, ajudam muito na formação moral a oração e o exame de consciência.

Preocupação com o próximo



Procuremos aquelas virtudes que, juntamente com a nossa salvação, aproveitam principalmente ao próximo... No mundo terreno, ninguém vive para si mesmo; o artesão, o soldado, o lavrador, o comerciante, todos sem excepção contribuem para o bem comum e proveito do próximo. Com maior razão no mundo espiritual, porque este é o viver verdadeiro. O que vive só para si e despreza os outros é um ser inútil, não é homem, não pertence à nossa linhagem.

(S. João Crisóstomo, Homílias sobre S. Mateus, 77, 6, trad castelhano por ama)

18/08/2010

Textos de Reflexão para 18 de Agosto

Evangelho: Mt 20, 1-16

1 «O Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que, ao romper da manhã, saiu a contratar operários para a sua vinha.2 Tendo ajustado com os operários um denário por dia, mandou-os para a sua vinha.3 Tendo saído cerca da terceira hora, viu outros, que estavam na praça ociosos,4 e disse-lhes: “Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo”.5 Eles foram. Saiu outra vez cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.6 Cerca da undécima, saiu, e encontrou outros que estavam sem fazer nada, e disse-lhes: “Porque estais aqui todo o dia sem trabalhar?”.7 Eles responderam: “Porque ninguém nos contratou”. Ele disse-lhes: “Ide vós também para a minha vinha”.8 «No fim da tarde, o senhor da vinha disse ao seu feitor: “Chama os operários e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros”.9 Tendo chegado os que tinham ido à hora undécima, recebeu cada qual um denário.10 Chegando também os primeiros, julgaram que haviam de receber mais; porém, tam eles receberam um denário cada um.11 Mas, ao receberem, murmuravam contra o pai de família,12 dizendo: “Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualaste connosco, que suportamos o peso do dia e o calor”.13 Porém, ele, respondendo a um deles, disse: “Amigo, eu não te faço injustiça. Não ajustaste comigo um denário?14 Toma o que é teu, e vai-te. Eu quero dar também a este último tanto como a ti.15 Ou não me é lícito fazer dos meus bens o que quero? Porventura o teu olho é mau porque eu sou bom?”.16 Assim os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos».
Meditação:

Fui um dos “primeiros” a ser chamado para a Tua vinha. E, nesta felicidade que é o ser chamado, encontrei-me muitas vezes “acomodado”, como se, tivesse tido o “direito” de o ter sido, em vez de, como é verdade, considerar que o fui unicamente pela Tua Bondade e Misericórdia.
Umas vezes foi o calor da tarde – as comodidades, as prisões - que me impediu de trabalhar com afinco, outras foi o preconceito de ver outros a serem chamados depois de mim e serem tratados por igual.
Olho, Senhor, para esse Denário que entregas aos que vão acabando o seu dia e não posso deixar de sentir a minha indignidade para o receber: tenho trabalhado tão mal, com má vontade, contrafeito, com falta de empenho…
Nas horas que me restarem como trabalhador na Tua vinha, vou empenhar-me a fundo no meu trabalho.
Certamente que não o farei como devo mas, de certeza, vou fazê-lo como posso: com todo o amor e dedicação. (AMA, meditação, sobre Mt 20, 1-16 Agosto 2008)

Tema: A Santíssima Virgem e o Reino de Deus

Ao longo da pregação de Jesus, Maria recolheu as palavras com que seu Filho, situando o Reino para além das considerações da carne e do sangue, proclamou bem-aventurados os que escutavam e guardavam a Palavra de Deus, como ela própria o fazia com fidelidade (cfr. Lc 2, 19; 51). (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática, Lumen gentium, 58)

Doutrina: CCIC – 373: Que implica a dignidade da pessoa perante a consciência moral?
                   CIC – 1780 – 1782; 1798

A dignidade da pessoa humana implica rectidão da consciência moral (ou seja, estar de acordo com o que é justo e bom, segundo a razão e a Lei divina). Por causa da sua dignidade pessoal, o homem não deve ser obrigado a agir contra a consciência e, dentro dos limites do bem comum, nem sequer deve ser impedido de agir em conformidade com ela, sobretudo em matéria religiosa.   

Fidelidade e gratidão



O que se mostra fiel no pouco, com justo direito será constituído sobre o muito, assim como, pelo contrário, torna-se indigno de novos favores quem é ingrato aos que antes recebeu.

(S. Bernardo, Comentário ao Salmo 97, 1-4, trad do castelhano por ama)

17/08/2010

Amigos 6


É próprio do amigo fazer bem aos amigos, especialmente àqueles que se encontrem mais necessitados. [i]


[i] S. Tomás de aquino, Ética e Nicómaco, 9, 13

Textos de Reflexão para 17 de Agosto

Evangelho: Mt 19, 23-30

23 Jesus disse a Seus discípulos: «Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus.24 Digo-vos mais: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, que entrar um rico no Reino dos Céus».25 Os discípulos, ouvidas estas palavras, ficaram muito admirados, dizendo: «Quem poderá, então, salvar-se?».         26 Porém, Jesus, olhando para eles, disse-lhes: «Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível». 27 Então Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: «Eis que abandonámos tudo e Te seguimos; qual será a nossa recompensa?».28 Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo que, no dia da regeneração, quando o Filho do Homem estiver sentado no trono da Sua glória, vós, que Me seguistes, também estareis sentados sobre doze tronos, e julgareis as doze tribos de Israel.29 E todo aquele que deixar a casa, ou os irmãos ou irmãs, ou o pai ou a mãe, ou os filhos, ou os campos, por causa do Meu nome, receberá cem vezes mais e possuirá a vida eterna.30 Muitos dos primeiros serão os últimos, e muitos dos últimos serão os primeiros.
Meditação:

Estou aqui, Senhor, como um desses “últimos” de que falas. De facto, desde pequenino que Te conheço e, não obstante, tantas vezes pretendo ignorar-te. Sou, então, dos “primeiros”, desses afortunados que ouviram dos lábios da sua Mãe, as primeiras orações, quando, debruçada sobre o meu berço me encomendava a Ti, à Tua Mãe Santíssima. Desses felizes que receberam do seu Pai o exemplo de homem sério e bom, temente e amante das Tuas coisas, dedicando um amor entranhado à Tua Mãe, que sabia também sua, observante rigoroso das leis da Tua Igreja.
E, no entanto, estou aqui, um dos últimos, um dos que se demoram mais em seguir-te, em deixar as quimeras desta vida pelas realidades que prometes e garantes.
Vou-me ficando para trás, sempre à espera de “melhores dias”, ocasião mais propícia, enredado nas minhas coisas, na minha vida, nos meus problemas.
Não me conformo, Senhor, com este último lugar. Quero passar para a frente, mais junto de Ti, porque, só aí, estarei bem. Nada posso, por mim, bem o disseste mas, Tu, sim, podes tudo.
Chama-me mais “para cima” na mesa do Teu banquete, não por meu mérito ou valor mas para que, pela Tua Infinita Misericórdia, possa contemplar o Teu Rosto mais de perto. (AMA, Meditação, Mt 19, 23-30, Agosto 2008)

Tema: Fim último do homem

Como fim último, o homem ou procura Deus ou procura-se a si próprio. Não existe meio-termo, porque só se pode propor como fim último algo absoluto. (Card. Cardona, Metafísica de la opción intelectual, 2ª ed. Rialp, Madrid, 1973, nr. 103, trad ama)

Doutrina: CCIC – 372: O que é a consciência moral?
                   CIC – 1776–1780; 1795–1797
A consciência moral, presente no íntimo da pessoa, é um juízo da razão, que, no momento oportuno, ordena ao homem que pratique o bem e evite o mal. Graças a ela, a pessoa humana percebe a qualidade moral dum acto a realizar ou já realizado,  permitindo-lhe assumir a responsabilidade. Quando escuta consciência moral, o homem prudente pode ouvir a voz de Deus que lhe fala.

Direcção espiritual



Qualquer um compreende sem dificuldade que para realizar a ascensão de uma montanha é necessário um guia; o mesmo sucede quando se trata da ascensão espiritual...; e tanto mais, quanto que neste caso há que evitar os laços que nos estende alguém (o demónio) muito interessado em impedir que subamos.

(J. Garrigou Lagrange, Las Tres Edades de la Vida Interior, nr. 297, trad ama)

16/08/2010

Textos de Reflexão para 21 de Agosto

Evangelho: Mt 23, 1-12

1 Então, Jesus falou às multidões e aos Seus discípulos,2 dizendo: «Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus.3 Observai, pois, e fazei tudo o que eles vos disserem, mas não imiteis as suas acções, porque dizem e não fazem.4 Atam cargas pesadas e impossíveis de levar, e as põem sobre os ombros dos outros homens, mas nem com um dedo as querem mover.5 Fazem todas as suas obras para serem vistos pelos homens. Trazem mais largas as filactérias, e mais compridas as franjas dos seus mantos.6 Gostam de ter os primeiros lugares nos banquetes, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, 7 das saudações na praça, e de serem chamados rabi pelos homens.8 Mas vós não vos façais chamar rabis, porque um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos.9 A ninguém chameis pai sobre a terra, porque um só é o vosso Pai, O que está nos céus.10 Nem façais que vos chamem mestres, porque um só é o vosso Mestre, Cristo.11 Quem entre vós for o maior, seja vosso servo.12 Aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.
Meditação:

Quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado disseste Tu, Senhor. E, como foste Tu quem o disse, só pode ser verdade. Quantas vezes não se verifica… E, quanto a mim? Que se passará? Sim porque eu tenho esta prosápia permanente, esta sede de protagonismo e evidência – as minhas filactérias – sempre olhar para cima, pescoço bem esticado para ser visto e, naturalmente, admirado.
Aceita, Senhor, a minha declaração formal do que sou: nada, absolutamente, e trata-me assim: como nada! 

(ama, meditação sobre Mt 23, 1-12, 2009.03.11)

Tema: Santidade de Deus

A experiência da santidade de Deus e da nossa condição de pecadores não afasta o homem de Deus, antes o aproxima d’Ele. E mais, o homem convertido transforma-se em confessor e apóstolo. As intenções de Deus tornam-se-Lhe próximas e amáveis. E a sua vida assume o sentido e valor mais pleno. 
(joão Paulo II, Homília, Roma, 1983.02.06, trad do castelhano por ama)
Doutrina: CCIC – 376: A consciência moral pode emitir juízos erróneos?
                  CIC – 1790–1794; 1801–1802
A pessoa deve obedecer sempre ao juízo certo da sua consciência, mas esta também pode emitir juízos erróneos, por causas nem sempre isentas de culpabilidade pessoal. Não é porém imputável à pessoa o mal realizado por ignorância involuntária, mesmo que objectivamente não deixe de ser um mal. É preciso, pois, trabalhar para corrigir os erros da consciência moral.

Festa: São Pio X

Evangelho para 16Ago

Evangelho: Mt 19, 16-22

16 Aproximando-se d'Ele um jovem, disse-Lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom para alcançar a vida eterna?». 17 Jesus respondeu-lhe: «Porque me interrogas acerca do que é bom? Um só é bom. Porém, se queres entrar na vida eterna, guarda os mandamentos». 18 «Quais?», perguntou ele. Jesus disse: «Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama o teu próximo como a ti mesmo». 20 Disse-Lhe o jovem: «Tenho observado tudo isso. Que me falta ainda?». 21 Jesus disse-lhe: «Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-Me». 22 O jovem, porém, tendo ouvido estas palavras, retirou-se triste, porque tinha muitos bens.
Meditação:

Perfeito! Tu, Senhor, queres que seja perfeito? Sabes o que me pedes? A mim?!
Espanta-me este Teu pedido como se eu fosse capaz!
Sei que, Tu, não pedes impossíveis.
Reconheço que me conheces melhor – muito melhor - que eu próprio me conheço.
Então…tenho de concluir, que, ser perfeito, está ao meu alcance.
No meu caso, penso, que “não posso desfazer-me de tudo o que tenho e dá-lo aos pobres” porque as coisas que tenho não são minhas. O que posso, sim, é desapegar-me delas e, também, dos desejos de ter outras. Isso sim, posso fazer. Quero fazer. 

(ama, meditação sobre Mt 19, 16-22, 2010.07.13)

15/08/2010

Desprendimento



Pouco me importa que uma ave esteja presa por um fio fino ou grosso, porque, mesmo que seja fino, estará tão presa como com um grosso se este não se quebrar para poder voar. A verdade é que o fino é mais fácil de quebrar; mas, por fácil que seja, se não o quebrar não voará.

(S. João da Cruz, Chama de amor viva, trad castelhano por ama).

Evangelho para 15 de Agosto

Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá.40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre.43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre.45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». 46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem.51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo.52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes.53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias.54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre».56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.
Comentário:

Não me lembro de alguma vez ter recitado o Magnificat sem ficar assombrado com a humildade deste hino à Glória de Deus.
A Santíssima Virgem estabelece de forma definitiva o que é a verdadeira humildade.
O reconhecimento dos bens, das virtudes, predicados e ''estatura'' pessoais é, em Nossa Senhora um grito de júbilo por tudo aquilo que é, não escondendo que sabe que é a primeira de todas as criaturas e que, para todo o sempre, será louvada e exaltada pelos povos de toda a terra.
Apresenta-se como a verdadeira ''obra prima'' do Criador, sem rebuços ou falsa modéstia.
          Porquê?
Exactamente porque tem a noção exacta do poder de Deus e da ''força'' da Sua Vontade que não compete à criatura, avaliar ou considerar.
          Não!
Na verdade, tudo começa com um ''faça-se'' arrancado do fundo da alma. (ama, meditação sobre Lc 1, 39-56, 2010.05.31)

Confissão



Porque uma coisa é o homem quando julga quem não conhece, e outra coisa é Deus, que penetra nas consciências. Entre os homens, à confissão segue-se o castigo; enquanto diante de Deus, à confissão segue-se a salvação.

(S. João Crisóstomo, Homília De Cruce et Latrone, trad castelhnao por ama)

14/08/2010

Evangelho para 14 de Agosto

Evangelho: Mt 19, 13-15

13 Então, foram-Lhe apresentadas várias crianças para que Lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Mas os discípulos repreendiam-nas. 14 Jesus, porém, disse-lhes: «Deixai as crianças, e não as impeçais de vir a Mim, porque delas é o Reino dos Céus». 15 E, tendo-lhes imposto as mãos, partiu dali.

Meditação:

Senhor, se eu for como uma criança… impões-me as Tuas mãos?
E abençoas-me?
E tens-me junto a Ti?
Mas, Senhor, como posso eu ser como uma criança!
Eu, cheio de preconceitos, calculismos, critérios desajustados da realidade!
Preciso, antes de ser criança, ser simples, concreto, verdadeiro, sem dissimulações.
Por isso, Te digo, meu Jesus, aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser. Não sei para que me queres, mas confio que encontrarás em mim algo que possa – que Tu possas – aproveitar. 
(AMA, Meditação, Mt 19, 13-15, 2006)

Desprendimento responsável


Possui, mas como se nada possuísse, o que reúne tudo o necessário para seu uso, mas prevê cautamente que depressa o há-de deixar. Usa este mundo como se não o usasse, o que dispõe do necessário para viver, mas não deixando que domine o seu coração, para que todo ele sirva e nunca desvie, a boa marcha da alma, que tende a coisas mais altas.

(S. Gregório Magno, Homílias sobre o Evangelho de S. Lucas, 40, 2, trad castelhano por ama

13/08/2010

Fátima, 13 de Agosto

Fátima 1

As aparições de Fátima, comprovadas por sinais extraordinários e 1917, formam como que um ponto de referência e de irradiação para o nosso século. Maria, Nossa Mãe celestial, veio para sacudir as consciências, para iluminar o autêntico significado da vida, para estimular a conversão do pecado e o fervor espiritual, para inflamar as almas de amor a Deus e de caridade para com o próximo. Maria veio socorrer-nos, porque muitos, por desgraça, não querem acolher o convite do Filho de Deus para voltar à casa do Pai.
Desde o seu Santuário de Fátima, Maria renova todavia hoje a sua materna a premente petição: a conversão à Verdade e à Graça, A vida dos sacramentos, especialmente a Penitência e a Eucaristia, e a devoção ao seu Coração Imaculado, acompanhado pelo espírito de penitência.

(joão Paulo II, Angelus, 1987.07.23)