15/09/2016

Evangelho e comentário


Tempo Comum

Nossa Senhora das Dores

Evangelho: Lc 2, 33-35

Naquele tempo, um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: «Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?». Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?». Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz».

Comentário:

Depois da alegria do Nascimento do seu Filho e dos dias que se seguiram naturalmente com a convivência alegre de parentes e vizinhos, a Jovem Mãe encontra a primeira “nuvem” das muitas que hão-de ensombrar a sua vida.

Não sabemos o que terá respondido a Simeão – provavelmente não terá dito nada – mas seguramente o seu coração confrangeu-se com o prenúncio.

Ficou desde logo a saber que a espertaria “uma espada que lhe atravessaria a alma” o que só poderia significar uma dor incomensurável.
E também terá entendido que essa dor seria provocada pelo mal que fariam ao seu Divino Filho.

Começa, assim, para a Santíssima Virgem a verificarem-se as “consequências” do seu “Fiat”.

(ama, comentário sobre Lc 2, 32-15, 2015.12.29)









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