04/10/2012

Leitura espiritual para 04 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.
Evangelho: Lc 18, 18-43


18 Então certo homem de posição fez-lhe esta pergunta: «Bom Mestre, que devo fazer para obter a vida eterna?». 19 Jesus respondeu-lhe: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão só Deus. 20 Tu conheces os mandamentos: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe”. 21 Ele disse: «Tenho observado tudo isso desde a minha juventude». 22 Tendo Jesus ouvido isto; disse-lhe: «Uma coisa te falta ainda: Vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-Me». 23 Mas ele, ouvindo isto, entristeceu-se, porque era muito rico. 24 Jesus, vendo esta tristeza, disse: «Como é difícil que aqueles que têm riquezas entrem no reino de Deus! 25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus». 26 Os que O ouviam disseram: «Quem pode então salvar-se?». 27 Jesus respondeu-lhes: «O que é impossível aos homens é possível a Deus». 28 Então disse Pedro: «Eis que nós deixámos tudo para Te seguir». 29 Ele disse-lhe: «Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado a casa, a mulher, os irmãos, os pais ou os filhos por causa do reino de Deus, 30 que não receba muito mais já neste mundo e, no tempo futuro, a vida eterna». 31 Em seguida tomou Jesus à parte os doze, e disse-lhes: «Eis que vamos subir a Jerusalém, e será cumprido tudo o que está escrito pelos profetas relativo ao Filho do Homem. 32 Será entregue aos gentios, será escarnecido, ultrajado, cuspido; 33 e, depois de O flagelarem, O matarão, e ao terceiro dia ressuscitará». 34 Eles, porém, nada disto entenderam; este discurso era para eles obscuro, e não compreendiam coisa alguma do que lhes dizia. 35 Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. 36 Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo.37 Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. 38 Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». 39 Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». 40 Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: 41 «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». 42 Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». 43 Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.



CARTA ENCÍCLICA
HUMANUM GENUS
DO SUMO PONTÍFICE
PAPA LEÃO XIII
A TODOS OS NOSSOS VENERÁVEIS IRMÃOS, OS PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS
E BISPOS DO ORBE CATÓLICO, EM GRAÇA E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA

SOBRE A MAÇONARIA

1. O Género Humano, após sua miserável queda de Deus, o Criador e Doador dos dons celestes, "pela inveja do demónio," separou-se em duas partes diferentes e opostas, das quais uma luta resolutamente pela verdade e virtude, e a outra por aquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade. Uma é o reino de Deus na terra, especificamente, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; e aqueles que desejam em seus corações estar unidos a ela, de modo a receber a salvação, devem necessariamente servir a Deus e Seu único Filho com toda a sua mente e com um desejo completo. A outra é o reino de Satanás, em cuja possessão e controle estão todos e quaisquer que sigam o exemplo fatal de seu líder e de nossos primeiros pais, aqueles que se recusam a obedecer à lei divina e eterna, e que têm muitos objectivos próprios em desprezo a Deus, e também muitos objectivos contra Deus.

2. Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e descreveu este reino dividido ao modo de duas cidades, contrárias em suas leis porque lutando por objetivos contrários; e com subtil brevidade expressou a causa eficiente de cada uma nessas palavras: "Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial." 1 Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto. Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons. Não mais fazendo qualquer segredo dos seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus. Estão planejando a destruição da santa Igreja pública e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. Lamentando estes males, Nós somos constrangidos pela caridade que urge Nosso coração a clamar frequentemente a Deus: "Ó Deus, eis que Teus inimigos se agitam; e os que Te odeiam levantaram as suas cabeças. Eles tramam um plano contra Teu povo, e conspiram contra Teus santos. Eles disseram: 'vinde, destruamo-nos, de modo que eles não sejam uma nação'." 2

3. Numa crise tão urgente, quando tão feroz e tão forte assalto é feito sobre o nome Cristão, é Nosso ofício apontar o perigo, marcar quem são os adversários, e no máximo do Nosso poder, construir uma barreira contra os seus planos e procedimentos, para que não pereçam aqueles cuja salvação Nos está confiada, e para que o reino de Jesus Cristo confiado ao Nosso encargo possa não só permanecer de pé e inteiro, mas possa ser alargado por um crescimento cada vez maior através do mundo.

4. Os Pontífices Romanos nossos predecessores, em sua incessante vigilância pela segurança do povo Cristão, foram rápidos em detectar a presença e o propósito desse inimigo capital tão logo ele saltou para a luz ao invés de se esconder como uma tenebrosa conspiração; e, além disso, eles aproveitaram e tomaram providências, pois a eles isso competia, e não permitiram a si mesmos serem tomados pelos estratagemas e armadilhas armadas para enganá-los.

5. A primeira advertência do perigo foi dada por Clemente XII no ano de 1738 3, e sua constituição foi confirmada e renovada por Bento XIV 4. Pio VII seguiu o mesmo caminho 5; e Leão XII, por sua constituição apostólica, Quo Graviora 6, juntou os actos e decretos dos Pontífices anteriores sobre o assunto, e os ratificou e confirmou para sempre. No mesmo sentido se pronunciou Pio VIII 7, Gregório XVI 8, e, muitas vezes, Pio IX 9.

6. Tão logo a constituição e o espírito da seita maçónica foram claramente descobertos por manifestos sinais de suas acções, pela investigação de suas causas, pela publicação de suas leis, e de seus ritos e comentários, com a frequente adição do testemunho pessoal daqueles que estiveram no segredo, esta sé apostólica denunciou a seita dos Maçons, e publicamente declarou sua constituição, como contrária à lei e ao direito, perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado; e proibiu qualquer um de entrar na sociedade, sob as penas que a Igreja costuma infligir sobre as pessoas excepcionalmente culpadas. Os sectários, indignados por isto, pensando em eludir ou diminuir a força destes decretos, parcialmente por desprezo, e parcialmente por calúnia, acusaram os soberanos Pontífices que os passaram, ou de exceder os limites da moderação em seus decretos ou de decretar o que não era justo. Este foi o modo pelo qual eles se esforçaram para eludir a autoridade e o peso das constituições apostólicas de Clemente XII e Bento XIV, e também de Pio VII e Pio IX 10. Entretanto, na própria sociedade, encontraram-se homens que relutantemente concordaram que os Pontífices Romanos tinham agido dentro de seu direito, de acordo com a doutrina e disciplina Católicas. Os Pontífices receberam a mesma concordância, em termos fortes, de muitos príncipes e chefes de governo, que tomaram como um dever ou delatar a sociedade maçônica à sé apostólica, ou por seu próprio acordo por leis específicas declará-la perniciosa, como, por exemplo, na Holanda, Áustria, Suíça, Espanha, Bavaria, Saboia, e outras partes da Itália.

7. Mas, o que é da maior importância, o curso dos eventos demonstrou a prudência dos Nossos predecessores. Pois a sua providente e paternal solicitude não conseguiu sempre e em todo lugar o resultado desejado; e isto, ou por causa do fingimento e astúcia de alguns que eram agentes ativos na maldade, ou então da irrefletida leviandade do resto que deveria, em seu próprio interesse, ter dado ao assunto sua diligente atenção. Em consequência, a seita dos Maçons cresceu com uma velocidade inconcebível no curso de um século e meio, até que se tornou capaz, através de fraude ou audácia, de obter tal acesso em cada nível do Estado de modo a parecer quase a sua força governante. Este veloz e formidável avanço trouxe sobre a Igreja, sobre o poder dos príncipes, sobre o bem-estar público, precisamente aquele grave dano que Nossos predecessores tinham previsto muito antes. Tal condição foi atingida que de agora de diante haverá grave razão para temer, não realmente pela Igreja - porque sua fundação é firme demais para ser derrubada pelos esforços dos homens - mas por aqueles Estados em que prevalece o poder, ou da seita da qual estamos falando ou de outras seitas não diferentes que curvam-se a ela como discípulas e subordinadas.

8. Por estas razões Nós, tão logo chegamos ao timão da Igreja, claramente vimos e sentimos ser Nosso dever usar Nossa autoridade em sua máxima extensão contra um mal tão vasto. Nós já por muitas vezes, conforme as ocasiões surgiram, atacamos alguns pontos principais dos ensinamentos que demonstraram de uma maneira especial a perversa influência das opiniões Maçônicas. Assim, em nossa Encíclica Quod Apostolici Muneris, Nós Nos esforçamos por refutar as monstruosas doutrinas dos socialistas e comunistas; depois, em outra começando com Arcanum, Nós penosamente defendemos e explicamos a verdadeira e genuína ideia da vida doméstica, da qual o matrimónio é o ponto de partida e a origem; e novamente, naquela que começa com "Diuturnum" 11, Nós descrevemos a ideia de governo político conforme os princípios da sabedoria Cristã, que é maravilhosa em harmonia, por um lado, com a ordem natural das coisas, e, por outro lado, com o bem-estar tanto dos príncipes soberanos quanto das nações. É agora Nossa intenção, seguindo o exemplo de Nossos predecessores, tratar diretamente a própria sociedade maçônica, todo o seu ensinamento, seus objetivos, e a sua maneira de pensar e agir, de modo a trazer mais e mais à luz seu poder para o mal, e fazer o que Nós pudermos para deter o contágio desta peste fatal.

9. Há vários corpos organizados os quais, embora diferindo em nome, em cerimonial, em forma e origem, são contudo tão unidos por comunhão de propósito e pela similaridade de suas principais opiniões, de modo a formar de facto uma só coisa com a seita dos Maçons, a qual é um tipo de centro ao qual todos eles se dirigem, e do qual todos eles retornam. Agora, estes não mais mostram um desejo de permanecer escondidos; pois realizam os seus encontros à luz do dia e à vista do povo, e publicam os seus próprios jornais; e contudo, quando completamente compreendidos, descobre-se que ainda retêm a natureza e os hábitos de sociedades secretas. Há muitas coisas que são mistérios que é regra fixa esconder com extremo cuidado, não somente de estranhos, mas de muitos e muitos membros, também; tais como seus desígnios secretos e últimos, os nomes de seus maiores líderes, e certos segredos e encontros privados, assim como as suas decisões, e os caminhos e meios de executá-las. Este é, sem dúvida, o objetivo das múltiplas diferenças entre os membros quanto a direito, cargo e privilégio, das distinções recebidas de ordens e graus, e da severa disciplina que é mantida.

Os candidatos são geralmente ordenados a prometer - e mais, com um especial juramento, a jurar - que eles não irão nunca, a nenhuma pessoa, em qualquer tempo ou de qualquer modo, dar a conhecer os membros, as senhas, ou os assuntos discutidos. Assim, com uma aparência externa fraudulenta, e com um estilo de fingimento que é sempre o mesmo, os Maçons, como os Maniqueístas de antigamente, esforçam-se, tanto quanto possível, para se encobrir a si próprios, e para não admitir testemunhas excepto os seus próprios membros. Como uma maneira conveniente de disfarce, assumem o carácter de homens de letras e académicos associados com o objectivo de aprender. Falam de seu zelo por um maior refinamento cultural, e do seu amor pelos pobres; e declaram que seu único desejo é a melhoria da condição das massas, e a partilha com o maior número possível de pessoas de todos os benefícios da vida civil. Mesmo que estes propósitos fossem visados verdadeiramente, não são de modo algum o todo de seu objectivo. Ainda mais, para ser alistado, é necessário que os candidatos prometam e assumam ser daí em diante estritamente obedientes aos seus líderes e mestres com a mais completa submissão e fidelidade, e estar de prontidão para cumprir suas ordens à mais leve expressão do seu desejo; ou, se desobedientes, submeter-se aos mais penosos castigos e à própria morte. De facto, se algum é julgado ter traído as obras da seita ou ter resistido à ordens dadas, a punição é infligida neles não infrequentemente, e com tanta audácia e destreza que o assassino muito frequentemente escapa à detecção e punição de seu crime.

10. Mas fingir e desejar permanecer escondido; atar homens como escravos com as mais fortes correntes, e sem dar qualquer razão suficiente; usar homens escravizados aos desejos de outro para qualquer acto arbitrário; armar as mãos direitas de homens para o massacre após assegurar a impunidade pelo crime - tudo isso é uma enormidade diante qual a natureza recua. Por este motivo, a razão e a própria verdade tornam claro que a sociedade da qual nós estamos falando está em antagonismo com a justiça e a rectidão natural. E tla torna-se ainda mais claro, uma vez que outros argumentos, também, e muito evidentes, provam que ela é essencialmente oposta à virtude natural. Pois, não importando quão grande possa ser a inteligência do homem em disfarçar e a sua experiência em mentir, é impossível evitar os efeitos de qualquer causa de mostrarem, de algum modo, a natureza intrínseca da causa da qual eles vêm. "Uma boa árvore não pode produzir mau fruto, nem uma árvore ruim produzir bom fruto." 12 Agora, a seita maçónica produz frutos que são perniciosos e do mais amargo sabor. Pois, daquilo que Nós acima mostramos da maneira mais clara, aquele que é o seu propósito último força-a a tornar-se visível - especificamente, a completa derrocada de toda a ordem religiosa e política do mundo que o ensinamento Cristão produziu, e a substituição por um novo estado de coisas de acordo com as suas ideias, das quais as fundações e leis devem ser obtidas do mero naturalismo.

11. O que Nós dissemos, e estamos para dizer, deve ser entendido com respeito à seita dos Maçons tomada genericamente, e tanto quanto ela compreende as associações a ela aparentadas e confederadas com ela, mas não dos seus membros individuais. Pode haver pessoas entre eles, e não poucos que, embora não livres da culpa de se terem enleado em tais associações, ainda assim não são eles mesmos parceiros em seus actos criminosos nem conscientes do objectivo último que eles se estão esforçando por alcançar. Do mesmo modo, algumas das sociedades afiliadas, talvez, de modo algum aprovem as conclusões extremas que eles iriam, se consistentes, abraçar como consequências necessárias de seus princípios comuns, se a sua própria maldade não os enchesse de horror. Alguns deles, novamente, são levados pelas circunstâncias dos tempos e lugares ou a visar coisas menores do que os outros normalmente tentam ou do que eles mesmos desejariam tentar. Eles não devem, entretanto, por esta razão, ser considerados como estranhos à federação maçónica; porque a federação maçónica deve ser julgada não tanto pelas coisas que ela tem feito, ou concluído, quanto pela soma de suas opiniões pronunciadas.

12. Agora, a doutrina fundamental dos naturalistas, que eles tornam suficientemente conhecida em seu próprio nome, é que a natureza humana e a razão humana, deveria, em todas as coisas, ser senhora e guia. Eles ligam muito pouco aos deveres para com Deus, ou pervertem-nos por opiniões erróneas e vagas. Pois eles negam que qualquer coisa tenha sido ensinada por Deus; não permitem qualquer dogma de religião ou verdade que não possa ser entendida pela inteligência humana, nem qualquer mestre que deva ser acreditado por causa de sua autoridade. E desde que é o dever especial e exclusivo da Igreja Católica estabelecer completamente em palavras as verdades divinamente recebidas, ensinar, além de outros auxílios divinos à salvação, a autoridade de seu ofício, e defender a mesma com perfeita pureza, é contra a Igreja que o ódio e o ataque dos inimigos é principalmente dirigido.

13. Que se veja nos assuntos a respeito de religião como a seita dos Maçons age, especialmente onde ela é mais livre para agir sem barreiras, e então que qualquer um julgue se realmente ela não deseja executar a política dos naturalistas. Por um longo e perseverante labor, esforçam-se para alcançar este resultado - especificamente, que o ofício de ensinar e a autoridade da Igreja se tornem sem valor no Estado civil; e por esta mesma razão declaram ao povo e argumentam que a Igreja e o Estado devem ser completamente desunidos. Por este meio rejeitam das leis e da nação a saudável influência da religião Católica; e consequentemente imaginam que os Estados devem ser constituídos sem qualquer consideração pelas leis e preceitos da Igreja.

14. Nem pensam ser suficiente desconsiderar a Igreja - a melhor das guias - mas também a ferem por sua hostilidade. Realmente, para eles, está dentro da lei atacar com impunidade as próprias fundações da religião Católica, em palavra, em escritos e em ensinamentos; e até os direitos da Igreja não são poupados, e os ofícios com os quais ela é divinamente investida não estão seguros. É deixada à Igreja amínima liberdade possível para administrar os assuntos; e isto é feito por leis aparentemente não muito hostis, mas na realidade armadas e ajustadas para dificultar a liberdade de ação. Ainda mais, Nós vemos leis excepcionais e opressivas impostas sobre o clero, a fim de que eles possam ser continuamente diminuídos em número e meios necessários. Nós também vemos os remanescentes das possessões da Igreja restringidos pelas mais estritas condições, a sujeitos ao poder e ao desejo arbitrário dos administradores do Estado, e as ordens religiosas reviradas e espalhadas.

15. Mas a contenda destes inimigos tem sido por um longo tempo dirigida contra a Sé Apostólica e o Pontífice Romano. O Pontífice foi primeiro, por razões sem substância, atirado para fora da protecção da sua liberdade e do seu direito, o principado civil; logo, foi injustamente forçado a uma condição que era insuportável por causa das dificuldades levantadas de todos os lados; e agora chegou o tempo em que os partisans (guerrilheiros) da seita abertamente declaram, o que em segredo entre eles próprios têm por um longo tempo planejado, que o poder sagrado dos Pontífices deve ser abolido, e que o próprio papado, fundado por direito divino, deve ser totalmente destruído. Se outras provas fossem desejadas, este facto seria suficientemente revelado pelo testemunho de homens informados, dos quais alguns em outros tempos, e outros recentemente, declararam ser verdadeiro a respeito dos Maçons que eles desejam especialmente atacar violentamente a igreja com irreconciliável hostilidade, e que eles nunca descansarão até que eles tenham destruído o que quer que os supremos Pontífices tenham estabelecido como religião.

16. Se aqueles que são admitidos como membros não são ordenados a abjurar por quaisquer palavras as doutrinas Católicas, esta omissão, muito longe de ser adversa aos desígnios dos Maçons é mais útil para os seus propósitos. Primeiro, deste modo, facilmente enganam os ingénuos e os incautos, e podem induzir um número muito maior a tornarem-se membros. Novamente, como todos que se oferecem são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, deste modo ensinam o grande erro desta época - que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões.

17. Mas os naturalistas vão muito mais longe; pois, tendo, nas mais altas coisas, entrado num curso completamente erróneo, são levados impetuosamente a extremos, ou por causa da fraqueza da natureza humana, ou porque Deus inflige sobre eles a justa punição do seu orgulho. Assim acontece que eles não mais consideram como certas e permanentes aquelas coisas que são totalmente entendidas pela luz natural da razão, tais como certamente são - a existência de Deus, a natureza imaterial da alma humana, e sua imortalidade. A seita dos Maçons, por uma similar trilha de erro, é exposta a estes mesmos perigos; pois, embora, de um modo geral, possam professar a existência de Deus, eles mesmos são testemunhas que não manterem todos esta verdade com total concordância da mente e com uma firme convicção. Nem escondem que esta questão sobre Deus é a maior fonte e causa de discórdias entre eles; de facto, é certo que uma discussão considerável sobre este mesmo assunto existiu entre eles muito recentemente. Mas, realmente, a seita permite grande liberdade aos seus membros juramentados por voto, de modo que para cada lado é dado o direito de defender a sua própria opinião, ou de que há um Deus, ou de que não há nenhum; e aqueles que obstinadamente argumentam que não há nenhum Deus são tão facilmente iniciados como aqueles que argumentam que Deus existe, embora, como os panteístas, eles tenham falsas noções acerca dele: tudo que não é nada mais do que retirar a realidade, retendo algumas absurdas representações da natureza divina.

18. Quando esta maior e fundamental verdade foi derrubada ou enfraquecida, segue que aquelas verdades, também, que são conhecidas pelo ensinamento da natureza devem começar a cair - especificamente, que todas as coisas foram feitas pelo livre desejo de Deus o Criador; que o mundo é governado pela Providência; que as almas não morrem; que a esta vida dos homens sobre a terra sucederá outra em uma vida eterna.

Nota: Revisão da tradução portuguesa por ama.
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Notas:
1 De civ. Dei, 14, 28 (PL 41, 436).
2 Sl 82,2-4.
3 Const. In Eminenti, 24 de abril de 1738.
4 Const. Providas, 18 de maio de 1751.
5 Const. Ecclesiam a Jesu Christo, 13 de setembro de 1821.
6 Const. dada a 13 de março de 1825.
7 Enc. Traditi, 21 de maio de 1829.
8 Enc. Mirari, 15 de agosto de 1832.
9 Enc. Qui Pluribus, 9 de novembro de 1846; pronunciamento Multiplices inter, 25 de Setembro de 1865. etc.
10 Clemente Xll (1730-40); Bento XIV (1740-58), Pio VII (1800-23); Pio IX (1846-78). [11] Ver números 79, 81, 84.
12 Mt 7,18.

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