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23/07/2020

Confissões – 13


Confissões

Propósitos

Na última vez que me confessei, fiz um propósito.

Estou muito habituado a fazer propósitos, na verdade, não tenho feito outra coisa toda a minha vida.

É fácil.
Um propósito não é uma promessa, mas uma intenção.

Claro, eu sou esperto.
Se faço uma promessa tenho a obrigação de a cumprir.

Se, mais comodamente, faço um propósito fico muito bem comigo mesmo, acho que fiz "uma grande coisa", mas, se me "esquecer" do que me propus, não acontece nada de mais. Apenas um "falhanço", mais um. E pronto.

E... agora? Fiz um propósito concreto.

Vou falhar... mais uma vez?

Tu. Senhor, sabes bem, conheces bem a minha prosápia. Peço-te - atrevo-me a pedir-te - não me "leves a sério", e ajuda-me a ser honesto contigo e a prometer só aquilo que está nas minhas mãos cumprir - e que é bem pouco, como sabes - o que faltar, que é quase tudo, põe-no Tu e, assim, conseguirei.


(AMA, reflexões, 2017)


[i] Resolvi passar à escrita um conjunto de reflexões que têm como sub-título:  Confissões

Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame pessoal.

Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações peculiares.

Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.


13/01/2018

Confissões – 01

Confissões[i]

Empreender

Não, não se trata de fazer o quer que seja, utilizo apenas uma expressão muito típica da cozinheira de casa meus pais, onde esteve mais de quarenta anos.

'o menino não esteja praí a empreender' dizia ela, significando com isto: 'não se ponha a fazer juízos' (sobre qualquer coisa ou alguém).

Pois... dou por mim muitas vezes a "empreender" sobre algo que não entendo, uma atitude ou comportamento que me confunde.

Porquê?

Porque, eu, quero saber tudo, estar ao corrente do que acontece, porque tudo me diz respeito dada a minha importância e posição.

Concluo, tristemente, que sou um "convencido", que me considero digno de todas as preocupações e cuidados dos outros sem sequer me ocorrer que devo tantas atenções, carinho, solidariedade e interesse de tanta gente que me fala, telefona, escreve, se preocupa comigo.

Valha-me Deus!
Que ingrato!

(AMA, reflexões, 2017)



[i] Resolvi passar à escrita um conjunto de reflexões que têm como sub-título:  Confissões

Se se quiser, poderia chamar-se reflexões sobre mim ou, talvez exame pessoal.

Não sei qual será a utilidade para os eventuais leitores - nem isso me preocupa - mas dada a minha condição de viúvo vivendo sozinho, talvez que alguém encontre alguma "pista" de como lidar com situações peculiares.

Exponho-me, é verdade, mas tenho bem presente que 'não há nada escondido que não acabe por se saber ', e, assim, decidi.