10/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 10

                                            


Segunda-Feira

 

Pequena agenda do cristão

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres. 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

 



Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.

Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.

Monstra te esse matrem!

Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Di, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Amen.

Santo Rosário - Meditação sobre o Qinto Mistério Doloroso

Jesus morre na Cruz

Chegou ao fim o Teu calvário. O sofrimento, os insultos, o vexame de seres despido em público, o opróbrio de seres contado entre os salteadores, tudo se consumou.

Inclinas a cabeça gotejante, e expiras.

E o mundo cobre-se de trevas. E muitos ressuscitaram.

E eu?

Coberto pelas trevas ou ressuscitado?

Inclinado em prostração pelo sacrifício tremendo, coberto de crepes, as lágrimas correndo, o corpo alquebrado pela angústia do meu Senhor morto, ou, ao contrário, ressuscitado para a vida que acabas-Te de dar-me, para a luminosa realidade de Teu filho e irmão, para a felicidade de finalmente ter sido liberto da minha escravidão ao pecado?

Como pude eu, Senhor, mergulhar nas trevas?

Como posso eu, Senhor, passear-me indiferente ao Teu sacrifício?

Como é possível que eu não me transfigure num homem novo, diferente?

Porquê não começo a caminhar em frente, para Ti, em vez dos desvios que faço continuamente, das paragens para deter-me em coisas que não valem nada, nesta minha viagem para me juntar a Ti?

Nessa Cruz onde expiras-Te, caberei eu também?

Posso, Senhor, juntar-me a Ti de braços estendidos e participar conTigo?

Porque não quisesTe Senhor, que eu fosse, ao menos, esse ladrão que levaste conTigo para o Paraíso?

Mais fácil, muito mais fácil teria sido, sem dúvida. Tu queres de mim, Senhor, toda a minha entrega e, eu, não Te dou senão bocadinhos de mim, da minha vida e, mesmo esses, de má vontade e sem determinação.

Posso eu merecer este Teu sacrifício?

Decerto que sim, mas só com a Tua ajuda, Senhor. Só com a Tua ajuda constante.

Bastará um momento, uma fracção de segundo, que me falte o Teu apoio e eu sou de novo aquele que Te flagela, que Te coloca a coroa de espinhos, que Te trespassa o peito com a lança, que Te vê morrer sem compreender nada, sem fazer nada.

Não podes, Senhor, deixar-me. Tenho de ser digno da Tua morte, tenho de merecer o Teu calvário, a Tua Cruz.

Protesto eu que a minha cruz é pesada, difícil e, no entanto, não morro nela. Pelo contrário, constantemente sinto a Tua mão a ajudar-me a carregá-la, o seu peso descansar também no Teu ombro dorido. Pois é, Senhor, mas eu não passo de um pobre pecador, desnorteado por vezes, cheio de ambições, de vaidade e fraquezas. Tenho à minha frente a Tua cruz, essa enorme cruz onde morresTe por mim.

Inclino-me contristado e com o coração compungido pela dor de Te ver partir, de Te ver morrer.

Sei porem que ressuscitarás e que estarás sempre comigo, até que resolvas chamar-me para o pé de Ti.

Nada mais quero, nada mais desejo.

O que for preciso, Senhor, o que for necessário fazer para merecer esta Tua morte, que eu o faça com a Tua ajuda, com o alento que sabes dar, com a Tua misericórdia e bondade infinitas.

E então, quando prostrado Te adorar, quando estiver no Teu seio, dir-Te-ei: Obrigado Senhor, pela Tua morte, sem ela não estaria aqui gozando a Vida Eterna.

 


São José Maria textos

Senhor, com o teu auxílio lutarei

O canto humilde e gozoso de Maria, no "Magnificat", recorda-nos a infinita generosidade de Nosso Senhor com os que se fazem como crianças, com os que se abaixam e sabem sinceramente que não são nada. (Forja, 608)

Não esqueçais que santo não é o que não cai, mas o que se levanta sempre, com humildade e com santa persistência. Se no livro dos Provérbios se comenta que o justo cai sete vezes ao dia, tu e eu – pobres criaturas – não nos devemos estranhar nem desalentar perante as misérias pessoais, perante os nossos tropeços, porque continuaremos em frente, se procurarmos a fortaleza n'Aquele que nos prometeu: Vinde a mim todos os que andais cansados e oprimidos, que eu vos aliviarei. Obrigado, Senhor, quia tu es, Deus, fortitudo mea, porque foste sempre Tu, e só Tu, meu Deus, a minha fortaleza, o meu refúgio, o meu apoio.

Se verdadeiramente desejas progredir na vida interior, sê humilde. Recorre constantemente, confiadamente, à ajuda do Senhor e de sua Mãe bendita, que é também a tua Mãe. Com serenidade, tranquilo, por muito que te doa a ferida ainda não sarada da tua última queda, abraça de novo a cruz e diz: Senhor, com o teu auxílio lutarei para não parar, responderei fielmente aos teus convites, sem temer as encostas íngremes, nem a aparente monotonia do trabalho habitual, nem os cardos e pedras do caminho. Sei que a tua misericórdia me assiste e que, no fim, acharei a felicidade eterna, a alegria e o amor pelos séculos sem fim. (Amigos de Deus, 131)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VIRTUDES

 

REFLEXÃO

 

 

09/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 9

 


                                           DOMINGO

 

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 



Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

Lembro-me daquela senhora que a minha querida Mãe levou uma vez a Fátima.

Quando no regresso lhe perguntou se tinha gostado, ouviu a resposta:

‘Sabe… eu sou judia e portanto não conheço as vossas orações à Virgem Maria e, na “Capelinha” só me lembrei do hino de Fátima e, então, repeti vezes sem conto: Avé Maria; Avé Maria; Avé Maria!

Acha que fiz bem’?

A minha Mãe respondeu: ‘Posso assegurar-lhe que Nossa Senhora gostou muito, mesmo muito da sua oração’!

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quarto Mistério Doloroso

Jesus toma a Cruz a caminho do Calvário

  Sobre os Teus ombros doridos, repousa agora a Cruz que, desde sempre, Te estava reservada.

  Enfraquecido como estás, uma noite inteira sem dormir, o sofrimento atroz do Getsémani, as vergastadas, os encontrões, deixaram-Te quase sem forças.   

  O Teu Espirito está como que aturdido pelos insultos, as palavras soezes, o ódio e a raiva que vês nos homens que Te rodeiam e que toda a noite Te atormentaram.

  Para alguns judeus, príncipes dos sacerdotes e os outros do Sinédrio, és um inimigo e há que exacerbar ao máximo a multidão dos simples, analfabetos, pouco mais que brutos, para que peçam mais e mais sofrimentos, mais e mais troça e escárnio. Só descansarão quando Te virem morto, pregado na Cruz.

  Há o secreto medo que os Teus discípulos que se contam por milhares, acorram em Teu auxílio, se sublevem e subvertam facilmente toda uma turba de pobres homens e mulheres ávidos de um chefe, de um líder contra os odiados opressores romanos.

  Para estes últimos, não passas de um divertimento. Algo que sai da rotina. Ainda por cima, não têm qualquer responsabilidade; não lavou as mãos do assunto, o seu chefe, Pôncio Pilatos?

  E onde estou eu, Senhor?

  No grupo turbulento, inconsciente e sem vontade própria os que gritam: «Crucifica-O!» (Cfr. Jo 19. 15), daqueles que se aglomeram, ávidos de verem como é que vais aguentar o pesado madeiro?

  Ou estou no meio daqueles que se limitam a cumprir ordens, sem querer saber, como nem porquê, se são justas ou injustas, e assim Te flagelei e agora Te arrasto para receberes a Cruz?

  Acrescento, talvez, alguma coisa da minha lavra: uso o azorrague com mais força, fui eu quem se lembrou da coroa de espinhos, dei-Te algumas bofetadas por minha conta?

  Ou sou, ainda, dos que, de longe, disfarçadamente, olham tudo, apavorados que descubram qualquer ligação conTigo, olhando em volta, perscrutando se alguém se lembra de me Ter visto no meio dos quatro mil que alimentas-Te milagrosamente com uns poucos de peixes e pães?

  Esta angústia de não saber onde estou, faz-me encolher na minha própria insignificância cobarde e pusilânime.

  Quantas vezes me deixei ir com os outros, sem querer saber para onde ia, onde levava aquele caminho?

  Quantas vezes inventei eu próprio algumas modificações nesses caminhos ínvios tornando-os mais tortuosos?

  Quantas vezes não fugi e não me escondi, fiquei calado e atentei passar despercebido com medo de cair em “ridículo”, de “chocar” os outros, ou muito simplesmente de me afirmar como Teu filho e não consentir, na minha presença, ofensas a meu Pai?

  Descansa agora a Cruz no Teu ombro dorido, Senhor que Tu És homem, embora perfeito, sentes em todo o Teu corpo esse peso enorme desse lenho duro que há-de receber o Teu Corpo martirizado.

  E conheces, um a um, todos os pecados de todos os homens que constituem o peso dessa Cruz. Os meus também.

  E eu queixo-me da minha cruz. Que é pesada, que é incómoda, que, até por vezes, me tira o sono!

  Perdoa-me, Senhor, a minha insensibilidade perante a Tua Cruz.

  Não olhes para mim, Senhor, com o Teu olhar magoado e triste.

  Deixa-me respirar um pouco, tomar alento, ganhar coragem para então, postado a Teu lado, volveres para mim o Teu olhar misericordioso e, silenciosamente, dizeres-me: Estás perdoado; não tornes a pôr mais peso nesta tão pesada Cruz.

  E eu, Senhor, com o coração cheio de alegria pela Tua bondade, prometo solenemente fazer tudo, com a Tua ajuda, para não tornar mais pesada a Tua Santa Cruz.



São José Maria textos

Senhor, não sei fazer oração!  

Escreveste-me: "Orar é falar com Deus. Mas de quê?". De quê?! D'Ele e de ti; alegrias, tristezas, êxitos e fracassos, ambições nobres, preocupações diárias..., fraquezas; e acções de graças e pedidos; e Amor e desagravo. Em duas palavras: conhecê-Lo e conhecer-te – ganhar intimidade! (Caminho, 91)

Como fazer oração? Atrevo-me a assegurar, sem temor de me enganar, que há muitas, infinitas maneiras de orar. Mas eu preferia para todos nós a autêntica oração dos filhos de Deus, não o palavreado dos hipócritas que hão-de ouvir de Jesus: nem todo o que me diz, Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus.

Os que são movidos pela hipocrisia podem talvez conseguir o ruído da oração – escrevia Santo Agostinho – mas não a sua voz, porque aí falta vida e há ausência de afã por cumprir a Vontade do Pai. Que o nosso clamor – Senhor! – vá unido ao desejo eficaz de converter em realidade essas moções interiores, que o Espírito Santo desperta na nossa alma. (...).

Nunca me cansei e, com a graça de Deus, nunca me cansarei de falar de oração. Por volta de 1930, quando se aproximavam de mim, sacerdote jovem, pessoas de todas as condições – universitários, operários, sãos e doentes, ricos e pobres, sacerdotes e leigos – que procuravam acompanhar mais de perto o Senhor, aconselhava-os sempre: rezai. E se algum me respondia: "não sei sequer como começar", recomendava-lhe que se pusesse na presença do Senhor e lhe manifestasse a sua inquietação, a sua dificuldade, com essa mesma queixa: "Senhor, não sei!" E muitas vezes, naquelas humildes confidências, concretizava-se a intimidade com Cristo, um convívio assíduo com Ele. (Amigos de Deus, 243–244)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

08/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 8

 



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

 


Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Hoje tenho, para ti, uma prece: Santa Maria, Mãe de Deus e minha Mãe, diz ao Teu Divino Filho, coisas boas de mim, que eu, não obstante ser débil, pusilânime e volúvel, me esforço por ser um bom filho.

Pobre de mim que não o consigo sempre, mas, repito vezes sem conta: Diz-lhe coisas boas de mim!

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Terceiro Mistério Doloroso

Coroação de espinhos

Todo eu me angustio, Senhor, com este quadro horrível. Não já tanto pelo sofrimento, mas ainda mais pela troça, pelo escárnio.

Mal sabiam eles que de facto ajoelhavam em frente do Rei, não só dos Judeus, mas de todos os homens. Mal sabiam eles que Jesus sabia muito bem quem Lhe batia, não só naquele momento, mas durante mais dois mil anos, pelo menos, todos quantos Lhe bateram e Lhe enterraram a horrível Coroa na cabeça.

E eu, onde estava, Senhor? Escondido atrás de alguma coluna, estarrecido com tal cena, ou era dos que Te atormentavam e troçavam de Ti?

Quantos espinhos da Tua Coroa foram directamente cravados por mim na Tua fronte sublime?

E quantas vezes o fiz?

Ah, Senhor! Muitas decerto, infelizmente.

E Tu perdoas-me ainda!

Queixo-me eu por um pequeno incómodo, uma dorzita, um mal estar de nada, um desconforto, que está frio, que está calor… e Tu, senhor, ali, sentado num escabelo, naquela tristíssima e pungente figura de um justiçado silencioso, olhando par os Teus algozes, para mim, com os teus doces olhos serenos e cheios de mágoa. E o Teu pensamento, ao mesmo tempo: «Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem[1]

Mas eu sei, Senhor, ah!, eu sei o que faço. Sempre soube, só que fingia e finjo que não sei. Quero convencer-me que não sou um dos Teus martirizadores, que talvez não passe de um espectador passivo.

A verdade é bem diferente e eu tenho que humildemente reconhecer que, também eu, por diversas vezes, Te cravei espinhos na cabeça, fiz pouco de Ti, e Te magoei profundamente.

E agora, Senhor, que com todo o cuidado retire a coroa da Tua cabeça, procure os espinhos um a um, lave as feridas com as minhas lágrimas, Te vista uma roupa decente e… finalmente, ocupe o Teu lugar no escabelo onde estás sentado.

Sei bem que não tenho merecimento para tal, nem sou digno sequer de tal pedido, mas, Senhor, dar-me-ias Tu coragem para fazer isto?

Consentirias Tu, Senhor, que um pecador como eu, ocupasse o Teu lugar neste momento?

Sucumbiria eu ao sofrimento?

Rebelar-me-ia eu contra os vexames?

Responderia, com rancor, ao escárnio?

Não, com a Tua ajuda, Senhor, porque Tu és a minha força e a minha razão.

Tudo em mim me impele para junto de Ti.

Deixa, Senhor, que me aproxime apesar de tudo quanto fiz e faço, das minhas misérias e fraquezas.

Deixa-me, Senhor, olhar para Ti tão intensamente que jamais esqueça esta Tua imagem dolorosa e de tal forma ela fique gravada em mim que eu não seja mais capaz de Te ofender com os meus pecados.

Permite, Senhor, que seja eu a receber a troça, os insultos, que seja eu a sofrer as dores dos espinhos e das bofetadas, para aliviar um pouco que seja a Tua imensa dor e para poder ser um pouco mais merecedor deste Teu enormíssimo sacrifício que levasTe a cabo por minha salvação.

 


São José Maria textos

Sereno no meio das preocupações

Se, por teres o olhar fixo em Deus, souberes manter-te sereno no meio das preocupações; se aprenderes a esquecer as ninharias, os rancores e as invejas; pouparás muitas energias, que te fazem falta para trabalhar com eficácia, em serviço dos homens. (Sulco, 856)

Luta contra as asperezas do teu carácter, contra os teus egoísmos, contra o teu comodismo, contra as tuas antipatias... Além de que temos de ser corredentores, o prémio que receberás (pensa bem nisso!) estará em relação directíssima com a sementeira que tiveres feito. (Sulco, 863)

Tarefa do cristão: afogar o mal em abundância de bem. Nada de fazer campanhas negativas, nem de ser anti-nada. Pelo contrário: viver de afirmação, cheios de optimismo, com juventude, alegria e paz; olhar para todos com compreensão: os que seguem Cristo e os que O abandonam ou não O conhecem.

Compreensão, porém, não significa abstencionismo, nem indiferença, mas actividade. (Sulco, 864)

Paradoxo: desde que me decidi a seguir o conselho do salmo – "Lança sobre o Senhor as tuas preocupações, e Ele te sustentará", cada dia tenho menos preocupações na cabeça... E ao mesmo tempo, com o devido trabalho, resolve-se tudo com mais clareza! (Sulco, 873)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Cfr Lc 23, 44

07/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 7

 


Sexta-Feira


PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Pequena mortificação

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?


Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio


Monstra te esse matrem!

Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe.

Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu.

Monstra te esse matrem!

Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

Santo Rosário - Meditação sobre o Segundo Mistério Doloroso

Flagelação de Jesus 

Amarrado a uma coluna, o meu Senhor está para ali, estremecendo a cada golpe dos algozes que se revezam. 

Cada vergastada é um suplício. Os pedaços de osso de carneiro que pendem das extremidades das finas tiras de couro enegrecidas de sangue antigo, causam dores indescritíveis, vergões e ferimentos profundos, arrancam a pele e pedaços de carne e rasgam os músculos. A experiência dos algozes atinge os locais mais sensíveis e, talvez mais acicatados pelo silêncio deste Homem a quem o suplício não arranca um queixume, redobram de energia e os golpes caiem, rápidos, fortíssimos, procurando com maquiavélica destreza provocar o maior sofrimento possível. 

Mas é em vão. Apenas um som abafado sai da garganta ressequida de Jesus. É um estertor involuntário que a violência do castigo provoca. 

Eu, escondido num vão, não intervenho. Estou atónito e assustado com o que vejo. É uma cena de uma brutal ferocidade inaudita. 

Não me julgo capaz de Te provocar tal suplício... quem? Eu? Oh Senhor!  Eu não..., eu amo-Te com todas as minhas forças, nunca seria capaz de tal coisa.

E, no entanto, as minhas frequentes faltas e pecados o que são, senão chicotadas na Tua carne santa. 

Acabou o terrível suplício. Solto da coluna imunda à qual Te ataram cais por terra, desfalecido, meio morto. Eu, caio também de joelhos e peço-Te perdão. 

Perdão pela minha cobardia, pela minha pouca fé, a minha tibieza, pela minha falta de carácter. 

E tu, minha Mãe, que no exterior, com o coração angustiado, aguardas o fim do suplício que infligem ao teu Filho, tu, Senhora de Dores, acolhe-me junto de ti e sossega o meu espírito. 

Diz-me que jamais, jamais consentirás que eu me converta em carrasco, algoz, do teu Divino Filho. 

Afiança-me que a tua confiança de filha de Deus Pai, ajudará a minha pouca fé.

Persuade-me que a tua certeza de Mãe de Deus Filho aumentará a minha esperança. 

Garante-me que o teu amor de Esposa do Espírito Santo, suprirá a minha falta de caridade. 

Incute no meu espírito o desejo de estar com Jesus, nesta hora solene, em que o Rei do Reis, o Senhor dos Senhores, está amarrado como um malfeitor, recebendo um castigo duríssimo que não mereceu. 

A interpor-me entre os carrascos e o teu Filho, aparando os golpes. 

A limpar os vergões e as feridas da Sua carne. 

Por um bálsamo, lavar o sangue, limpar as feridas. 

Permite-me querer ficar com Ele, ofegante de emoção, amarrado também a essa coluna, partilhando o possível da Sua Flagelação.



São Josemaria - Textos

 Um encontro pessoal com Deus

Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)

Creio que não vou dizer nada de novo, se afirmar que alguns cristãos têm uma visão muito pobre da Santa Missa e que ela é para muitos um mero rito exterior, quando não um convencionalismo social. Isto acontece, porque os nossos corações, de si tão mesquinhos, são capazes de viver com rotina a maior doação de Deus aos homens. Na Santa Missa, nesta Missa que agora celebramos, intervém de um modo especial, repito, a Trindade Santíssima. Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-Lo, saboreá-Lo. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor.

Viver a Santa Missa é manter-se em oração contínua, convencermo-nos de que, para cada um de nós, este é um encontro pessoal com Deus, em que O adoramos, O louvamos, Lhe pedimos, Lhe damos graças, reparamos os nossos pecados, nos purificamos e nos sentimos uma só coisa em Cristo com todos os cristãos. (Cristo que passa, 87–88)