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© Gabinete de Informação
do Opus Dei na Internet
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Textos de
S. Josemaria Escrivá
Ama e pratica a caridade, sem limites e sem
discriminações, porque é a virtude que caracteriza os discípulos do Mestre.
Contudo essa caridade não pode levar-te – deixaria de ser virtude – a amortecer
a fé, a tirar as arestas que a definem, a dulcificá-la até convertê-la, como
alguns pretendem, em algo amorfo, que não tem a força e o poder de Deus. (Forja, 456)
O Senhor tomou a iniciativa, vindo ao nosso
encontro. Deu-nos o exemplo para nos pormos com Ele ao serviço dos outros, para
– gosto de repetir – pormos generosamente o nosso coração a servir de alcatifa,
de modo que os outros caminhem suavemente e a sua luta resulte para eles mais
amável. Devemos comportar-nos assim, porque somos filhos do mesmo Pai, que não
hesitou em entregar-nos o seu Filho muito amado.
Não somos nós que construímos a caridade; é ela que
nos invade com a graça de Deus: porque Ele nos amou primeiro. Convém que nos
empapemos bem desta verdade formosíssima: se podemos amar a Deus é porque fomos
amados por Deus. Tu e eu estamos em condições de derramar carinho sobre os que
nos rodeiam, porque nascemos para a fé pelo amor do Pai. Pedi com ousadia ao
Senhor este tesouro, esta virtude sobrenatural da caridade, para a exercitardes
até ao último pormenor.
Nós, os cristãos, não temos sabido muitas vezes
corresponder a esse dom; algumas vezes temo-lo rebaixado como se se limitasse a
uma esmola dada sem alma, friamente; outras vezes temo-lo reduzido a uma
atitude de beneficência mais ou menos convencional. Exprimia bem esta aberração
a queixa resignada de uma doente: Aqui, tratam-me com caridade, mas a minha mãe
cuidava de mim com carinho. O amor que nasce do Coração de Cristo não pode dar
lugar a este tipo de distinções. (Amigos
de Deus, nn. 228–229)