24/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 24

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Honrar a Santíssima Virgem.

 

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho

Jo III, 1-21

 

Jesus e Nicodemos

1 Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus. 2 Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: ‘Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele.’ 3 Em resposta, Jesus declarou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no ventre de sua mãe outra vez, e nascer?’ 5 Jesus respondeu-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. 7 Não te admires por Eu te ter dito: Vós tendes de nascer do Alto. 8 O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito. 9 Nicodemos interveio e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’ 10 Jesus respondeu-lhe: Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei das coisas da terra e não credes, como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu? 13 Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. 14 Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15 a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. 17 De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus. 19 E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más. 20 De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas. 21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus.

 

Considerações

«Renascer de novo» estas palavras de Jesus deixam Nicodemos perplexo porque não as compreende e, por isso, pergunta.

É o que devemos semprer fazer quando não compreendemos exactamente algo que nos é dito ou mostrado e que diga respeito à nossa Fé Cristã.

Procurar junto de alguém que nos mereça crédito que nos esclareça é o que devemos fazer.

Nós, cristãos de hoje, somos mais afortunados que Nicodemos porque sabemos o que significa «Renascer de novo».

O Baptismo foi o Sacramento que Jesus instiuiu exactamente para que pudessemos consegui-lo.

Depois de baptizados somos diferentes, intrínsecamente diferentes já que somos constituidos em filhos de Deus.

 

Santíssima Virgem

Mãe do Amor Formoso

 

Ego quasi vitis fructificavi...; como a videira deitei formosos ramos e as minhas flores deram saborosos e ricos frutos. Assim lemos na Epístola. Que esse aroma de suavidade que é a devoção à nossa Mãe abunde na nossa alma e na alma de todos os cristãos e nos leve à confiança mais completa em quem vela sempre por nós.

Eu sou a Mãe do amor formoso, do temor, da ciência e da santa esperança, lições que hoje nos recorda Santa Maria. Lição de amor formoso, de vida limpa, de um coração sensível e apaixonado, para que aprendamos a ser fiéis ao serviço da Igreja. Este não é um amor qualquer; é o Amor. Aqui não há traições, nem cálculos, nem esquecimentos. Um amor formoso, porque tem como princípio e como fim o Deus três vezes Santo, que é toda a Beleza e toda a Bondade e toda a Grandeza.

 

J. A. Loarte

 

 

 

 

23/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 23

 

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Pequena mortificação

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Jo II, 2-25

Bodas de Caná

1 Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. 2 Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda. 3 Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Não têm vinho!’ 4 Jesus respondeu-lhe: Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora. 5 Sua mãe disse aos serventes: ‘Fazei o que Ele vos disser!’ 6 Ora, havia ali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma. 7 Disse-lhes Jesus: Enchei as vasilhas de água. 8 Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: Tirai agora e levai ao chefe de mesa. 9 E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo 10 e disse-lhe: ‘Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!’ 11 Assim, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram nele. 12 Depois disto, desceu a Cafarnaúm com sua mãe, os irmãos e os seus discípulos, e ficaram ali apenas alguns dias.

 

Expulsão dos vendilhões do Templo

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14 Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. 15 Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; 16 e aos que vendiam pombas, disse-lhes: Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira. 17 Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. 18 Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: ‘Que sinal nos dás de poderes fazer isto?’ 19 Declarou-lhes Jesus, em resposta: Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei! 20 Replicaram então os judeus: ‘Este levou templo quarenta e seis anos a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?’ 21 Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. 22 Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido. 23 Enquanto Ele estava em Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos ao verem os sinais miraculosos que realizava creram nele. 24 Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos 25 e não precisava que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.

 

Considerações

 

Neste trecho de São João há como que duas atitudes diferentes de Jesus; a Sua primeira regista-se na Sua reacção ao saber que faltava o vinho nas bodas.

Como aliás Ele próprio o confirma na resposta a Sua Mãe: «Ainda não chegou a minha hora»… mas, como fica claro, Jesus não pode resistir a um pedido de Sua Mãe mesmo que, aparentemente, este vá contra os Seus planos pessoais e, nós sabemos muito bem recorrer ao seu carinho de Mãe extremosa para alcançar as graças que pretendemos. De facto, podemos pensar  que o único dos seus filhos que nunca lhe terá pedido nada seja exactamente o seu Unigénito. Todos os outros – e são uma multidão inacontável – constantemente a invocam nas suas necessidades de toda a ordem com confiança absoluta que Ela se encarregará de levar ao se Divino Filho quanto lhe pedimos.

Esta Senhora que veneramos com amor filial conhece-nos íntimamente como somos, o que precisamos e não descansa enquanto não nos leva a Jesus por um caminho seguro.

Por isso invocamos ao seu Dulcíssimo coração: “Cor Maria dulcissimum iter para tuto”, “Doce Coração de Maria conduz-nos por umcaminho seguro”.

A segunda  atitude é a que regista a reacção de Jesus perante os vendilhões do templo. É uma atitude de intransigente repúdio perante o aviltamento da Casa de Deus.

O respeito pelos templos onde o Senhor habita impõe uma conduta e acordo com esse respeito e constitui falta grave não observar esse respeito e compostura.

 

DOUTRINA (Perguntas e respostas)

O AGNOSTICISMO

 

5. Pode conhecer-se a existência de Deus?

Deus é um ser espiritual e, portanto, os agnósticos estão certos de que ele não pode ser visto ou tocado.

No entanto, a existência de Deus pode ser conhecida pela observação das obras divinas. Analisando a criação, o Criador é descoberto, assim como ver as pirâmides fala do povo egípcio.

 

REFLEXÃO

Pesca

A pesca é para mim algo apaixonante.

Tens o melhor "isco", cana, linha e anzol.

Repetes os mesmos gestos e lanças a linha.

Uns dias, talvez muitos e muito seguidos, não há sequer um peixinho que te venha ás mãos; outros... parece que o peixe está louco e tiras vários... dezenas.

Como és pescador experimentado, não te surpreendes mas, a verdade, é que procuras uma justificação e, quase nunca, as que te surgem são convincentes.

A teu lado, nesses dias de fracasso, e está quase sempre alguém a pescar e com enorme sucesso.

Começas por olhar de soslaio, não queres dar "parte de fraco" e atentando melhor não descobres nada inusitado, diferente do que fazes.

Ás vezes esperas que o outro se vá embora - com o cabaz cheio de peixes de toda a ordem e tamanho - e apressas-te a ocupar o lugar vago. Mas  a tua pescaria não sofre alteração: ZERO!

Um dia ganhas coragem e resolves meter conversa com o sujeito.

Como quem não quer a coisa,  pensas mas, depois raciocinas: eu quero mesmo saber, quero aprender e, a tua conversa começa  por aí: diga como devo fazer, assim, com toda a simples clareza de quem precisa de uma resposta.

E, o outro,  responder-te-á:

Em primeiro lugar é necessário paciência,  depois... perseverança, nunca desistir e, finalmente,  não teres em conta as tuas capacidades ou a falta delas. Convencence-te: Vens à pesca porque é o teu trabalho, não para conquistares um troféu mas porque é o que tens de fazer.

Posto isto, BOA PESCA!

 

 

22/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 22

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Evangelho

Jo I, 35-51

 

Novo Testamento

 

Evangelho

 

Jo I, 35-51

 

Primeiros discípulos

35 No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos seus discípulos. 36 Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus!» 37 Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi - que quer dizer Mestre - onde moras?» 39 Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde. 40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram Jesus. 41 Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: «Encontrámos o Messias!» - que quer dizer Cristo. 42 E levou-o até Jesus. Fixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, o filho de João. Hás-de chamar-te Cefas» - que significa Pedra. 43 No dia seguinte, Jesus resolveu sair para a Galileia. Encontrou Filipe, e disse-lhe: «Segue-me!» 44 Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» 46 Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» 47 Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 48 Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» 49 Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» 50 Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»

 

Considerações:

O primeiro capítulo do Evangelho escrito por São João termina com a apresentação dos primeiros discípulos de Jesus.

O Apóstolo regista a hora «Eram as quatro da tarde» o que entendemos como confirmação que foram momentos que jamais poderão esquecer.

«Ficaram com Ele naquele dia» o que terão falado não o sabemos mas a conversa foi de tal forma importante que as horas passaram sem que houvesses interrupção.Um dos “resultados” dessa conversa foi a necessidade imperiosa  que sentiram de comunicar a outros a sua descoberta e, por isso, vão ter com Pedro mais velho que eles, mestre de pescadores respeitado por todos.

Jesus «fixou nele o olhar» e deu-lhe um nome «serás chamado Cefas». Os dois discípulos tinham chamado Rabi a Jesus e um rabi – um Mestre - ao atribuir um nome a alguém era considerá-lo discípulo, seguidor próximo, constante, uma prova de confiança.

Depois os encontros continuam, Filipe não se detém e chama Natanael.

Jesus, quando o vê aproximar-se tem uma reacção estranha de tal modo surpreendente que Natanael fica como que aturdido e faz a primeira declaração que consta nos Evangelhos da Divindade de Jesus: «Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!».

Tinha começado por estranhar o convite de Filipe «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» mas não recusou o convite e seguiu Filipe ao encontro de Jesus.

Deixar-se levar por preconceitos tem sempre resultados funestos porque pode acontecer perder-se uma oportunidade única na vida.

A pessoa preconceituosa tem sempre dificuldade em encarar o que se lhe apresenta, é difícil de convencer, resiste a conhecer uma realidade diferente daquela que construiu dentro de si.

 

Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(Com autorização eclesiástica)

 

 

 

21/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 21

 

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Simplicidade e modéstia.

Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.

 

Lembrar-me: Do meu Anjo da Guarda.

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual

 

Evangelho

Jo I, 19-34

Testemunho de João

19 Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: Tu quem és? 20 Ele confessou e não negou: Eu não sou o Messias – confessou. 21 Quem és então? – perguntaram-lhe: – És Elias? Não sou – respondeu ele. És o Profeta? Ele retorquiu: Não! 22 Disseram-lhe então: Quem és tu? É para darmos resposta aos que nos enviaram: Que dizes de ti mesmo? 23 Ele declarou: Sou a voz de um que brada no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’. Como disse o profeta Isaías. 24 Tinham sido enviados alguns dos Fariseus. 25 Interrogaram-no eles nestes termos: Então porque é que baptizas, se não és o Messias, nem Elias nem o Profeta? 26 Respondeu-lhes João dizendo: Eu baptizo em água; mas no meio de vós se encontra quem vós não conheceis. 27 Aquele que vem depois de mim; a quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. 28 Deram-se estes factos em Betânia, além-Jordão, onde João estava a baptizar. 29 No dia seguinte, vê este a Jesus, que vinha ter com ele, e diz: aí está o Cordeiro de Deus, que vai tira o pecado do mundo. 30 Era deste que eu dizia: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente porque era antes de mim. 31 Eu não O conhecia, mas para Ele se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água. 32 João deu mais este testemunho: Eu, eu vi o Espírito que descia do Céu como uma pomba, e permaneceu sobre Ele. 33 E eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é o que baptiza no Espírito Santo’. 34 Ora eu vi e sou testemunha de que Ele é o Filho de Deus.

 

Considerações

 

O Evangelista São João descreve com nitidez o testemunho de São João Baptista, testemunho importante porque esclarece inequívocamente quem ele é e quem É Jesus Cristo.

Sabemos que São João era discípulo do Baptista a quem seguia assíuamente. Adivinhara que aquele homem desempenhava um papel importantíssimo na história de Israel e, na sua juventude este “Guia” trazia-lhe novas perspectivas muito importantes.

Talvez lhe interessasse muito que a pregação que ouvia atentamente, versasse sobretudo a necessidadede conversão, de arrependimento como preparação para a vinda do Salvador.

Ter a alma pura e o espírito atento e pronto para o que que estava para acontecer.

Por isso mesmo quando o Baptista indica – de forma inequívoca – a Pessoa de Jesus como o Filho de Deus, Aquele que todo o Israel esperava há séculos não espera um momento para O seguir o que fez sem “intervalos” toda a Sua vida até à morte na Cruz.

 

SÃO JOSÉ

Ano de São José

A figura de São José no Evangelho

José era efectivamente um homem corrente, em quem Deus confiou para realizar coisas grandes. Soube viver exactamente como o Senhor queria todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida. Por isso, a Sagrada Escritura louva José, afirmando que era justo. E, na língua hebreia, justo quer dizer piedoso, servidor irrepreensível de Deus, cumpridor da vontade divina; outras vezes significa bom e caritativo para com o próximo. Numa palavra, o justo é o que ama a Deus e demonstra essa amor, cumprindo os seus mandamentos e orientando toda a sua vida para o serviço dos seus irmãos, os homens. (São Josemaria, Cristo que passa, 40)

 

 

 

20/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 20

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

Evangelho

Jo I, 1-18

 

O Verbo é Deus

1 No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. 2 No princípio Ele estava em Deus. 3 Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. 4 Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. 5 A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam.

 

Missão de João Baptista

6 Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7 Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. 8 Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. 9 O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. 10 Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. 13 Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus.

 

Encarnação

14 E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.’»16 Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. 17 É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. 18 A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.

 

Considerações

 

São João com o estilo que lhe e próprio dá-nos as razões e motivos que enformam a nossa fé

Tudo parece resumir-se a luz e trevas, a luz que tudo ilumina e as trevas que tudo escondem e ocultam. O Menino é a luz que ilumina e atrai os homens irresistivelmente para o alto.

Ele afasta definitivamente as trevas onde tantos se deixam cair como mortos vivos.

Luz de luz, guia os meus passos para o supremo bem e felicidade eterna.

Este capítulo de S. João pode ser – é, de facto – uma declaração das principais razões para fazer-mos um profundo acto de fé na Redenção e no Redentor.

Explica-se porque devemos acreditar e, até, as ‘vantagens’ em acreditar no próprio testemunho do Precursor.

Porque acreditar em Jesus Cristo? Porque, Ele, é: «o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer

Porque nos convém acreditar? Porque: «a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus»

Quando deparamos com esta página do evangelho de São João, talvez sejamos tentados a ler apressadamente ou, até, passar adiante.

Mas pode dizer-se que ela é como que uma síntese da doutrina cristã, já que nela se contêm, os princípios e fundamentos da Fé.

Talvez o melhor seja, mesmo, ficar por aqui propondo uma segunda leitura, talvez mais interiorizada, destas palavras de São João.

São João dá-nos a exacta compreensão da Pessoa de Jesus Cristo: a Luz!

Mas trevas da morte da alma, do abismo dos desaires e dificuldades da vida corrente, no desânimo das missões por cumprir, na frustração da incapacidade de vencer o nosso orgulho que nos amarra a precon­ceitos e juízos temerários, enfim, na amálgama dos nossos defeitos e fraquezas, das faltas de confiança e coragem, a Luz de Cristo ilumina o nosso caminho, toda a nossa vida.

Muitas páginas da Sagrada Escritura atestam que os anjos existem...

Mas é pre­ciso saber que a palavra «anjo» designa a sua função: ser mensageiro.

E cha­mam-se «arcanjos» os que anunciam os acontecimentos mais importantes. É assim que o arcanjo Gabriel é enviado à Virgem Maria; para esta função, para anunciar o maior de todos os acontecimentos, impunha-se enviar um anjo da mais elevada categoria...

Semelhantemente, quando se trata de estender um poder extraordinário, é Mi­guel que é o enviado.

Com efeito, a sua acção como o seu nome, querem dizer: «Quem é como Deus?», fazem compreender aos homens que ninguém pode fazer o que pertence apenas a Deus realizar.

Seguir essa Luz é o bastante para alcançarmos a felicidade.

Nunca se esquece o momento em que a nossa vida deu como que uma revira­volta, conheceu um novo rumo, se alterou definitivamente!

 

CONFISSÃO SACRAMENTAL

O que é a confissão sacramental?

“O sacramento da Reconciliação é um sacramento de cura. Quando me confesso é para me curar, para curar a minha alma, o meu coração e algo de mal que cometi”. Francisco, Audiência geral, 19.II.2014.

Porquê confessar-se?

Explica o Papa Francisco que “o perdão dos nossos pecados não é algo que possamos dar a nós mesmos. Eu não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, é um dom do Espírito Santo”. Idem

É complicado confessar-se?

Não o é tanto: no Catecismo, a Igreja propõe-nos quatro passos para uma boa confissão. Cfr. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 303.:

1) Exame de consciência;

2) Contrição (ou arrependimento), que inclui o propósito de não voltar a pecar;

3) Confissão;

4) Satisfação (ou cumprir a penitência).

São quatro passos que damos para poder receber o grande abraço de amor que Deus nosso Pai nos quer dar com este sacramento: “Deus espera-nos, como o pai da parábola, de braços estendidos, ainda que não o mereçamos. Não importa a nossa dívida. Como no caso do filho pródigo, apenas é preciso que abramos o coração”. São Josemaría, Cristo que passa, n. 64.

1. Exame de consciência

O exame de consciência consiste em refletir sobretudo aquilo que nos tenha podido afastar de Deus

“Que conselhos daria a um penitente para fazer uma boa confissão? – pergunta-se ao Papa Francisco – Que pense na verdade da sua vida frente a Deus, o que sente, o que pensa. Que saiba olhar com sinceridade para si mesmo e para o seu pecado. E que se sinta pecador, que se deixe surpreender, surpreendido por Deus”. Francisco, O nome de Deus é misericórdia.

O exame de consciência consiste em refletir sobre aquelas ações, pensamentos ou palavras que nos tenham podido afastar de Deus, ofender os outros ou causar-nos dano interiormente.

É o momento de ser sinceros consigo próprio e com Deus, sabendo que Ele não quer que os nossos pecados passados nos oprimam, antes deseja libertar-nos deles para podermos viver como bons filhos seus.

3. Confessar os pecados.

Uma boa confissão é dizer os pecados ao sacerdote de forma clara, concreta, concisa e completa.

A confissão consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote.

Costuma dizer-se que uma boa confissão tem “4 C”:

3.1. Clara: indicar qual foi a falta específica, sem acrescentar desculpas.

3.2. Concreta: referir o acto ou pensamento preciso, não usar frases genéricas.

3.3. Concisa: evitar dar explicações o descrições desnecessárias.

3.4. Completa: sem calar nenhum pecado grave, vencendo a vergonha.

4. Cumprir a penitência

O sacerdote indica uma penitência para reparar o dano causado.

A satisfação consiste no cumprimento de certos actos de penitência (orações, alguma mortificação, etc.), que o confessor indica ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado.

É uma ocasião também para dar graças a Deus pelo perdão recebido e renovar o propósito de não voltar a pecar.

 

REFLEXÃO

Regras morais

 

Moral rules must be obeyed when it doesn't suit us. Otherwise, why would we need rules? [1]

Esta "sentença" parece-me muito feliz e adequada ao que me proponho reflectir.

O conceito de "regra moral" não tem várias interpretações consoante conveniências ou circunstâncias, é apenas um: os limites em que a moral se move e actua.

Pode definir-se moral desta forma: Moral é o conjunto de regras adquiridas através da cultura, da educação, da tradição e do quotidiano, e que orientam o comportamento humano dentro de uma sociedade.

Etimologicamente, o termo moral tem origem no latim morales, cujo significado é “relativo aos costumes”.

As regras definidas pela moral regulam o modo de agir das pessoas, sendo uma palavra relacionada com a moralidade e com os bons costumes.

Está associada aos valores e convenções estabelecidos colectivamente por cada cultura ou por cada sociedade a partir da consciência individual, que distingue o bem do mal, ou a violência dos actos de paz e harmonia.

Os princípios morais como a honestidade, a bondade, o respeito, a virtude, e etc., determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas.

Não pode alguém dizer, por exemplo, 'a minha moral é esta!
Tal não faz nenhum sentido, não quer dizer outra coisa que: 'eu próprio restabeleço o que é ou não a moral'.

Pode também definir-se moral como o comportamento correcto e impecável do homem nas diversas actividades que desenvolve na sua vida. A correcção e impecabilidade não oferecem várias interpretações, estão ao abrigo de qualquer reparo, crítica ou correcção por parte de outros.
Tem, além do mais, uma característica muito própria: a moral é a base do comportamento, por isso é comum dizer-se de alguém cujos actos se caracterizam pela sua maldade ou irregularidade, fora dos padrões considerados aceitáveis pela sociedade em geral, que tal pessoa é amoral, isto é, não tem moral.

Mas o que vêm a ser os actos moralmente aceites pela sociedade?

Lembremos do Antigo Testamento o que se passava na cidade de Sodoma.

A ausência de critérios de pureza, respeito pelo corpo - próprio e alheio - eram um hábito adquirido e, portanto, aqui não cabiam conceitos de prevaricação moral social. Mas nem por isso deixavam de ser reprováveis porque se tratava de abusos indecorosos, contranatura e de aviltamento da dignidade humana.

 



[1] Ken Follet, Edge of eternity

19/04/2021

NUNC COEPI: Publicações em Abril 19

PLANO DE VIDA;  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Sorrir; ser amável; prestar serviço.

 

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Lembrar-me: Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

Leitura espiritual 

 

Evangelho

Lc XXIV, 36-53

Aparição em Jerusalém

36 Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» 37 Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito. 38 Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? 39 Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» 40 Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» 42 Deram-lhe um bocado de peixe assado; 43 e, tomando-o, comeu diante deles. 44 Depois, disse-lhes: «Estas foram as palavras que vos disse, quando ainda estava convosco: que era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito em Moisés, nos Profetas e nos Salmos.» 45 Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras 46 e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos, ao terceiro dia; 47 que havia de ser anunciada, em seu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém. 48 Vós sois as testemunhas destas coisas. 49 E Eu vou mandar sobre vós o que meu Pai prometeu. Entretanto, permanecei na cidade até serdes revestidos com a força do Alto.»

 

Ascensão

50 Depois, levou-os até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. 51 Enquanto os abençoava, separou-se deles e elevava-se ao Céu. 52 E eles, depois de se terem prostrado diante dele, voltaram para Jerusalém com grande alegria. 53 E estavam continuamente no templo a bendizer a Deus.

 

Considerações

 

Jesus Cristo Ressuscitado é um verdadeiro Homem em carne e osso, não é meramente um espírito como serão a grande maioria dos “habitantes do Céu”.

Ou seja, pode dizer-se que Jesus Cristo É, depois da Sua Ressurreição gloriosa, o que todos os que tivermos a ventura de alcançar o Céu seremos depois do “final dos tempos” em que os nossos corpos se unirão ás nossas almas para sempre.

Sabemos que não é o único, Elias foi directamente arrebatado ao Céu num carro de fogo, a Santíssima Virgem foi assumpta – verdade de Fé – em corpo e alma e muitos outros.

No Apocalipse São João menciona Pessoas completas – corpo e alma - e Espíritos – almas.

Tudo isto só o conseguimos entender com a insinuação do Espírito Santo na nossa alma, não nos seria possível, só com a nossa inteligência ou entendimento, alcançar esse conhecimento.

Daqui que, uma vez mais, se destaca a verdadeira e imprescindível acção do Divino Espírito Santo nas nossas almas para podermos apaziguar as dúvidas ou “sossegar” as apreensões quanto à Vida Eterna.

Evidentemente que muitas questões nos podem acorrer como, por exemplo, com que corpo nos uniremos ás nossas almas. De homem jovem na força da vida, adulto, no final da vida terrena… ou logo após o nascimento?

Mas… essas sendo interrogações “legítimas” não devem ser consentidas porque, parece evidente, são questões sugeridas pelo tentador para nos desviar do caminho correcto a que nos conduz a Fé nas Verdades que Jesus nos revelou e a Santa Igreja nos ensina.

 

VIRTUDES

Em geral, “a virtude é uma disposição habitual e firme para praticar o bem”. (Cf. Catecismo, 1803)

As virtudes teologais referem-se directamente a Deus e dispõem os cristãos para viverem em relação com a Santíssima Trindade. (Cf. Catecismo, 1812).

São infundidas por Deus na alma dos fiéis para os tornar capazes de proceder como filhos seus. (Catecismo, 1813)

As virtudes teologais são três: fé, esperança e caridade (cf. 1 Cor 13, 13).

A fé é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a santa Igreja nos propõe para acreditarmos. (Cf. Catecismo, 1814) Pela fé o homem entrega-se completa e livremente a Deus, e esforça-se por conhecer e fazer a vontade de Deus (cf. Rm 1, 17).

O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como também professá-la, dar testemunho dela e propagá-la. (Cf. Catecismo, 1816; cf. Mt 10, 32-33)

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a nossa confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo. (Cf. Catecismo 1817).

A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo, e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus. (Cf. Catecismo, 1822).

 

REFLEXÃO

A minha cruz de todos os dias

 

A minha cruz de todos os dias, aquela que tenho de carregar – quer queira quer não – sobre os meus ombros e que me pesa e causa dor!

Que cruz é esta?

Reflicto e chego à triste conclusão que a maior parte das vezes sou o primeiro e principal responsável pela sua existência.

Poderia aplicar-me com toda a propriedade aquela máxima de São Filipe de Néri: Sou carpinteiro das minhas próprias cruzes.

Não me orgulho, bem pelo contrário, desta minha “profissão” na qual me envolvo de forma tão contumaz que me espanta.

Vejo com clareza que não tenho outra “saída” que pedir ao Crucificado que me ajude a transportá-las de forma digna e meritória.