25/04/2017

Reflectindo - 245

Sou um inocente!

Em vez de (!) Talvez, antes (?)

Que pergunta? Que exame?

No fim e ao cabo o que é ser inocente?

Penso que, resumindo, é não ter nenhuma responsabilidade sobre algo que se fez ou que se pensou.

Mas como?

Fazer ou pensar são actos da vontade que só acontecem com consentimento pessoal, logo...

Julgo que a resposta está na intenção ao contrário do que será fazer ou pensar de acordo com a minha conveniência.

Inocente significa, ao mesmo tempo, inimputável, um termo muito em uso nos dias de hoje.

Mas, não exactamente iguais.

Posso ser inimputável por algo que fiz sob o efeito de bebida ou outro meio qualquer que alterou significativamente a minha capacidade de avaliação, mas o efeito é resultado da causa e esta é altamente reprovável pelo que não inocente.

Por outro lado, quando se actua sob pressão ou qualquer condicionante, tal não significa por si só que se seja inocente porque, para cair nessa situação, foi necessário dar passos, consentir de alguma forma colaborar.

Assim, resumindo, ser inocente é não ter nem intenção, nem consequência, é como a criança que faz o que faz porque quer sem que deseje saber se tal lhe convém, é útil ou interessa.

Donde que, para um adulto, ser inocente é extremamente difícil… tão difícil como uma criança portar-se como um adulto.

(ama, reflexões, 2016.11.09)


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