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05/10/2022

Publicações em Outubro 5

 


 

Mês do Santo Rosário

A Santíssima Virgem no Evangelho

 

Não tenhais medo

 

Logo após a sua eleição como Papa, São João Paulo II assomou à loggia do Vaticano para se dirigir à multidão que enchia a Praça aguardando com ansiedade saber – e ver – o “novo” Papa.

As suas primeiras palavras foram: ‘Non abbiate paura’ (Não tenhais medo). E foi dizendo que – possivelmente – houvesse alguma inquietação por estar ali um novo Papa, não italiano mas, talvez, ainda mais, por ser oriundo de um País do Leste Europeu, dominado pela Rússia Soviética. Naqueles momentos, eu, também me deixei envolver por considerações pessoais como, por exemplo, o que seria o futuro imediato da Igreja com este homem eleito sucessor de Pedro.

Recordei então um livro – depois convertido em filme – que há muito lera e que ficara gravado na minha memória: As sandálias do pescador(The Shoes of the Fisherman, Morris West, 1963).

No livro, o autor imagina a eleição de um Papa oriundo do Leste Europeu, mais concretamente da Rússia Soviética.

Um autêntico “terramoto” que se seguiu um pouco por toda Igreja Católica,o que faria este novo Papa, melhor, que modificaria nos hábitos, costumes, leis… enfim, a tradição?

Prenúncios de crise inevitável que muitos, inclusivé cristãos, se atreviam a conjecturar.

De facto, tiveram, em parte, razão porque o recém eleito Papa que cumpriria um dos mais longos papados da Igreja, imprimiu um carácter e dinamismo tão acentuados à vida da Igreja que ficaram indelávelmente gravados.

Antes de mais o seu exemplo de santidade pessoal,a sua dedicação profunda ao estudo de todos os assuntos que de alguma forma interessavam aos cristãos, a incansável preregrinação por quase todos os países da terra, a sua constante disponibilidade para receber quem fosse, a isenção da sua actuação política pondo o “acento cristão” nas relações entre os homens.

Por duas vezes foi pessoalmente discursar nas Nações Unidas aos representantes das Nações ali representadas, não discursos políticos mas essencialmente humanos.

A defesa intransigente dos valores da vida humana desde o momento da concepção até ao momento da morte natural, da integridade o corpo humano.

Sempre presente nas suas palavras e exortações o tema da PAZ entre os homens.

Em Fátima, onde veio por duas vezes, a sua voz ressou uma vez mais nestes temas.

O propósito da sua segunda visita ao Altar do Mundo for para agradecer à Santíssima Virgem ter salvo a sua vida no atentado de fora vítima em Roma.

Ele próprio confidenciou que tinha tido a nítida percepção da mão da Virgem desviando a bala do seu peito.

Eu arrependo-me de ter cedido a essa tentação terrível de fazer juízos – quando não críticas – sobre a santidade e as escolhas do Divino Espírito para a Igreja a que pertenço como baptizado e, sobretudo de dar ouvidos aos “profetas da desgraça” que tão frequentemente opinam sobre o que chamam “Crises da Igreja”.

“Crises na Igreja”?

A Santa Igreja – que somos todos os cristãos – tem como Cabeça Jesus Cristo seu Fundador. Só Ele pode alterar seja o que for na sua essência.

Nenhum homem seja qual for o cargo que ocupe ou o ministério que desempenhe tem esse poder.

Confiemos, pois, com a certeza que quanto maior a provação maior será o Seu cuidado.

Fujamos da tentação de fazer juízos – mesmo íntimos – porque tal não nos compete.

Rezemos com perseverança pedindo Luz, Sabedoria e Justiça para todos, principalmente os que mais responsabilidades possam ter na condução do Povo de Deus.

Por vezes – talvez muitas – encontro-me perante um dilema: Onde está Jesus, que parece estar “ausente” nas vicissitudes da minha vida, nas “desgraças” no mundo que me rodeia e que, quase a diário, me chegam pelas notícias, pela televisão: inundações, cataclismos, violências bárbaras dos mais elementares direitos humanos, pessoas sem-abrigo, com fome, sem quaisquer recursos…? Está, de facto, ausente, desinteressado, “tem mais que fazer”?

Sinto-me, talvez, confuso e sem saber muito bem que pensar,mas, logo caio em mim e reconsidero:

Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! É extraordinário. Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, quantos desabafos, queixas e pedidos não Lhe fiz! Meu amigo! Jesus é meu amigo. Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar? Que posso temer! E, quase instantaneamente, oiço-Te: «Sou Eu, não tenhas medo!»

 

O Santo Papa João Paulo II tinha desde Sacerdote, assumido um lema: TOTUS TUO|

Nas mãos providenciais da Santíssima Virgem, entregara-se como homem, Sacerdote, Bispo, Cardeal e Papa.

A Santíssima Virgem é a Mãe da Igreja e, como boa Mãe, não deixará que alguma vez esta se afunde no mar da incerteza ou se deixe dominar por opiniões ou critérios venham de onde vierem a não ser aqueles que O seu Divino Filho instituíu.

 

04/10/2022

Publicações em Outubro 4


 

A aparência de Jesus

Detenho-me a imaginar qual seria a aparência de Jesus, o veriam os outros com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina e, em particular, como surgiria aos olhos dos Seus díscipulos, nomeadamente os mais próximos… os Apóstolos.

Entendo que um Rabi, um Chefe, não pode apresentar-se vestido de qualquer forma. Normalmente, no Israel daquele tempo, os Chefes do Povo, os fariseus e os escribas gostavam, como dizem os Evangelhos, de ricas vestes, com filactérias a arrastar pelo chão, símbolos e colares que identificavam a sua dignidade. Como também diz Jesus «já recebiam a sua paga». Jesus não! Em tudo parece um cidadão comum, normal, embora usando uma túnica inconsútil, o que não seria muito usual naqueles tempos, usando sandálias nos pés, porque é Senhor é não escravo, não usa nem símobolos ou sinais especiais que O identifiquem como alguém diferente do comum das pessoas. Talvez  por isso, por não aparentar ser um Chefe, uma Autoridade alguns se espantassem: «De onde Lhe vem esta sabedoria?».

Na Sua infância convivia e brincava com as crianças da Sua idade em Nazareth e, só a Sua Santíssima Mãe sabia que aqula criança era DEUS! Sim… Deus brincando com as crianças. Como não deveria o seu Dulcíssimo Coração encher-se de ternura ao contemplar cenas tão entranháveis!

Eu levo muito em conta o que visto ou uso em cada ocasião, esta é uma procupação “natural” ou uma manifestação de vaidade pessoal?

Percebo, mas peço à Santíssima Virgem que me ajude a perceber melhor, que não será o que visto ou uso que arrastará outros para o Reino De Deus mas sim a forma como me comporto e hajo.