01/10/2022

Publicações em Outubro 1

 


1

Mês do Santo Rosário

A Santíssima Virgem no Santo Rosário

 

Alegrias e Gozo

 

 

Anunciação do Anjo a Nossa Senhora

 

Salve, ó cheia de graça! Foi com estas palavras que, Gabriel, o Anjo do Senhor se dirigiu a ti, Maria de Nazaré. Tão longe estarias tu deste acontecimento. Decerto que, desde pequenina, a oração constante, a simplicidade nos pensamentos e nos actos, sem a mais leve mancha de malícia ou impudor, deverias sentir Deus muito próximo, ao alcance da tua voz. Certamente que sim, pois acreditavas firmemente que Ele te ouvia sempre e em cada momento. Mas a tua modéstia, a tua simplicidade, a tua total e humilde submissão a teu Senhor, ao teu Deus, não permitiriam nunca que essa possibilidade te ocorresse sequer. O Senhor Todo Poderoso, o Criador do Céu e da Terra e de tudo quanto existe, enviar a Nazaré, à tua casa humilde e simples, um Anjo Seu para te saudar! Que coisa mais extraordinária. Sabias que Deus não era um Ser longínquo e distante, inacessível aos homens. Constantemente tinha intervindo junto do povo eleito para comunicar a Sua Vontade, os Seus desígnios. Mas, os Seus interlocutores tinham sido sempre grandes personagens da História Humana: Abraão, Moisés, David, os Profetas. E tu, pobre e humilde menina, recebias do Senhor uma graça semelhante!? Logo no início o salve do Mensageiro te perturba. Salve, isto é, alegra-te. Mas, mais: Oh! Cheia de graça! Que saudação estranha e desusada que manifesta uma dignidade e honra que julgas não merecer. Alegra-te Filha... de Jerusalém... o Senhor está no meio de ti. Estes altíssimos louvores ferem o teu espírito humilde e, por isso a estas palavras, ela perturbou-se e ficou a pensar que saudação seria aquela. Mas, Gabriel é um Anjo do Senhor, e apercebe-se a tua confusão, talvez, o teu natural temor. E sossega-te: Não tenhas receio, Maria. Conhecias bem pelas Escrituras que lias e meditavas, o que significava esta saudação e portanto, quando Gabriel evoca estas prerrogativas, entendeste claramente que te era anunciado que irias ser a Mãe do Messias Salvador. Mas há ainda no teu espírito esclarecido, não obstante a tua juventude, uma dúvida séria: Como poderias tu, virgem humilde, teres sido escolhida para Mãe de Jesus Salvador pelo próprio Deus a quem tinhas dedicado a tua virgindade?! E, não obstante a tua humildade de jovem simples não deixas de interrogar: Como será isso, se eu não conheço homem?! Ah! ... mas o Anjo tranquiliza-te: Virá sobre ti o Espírito Santo, e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra. Esta resposta corresponde também ao que nas Escrituras se revelava sobre o aparecimento do Messias. «Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho a quem será dado o nome de Emanuel, que quer dizer Deus connosco.» Não tinhas mais dúvidas por isso nada mais perguntaste. Não quiseste saber como, quando, porquê. Nada, nada absolutamente te interessava averiguar porque: «Heis aqui a escrava do Senhor: seja-me feito segundo a tua palavra!» Assim, tal qual, tu, Senhora, a quem acabava de anunciado seres eleita por Deus a maior, a mais sublime de entre as mulheres da Terra, assim, com esta simplicidade que fere pela sua inteira singeleza, assim, tu defines um coração puro, uma alma de Deus, uma total entrega ao Senhor. Por isso Deus te escolheu. A Mãe do Salvador, do Deus feito homem, perfeito homem, que haveria de morrer na Cruz para salvar todos os homens, num sacrifício cruento, completo, total, não poderia senão expressar a aceitação pronta e total da Vontade Divina. Faça-se a Tua Vontade de uma forma total e completa. Não para meu bem, não para minha glória, não para benefício de quem quer que seja, não... só e unicamente porque é a Tua Vontade Senhor; o resto não me interessa... E, no entanto esta jovem era já a Mãe do Salvador, escolhida desde o princípio dos tempos. Poderei eu, algum dia, alguma vez, do fundo do coração, manifestar tal sentimento? Decerto que não. Quantas vezes que me proponho aceitar a Vontade de Deus, mas reservando no meu íntimo, que ela esteja de acordo com a minha vontade. Que se satisfaçam os meus desejos, que obtenha o que quero do Senhor, que actue assim, como uma espécie de Deus privado, ao meu serviço. Ah! Senhora minha, que maravilha a tua resposta, que espantosa a tua entrega. Ajuda-me, querida Mãe, a dizer a cada momento sim ao Senhor. Instila no meu coração de filho, porque és minha Mãe, esses sentimentos puros e humildes, esse desprendimento das coisas, essa disponibilidade permanente para ouvir e, ouvindo, dizer que sim aos desejos do Senhor. Desejo tanto ser honesto comigo mesmo para poder ser honesto para com os outros e para com Deus. Não me mentir, não me enganar, não me esconder atrás de falsas coisas, defeitos ou virtudes, para me esquivar constantemente ao que me é pedido. E a Tua Vontade, o Teu mandato, claríssimo é que eu seja santo. Não um dia, não qualquer dia, agora - «nunc coepi - pois pode ser que o amanhã me falte.» «Ave Cheia de Graça, o Senhor está contigo.» Assim te falou o Anjo do Senhor. Ave minha Mãe Santíssima. Ave, minha querida Mãe que estás no Céu, digo-te eu, com a esperança, que é certeza, que me ouves e atenderás as minhas súplicas. Como tu, também eu quero dizer “fiat”, faça-se, «cumpra-se a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas.» «Monstra te esse mater, mostra que és mãe, ajuda-me e guia-me todos os dias da minha vida para que eu seja um bom filho, sob o teumanto protector eu me abrigo certo que aí estarei a salvo de todos os males e das torpezas que sou capaz.

 

Jesus Nasce em Belém

 

Estava próxima a hora de nasceres, Senhor, e como não havia lugar na hospedaria, Tua Mãe santíssima, decerto preocupada, mas serenamente confiante, levou-te ainda no seu seio para uma gruta que servia de estábulo. E aí nasceste Senhor. O meu Deus, o meu Senhor, o meu Salvador! «Como não havia lugar na hospedaria...»

Porque não haveria lugar? Por a cidade estar cheia de forasteiros que ali iam recensear-se? Por não aparentarem, aquela jovem mulher e o seu marido, posses ou posição social? Sim, com um simples burrico por transporte, uma pequena trouxa de magros pertences, não o seriam por certo. Talvez fosse por estas duas principais razões, talvez. É um facto que a cidade estaria cheia de gente. Mas então, Maria e José foram tão imprudentes que não esperaram uns dias até que Tu nascesses para então fazerem a viagem!? Não procuraram assegurar estadia em casa de algum parente ou conhecido! Não, não terão feito nada disto. Provavelmente porque não podiam, as comunicações eram difíceis e, depois, porque se tratava de duas criaturas de extrema simplicidade. Não era seu hábito programar a vida, medir os passos, organizar em detalhe as coisas futuras. Com uma confiança ilimitada na providência de Deus, sabiam perfeitamente que haverias de nascer quando e onde quisesses, Senhor, e que haverias de prover todas as necessidades que ocorressem. Mas não havia, de facto, lugar na hospedaria? Não seria possível descobrir um pequeno recanto, uma água-furtada, um esconso onde a jovem mãe pudesse, com recato e algum conforto, dar à luz o seu Filho!? Quantas vezes, Senhor, eu não tive lugar para Ti? Quantas vezes! Sempre cheio de coisas, de preocupações, ambições, desejos, devaneios, ouvi eu, entendi eu que eras Tu ali, à porta do meu coração, pedindo um bocadinho, um pequeno espaço, para poderes nascer! Quantas vezes quiseste nascer dentro de mim e, eu, pobre de mim, não deixei, não quis! Ah! Senhor, eu sei que não sou digno, mas uma simples palavra Tua e este pobre coração cheio de mazelas e pecados, ficará radioso de brancura e Tu poderás, ainda que por momentos, nascer dentro d'Ele. Bate, Senhor, com força à minha porta, eu abrir-te-ei e deixar-te-ei entrar e aqui farás o teu Presépio. Não desejo outra coisa, Senhor, senão sentir-Te dentro de mim, irradiando a Tua Paz e o Teu calor de amor. Oh! Minha mãe, Maria Santíssima, descansa aqui um pouco, deixa-me por momentos o teu Filho que eu O embalarei com o meu amor, a minha dedicação inteira, a minha devoção profunda. Podes tu, José meu Pai e Senhor, confiar-me o teu excelente Filho adoptivo, eu tomarei boa conta d'Ele, embora fique estático e estarrecido por tamanha ventura e tão grande honra. Sei muito bem que não sou digno, mas a minha alma anseia que assim seja.

 

Apresentação de Jesus no Templo

 

Com a humildade simples de sempre, foste, Senhora, cumprir a Lei: Passados os dias estabelecidos depois do nascimento, a jovem Mãe tem de purificar-se no Templo e levar O Recém Nascido para ser circuncidado. Pelo filho devem fazer uma oferta para sustento do Templo, como nem tu nem José têm posses oferecerão um casal de pombas ou rolas brancas. E tu, Senhora, foste purificar-te ao Templo! Tu, sem mancha de pecado, sem qualquer defeito que pudesse macular a brancura do teu coração e a limpidez da tua alma, não hesitaste um segundo em cumprir o que estava escrito que os filhos da Casa de Israel fizessem! Quantas vezes eu não pensei que estava dispensado de rezar mais, de me humilhar, de me declarar disponível para o Senhor; quantas vezes não pensei comigo mesmo que sou melhor que estes, porque eu faço, eu penso, eu desejo muito mais e melhor! Tudo porque o meu coração tem uma carapaça que turva a sua limpidez. A minha alma cheia de equimoses de pecados antigos e recentes; feridas e lanhos de defeitos que não consigo rebater nem ultrapassar. Não consigo porque não dedico a essa luta um esforço humilde, continuado e perseverante que me leve a estar sempre pronto para a luta contra a minha falta de carácter. Toda a tua vida, Senhora minha, é uma lição de humildade simples e serena. Não fazes nada de extraordinário, não dás nas vistas, não sobressais no meio das outras mulheres e, no entanto, cumpres com alegria e simplicidade todas as prescrições da Lei como se tuas obrigações fossem. E nisto está o teu segredo, Maria: Cumprir o que Deus manda, sem discutir, sem argumentar, a tempo e horas, quando e como deve ser feito. Esta singela disponibilidade cumpridora dos deveres é sem dúvida, a característica mais extraordinária da Mãe do meu Senhor e minha Mãe. Não a vemos nunca em êxtase em frente das multidões, sentada numa cadeira especial, ou nos primeiros lugares das assembleias. Não. Uma mulher simples, em que as coisas, os actos e as palavras não são estudados ou arquitectados de acordo e com conveniências ou objectivos. Apenas uma serena certeza: Obedecer com prontidão e total disponibilidade. E, no entanto, esta mulher é a Mãe de Deus! Que lugar mais alto, que maior honra, que pergaminho, que nome ilustre pode comparar-se: A Mãe de Deus! Ah Senhora minha, conseguiste com a tua serena calma, impor ao mundo um nome doce e vigoroso ao mesmo tempo que se nos coloca na boca com amoroso deleite, ou com esperançada angústia? Nos nossos lábios um último grito, um último apelo, dos aflitos, dos que sofrem, dos que, em último recurso, para ti apelam. Dos que, acabrunhados pela dor buscam lenitivo. Dos que, esmagados pela alegria te agradecem. Dos que, como eu, doidos de amor apenas pronunciam o teu nome lentamente, deixando-o ecoar por todo o seu ser até ao mais profundo do seu coração. Obedecer. Obedecer prontamente, sem hesitações ou desvios. Não dai a pouco, ou mais logo quando houver mais tempo, mais sossego, melhor luz… todas as mil desculpas que invento para adiar o que tem de ser feito já. Obedecer! É isto, Senhora, que procuro. É isto, Senhora, que quero: Obedecer. Para isso, bem o sei, preciso expurgar de mim todos os invólucros que me cingem, as preocupações com coisas pequenas, as cobardias constantes, as faltas de atenção, as interrupções, os devaneios. Para isto é preciso estar pronto. Só tu, Senhora minha, podes ajudar-me a conseguir este estado de alma. Só tu podes ajudar-me a eliminar tudo aquilo que tenho a mais e que tanto é, que não me deixa ver o essencial, o que realmente vale a pena. A ti recorro, Mãe Santíssima, para que me conduzas pela mão ao Templo da Purificação, onde eu, com os olhos finalmente libertos de escamas e o coração nu, de fora do peito, veja com toda a clareza a Vontade de Deus meu Senhor. Tenho a certeza que serei também purificado e o fogo interior que se me acende no peito, incendiará todo o meu ser, purificando-me assim de todas as minhas faltas.

 

Jesus perdido e encontrado no Templo

 

A primeira prova! A primeira dor! Como o teu coração amantíssimo de Mãe estaria angustiado e compungido com a ausência do teu Filho! E a demora em encontrá-lo? Ao teu espírito deveriam acorrer as palavras de Simeão e, mesmo sabendo que Ele tinha uma missão a cumprir, não deixavas de sentir aquele aperto no coração que uma mãe sente quando um filho pequeno desaparece sem explicação e não consegue encontrá-lo. Onde poderia estar? Eu, que ando por esta vida, tantas vezes, à procura de Jesus que, por vezes, parece que Se afasta de mim para bem longe, também me sinto triste angustiado. Porquê? Porque Te afastasTe Senhor de mim? E mergulho dentro de mim mesmo, única forma séria de reflectir, e chego sempre à triste conclusão que, não foste Tu quem Se afastou mas, sim, eu que me ausentei da Tua presença. Tenho tantas coisas em que pensar; enormes preocupações que me consomem por dentro; inúmeros desejos por satisfazer; caminhos que quero tanto percorrer embora saiba que não interessam e não conduzem a nada que valha a pena. E, depois, são estas coisas todas que possuo – que julgo possuir – e as muitas outras que anseio vir a ter, que me mantêm agarrado ao meu lugar, estático e imóvel enquanto, Tu, caminhas sempre, esperando que Te siga. Vou ficando para trás, preso a tudo isto que não vale nada e para nada interessa e vejo-Te esfumar no horizonte e, em vez de correr pressuroso atrás de Ti, fico-me inerte e como que morto. Parece-me que Te oiço com as palavras de Tua Mãe: «Filho, porque procedeste assim connosco?» Porque Te deténs no caminho? Anda que, eu, estou á Tua espera! E fico-me sem reposta, pois que Te hei-de eu dizer a não ser confessar a minha fraqueza, a mostrar-Te humildemente o pouco que sou, a pedir-Te que esperes por mim, que não Te afastes mais, que quero ir conTigo. Sou tão feliz porque me ouves e deténs o passo e ficas, num gesto acolhedor, de amigo íntimo, à espera que eu, finalmente, volte para o pé de Ti. É então que me dou conta da enorme desventura que é a Tua ausência, o não Te ter presente bem ao pé de mim e, como compreendo a Tua Mãe na sua procura ansiosa pelas ruas de Jerusalém durante esses três dias de alvoroço. Digo-lhe, então, com o coração nas mãos: Minha Mãe, não deixes que me afaste nunca do teu Filho, do nosso Jesus. Ensina-me a procurá-Lo onde Ele deverá estar à minha espera, em vez de andar perdido tentando encontrá-Lo onde Ele não pode estar. Leva-me pela tua mão – também sou teu filho, um filho pequeno – ao encontro Dele para que, juntos, possamos sossegar na Sua companhia.

 

2

Reflexão

 

Ser feliz

O que me falta para ser feliz?

Examino, escalpelizo e chego à conclusão: Nada! Não me falta nada para ser feliz!

Se a Felidade consiste em ter uma meridiana certeza que faço o que devo fazer, sempre e quando devo fazer, então a "coisa" complica-se porque então cedo a, antes, fazer o que no momento me apetece.

Senhor... ajuda-me a fazer o que devo fazer, sempre!

 

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30/09/2022

Publicações em Setembro 30



Cartas de São Paulo  

                               

1.ª Coríntios 13

 

Cântico do amor

 

13 1* Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. 3Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita. 4*O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, 5nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. 6Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. 7Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8*O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. 9Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia. 10Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. 12*Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido. 13*Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor.      

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29/09/2022

Publicações em Setembro 29


 

Cartas de São Paulo  

1.ª Coríntios 12

 

V. OS CARISMAS (12,1-14,40)

 

12 Os carismas e o seu uso - 1*A respeito dos dons do Espírito, irmãos, não quero que fiqueis na ignorância. 2Sabeis que, quando éreis pagãos, vos deixáveis arrastar, irresistivelmente, para os ídolos mudos. 3*Por isso, quero que saibais que ninguém, falando sob a acção do Espírito Santo, pode dizer: «Jesus seja anátema», e ninguém pode dizer: «Jesus é Senhor», senão pelo Espírito Santo. 4*Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; 5há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; 6há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. 7A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum. 8*A um é dada, pela acção do Espírito, uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, segundo o mesmo Espírito; 9a outro, a fé, no mesmo Espírito; a outro, o dom das curas, no único Espírito; 10a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. 11Tudo isto, porém, o realiza o único e o mesmo Espírito, distribuindo a cada um, conforme lhe apraz. A imagem do corpo - 12*Pois, como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo. 13*De facto, num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito. 14*O corpo não é composto de um só membro, mas de muitos. 15Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. 16E se o ouvido dissesse: «Uma vez que não sou olho, não faço parte do corpo», nem por isso deixaria de pertencer ao corpo. 17Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfacto? 18Deus, porém, dispôs os membros no corpo, cada um conforme lhe pareceu melhor. 19Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21Não pode o olho dizer à mão: «Não tenho necessidade de ti», nem tão pouco a cabeça dizer aos pés: «Não tenho necessidade de vós.» 22Pelo contrário, quanto mais fracos parecem ser os membros do corpo, tanto mais são necessários, 23e aqueles que parecem ser os menos honrosos do corpo, a esses rodeamos de maior honra, e aqueles que são menos decentes, nós os tratamos com mais decoro; 24os que são decentes, não têm necessidade disso. Mas Deus dispôs o corpo, de modo a dar maior honra ao que dela carecia, 25para não haver divisão no corpo e os membros terem a mesma solicitude uns para com os outros. 26Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria. 27*Vós sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro. 28*E aqueles que Deus estabeleceu na Igreja são, em primeiro lugar, apóstolos; em segundo, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, há o dom dos milagres, depois o das curas, o das obras de assistência, o de governo e o das diversas línguas. 29Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Fazem todos milagres? 30Possuem todos o dom das curas? Todos falam línguas? Todos as interpretam? 31*Aspirai, porém, aos melhores dons. Aliás, vou mostrar-vos um caminho que ultrapassa todos os outros.

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28/09/2022

Publicações em Setembro 28

 


Cartas de São Paulo  

Coríntios 1

                               

11 1*Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

 

IV. A ASSEMBLEIA LITÚRGICA

 

2*Felicito-vos porque em tudo vos lembrais de mim e guardais as tradições, conforme eu vo-las transmiti. 3*Mas quero que saibais que a cabeça de todo o homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus. O véu das mulheres - 4*Todo o homem que reza ou profetiza, de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. 5Mas toda a mulher que reza ou profetiza, de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça rapada. 6Se a mulher não usa véu, mande cortar os cabelos! Mas se é vergonhoso para uma mulher cortar os cabelos ou rapar a cabeça, então cubra-se com um véu. 7*O homem não deve cobrir a cabeça, porque é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. 8Pois não foi o homem que foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. 9E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem. 10*Por isso, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da autoridade, por causa dos anjos. 11*Todavia, nem a mulher é separável do homem, nem o homem da mulher, diante do Senhor. 12Pois, se a mulher foi tirada do homem, o homem nasce da mulher, e tudo provém de Deus. 13Julgai por vós mesmos: será decoroso que a mulher reze a Deus de cabeça descoberta? 14E não é a própria natureza que vos ensina que é uma desonra para o homem trazer cabelos compridos, 15ao passo que, para a mulher, deixá-los crescer é uma glória, porque a cabeleira lhe foi dada como um véu? 16Mas, se alguém quiser contestar, nós não temos esse costume, nem tão-pouco as igrejas de Deus. A Ceia do Senhor - 17*Feitas estas advertências, não posso louvar-vos: reunis-vos, não para vosso proveito, mas para vosso dano. 18Em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, há divisões entre vós, e em parte eu acredito. 19É mesmo necessário que haja divisões entre vós, para que se tornem conhecidos aqueles que de entre vós resistem a esta provação. 20Quando, pois, vos reunis, não é a ceia do Senhor que comeis, 21pois cada um se apressa a tomar a sua própria ceia; e enquanto um passa fome, outro fica embriagado. 22Porventura não tendes casas para comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei-de louvar-vos? Nisto, não vos louvo. 23*Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão 24e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» 26*Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. 27*Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. 28Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; 29pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. 30Por isso, há entre vós muitos débeis e enfermos e muitos morrem. 31Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; 32mas, quando somos julgados pelo Senhor, Ele corrige-nos, para não sermos condenados com o mundo. 33Por isso, meus irmãos, quando vos reunirdes para comer, esperai uns pelos outros. 34*Se algum tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para vossa condenação. Quanto a outros assuntos, hei-de resolvê-los quando chegar.

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27/09/2022

Publicações em Setembro 27



Cartas de São Paulo  

Coríntios 1

                               

10 Perigo da idolatria - 1*Não quero que ignoreis, irmãos, que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, todos passaram através do mar 2e todos foram baptizados em Moisés, na nuvem e no mar. 3*Todos comeram do mesmo alimento espiritual 4e todos beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam de um rochedo espiritual que os seguia, e esse rochedo era Cristo. 5*Apesar disso, a maior parte deles não agradou a Deus, pois foram exterminados no deserto. 6Ora isto aconteceu para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos coisas más, como eles cobiçaram. 7*Não vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo sentou-se para comer e beber; depois, levantaram-se para se divertir. 8*Não nos entreguemos à imoralidade, como fizeram alguns deles e, num só dia, caíram mortos vinte e três mil. 9*Nem tentemos o Senhor, como alguns deles tentaram e pereceram, mordidos pelas serpentes. 10*Não murmureis, como murmuraram alguns deles, e pereceram às mãos do Exterminador. 11*Estas coisas aconteceram-lhes para nosso exemplo e foram escritas para nos servir de aviso, a nós que chegámos ao fim dos tempos. 12Assim, pois, quem pensa estar de pé, tome cuidado para não cair. 13Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar. Decisões práticas - 14Por isso, meus caros, fugi da idolatria. 15Falo-vos como a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que digo. 16*O cálice de bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque todos participamos desse único pão. 18*Vede o Israel segundo a carne: os que comem as vítimas não estão em comunhão com o altar? 19Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? 20Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. 21*Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios. 22Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que Ele? Respeito pelos outros - 23*«Tudo é permitido» mas nem tudo é conveniente. «Tudo é permitido», mas nem tudo edifica. 24Ninguém procure o seu próprio interesse mas o dos outros. 25*Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada indagar por motivo de consciência; 26porque do Senhor é a terra e tudo o que ela contém. 27*Se algum pagão vos convidar e vós quiserdes ir, comei de tudo o que vos for servido, sem nada indagar por motivo de consciência. 8Mas se alguém vos disser: «Esta é carne imolada aos ídolos», não comais, por causa de quem vos avisou e por motivo de consciência. 29Refiro-me, não à vossa consciência, mas à dele. Por que motivo, de facto, a minha liberdade havia de ser julgada pela consciência alheia? 30Se eu tomo alimento, dando graças, porque hei-de ser censurado por aquilo de que dou graças? 31*Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32*Não vos torneis ocasião de escândalo, nem para os judeus, nem para os gregos, nem para a Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que me esforço por agradar a todos em tudo, não procurando o meu próprio interesse mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos.

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26/09/2022

Publicações em Setembro 26

 


Cartas de São Paulo  

Coríntios 1

                               

9 O exemplo de Paulo - 1*Não sou eu um homem livre? Não sou um Apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Não sois vós a minha obra no Senhor? 2Se, para outros, eu não sou Apóstolo, sou-o certamente para vós, porque sois o selo do meu apostolado no Senhor. 3Esta é a minha defesa contra aqueles que me criticam. 4Não temos nós, porventura, o direito de comer e de beber? 5*Não temos o direito de levar connosco, nas viagens, uma mulher cristã, como os restantes Apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas? 6*Ou somente eu e Barnabé é que não temos o direito de deixar de trabalhar? 7*Quem é que, alguma vez, vai à guerra, à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? 8Será que digo isto segundo critérios humanos, ou a própria Lei não dirá também o mesmo? 9*Com efeito, na Lei de Moisés está escrito: Não açaimarás o boi que debulha o grão. Porventura, é com os bois que Deus se preocupa? 10Ou não será por causa de nós que Ele fala assim? De facto, é por nós que foi escrito; porque é na esperança de receber a sua parte, que o lavrador deve lavrar a terra, e o que debulha deve debulhar o grão. 11*Se temos semeado para vós bens espirituais, será demasiado colher de vós bens materiais? 12Se outros gozam desse direito sobre vós, porque não nós, com maior razão? Mas nós não temos usado desse direito; pelo contrário, temos suportado tudo, para não criar qualquer obstáculo ao Evangelho de Cristo. 13*Não sabeis que aqueles que desempenham funções sagradas vivem dos proventos do templo, e os que servem ao altar participam do que se oferece sobre o altar? 14*Assim, ordenou também o Senhor, que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho. 15*Eu, porém, não me aproveitei de nenhum desses direitos, nem tão pouco estou a escrever para os reclamar. Preferiria antes morrer do que... Ninguém me poderá privar deste título de glória. 16Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar! 17Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado. 18Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere. Paulo ao serviço de todos - 19*De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número. 20Fiz-me judeu com os judeus, para ganhar os judeus; com os que estão sujeitos à Lei, comportei-me como se estivesse sujeito à Lei - embora não estivesse sob a Lei - para ganhar os que estão sujeitos à Lei; 21com os que vivem sem a Lei, fiz-me como um sem Lei - embora eu não viva sem a lei de Deus porque tenho a lei de Cristo - para ganhar os que vivem sem a Lei. 22Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo. 23E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante. 24*Não sabeis que os que correm no estádio correm todos, mas só um ganha o prémio? Correi, pois, assim, para o alcançardes. 25Os atletas impõem a si mesmos toda a espécie de privações: eles, para ganhar uma coroa corruptível; nós, porém, para ganhar uma coroa incorruptível. 26Assim, também eu corro, mas não às cegas; dou golpes, mas não no ar. 27Castigo o meu corpo e mantenho-o submisso, para que não aconteça que, tendo pregado aos outros, venha eu próprio a ser eliminado.

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