19/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe

Invoca a Santíssima Virgem; não deixes de pedir-lhe que se mostre sempre tua Mãe – "monstra te esse Matrem!" – e que te alcance, com a graça do seu Filho, clareza de boa doutrina na inteligência e amor e pureza no coração, com o fim de saberes ir até Deus e levar-lhe muitas almas. (Forja, 986)

Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe. Ela sabe corresponder com finura aos obséquios que Lhe fizermos. Além disso, se rezares o Terço todos os dias com espírito de fé e de amor, Nossa Senhora encarregar-se-á de te levar muito longe pelo caminho do seu Filho. (Sulco, 691)

O amor à nossa Mãe será sopro que transforme em lume vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza. (Caminho, 492)

Leitura Espiritual Mar 19



Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc X, 1-20

 

Missão dos setenta e dois discípulos

 

1 Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. 2 Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe. 3 Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. 7 Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, 9 curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus já está próximo de vós’ 10 Mas, em qualquer cidade em que entrardes e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: 11 ‘Até o pó da vossa cidade, que se pegou aos nossos pés, sacudimos, para vo-lo deixar. No entanto, ficai sabendo que o Reino de Deus já chegou.’» 12 «Digo-vos: Naquele dia haverá menos rigor para Sodoma do que para aquela cidade.

 

Cidades impenitentes

 

13 Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sídon se tivessem operado os milagres que entre vós se realizaram, de há muito que teriam feito penitência, vestidas de saco e na cinza. 14 Por isso, no dia do juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sídon do que para vós. 15 E tu, Cafarnaúm, porventura serás exaltada até ao céu? É até ao inferno que serás precipitada. 16 Quem vos ouve é a mim que ouve, e quem vos rejeita é a mim que rejeita; mas, quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.»

 

Regresso dos díscípulos

17 Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios se sujeitaram a nós, em teu nome!» 18 Disse-lhes Ele: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. 19 Olhai que vos dou poder para pisar aos pés serpentes e escorpiões e domínio sobre todo o poderio do inimigo; nada vos poderá causar dano. 20 Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu.»

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1984

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo:

 

Quantas vezes não teremos nós lido e ouvido e trecho perturbador do capítulo vinte e cinco do Evangelho de São Mateus: «Quando vier o Filho do homem na sua glória ... dirá então ... vinde benditos de meu Pai... porque tive fome e destes-me de comer ... »!

 

Sim, o Redentor do mundo tem fome de todas as fomes dos seus irmãos humanos. Sofre com aqueles que não podem alimentar o próprio corpo: de todas as populações vítimas da seca ou de más condições económicas, de todas aquelas famílias atingidas pelo desemprego ou pela precariedade do trabalho. E entretanto a nossa terra pode e deve alimentar todos os seus habitantes, a começar das crianças de tenra idade até às pessoas idosas, passando por todas as categorias de trabalhadores.

 

Cristo sofre igualmente com todos aqueles que estão legitimamente famintos de justiça e de respeito da sua dignidade humana; com aqueles que se sentem frustrados quanto às suas liberdades fundamentais e com os que são abandonados ou, pior ainda, explorados na sua situação de pobreza.

 

Cristo sofre com todos aqueles que aspiram a uma paz equitativa e geral, ao passo que esta é destruída ou ameaçada por numerosos conflitos e por um superarmamento desvairado. Será lícito esquecer que o mundo é para construir e não para destruir?

 

Numa palavra, Cristo sofre com todas as vítimas da miséria material, moral e espiritual.

 

«Tive fome e destes-me de comer ... era peregrino e acolhestes-me, estava doente e visitastes-me, estava no cárcere e fostes ver-me» (Mt 25, 35-36). É a cada um de nós que estas palavras vão ser dirigidas no dia de Juízo. Mas, já desde agora, elas nos interpelam e julgam.

 

Dar algo do nosso supérfluo ou mesmo até do que nos é necessário não é sempre impulso espontâneo da nossa natureza. É exactamente por este motivo que nós precisamos de incessantemente olhar com olhos fraternos para a pessoa e para a vida dos nossos semelhantes, estimular em nós próprios esta fome e esta sede de partilha, de justiça e da paz, a fim de passarmos realmente às obras que hão-de contribuir para ajudar as pessoas e as populações duramente experimentadas.

 

Queridos irmãos e irmãs: neste tempo da Quaresma do Ano Jubilar da Redenção, convertamo-nos ainda mais, reconciliemo-nos mais sinceramente com Deus e com os nossos irmãos. Este espírito de penitência, de partilha e de jejum tem de ser traduzido em acções concretas, para as quais, certamente, as vossas Igrejas locais vos irão convidar.

 

«Dê cada um conforme o impulso do seu coração, não com má vontade ou constrangimento, pois Deus ama o que dá com alegria» (2 Cor 9, 7). Esta exortação de São Paulo aos Coríntios continua, na verdade, a ser actual. Assim, que vos seja possível experimentar profundamente a alegria pelo alimento partilhado, pela hospitalidade oferecida aos peregrinos, pela contribuição dada para a promoção humana dos pobres, pelo trabalho arranjado para os desempregados, pelo exercício honesto e corajoso das vossas responsabilidades cívicas e sócio-profissionais, pela paz vivida no santuário familiar e em todas as vossas relações humanas! Nisto se manifesta o Amor de Deus, ao qual nos devemos converter. Amor inseparável do serviço, muitas vezes urgente, do nosso próximo. Vivamos como desejo e procuremos merecer ouvir Cristo a dizer-nos, no último dia, que na medida em que fizemos o bem a um dos mais pequeninos dentre os irmãos foi a Ele que nós o fizemos!

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

 © Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 


Perguntas e respostas

 


A FECUNDAÇAO IN VITRO

A. DADOS SOBRE A FECUNDAÇÃO IN VITRO

1. Como se faz a fecundação in vitro?

 

As etapas que se seguem na FIVET (Fecundação In Vitro e Transferência do Embrião) são:

Obtenção de espermatozóides e oócitos, que se depositam várias horas numa solução de cultivo de um recipiente em cristal, um vitro, até que se comprove a fecundação.

Trasladação dos embriões para outra cultura onde se incubam por alguns dias.

Selecção de embriões sãos e eliminação dos restantes. Os sãos dividem-se em dois grupos.

Uns transferem-se para a mulher. Os restantes congelam-se a -196 C para usos posteriores.

Consideração nas Sextas-Feira da Quaresma


No tempo de Quaresma que estamos a viver, o cristão é convidado a preparar-se para a Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, vivendo de forma algo diferente do habitual nomeadamente na contenção dos divertimentos e exageros, fazendo alguns actos de mortificação voluntária que ajudarão a melhor corresponder a esse convite procurando imitar o Salvador ao retirar-se para o deserto durante quarenta dias.

Para concretizar, NUNC COEPI sugere que, pelo menos nos dias de Sexta-Feira, se abstenha ou, pelo menos modere o visionamento da televisão.

Pequena agenda do cristão

      

Sexta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

18/03/2021

São Josemaria - Textos

 


Deus não aceita o que é mal feito

É difícil gritar ao ouvido de cada um, com um trabalho silencioso, através do pleno cumprimento das nossas obrigações de cidadãos, para depois exigir os nossos direitos e colocá-los ao serviço da Igreja e da sociedade. É difícil... mas é muito eficaz. (Sulco, 300)

Se reparardes, entre os muitos elogios que fizeram de Jesus aqueles que puderam contemplar a sua vida, há um que, de certo modo, compreende todos os outros. Refiro-me àquela exclamação, cheia de sinais de assombro e de entusiasmo, que a multidão repetia espontaneamente ao presenciar, atónita, os seus milagres: bene omnia fecit, tudo tem feito admiravelmente bem: os grandes prodígios e as coisas comezinhas, quotidianas, que não deslumbraram ninguém, mas que Cristo realizou com a plenitude de quem é perfectus Deus, perfectus Homo, perfeito Deus e perfeito homem. (Amigos de Deus, 55–56)

Leitura Espiritual Mar 18

 


Novo Testamento

 

Evangelho

 

Lc IX, 44-62

 

Segunda profecia da Paixão

44 Estando todos admirados com tudo o que Ele fazia, Jesus disse aos seus discípulos: «Prestai bem atenção ao que vou dizer-vos: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.» 45 Eles, porém, não entendiam aquela linguagem, porque lhes estava velada, de modo que não compreendiam e tinham receio de o interrogar a esse respeito.

 

Contra a ambição e a inveja

46 V eio-lhes então ao pensamento qual deles seria o maior. 47 Conhecendo Jesus os seus pensamentos, tomou um menino, colocou-o junto de si 48 e disse-lhes: «Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou; pois quem for o mais pequeno entre vós, esse é que é grande.» 49 João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome e impedimo-lo, porque ele não te segue juntamente connosco.» 50 Jesus disse-lhe: «Não o impeçais, pois quem não é contra vós é por vós.»

 

Os samaritanos não recebem Jesus

51 Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém 52 e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem. 53 Mas não o receberam, porque ia a caminho de Jerusalém. 54 Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?» 55 Mas Ele, voltando-se, repreendeu-os. 56 E foram para outra povoação.

 

Condições para seguir Jesus

57 Enquanto iam a caminho, disse-lhe alguém: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.» 58 Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» 59 E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» 60 Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.» 61 Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.» 62 Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não é apto para o Reino de Deus.»

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1983

 

 Amados irmãos e irmãs em Cristo:

 

«Todos os que acreditavam viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam propriedades e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (Act 2, 44-45).

 

Estas palavras de São Lucas vêm repercutir profundamente no meu coração, quando nos aproximamos da altura de celebrar novamente o período litúrgico da Quaresma: semanas especialmente proporcionadas pela Igreja a todos os cristãos, para os ajudar a reflectir sobre a sua importante identidade, de filhos do Pai celeste e de irmãos de todos os homens, e a reencontrar um impulso novo para a partilha concreta e generosa, uma vez que o próprio Deus nos chamou a fundamentar as nossas vidas na Caridade.

 

As nossas relações com o próximo, portanto, são de importância capital. E quando falo de «próximo», eu entendo aqueles que vivem ao nosso lado, na família, no bairro, na aldeia e na cidade. Mas estão incluídos igualmente aqueles que encontramos no trabalho, aqueles que sofrem, os que estão doentes, experimentam a solidão, enfim quantos são verdadeiramente pobres. E o meu próximo é constituído ainda por todos aqueles que estão geograficamente muito afastados ou exilados da própria pátria, sem trabalho, sem ter que comer e que vestir e, muitas vezes, sem liberdade. O meu próximo são também todos os sinistrados, completamente ou quase completamente arruinados por catástrofes imprevisíveis e dramáticas, que os mergulham na miséria física e moral e, não raro, na tristeza por terem perdido entes queridos.

 

A Quaresma é, na verdade, um apelo veemente do Senhor para a renovação interior, pessoal e comunitária, pela oração e pelo recurso aos Sacramentos; mas renovação igualmente mediante a prática da caridade, pelos sacrifícios pessoais e colectivos de tempo, dinheiro e bens de todas as espécies, a fim de prover às necessidades e aos infortúnios dos nossos irmãos espalhados pelo mundo.

 

A partilha é um dever ao qual nenhum homem de boa vontade e, sobretudo, nenhum discípulo de Cristo se podem subtrair. As modalidades da partilha podem ser múltiplas e vão desde as atitudes voluntárias em que se oferecem os próprios préstimos com uma espontaneidade condizente com o Evangelho, aos donativos generosos e mesmo repetidos, tirados do nosso supérfluo e por vezes do que nos é necessário, até ao trabalho proporcionado aos desempregados ou àqueles que estão em vias de perder totalmente as esperanças.

 

Acresce ainda que esta Quaresma de 1983 vai ser uma graça extraordinária, porque coincidirá com a abertura do Ano Santo da Redenção, circunstância susceptível de estimular em profundidade a vida cristã, a fim de esta corresponder ainda melhor à vocação divina própria dos cristãos: tornarem-se filhos de Deus e autênticos irmãos universais, à semelhança de Cristo.

 

No dia do início solene do meu Pontificado eu tive ocasião de dizer: «Abri de par em par as vossas portas a Cristo!» E hoje digo-vos: Abri generosamente as vossas mãos para dar com magnanimidade tudo o que puderdes aos vossos irmãos em necessidade! Não tenhais medo! Procurai ser, todos e cada um de vós, artífices novos e infatigáveis da Caridade de Cristo!

 

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 

Oração pelos Sacerdotes

                                             

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)


Com autorização eclesiástica

Pequena agenda do cristão

  


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


17/03/2021

São Josemaria – Textos

 


Deus está aqui

Humildade de Jesus: em Belém, em Nazaré, no Calvário...Porém, mais humilhação e mais aniquilamento na Hóstia Santíssima: mais que no estábulo, e que em Nazaré e que na Cruz. Por isso, que obrigação tenho de amar a Missa! (A «nossa» Missa, Jesus...). (Caminho, 533)

Por vezes, talvez nos perguntemos como será possível corresponder a tanto amor de Deus e até desejaríamos, para o conseguir, que nos pusessem com toda a clareza diante dos nossos olhos um programa de vida cristã. A solução é fácil e está ao alcance de todos os fiéis: participar amorosamente na Santa Missa, aprender a conviver e a ganhar intimidade com Deus na Missa, porque neste Sacrifício se encerra tudo aquilo que o Senhor quer de nós.

Permiti que aqui vos recorde o desenrolar das cerimónias litúrgicas, que já observámos em tantas e tantas ocasiões. Seguindo-as passo a passo é muito possível que o Senhor nos faça descobrir em que pontos devemos melhorar, que defeitos precisamos de extirpar e como há-de ser o nosso convívio, íntimo e fraterno, com todos os homens. O sacerdote dirige-se para o altar de Deus, do Deus que alegra a nossa juventude. A Santa Missa inicia-se com um cântico de alegria, porque Deus está presente. É esta alegria que, juntamente com o reconhecimento e o amor, se manifesta no beijo que se dá na mesa do altar, símbolo de Cristo e memória dos santos, um espaço pequeno e santificado, porque nesta ara se confecciona o Sacramento de eficácia infinita. (Cristo que passa, 88)

Leitura espiritual Mar 17



Novo Testamento

 

Evangelho


Lc IX, 23-43

 

Abnegação

23 Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. 24 Pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la. 25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se ou condenando-se a si mesmo? 26 Porque, se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos. 27 E Eu vos asseguro: Alguns dos que estão aqui presentes não experimentarão a morte, enquanto não virem o Reino de Deus.»

 

Transfiguração

28 Uns oito dias depois destas palavras, levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. 29 Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. 30 E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, 31 os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. 32 Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33 Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. 34 Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. 35 E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» 36 Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.

 

Cura do menino possesso

37 No dia seguinte, ao descerem do monte, veio ao encontro de Jesus uma grande multidão. 38 E, de entre a multidão, um homem gritou: «Mestre, peço-te que olhes para o meu filho, porque é o meu filho único. 39 Um espírito apodera-se dele e, subitamente, começa a gritar e a sacudi-lo com violência, fazendo-o espumar. Só a custo se retira dele, deixando-o num estado miserável. 40 Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.» 41 Jesus respondeu: «Ó geração incrédula e pervertida! Até quando estarei convosco e terei de vos suportar? Traz cá o teu filho.» 42 E, quando ele se aproximava, o demónio atirou-o ao chão e sacudiu-o violentamente. Jesus, porém, ameaçou o espírito maligno, curou o menino e entregou-o ao pai. 43 E todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus.

 

Texto

 


MENSAGEM DO PAPA JOÃO PAULO II

PARA A QUARESMA DE 1982

 

Queridos irmãos e irmãs:

 

«Quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29).

 

Vós recordais, certamente: foi com a parábola do Bom Samaritano que Jesus respondeu a esta pergunta de um doutor da Lei, que acabava de referir o que tinha lido na mesma Lei: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente, e ao teu próximo, como a ti mesmo».

 

O Bom Samaritano é, antes de mais nada, Cristo: foi ele que, primeiro, se aproximou de nós, fez de nós o Seu próximo, para nos ajudar, nos curar e nos salvar: «despojou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo, tornando-Se semelhante aos homens e, reconhecido como homem por todo o Seu exterior, humilhou-Se, fazendo-Se obediente até à morte, e à morte de cruz» (Flp 2, 7-8).

 

Se alguma distância existe ainda entre Deus e nós, esta não pode provir senão de nós, dos obstáculos que nós mesmos pomos à aproximação: o pecado que está no nosso coração, as injustiças que cometemos, o ódio e as desuniões que mantemos, enfim, tudo aquilo que faz com que nós não amemos ainda a Deus com toda a nossa alma e com todas as nossas forças. O tempo da Quaresma é o tempo favorável para a purificação e para a Penitência, a fim de nos abrirmos, para o Salvador fazer de nós o Seu próximo e nos salvar pelo Seu Amor.

 

O segundo mandamento e semelhante ao primeiro (cf. Mt 22, 39) e é inseparável dele. Nós amamos os outros com o mesmo Amor que Deus derrama nos nossos corações e com o qual Ele próprio os ama. E, também aqui, quantos e quantos obstáculos para fazermos de outrem o nosso próximo: nós não amamos bastante a Deus e aos nossos irmãos. Porque havemos de ter ainda tantas dificuldades em sair do estádio – importante sim, mas insuficiente – da reflexão, das declarações e dos protestos, para nos tornarmos verdadeiramente imigrados com os imigrados, refugiados com os refugiados e pobres com aqueles que estão desprovidos de tudo?

 

O tempo litúrgico da Quaresma é-nos proporcionado, em Igreja e pela Igreja, para nos purificarmos dos resíduos de egoísmo, de apego excessivo a certos bens, materiais ou de outra espécie, que nos retêm à distância daqueles que têm direitos que nos dizem respeito: principalmente aqueles que, fisicamente próximos ou afastados de nós, não dispõem da possibilidade de viver com dignidade a sua vida de homens e de mulheres, criados por Deus à Sua imagem e semelhança.

 

Deixai-vos, pois, impregnar do espírito de penitência e de conversão, que é aliás o espírito de amor e de partilha; à imitação de Cristo, tornai-vos próximos dos despojados e dos feridos, daqueles que o mundo ignora ou rejeita. Tomai parte em tudo aquilo que, na vossa Igreja local, se faz com o intuito de os cristãos e todos os demais homens de boa vontade proporcionarem a cada um dos seus irmãos os meios, incluindo os meios materiais, para eles poderem viver dignamente e assumir, eles próprios, a tarefa da sua promoção humana e espiritual, bem como a da sua família.

 

Que as colectas da Quaresma, mesmo nos países pobres, vos possam permitir, mediante a partilha de bens, ajudar as Igrejas locais de outros países ainda mais desfavorecidos a desempenhar a sua missão de Bons Samaritanos, junto daqueles por quem elas são directamente responsáveis: os pobres das suas comunidades, aqueles que não têm com que alimentar-se, os que são vítimas de denegação da justiça e os que ainda não podem ser responsáveis pelo próprio desenvolvimento e pelo dos demais membros das suas comunidades humanas.

 

Penitência e conversão: é este o caminho, não triste, de maneira nenhuma, mas sim libertador, a percorrer no nosso tempo da Quaresma.

 

E se vos fizerdes novamente a pergunta - «quem é o meu próximo?» - vós podereis ler a resposta no rosto do Ressuscitado e ouvi-la dos seus próprios lábios: «Em verdade vos digo que tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25,40).

 

IOANNES PAULUS PP. II

 

 

© Copyright - Libreria Editrice Vaticana

 

 


Reflexão na Quaresma

 


Santificação

Já que a tarefa de nos santificar (que é própria do Amor divino) se atribui ao Espírito Santo por apropriação, é Ele quem nós designamos por alma da Igreja, desta Igreja cuja cabeça é Cristo.

 

(Leo J. Trese, A Fé Explicada, Edições Quadrante, (SÃO Paulo, 4ª Ed., nr. 114)

Pequena agenda do cristão

  

Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?