14/06/2022

Publicações em Junho 14

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt V… )

 

Este texto que São Mateus escreve revela bem o valor, a dignidade da pessoa humana.

Jesus considera bem-aventurados todos os homens sem excluir nenhum; eu, portanto,sou bem-aventurado o meu Criador deu-me quanto possa ser necessário para ser feliz, já aqui nesta vida terrena e, depois, na vida eterna no Céu.

Ao imprimir em mim a Sua Imagem e Semelhança atribuiu-me a própria Dignidade Divina e, ao dar-me bem conta deste extraordinário benefício não posso mais que pedir-Lhe, constantemente, que me ajude a ser digno, a não defraudar as Suas expectativas a meu respeito.

Sei muito bem a “esmagadora” responsabilidade que se me depara e a minha fraca capacidade para a assumir como devo, mas sei, tenho absoluta certeza que Ele não me faltará para suprir o muito que me falta. Só espera que eu Lho peça para alegremente mo conceder; por isso Lhe digo do fundo do meu coração:

Senhor, ajuda-me a ser, a comportar-me como teu Filho!

 

Reflexão

 

Deixaram tudo e seguiram-No

 

Pedro e o seu irmão, André «Deixaram tudo»!... diz Mateus.

Como Cristo hão-de entregar também as suas vidas na cruz.

Ambos se consideraram indignos ser crucificados como o Rabi por Quem tinham abandonado tudo, naquele dia, nas margens do mar da Galileia: Pedro quer ser crucificado de cabeça para baixo; André escolhe uma cruz em X. Quiseram deixar bem claro quem era o Mestre e quem eram os discípulos. E eu? O que é que eu tenho deixado, ao longo da minha vida, pelo meu Mestre? Umas poucas coisitas de pouca monta e, mesmo assim, sempre relutante, a contra-gosto.

Fico-me para aqui, agarrado às minhas redes, encostado ao meu barco e não avanço mar dentro à pesca com é meu dever. Ah! Porque o tempo não está favorável; talvez amanhã; porque estou cansado; porque chove; está frio; faz muito calor; não me apetece; ainda ontem fui e não apanhei nada! Tantas razões sem razão nenhuma!

Vá! Nunc coepi! Agora...agora começo. Com o que tenho, com as minhas misérias e pouca coisa, com os meus enormes defeitos e pequenas virtudes, mas de ouvidos bem atentos à voz de quem chama: Tu...! Vem e segue-me!

 

 

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13/06/2022

Publicações em Junho 13

 



 

Re Act, VIII, 9-18

O texto refere que São Paulo "rapou a cabeça em cumprimento de um voto".

É para mim evidente que esta referência foi "autorizada" pelo Apóstolo.

A mim... apaixonado por este HOMEM, tal "confissão" suscita-me uma pergunta: Porquê?

Sabe-se que o Apóstolo tinha "fraquezas" pessoais que, talvez, o incomodassem: a gaguez seria uma delas - por isso, talvez preferisse escrever que falar e ainda bem porque nos deixou um extraordinário acervo de escritos catequéticos -, a calvície incipiente fosse como que um "desafio" à sua vaidade pessoal... não sei mas, que constato é que o Apóstolo "corta o mal pela raíz"... rapa a cabeça.

Um pregador gago e de cabeça rapada! Que coisa...!

Mas, São Paulo, não se preocupa com isso, o que deseja e.quer, é cumprir a sua missão com os meios que tem, tal qual é, e, por isso mesmo, converteu milhões abrindo-lhes as portas da Vida Eterna.

Eu, que sou quem sou, tenho de ter bem presente que se o Senhor me pede algo é porque sabe, absolutamente, que com o que tenho, com o que sou, posso fazer o que Ele espera que faça: ser Apóstolo, servi-Lo.

  

Festa – Santo António de Lisboa

Não me é possivel fazer um comentário “desapaixonado” sobre Santo António, não só porque eu próprio me chame António e “pese sobre os meus ombros” o ónus deste nome do Santo até hoje mais céleremente canonizado… um escasso ano após a sua morte…, mas porque a  sua vida, os seus escritos e sermões encerram uma vastidão de conhecimentos e lições que não se contêm num simples escrito.

 

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12/06/2022

Publicações em Junho 12

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

EVANGELHO

 

(Re Mt I…)

Esta descrição da genealogia de São José constava nos registos de Israel, bastaria aos enimigos de Jesus consultá-los para saberem que era, donde vinha, talvez o tivessem feito mas não lhes convinha confessar a verdade, os seus estatutos, cargos, importância estariam em jogo.

Extraio uma lição:  Tenho de procurar quanto estiver ao meu alcance para ser esclarecido sobre o que me ofereça dúvidas, nomeadamente factos, sinais, declarações de outrém, decidir e, pior… julgar, sem saber, é algo que não posso consentir-me.

 

São José

 

CARTA APOSTÓLICA PATRIS CORDE

 

6. Pai trabalhador

 

Um aspecto que carateriza São José – e tem sido evidenciado desde os dias da primeira encíclica social, a Rerum novarum de Leão XIII – é a sua relação com o trabalho. São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho.

Neste nosso tempo em que o trabalho parece ter voltado a constituir uma urgente questão social e o desemprego atinge por vezes níveis impressionantes, mesmo em países onde se experimentou durante várias décadas um certo bem-estar, é necessário tomar renovada consciência do significado do trabalho que dignifica e do qual o nosso Santo é patrono e exemplo.

O trabalho torna-se participação na própria obra da salvação, oportunidade para apressar a vinda do Reino, desenvolver as próprias potencialidades e qualidades, colocando-as ao serviço da sociedade e da comunhão; o trabalho torna-se uma oportunidade de realização não só para o próprio trabalhador, mas sobretudo para aquele núcleo originário da sociedade que é a família. Uma família onde falte o trabalho está mais exposta a dificuldades, tensões, fraturas e até mesmo à desesperada e desesperadora tentação da dissolução. Como poderemos falar da dignidade humana sem nos empenharmos para que todos, e cada um, tenham a possibilidade dum digno sustento?

A pessoa que trabalha, seja qual for a sua tarefa, colabora com o próprio Deus, torna-se em certa medida criadora do mundo que a rodeia. A crise do nosso tempo, que é económica, social, cultural e espiritual, pode constituir para todos um apelo a redescobrir o valor, a importância e a necessidade do trabalho para dar origem a uma nova «normalidade», em que ninguém seja excluído. O trabalho de São José lembra-nos que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho. A perda de trabalho que afeta tantos irmãos e irmãs e tem aumentado nos últimos meses devido à pandemia de Covid-19, deve ser um apelo a revermos as nossas prioridades. Peçamos a São José Operário que encontremos vias onde nos possamos comprometer até se dizer: nenhum jovem, nenhuma pessoa, nenhuma família sem trabalho!

 

Francisco

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11/06/2022

Publicações em Junho 11

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Jo XII, 20-22)

Considero esta passagem do Evangelho escrito por São João como que a definição do que deve ser o apostolado que, como qualquer cristão baptizado, estou obrigado a fazer. Antes de qualquer acção apostólica tenho de informar-me colhendo a opinião abalizada do meu Director Espiritual. Ele tem a Graça do Espírito Santo que o leva a transmitir-me o que devo fazer, como devo fazer e com quem. Atribuir-me a mim próprio estas decisões é um risco que não devo assumir. Todo o conhecimento que possa ter, instrução religiosa, certezas sobre a Fé não constituem garantia de acertar no caminho, precisarei, sempre, de um guia. Os mais íntimos de Jesus não hesitavam em consultar-se uns aos outros sobre o caminho a seguir. A sua acção apostólica começou quando Cristo os enviou dois a dois. Fê-lo, exactamente, para que, apoiando-se uns nos outros, fossem corrigindo e acertando as próprias acções para que a missão pudesse ter os resultados que desejavam colocar aos pés de Jesus. Os "resultados do meu apostolado pessoal" não me pertencem, são de Jesus; ao recebê-los, Ele que nem um "simples copo de água" dado por amor deixa sem prémio, como me premiará?! O tentador haverá de insinuar-me que não passo de um interesseiro mas, eu não me importo de, neste caso, concordar; tenho o maior interesse na minha Salvação Eterna, logo, quanto estiver ao meu alcance para o conseguir fá-lo-ei sem hesitar. Tenho de ter bem presente que, eu, não posso nada, não tenho nada, sou menos que nada. Não tenho nenhuma competência, pergaminho ou estatuto para advogar em causa própria e, muito menos pretender fazê-lo com outros. Mas tenho, isso sim, que ter bem presente que, muito melhor que eu, o Senhor conhece-me e, portanto, não espera de mim grandes ou pequenas coisas, espera, todavia, que Lhe dê quanto possa, e, penso, aqui está a "chave": se der quanto tenho a mais não serei obrigado e, despido de tudo, poderei apresentar-me a "julgamento" sereno e confiante. Que é difícil? Não! Para mim é dificílimo porque dado o que sou e como sou tenho esta fraqueza de pretender "dar um passo maior que a perna", daí que, se avanço um centímetro, recuo um metro. Sinto absoluta necessidade de uma "estratégia" que, talvez seja... não pretender avançar um metro mas apenas um centímetro e, desta forma, o milímetro que recuar será de mais fácil recuperação. A aritmética aplicada ás coisas do espírito?! Talvez... possa ser um recurso eficaz.

Tendo muito presentes o que clarissimamente disse Jesus Cristo... «Um só É o vosso Mestre, um só É o vosso Doutor», fico, tenho de ficar absolutamente tranquilo, Ele nunca me deixará sem a Sua assistência.


Reflexão

 

A Santa Missa

Alguns dizem: Assistir à Missa pela televisão, o computador… não interessa nada, não “vale”.

O conceito é profundamente errado porque, “assistir” à Missa não faz sentido nenhum.

Se vamos à Igreja “assistir” à Missa, porque não o poderemos fazer pela Televisão ou telemóvel?

O que está em causa é “assistir” quando o que deveria ser era: PARTICIPAR!

É aqui que  reside a diferença… assistir e partcipar são duas coisas completamente diferentes. Assisto à projecção de um filme, a uma peça de teatro e digo bem porque não participo nem no filme nem nas cenas teatrais.

Mas, a Santa  Missa não é para “assistir” é para participar. «Fazei isto em minha memória» foi o que Jesus disse clarissímamente e que os Apóstolos e os que se lhes seguiram entendenderam perfeitamente.

Donde, concluo: se pela televisão ou computador… “assisto” à celebração da Santa Missa, e a minha atenção, a minha alma tudo o que sou, quer, verdadeiramente quer, participar, então aúnica coisa que diferencia uma Missa da outra será a Comunhão Eucaristica, mas, esta é perfeitamente “substituida” pela Comunhão Espiritual, que é a que verdadeiramente interessa.

Uma Comunhão Eucaristica presencial, física, só é verdadeiramente Comunhão se no íntimo do nosso coração tivermos esses “sentimentos de pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos”.

Donde…

 

 

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10/06/2022

Publicações em Junho 10

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

EVANGELHO

 

(Re Mc II…)

O que está na minha mão fazer pelo meu amigo não reconhece nem limitações nem “conveniências”. Abrir um buraco no telhado para descer aos pés de Jesus o catre onde jaz o meu amigo doente (como o Evangelho relata) não parece grande coisa, obstáculo intransponível; se o posso fazer… faço-o com toda a naturalidade sem  considerar os reparos, críticas ou remoques dos que assistem.

O que me move é a vontade de ser útil ao meu amigo sempre que necessite de mim, o mérito que a minha acção possa ter ficará suficientemente “pago” com o seu agradecimento pelo serviço que lhe prestei.

Normalmente, o que se me pede, não é nada tão espectacular, difícil, ou mesmo, insólito como este episódio que o Evangelista relata, será, antes, a atenção sempre disponível nas pequenas incidências de cada dia.

O meu amigo sabe que pode contar comigo, nas grandes como nas pequenas coisas e que não o desapontarei nas suas espectativas. Mais, mesmo que não precisa de pedir-me concretamente algo, sabe que eu estou atento e me dou conta.

A amizade não tem uma medida, ou é… ou não é; não espera retorno, faz o que sente que deve fazer sem olhar ao “custo” do que faz.

A amizade é como “uma cidade amuralhada, nada prevalecerá contra ela”, diz a Escritura e, de facto, que consolo e fortaleza sentimos com a presença e assistência de um amigo, não só quando as circunstâncias são adversas, difíceis de suportar mas em todos os momentos, nas alegrias que partilhamos e que, por isso mesmo, se convertem em maiores alegrias.

«Já não vos chamo servos mas amigos»… dirá Jesus aos Seus mais íntimos e, repeti-lo-á, na hora dramática em Getsemani quando diz a Judas: «Amigo, com um beijo trais o Filho do Homem

Com que dor estas palavras e Jesus devem ter soado nos ouvidos dos circunstantes, não própriamente pela traição em si mas pelo beijo do amigo que trai!

Esta realidade que me atinge como um raio, deixa-me sem palavras: Jesus é meu amigo! Sendo eu como sou, sendo eu o que sou! É extraordinário. Durante os anos, e não são poucos, quantas conversas, desabafos, queixas e pedidos Lhe tenho feito! Meu amigo! Jesus é meu amigo. Com esta certeza, com este AMIGO que mais posso precisar? Que posso temer!

 

Reflexão

Querer e Desejar


Faz parte da condição humana, logo, é comum,  natural e legítimo. Mas, o desejo em si mesmo, é volúvel e altera-se, diminui ou extinge-se, se o tempo passa sem se o satisfazer ou, naturalmente, deixa de ter razão de existir. Logo, o desejo é um sentimento.
Para querer o que for é necessário começar por desejar algo. Aqui será conveniente examinar a conveniência e bondade do desejo. Se vale a pena, se contribui para alguma melhoria do que for. Não se deve querer "só porque sim", mas porque se impõe.
Logo, querer, é um acto da vontade.

 

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