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02/08/2022

Publicações em Agosto 02

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Debruço-me sobre o ombro de São Lucas tentando ler o que escreve; apercebo-me que está a relatar os acontecimentos que se registaram nos nove meses que antecederam o Nascimento de Jesus.

Estivera longas horas conversando, melhor... ouvindo, com a Santíssima Virgem tomando notas, fazendo algumas perguntas.

A Senhora acedeu prontamente em revelar quanto "guardava no seu Coração" porque, estou certo, entendeu que tal seria muito importante para confirmar os seus filhos, os homens, na Fé no seu Divino Filho.

Como estou grato a São Lucas por me ter deixado este "testemunho em primeira mão" que me permite que, uma e outra vez, me detenha na maravilhosa história da minha salvação maravilhando-me com a "arquitectura", minúcia, cuidado dos Planos de Deus.

Na minha memória conservo gráficamente intactas lembranças da minha vida desde a minha infância, considero tal como um bem inestimável porque, hoje, com esta idade, posso como que aferir ou comparar quanto me surge como sendo "novo" com algo similar que já vivi. Quase sempre encontro referências, porque a vida humana, sei-o bem, não é uma sucessão de factos, acontecimentos desgarrados mas, antes, os efeitos concretos de actuações anteriores. O que faço, o que fiz será a causa. Se a causa está correcta então, o efeito, será correcto.

Volto ao princípio para considerar que a resposta da Santíssima Virgem ás palavras do Arcanjo São Gabriel é a causa que encerra toda a maravilha do efeito: Fui salvo por Jesus Cristo, convertido em Seu irmão, candidato predestinado à Vida Eterna na contemplação da Santíssima Trindade.

Uma, talvez, das mais expressivas manifestações do amor estará no acto sexual. No entanto tal envolve, deve envolver, uma consideração que não pode descartar-se: a licitude dessa manifestação. Por licitude entendo que o acto sexual só é licíto entre um homem e uma mulher unidos pelo Matrimónio, ou seja, um casal, Homem e  Mulher, constituídos num só. Tudo resto não passam de corrupções desta verdade absoluta. Haverá desvios que pretendem justificar outras condutas, mas não são outra coisa que isso mesmo... desvios, tentativas e pseudo- razões para justificar o que não é justificável. Dentro deste conceito avulta particularmente a prática homossexual, ou seja, praticar actos sexuais com alguém do mesmo sexo. Sei, reconheço, que este será um assunto controverso e sujeito a interpretações várias, mas a verdade é só uma e, portanto não admite nem interpretações nem "acomodações" que possam convir a quem seja. O acto sexual só é licíto entre um casal heterogéneo, um homem e uma mulher, unidos pelo Sacramentos do Matrimónio, tudo resto não é aceitável.

 

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12/07/2022

Publicações em Julho 12

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Estávamos à mesa em casa de Simão, o leproso quando «entrou uma mulher com um frasco de alabastro cheio de perfume de nardo genuíno, de grande valor e, quebrando o frasco de alabastro, derramou-Lho sobre a cabeça».

O nardo, como o Evangelista expressamente refere, era um perfume de extraordinária fragância e elevado preço, não pude deixar de sentir o aroma que invadiu todo o ambiente. Alguns dos circunstantes, estranharam e nomedamente um deles insurgiu-se criticando tal despesa.

Sinto exactamente o mesmo quando entro numa Igreja e contemplo as obras de arte, as pinturas, os panejamentos e, mesmo nas mais humildes as pinturas singelas e, compreendo que estou na Casa de Deus, onde Ele habita e que, portanto, faz todo o sentido que esta “Casa” esteja ornada de forma singular de acordo com o Hóspede.

Igualmente sinto o mesmo quando dou conta dos detalhes dos objectos próprios do culto, os cálices, os paramentos, as alfaias. Parece-me bem que quanto for possível será sempre pouco para honrar o “Dono da Casa”.

De facto, não interessa se esta “Casa” é um templo grandioso, de arquitectura esplendorosa, recheado de obras de arte notáveis ou, uma humilde Hermida no alto de um monte que tem tão só singelas expressões dos fiéis que a ela acorrem. Considero que se recebo em minha casa alguém ilustre, de grande importância, procuro apresentar a melhor mesa, os mais preciosos bens de que disponho; quanto mais deve ser assim com a “Casa” de Deus, o Dono e Senhor de quanto existe.

Toda a honra, toda a glória, mesmo aparato, me parecem poucos.

O que dou à Igreja deve ser fruto da minha generosidade e não coisas que não preciso, me sobram e não fazem falta.

A Santa Igreja depende dos seus fiéis para manter os Templos e as alfaias destinadas ao culto em boa ordem e conservação daí que, uma forma simples e concreta de contribuir para tal seja a minha generosidade na esmola que dou em cada Santa Missa.

 

Reflexão

O pedestal

 

O título desta reflexão indica o que reflicto acerca de mim.

Considero-me colocado num pedestal de tal forma importante que me leva a sentir-me "cheio de razão" inatacável.

Olho mais detidamente para este pedestal e a única coisa que vejo é um monte de pó!

Sim... pó de coisas inúteis sem qualquer préstimo.

Que coisa!

 

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