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28/06/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Evangelho: Mt 16, 13-19

13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responde­ram: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». 15 Jesus disse-lhes: «E vós quem di­zeis que Eu sou?». 16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventu­rado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus».

Comentário:

Quem dizemos nós que é Jesus Cristo?
A pergunta não é descabida, tentemos responder.

Jesus, alguns dirão, é Aquele a Quem recorro sempre que preciso e faço-o com toda a confiança;
Para mim, dirá outro, é o Salvador, O que veio propositadamente para nos salvar a todos;
Já eu acho que Cristo é o verdadeiro Filho de Deus...etc., etc.

Todas as respostas estarão, em princípio, certas, mas, quantas referem a Cruz?
Não se pode separar Cristo da Cruz porque foi nela que, Ele, cumprindo a vontade do Pai, nos redimiu e salvou definitivamente abrindo-nos as portas da Vida Eterna.
Jesus Cristo não é o Deus particular, individual que muitos desejam ter ao serviço das suas necessidades do momento.

Embora Se humilhe fazendo-se igual a nós em tudo menos no pecado, Ele é de todos, a Sua Morte na Cruz foi por toda a humanidade passada, presente e futura.

(ama, comentário sobre Mt 16, 13-19, 2011.06.29)






























22/02/2017

Evangelho e comentário

Tempo comum

Cadeira de São Pedro

Evangelho: Mt 16, 13-19

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

Comentário:

A pergunta de Jesus pode parecer desnecessária e, de facto, é porque Ele sabe muito bem, com detalhado pormenor, o que diz dele.

A intenção é clara: quer suscitar a resposta de Pedro que, assim, assume, desde logo, a responsabilidade de responder por todos os discípulos.

Cristo aproveita esta atitude de Pedro e confirma-o como chefe da Igreja que irá fundar.
E não só como chefe mas como detentor de um poder que é unicamente de Deus: ligar e desligar, ou seja, aceitar os pedidos de perdão dos homens pelos pecados cometidos, reatando as relações deste com Deus.

Este poder, claramente dado a Pedro, que será depois transmitido por este aos seus sucessores, é extensivo aos Bispos da Igreja Católica que o repartem pelos presbíteros sob o seu múnus.

A grande questão dos Escribas que por várias vezes afirmam que só Deus tem poder para perdoar os pecados tem, assim, uma resposta mais completa ainda porque, na verdade, Deus pode fazer o que quiser com os Seus poderes – que são absolutos – inclusive, como neste caso, autorizar outros para os usarem em Seu Nome.
É, efectivamente o que faz o Sacerdote ao declarar ao penitente: ‘Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, não em meu nome, mas em nome daquele de Quem me vem este poder.

Quando se ouve – com alguma frequência, infelizmente – eu confesso-me a Deus, essa pessoa está a dizer uma verdade absoluta embora a sua intenção seja outra.

(ama, comentário sobre Mt 16, 13-19, 2011.01.17)