03/01/2022

Publicações em Janeiro 3

 


A Santa Igreja recomenda com "expressão obrigatória" que os seus fiéis participem na Santa Missa pelo menos uma vez por semana, preferencialmente ao Domingo. Por circunstâncias várias pode não ser possível. As recentes restrições impostas por causa da epidemia COVID, levaram à suspensão da assistência presencial nas celebrações nas Igrejas, mas... de "um mal aparente" o Senhor tira sempre um bem, e os cristãos descobriram que poderiam participar na Santa Missa através da NET.Com efeito diariamente a NET transmite celebrações da Santa Missa a que qualquer um, à hora que mais lhe convier, pode aceder gratuitamente. No que me respeita é o que faço.

Participar na Santa Missa é viver cada momento da celebração com todo o respeito e sincero desejo. A única diferença entre a participação presencial numa Igreja ou na NET poderá estar, apenas, na recepção da Comunhão Eucarística. Pela NET, essa Comunhão é  íntima, consciente e muito concreta, na Comunhão em espécie pode não o ser tanto - quantas vezes comunguei como que mecanicamente, porque sim...

O que será importante... receber o Senhor na boca ou no Coração?

Graças a Deus algumas das tecnologias modernas abrem caminhos que os nossos antepassados não tiveram; lembro as consequências tremendas nos inícios do Século XX, para tantos, um pouco por todo o mundo, da terrível peste bubónica que reduziu a humanidade a quase um terço. O meu Querido Pai que a viveu - só num ano a epidemia ceifou a vida dos seus Pais e Três Irmãos - contava que quando a situação abrandou ir à Missa ao Domingo era como que uma festa, as pessoas vestiam os melhores trajes, "aperaltavam-se" e viviam aqueles momentos com uma alegria incontida. Nós, homens e mulheres de hoje somos os herdeiros desses exemplos, como poderemos ignorá-los?!?

Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas a importância do cristão na sociedade. Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo.

Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir. Luz e Sal é o que o Senhor diz que nós, os cristãos, somos. Dois elementos fundamentais e preciosos. Sem luz anda-se nas trevas, não se vê por onde se vai, não existe horizonte, não se descortina o céu, não se encontra o caminho. Sem sal todo o alimento é insípido, desagradável, não apetece.

Sejamos - todos os baptizados - luz que ilumine os outros e sal que tempere as suas vidas.

Os cristãos têm de ser diferentes dos outros homens e mulheres? Não, exactamente, têm que se comportar como quem sabe e acredita firmemente que é Filho de Deus. É só isto que Jesus recomenda: fazer a Vontade de Deus sempre e em qualquer circunstância.

Ser sal e luz não é mais que dar exemplo de coerência e unidade de vida. Não são as palavras que convencem ou “arrastam” a menos que, acompanhadas pela prática do que se diz. O exemplo para ser credível e válido tem de ser permanente e não com “intervalos”, como se pudéssemos como que suspender essa filiação divina que nos foi conferida no Baptismo.

Na sequência do discurso anterior - «ser sal da terra e luz do mundo» - Jesus vem, de certo modo completar o que disse. Não há, nem podia haver, nenhuma contradição, tão só uma vigorosa chamada de atenção para o são critério e rectidão de intenção dos nossos actos. Ser visto pelos outros como exemplo a seguir é muito diferente que desejar ser visto pelos outros para ser admirado e louvado.

Nunca será demais lembrarmos que e o que fazemos tem como que dois “espectadores: Os homens: nossos iguais, e Deus Nosso Senhor e Criador. Sendo assim, a quem pretendemos agradar com os nossos actos? Quem procuramos que nos aceite o que fazemos como algo válido e com recta intenção?

Parece que a resposta é simples: o “espectador” que nos interessa é Deus Nosso Senhor porque só dEle virá o prémio que pode servir para a nossa salvação.

Dos homens, podemos, talvez, esperar admiração, mas isso… de que nos servirá?

 

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02/01/2022

Publicações em Janeiro 2

 


Debruço-me sobre o ombro de São Lucas tentando ler o que escreve; apercebo-me que está a relatar os acontecimentos que se registaram nos nove meses que antecederam o Nascimento de Jesus.

Estivera longas horas conversando, melhor... ouvindo, com a Santíssima Virgem tomando notas, fazendo algumas perguntas.

A Senhora acedeu prontamente em revelar quanto "guardava no seu Coração" porque, estou certo, entendeu que tal seria muito importante para confirmar os seus filhos, os homens, na Fé no seu Divino Filho.

Como estou grato a São Lucas por me ter deixado este "testemunho em primeira mão" que me permite que, uma e outra vez, me detenha na maravilhosa história da minha salvação maravilhando-me com a "arquitectura", minúcia, cuidado dos Planos de Deus.

Na minha memória conservo gráficamente intactas lembranças da minha vida desde a minha infância, considero tal como um bem inestimável porque, hoje, com esta idade, posso como que aferir ou comparar quanto me surge como sendo "novo" com algo similar que já vivi. Quase sempre encontro referências, porque a vida humana, sei-o bem, não é uma sucessão de factos, acontecimentos desgarrados mas, antes, os efeitos concretos de actuações anteriores. O que faço, o que fiz será a causa. Se a causa está correcta então, o efeito, será correcto.

Volto ao princípio para considerar que a resposta da Santíssima Virgem ás palavras do Arcanjo São Gabriel é a causa que encerra toda a maravilha do efeito: Fui salvo por Jesus Cristo, convertido em Seu irmão, candidato predestinado à Vida Eterna na contemplação da Santíssima Trindade.

Uma, talvez, das mais expressivas manifestações do amor estará no acto sexual. No entanto tal envolve, deve envolver, uma consideração que não pode descartar-se: a licitude dessa manifestação. Por licitude entendo que o acto sexual só é licíto entre um homem e uma mulher unidos pelo Matrimónio, ou seja, um casal, Homem e  Mulher, constituídos num só. Tudo resto não passam de corrupções desta verdade absoluta. Haverá desvios que pretendem justificar outras condutas, mas não são outra coisa que isso mesmo... desvios, tentativas e pseudo- razões para justificar o que não é justificável. Dentro deste conceito avulta particularmente a prática homossexual, ou seja, praticar actos sexuais com alguém do mesmo sexo. Sei, reconheço, que este será um assunto controverso e sujeito a interpretações várias, mas a verdade é só uma e, portanto não admite nem interpretações nem "acomodações" que possam convir a quem seja. O acto sexual só é licíto entre um casal heterogéneo, um homem e uma mulher, unidos pelo Sacramentos do Matrimónio, tudo resto não é aceitável.

 

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01/01/2022

Publicações em Janeiro 1

 


No primeiro dia  de um Novo Ano, detenho-me aconsiderar que O Senhor usa a imagem do sal como um exemplo gráfico da valia, importância e indispensabilidade do papel dos cristãos na vida da sociedade.

O sal, como sabemos, é – foi sempre – um elemento essencial à vida humana de tal forma que chegou a constituir autêntica moeda de troca de grande valor e as populações percorriam enormes distâncias para conseguir tão precioso bem.

Assim os cristãos são, de facto, indispensáveis na sociedade não só porque levam com eles o “tempero” das atitudes e acções, mas, sobretudo porque condimentam com o seu exemplo de vida o desregramento e abulia de muitos.

A missão dos cristãos é, principalmente, dar exemplo. Que os outros, todos, sejam quem forem, ao dar-se conta de como vivemos e como somos alegres e felizes, mesmo em situações difíceis, desejem imitar-nos.

De pouco valerão as palavras e discursos por belas ou bem estruturados que possam ser, se os nossos actos não corresponderem. É tão difícil amar os que não nos amam ou que até nos são indiferentes! Esta é uma afirmação que faço sem receio de desmentido porque, infelizmente, corresponde cada vez mais a um sentimento generalizado de inveja, mal querer e, até mesmo desejar o mal. Grande parte do "amor" aos outros é hoje dia movido pelo interesse e, portanto, será tudo menos amor 

Ali, no cimo Gólgota, quando Jesus Cristo abriu os braços na Cruz foi a todos os homens sem qualquer distinção. Não desejo eu fazer o mesmo?

Uma das características principais de uma família é, deve ser, o amor que une todos os seus membros, sobretudo os mais próximos: os irmãos. Na família de Deus a que pertencemos, este amor deve ser mais evidente, concreto, real. Por todas as razões, mas principalmente porque se trata de uma autêntica família cujo Pai é, Ele próprio, o Amor. Depois, porque devemos ter presente que só o amor une, perdoa, pacífica, constrói.

A perfeição está, pois, no amor de Deus.

Como Deus ama todos os homens - absolutamente todos – não distinguindo entre bons e maus, amigos ou inimigos, se fizermos como Ele estamos de facto a imitá-lo. E, evidentemente, deduz-se das palavras de Cristo que imitar Deus é o caminho para a perfeição.

Os caminhos de Deus não são fáceis? Como responder?

Parece óbvio que não são e, no entanto, foi os que Jesus Cristo indicou. Sendo assim podem não ser fáceis, mas, decerto não serão impossíveis porque Ele jamais nos pediria algo que não estivesse ao nosso alcance obter: «sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»

O "segredo" está ajuda da Graça de Deus, na assistência do Espírito Santo que, se solicitarmos com Fé e Confiança nos conduzirão por onde sozinhos e por nós próprios, só com as nossas forças e capacidades, não conseguiremos.

O AMOR só pode falar de amor.

Sabemos, temos a certeza que Deus é Amor! Criou-nos por Amor; Mantém-nos vivos por Amor; Fez-se homem por Amor; Deu a Sua Vida por amor; Somos Seus filhos – autênticos – por Amor! Por isso mesmo só podemos tentar retribuir este Amor, Santo, Divino, Imenso, com o nosso amor completo, sem hiatos nem condições. Ficaremos sempre muito aquém, mas, mesmo assim, o Senhor quer esse amor que temos para Lhe dar e – como Jesus disse – a forma mais concreta de O amar é amar os outros – todos os outros – homens nossos irmãos em Cristo.

Um filho não deve retribuir o amor que seu Pai lhe tem? ão é natural que assim seja? Então Jesus Cristo não nos pede nada contra a lógica do amor, porque, como já temos dito, o amor só se completa com reciprocidade plena. Ficaremos aquém? Já o sabemos mas isso em lugar de levar-nos a desistir deve “acicatar-nos” para que nos esforcemos cada vez mais.

“Faz o bem sem olhares a quem”, é um dito popular que bem pode ter a sua origem nestes ensinamentos de Cristo.

Podemos acrescentar, as palavras de São Josemaria Escrivá: afogar o mal em abundância de bem.

Será difícil por vezes não responder no mesmo tom, não devolver o insulto, conservar a calma e tranquilidade deixando o outro desarmado e sem razão. Talvez pensemos que não merecemos a forma como nos trata, mas depressa se desvanecerá esse sentimento se pensarmos: 'se realmente me conhecesse bem, tratar-me-ia muito pior’.

Na base do edifício social está a família cujo alicerce é o matrimónio e, na base deste, deve estar o amor. Por isso se pode simplificar dizendo que o sucesso ou insucesso de uma sociedade depende da qualidade e natureza do amor.   O amor não é interesseiro, não cede nem a desejos nem a luxúria. Sendo profundo e concreto não é volúvel e não se deixa arrastar por entusiasmos mais ou menos passageiros. Sim, pode dizer-se que na base das relações humanas tem de estar presente o amor. Não um amor qualquer, como, por exemplo, gosto muito de... mas um amor total, profundo, de dar sem medida, sem o intuito de receber. Se este amor não existir tudo falha e mais tarde ou mais cedo a relação corrompe-se e acaba.

A “força” das palavras de Jesus justifica-se pela Sua preocupação de que os homens percebam o valor, a importância e dignidade de que se reveste o amor conjugal. Evidentemente que não nos quer mutilados no corpo, em primeiro lugar porque não são os membros que têm culpa dos nossos erros e pecados e porque a mutilação da nossa alma pelo pecado – essa sim – precisa de reparação e vigilância. Eu penso que grande parte dos erros cometidos nos matrimónios se devem à falta de respeito de um pelo outro ou, até, de respeito por si mesmo. Não nos enganemos: não é possível o amor subsistir se não houver respeito dentro do casal.

Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas a importância do cristão na sociedade. Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo. Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir.   Luz e Sal é o que o Senhor diz que nós, os cristãos, somos.

Dois elementos fundamentais e preciosos. Sem luz anda-se nas trevas, não se vê por onde se vai, não existe horizonte, não se descortina o céu, não se encontra o caminho. Sem sal todo o alimento é insípido, desagradável, não apetece. Sejamos - todos os baptizados - luz que ilumine os outros e sal que tempere as suas vidas.

Os cristãos têm de ser diferentes dos outros homens e mulheres? Não, exactamente, mas têm que se comportar como quem sabe e acredita firmemente que é Filho de Deus. É só isto que Jesus recomenda: fazer a Vontade de Deus sempre e em qualquer circunstância. Ser sal e luz não é mais que dar exemplo de coerência e unidade de vida. Não são as palavras que convencem ou “arrastam” a menos que, acompanhadas pela prática do que se diz. O exemplo para ser credível e válido tem de ser permanente e não com “intervalos”, como se pudéssemos como que suspender essa filiação divina que nos foi conferida no Baptismo.

Neste início de um nono ano, peço-Te, Senhor, que me ajudes a ter isto bem presente.

 

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31/12/2021

Publicações em Dezembro 31

 


Quase a terminar um ano a seguir de perto Jesus no Seu deambular diário pelas terras da Palestina resolvo fazer como que um "balanço" de quanto aconteceu - me aconteceu - neste "seguimento".

Não preciso fazer nenhum esforço porque tudo se me apresenta como que num filme tão nítido e detalhado que fico, embora siderado, tranquilo.

Em primeiríssimo lugar, tenho de admitir que a minha vida se modificou radicalmente.

Não tenho qualquer dúvida... sou outro homem diferente do que era.

Sim... eu lia o Evangelho diáriamente, é verdade, mas ficava-me por aí, bastava-me. Quando resolvi tentar introduzir-me no Evangelho "como um personagem mais" como aconselha um Santo dos nossos dias, tudo se modificou.

Para falar francamente... a princípio parecia-me como que um abuso, uma intromissão indesculpável mas, depois, insistindo sempre, fui sentindo um "à-vontade" que me tranquilizava.

O resultado? Bom... o resultado foi que comecei a  descobrir no Evangelho coisas sempre novas que estavam como que escondidas na leitura diária, por vezes apressada, dos textos.

Hoje vejo claramente que, graças a Deus, trilhei o caminho certo.

No meu viver diário - atrevo-me a dizer no viver diário de qualquer um - nada acontece por acaso - o acaso não existe tudo tem uma razão de ser - encontro a cada passo circunstâncias, factos... que sem esforço encontro no Evangelho.

Sim... é verdade! O Evangelho é a  História mais completa do ser humano, exactamente porque foi inspirada aos que o escreveram, pelo Próprio Criador.

Está lá tudo... as grandes obras, os êxitos, fracassos, dúvidas, certezas, actos de enorme coragem... outros de inadmissível cobardia... enfim o que sou e o quanto sou capaz de ser...

Esta constatação levou-me a uma realidade: o que faço, o que penso o que desejo está ali... no Evangelho!

Não tenho nem penso, faço ou desejo absolutamente nada novo, inédito, tudo já foi feito, desejado por alguém.

Convicto que estou desta realidade, penso que o melhor será tentar imitar os que procederam bem e, assim, alcançar o que realmente me interessa: a minha salvação eterna.

 

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