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08/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 5

Crença 4 - A noção de auto consciência

É a que indica a um racionalista e a um crente que existem. Posso pensar que tudo é uma ilusão, mas todavia continuo estando comigo mesmo: com o ente que está abrigando essa ilusão. A auto consciência presume que há um eu, independentemente do que possa ser esse eu. Eu sei que existo, inclusive ainda que pretenda não estar seguro de tudo o resto.

Um ateu o céptico razoável e um qualquer cristão estarão de acordo nestas 4 coisas, e parecer-lhes-ão razoáveis e evidentes, ainda que bastante indemonstráveis.

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)

07/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 5

Crença 4 - A noção de auto consciência

É a que indica a um racionalista e a um crente que existem. Posso pensar que tudo é uma ilusão, mas todavia continuo estando comigo mesmo: com o ente que está abrigando essa ilusão. A auto consciência presume que há um eu, independentemente do que possa ser esse eu. Eu sei que existo, inclusive ainda que pretenda não estar seguro de tudo o resto.

Um ateu o céptico razoável e um qualquer cristão estarão de acordo nestas 4 coisas, e parecer-lhes-ão razoáveis e evidentes, ainda que bastante indemonstráveis.

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)

06/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 4

Crença 3 - O princípio de causalidade

Os cristãos defendem princípio de causalidade, e os cientistas (inclusive ateus) também, ainda que não falte o filósofo ateu que o negue simplesmente para contrariar os filósofos cristãos. O princípio diz: a cada efeito corresponde uma causa. "Se observamos a sequência de flores, chocolates e finalmente um beijo, concluímos que há uma relação causa efeito", diz Hahn (que escreveu um livro testemunho sobre a fé no seu matrimónio). Os cientistas devem assumir necessariamente que todos os efeitos que investigam têm uma causa. Doutro modo, não teriam nada a que agarrar-se para os explicar. E mais, se alguém argumentasse contra a causalidade, estaria propondo uma vez mais um argumento que se auto destrói, porque, na realidade, qualquer argumento pretende causar um efeito: mudar a tua mentalidade, os teus pensamentos e convicções!

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)

05/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 3

Crença 2 - A general fiabilidade do sentido de percepção

Cremos (até o mais céptico dos cépticos, e sem prova alguma) que os nossos sentidos percebem a realidade tal e como é, independentemente da nossa percepção. Alguém pode dizer que os sentidos são pouco fiáveis como certas ilusões ópticas, mas estas são ilusões fictícias precisamente porque algum outro sentido anula a percepção do sentido que nos engana, ou a nossa razão descobre a causa da ilusão. Por exemplo, um lápis metido num copo de água parece estar dobrado mas nosso sentido do tacto diz-nos que não está ao percorrê-lo com os dedos em toda a sua extensão.

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)

04/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 2

Crença 1 - O princípio de não contradição

Um objecto A não pode ser A e não-A ao mesmo tempo e no mesmo sentido. Não podemos dizer que certo animal é um gato, mas que não o é, se estamos chamando "gato" à mesma coisa, usando a palavra no mesmo sentido. Ou é, ou não é. Cair na contradição, dizemos, é um disparate. Alguns filósofos antigos (e alguns adolescentes modernos, alguns de idade avançada) asseguram que toda proposição é simultaneamente verdadeira e falsa. Mas Aristóteles observou que esses mesmos filósofos não eram coerentes com os seus postulados teóricos e ao rejeitar esta lei estavam sugerindo, simultaneamente, a sua validade.

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)

03/03/2012

Quatro dogmas (demonstráveis?) nos quais até os ateus acreditam. 1

Quase toda a gente aceita estes quatro princípios, ainda que num mundo pós-moderno haja auto nomeados racionalistas que negam a casualidade, a não contradição, a fiabilidade da percepção e inclusive a noção de auto consciência.

Muitos dos grandes descobrimentos científicos a história não poderiam ter-se dado sem que os cientistas, independentemente da sua opção religiosa (ou não religiosa), acreditassem nuns primeiros princípios que, cientificamente, são indemonstráveis.

Para que tal chegue a dar-se é necessário que crentes e não crentes aceitem quatro dogmas básicos, quatro “crenças” indemonstráveis mas nas quais crêem até os cépticos mais cépticos.

(j. cadarso / p. j. ginés, trad ama)