28/01/2022

Publicações em Janeiro 28

 


(Re Mc 4, 26-34)

Um simples grão de mostarda, uma semente mínima, enterrada floresce e acaba por transformar-se numa árvore de grande porte «estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra».

É uma imagem do Reino de Deus que se conquista passo a passo e se anuncia aos outros com pequenos testemunhos até que todos fiquem cientes da sua dignidade de filhos de Deus e súbditos do Seu Reino.

Poderemos fazer pelos outros algo melhor?

Penso que não já que é exactamente o que o Senhor nos manda fazer.

 

S. TOMÁS DE AQUINO, presbítero e doutor da Igreja

Uma das mentes mais brilhantes e inteligência fulgurante, São Tomás de Aquino tem na história da humanidade e, sobretudo, na História da Igreja um lugar proeminente.

As suas definições sobre a Fé, a Doutrina, a Igreja são lapidares, lúcidas inquestionáveis. Não referindo apenas a grandes obras como a monumental Suma Teológica mas as muitas considerações de toda a ordem que durante a sua vida foi dando.

No entanto, este homem extraordinário, era de uma humildade pessoal impressionante ao ponto de confessar: "Só sei que nada sei"!

Como me envergonho de mim mesmo e da minha empáfia em considerar-me um sábio de enorme gabarito!


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27/01/2022

Publicações em Janeiro 27

 


(Re Mc 4, 21-25)

O Evangelista transmite-nos um aviso muito sério de Jesus Cristo :«Com a medida com que medirdes vos será medido».

A mim, esta sentença, parece-me muito lógica e justa porque abre horizontes vastissímos de bem-aventurança.

Quanto mais fiser pelo meu irmão, quanto bem lhe proporcione ser-me-á devolvido.

Como não “aproveitar”?

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26/01/2022

Publicações em Janeiro 26

 


(Re Mc 4, 1-20)

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Talvez que possa considerar que esta declaração de Jesus encerra quanto preciso saber para cumprir o meu dever de cristão.

Ouvir a Palavra, ler o Evangelho só terão efeito real e com frutos abundantes se estudar, apreciar detidamente quanto oiço ou leio. Só assim poderei levar a cabo essa missão que é a de todo o cristão, de transmitir a Palavra de Deus, espalhando-a o como semeador faz quando semeia um campo.

Não posso, não devo usar uma semente que não conheça em detalhe, uma semente boa, de boa origem que me garanta que os frutos que irá produzir serão não só abundantes mas, sobretudo eficazes.

 

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25/01/2022

Publicações em Janeiro 25



O Fariseu e o Publicano

Na cena que o Evangelho relata, aparecem dois personagens "chave": um Fariseu e um Publicano que estão no Templo.

O primeiro está de pé, a meia nave, bem visível pelos circunstantes e dirige-se a Deus dando testemunho da sua virtude, do rigoroso cumprimento da Lei, do seu impoluto comportamento.

Vai olhando em volta comprazendo-se nos olhares de admiração, ou de inveja, de muitos dos presentes.

O segundo está prostrado quase ao pé do pórtico de entrada, com os olhos sumidos, batendo no peito, confessando a sua indignidade.

O evangelista conclui que um saíu exaltado, o outro não.

Numa pobre análise - a única que poderei fazer - e embora compreendendo o ênfase que o Evangelista quiz sublinhar, condidero que ambas as posturas são criticáveis.

A do Fariseu, desde logo, porque é uma evidente demonstração de orgulho pessoal, de empáfia, de vaidade.

A do Publicano que não tem presente que é um filho de Deus com todo o direito e obrigação de olhar para Ele quando se Lhe Dirige.

O reconhecimento do nada que somos e do tudo que É Deus não deve fazer-nos esquecer da nossa dignidade intrínseca de Seus Filhos seja eu um publinano, um desgraçado, um biltre, fraco e volúvel... sou Filho de Deus e Ele quere-me como tal.

Para O satisfazer, dizer-Lhe amiúde: 'Senhor ajuda-me a ser Teu filho, cumprindo a Tua Santíssima e Amabilissima Vontade em cada momento de vida que me concederes viver. 

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24/01/2022

Publicações em Janeiro 24

 


(Re Mc 3, 22-30)

«Os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Está possesso de Belzebu. É pelo chefe dos demónios que Ele expulsa os demónios».

A atitude destes escribas revolta-me de tal modo que tenho de fazer um esforço para me manter sereno.

Como é possível tamanha insassatez, tal hermetismo da razão mais liminar.

As suas próprias palavras são a causa da condenação que Jesus anuncia: «serão réus de pecado eterno»!

No entanto, a minha revolta transforma-se em alegria porque também foi graças à sua atitude que Jesus Cristo revelou que com excepção dos pecados e blasfémias contra o Espírito Santo «Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados que tiverem proferido».

Fico, portanto tranquilo e feliz porque todos os pecados, faltas e omissões que pratiquei e os que infelizmente vier a praticar e dos quais pedi, peço e pedirei perdão alcançarão esse perdão e a minha alma, limpa, feliz encontrará descanso por toda a Eternidade.

 

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