Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
22/04/2020
Temas para reflectir e meditar
PANDEMIA
“A
medida do amor é amar sem medida”. (Santo Agostinho)
Para
ser verdadeiro, o AMOR, não conhece, nem tem, medida ou limitações.
Deve
ser de todos e para todos, principalmente porque, o AMOR de DEUS é
absolutamente total, por todos os seres por Ele criados, sem acepção de pessoas nem
reservas.
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE –
O
AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO
– GLÓRIA – ORGULHO - MEDIDA
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
Tu e eu procedemos como filhos de Deus?
Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o
fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu
Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu
procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)
A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter
espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e
levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional
–, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos,
tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)
Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de
superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma
manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma
humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens
todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o
império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos
braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua
divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue
a tua fortaleza. (Forja,
342)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XXII
1 Tendo
Jesus recomeçado a falar em parábolas, disse-lhes: 2 «O Reino do Céu é
comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. 3 Mandou
os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer.
4 De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: O meu
banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo
está preparado. Vinde às bodas.’ 5 Mas eles, sem se importarem, foram um para o
seu campo, outro para o seu negócio. 6 Os restantes, apoderando-se dos servos,
maltrataram-nos e mataram-nos. 7 O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que
exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. 8 Disse, depois,
aos servos: ‘O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram
dignos. 9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos
quantos encontrardes.’ 10 Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos
aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de
convidados. 11 Quando
o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje
nupcial. 12 E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas
ele emudeceu. 13 O rei disse, então, aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos
e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ 14 Porque
muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.» 15 Então, os fariseus
reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender nas suas próprias
palavras. 16 Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de
Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho
de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não
olhas à condição das pessoas. 17 Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou
não pagar o imposto a César?» 18 Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia,
retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? 19 Mostrai-me a moeda do imposto.»
Eles apresentaram-lhe um denário. 20 Perguntou: «De quem é esta imagem e esta
inscrição?» 21 «De César» - responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César
o que é de César e a Deus o que é de Deus.» 22 Quando isto ouviram, ficaram
maravilhados e, deixando-o, retiraram-se. 23 Nesse mesmo dia, os saduceus, que
não acreditam na ressurreição, foram ter com Ele e interrogaram-no. 24 «Mestre,
Moisés disse: Se algum homem morrer sem filhos, o seu irmão casará com a viúva,
para suscitar descendência ao irmão. 25 Ora, entre nós havia sete irmãos. O
primeiro casou e morreu sem descendência, deixando a mulher a seu irmão; 26 sucedeu
o mesmo ao segundo, depois ao terceiro, e assim até ao sétimo. 27 Depois de
todos eles, morreu a mulher. 28 Então, na ressurreição, de qual dos sete será
ela mulher, visto que o foi de todos?» 29 Jesus respondeu-lhes: «Estais enganados,
porque desconheceis as Escrituras e o poder de Deus. 30 Na ressurreição, nem os
homens terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como anjos no Céu. 31
E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus disse: 32 Eu sou o
Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob? Não dos mortos, mas dos
vivos é que Ele é Deus!» 33 E a multidão, ouvindo-o, maravilhava-se com a sua
doutrina. 34 Constando-lhes que Jesus reduzira os
saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. 35 E um deles, que era
legista, perguntou-lhe para o embaraçar: 36 «Mestre, qual é o maior mandamento
da Lei?» 37 Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu
coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. 38 Este é o maior e o
primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti
mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.» 41 Estando
os fariseus reunidos, Jesus interrogou-os: 42 «Que pensais vós do Messias? De
quem é filho?» Responderam-lhe: «De David.» 43 Disse-lhes Ele: «Como é, então,
que David, sob a influência do Espírito, lhe chama Senhor, dizendo: 44 Disse o
Senhor ao meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita, até que Eu ponha os teus
inimigos por estrado de teus pés’? 45 Ora, se David lhe chama Senhor, como é
seu filho?» 46 E ninguém soube responder-lhe palavra. A partir de então,
ninguém mais se atreveu a interrogá-lo.
Comentários:
1-10 -
Numa alegoria que se compreende
perfeitamente, Deus começou por
convidar o Seu povo, escolhido segundo a promessa feita a Abraão. Mas, o
convite divino ou não foi aceite ou foi ignorado. O Senhor, então, o que faz?
Convida todos, absolutamente todos, estende o convite a toda a humanidade
porque nos quer a todos à Sua volta… sempre. O banquete está sempre pronto e as
portas franqueadas. Só temor que aceitar e entrar para usufruir dessa festa
extraordinária que o nosso Senhor nosso Deus nos tem preparada.
1-14 -
O convite que o Senhor faz a
participar nas bodas é universal. Ninguém é excluído todos têm lugar. À
disposição de qualquer um estão abundantes meios para uma preparação condigna
com a honra, a magnitude da festa eucarística.
A frase com que São Mateus
termina este seu texto, dá-nos que pensar! Que queria Jesus dizer com tal? De
facto, muitos recebem a vocação para seguir Cristo mais de perto e, muitos,
correspondem tentando santificar a sua vida que outra coisa não é que fazer, em
tudo, a Justíssima e Amabilíssima Vontade de Deus. Mas, desses, só uma ínfima
parte é escolhida para O seguir de muito mais perto, colocando-se ao Seu
serviço, entregando-lhe toda a sua vida. Estes ‘escolhidos’ são as pedras onde
Cristo assenta a Sua Igreja, os guias do Seu rebanho, os que têm o poder de
«atar e desatar» os vínculos que unem os homens ao Criador, e, sobretudo, os
que na Santa Missa perpetuam a Sua presença real e substancial em Corpo, Alma e
Divindade ao consagrarem o pão e o vinho tal como Ele, pela primeira vez na
Última Ceia, o fez.
Talvez
que estes sejam os pecados que mais magoam o Coração de Jesus, Ele que se
deixou ficar humildissimamente sob as espécies do pão tratado de forma tão soez
e desprezível. Tenhamos consciência
destas gravíssimas faltas e desagravemos o Senhor na Eucaristia e,
simultaneamente, peçamos por todos esses que não sabem - ou não querem saber -
da reverência, amor e profundo respeito devidos à Santíssima Eucaristia. Não permitas,
Senhor, que, tendo correspondido com prontidão ao Teu convite, me apresente sem
o traje da dignidade que Te é devida. “lava-me,
Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da
Missa). Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas
que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de
tal convite. Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que
compareça como devo. Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a
alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete
divino.
Bem sabemos que
não somos dignos mas não podemos deixar de corresponder ao Teu convite. A honra
de sermos convidados mais se avoluma quando contemplamos a grandiosidade do Teu
banquete com a nossa miséria! Como poderíamos, então, recusar?
Talvez
que muitos cristãos piedosos e "rezadores" se esqueçam frequentemente
de desagravar a santíssima Eucaristia por tantas comunhões mal feitas e, até
sacrílegas. Pessoas que comungam o Verdadeiro Corpo do Senhor de uma forma
leve, distraída, mecânica, rotineira. Outros que se atrevem a receber Jesus nas
suas almas sem estarem devidamente preparados. Numa primeira reacção podemos admirar-nos com o excessivo rigor do
Rei: parece aceitável que um qualquer "apanhado" numa encruzilhada
não vestisse o traje nupcial.
Se recorrermos à história ficaremos a saber
que era costume no Oriente daquele tempo, que nas bodas, às quais podiam
assistir simples "passantes" além das tinas com água para se lavarem
vestes e calçado para usarem se fosse preciso. Este "convidado" além
de, obviamente não estar preparado para as bodas, desprezou esses meios que
tinha à disposição não se purificando nem vestindo apropriadamente. É sempre
conveniente estar preparado, já que não sabemos nem o dia nem a hora mas nunca,
sob que pretexto for participar no banquete eucarístico sem estar devidamente
preparado.
A Igreja, como Mãe que é, põe à disposição dos
seus filhos os meios necessários para tal. Não deixemos de os utilizar.
Vejo-me tal como sou: nada,
absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro
de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do
Universo. Eu, António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil,
estou aqui na expectativa do momento sublime em que Te receberei meu Deus e
Senhor. Tenho o meu coração palpitando de alegria, confiança e amor. Alegria
por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e
amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não
como gostaria e deveria ser. Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei
porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o
direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens,
Senhor. Convidaste-me e eu vim.
15-21 -
Evidentemente que o problema está no critério
pessoal: o que é devido a César e o que se deve a Deus. Parece ser fácil: a
César deve-se exclusivamente o que lhe pertence por direito; a Deus deve-se
absolutamente tudo, porque é o Dono e Senhor de todas as coisas.
Este talvez seja um dos maiores problemas do
homem: ter bem claro o que é de César e o que é de Deus! Para tal é
indispensável um são critério e agir de acordo sempre e em qualquer
circunstância já que a ‘propriedade’ não muda e nem o ‘seu dono’ abdica dela.
Até ao fim dos tempos, em todas as línguas, há-de
repetir-se esta frase de Jesus. Resposta lapidar que encerra em si mesma toda
uma lição de comportamento, de norma de conduta, de critério e de justiça. Os
Doutores da Lei afastaram-se porque nada mais havia a dizer, a acrescentar e,
nós, ficamos porque queremos absorver bem as palavras do Mestre. São palavras
que constituem por si sós, todo um programa de vida. Pensemos bem nelas,
detenhamo-nos um pouco e demo-nos conta da profundidade e do alcance que na
verdade têm.
Tentar "enganar" Deus é
trabalho escusado porque Ele, ouvindo o que dizemos sabe a intenção que nos
conduz. Por isto se percebe bem que não Lhe interessam as palavras por mais
belas ou aliciantes que possam ser mas sim o que verdadeiramente sentimos
quando as pronunciamos. A oração atabalhoada, feita à pressa para "cumprir
uma obrigação" vale nada ao passo que um breve pensamento, jaculatória ou
invocação que nos sai da alma encontra "eco" no Seu Coração
Amantíssimo. Como se dissesse: "este meu filho lembrou-se de Mim!" E,
Ele, nem um simples copo de água oferecido com recta intenção deixa sem
recompensa.
34-40 -
O nosso amor a Deus não é um “favor” que
Lhe fazemos mas uma obrigação. Ele amou-nos primeiro mesmo antes da criação do
mundo e ama-nos sempre mesmo quando não correspondemos. Se “amor com amor se
paga” ficaremos sempre muito aquém de cumprir essa obrigação. À Mãe do Amor
Formoso, Santa Maria, peçamos que nos ensine a amar mais e melhor o seu Divino
Filho.
O amor a Deus tem a ver com o Dom da
Piedade. O Espírito Santo inspira na nossa alma, no nosso coração essa
necessidade, esse desejo de retribuir ao Senhor um pouco do amor que nos tem.
Que é imenso! Pois é, deu a própria vida
por nós! Que não conseguiremos retribuir totalmente! Pois não, mas, se nos
empenharmos a sério Ele, na Sua Bondade Infinita, ficará tão agradecido que nos
pagará com juros altíssimos e desproporcionados.
Peço-te, Senhor, que
recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não
notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco
que é, como to dou todo...fico disponível para me 'encher' do Teu...
Dizias-me: será que amo a Deus deveras, com todo o meu
coração, com todas as minhas capacidades e potências? Não me ficarei por um
"amor conveniente", isto é, calculado, pesado e medido com um rigor
que não ponho nas minhas outras afeições? Mas eu não quero amar assim! Desejo
que seja um amor completo, total, sem reservas nem calculismos. Amor livre,
sadio, sem eufemismos. Amor de irmão e amor de filho. É este o amor que Te
quero entregar, meu Senhor e meu Deus. Disseste tudo, não tive de acrescentar
nada.
Como é
que se deve amar a Deus? Em vez de responder, faço
também uma pergunta? Quem é o Criador e Senhor de todas as coisas? Quem é que,
desde o princípio dos tempos nos conhece, a cada um pelo nosso nome? Quem nos
deu uma alma com umas virtudes, capacidades e potências que usamos para a nossa
felicidade? Quem respeita de modo absoluto a nossa liberdade? Quem está sempre
pronto para nos receber mesmo quando nos afastamos?
Quem
nos ama com tal dimensão e magnitude que para recuperarmos a liberdade perdida
ofereceu a Sua própria vida no Sacrifício da Cruz? Quando respondermos a estas
perguntas saberemos como deve ser o nosso amor a Deus.
As palavras de Cristo – neste trecho do Evangelho – são a
essência da Lei de Deus. Não há lugar a qualquer dúvida ou interpretação: Amar
a Deus e amar próximo, sãos dois mandamentos “base” da Lei de Deus. Até porque,
um não é possível sem o outro, como se compreende. Como poderia conceber-se que
alguém se declarasse como “amante” de Deus tendo a mais pequena reserva – que
seja – por outro ser humano qualquer?
21/04/2020
Temas para reflectir e meditar
EsterilidadeO cristão que corta os canais pelos quais lhe chega a graça – a oração, os sacramentos – fica-se sem alimento para a sua alma e esta acaba morrendo às mãos do pecado mortal, porque as suas reservas se esgotam e chega um momento em que nem sequer é necessária uma forte tentação para cair: cai sozinho porque carece de forças para se manter de pé.
Mas se os canais da graça não estão livres porque uma montanha de desleixo, preguiça, comodidade, respeitos humanos, influências do ambiente, pressas e outros afazeres (...) os obstrui, então a vida da alma vai perdendo o vigor e mal se vive até que acaba por morrer.
E, então, a sua esterilidade é total porque não dá nenhum fruto.
(F. Suarez, La vid y los sarmientos, Rialp, 2ª ed., Madrid 1980, pg. 41-42, trad ama)
PANDEMIA
ORGULHO
“O
amor não se orgulha”. (1 Coríntios 13:4-7)
O
AMOR não se orgulha precisamente porque é a antítese do orgulho.
Porque
o faria?
Acaso
Deus Nosso Senhor que É O AMOR, tem algum defeito?
Ora
se o nosso amor é – deve ser – o reflexo do AMOR DE DEUS,como poderia
orgulhar-se?
O
AMOR É:
ENTREGA
– DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL
-TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO - OBEDIÊNCIA
– CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE –
ESPERANÇA – BONDADE –
O
AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO
– GLÓRIA – ORGULHO
Com
estes predicados o AMOR não será a solução?
(AMA,
2020)
Encherás o mundo de caridade
Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau
exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões!
– a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia
espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)
Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de
todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te
falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)
Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para
que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma
arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer
por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne
fácil o que lhe é difícil. (Forja,
957)
Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os
problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás,
desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de
caridade. (Forja, 958)
Pequena agenda do cristão
PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Aplicação no trabalho.
Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.
Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.
Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
salmo ii
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.
Exame Pessoal
Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]
Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]
Noverim me
Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]
[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus
LEITURA ESPIRITUAL
COMENTANDO OS EVANGELHOS
Cap. XXI
1 Quando já se aproximavam de Jerusalém,
chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos,
2 dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma
jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. 3 E, se alguém
vos disser alguma coisa, respondereis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os
devolverá.’» 4 Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta:
5 Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num
jumentinho, filho de uma jumenta. 6 Os discípulos foram e fizeram como Jesus
lhes ordenara. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas
sobre eles e Jesus sentou-se em cima. 8 Uma grande multidão estendia as suas
capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão.
9 E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em
altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do
Senhor! Hossana nas alturas! 10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade
ficou em alvoroço. «Quem é este?» - perguntavam. 11 E a multidão respondia: «É
Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.» 12 Jesus entrou no templo e expulsou
dali todos os que nele vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e
as bancas dos vendedores de pombas, dizendo-lhes: 13 «Está escrito: A minha
casa há-de chamar-se casa de oração, mas vós fazeis dela um covil de ladrões.» 14
Aproximaram-se dele, no templo, cegos e coxos, e Ele curou-os. 15 Perante os
prodígios que realizava e as crianças que gritavam no templo: «Hossana ao Filho
de David», os sumos sacerdotes e os doutores da Lei ficaram indignados 16 e
disseram-lhe: «Ouves o que eles dizem?» Respondeu Jesus: «Sim. Nunca lestes: Da
boca dos pequeninos e das crianças de peito fizeste sair o louvor perfeito?» 17
Depois afastou-se deles, saiu da cidade e foi para Betânia, onde pernoitou. 18 Logo
de manhã cedo, ao voltar para a cidade, teve fome. 19 Vendo uma figueira à
beira do caminho, aproximou-se dela, mas não encontrou senão folhas. Disse
então: «Nunca mais nascerá fruto de ti!» E, naquele mesmo instante, a figueira
secou. 20 Vendo isto, os discípulos disseram admirados: «Como é que a figueira
secou subitamente?» 21 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Se tiverdes fé e
não duvidardes, não só fareis o que Eu fiz a esta figueira, mas, se disserdes a
este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, assim acontecerá. 22 Tudo quanto
pedirdes com fé, na oração, haveis de recebê-lo.» 23 Em seguida, entrou no
templo. Quando estava a ensinar, foram ter com Ele os sumos sacerdotes e os
anciãos do povo e disseram-lhe: «Com que autoridade fazes isto? E quem te deu
tal poder?» 24 Jesus respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer-vos uma pergunta. Se
me responderdes, digo-vos com que autoridade faço isto. 25 De onde provinha o
baptismo de João: do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a pensar entre si:
«Se respondermos: ‘Do Céu’, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ 26 E,
se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com receio da multidão, pois todos têm
João por um profeta.» 27 E responderam a Jesus: «Não sabemos.» Disse-lhes Ele,
por seu turno: «Também Eu vos não digo com que autoridade faço isto.» 28 «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos.
Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha.’ 29 Mas
ele respondeu: ‘Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. 30 Dirigindo-se
ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: ‘Vou sim, senhor.’ Mas não
foi. 31 Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus
disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão
preceder-vos no Reino de Deus. 32 João veio até vós, ensinando-vos o caminho da
justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes
acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para
acreditar nele.» 33 «Escutai outra parábola: Um
chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar,
construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. 34 Quando
chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para
receberem os frutos que lhe pertenciam. 35 Os vinhateiros, porém, apoderaram-se
dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Tornou a
mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da
mesma forma. 37 Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Hão-de
respeitar o meu filho.’ 38 Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre
si: ‘Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ 39 E,
agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40 Ora bem, quando vier o
dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41 Eles responderam-lhe: «Dará
morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe
entregarão os frutos na altura devida.» 42 Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas
Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra
angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? 43 Por isso vos
digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá
os seus frutos. 44 Quem cair sobre esta pedra, ficará despedaçado; aquele
sobre quem ela cair, ficará esmagado.» 45 Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao
ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. 46 Embora
procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta.
Comentários:
23-27 -
Não obstante a
pergunta não ter razão de ser, Jesus não se escusa à resposta, mas, põe uma
condição: quer que, publicamente, que se manifestem sobre o Baptista. Fica,
pois, a descoberto a duplicidade e falta de critério dos chefes do povo. Perguntar,
pôr em causa, sugerir abuso, malfeitoria, profanação da Lei… isto está ao seu
alcance e usam-no com uma frequência só justificada pela inveja e mau carácter,
mas… dar respostas que possam comprometer - nem que “fiquem mal” perante o povo
– isso de maneira nenhuma!
Não, não é honesto
quem faz uma pergunta não com o intuito de ser esclarecido mas, apenas, para
provocar quem interroga. Sendo assim, é absolutamente justificável que não se
responda mas, se denuncie o capciosismo da questão.
24-27 -
Tentar enganar Deus é exactamente o que
neste trecho se trata. A falsa piedade, as orações sem nexo ou sem sentido
profundo, enfim, o que não nasce do coração, do âmago da alma não tem qualquer
valor e, bem ao contrário, é “fazer pouco” do Senhor. Mas… isto existe? Sim,
infelizmente e é mais comum e frequente que o que possamos julgar. Não falta
quem se atreva a invocar o nome de Deus – jurar até – a propósito seja do que
for, quem se intitule mestre de algo que não conhece, se dedique a espelhar
conceitos e opiniões próprias como se fossem doutrina credível e correcta. Porquê?
Não esqueçamos que o demónio é o pai da mentira e usa todos os argumentos para
se insinuar no espírito dos homens, sobretudo dos mais débeis, levando-os a acreditar em
falsas verdades, em obras humanas como se fossem de Deus.
As
consequências da falta de honestidade no nosso proceder para com Deus, são, diz o
Senhor, gravíssimas e, até, catastróficas. Pretender amar a Deus sem fazer a
Sua Vontade – em tudo – é ser desonesto, pouco sério e mentiroso. Como é
possível amar – seja quem for – sem estar permanentemente ao seu lado? Pois,
com Deus Nosso Senhor, o mesmo. Não fazendo a Sua Vontade, faremos a nossa, que
é fraca, volúvel, sem consistência. Daí que, com a tempestade das tentações,
acabe por soçobrar a nossa Fé e, muito provavelmente, haverá uma derrocada
total.
28-32-
Não há, não pode
haver, duas interpretações acerca das palavras de Jesus. A resposta ao convite, ou à ordem, tem de ser pronta, sem dúvida, mas tem de ser também pensada e ser
concreta, real, fruto da vontade própria e não do mero desejo de agradar. Talvez
que, às vezes, nós próprios digamos que sim, que faremos o que nos pedem ou
sugerem só para resolver o assunto e não nos “maçarem” mais. Na verdade, parece
ser muito mais difícil dizer que não do que dizer que sim. Examinemo-nos a nós
próprios e veremos se é ou não assim.
Temos – os cristãos
– de ser homens de palavra, decididos e coerentes, todos têm de ter a certeza
que faremos o que dizemos que vamos fazer.
“De
boas intenções está o Inferno cheio”, diz a sabedoria popular. E é bem verdade
que as intenções não têm qualquer mérito se não lhes corresponder a acção. Por
outras palavras, o que conta – e do que temos de prestar contas – é do que
fazemos e não as promessas, intenções ou desejos. Atentemos bem no que o Senhor
declara sem qualquer rebuço: que as meretrizes e cobradores de impostos –
considerados, naquele tempo, pecadores públicos – entrarão primeiro no Reino
dos Céus que os que prometem e não cumprem, apregoam o que não praticam,
aconselham o que não fazem.
33-43 -
Durante
séculos o Senhor enviou ao povo de Israel inúmeros emissários - profetas e
outros – que, cada um ao seu estilo, chamaram a atenção para o cumprimento da
Sua Lei. Muitos foram mortos, a maior parte desprezados. Como “último recurso”
envia o Seu próprio Filho e todos sabemos como foi recebido, contestado e
privado da Sua Própria Vida. A Vontade de Deus cumpre-se sempre, independentemente de ser ou não aceite pelos homens e este “último recurso” tem
as consequências que Deus efectivamente quer: Instalar o Seu Reino, converter
os homens em Seus filhos, redimindo-os e abrindo-lhes as portas da Vida Eterna.
Quem aduz que, muitas vezes, as palavras de
Cristo, os Seus discursos, são algo enigmáticos e pouco claros, tem aqui uma
prova que não têm razão: «Os
sumos-sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que
eram eles os visados.» Cristo fala para todos e os que não entendem, se na
verdade o desejam, procuram uma explicação. E é assim que deve ser, ninguém pode
acreditar naquilo que não entende e ninguém pode entender se não tem um bom
espírito e um são critério que o leve a solicitar os esclarecimentos que
necessita.
O Senhor prepara com desvelo quanto os Seus
filhos possam necessitar para viver como Ele deseja: Felizes! Não Se limita a
plantar a vinha, constrói o lagar, cerca-a com uma sebe, defende-a com uma
torre. Ali poderão trabalhar, ganhar o sustento, sentir-se seguros e
tranquilos. Nada falta! O que temos de fazer? Trabalhar a vinha com o melhor do
nosso esforço e dedicação para que dê os frutos que o Senhor – legitimamente -,
espera receber. Porque é o Seu direito, a vinha é d'Ele, nós somos apenas os
usufrutuários. Não nos esqueçamos que o que que recebemos, absolutamente de
graça, temos de restituir incólume e acrescentado com as nossas boas obras, o
nosso esforço e dedicação.
43-53
-
Os
cuidados que o Senhor tem com o Seu povo não tem limites.
Faz tudo, dispõe de tudo para que possam
viver como Ele deseja: felizes! Que o homem seja feliz é o Seu desejo. E a
felicidade humana consiste em amar a Deus e fazer a Sua Vontade que é, como bem
sabemos, que tenhamos a vida eterna na Sua companhia, no gozo dos bens que nos tem
reservados.
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