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11/03/2016

Temas para meditar - 596

Justiça

Nada - nem mesmo as coisas mais insignificantes - escapa aos olhos de Deus, à Sua Providência e ao Seu Juízo.
Muito menos escaparão as acções dos homens, que serão premiados ou castigados pelo justo e inapelável juízo de Deus.
Por isso mesmo, não se deve temer que fique sem recompensa eterna nenhum sofrimento ou perseguição padecidos por seguir a Cristo.

O ensinamento do v.5 (Lc 12) sobre o temor é completado nos v. v. 6 e 7 ao dizer-nos que Deus é o Pai bom que vela por todos nós.
Assim, pois o nosso temor a Deus não há-de ser servil - fundado no medo do castigo - o de quem não quer desgostar o seu pai -, e que se alimenta na confiança na divina Providência.


(Bíblia Sagrada, anot. pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra, Comentário, Lc 12, 5-7)

20/09/2014

Temas para meditar - 242


Providência divina


Às vezes ocorre-nos o que ao leigo em medicina que vê o médico receitar água a um enfermo e a outro vinho, segundo lhe sugere a sua ciência: não sabendo medicina, pensa que o médico receita estes remédios à sorte. Assim acontece com respeito a Deus. Ele, com conhecimento de causa e segundo a Sua providência, dispõe as coisas que os homens necessitam: aflige uns que talvez sejam bons, e deixa viver em prosperidade outros que são maus.


(S. Tomás de aquinoSobre o Credo, 1)

11/05/2012

Não te assustes ao veres-te tal como és

Textos de S. Josemaria


Não necessito de milagres; bastam-me os que há na Escritura. – Pelo contrário, faz-me falta o teu cumprimento do dever, a tua correspondência à graça. (Caminho, 362)

Repitamos com a palavra e com as obras: Senhor, confio em Ti, basta-me a tua providência ordinária, a tua ajuda de cada dia. Não temos por que pedir a Deus grandes milagres. Temos de lhe suplicar, pelo contrário, que aumente a nossa fé, que ilumine a nossa inteligência, que fortaleça a nossa vontade. Jesus está sempre junto de nós e permanece fiel.
Desde o começo da minha pregação, preveni-vos contra um falso endeusamento. Não te assustes ao veres-te tal como és: assim, feito de barro. Não te preocupes. Porque, tu e eu somos filhos de Deus, – este é o endeusamento bom – escolhidos desde a eternidade, com uma vocação divina: escolheu-nos o Pai, por Jesus Cristo, antes da criação do mundo, para que sejamos santos diante dele. Nós, que somos especialmente de Deus, seus instrumentos apesar da nossa pobre miséria pessoal, seremos eficazes se não perdermos o conhecimento da nossa fraqueza. As tentações dão-nos a dimensão da nossa própria fraqueza.
Se sentimos desalento ao experimentar – talvez de um modo particularmente vivo – a nossa mesquinhez, é o momento de nos abandonarmos por completo, com docilidade, nas mãos de Deus. Conta-se que, certo dia, um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola. Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades. O pobre, confundido e atordoado, exclamou: eu não pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou. (Cristo que passa, 160)


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