Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
25/05/2020
SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Orações de Maio
A ti, Mãe, recorro nesta hora de preocupação.
Como em Caná, intervieste em favor dos noivos
que, sem terem pedido, obtiveram por teu intermédio uma graça inesperada,
diz-lhe, também agora: O António não tem!
Memórias de Fátima
O que me liga a Fátima - x
Sinto-me em Fátima, na Capelinha, a olhar para a
doce imagem da minha Mãe do Céu e digo-lhe com naturalidade de filho, que
desejaria muito estar sempre ali fisicamente já que, no meu espírito, assim é.
E peço-lhe:
Doce Mãe, olha pelas minhas filhas, pelos meus
netos, ajuda-me a instilar nos seus corações o imenso, terno, filial amor que
sinto por Ti.
(AMA,
Memórias de Fátima)
Temas para reflectir e meditar
Realmente,
caminhar olhando para o chão pode ser uma medida preventiva de, por exemplo,
não tropeçar nos obstáculos.
Mas,
na verdade, se o olhar se dirigir em frente, veremos na mesma, os obstáculos e
com a vantagem de ter tempo de os evitar.
Convém
pois, olhar em frente para se ter uma perspectiva mais completa e real do
caminho que se percorre e, também, para não perder de vista o vulto de Cristo
que nos guia.
LEITURA ESPIRITUAL
São João
Cap. III
1 Entre os fariseus havia um
homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus. 2 Veio ter com Jesus de noite e
disse-lhe: ‘Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre,
porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não
estiver com ele.’ 3 Em resposta, Jesus declarou-lhe: Em verdade, em verdade te
digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus. 4 Perguntou-lhe
Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no
ventre de sua mãe outra vez, e nascer?’ 5Jesus respondeu-lhe: Em verdade, em
verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino
de Deus. 6 Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é
espírito. 7 Não te admires por Eu te ter dito: Vós tendes de nascer do Alto. 8 O
vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para
onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito. 9 Nicodemos
interveio e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’ 10 Jesus respondeu-lhe: Tu és
mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo:
nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não
aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei das coisas da terra e não credes,
como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu? 13 Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu
do Céu, o Filho do Homem. 14 Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto,
assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15 a fim
de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Tanto amou Deus o mundo, que
lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se
perca, mas tenha a vida eterna. 17 De facto, Deus não enviou o seu Filho ao
mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem
nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no
Filho Unigénito de Deus. 19 E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e
os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más. 20 De
facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas
acções não sejam desmascaradas. 21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da
Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus. 22 Depois
disto, Jesus foi com os seus discípulos para a região da Judeia e ali convivia
com eles e baptizava. 23 Também João estava a baptizar em Enon, perto de Salim,
porque havia ali águas abundantes e vinha gente para ser baptizada. 24 João, de
facto, ainda não tinha sido lançado na prisão. 25 Então levantou-se uma
discussão entre os discípulos de João e um judeu, acerca dos ritos de
purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: ‘Rabi, aquele que estava
contigo na margem de além-Jordão, aquele de quem deste testemunho, está a
baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.’ 27João declarou: Um homem não pode
tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. 28 Vós mesmos sois
testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas apenas o enviado à sua
frente.’ 29 O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo,
que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois
esta é a minha alegria! E tornou-se completa! 30 Ele é que deve crescer, e eu
diminuir. 31 Aquele que vem do Alto está acima de tudo. Quem é da terra à terra
pertence e fala da terra. Aquele que vem do Céu está acima de tudo 32 e dá
testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem
aceita o seu testemunho reconhece que Deus é verdadeiro; 34 pois aquele que
Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o Espírito sem medida. 35 O
Pai ama o Filho e tudo põe na sua mão. 36 Quem crê no Filho tem a vida eterna;
quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.
Comentários:
Há um pormenor interessante na
declaração inicial de Nicodemos: ‘sabemos que foste enviado por Deus». Este
"sabemos" permite-nos pensar que haveria outros Fariseus e outros
principais entre os judeus que partilhavam a mesma opinião que Nicodemos a
respeito de Jesus Cristo. É uma conclusão que além de lógica nos deve alegrar
muito e, sobretudo, a não aceitar a opinião que TODOS estes estavam contra
Cristo.
Não sabemos porque prevaleceu a
vontade de dar a morte ao Senhor se por maioria, por temor, ou outra razão
qualquer, seja como for, pelo menos dois – José de Arimateia e Nicodemos –
demonstraram uma coragem e desassombro que de alguma forma “redime” a atitude
dos outros. Ao pedirem a Pilatos o corpo do Senhor e dar-lhe sepultura
condigna, obtiveram um lugar entre os que o Senhor consideraria Seus amigos.
Renascer! A resposta de Jesus a
Nicodemos que não a compreende de imediato. As pessoas estão mais habituadas a falar
das coisas temporais que das do espírito e, portanto, vêm com maior facilidade
com os olhos do corpo que com os olhos da alma. O que se trata aqui é do
chamado "homem novo" que aparece, por assim dizer, com a ressurreição
de Cristo, assumindo com pleno direito a filiação divina. Mas, argumenta-se,
antes o homem não era filho de Deus? Realmente, antes, o homem era uma criatura
pertencente a Deus, depois, com a Ressurreição, assume o estatuto de Filho
deixando de ser uma "posse" para passar afazer parte de uma família:
a Família Divina.
Nicodemos não entende que Cristo lhe
fala de uma vida nova, a vida dos filhos de Deus. E, naturalmente, fala-lhe da
fé imprescindível para acreditar e para, acreditando, renascer. Garante-lhe que
o Seu sacrifício na Cruz será o sinal e o penhor dessa nova vida.
A conversa de Jesus com Nicodemos não
pode ser mais esclarecedora. O fariseu é, sem dúvida, uma pessoa
bem-intencionada e com evidente vontade de conhecer em profundidade a doutrina
de Jesus e a Sua Pessoa. Por isso mesmo o Senhor o esclarece num tom e com
argumentos que deixam antever uma especial relação entre os dois. Nicodemos é
um homem sereno e justo e, para Jesus Cristo, estas são qualidades
absolutamente necessárias a quem quer intimar com Ele. Podemos legitimamente
presumir que as conversas entre os dois foram inúmeras e que Jesus se comprazia
em atender e acolher aquele homem bem-intencionado que O procurava com
honestidade intelectual e sinceros desejos de compreender para poder acreditar.
A Cruz – a Cruz de Cristo – ficará
para todo o sempre como o sinal do Amor Maior, da Doação Suprema. Não se pode
separar Cristo da Cruz porque foi nela que deu a Sua Vida para redenção dos
homens e salvação da humanidade. No deserto, os que eram mordidos por serpentes
olhavam para a serpente de bronze que Moisés colocara no alto de um poste e
ficavam curados, nesta nossa vida corrente, olhamos para a Cristo na Cruz e
ficamos curados das nossas dúvidas e medos, sentimos a tranquila certeza de que
Ele vela por nós. Ninguém, seja quem for, fica imune ou indiferente a Cristo na
Cruz, atrai o olhar de todos, todos têm de O ver.
Esta afirmação de Jesus Cristo: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para
condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» contém toda a
razão que moveu a Vontade de Deus em enviar o Seu Filho Unigénito ao mundo. O
Criador via a que, a criatura humana estava irremediavelmente perdida depois do
pecado de Adão e Eva, por si só, fizesse o que fizesse, não poderia salvar-se
porque o “fosso” aberto pelo pecado original lhe era impossível de transpor. O
Amor de Deus pelas criaturas é de tal ordem que unicamente prevê a sua
salvação, ou seja, a sua companhia por toda a eternidade. Mas, esta “decisão”
do Senhor tem, talvez, um objectivo principal: teria de ser de tal forma
grandiosa, excedendo todo o amor de forma total e definitiva que, a partir
desse momento, acontece uma clivagem tão profunda e marcante que a criatura
jamais será a mesma. Mantendo a sua liberdade dá-lhe a possibilidade se ser Seu
filho verdadeiro e com Ele gozar a bem aventurança eterna.
A
Bíblia relata que Deus mandara Moisés colocar no alto de um poste uma serpente
de bronze de modo a que quantos fossem mordidos por serpentes a olhassem e
ficassem curados. Aqui, Jesus Cristo faz como que uma analogia entre este
episódio e a Sua própria crucificação. «Et
ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum.» O Crucificado
atrai o olhar de toda a humanidade, contemplar a Cruz de Cristo onde nos salvou
e redimiu, é um acto de fé e de amor, de gratidão e confiança, é como que o
“emblema” que o cristão transporta consigo onde quer que vá, onde quer que
esteja. Tal como a tradição refere, “com este sinal… vencerás”, é o estandarte
que nos guiará sempre à vitória final que é a conquista do Reino dos Céus.
Já o dissemos, mas, repetimos: Cristo
e a Cruz são inseparáveis. Parece que alguns arquitectos ou decoradores de
Igrejas, ignoram esta afirmação e, então, vemos imagens de Cristo pendendo de
uma parede ou uma Cruz simples, sem o Crucificado. Não pode ser e NUNC COEPI
chama a tenção para este assunto. Junto do altar onde se celebra a Santa Missa,
- seja de lado, em cima do próprio altar ou atrás deste – tem de existir um
Crucifixo bem visível por toda a assembleia.
Também a nós o Senhor nos diz
constantemente:
Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo! Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo! Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
A
atracção autêntica, real que a Cruz exerce sobre a humanidade torna-se
irresistível quando está presente o Amor. Sim, o amor autêntico tal como o do
próprio Deus Criador que quis salvar-nos de nós próprios dando-nos o Seu
Próprio Filho como garantia desse mesmo Amor. E o Filho levou ainda mais longe
– se assim se pode dizer – esse Amor ao oferecer em holocausto a Sua Vida na
Cruz. Por mais que alguns tentem fugir-lhe ou negá-la, a Cruz de Cristo está
sempre presente e assim permanecerá até ao final dos tempos.
São João é radical, não deixa nada por
dizer e escreve o que ouviu da própria boca de Jesus. Então, podemos dizer, que
O Senhor É radical? Se radicalismo significa dizer a absoluta verdade sem
qualquer desvio ou "nuance" então, podemos dizer que sim. Mais...
penso que não poderia ser de outro modo porque, sendo Ele Próprio a Verdade,
como poderia dizer e agir diferentemente? A Verdade não se compadece com
"meias palavras", talvez para não "chocar" ou não
desagradar a alguns, a Verdade é, por isso mesmo, a expressão completa da
justiça e, uma vez mais afirmamos, que Deus é a própria Justiça.
São João enfatiza, mais uma vez, que o
Amor de Deus pelos homens não conhece limites.Podemos perguntar que Deus é Este
que quer, deseja e “paga um preço” tremendo para salvar as criaturas que Lhe
pertencem – porque as criou? A resposta parece clara: É um Deus de Amor! Que o
homem se salve ou não, passa a depender exclusivamente da vontade própria, Ele,
o Criador, pôs à sua disposição os meios necessários e suficientes para que o
consiga. Este Deus de Amor também É um Deus de Liberdade! A salvação do homem
não acrescenta em nada a Sua Glória Incomensurável, mas compraz o Seu Amor
Infinito.
Este mistério da Santíssima Trindade
tem sido, ao longo dos tempos, desde que Jesus Cristo o revelou, estudado e
meditado por inúmeras pessoas, algumas de enorme craveira, de escassa cultura,
outras. Mas, a verdade, é que a revelação de Jesus se dirigia a quantos O
escutavam, o povo simples, anónimo, como a todos os outros, incluindo, por
exemplo, os Doutores da Lei. Assim devemos pensar que todos estamos incluídos
e, sobretudo, acreditar na revelação divina e que um dia tudo se tornará claro
e transparente.
Ao baptizar as gentes tal qual João
fazia, Jesus Cristo valida e institui o Baptismo. O Sacramento por excelência –
poderíamos dizer – porque é aquele que nos converte de simples criaturas em
autênticos Filhos de Deus. Quantas crianças por baptizar, meu Deus? Como é
possível negar a um inocente essa grandeza, esse extraordinário dom que Deus
põe à sua disposição? E se, por falta de fé, ou outro motivo qualquer, não
baptizam o filho ou filha ainda crianças, porque não lhes dão – ao longo da
juventude - uma oportunidade de saber o que é o Baptismo e poder decidir por si
se o quer receber? Então um pai ou uma mãe não há-de querer o melhor para os
seus filhos e, se acaso não sabe, não tem o estrito dever de se informar?
As sucessivas traduções dos Evangelhos
para várias línguas, colocaram muitas vezes palavras ou expressões que não
devem corresponder, no seu sentido lato, às palavras que Jesus terá usado. Será
o caso, por exemplo, da expressão: «a ira de Deus permanece sobre ele». A
palavra “ira” era muito usada no AT que considerava Deus como uma espécie de
chefe guerreiro sempre disposto a usar as forças celestes contra os inimigos do
povo escolhido. Bem ao contrário, Jesus Cristo vem dizer que Deus é
misericordioso e compassivo e que tudo fará para que o homem tenha suficientes
meios e possibilidades de salvação. Perdão e misericórdia em lugar de imposição
ou castigo.
Já comentei que as palavras que o
Evangelista usa neste pequeno texto, talvez não correspondam exactamente às que
o Senhor terá usado. De facto, custa-nos ouvir o Senhor da Misericórdia e
Príncipe da Paz falar da "ira de Deus", mas também temos de convir
que, naqueles tempos o vocabulário era escasso para expressar sentimentos e,
também, não "chocariam" os ouvintes por isso mesmo. Mas, o que
verdadeiramente interessa é reter esta verdade que o Senhor expõe com tanta
veemência: «Quem acredita no Filho tem a
vida eterna; quem, porém, não acredita no Filho não verá a vida».
O Evangelista São João ocupa
praticamente um capítulo – o XIII - do Evangelho que escreve a discorrer sobre
a conversa de Jesus com o fariseu Nicodemos. É muito importante que o faça para
que fique bem claro que o Senhor não Se exime a discorrer em termos e com
argumentação de cariz mais elevado – por assim dizer – mas que é o mais
indicado para a cultura do ouvinte. Também nós, seguidores de Cristo
encarregados por Ele de disseminar por todas as partes a Sua Palavra, temos de
fazer um verdadeiro esforço para nos adaptarmos quer às circunstâncias quer às
audiências e não nos limitarmos a “papaguear” frases feitas e argumentos
genéricos. Uma homilia, palestra ou conferência, tem de ser preparada e pensada
detidamente sem o que se estará a faltar ao respeito aos ouvintes como, talvez,
as nossas palavras não tenham o impacto e acolhimento que deveriam ter. Não
temos que ser “doutores” nem ter qualidades oratórias especiais, bastará sermos
honestos, sinceros e pedir a assistência do Espírito Santo.
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
24/05/2020
SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II
Rezar com São João Paulo II:
SANTO ROSÁRIO - Ladainha de Nossa Senhora
Temas para reflectir e meditar
Ensinar
quem não sabe
Dar
bom conselho
Corrigir
quem erra
Perdoar
as ofensas
Consolar
o triste
Sofrer
com paciência as fraquezas do próximo
Rogar
a Deus por vivos e defuntos.
CIC
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Viver a família.
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
LEITURA ESPIRITUAL
São João
Cap. II
1 Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda
em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. 2 Jesus e os seus discípulos
também foram convidados para a boda. 3 Como viesse a faltar o vinho, a mãe de
Jesus disse-lhe: ‘Não têm vinho!’ 4 Jesus respondeu-lhe: Mulher, que tem isso a
ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora. 5 Sua mãe disse aos
serventes: ‘Fazei o que Ele vos disser!’ 6 Ora, havia ali seis vasilhas de
pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de
duas ou três medidas cada uma. 7 Disse-lhes Jesus: Enchei as vasilhas de água.
8 Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: Tirai agora e levai ao chefe
de mesa. 9 E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em
vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham
tirado a água; chamou o noivo 10 e disse-lhe: ‘Toda a gente serve primeiro o
vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém,
guardaste o melhor vinho até agora!’ 11 Assim, em Caná da Galileia, Jesus
realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua
glória, e os discípulos creram nele. 12 Depois disto, desceu a Cafarnaúm com
sua mãe, os irmãos e os seus discípulos, e ficaram ali apenas alguns dias. 13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a
Jerusalém. 14 Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os
cambistas nos seus postos. 15 Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os
a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas
pelo chão e derrubou-lhes as mesas; 16 e aos que vendiam pombas, disse-lhes:
Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira. 17 Os seus
discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. 18 Então
os judeus intervieram e perguntaram-lhe: ‘Que sinal nos dás de poderes fazer
isto?’ 19 Declarou-lhes Jesus, em resposta: Destruí este templo, e em três dias
Eu o levantarei! 20 Replicaram então os judeus: ‘Este levou templo quarenta e
seis anos a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?’ 21 Ele, porém,
falava do templo que é o seu corpo. 22 Por isso, quando Jesus ressuscitou dos
mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na
Escritura e nas palavras que tinha proferido. 23 Enquanto Ele estava em
Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos ao verem os sinais miraculosos
que realizava creram nele. 24 Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia
a todos 25 e não precisava que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois
sabia o que havia dentro delas.
Comentários:
Pela primeira vez aparece a Santíssima Virgem com um
“papel activo” nos Evangelhos. Por outras palavras, podemos dizer que o
verdadeiro “começo” da vida pública de Jesus, tem na Sua Santíssima Mãe, como
que o “motor” que O leva a começar a missão que veio cumprir a esta terra. Não
resiste à sua intervenção, que, realmente, nem sequer é um pedido, mas como que
um revelar uma preocupação pelos outros. Por isso mesmo, santos como São José
Maria Escrivá dizia: “a Jesus vai-se, sempre, por Maria”. Ela é o
caminho – iter para tuto – seguro
para alcançarmos as graças que necessitamos. Em Fátima muitos milhares de
homens e mulheres de todas as partes do mundo e, até, religiões que não a
Católica Apostólica Romana, acorrem em romarias infindáveis numa esperança de alcançarem
o que mais desejam e que não conseguem. Atrevo-me a imaginar o Senhor, sorrindo
de alegria e contentamento, ao ver essas multidões levando aos pés da Sua – e
nossa – Mãe Santíssima, essas esperanças, desejos e confiança, louvores e
cânticos, hossanas e lenços brancos em sinal de esperança confiada. Atrevo-me a
imaginar a Senhora a dizer-Lhe como em Caná da Galileia: ‘Filho… não têm….’
A importância deste episódio das Bodas de Caná, que São João nos relata com o
detalhe de quem presenciou os acontecimentos, está resumida no versículo 11º: «Foi este o primeiro milagre de Jesus; fê-lo
em Caná da Galileia. Assim manifestou a Sua glória, e os Seus discípulos
acreditaram n'Ele.». São João Paulo II também realça a sua importância ao
considera-lo como o Segundo Mistério Glorioso do Santo Rosário. Trata-se de uma
manifestação pública da Divindade de Jesus Cristo e sem dúvida que, a
intervenção da Sua Santíssima Mãe, foi “decisiva” para que o fizesse, como se
depreende da resposta que lhe deu quando O interpelou. Por isso mesmo, a
escolha do Santo Papa – de tão gratíssima memória – não poderia ser mais
apropriada e São Josemaria Escrivá sempre dizia que “a Jesus vai-se por Maria”,
que é o guia certo e seguro para chegar ao Senhor.
Desde sempre o homem construiu
templos em honra do Senhor. Alguns belíssimos, outros, muito simples e
discretos. No fundo sempre o desejo de reservar uma como que "habitação
condigna" para o Senhor "residir" entre os homens. De tal forma
os templos são queridos pelo Senhor que ao longo da história humana se têm
registado casos extraordinários, por exemplo: de terramotos ou guerras em que
os templos ficam incólumes no meio da destruição geral. Os cristãos têm, pois,
o dever de cuidar dos templos contribuindo na medida possível, mas com
generosidade, para a sua conservação e embelezamento. A
Liturgia apresenta-nos este texto de São João com o objectivo claro se
salientar o respeito que é devido à Casa de Deus. Não interessa se o templo é
grandioso ou uma simples capela perdida num qualquer lugar. É a Casa de Deus! Se
tem reservado o Santíssimo Sacramento – o que é perceptível pela luz de
presença acesa junto ao Sacrário – maiores devem ser ainda a compostura e
respeito. Entrar num templo como quem entra num monumento qualquer é uma falta
grave de ofensa ao “dono da casa”. Mal comparando, suponhamos que alguém a quem
franqueamos a porta da nossa casa, entrasse por ali dentro sem sequer nos
cumprimentar! Seguramente, acharíamos esse comportamento inadmissível e esse visitante
não seria bem-vindo. Desde tempos imemoriais - Moisés - Deus indicou que
gostaria de ter uma “habitação” no meio do Seu povo. De facto, Deus está em
todo o lado e essa “habitação” não passará de um local reservado para congregar
os Seus filhos na oração comum. Ao longo dos tempos o homem entendendo isto e
tentando corresponder à vontade de Deus, foi erguendo um pouco por toda a parte,
essas “habitações” tentando sempre com a sua arte e engenho que fossem belas e
apresentassem uma dignidade correspondente. As Igrejas não são monumentos nem
“padrões” a atestarem a fé dos homens, mas locais sagrados, verdadeiramente no
sentido do termo, em que Deus nosso Senhor está presente deforma especial na
Eucaristia. Ao entrar num templo – belo, grandioso ou simples e modesto – não
nos esqueçamos nunca de, em primeiríssimo lugar, cumprimentar Quem lá habita
prestando a homenagem e respeito que nos deve merecer. Poucas vezes Jesus Cristo Se mostra como uma pessoa
intransigente ou, incapaz de aceitar comportamentos humanos que de alguma forma
O magoam sobremaneira. Mas, quando a situação se impõe, não deixa de o fazer
como se demonstra neste trecho de São João. Por exemplo, Jesus nunca consentirá
que dos insultos e acusações mais soezes seja “atacado” na Sua pureza. Admiramo-nos
que a “paciência” de Jesus tenha limites? Não, pelo contrário, espanta-nos a
Sua paciência, esmaga-nos a Sua humildade, assombra-nos o Seu perdão. Mas, a
compostura que se deve ter na presença do Sacrário deve incluir o respeito
tendo presente o verdadeiro motivo que ali nos deve conduzir: Falar com Deus!
Conversar, seja sobre o que for, com quem está ao nosso lado, não é,
seguramente, respeitar o “Dono da Casa”. Uma vez mais pensemos o que se
passaria connosco se quem, nos visita, ignorasse a nossa presença e encetasse
conversa com os circunstantes! Teríamos de convir, pelo menos, o que em bom
português chamamos de “mal-criado”, e haveríamos de sentir profundo desagrado.
Uma das “características” (se assim se pode dizer) de Deus Nosso Senhor, é o
respeito que tem pelas nossas pessoas. Mesmo que não o mereçamos – como poderíamos
merecer! -, O Senhor tem por cada um de nós respeito e, mais, aceita as nossas
opções mesmo aquelas que, infelizmente, não sejam recomendáveis. O respeito,
por nós próprios e pelos outros – todos os outros – é fundamental para que
possamos ser respeitados: «Como vos portares para com os outros assim vos
trataram a vós». Muitas das ”tragédias” da nossa sociedade têm a sua origem
na falta de respeito. Talvez que, das mais graves, sejam as ocorrem no seio do
matrimónio; julgo que, a falta de respeito pelo cônjuge, está directamente na
origem de muitas separações, abandono do lar, o divórcio! Cada um de nós terá a
sua própria experiência do que digo e, se quiser ver bem, atentará que tenho
razão. Um casal que se respeita mutuamente, vive em harmonia e, desta, depende
a harmonia familiar. Este “respeito familiar”, deve estender-se aos filhos
considerando que são pessoas filhas de Deus o que, só por si, deveria
justificar esse respeito. Os filhos – sobretudo os mais pequenos – crescendo
neste ambiente em que o respeito de uns pelos outros é uma realidade, guardaram
como “penhor” fundamental esta verdade: O respeito tem de fazer,
verdadeiramente, parte da convivência humana.
Orações de Maio
Consagração
a Nossa Senhora - II
Ó
Santa Mãe Dolorosa de Deus, ó Virgem Dulcíssima: eu vos ofereço o meu coração
para que o conserveis intacto, como o Vosso Coração Imaculado.
Eu
vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba
apenas
pensamentos de paz e bondade, de pureza e verdade.
Eu
vos ofereço minha vontade, para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço
de Deus.
Eu
vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angústias,
minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e no meu futuro para
serem apresentadas por Vós a Vosso Divino Filho, para purificação da minha
vida.
Mãe
compassiva, eu me refugio em vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas
palpitações das minhas tentações, da minha aridez, da minha indiferença e das
minhas negligências.
Escutai-me,
ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me contra todo perigo da alma e do
corpo, agora e para toda a eternidade.
Amen.
23/05/2020
Orações de Maio
A
minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador,
porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão
bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo
é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem.
Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou
os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido
a Abraão e à sua descendência para sempre.
LEITURA ESPIRITUAL
São João
Cap. I
1 No princípio existia o Verbo; o Verbo
estava em Deus; e o Verbo era Deus. 2 No princípio Ele estava em Deus. 3 Por
Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. 4 Nele é
que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens.
5 A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. 6 Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava
João. 7 Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem
por meio dele. 8 Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. 9
O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. 10
Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o
reconheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a
quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos
de Deus. 13 Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne,
nem da vontade de um homem, mas sim de Deus. 14 E o Verbo fez-se homem e veio
habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como
Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João deu testemunho
dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim
passou-me à frente, porque existia antes de mim.’» 16 Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo
graças sobre graças. 17 É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a
verdade vieram-nos por Jesus Cristo. 18 A Deus jamais alguém o viu. O Filho
Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer. 19 Foi este o testemunho de João, quando os judeus
lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: Tu quem
és? 20 Ele confessou e não negou: Eu não sou o Messias – confessou. 21 Quem és
então? – perguntaram-lhe: – És Elias? Não sou – respondeu ele. És o Profeta?
Ele retorquiu: Não! 22 Disseram-lhe então: Quem és tu? É para darmos resposta
aos que nos enviaram: Que dizes de ti mesmo? 23 Ele declarou: Sou a voz de um
que brada no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’. Como disse o profeta
Isaías. 24 Tinham sido enviados alguns dos Fariseus. 25 Interrogaram-no eles
nestes termos: Então porque é que baptizas, se não és o Messias, nem Elias nem
o Profeta? 26 Respondeu-lhes João dizendo: Eu baptizo em água; mas no meio de
vós se encontra quem vós não conheceis. 27 Aquele que vem depois de mim; a quem
eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. 28 Deram-se estes factos
em Betânia, além-Jordão, onde João estava a baptizar. 29 No dia seguinte, vê
este a Jesus, que vinha ter com ele, e diz: aí está o Cordeiro de Deus, que vai
tira o pecado do mundo. 30 Era deste que eu dizia: Depois de mim vem um homem
que passou à minha frente porque era antes de mim. 31 Eu não O conhecia, mas
para Ele se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água. 32 João deu mais
este testemunho: Eu, eu vi o Espírito que descia do Céu como uma pomba, e
permaneceu sobre Ele. 33 E eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em
água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é
o que baptiza no Espírito Santo’. 34 Ora eu vi e sou testemunha de que Ele é o
Filho de Deus. 35 No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos
seus discípulos. 36 Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o
Cordeiro de Deus!» 37 Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos
seguiram Jesus. 38 Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam,
perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi - que quer dizer
Mestre - onde moras?» 39 Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e
viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde. 40
André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram
Jesus. 41 Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: «Encontrámos o
Messias!» - que quer dizer Cristo. 42 E levou-o até Jesus. Fixando nele o
olhar, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, o filho de João. Hás-de chamar-te Cefas»
- que significa Pedra. 43 No dia seguinte, Jesus
resolveu sair para a Galileia. Encontrou Filipe, e disse-lhe: «Segue-me!» 44
Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou
Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei,
e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» 46 Então disse-lhe Natanael:
«De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» 47
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um
verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 48 Disse-lhe Natanael: «Donde
me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando
estavas debaixo da figueira!» 49 Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de
Deus! Tu és o Rei de Israel!» 50 Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter
dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 51
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos
de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»
Comentários:
O início do Evangelho escrito por São João sugere-me
reflexões que vou “dividir” em 5 partes.
Parte
1 - Jesus Cristo: Considerando que
conhecemos que Deus É Três Pessoas – a Santíssima Trindade – tal como nos foi
revelado por Jesus Cristo, ficamos também a saber que Quem encarnou da
Santíssima Virgem assumindo um corpo humano foi a Santíssima Trindade, já que
sendo Deus Trino e Uno tudo quanto faz é assim assumido. Humanamente não
podemos compreender como é isto possível, ou melhor, porque Jesus Cristo se
refere ao Pai como se Seu Deus se tratasse. De facto quando o faz – reza, ou
invoca, ou interpela como por exemplo na Cruz «porque me abandonaste?», - fá-lo como Jesus Cristo Homem, porque,
de facto, Deus não reza nem Se interpela a Si Próprio. Esta “dupla” categoria
de Jesus Cristo – Deus verdadeiro e homem verdadeiro (União
hipostática) - não inpede que,
umas vezes, actue como homem e, outras como Deus. Como é então possível? Só me
ocorre uma pálida comparação: Sendo, eu, um homem e um cristão, não é
concebível – ou melhor, aceitável – que umas vezes proceda como homem e outras
como homem cristão. Não estaria certo fundamentalmente porque sendo homem
cristão, isto é, tendo recebido o Baptismo – que como sabemos imprime carácter
indelével (não pode suprimir-se) – tudo quanto faço, penso, desejo ou quero, é
assumido pela minha pessoa “completa”: Homem e Cristão. Mas, mais: Com a Sua
Ressurreição, Jesus Cristo deu-me a categoria de Filho de Deus que é, também,
indelével e para sempre. Mas, esta “categoria” foi dada a todos os homens pelo
que, qualquer um – com Fé ou sem ela, Baptizado ou não – vive e actua, pensa,
deseja e quer como Filho de Deus. Mas, mais ainda: Tenho uma alma que foi
criada expressamente por Deus para a minha pessoa, tal como para todos os
homens. A alma – que é o sopro da Vida – é a Imagem de Deus impressa – também
indelevelmente – no ser humano, logo existe de facto – independentemente da
vontade própria de cada um – uma como que autêntica personalidade divina em
cada um, em cada uma. Isto leva-me a pensar que quando erro, actuo mal, desejo
o que não devo, não faço o que deveria fazer – que é lícito a Deus esperar de
cada um – de acordo com as minhas capacidades, forças e potências, virtudes e
defeitos, sou eu apenas – isto é, homem – que assim procedo, porque eu divino
não posso actuar desse modo.
Parte
2 - Família Divina: Quase sempre quando
nos referimos à Santíssima Virgem lhe chamamos “MÃE DE DEUS”, e embora por vezes também a invoquemos como “FILHA DE DEUS PAI”, “MÃE DE CRISTO”, “ESPOSA
DO ESPÍRITO SANTO”, a referência, digamos assim, que procede é: “MÃE DE DEUS”. Esta realidade vem “confirmar”
a nossa qualidade de autênticos Filhos de Deus porque, sendo ela nossa Mãe a
partir daquele entranhável momento no Gólgota (Cfr.
Jo 19, 25-27), somos irmãos de
Cristo o que “reforça” a nossa categoria de pertencermos – de facto – à Família
Divina. Assim como um membro de uma família humana que tendo uma entidade
própria possui também uma entidade familiar. Também esta situação é indelével,
isto é, ninguém poderá jamais “apagar” a realidade de ter Pais, irmãos, etc.
Sendo assim – como estou convicto que é – chego a uma conclusão: Qualquer ser
humano nasce para a eternidade, porque embora, o corpo desapareça a sua alma
continua viva para todo o sempre. “Estendendo” a conclusão mais além, posso
afirmar que, eu, sou eterno? Então e se acredito que assim é, a minha vida
ganha uma dimensão extraordinária que ultrapassa a minha compreensão porque,
realmente, não sei o que é a eternidade! Sei muito bem que Deus é eterno na
verdadeira acepção da palavra: não conheceu princípio nem terá fim. Sendo assim,
como de facto é, a minha “eternidade” não é comparável à de Deus já que houve
um momento no tempo em que comecei a existir. De certa forma fica respondida a
questão: não sou eterno! O que acontece é um bastante diferente e, por isso
mesmo, mais extraordinário: Deus deu-me vida para sempre! Ele que é o «Deus
dos vivos e não dos mortos» (Cfr. Mt 22, 32), quer que viva para sempre com Ele, essa foi a
verdadeira razão para me dar a vida. Às vezes pergunto-me – sob o efeito da
saudade, da “pressão” da ausência de quem me era tão querido – para que quer o
Senhor que eu viva? (Claro que me refiro a esta vida terrena que tanto me custa
viver.) E dizem-me – e eu compreendo e entendo – que tenho de viver para ter
acesso à “vida verdadeira”, aquela porque anseio. E, nesta ânsia de viver JÁ a “vida verdadeira”, pergunto-me
também: Pode desejar-se a morte? Estou dividido
na resposta porque penso que esta depende muito das circunstâncias mas, de
facto, só me ocorre uma em que esse desejo se pode aceitar e que é: morrer em
vez de pecar mortalmente. Se o pecado mortal traz consigo a morte da alma
porque corta de forma abrupta a relação com Deus, que, definitivamente é o pior
que pode acontecer, então talvez se justifique desejar que o Senhor conceda a
graça de uma morte na segurança da Vida Eterna. Neste caso talvez não se deva
chamar "desejo de morrer" mas sim ânsia de salvação. (ama, reflexões, 2014.11.23).
Parte
3 - A Plenitude: “Plenitude” tem
significados como: Totalidade; Integridade. Por isso, no episódio da
“sarça-ardente” (Cfr. Ex 3, 2-6), Deus explica a Moisés: O meu nome é: «Eu Sou». Jesus Cristo repetirá
exactamente as mesmas palavras (Cfr. por ex. Jo 8, 24) e alguma vez com uma advertência solene: «Por isso Eu vos disse que morreríeis nos
vossos pecados; sim, se não crerdes que “Eu sou”, morrereis nos vossos pecados»
(Cfr. Jo 8, 24). Dado o que atrás disse poderemos nós, criaturas,
membros da Família divina, dizer o mesmo: ‘Eu Sou’? Evidentemente não! Mas,
pode argumentar-se: sendo da Família divina não é verdade que somos Deus? O
próprio Jesus Cristo afirmou: «Vós sois deuses!» (Cfr.
Jo 10, 34) A resposta não é
fácil de argumentar, mas se considerarmos a declaração de Jesus Cristo,
verificaremos que Ele emprega o plural “Deuses”, e não o singular “Deus”. Por
outras palavras não podemos ser “Deus”, apenas conseguiremos – se cumprirmos o
que Ele espera de nós – parecer-nos com Ele. Bom… mas Jesus Cristo também
afirmou: «Para que todos sejam
um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós» (Cfr.
Jo 17, 21) Parece-me claro que estas palavras de Jesus Cristo se referem
à desejável unidade dos cristãos que, se de facto existir, se configura com a
Unidade Divina, da Santíssima Trindade. Em breve parêntesis direi que nós os
cristãos, devemos ter o cuidado de não cair no erro, infelizmente tão comum
entre outras Igrejas - ou assim chamadas – de retirar do seu contexto palavras
ou afirmações das Escrituras – inclusive proferidas pelo próprio Senhor Jesus
Cristo – para justificar conceitos próprios ou para fins não de todo
aceitáveis.
Parte
4 - A Palavra: «O
Verbo era Deus» diz o Evangelista logo no início do Evangelho que escreveu.
Verbo e Palavra são sinónimos, como sabemos, e ambos se aplicam a Deus Uno e
Trino. Parece-me lógico! A palavra é a expressão mais concreta que se pode ter
quando se quer comunicar algo. Deus não criou o homem por um “capricho” adrede
ou para satisfação de alguma necessidade; Ele não precisa de coisa nenhuma e,
neste caso, não necessita do homem para nada. Então? O “responsável” pela
criação do homem foi o Amor Imenso, Absoluto de Deus que, encontrou na criação
da humanidade como que uma extensão desse mesmo Amor: ter o que amar, neste
caso, o homem. Como poderia deixar de FALAR com o objecto do Seu Amor? Como não
fazer tudo para que esse objecto do Seu Amor tivesse possibilidades de O amar
também, considerando que só amando-o poderia ser totalmente feliz? O Senhor,
então, fala ao homem, constantemente, sem descanso e como em certa altura da
história da criação o homem já não escutava – ou entendia correctamente – o que
Ele lhe comunicava vem Ele próprio ter com o homem – fazendo-se homem – comunicar
de viva voz o que quer que o homem saiba, o que o homem necessita saber. Jesus
Cristo é A Palavra, O Verbo em Pessoa Verdadeira e Concreta que fala, discursa,
explica, ensina, urge a que O escutem. Ciente disto mesmo, São Pedro dirá: «A
quem iremos, Senhor, Tu tens palavras de vida eterna» (Cfr. Jo 6, 68).
Escutar a Palavra é ouvir o próprio Deus a falar,
fazer o que Ele diz, é cumprir a Sua Vontade; cumprir a Sua Vontade é assegurar
– a única forma – a Vida Eterna.
Parte
5 - A Luz: Alguma vez Jesus
Cristo chamou-nos «filhos da luz»! (Cfr.
Jo 12, 36) dando como que uma
indicação de como o poderemos ser: «Enquanto
tendes a luz, crede na luz» (Cfr.
Jo 12, 36). Que
luz é esta? Exactamente a luz de que fala o Evangelista: (Cfr.
Jo 1, 4-9) Jesus Cristo é a Luz
por excelência! Jesus Cristo é a vida verdadeira! A luz, portanto, é a vida,
como aliás o Apóstolo atesta. O Baptismo concede a Vida Verdadeira –
simbolizada na água - que é a Vida em Deus, logo dá a Luz – aliás identificada
na vela que os padrinhos apresentam ao baptizando. Noutro breve parêntesis
cabe perguntar se alguma vez nos interrogamos porquê os pintores colocam uma
auréola de luz envolvendo a cabeça dos Santos, da Santíssima Virgem, das
figuras celestes… Pensamos que esta auréola assinala a santidade do retratado
na pintura. Talvez… mas, eu, creio que a realidade, quer dizer exactamente,
que essa santidade era tão grande que a luz própria do retratado se tornava
visível. A Escritura fala-nos algumas vezes de pessoas cujo estreito contacto
com Deus por vezes lhes fazia resplandecer tal luminosidade no rosto que era
difícil fixá-lo. Podemos referir, por exemplo, Moisés, mas, na história recente
da Igreja também revela outros casos como São Filipe de Néri, o Santo Padre Pio
de Peltrecina, São João Maria Vianey. Quer dizer: esse “estreito contacto com
Deus” traduz-se numa santidade pessoal cuja luz resplandece. Caminhar na Luz –
sempre preferível que andar na escuridão – é seguir Cristo: A LUZ! «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue
não anda nas trevas, mas terá a luz da vida». (Cfr.
Jo 8, 12) Outra vez a Luz e a
Vida que, para Jesus Cristo, são sinónimos, ou por outras palavras: sem Luz – a
Luz de Cristo – não há vida, a única vida que vale a pena viver! Algumas vezes
pode acontecer que a nossa alma se sinta como que envolta em escuridão o que
acontece, principalmente, quando sucumbimos à tentação e nos deixamos levar
por e para onde não devemos. É uma situação a que urgentemente se tem de pôr
cobro porque, permanecer na escuridão, é o mesmo que estar morto, não ter
vida. E o remédio, a solução, está claramente indicada pela Fé: ir ter com
Jesus! Junto ao sacrário das Igrejas deste mundo existe sempre uma pequena luz
acesa que nos lembra exactamente que, ali, naquele pequeno cenáculo, escondido,
inerme e humildissimamente expectante, está a “Luz do Mundo”, a “Vida”! É com
enorme dor que a Santa Igreja constata que tantos dos seus filhos se afastam,
se deixam corromper por falsas e insidiosas promessas, por desleixo ou incúria
e não usam com a frequência necessária – e recomendável – desse maravilhoso
instrumento que lhes coloca à disposição: o Sacramento da Confissão
Sacramental. Com efeito, poderíamos apelidá-lo de “Sacramento da Luz” porque
exactamente, pelo poder que lhe foi transmitido pelo próprio Jesus Cristo seu
Chefe e Cabeça, restitui à Luz aquele que a tenha perdido. Por isso, penso, que
um dos maiores actos de caridade – misericórdia – que possamos praticar com o
nosso próximo é exactamente esse apostolado da Confissão! Penso em tantos e
tantas que morrem sem que alguém – movido, talvez por uma “falsa piedade” de
“não ferir susceptibilidades” – lhes fale desse extraordinário bem e, não menos,
extraordinária graça de se confessar na previsão da morte eminente. Tenho a
certeza que não me engano se afirmar que quem tendo podido fazê-lo não o fez
comete uma falta grave de que terá de dar estreitas contas. Até há poucos anos
a filmologia nomeadamente norte-americana, apresentava sempre um sacerdote
acompanhando os condenados à morte nos seus últimos momentos antes da execução.
(Não sei se ainda hoje sucede…). Como experiência pessoal posso referir
companheiros meus que, sofrendo nas vascas da agonia pelos ferimentos mortais
recebidos em combate, depois da Absolvição recebida do Capelão militar, apresentarem
visivelmente um ar de serenidade e paz nos últimos momentos de vida. São João
Paulo II alterou uma oração – com séculos de existência -muito querida dos
cristãos: o Santo Rosário. Acrescentou, por assim dizer, mais um Terço dedicado
à contemplação dos Mistérios Luminosos. O Santo Papa, de tão grata memória,
terá entendido que à oração mariana, faltaria algo: Aos Mistérios Gozosos,
Dolorosos e Gloriosos era conveniente acrescentar os Luminosos. Não sabemos,
evidentemente, porque o terá feito, mas não me custa absolutamente admitir que
a Santíssima Virgem não será alheia a essa inspiração que terá concedido ao
“seu Papa”. Sim… “o seu Papa” tal como ele era dela: “Totus tuus” era o seu lema que, para grande alegria minha, tenho
escrito pela sua própria mão numa “pagela” que recebi em Fátima em Treze de
Maio de 1991 directamente das mãos de outro grande santo, D. Alberto Cosme do
Amaral, na altura Bispo de Leiria-Fátima, onde os seus restos repousam na
Basílica. A Luz! A grande preocupação
dos homens com lugares de mando é terem as ruas das áreas populacionais bem
iluminadas para que as pessoas vejam bem por onde vão e, também, para afastar
aqueles que preferem andar a coberto da escuridão. E, de facto, as pessoas
sentem-se mais seguras e confortáveis porque caminham nas ruas iluminadas. Que
conforto, então, sentirá quem caminha na Luz
Verdadeira, a Luz de Cristo? O
caminho que os magos seguiram para encontrar o Menino Jesus foi indicado por
uma luz, uma estrela que os conduziu com segurança desde muito longe até ao
local exacto. E para terminar este comentário sirvo-me das palavras com que o
Rv. Cónego António Ferreira os Santos terminou a sua homilia na Missa do Dia de
Reis de 2016: “Vem Menino Jesus! Precisamos da Tua LUZ!” Quem não conhece esta
cena entranhável que nos recorda o Nascimento do Salvador? Mesmo os que não
celebram esta Festa ou que, por este ou aquele motivo, se colocam à margem
sabem que hoje é Dia de Natal. Nunca mais, desde essa Santa Noite há três mil
anos, esta história deixou de ser um marco da humanidade.
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