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01/12/2020

Leitura espiritual Dezembro 01

Evangelho

 

Mt I, 1 - 25

 

 

 

Genealogia de Jesus Cristo

 

1 Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão: 2 Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos; 3 Judá gerou, de Tamar, Peres e Zera; Peres gerou Hesron; Hesron gerou Rame; 4 Rame gerou Aminadab; Aminadab gerou Nachon; Nachon gerou Salmon; 5 Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; 6 Jessé gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; 7 Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8 Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Uzias; 9 Uzias gerou Jotam; Jotam gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10 Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; 11 Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. 12 Depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13 Zorobabel gerou Abiud. Abiud gerou Eliaquim; Eliaquim gerou Azur; 14 Azur gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15 Eliud gerou Eleázar; Eleázar gerou Matan; Matan gerou Jacob. 16 Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama Cristo. 17 Assim, o número total das gerações é, desde Abraão até David, catorze; de David até ao exílio da Babilónia, catorze; e, desde o exílio da Babilónia até Cristo, catorze.

 

Concepção e nascimento de Jesus

 

18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. 19 José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. 20 Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» 22 Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: 23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. 24 Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. 25 E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus.

 


                            Jesus Cristo Nosso Salvador

 

Iniciação à Cristologia

 

a) A distinção entre natureza e pessoa. 

 

Esta distinção aparece mais clara ao considerar os indivíduos racionais ou pessoas possuidoras de uma determinada natureza. Com efeito, comprovamos que existem muitos sujeitos ou indivíduos diferentes (p. ex. os homens) que possuem a mesma natureza (a condição humana).

A distinção entre uma natureza e a própria pessoa que a possui é uma distinção entre uma parte e o todo, entre a parte que lhe dá o modo de ser e o todo que existe realmente: p. ex. Pedro tem realmente uma natureza humana como algo próprio, e, além disso, possui outros elementos individuais exclusivos dele, não comuns a outros homens; Pedro é a pessoa, o todo, e a natureza é uma parte dele que o especifica. 

b) A união absolutamente misteriosa e singular das duas naturezas em Cristo é hipostática, na pessoa. 

Já vimos que Cristo não é um ser «só em algum sentido», com a unidade moral, extrínseca o acidental que pode existir entre dois sujeitos ou indivíduos subsistentes, um divino e outro humano, que formem uma comunhão de vida e de acção, como sustentava Nestório. Mas, por outro lado, essa unidade, real e ontológica, que afirmamos em Cristo, tampouco é segundo a natureza: não existe uma só natureza composta pela divina e a humana, como afirmava Eutiques. 

         A união das duas naturezas em Cristo é uma união hipostática ou na pessoa. Nosso Senhor «ainda que seja Deus e homem, não são dois Cristos, mas um só Cristo (…) um absolutamente (…) na unidade da pessoa» [1]. O Verbo, ao assumir a natureza humana de Maria Virgem, fê-la realmente sua, e começou a ser homem no tempo, sem deixar de ser o mesmo que era desde a eternidade. De modo que, depois da Encarnação, o Filho de Deus subsiste em duas naturezas: é Deus e também é homem.   

Esta união é completamente misteriosa, não tem semelhança com nenhuma outra, e conhecemo-la unicamente pela fé. Os exemplos que se empregaram na catequese para ilustrar este mistério são simples analogias que servem só em parte, mas que distam dele noutros aspectos. O símil mais utilizado pela Tradição é a união da alma e do corpo [2]: a união de duas substâncias que formam no nosso caso uma só pessoa, e nisto serve de exemplo para a união da divindade e humanidade em Cristo. Mas não serve como exemplo noutros aspectos: p. ex. enquanto a alma e o corpo são duas substâncias incompletas, e este não é o caso da divindade nem da humanidade de Cristo; nem tampouco enquanto a união do corpo e alma se constitui uma só natureza. 

c) A natureza humana de Cristo é íntegra e perfeita, mas não é uma pessoa humana, nem é um sujeito diferente do Verbo. 

O Filho de Deus assumiu uma verdadeira e perfeita natureza humana individual, composta de corpo e alma, e é em verdadeiramente homem. Daí surgiu que alguns conceberam a natureza humana de Cristo como um sujeito humano diferente da pessoa do Verbo, ainda que não o chamassem «pessoa», mas só «hypóstasis».

Contra estes, o quinto concílio ecuménico, II de Constantinopla, no ano 553 «confessou a propósito de Cristo: ‘Não há mais que uma só hypóstasis (ou pessoa), que é Nosso Senhor Jesus Cristo, uno da Trindade’ [3]. Portanto, tudo na humanidade de Jesus Cristo deve ser atribuído à sua pessoa divina como seu próprio sujeito [4], não somente os milagres mas também os sofrimentos [5] e a própria morte: ‘O que foi crucificado na carne, nosso Senhor Jesus Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da glória e uno da santíssima Trindade’ [6]»[7].

A natureza humana de Jesus Cristo, ainda que real, criada, individual e concreta, não é uma hypóstasis ou uma pessoa humana, pois não é um subsistente, não é um todo completo em si mesmo que exista independentemente do outro, já que pertence propriamente ao Verbo que a assumiu, e foi levada de forma inefável à união do ser pessoal do Filho de Deus que pré-existia à união. De modo que o Filho de Deus, uno da santíssima Trindade, é o único subsistente, sujeito ou pessoa, na sua natureza divina e na sua natureza humana. 

Afirmar que a humanidade de Cristo não é pessoa humana não significa diminuir ou tirar algo da verdadeira e real índole humana de Nosso Senhor, já que essa natureza á completa e perfeita, e não lhe falta nada que seja próprio dela. E tampouco rebaixa a condição e dignidade da sua humanidade o facto de não existir por si mesma e não constituir uma pessoa humana, mas sim, pelo contrário, «a natureza humana é em Cristo mais digna que em nós, porque no nosso caso ao existir por si tem a suam própria personalidade, todavia em Cristo existe a pessoa do Verbo»[8]. 

d) A pessoa de Jesus Cristo é divina, eterna e imutável na sua Encarnação e não formada pela união das naturezas: é pessoa do Filho de Deus. 

Já sabemos que só se encarnou a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Filho de Deus, como nos ensina a revelação e a fé da Igreja: as três pessoas divinas fizeram que a natureza humana se unisse á pessoa singular do Filho de Deus [9]. 

A Encarnação não supôs mudança alguma no Filho de Deus, que é imutável, como tampouco o supôs a criação. Somente se dá a mudança na natureza humana: inovação que consiste no facto de começar a existir elevada inefavelmente à união pessoal com o Verbo. A pessoa divina não adquiriu nenhuma perfeição nova, porque possui todas as perfeições da natureza humana, contidas de forma muito mais excelente na sua natureza divina. 

A fé ensina-nos que a pessoa de Cristo é a pessoa eterna do Filho Unigénito de Deus. E o Verbo, desde antes dos séculos, tem o seu ser pessoal por geração eterna de Deus Pai. Portanto, a pessoa de Cristo não é causada pela união das duas naturezas, mas sim é eterna. Cristo não «é» ou existe pela sua natureza humana, mas sim que por ela «é homem». A pessoa de Cristo, depois da Encarnação, subsiste sem mudança alguma nas duas naturezas, mas não é formada por composição ou pela união de ambas.

Como consequência, a filiação de Jesus no que respeita a seu Pai não é adoptiva como a dos outros homens, mas si que é Filho de Deus por natureza, o Unigénito, o próprio Filho do Pai, pois d’Ele recebeu o seu ser pessoal por geração eterna.[10]

 

 

Vicente Ferrer Barriendos

 

(Tradução do castelhano por ama)

 



[1] Símbolo Quicumque, DS, 76.

[2] Cf. Símbolo Quicumque, DS, 76: «Como a alma racional e o corpo formam um só homem; assim, Cristo é um, sendo Deus e homem».

[3] DS, 424

[4] cf. Conc. Éfeso: DS, 255

[5] cf. DS, 424

[6] DS, 432

[7] CCE, 468.

[8] S. Th. III, 2,2, ad. 2.

[9] S. Th. III,2,2 ad 2.

[10] Cf. DS, 595; 611; 619; 852. Entenderemos melhor esta verdade se tivermos presente que a filiação é uma relação de uma pessoa no que respeita a outra que a engendrou e lhe comunicou a sua natureza específica. Assim, a Filiação Divina adoptiva é e relação do homem que recebeu a vida divina participada, a graça, respeitante a Deus que lha comunicou. Esta filiação adoptiva «não é uma qualidade sobrenatural» recebida de Deus que transforme o homem fazendo-o divino por participação, como o é a graça santificante, mas a subsequente «relação» da pessoa que essa vida sobrenatural respeitante a Deus.

25/11/2020

Leitura espiritual 25 Novembro

 

Evangelho

 

Jo XVIII, 1-18

 

Prisão de Jesus

1 Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. 2 Judas, aquele que o ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se reunia ali frequentemente com os discípulos. 3 Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá. 4 Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» 5 Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas, aquele que o ia entregar, também estava junto deles. 6 Logo que Jesus lhes disse: ‘Sou Eu!’, recuaram e caíram por terra. 7 E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o Nazareno!» 8 Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais, então deixai estes ir embora.» 9 Assim se cumpria o que dissera antes: ‘Dos que me deste, não perdi nenhum.’ 10 Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice de amargura que o Pai me ofereceu?»

 

Jesus diante do Sinédrio

12 Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e manietaram-no. 13 E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14 Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: ‘Convém que morra um só homem pelo povo’.

 

Pedro nega Jesus

15 Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao mesmo tempo que Jesus. 16 Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para dentro. 17 Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele respondeu: «Não sou.» 18 Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles, aquecendo-se também.

 


 

Santo Agostinho

DE CIVITATE DEI[i]

 

LIVRO IX

 

CAPÍTULO I

 

A que ponto chegou a questão e que é que falta para tratar.

 

A respeito dos deuses, há quem julgue que uns são bons e outros maus. Mas também há quem, fazendo deles o melhor conceito, lhes atribua honra e glória tais que não se atreve a pensar que haja algum deus mau. Mas os que afirmaram que havia deuses bons e deuses maus, também aos demónios deram o nom e de deuses; e às vezes, embora raramente, também deram o nome de demónios aos deuses — reconhecendo que o próprio Júpiter, de quem eles fazem o rei e chefe dos outros deuses, foi alcunhado de demónio por Homero.

Mas os que dizem que todos os deuses são bons e muito superiores aos homens que temos por bons, com razão se perturbam com os feitos dos demónios; e, como não podem negar esses feitos nem podem admitir que possam ser cometidos por deuses — que, na sua opinião, são todos bons —, são obrigados a estabelecer diferenças entre os deuses e os demónios. De modo que atribuem aos demónios e não aos deuses tudo o que com razão lhes desagrada nas obras e nos sentimentos depravados em que se revela o poder dos espíritos ocultos. Estão, porém, convencidos de que os demónios estão de tal forma colocados entre os deuses e os homens, que são eles que transmitem os pedidos dos homens e lhes trazem os favores dos deuses, já que nenhum deus se pode misturar com os homens.

E esta a opinião dos platónicos, os mais eminentes e reputados filósofos, com os quais, devido ao seu alto valor, me pareceu conveniente discutir esta questão: se o culto da multidão de deuses tem alguma utilidade para se obter a vida feliz que nos espera depois da morte.

No livro precedente, indagámos por que convénio os demónios (que se comprazem com o que os homens bons e prudentes reprovam e condenam, isto é, com as ficções sacrílegas, torpes e criminosas atribuídas pelos poetas, não a qualquer homem mas aos próprios deuses, e com a condenável violência das artes mágicas) poderiam eles, como vizinhos e amigos, conciliar os homens bons com os deuses

maus — e constatámos que eram disso totalmente incapazes.

 

CAPÍTULO II

 

Entre os demónios, que são inferiores aos deuses, haverá alguns bons sob cuja protecção possa a alma humana alcançar a verdadeira felicidade?

 

Por conseguinte, como prometemos no fim do livro precedente, trataremos neste livro da diferença existente a (a admitir que alguma existe), não entre os deuses, todos considerados bons, nem entre os deuses e os demónios, - aqueles separados dos homens por vastíssimos espaços, e estes colocados entre os deuses e os homens - mas da diferença que há entre os próprios demónios: assunto este que respeita à presente questão.

Diz-se geralmente que há bons e maus demónios.

Quer esta opinião seja dos platónicos quer seja de quaisquer outros, não se pode negligenciar a sua discussão.

Convém que ninguém pense que se deve a ter aos demónios pretensamente bons, com o desejo e o cuidado de, por seu intermédio, alcançar a benevolência dos deuses que considera bons, tendo em mira gozar, depois da morte, da sua sociedade; e, desta forma apanhado na rede dos espíritos malignos, vítima dos seus enganos, se arredaria para muito longe do verdadeiro Deus só com o qual, só no qual, só pelo qual a alma humana, isto é, a alma racional e intelectual é feliz.

 

CAPÍTULO III

Atribuições dos demónios segundo Apuleio, que, embora lhes não negue a razão, não lhes atribui qualquer virtude.

 

Qual é então a diferença entre bons e maus demónios?

O platónico Apuleio, tão minucioso acerca dos seus corpos aéreos quando deles fala em termos gerais, emudece acerca das virtudes de que seriam dotados, caso fossem bons. Ficou, pois, mudo acerca da causa da felicidade; não pôde, porém, esconder os indícios da sua miséria: de facto, com o confessa, a sua mente, que faz deles seres racionais, longe de estar impregnada e armada de virtude para não ceder a qualquer paixão irracional, encontra-se, também ela, com o os espíritos insensatos, de certo modo sacudida por violentas e tempestuosas perturbações. Tais são as suas palavras sobre o caso:

É quase sempre desta espécie de demónios que falam os poetas quando, não muito longe da verdade, imaginam deuses hostis ou favoráveis a certos homens, concedendo a prosperidade e o sucesso a uns e a adversidade e a aflição a outros. Ei-los, pois, sujeitos à compaixão e à indignação, à angústia e à alegria; mostram todos os aspectos das paixões humanas, baloiçados como nós nas ondas dos pensamentos pelos mesmos movimentos do coração e as mesmas agitações do espírito. Estas perturbações e tempestades estão muito longe da tranquilidade dos deuses celestes Apuleio, De Deo Socratis, XII; ed. Thom as, p. 20..

Há nestas palavras lugar para a dúvida de que não são as regiões inferiores da alma dos demónios mas as suas próprias mentes, pelas quais eles são racionais, que, segundo Apuleio, se perturbam com o um mar em fúria pela tempestade das paixões? Não são mesmo comparáveis aos homens sábios que a estas perturbações da alma, mesmo quando as suportam como uma condição desta vida, opõem uma imperturbável razão, sem nada aprovarem, cedendo-lhes, e sem nada fazerem que se afaste do caminho da sabedoria e da lei da justiça. Mas é aos mortais insensatos e iníquos que eles, não no corpo mas nos costumes, são semelhantes (para não dizermos piores, pois o seu mal é mais antigo e, por uma justa pena, incurável). Flutuam à mercê das agitações do espírito, como aquele diz, sem que parte alguma da sua alma possa encontrar apoio na verdade e na justiça, graças às quais se resiste à turbulência das depravadas paixões.

 



[i] Santo Agostinho, De Civitate Dei é obra de Santo Agostinho, onde descreve o mundo, dividido entre o dos homens e o dos céus. Teria sido a obra preferida do imperador Carlos Magno. Uma das criações mais representativas do gênero humano. Data da primeira publicação: 426 d.C.

Assuntos: Filosofia cristã, Teologia cristã, Neoplatonismo