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03/04/2016

Temas para meditar - 609

Vontade de Deus

Digamos-Lhe também nós: Eis-me aqui, venho cumprir a Tua vontade. Estejamos disponíveis para a acção do Verbo, que deseja salvar o mundo também mediante a colaboração de todos os que acreditámos n’Ele.

Acolhamo-Lo.

E com Ele, acolhamos cada homem.

As trevas parecem ainda querer prevalecer sempre: a riqueza iníqua, o egoísmo indiferente ao sofrimento dos povos, o hedonismo, que entenebrece a razão e perverte a dignidade humana, todos os pecados que ofendem a Deus e vão contra o amor ao próximo.
Devemos dar, precisamente no meio de tantos contra testemunhos, o testemunho da fidelidade; devemos ser, sobretudo entre tantos não-valores, o valor do bem que vence o mal com a sua força intrínseca.  

(são joão paulo ii, Passai um Ano Comigo, Meditações quotidianas, Editorial Verbo 1986, pg. 122)

30/04/2014

Temas para meditar 91

Hedonismo

Quatro séculos antes de Cristo, já Aristipo de Cirene elaborava o primeiro esboço de moral hedonista, que é, afinal, o avesso da verdadeira moral. Para Aristipo, o bem supremo é o prazer. É ele, portanto, a regra única e inapelável da acção. Como nos simples animais, afinal, que não conhecem princípios superiores, visto não possuírem o espírito. Mas, porque o possuí, deve o homem dominar e dirigir, para o seu fim último, não só tudo quanto é inferior a ele, mas também quanto é inferior nele. De resto, mesmo no animal, nunca o prazer tem o carácter de fim. Ora, no hedonismo, seja qual for a forma que ele assuma na história, o prazer é, não só o fim, mas o fim supremo do homem. Como todos os hedonistas, porém, esquece Aristipo que também o prazer, como meio que é, ordenado a fins superiores, deve ser moralizado. 


(A. Veloso, BROTÉRIA, Vol. LXX, nr. 6, nr. 666)