11/08/2016

Evangelho e comentário



Tempo Comum

Santa Clara [i]

Evangelho: Mt 18, 21. 19, 1

21 Então, aproximando-se d'Ele Pedro, disse: «Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?».

19 1 Tendo Jesus acabado estes discursos, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além Jordão.

Comentário:

Como é que se “mede” ou “pesa” uma ofensa que nos é feita?
Qual é a medida, o valor, o critério?

Sentirmo-nos ofendidos é, a maior parte das vezes, não aceitar que alguém não reconheça o nosso valor, as nossas qualidades, o que somos capazes de fazer, enfim, desconheça – ou melhor – não reconheça o “bons” que somos.

Isto custa-nos muito porque nos temos sempre numa conta elevada em que as virtudes que julgamos ter ultrapassam largamente os defeitos que não sabemos bem que temos.

A dificuldade do perdão da ofensa reside, sobretudo, no facto de o “ofendido” ter um deficiente conhecimento próprio e se julgar com um direito a um reconhecimento por parte dos demais que, pelo menos, corresponda ao elevado conceito que faz de si próprio.

As pessoas santas não têm nenhuma dificuldade em perdoar as ofensas porque, simplesmente, não se sentem ofendidos com nada, pelo contrário, assumem que, por exemplo:

“Fulano disse isto de mim porque não me conhece bem, senão, diria muito pior”.

(ama, meditação sobre Mt 18, 21; 19, 1, Carvide, 2010.09.11)











[i] Nota Histórica
Nasceu em Assis no ano 1193. Imitando o exemplo do seu concidadão Francisco, seguiu o caminho da pobreza e fundou a Ordem monástica (Clarissas). A sua vida foi de grande austeridade, mas rica em obras de caridade e de piedade. Morreu em 1253.

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