25/05/2020

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SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Orações de Maio



Intercessão 3 [i]

A ti, Mãe, recorro nesta hora de preocupação.

Como em Caná, intervieste em favor dos noivos que, sem terem pedido, obtiveram por teu intermédio uma graça inesperada, diz-lhe, também agora: O António não tem!

E como é uma graça que por tua maternal intercessão, solicito, tenho a certeza que a obterei. [1]



[1] Obtive esta graça passados mais ou menos 40 dias



[i] ama, 1988


Memórias de Fátima

As minhas memórias de Fátima - 25

O que me liga a Fátima - x

Sinto-me em Fátima, na Capelinha, a olhar para a doce imagem da minha Mãe do Céu e digo-lhe com naturalidade de filho, que desejaria muito estar sempre ali fisicamente já que, no meu espírito, assim é.

E peço-lhe:

Doce Mãe, olha pelas minhas filhas, pelos meus netos, ajuda-me a instilar nos seus corações o imenso, terno, filial amor que sinto por Ti.

(AMA, Memórias de Fátima)

Temas para reflectir e meditar

Olhar ao longe

Realmente, caminhar olhando para o chão pode ser uma medida preventiva de, por exemplo, não tropeçar nos obstáculos.

Mas, na verdade, se o olhar se dirigir em frente, veremos na mesma, os obstáculos e com a vantagem de ter tempo de os evitar.

Convém pois, olhar em frente para se ter uma perspectiva mais completa e real do caminho que se percorre e, também, para não perder de vista o vulto de Cristo que nos guia.

(AMA, reflexões, 2019)

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. III



1 Entre os fariseus havia um homem chamado Nicodemos, um chefe dos judeus. 2 Veio ter com Jesus de noite e disse-lhe: ‘Rabi, nós sabemos que Tu vieste da parte de Deus, como Mestre, porque ninguém pode realizar os sinais portentosos que Tu fazes, se Deus não estiver com ele.’ 3 Em resposta, Jesus declarou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer do Alto não pode ver o Reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poderá entrar no ventre de sua mãe outra vez, e nascer?’ 5Jesus respondeu-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6 Aquilo que nasce da carne é carne, e aquilo que nasce do Espírito é espírito. 7 Não te admires por Eu te ter dito: Vós tendes de nascer do Alto. 8 O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito. 9 Nicodemos interveio e disse-lhe: ‘Como pode ser isso?’ 10 Jesus respondeu-lhe: Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei das coisas da terra e não credes, como é que haveis de crer quando vos falar das coisas do Céu? 13 Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. 14 Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15 a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. 16 Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. 17 De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no Filho Unigénito de Deus. 19 E a condenação está nisto: a Luz veio ao mundo, e os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas obras eram más. 20 De facto, quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz para que as suas acções não sejam desmascaradas. 21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da Luz, de modo a tornar-se claro que os seus actos são feitos segundo Deus. 22 Depois disto, Jesus foi com os seus discípulos para a região da Judeia e ali convivia com eles e baptizava. 23 Também João estava a baptizar em Enon, perto de Salim, porque havia ali águas abundantes e vinha gente para ser baptizada. 24 João, de facto, ainda não tinha sido lançado na prisão. 25 Então levantou-se uma discussão entre os discípulos de João e um judeu, acerca dos ritos de purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: ‘Rabi, aquele que estava contigo na margem de além-Jordão, aquele de quem deste testemunho, está a baptizar, e toda a gente vai ter com Ele.’ 27João declarou: Um homem não pode tomar nada como próprio, se isso não lhe for dado do Céu. 28 Vós mesmos sois testemunhas de que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas apenas o enviado à sua frente.’ 29 O esposo é aquele a quem pertence a esposa; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o escuta, sente muita alegria com a voz do esposo. Pois esta é a minha alegria! E tornou-se completa! 30 Ele é que deve crescer, e eu diminuir. 31 Aquele que vem do Alto está acima de tudo. Quem é da terra à terra pertence e fala da terra. Aquele que vem do Céu está acima de tudo 32 e dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33 Quem aceita o seu testemunho reconhece que Deus é verdadeiro; 34 pois aquele que Deus enviou transmite as palavras de Deus, porque dá o Espírito sem medida. 35 O Pai ama o Filho e tudo põe na sua mão. 36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.

Comentários:

         Há um pormenor interessante na declaração inicial de Nicodemos: ‘sabemos que foste enviado por Deus». Este "sabemos" permite-nos pensar que haveria outros Fariseus e outros principais entre os judeus que partilhavam a mesma opinião que Nicodemos a respeito de Jesus Cristo. É uma conclusão que além de lógica nos deve alegrar muito e, sobretudo, a não aceitar a opinião que TODOS estes estavam contra Cristo.
         Não sabemos porque prevaleceu a vontade de dar a morte ao Senhor se por maioria, por temor, ou outra razão qualquer, seja como for, pelo menos dois – José de Arimateia e Nicodemos – demonstraram uma coragem e desassombro que de alguma forma “redime” a atitude dos outros. Ao pedirem a Pilatos o corpo do Senhor e dar-lhe sepultura condigna, obtiveram um lugar entre os que o Senhor consideraria Seus amigos.
         Renascer! A resposta de Jesus a Nicodemos que não a compreende de imediato. As pessoas estão mais habituadas a falar das coisas temporais que das do espírito e, portanto, vêm com maior facilidade com os olhos do corpo que com os olhos da alma. O que se trata aqui é do chamado "homem novo" que aparece, por assim dizer, com a ressurreição de Cristo, assumindo com pleno direito a filiação divina. Mas, argumenta-se, antes o homem não era filho de Deus? Realmente, antes, o homem era uma criatura pertencente a Deus, depois, com a Ressurreição, assume o estatuto de Filho deixando de ser uma "posse" para passar afazer parte de uma família: a Família Divina.
         Nicodemos não entende que Cristo lhe fala de uma vida nova, a vida dos filhos de Deus. E, naturalmente, fala-lhe da fé imprescindível para acreditar e para, acreditando, renascer. Garante-lhe que o Seu sacrifício na Cruz será o sinal e o penhor dessa nova vida.
         A conversa de Jesus com Nicodemos não pode ser mais esclarecedora. O fariseu é, sem dúvida, uma pessoa bem-intencionada e com evidente vontade de conhecer em profundidade a doutrina de Jesus e a Sua Pessoa. Por isso mesmo o Senhor o esclarece num tom e com argumentos que deixam antever uma especial relação entre os dois. Nicodemos é um homem sereno e justo e, para Jesus Cristo, estas são qualidades absolutamente necessárias a quem quer intimar com Ele. Podemos legitimamente presumir que as conversas entre os dois foram inúmeras e que Jesus se comprazia em atender e acolher aquele homem bem-intencionado que O procurava com honestidade intelectual e sinceros desejos de compreender para poder acreditar.
         A Cruz – a Cruz de Cristo – ficará para todo o sempre como o sinal do Amor Maior, da Doação Suprema. Não se pode separar Cristo da Cruz porque foi nela que deu a Sua Vida para redenção dos homens e salvação da humanidade. No deserto, os que eram mordidos por serpentes olhavam para a serpente de bronze que Moisés colocara no alto de um poste e ficavam curados, nesta nossa vida corrente, olhamos para a Cristo na Cruz e ficamos curados das nossas dúvidas e medos, sentimos a tranquila certeza de que Ele vela por nós. Ninguém, seja quem for, fica imune ou indiferente a Cristo na Cruz, atrai o olhar de todos, todos têm de O ver.
         Esta afirmação de Jesus Cristo: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» contém toda a razão que moveu a Vontade de Deus em enviar o Seu Filho Unigénito ao mundo. O Criador via a que, a criatura humana estava irremediavelmente perdida depois do pecado de Adão e Eva, por si só, fizesse o que fizesse, não poderia salvar-se porque o “fosso” aberto pelo pecado original lhe era impossível de transpor. O Amor de Deus pelas criaturas é de tal ordem que unicamente prevê a sua salvação, ou seja, a sua companhia por toda a eternidade. Mas, esta “decisão” do Senhor tem, talvez, um objectivo principal: teria de ser de tal forma grandiosa, excedendo todo o amor de forma total e definitiva que, a partir desse momento, acontece uma clivagem tão profunda e marcante que a criatura jamais será a mesma. Mantendo a sua liberdade dá-lhe a possibilidade se ser Seu filho verdadeiro e com Ele gozar a bem aventurança eterna.
         A Bíblia relata que Deus mandara Moisés colocar no alto de um poste uma serpente de bronze de modo a que quantos fossem mordidos por serpentes a olhassem e ficassem curados. Aqui, Jesus Cristo faz como que uma analogia entre este episódio e a Sua própria crucificação. «Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum.» O Crucificado atrai o olhar de toda a humanidade, contemplar a Cruz de Cristo onde nos salvou e redimiu, é um acto de fé e de amor, de gratidão e confiança, é como que o “emblema” que o cristão transporta consigo onde quer que vá, onde quer que esteja. Tal como a tradição refere, “com este sinal… vencerás”, é o estandarte que nos guiará sempre à vitória final que é a conquista do Reino dos Céus.
         Já o dissemos, mas, repetimos: Cristo e a Cruz são inseparáveis. Parece que alguns arquitectos ou decoradores de Igrejas, ignoram esta afirmação e, então, vemos imagens de Cristo pendendo de uma parede ou uma Cruz simples, sem o Crucificado. Não pode ser e NUNC COEPI chama a tenção para este assunto. Junto do altar onde se celebra a Santa Missa, - seja de lado, em cima do próprio altar ou atrás deste – tem de existir um Crucifixo bem visível por toda a assembleia.
         Também a nós o Senhor nos diz constantemente:
Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo! Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
         A atracção autêntica, real que a Cruz exerce sobre a humanidade torna-se irresistível quando está presente o Amor. Sim, o amor autêntico tal como o do próprio Deus Criador que quis salvar-nos de nós próprios dando-nos o Seu Próprio Filho como garantia desse mesmo Amor. E o Filho levou ainda mais longe – se assim se pode dizer – esse Amor ao oferecer em holocausto a Sua Vida na Cruz. Por mais que alguns tentem fugir-lhe ou negá-la, a Cruz de Cristo está sempre presente e assim permanecerá até ao final dos tempos.
         São João é radical, não deixa nada por dizer e escreve o que ouviu da própria boca de Jesus. Então, podemos dizer, que O Senhor É radical? Se radicalismo significa dizer a absoluta verdade sem qualquer desvio ou "nuance" então, podemos dizer que sim. Mais... penso que não poderia ser de outro modo porque, sendo Ele Próprio a Verdade, como poderia dizer e agir diferentemente? A Verdade não se compadece com "meias palavras", talvez para não "chocar" ou não desagradar a alguns, a Verdade é, por isso mesmo, a expressão completa da justiça e, uma vez mais afirmamos, que Deus é a própria Justiça.
         São João enfatiza, mais uma vez, que o Amor de Deus pelos homens não conhece limites.Podemos perguntar que Deus é Este que quer, deseja e “paga um preço” tremendo para salvar as criaturas que Lhe pertencem – porque as criou? A resposta parece clara: É um Deus de Amor! Que o homem se salve ou não, passa a depender exclusivamente da vontade própria, Ele, o Criador, pôs à sua disposição os meios necessários e suficientes para que o consiga. Este Deus de Amor também É um Deus de Liberdade! A salvação do homem não acrescenta em nada a Sua Glória Incomensurável, mas compraz o Seu Amor Infinito.
         Este mistério da Santíssima Trindade tem sido, ao longo dos tempos, desde que Jesus Cristo o revelou, estudado e meditado por inúmeras pessoas, algumas de enorme craveira, de escassa cultura, outras. Mas, a verdade, é que a revelação de Jesus se dirigia a quantos O escutavam, o povo simples, anónimo, como a todos os outros, incluindo, por exemplo, os Doutores da Lei. Assim devemos pensar que todos estamos incluídos e, sobretudo, acreditar na revelação divina e que um dia tudo se tornará claro e transparente.
         Ao baptizar as gentes tal qual João fazia, Jesus Cristo valida e institui o Baptismo. O Sacramento por excelência – poderíamos dizer – porque é aquele que nos converte de simples criaturas em autênticos Filhos de Deus. Quantas crianças por baptizar, meu Deus? Como é possível negar a um inocente essa grandeza, esse extraordinário dom que Deus põe à sua disposição? E se, por falta de fé, ou outro motivo qualquer, não baptizam o filho ou filha ainda crianças, porque não lhes dão – ao longo da juventude - uma oportunidade de saber o que é o Baptismo e poder decidir por si se o quer receber? Então um pai ou uma mãe não há-de querer o melhor para os seus filhos e, se acaso não sabe, não tem o estrito dever de se informar?
         As sucessivas traduções dos Evangelhos para várias línguas, colocaram muitas vezes palavras ou expressões que não devem corresponder, no seu sentido lato, às palavras que Jesus terá usado. Será o caso, por exemplo, da expressão: «a ira de Deus permanece sobre ele». A palavra “ira” era muito usada no AT que considerava Deus como uma espécie de chefe guerreiro sempre disposto a usar as forças celestes contra os inimigos do povo escolhido. Bem ao contrário, Jesus Cristo vem dizer que Deus é misericordioso e compassivo e que tudo fará para que o homem tenha suficientes meios e possibilidades de salvação. Perdão e misericórdia em lugar de imposição ou castigo.
         Já comentei que as palavras que o Evangelista usa neste pequeno texto, talvez não correspondam exactamente às que o Senhor terá usado. De facto, custa-nos ouvir o Senhor da Misericórdia e Príncipe da Paz falar da "ira de Deus", mas também temos de convir que, naqueles tempos o vocabulário era escasso para expressar sentimentos e, também, não "chocariam" os ouvintes por isso mesmo. Mas, o que verdadeiramente interessa é reter esta verdade que o Senhor expõe com tanta veemência: «Quem acredita no Filho tem a vida eterna; quem, porém, não acredita no Filho não verá a vida».
         O Evangelista São João ocupa praticamente um capítulo – o XIII - do Evangelho que escreve a discorrer sobre a conversa de Jesus com o fariseu Nicodemos. É muito importante que o faça para que fique bem claro que o Senhor não Se exime a discorrer em termos e com argumentação de cariz mais elevado – por assim dizer – mas que é o mais indicado para a cultura do ouvinte. Também nós, seguidores de Cristo encarregados por Ele de disseminar por todas as partes a Sua Palavra, temos de fazer um verdadeiro esforço para nos adaptarmos quer às circunstâncias quer às audiências e não nos limitarmos a “papaguear” frases feitas e argumentos genéricos. Uma homilia, palestra ou conferência, tem de ser preparada e pensada detidamente sem o que se estará a faltar ao respeito aos ouvintes como, talvez, as nossas palavras não tenham o impacto e acolhimento que deveriam ter. Não temos que ser “doutores” nem ter qualidades oratórias especiais, bastará sermos honestos, sinceros e pedir a assistência do Espírito Santo.




Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







24/05/2020

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SANTO ROSÁRIO rezar com São João Paulo II


Rezar com São João Paulo II: 

SANTO ROSÁRIO Ladainha de Nossa Senhora

PAPA SÃO JOÃO PAULO II



Notas: 
1 - Em Latim
2 - Publicação diária durante Maio

Temas para reflectir e meditar


Obras de Misericórdia Espirituais





Ensinar quem não sabe

Dar bom conselho

Corrigir quem erra

Perdoar as ofensas

Consolar o triste

Sofrer com paciência as fraquezas do próximo

Rogar a Deus por vivos e defuntos.



CIC




Pequena agenda do cristão

DOMINGO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

LEITURA ESPIRITUAL


São João


Cap. II



1 Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. 2 Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda. 3 Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Não têm vinho!’ 4 Jesus respondeu-lhe: Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora. 5 Sua mãe disse aos serventes: ‘Fazei o que Ele vos disser!’ 6 Ora, havia ali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma. 7 Disse-lhes Jesus: Enchei as vasilhas de água. 8 Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: Tirai agora e levai ao chefe de mesa. 9 E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo 10 e disse-lhe: ‘Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!’ 11 Assim, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram nele. 12 Depois disto, desceu a Cafarnaúm com sua mãe, os irmãos e os seus discípulos, e ficaram ali apenas alguns dias. 13 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14 Encontrou no templo os vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. 15 Então, fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas dos cambistas pelo chão e derrubou-lhes as mesas; 16 e aos que vendiam pombas, disse-lhes: Tirai isso daqui. Não façais da Casa de meu Pai uma feira. 17 Os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devora. 18 Então os judeus intervieram e perguntaram-lhe: ‘Que sinal nos dás de poderes fazer isto?’ 19 Declarou-lhes Jesus, em resposta: Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei! 20 Replicaram então os judeus: ‘Este levou templo quarenta e seis anos a construir, e Tu vais levantá-lo em três dias?’ 21 Ele, porém, falava do templo que é o seu corpo. 22 Por isso, quando Jesus ressuscitou dos mortos, os seus discípulos recordaram-se de que Ele o tinha dito e creram na Escritura e nas palavras que tinha proferido. 23 Enquanto Ele estava em Jerusalém, durante as festas da Páscoa, muitos ao verem os sinais miraculosos que realizava creram nele. 24 Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos 25 e não precisava que ninguém o elucidasse acerca das pessoas, pois sabia o que havia dentro delas.

Comentários:

Pela primeira vez aparece a Santíssima Virgem com um “papel activo” nos Evangelhos. Por outras palavras, podemos dizer que o verdadeiro “começo” da vida pública de Jesus, tem na Sua Santíssima Mãe, como que o “motor” que O leva a começar a missão que veio cumprir a esta terra. Não resiste à sua intervenção, que, realmente, nem sequer é um pedido, mas como que um revelar uma preocupação pelos outros. Por isso mesmo, santos como São José Maria Escrivá dizia: “a Jesus vai-se, sempre, por Maria”. Ela é o caminho – iter para tuto – seguro para alcançarmos as graças que necessitamos. Em Fátima muitos milhares de homens e mulheres de todas as partes do mundo e, até, religiões que não a Católica Apostólica Romana, acorrem em romarias infindáveis numa esperança de alcançarem o que mais desejam e que não conseguem. Atrevo-me a imaginar o Senhor, sorrindo de alegria e contentamento, ao ver essas multidões levando aos pés da Sua – e nossa – Mãe Santíssima, essas esperanças, desejos e confiança, louvores e cânticos, hossanas e lenços brancos em sinal de esperança confiada. Atrevo-me a imaginar a Senhora a dizer-Lhe como em Caná da Galileia: ‘Filho… não têm….’ A importância deste episódio das Bodas de Caná, que São João nos relata com o detalhe de quem presenciou os acontecimentos, está resumida no versículo 11º: «Foi este o primeiro milagre de Jesus; fê-lo em Caná da Galileia. Assim manifestou a Sua glória, e os Seus discípulos acreditaram n'Ele.». São João Paulo II também realça a sua importância ao considera-lo como o Segundo Mistério Glorioso do Santo Rosário. Trata-se de uma manifestação pública da Divindade de Jesus Cristo e sem dúvida que, a intervenção da Sua Santíssima Mãe, foi “decisiva” para que o fizesse, como se depreende da resposta que lhe deu quando O interpelou. Por isso mesmo, a escolha do Santo Papa – de tão gratíssima memória – não poderia ser mais apropriada e São Josemaria Escrivá sempre dizia que “a Jesus vai-se por Maria”, que é o guia certo e seguro para chegar ao Senhor.
Desde sempre o homem construiu templos em honra do Senhor. Alguns belíssimos, outros, muito simples e discretos. No fundo sempre o desejo de reservar uma como que "habitação condigna" para o Senhor "residir" entre os homens. De tal forma os templos são queridos pelo Senhor que ao longo da história humana se têm registado casos extraordinários, por exemplo: de terramotos ou guerras em que os templos ficam incólumes no meio da destruição geral. Os cristãos têm, pois, o dever de cuidar dos templos contribuindo na medida possível, mas com generosidade, para a sua conservação e embelezamento. A Liturgia apresenta-nos este texto de São João com o objectivo claro se salientar o respeito que é devido à Casa de Deus. Não interessa se o templo é grandioso ou uma simples capela perdida num qualquer lugar. É a Casa de Deus! Se tem reservado o Santíssimo Sacramento – o que é perceptível pela luz de presença acesa junto ao Sacrário – maiores devem ser ainda a compostura e respeito. Entrar num templo como quem entra num monumento qualquer é uma falta grave de ofensa ao “dono da casa”. Mal comparando, suponhamos que alguém a quem franqueamos a porta da nossa casa, entrasse por ali dentro sem sequer nos cumprimentar! Seguramente, acharíamos esse comportamento inadmissível e esse visitante não seria bem-vindo. Desde tempos imemoriais - Moisés - Deus indicou que gostaria de ter uma “habitação” no meio do Seu povo. De facto, Deus está em todo o lado e essa “habitação” não passará de um local reservado para congregar os Seus filhos na oração comum. Ao longo dos tempos o homem entendendo isto e tentando corresponder à vontade de Deus, foi erguendo um pouco por toda a parte, essas “habitações” tentando sempre com a sua arte e engenho que fossem belas e apresentassem uma dignidade correspondente. As Igrejas não são monumentos nem “padrões” a atestarem a fé dos homens, mas locais sagrados, verdadeiramente no sentido do termo, em que Deus nosso Senhor está presente deforma especial na Eucaristia. Ao entrar num templo – belo, grandioso ou simples e modesto – não nos esqueçamos nunca de, em primeiríssimo lugar, cumprimentar Quem lá habita prestando a homenagem e respeito que nos deve merecer. Poucas vezes Jesus Cristo Se mostra como uma pessoa intransigente ou, incapaz de aceitar comportamentos humanos que de alguma forma O magoam sobremaneira. Mas, quando a situação se impõe, não deixa de o fazer como se demonstra neste trecho de São João. Por exemplo, Jesus nunca consentirá que dos insultos e acusações mais soezes seja “atacado” na Sua pureza. Admiramo-nos que a “paciência” de Jesus tenha limites? Não, pelo contrário, espanta-nos a Sua paciência, esmaga-nos a Sua humildade, assombra-nos o Seu perdão. Mas, a compostura que se deve ter na presença do Sacrário deve incluir o respeito tendo presente o verdadeiro motivo que ali nos deve conduzir: Falar com Deus! Conversar, seja sobre o que for, com quem está ao nosso lado, não é, seguramente, respeitar o “Dono da Casa”. Uma vez mais pensemos o que se passaria connosco se quem, nos visita, ignorasse a nossa presença e encetasse conversa com os circunstantes! Teríamos de convir, pelo menos, o que em bom português chamamos de “mal-criado”, e haveríamos de sentir profundo desagrado. Uma das “características” (se assim se pode dizer) de Deus Nosso Senhor, é o respeito que tem pelas nossas pessoas. Mesmo que não o mereçamos – como poderíamos merecer! -, O Senhor tem por cada um de nós respeito e, mais, aceita as nossas opções mesmo aquelas que, infelizmente, não sejam recomendáveis. O respeito, por nós próprios e pelos outros – todos os outros – é fundamental para que possamos ser respeitados: «Como vos portares para com os outros assim vos trataram a vós». Muitas das ”tragédias” da nossa sociedade têm a sua origem na falta de respeito. Talvez que, das mais graves, sejam as ocorrem no seio do matrimónio; julgo que, a falta de respeito pelo cônjuge, está directamente na origem de muitas separações, abandono do lar, o divórcio! Cada um de nós terá a sua própria experiência do que digo e, se quiser ver bem, atentará que tenho razão. Um casal que se respeita mutuamente, vive em harmonia e, desta, depende a harmonia familiar. Este “respeito familiar”, deve estender-se aos filhos considerando que são pessoas filhas de Deus o que, só por si, deveria justificar esse respeito. Os filhos – sobretudo os mais pequenos – crescendo neste ambiente em que o respeito de uns pelos outros é uma realidade, guardaram como “penhor” fundamental esta verdade: O respeito tem de fazer, verdadeiramente, parte da convivência humana.





Orações de Maio


Consagração a Nossa Senhora - II

Ó Santa Mãe Dolorosa de Deus, ó Virgem Dulcíssima: eu vos ofereço o meu coração para que o conserveis intacto, como o Vosso Coração Imaculado.
Eu vos ofereço a minha inteligência, para que ela conceba
apenas pensamentos de paz e bondade, de pureza e verdade.
Eu vos ofereço minha vontade, para que ela se mantenha viva e generosa ao serviço de Deus.
Eu vos ofereço meu trabalho, minhas dores, meus sofrimentos, minhas angústias, minhas tribulações e minhas lágrimas, no meu presente e no meu futuro para serem apresentadas por Vós a Vosso Divino Filho, para purificação da minha vida.
Mãe compassiva, eu me refugio em vosso Coração Imaculado, para acalmar as dolorosas palpitações das minhas tentações, da minha aridez, da minha indiferença e das minhas negligências.
Escutai-me, ó Mãe, guiai-me, sustentai-me e defendei-me contra todo perigo da alma e do corpo, agora e para toda a eternidade.
Amen.

23/05/2020

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A Ascensão de Jesus ao Céu


A Ascenção de Jesus ao Céu

Orações de Maio



A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. I


1 No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. 2 No princípio Ele estava em Deus. 3 Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. 4 Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. 5 A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. 6 Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7 Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. 8 Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. 9 O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. 10 Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. 13 Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus. 14 E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.’»      16 Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. 17 É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. 18 A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer. 19 Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: Tu quem és? 20 Ele confessou e não negou: Eu não sou o Messias – confessou. 21 Quem és então? – perguntaram-lhe: – És Elias? Não sou – respondeu ele. És o Profeta? Ele retorquiu: Não! 22 Disseram-lhe então: Quem és tu? É para darmos resposta aos que nos enviaram: Que dizes de ti mesmo? 23 Ele declarou: Sou a voz de um que brada no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’. Como disse o profeta Isaías. 24 Tinham sido enviados alguns dos Fariseus. 25 Interrogaram-no eles nestes termos: Então porque é que baptizas, se não és o Messias, nem Elias nem o Profeta? 26 Respondeu-lhes João dizendo: Eu baptizo em água; mas no meio de vós se encontra quem vós não conheceis. 27 Aquele que vem depois de mim; a quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias. 28 Deram-se estes factos em Betânia, além-Jordão, onde João estava a baptizar. 29 No dia seguinte, vê este a Jesus, que vinha ter com ele, e diz: aí está o Cordeiro de Deus, que vai tira o pecado do mundo. 30 Era deste que eu dizia: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente porque era antes de mim. 31 Eu não O conhecia, mas para Ele se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água. 32 João deu mais este testemunho: Eu, eu vi o Espírito que descia do Céu como uma pomba, e permaneceu sobre Ele. 33 E eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é o que baptiza no Espírito Santo’. 34 Ora eu vi e sou testemunha de que Ele é o Filho de Deus. 35 No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos seus discípulos. 36 Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus!» 37 Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi - que quer dizer Mestre - onde moras?» 39 Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde. 40 André, o irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João e seguiram Jesus. 41 Encontrou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: «Encontrámos o Messias!» - que quer dizer Cristo. 42 E levou-o até Jesus. Fixando nele o olhar, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, o filho de João. Hás-de chamar-te Cefas» - que significa Pedra. 43 No dia seguinte, Jesus resolveu sair para a Galileia. Encontrou Filipe, e disse-lhe: «Segue-me!» 44 Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro. 45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» 46 Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» 47 Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 48 Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» 49 Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» 50 Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»

Comentários:

O início do Evangelho escrito por São João sugere-me reflexões que vou “dividir” em 5 partes.

Parte 1 - Jesus Cristo: Considerando que conhecemos que Deus É Três Pessoas – a Santíssima Trindade – tal como nos foi revelado por Jesus Cristo, ficamos também a saber que Quem encarnou da Santíssima Virgem assumindo um corpo humano foi a Santíssima Trindade, já que sendo Deus Trino e Uno tudo quanto faz é assim assumido. Humanamente não podemos compreender como é isto possível, ou melhor, porque Jesus Cristo se refere ao Pai como se Seu Deus se tratasse. De facto quando o faz – reza, ou invoca, ou interpela como por exemplo na Cruz «porque me abandonaste?», - fá-lo como Jesus Cristo Homem, porque, de facto, Deus não reza nem Se interpela a Si Próprio. Esta “dupla” categoria de Jesus Cristo – Deus verdadeiro e homem verdadeiro (União hipostática) - não inpede que, umas vezes, actue como homem e, outras como Deus. Como é então possível? Só me ocorre uma pálida comparação: Sendo, eu, um homem e um cristão, não é concebível – ou melhor, aceitável – que umas vezes proceda como homem e outras como ho­mem cristão. Não estaria certo fundamentalmente porque sendo homem cristão, isto é, tendo recebido o Baptismo – que como sabemos imprime carácter indelével (não pode suprimir-se) – tudo quanto faço, penso, desejo ou quero, é assumido pela minha pessoa “completa”: Homem e Cristão. Mas, mais: Com a Sua Ressurreição, Jesus Cristo deu-me a categoria de Filho de Deus que é, também, indelével e para sempre. Mas, esta “categoria” foi dada a todos os homens pelo que, qualquer um – com Fé ou sem ela, Baptizado ou não – vive e actua, pensa, deseja e quer como Filho de Deus. Mas, mais ainda: Tenho uma alma que foi criada expressamente por Deus para a minha pessoa, tal como para todos os homens. A alma – que é o sopro da Vida – é a Imagem de Deus impressa – também indelevelmente – no ser humano, logo existe de facto – inde­pendentemente da vontade própria de cada um – uma como que au­têntica personalidade divina em cada um, em cada uma. Isto leva-me a pensar que quando erro, actuo mal, desejo o que não devo, não faço o que deveria fazer – que é lícito a Deus esperar de cada um – de acordo com as minhas capacidades, forças e potências, virtudes e defeitos, sou eu apenas – isto é, homem – que assim pro­cedo, porque eu divino não posso actuar desse modo.

Parte 2 - Família Divina: Quase sempre quando nos referimos à Santíssima Virgem lhe chama­mos “MÃE DE DEUS”, e embora por vezes também a invoquemos como “FILHA DE DEUS PAI, MÃE DE CRISTO, ESPOSA DO ES­PÍRITO SANTO”, a referência, digamos assim, que procede é: “MÃE DE DEUS”. Esta realidade vem “confirmar” a nossa qualidade de autênticos Filhos de Deus porque, sendo ela nossa Mãe a partir daquele entranhável momento no Gólgota (Cfr. Jo 19, 25-27), somos irmãos de Cristo o que “reforça” a nossa categoria de pertencermos – de facto – à Família Divina. Assim como um membro de uma família humana que tendo uma enti­dade própria possui também uma entidade familiar. Também esta situação é indelével, isto é, ninguém poderá jamais “apa­gar” a realidade de ter Pais, irmãos, etc. Sendo assim – como estou convicto que é – chego a uma conclusão: Qualquer ser humano nasce para a eternidade, porque embora, o corpo desapareça a sua alma continua viva para todo o sempre. “Estendendo” a conclusão mais além, posso afirmar que, eu, sou eterno? Então e se acredito que assim é, a minha vida ganha uma dimensão extraordinária que ultrapassa a minha compreensão porque, real­mente, não sei o que é a eternidade! Sei muito bem que Deus é eterno na verdadeira acepção da palavra: não conheceu princípio nem terá fim. Sendo assim, como de facto é, a minha “eternidade” não é comparável à de Deus já que houve um momento no tempo em que comecei a existir. De certa forma fica respondida a questão: não sou eterno! O que acontece é um bastante diferente e, por isso mesmo, mais ex­traordinário: Deus deu-me vida para sempre! Ele que é o «Deus dos vivos e não dos mortos» (Cfr. Mt 22, 32), quer que viva para sempre com Ele, essa foi a verdadeira razão para me dar a vida. Às vezes pergunto-me – sob o efeito da saudade, da “pressão” da au­sência de quem me era tão querido – para que quer o Senhor que eu viva? (Claro que me refiro a esta vida terrena que tanto me custa viver.) E dizem-me – e eu compreendo e entendo – que tenho de viver para ter acesso à “vida verdadeira”, aquela porque anseio. E, nesta ânsia de viver a “vida verdadeira”, pergunto-me também: Pode desejar-se a morte? Estou dividido na resposta porque penso que esta depende muito das circunstâncias mas, de facto, só me ocorre uma em que esse desejo se pode aceitar e que é: morrer em vez de pecar mortalmente. Se o pecado mortal traz consigo a morte da alma porque corta de forma abrupta a relação com Deus, que, definitivamente é o pior que pode acontecer, então talvez se justifique desejar que o Senhor conceda a graça de uma morte na segurança da Vida Eterna. Neste caso talvez não se deva chamar "desejo de morrer" mas sim ânsia de salvação. (ama, reflexões, 2014.11.23).

Parte 3 - A Plenitude: “Plenitude” tem significados como: Totalidade; Integridade. Por isso, no episódio da “sarça-ardente” (Cfr. Ex 3, 2-6), Deus explica a Moisés: O meu nome é: «Eu Sou». Jesus Cristo repetirá exactamente as mesmas palavras (Cfr. por ex. Jo 8, 24) e alguma vez com uma advertência solene: «Por isso Eu vos disse que morreríeis nos vossos pecados; sim, se não crerdes que “Eu sou”, morrereis nos vossos pecados» (Cfr. Jo 8, 24). Dado o que atrás disse poderemos nós, criaturas, membros da Família divina, dizer o mesmo: ‘Eu Sou’? Evidentemente não! Mas, pode argumentar-se: sendo da Família divina não é verdade que somos Deus? O próprio Jesus Cristo afirmou: «Vós sois deuses(Cfr. Jo 10, 34) A resposta não é fácil de argumentar, mas se considerarmos a decla­ração de Jesus Cristo, verificaremos que Ele emprega o plural “Deu­ses”, e não o singular “Deus”. Por outras palavras não podemos ser “Deus”, apenas conseguiremos – se cumprirmos o que Ele espera de nós – parecer-nos com Ele. Bom… mas Jesus Cristo também afirmou: «Para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós» (Cfr. Jo 17, 21) Parece-me claro que estas palavras de Jesus Cristo se referem à dese­jável unidade dos cristãos que, se de facto existir, se configura com a Unidade Divina, da Santíssima Trindade. Em breve parêntesis direi que nós os cristãos, devemos ter o cuidado de não cair no erro, infelizmente tão comum entre outras Igrejas - ou assim chamadas – de retirar do seu contexto palavras ou afirmações das Escrituras – inclusive proferidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo – para justificar conceitos próprios ou para fins não de todo aceitáveis.

Parte 4 - A Palavra: «O Verbo era Deus» diz o Evangelista logo no início do Evangelho que escreveu. Verbo e Palavra são sinónimos, como sabemos, e ambos se aplicam a Deus Uno e Trino. Parece-me lógico! A palavra é a expressão mais concreta que se pode ter quando se quer comunicar algo. Deus não criou o homem por um “capricho” adrede ou para satisfação de alguma necessidade; Ele não precisa de coisa nenhuma e, neste caso, não necessita do homem para nada. Então? O “responsável” pela criação do homem foi o Amor Imenso, Absoluto de Deus que, encontrou na criação da humanidade como que uma ex­tensão desse mesmo Amor: ter o que amar, neste caso, o homem. Como poderia deixar de FALAR com o objecto do Seu Amor? Como não fazer tudo para que esse objecto do Seu Amor tivesse pos­sibilidades de O amar também, considerando que só amando-o poderia ser totalmente feliz? O Senhor, então, fala ao homem, constantemente, sem descanso e como em certa altura da história da criação o homem já não escutava – ou entendia correctamente – o que Ele lhe comunicava vem Ele pró­prio ter com o homem – fazendo-se homem – comunicar de viva voz o que quer que o homem saiba, o que o homem necessita saber. Jesus Cristo é A Palavra, O Verbo em Pessoa Verdadeira e Concreta que fala, discursa, explica, ensina, urge a que O escutem. Ciente disto mesmo, São Pedro dirá: «A quem iremos, Senhor, Tu tens palavras de vida eterna» (Cfr. Jo 6, 68). Escutar a Palavra é ouvir o próprio Deus a falar, fazer o que Ele diz, é cumprir a Sua Vontade; cumprir a Sua Vontade é assegurar – a única forma – a Vida Eterna.


Parte 5 - A Luz: Alguma vez Jesus Cristo chamou-nos «filhos da luz»! (Cfr. Jo 12, 36) dando como que uma indicação de como o poderemos ser: «Enquanto tendes a luz, crede na luz» (Cfr. Jo 12, 36). Que luz é esta? Exactamente a luz de que fala o Evangelista: (Cfr. Jo 1, 4-9) Jesus Cristo é a Luz por excelência! Jesus Cristo é a vida verdadeira! A luz, portanto, é a vida, como aliás o Apóstolo atesta. O Baptismo concede a Vida Verdadeira – simbolizada na água - que é a Vida em Deus, logo dá a Luz – aliás identificada na vela que os pa­drinhos apresentam ao baptizando. Noutro breve parêntesis cabe perguntar se alguma vez nos interroga­mos porquê os pintores colocam uma auréola de luz envolvendo a ca­beça dos Santos, da Santíssima Virgem, das figuras celestes… Pensamos que esta auréola assinala a santidade do retratado na pin­tura. Talvez… mas, eu, creio que a realidade, quer dizer exactamente, que essa santidade era tão grande que a luz própria do retratado se tornava visível. A Escritura fala-nos algumas vezes de pessoas cujo estreito contacto com Deus por vezes lhes fazia resplandecer tal luminosidade no rosto que era difícil fixá-lo. Podemos referir, por exemplo, Moisés, mas, na história recente da Igreja também revela outros casos como São Filipe de Néri, o Santo Padre Pio de Peltrecina, São João Maria Vianey. Quer dizer: esse “estreito contacto com Deus” traduz-se numa santi­dade pessoal cuja luz resplandece. Caminhar na Luz – sempre preferível que andar na escuridão – é seguir Cristo: A LUZ! «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida». (Cfr. Jo 8, 12) Outra vez a Luz e a Vida que, para Jesus Cristo, são sinónimos, ou por outras palavras: sem Luz – a Luz de Cristo – não há vida, a única vida que vale a pena viver! Algumas vezes pode acontecer que a nossa alma se sinta como que envolta em escuridão o que acontece, principalmente, quando sucum­bimos à tentação e nos deixamos levar por e para onde não devemos. É uma situação a que urgentemente se tem de pôr cobro porque, per­manecer na escuridão, é o mesmo que estar morto, não ter vida. E o remédio, a solução, está claramente indicada pela Fé: ir ter com Jesus! Junto ao sacrário das Igrejas deste mundo existe sempre uma pequena luz acesa que nos lembra exactamente que, ali, naquele pequeno ce­náculo, escondido, inerme e humildissimamente expectante, está a “Luz do Mundo”, a “Vida”! É com enorme dor que a Santa Igreja constata que tantos dos seus filhos se afastam, se deixam corromper por falsas e insidiosas promessas, por desleixo ou incúria e não usam com a frequência necessária – e re­comendável – desse maravilhoso instrumento que lhes coloca à dispo­sição: o Sacramento da Confissão Sacramental. Com efeito, poderíamos apelidá-lo de “Sacramento da Luz” porque exactamente, pelo poder que lhe foi transmitido pelo próprio Jesus Cristo seu Chefe e Cabeça, restitui à Luz aquele que a tenha perdido. Por isso, penso, que um dos maiores actos de caridade – misericórdia – que possamos praticar com o nosso próximo é exactamente esse apostolado da Confissão! Penso em tantos e tantas que morrem sem que alguém – movido, tal­vez por uma “falsa piedade” de “não ferir susceptibilidades” – lhes fale desse extraordinário bem e, não menos, extraordinária graça de se confessar na previsão da morte eminente. Tenho a certeza que não me engano se afirmar que quem tendo podido fazê-lo não o fez comete uma falta grave de que terá de dar estreitas contas. Até há poucos anos a filmologia nomeadamente norte-americana, apresentava sempre um sacerdote acompanhando os condenados à morte nos seus últimos momentos antes da execução. (Não sei se ainda hoje sucede…). Como experiência pessoal posso referir companheiros meus que, so­frendo nas vascas da agonia pelos ferimentos mortais recebidos em combate, depois da Absolvição recebida do Capelão militar, apresen­tarem visivelmente um ar de serenidade e paz nos últimos momentos de vida. São João Paulo II alterou uma oração – com séculos de existência -muito querida dos cristãos: o Santo Rosário. Acrescentou, por assim dizer, mais um Terço dedicado à contemplação dos Mistérios Luminosos. O Santo Papa, de tão grata memória, terá entendido que à oração ma­riana, faltaria algo: Aos Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos era conveniente acrescentar os Luminosos. Não sabemos, evidentemente, porque o terá feito, mas não me custa absolutamente admitir que a Santíssima Virgem não será alheia a essa inspiração que terá concedido ao “seu Papa”. Sim… “o seu Papa” tal como ele era dela: “Totus tuus” era o seu lema que, para grande alegria minha, tenho escrito pela sua própria mão numa “pagela” que recebi em Fátima em Treze de Maio de 1991 direc­tamente das mãos de outro grande santo, D. Alberto Cosme do Ama­ral, na altura Bispo de Leiria-Fátima, onde os seus restos repousam na Basílica. A Luz! A grande preocupação dos homens com lugares de mando é terem as ruas das áreas populacionais bem iluminadas para que as pessoas ve­jam bem por onde vão e, também, para afastar aqueles que preferem andar a coberto da escuridão. E, de facto, as pessoas sentem-se mais seguras e confortáveis porque caminham nas ruas iluminadas. Que conforto, então, sentirá quem caminha na Luz Verdadeira, a Luz de Cristo?  O caminho que os magos seguiram para encontrar o Menino Jesus foi indicado por uma luz, uma estrela que os conduziu com segurança desde muito longe até ao local exacto. E para terminar este comentário sirvo-me das palavras com que o Rv. Cónego António Ferreira os Santos terminou a sua homilia na Missa do Dia de Reis de 2016: “Vem Menino Jesus! Precisamos da Tua LUZ!” Quem não conhece esta cena entranhável que nos recorda o Nasci­mento do Salvador? Mesmo os que não celebram esta Festa ou que, por este ou aquele motivo, se colocam à margem sabem que hoje é Dia de Natal. Nunca mais, desde essa Santa Noite há três mil anos, esta história deixou de ser um marco da humanidade.