04/07/2018

Evangelho e comentário


Tempo comum

Santa Isabel de Portugal

Evangelho: Mt 8, 28-34

28 Chegado à outra margem, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?» 30 Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos. 31 E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.» 32 Disse-lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas. 33 Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos. 34 Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.

Comentário:

Muitos comentários se têm escrito sobre este trecho do Evangelho.
Talvez sem querer, ficamos algo decepcionados com Jesus ter permitido que os demónios entrassem nos porcos com o resultado que se sabe.

Talvez possamos tirar duas ou três ilacções:

A primeira é a confirmação que o demónio existe o que, muitos, insistem em negar;
A segunda será que Cristo não poderia consentir que acreditassem nele pelo testemunho do demónio, que é o pai da mentira;

A terceira é a completa inversão de valores do gadarenos que dão mais importância a perda dos porcos que à recuperação da saúde do seu conterrâneo;

E, uma quarta, - talvez a mais inesperada – é a sua reacção pedindo a Jesus que se afaste do seu território, sem procurar compreender, sem fazer uma pergunta, se, sequer, considerar o extraordinário do acontecimento.

Preferem, de facto, fechar os olhos e os  ouvidos e ignorar o que foi tão patente perante todos.

(AMA, comentário sobre Mt 8, 28-34, 12.04.2018)