22/04/2020

Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Perfeição


O desejo de perfeição é um acto da vontade que, sob a influência da graça, aspira sem cessar ao progresso espiritual.





(Adolphe TanquerayCompendio de Teologia Ascética y Mística, LAI, 1961, nr. 411, trad AMA)

PANDEMIA


PANDEMIA - 20

MEDIDA


A medida do amor é amar sem medida”. (Santo Agostinho)

Para ser verdadeiro, o AMOR, não conhece, nem tem, medida ou limitações.

Deve ser de todos e para todos, principalmente porque, o AMOR de DEUS é absolutamente total, por todos os seres por Ele criados, sem acepção de pessoas nem reservas.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE – ESPERANÇA – BONDADE –

O AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO – GLÓRIA – ORGULHO - MEDIDA


Com estes predicados o AMOR não será a solução?


(AMA, 2020)

Tu e eu procedemos como filhos de Deus?


Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza. (Forja, 342)

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Mateus

Cap. XXII


1 Tendo Jesus recomeçado a falar em parábolas, disse-lhes: 2 «O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. 3 Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer. 4 De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.’ 5 Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio. 6 Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos. 7 O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. 8 Disse, depois, aos servos: ‘O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos. 9 Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.’ 10 Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados. 11 Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial. 12 E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele emudeceu. 13 O rei disse, então, aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ 14 Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.» 15 Então, os fariseus reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender nas suas próprias palavras. 16 Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas. 17 Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?» 18 Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? 19 Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário. 20 Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?» 21 «De César» - responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» 22 Quando isto ouviram, ficaram maravilhados e, deixando-o, retiraram-se. 23 Nesse mesmo dia, os saduceus, que não acreditam na ressurreição, foram ter com Ele e interrogaram-no. 24 «Mestre, Moisés disse: Se algum homem morrer sem filhos, o seu irmão casará com a viúva, para suscitar descendência ao irmão. 25 Ora, entre nós havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem descendência, deixando a mulher a seu irmão; 26 sucedeu o mesmo ao segundo, depois ao terceiro, e assim até ao sétimo. 27 Depois de todos eles, morreu a mulher. 28 Então, na ressurreição, de qual dos sete será ela mulher, visto que o foi de todos?» 29 Jesus respondeu-lhes: «Estais enganados, porque desconheceis as Escrituras e o poder de Deus. 30 Na ressurreição, nem os homens terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como anjos no Céu. 31 E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus disse: 32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob? Não dos mortos, mas dos vivos é que Ele é Deus!» 33 E a multidão, ouvindo-o, maravilhava-se com a sua doutrina. 34 Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. 35 E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: 36 «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37 Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. 38 Este é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.» 41 Estando os fariseus reunidos, Jesus interrogou-os: 42 «Que pensais vós do Messias? De quem é filho?» Responderam-lhe: «De David.» 43 Disse-lhes Ele: «Como é, então, que David, sob a influência do Espírito, lhe chama Senhor, dizendo: 44 Disse o Senhor ao meu Senhor: ‘Senta-te à minha direita, até que Eu ponha os teus inimigos por estrado de teus pés’? 45 Ora, se David lhe chama Senhor, como é seu filho?» 46 E ninguém soube responder-lhe palavra. A partir de então, ninguém mais se atreveu a interrogá-lo.

Comentários:

1-10 -
Numa alegoria que se compreende perfeitamente, Deus começou por   convidar o Seu povo, escolhido segundo a promessa feita a Abraão. Mas, o convite divino ou não foi aceite ou foi ignorado. O Senhor, então, o que faz? Convida todos, absolutamente todos, estende o convite a toda a humanidade porque nos quer a todos à Sua volta… sempre. O banquete está sempre pronto e as portas franqueadas. Só temor que aceitar e entrar para usufruir dessa festa extraordinária que o nosso Senhor nosso Deus nos tem preparada.

1-14 -
O convite que o Senhor faz a participar nas bodas é universal. Ninguém é excluído todos têm lugar. À disposição de qualquer um estão abundantes meios para uma preparação condigna com a honra, a magnitude da festa eucarística.
A frase com que São Mateus termina este seu texto, dá-nos que pensar! Que queria Jesus dizer com tal? De facto, muitos recebem a vocação para seguir Cristo mais de perto e, muitos, correspondem tentando santificar a sua vida que outra coisa não é que fazer, em tudo, a Justíssima e Amabilíssima Vontade de Deus. Mas, desses, só uma ínfima parte é escolhida para O seguir de muito mais perto, colocando-se ao Seu serviço, entregando-lhe toda a sua vida. Estes ‘escolhidos’ são as pedras onde Cristo assenta a Sua Igreja, os guias do Seu rebanho, os que têm o poder de «atar e desatar» os vínculos que unem os homens ao Criador, e, sobretudo, os que na Santa Missa perpetuam a Sua presença real e substancial em Corpo, Alma e Divindade ao consagrarem o pão e o vinho tal como Ele, pela primeira vez na Última Ceia, o fez.
Talvez que estes sejam os pecados que mais magoam o Coração de Jesus, Ele que se deixou ficar humildissimamente sob as espécies do pão tratado de forma tão soez e desprezível.        Tenhamos consciência destas gravíssimas faltas e desagravemos o Senhor na Eucaristia e, simultaneamente, peçamos por todos esses que não sabem - ou não querem saber - da reverência, amor e profundo respeito devidos à Santíssima Eucaristia.  Não permitas, Senhor, que, tendo correspondido com prontidão ao Teu convite, me apresente sem o traje da dignidade que Te é devida. “lava-me, Senhor da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (Ordinário da Missa). Chamado na encruzilhada dos caminhos da minha vida, não permitas que, com a pressa e urgência em comparecer, me esqueça de que não sou digno de tal convite. Que me prepare com o traje que pões à minha disposição para que compareça como devo. Então, revestido da Tua Graça, poderei participar com a alegria e gozo extraordinários que concedes aos convivas do Teu banquete divino.
Bem sabemos que não somos dignos mas não podemos deixar de corresponder ao Teu convite. A honra de sermos convidados mais se avoluma quando contemplamos a grandiosidade do Teu banquete com a nossa miséria! Como poderíamos, então, recusar?
Talvez que muitos cristãos piedosos e "rezadores" se esqueçam frequentemente de desagravar a santíssima Eucaristia por tantas comunhões mal feitas e, até sacrílegas. Pessoas que comungam o Verdadeiro Corpo do Senhor de uma forma leve, distraída, mecânica, rotineira. Outros que se atrevem a receber Jesus nas suas almas sem estarem devidamente preparados. Numa primeira reacção podemos admirar-nos com o excessivo rigor do Rei: parece aceitável que um qualquer "apanhado" numa encruzilhada não vestisse o traje nupcial.
Se recorrermos à história ficaremos a saber que era costume no Oriente daquele tempo, que nas bodas, às quais podiam assistir simples "passantes" além das tinas com água para se lavarem vestes e calçado para usarem se fosse preciso. Este "convidado" além de, obviamente não estar preparado para as bodas, desprezou esses meios que tinha à disposição não se purificando nem vestindo apropriadamente. É sempre conveniente estar preparado, já que não sabemos nem o dia nem a hora mas nunca, sob que pretexto for participar no banquete eucarístico sem estar devidamente preparado.
A Igreja, como Mãe que é, põe à disposição dos seus filhos os meios necessários para tal. Não deixemos de os utilizar.
        Vejo-me tal como sou: nada, absolutamente. E tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo. Eu, António, este pobre homem com pés de barro e vontade frágil, estou aqui na expectativa do momento sublime em que Te receberei meu Deus e Senhor. Tenho o meu coração palpitando de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser. Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


15-21 -
Evidentemente que o problema está no critério pessoal: o que é devido a César e o que se deve a Deus. Parece ser fácil: a César deve-se exclusivamente o que lhe pertence por direito; a Deus deve-se absolutamente tudo, porque é o Dono e Senhor de todas as coisas.
Este talvez seja um dos maiores problemas do homem: ter bem claro o que é de César e o que é de Deus! Para tal é indispensável um são critério e agir de acordo sempre e em qualquer circunstância já que a ‘propriedade’ não muda e nem o ‘seu dono’ abdica dela.
Até ao fim dos tempos, em todas as línguas, há-de repetir-se esta frase de Jesus. Resposta lapidar que encerra em si mesma toda uma lição de comportamento, de norma de conduta, de critério e de justiça. Os Doutores da Lei afastaram-se porque nada mais havia a dizer, a acrescentar e, nós, ficamos porque queremos absorver bem as palavras do Mestre. São palavras que constituem por si sós, todo um programa de vida. Pensemos bem nelas, detenhamo-nos um pouco e demo-nos conta da profundidade e do alcance que na verdade têm.
Tentar "enganar" Deus é trabalho escusado porque Ele, ouvindo o que dizemos sabe a intenção que nos conduz. Por isto se percebe bem que não Lhe interessam as palavras por mais belas ou aliciantes que possam ser mas sim o que verdadeiramente sentimos quando as pronunciamos. A oração atabalhoada, feita à pressa para "cumprir uma obrigação" vale nada ao passo que um breve pensamento, jaculatória ou invocação que nos sai da alma encontra "eco" no Seu Coração Amantíssimo. Como se dissesse: "este meu filho lembrou-se de Mim!" E, Ele, nem um simples copo de água oferecido com recta intenção deixa sem recompensa.

34-40 -
O nosso amor a Deus não é um “favor” que Lhe fazemos mas uma obrigação. Ele amou-nos primeiro mesmo antes da criação do mundo e ama-nos sempre mesmo quando não correspondemos. Se “amor com amor se paga” ficaremos sempre muito aquém de cumprir essa obrigação. À Mãe do Amor Formoso, Santa Maria, peçamos que nos ensine a amar mais e melhor o seu Divino Filho.
O amor a Deus tem a ver com o Dom da Piedade. O Espírito Santo inspira na nossa alma, no nosso coração essa necessidade, esse desejo de retribuir ao Senhor um pouco do amor que nos tem.
Que é imenso! Pois é, deu a própria vida por nós! Que não conseguiremos retribuir totalmente! Pois não, mas, se nos empenharmos a sério Ele, na Sua Bondade Infinita, ficará tão agradecido que nos pagará com juros altíssimos e desproporcionados.
        Peço-te, Senhor, que recebas o meu amor como se fosse o único amor que tens na terra. Assim não notarás como é pequeno, miserável... Serei feliz porque mesmo sabendo o pouco que é, como to dou todo...fico disponível para me 'encher' do Teu...
Dizias-me: será que amo a Deus deveras, com todo o meu coração, com todas as minhas capacidades e potências? Não me ficarei por um "amor conveniente", isto é, calculado, pesado e medido com um rigor que não ponho nas minhas outras afeições? Mas eu não quero amar assim! Desejo que seja um amor completo, total, sem reservas nem calculismos. Amor livre, sadio, sem eufemismos. Amor de irmão e amor de filho. É este o amor que Te quero entregar, meu Senhor e meu Deus. Disseste tudo, não tive de acrescentar nada.
Como é que se deve amar a Deus? Em vez de responder, faço também uma pergunta? Quem é o Criador e Senhor de todas as coisas? Quem é que, desde o princípio dos tempos nos conhece, a cada um pelo nosso nome? Quem nos deu uma alma com umas virtudes, capacidades e potências que usamos para a nossa felicidade? Quem respeita de modo absoluto a nossa liberdade? Quem está sempre pronto para nos receber mesmo quando nos afastamos?
Quem nos ama com tal dimensão e magnitude que para recuperarmos a liberdade perdida ofereceu a Sua própria vida no Sacrifício da Cruz? Quando respondermos a estas perguntas saberemos como deve ser o nosso amor a Deus.
As palavras de Cristo – neste trecho do Evangelho – são a essência da Lei de Deus. Não há lugar a qualquer dúvida ou interpretação: Amar a Deus e amar próximo, sãos dois mandamentos “base” da Lei de Deus. Até porque, um não é possível sem o outro, como se compreende. Como poderia conceber-se que alguém se declarasse como “amante” de Deus tendo a mais pequena reserva – que seja – por outro ser humano qualquer?




21/04/2020

El reto del amor




Temas para reflectir e meditar

Esterilidade

O cristão que corta os canais pelos quais lhe chega a graça – a oração, os sacramentos – fica-se sem alimento para a sua alma e esta acaba morrendo às mãos do pecado mortal, porque as suas reservas se esgotam e chega um momento em que nem sequer é necessária uma forte tentação para cair: cai sozinho porque carece de forças para se manter de pé. 
Mas se os canais da graça não estão livres porque uma montanha de desleixo, preguiça, comodidade, respeitos humanos, influências do ambiente, pressas e outros afazeres (...) os obstrui, então a vida da alma vai perdendo o vigor e mal se vive até que acaba por morrer. 
E, então, a sua esterilidade é total porque não dá nenhum fruto.

(F. SuarezLa vid y los sarmientos, Rialp, 2ª ed., Madrid 1980, pg. 41-42, trad ama)

PANDEMIA


PANDEMIA - 19

ORGULHO

O amor não se orgulha”. (1 Coríntios 13:4-7)

O AMOR não se orgulha precisamente porque é a antítese do orgulho.

Porque o faria?

Acaso Deus Nosso Senhor que É O AMOR, tem algum defeito?

Ora se o nosso amor é – deve ser – o reflexo do AMOR DE DEUS,como poderia orgulhar-se?

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA – UNIVERSAL -TOTAL – SACRIFÍCIO – REFLEXO -  OBEDIÊNCIA – CONFIANÇA – PACIENTE – GENUÍNO – HUMANO – CONSAGRAÇÃO - ALEGRIA – PACIENTE – ESPERANÇA – BONDADE –

O AMOR NÃO É NEM TEM:
INVEJOSO – GLÓRIA – ORGULHO

Com estes predicados o AMOR não será a solução?


(AMA, 2020)

Encherás o mundo de caridade


Não podes destruir, com a tua negligência ou com o teu mau exemplo, as almas dos teus irmãos os homens. – Tens – apesar das tuas paixões! – a responsabilidade da vida cristã dos que te são próximos, da eficácia espiritual de todos, da sua santidade! (Forja, 955)

Longe fisicamente e, contudo, muito perto de todos: muito perto de todos!... – repetias feliz.
Estavas contente, graças a essa comunhão de caridade, de que te falei, que tens de avivar sem cansaço. (Forja, 956)

Perguntas-me o que é que poderias fazer por aquele teu amigo, para que não se encontre sozinho.
Dir-te-ei o que sempre digo, porque temos à nossa disposição uma arma maravilhosa, que resolve tudo: rezar. Primeiro, rezar. E, depois, fazer por ele o que gostarias que fizessem por ti, em circunstâncias semelhantes.
Sem o humilhar, é preciso ajudá-lo de tal maneira que se lhe torne fácil o que lhe é difícil. (Forja, 957)

Põe-te sempre nas circunstâncias do próximo: assim verás os problemas ou as questões serenamente, não terás desgostos, compreenderás, desculparás, corrigirás quando e como for necessário, e encherás o mundo de caridade. (Forja, 958)

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.[i]

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.[ii]

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.[iii]
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.[iv]

Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.[v]

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta.[vi]



[i] AMA orações pessoais
[ii] AMA orações pessoais
[iii] AMA orações pessoais
[iv] AMA orações pessoais
[v] AMA orações pessoais
[vi] Santa Teresa de Jesus

LEITURA ESPIRITUAL

COMENTANDO OS EVANGELHOS

São Mateus

Cap. XXI


1 Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois discípulos, 2 dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e com ela um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. 3 E, se alguém vos disser alguma coisa, respondereis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.’» 4 Isto sucedeu para se cumprir o que fora anunciado pelo profeta: 5 Dizei à filha de Sião: Aí vem o teu Rei, ao teu encontro, manso e montado num jumentinho, filho de uma jumenta. 6 Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenara. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima. 8 Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão. 9 E todos, quer os que iam à sua frente, quer aqueles que o seguiam, diziam em altos brados: Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas! 10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é este?» - perguntavam. 11 E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia.» 12 Jesus entrou no templo e expulsou dali todos os que nele vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos vendedores de pombas, dizendo-lhes: 13 «Está escrito: A minha casa há-de chamar-se casa de oração, mas vós fazeis dela um covil de ladrões.» 14 Aproximaram-se dele, no templo, cegos e coxos, e Ele curou-os. 15 Perante os prodígios que realizava e as crianças que gritavam no templo: «Hossana ao Filho de David», os sumos sacerdotes e os doutores da Lei ficaram indignados 16 e disseram-lhe: «Ouves o que eles dizem?» Respondeu Jesus: «Sim. Nunca lestes: Da boca dos pequeninos e das crianças de peito fizeste sair o louvor perfeito?» 17 Depois afastou-se deles, saiu da cidade e foi para Betânia, onde pernoitou. 18 Logo de manhã cedo, ao voltar para a cidade, teve fome. 19 Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas não encontrou senão folhas. Disse então: «Nunca mais nascerá fruto de ti!» E, naquele mesmo instante, a figueira secou. 20 Vendo isto, os discípulos disseram admirados: «Como é que a figueira secou subitamente?» 21 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que Eu fiz a esta figueira, mas, se disserdes a este monte: ‘Tira-te daí e lança-te ao mar’, assim acontecerá. 22 Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, haveis de recebê-lo.» 23 Em seguida, entrou no templo. Quando estava a ensinar, foram ter com Ele os sumos sacerdotes e os anciãos do povo e disseram-lhe: «Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal poder?» 24 Jesus respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer-vos uma pergunta. Se me responderdes, digo-vos com que autoridade faço isto. 25 De onde provinha o baptismo de João: do Céu ou dos homens?» Mas eles começaram a pensar entre si: «Se respondermos: ‘Do Céu’, vai dizer-nos: ‘Porque não lhe destes crédito?’ 26 E, se respondermos: ‘Dos homens’, ficamos com receio da multidão, pois todos têm João por um profeta.» 27 E responderam a Jesus: «Não sabemos.» Disse-lhes Ele, por seu turno: «Também Eu vos não digo com que autoridade faço isto.» 28 «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha.’ 29 Mas ele respondeu: ‘Não quero.’ Mais tarde, porém, arrependeu-se e foi. 30 Dirigindo-se ao segundo, falou-lhe do mesmo modo e ele respondeu: ‘Vou sim, senhor.’ Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Responderam eles: «O primeiro.» Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os cobradores de impostos e as meretrizes vão preceder-vos no Reino de Deus. 32 João veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os cobradores de impostos e as meretrizes acreditaram nele. E vós, nem depois de verdes isto, vos arrependestes para acreditar nele.» 33 «Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. 34 Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. 35 Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 36 Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. 37 Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Hão-de respeitar o meu filho.’ 38 Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ 39 E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40 Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41 Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.» 42 Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? 43 Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos. 44 Quem cair sobre esta pedra, ficará despedaçado; aquele sobre quem ela cair, ficará esmagado.» 45 Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. 46 Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta.

Comentários:

23-27 -
Não obstante a pergunta não ter razão de ser, Jesus não se escusa à resposta, mas, põe uma condição: quer que, publicamente, que se manifestem sobre o Baptista. Fica, pois, a descoberto a duplicidade e falta de critério dos chefes do povo. Perguntar, pôr em causa, sugerir abuso, malfeitoria, profanação da Lei… isto está ao seu alcance e usam-no com uma frequência só justificada pela inveja e mau carácter, mas… dar respostas que possam comprometer - nem que “fiquem mal” perante o povo – isso de maneira nenhuma!
Não, não é honesto quem faz uma pergunta não com o intuito de ser esclarecido mas, apenas, para provocar quem interroga. Sendo assim, é absolutamente justificável que não se responda mas, se denuncie o capciosismo da questão.

24-27 -
      Tentar enganar Deus é exactamente o que neste trecho se trata. A falsa piedade, as orações sem nexo ou sem sentido profundo, enfim, o que não nasce do coração, do âmago da alma não tem qualquer valor e, bem ao contrário, é “fazer pouco” do Senhor. Mas… isto existe? Sim, infelizmente e é mais comum e frequente que o que possamos julgar. Não falta quem se atreva a invocar o nome de Deus – jurar até – a propósito seja do que for, quem se intitule mestre de algo que não conhece, se dedique a espelhar conceitos e opiniões próprias como se fossem doutrina credível e correcta. Porquê? Não esqueçamos que o demónio é o pai da mentira e usa todos os argumentos para se insinuar no espírito dos homens, sobretudo dos mais débeis, levando-os a acreditar em falsas verdades, em obras humanas como se fossem de Deus.

As consequências da falta de honestidade no nosso proceder para com Deus, são, diz o Senhor, gravíssimas e, até, catastróficas. Pretender amar a Deus sem fazer a Sua Vontade – em tudo – é ser desonesto, pouco sério e mentiroso. Como é possível amar – seja quem for – sem estar permanentemente ao seu lado? Pois, com Deus Nosso Senhor, o mesmo. Não fazendo a Sua Vontade, faremos a nossa, que é fraca, volúvel, sem consistência. Daí que, com a tempestade das tentações, acabe por soçobrar a nossa Fé e, muito provavelmente, haverá uma derrocada total.
      
28-32-
Não há, não pode haver, duas interpretações acerca das palavras de Jesus. A resposta ao convite, ou à ordem, tem de ser pronta, sem dúvida, mas tem de ser também pensada e ser concreta, real, fruto da vontade própria e não do mero desejo de agradar. Talvez que, às vezes, nós próprios digamos que sim, que faremos o que nos pedem ou sugerem só para resolver o assunto e não nos “maçarem” mais. Na verdade, parece ser muito mais difícil dizer que não do que dizer que sim. Examinemo-nos a nós próprios e veremos se é ou não assim.
Temos – os cristãos – de ser homens de palavra, decididos e coerentes, todos têm de ter a certeza que faremos o que dizemos que vamos fazer.
 “De boas intenções está o Inferno cheio”, diz a sabedoria popular. E é bem verdade que as intenções não têm qualquer mérito se não lhes corresponder a acção. Por outras palavras, o que conta – e do que temos de prestar contas – é do que fazemos e não as promessas, intenções ou desejos. Atentemos bem no que o Senhor declara sem qualquer rebuço: que as meretrizes e cobradores de impostos – considerados, naquele tempo, pecadores públicos – entrarão primeiro no Reino dos Céus que os que prometem e não cumprem, apregoam o que não praticam, aconselham o que não fazem.

33-43 -
Durante séculos o Senhor enviou ao povo de Israel inúmeros emissários - profetas e outros – que, cada um ao seu estilo, chamaram a atenção para o cumprimento da Sua Lei. Muitos foram mortos, a maior parte desprezados. Como “último recurso” envia o Seu próprio Filho e todos sabemos como foi recebido, contestado e privado da Sua Própria Vida. A Vontade de Deus cumpre-se sempre, independentemente de ser ou não aceite pelos homens e este “último recurso” tem as consequências que Deus efectivamente quer: Instalar o Seu Reino, converter os homens em Seus filhos, redimindo-os e abrindo-lhes as portas da Vida Eterna.
Quem aduz que, muitas vezes, as palavras de Cristo, os Seus discursos, são algo enigmáticos e pouco claros, tem aqui uma prova que não têm razão: «Os sumos-sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados.» Cristo fala para todos e os que não entendem, se na verdade o desejam, procuram uma explicação. E é assim que deve ser, ninguém pode acreditar naquilo que não entende e ninguém pode entender se não tem um bom espírito e um são critério que o leve a solicitar os esclarecimentos que necessita.
O Senhor prepara com desvelo quanto os Seus filhos possam necessitar para viver como Ele deseja: Felizes! Não Se limita a plantar a vinha, constrói o lagar, cerca-a com uma sebe, defende-a com uma torre. Ali poderão trabalhar, ganhar o sustento, sentir-se seguros e tranquilos. Nada falta! O que temos de fazer? Trabalhar a vinha com o melhor do nosso esforço e dedicação para que dê os frutos que o Senhor – legitimamente -, espera receber. Porque é o Seu direito, a vinha é d'Ele, nós somos apenas os usufrutuários. Não nos esqueçamos que o que que recebemos, absolutamente de graça, temos de restituir incólume e acrescentado com as nossas boas obras, o nosso esforço e dedicação.


43-53 -

Os cuidados que o Senhor tem com o Seu povo não tem limites.
Faz tudo, dispõe de tudo para que possam viver como Ele deseja: felizes! Que o homem seja feliz é o Seu desejo. E a felicidade humana consiste em amar a Deus e fazer a Sua Vontade que é, como bem sabemos, que tenhamos a vida eterna na Sua companhia, no gozo dos bens que nos tem reservados.