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05/02/2018

Evangelho e comentário

Tempo Comum

Evangelho: Mc 6, 53-56

53 Finda a travessia, aproximaram-se de Genesaré e aportaram. 54 Assim que saíram do barco, reconheceram-no. 55 Acorreram de toda aquela região e começaram a levar os doentes nos catres para o lugar onde sabiam que Ele se encontrava. 56 Nas aldeias, cidades ou campos, onde quer que entrasse, colocavam os doentes nas praças e rogavam-lhe que os deixasse tocar pelo menos as franjas das suas vestes. E quantos o tocavam ficavam curados.

Comentários:

A nossa imaginação fica-se curta ao desejar ter uma ideia do que seria a passagem de Jesus por entre as pessoas deitadas nos seus catres de dor e sofrimento.

Tocar as franjas das Suas vestes era o suficiente para a cura dos seus males?

Parece-me que, aqui, faltará algo que intuímos: quem Lhe tocava fazia-o com a fé e a esperança da cura.

O que seria a vida futura destes homens e mulheres curados por Jesus nestas circunstâncias?

Seguramente nunca mais esqueceriam aquela Figura de Cristo que Passa, sempre, onde é necessária a Sua presença.

Olhemos para esse Senhor que Passa nas nossas vidas, uma e outra vez, e digamos-Lhe com toda a nossa alma:

‘Senhor… eu creio em Vós! Aumenta a minha fé!’


(AMA, comentário sobre Mc 6, 53-56, 16.10.2017)

06/02/2017

Evangelho e comentário

Tempo comum


Evangelho: Mc 6, 53-56

53 Tendo passado à outra margem, foram à região de Genesaré, e lá atracaram.54 Tendo desembarcado, logo O conheceram55 e, percorrendo toda aquela região, começaram a trazer-Lhe todos os doentes em macas, para onde sabiam que Ele estava.56 Em qualquer lugar a que chegava, nas aldeias, nas cidades ou nas herdades, punham os enfermos no meio das praças, e pediam-Lhe que, ao menos, os deixasse tocar a orla do Seu vestido. E todos os que O tocavam ficavam curados.

Comentário:

Quantas vezes senti – sim… senti verdadeiramente – que o Senhor passava entre as camas do hospital onde me encontrava!

De facto, eu não O via, mas a Sua presença era tão real e evidente que não precisava de O ver com os olhos do meu corpo já que, a visão da minha alma, era mais que suficiente.

Aquele homem na cama ao lado da minha que não parava de gemer e contorcer-se com dores excruciantes e que, de repente, se ficava numa calma e tranquili­dade absolutas enquanto um sorriso substituía o esgar de dor.

Aquele outro que ensimesmado, não articulava palavra, não se esboçava sequer o mais leve movimento e que, inopidamente, encetava uma conversa com o vizinho do lado.

Sim… tenho a certeza, o Senhor que passava entre as nossas camas era o autor, discreto, anónimo, de tão extraordinárias mudanças!


(ama, comentário sobre Mc 6, 53-56, 2007.11.24)