Morte «Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro» (Fl 1, 21) Devia bastar-nos esta frase de São Paulo, para percebermos como morrer é viver ainda mais!
(jma, comentários sobre os Novíssimos - Morte, 2010.10.26)
14 Ia ter com os seus discípulos,
quando viu em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a
discutirem com eles. 15 Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida
e acorreu a saudá-lo. 16 Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?»
17 Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem
um espírito mudo. 18 Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a
espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o
expulsassem, mas eles não conseguiram.» 19 Disse Jesus: «Ó geração incrédula,
até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 20 E
levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e
este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. 21 Jesus
perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a
infância; 22 e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas,
se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» 23 «Se podes...!
Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. 24 Imediatamente o pai do jovem
disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» 25 Vendo, Jesus, que
acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e
surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» 26 Dando um grande
grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a
maioria dizer que tinha morrido. 27 Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o,
e ele pôs-se de pé. 28 Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe
em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» 29 Respondeu: «Esta
casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.»
Comentário:
«Tudo é possível a quem crê» esta
declaração de Jesus é, digamos assim, a “chave” de toda a Fé.
Ao
longo da Sua pregação e de diferentes formas Cristo insiste na absoluta necessidade
de ter fé e não uma fé qualquer, mas uma Fé robusta, séria, consistente.
Chega
a dizer, por outras palavras, que a fé move montanhas!
Não
há nada – absolutamente – que possa resistir à fé. Atestam-no os milhares de
mártires que ao longo dos tempos têm dado as próprias vidas em defesa da fé que
professam.
Posso
– sem receio – afirmar, que nem Deus Nosso Senhor se faz rogado aos que se Lhe
dirigem invocando a sua fé.
Cumpres
um plano de vida exigente: madrugas, fazes oração, frequentas os Sacramentos,
trabalhas ou estudas muito, és sóbrio, mortificas-te..., mas notas que te falta
alguma coisa! Leva ao teu diálogo com Deus esta consideração: como a santidade
(a luta por atingi-la) é a plenitude da caridade, tens de rever o teu amor a
Deus e, por Ele, aos outros. Talvez descubras então, escondidos na tua alma,
grandes defeitos contra os quais nem sequer lutavas: não és bom filho, bom
irmão, bom companheiro, bom amigo, bom colega; e, como amas desordenadamente
"a tua santidade", és invejoso. "Sacrificas-te" em muitos
pormenores "pessoais"; e por isso estás apegado ao teu eu, à tua
pessoa e, no fundo, não vives para Deus nem para os outros; só para ti. (Sulco,
739)
A
todos os que estamos dispostos a abrir-lhe os ouvidos da alma, Jesus Cristo
ensina no Sermão da Montanha o mandato divino da caridade. E, ao terminar, como
resumo, explica: amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai sem esperardes
nada em troca, e será grande a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo,
porque Ele é bom, mesmo com os ingratos e os maus. Sede, pois, misericordiosos
como também o vosso Pai é misericordioso.
A
misericórdia não se limita a uma simples atitude de compaixão; a misericórdia
identifica-se com a superabundância da caridade que, ao mesmo tempo, traz
consigo a superabundância da justiça. Misericórdia significa manter o coração
em carne viva, humana e divinamente repassado por um amor rijo, sacrificado e
generoso. Assim glosa S. Paulo a caridade no seu canto a esta virtude: A
caridade é paciente, é benéfica; a caridade não é invejosa, não actua precipitadamente;
não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não
se irrita, não pensa mal dos outros, não folga com a injustiça, mas compraz-se
na verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. (Amigos
de Deus, 232)
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Sofrimento e alegria A alegria no sofrimento transforma o nosso sofrimento e disfarça-o diante dos outros, tornando-se, para as pessoas que rodeiam, uma fonte de cura e de salvação.
(anselm grun, A incompreensível existência de Deus, Paulinas, p. 49)
27«Digo-vos,
porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos
odeiam, 28 abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam. 29 A
quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra; e a quem te levar a
capa, não impeças de levar também a túnica. 30 Dá a todo aquele que te pede e,
a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames. 31 O que quiserdes que os
outros vos façam, fazei-lho vós também. 32 Se amais os que vos amam, que
agradecimento mereceis? Os pecadores também amam aqueles que os amam. 33 Se
fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os
pecadores fazem o mesmo. 34 E, se emprestais àqueles de quem esperais receber,
que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim
de receberem outro tanto. 35 Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e
emprestai, sem nada esperar em troca. Então, a vossa recompensa será grande e
sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom até para os ingratos e os maus. 36
Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.» 37 «Não julgueis e não
sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis
perdoados. 38 Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada,
transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros
será usada convosco.»
Comentário:
Este
trecho do Evangelho de São Lucas bem poderia ser considerado com uma exposição
que Jesus faz aos Seus discípulos sobre as regras de conduta de qualquer
pessoa, ou, se quisermos, fazer-mos um exame sério sobre o nosso comportamento.
Resume-se
– pode assim dizer-se – a fazer aos outros o que desejamos nos façam a nós.
Deixemos
de lado as “dificuldades” como, por exemplo amar o inimigo. É difícil? Custa
resistir à tentação de retribuir na mesma “moeda”?
É
verdade, somos assim mesmo, pensamos primeiro em nós e, depois nos outros
Suponhamos
que somos nós quem ofende outro: justificamos a sua conduta se também ele nos
ofender?
Não
será muito mais conveniente e sadio pedir perdão, desculpa pela ofensa e tentar
reparar?
Somos,
de verdade, impecáveis nas nossas relações com os outros - quer em obras quer
em pensamentos – não emitimos juízos nem “medimos” com critério “curto” o que
pedem que lhes façamos?
Somos
o “centro”, os “credores” das atenções e cuidados dos outros ou também nos
interessamos por eles e pelo que possam legitimamente esperar de nós?
No
fim e ao cabo, o critério que o Senhor propõe é uma regra simples, como já se
enunciou: “fazer aos outros o que desejamos nos façam a nós”.
O
amor às almas, por Deus, faz-nos querer a todos, compreender, desculpar,
perdoar... Devemos ter um amor que cubra a multidão das deficiências das
misérias humanas. Devemos ter uma caridade maravilhosa, "veritatem facientes in caritate",
defendendo a verdade, sem ferir. (Forja, 559)
Se
vos examinardes com valentia na presença de Deus, vós, tal como eu, sentir-vos-eis
diariamente carregados de muitos erros. Quando lutamos por arrancá-los com a
ajuda divina, carecem de verdadeira importância e podem ser superados, embora
pareça que nunca conseguimos desarraigá-los totalmente. Além disso,
independentemente dessas fraquezas, tu contribuirás para remediar as grandes
deficiências dos outros, sempre que te empenhares em corresponder à graça de
Deus. Reconhecendo-te tão fraco como eles – capaz de todos os erros e de todos
os horrores – serás mais compreensivo, mais delicado e, ao mesmo tempo, mais
exigente, para que todos nos decidamos a amar a Deus com o coração inteiro.
Nós,
os cristãos, os filhos de Deus, temos de prestar assistência aos outros, pondo
em prática honradamente o que aqueles hipócritas retorcidamente elogiavam ao
Mestre: Não olhas à condição das pessoas. Isto é, havemos de rejeitar por
completo a acepção de pessoas – interessam-nos todas as almas! – embora,
logicamente, devamos começar por ocupar-nos daquelas que, por esta ou aquela
circunstância, e até só por motivos aparentemente humanos, Deus colocou ao
nosso lado. (Amigos de Deus, 162)
Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.
Lembrar-me:
Cultivar a Fé
São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.
En este gran encuentro se hará Adoración, se rezará el Rosario en varios idiomas y luego habrá una consagración al Inmaculado Corazón de María
Orar a María por el mundo. “Rezad el Rosario todos los días para alcanzar la paz del mundo y el fin de la guerra”, pidió la Virgen María a los pastorcitos en sus apariciones en Fátima. Más de un siglo después, Mater Fátima convoca a creyentes a un gran encuentro de oración y adoración que se celebrará en el centenario de la muerte de San Francisco y Santa Jacinta Marto, dos de los tres videntes junto a su prima Lucía. La primera gran cita se producirá el 4 de abril de 2019, centenario de la partida al cielo de Francisco, y el 20 de febrero de 2020, el de Jacinta.
De este modo, la parroquia de Fátima a través de esta iniciativa y con el apoyo del cardenal Antonio Marto, obispo de Leiria-Fátima, así como del propio santuario, ha invitado al mundo a una adoración eucarística donde se rezará el Rosario en varios idiomas. Al final se hará una consagración al Inmaculado Corazón de María.
“Una oportunidad para compartir la alegría de la fe”
Esta gran celebración se llevará a cabo en la parroquia de Fátima, y está invitado todo aquel que busque “consuelo, esperanza, paz y reconciliación”, pues según los organizadores “es una oportunidad para quienes quieran compartir la alegría de su fe en un mundo necesitado de Dios”.
Pero para todo aquel que no pueda viajar hasta Fátima hay otras formas de participar uniéndose espiritualmente a este encuentro en catedrales, parroquias, colegios o instituciones de todo el mundo que lo deseen rezando el Rosario y estando en comunión con Mater Fátima.
Una invitación a todos los estratos y grupos de la sociedad
Los organizadores afirman que en este gran evento participarán cardenales, obispos, parroquias, santuarios, congregaciones religiosas, grupos de oración, universidades y hospitales. También se han adherido empresas, fábricas, bancos, medios de comunicación, asociaciones culturales, fundaciones, jóvenes, niños, familias, centros penitenciarios, geriátricos, deportistas y hasta militares.
Siguiendo así la petición de la Virgen, estas serán las intenciones por las que se rezará este Rosario a nivel mundial el próximo 4 de abril de este 2019 y más adelante el 20 de febrero de 2020:
Paz en el mundo, por el Santo Padre y por el fin del aborto.
Conversión de los pobres pecadores.
Reparación de los corazones de Jesús y María.
Conversión de Rusia.
Interceder por las almas del Purgatorio.
“Nunca te dejaré. Mi Inmaculado Corazón será tu refugio y el camino que te conducirá a Dios”, dijo la Virgen a los pastorcitos. A Él se encomendarán en pocas semanas miles de personas desde Fátima y otras tantas en comunión desde todos los rincones del mundo.
Para más información sobre el encuentro Mater Fátima pinche AQUÍ
2 Seis dias depois,
Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os, só a eles, a um monte elevado.
E transfigurou-se diante deles. 3 As suas vestes tornaram-se resplandecentes,
de tal brancura que lavadeira alguma da terra as poderia branquear assim. 4 Apareceu-lhes
Elias, juntamente com Moisés, e ambos falavam com Ele. 5 Tomando a palavra, Pedro
disse a Jesus: «Mestre, bom é estarmos aqui; façamos três tendas: uma para ti,
uma para Moisés e uma para Elias.» 6 Não sabia que dizer, pois estavam
assombrados. 7 Formou-se, então, uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da
nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado. Escutai-o.» 8 De
repente, olhando em redor, já não viram ninguém, a não ser só Jesus, com eles.
9 Ao descerem do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham
visto, senão depois de o Filho do Homem ter ressuscitado dos mortos. 10 Eles
guardaram a recomendação, discutindo uns com os outros o que seria ressuscitar
de entre os mortos. 11 E fizeram-lhe esta pergunta: «Porque afirmam os
doutores da Lei que primeiro há-de vir Elias?» 12 Jesus respondeu-lhes: «Sim; Elias,
vindo primeiro, restabelecerá todas as coisas; porém, não dizem as Escrituras
que o Filho do Homem tem de padecer muito e ser desprezado? 13 Pois bem,
digo-vos que Elias já veio e fizeram dele tudo o que quiseram, conforme está
escrito.»
Comentário:
Este episódio da
Transfiguração do Senhor é de tal forma insólito e inesperado que os Apóstolos
que a ele assistiram ficam verdadeiramente assombrados.
Como ficaríamos nós se
Jesus nos aparecesse assim revestido da Sua Glória e Majestade?
Mas, pensemos: este mesmo
Senhor vem até nós sob a forma humilde de pão e de vinho.
E podemos recebe-lo na
Comunhão Eucarística sendo, portanto, mais afortunados que eles.
Não vemos o Seu vulto mas
comungamos o Seu Corpo.
Como devemos aspirar por
esse dia em que contemplaremos para sempre a Sua Face!
Se o demónio mudo – de que nos fala o Evangelho – se meter na
alma, deita tudo a perder. Mas, se o expulsarmos imediatamente, tudo sai bem,
anda-se feliz, tudo corre bem. Propósito firme: "sinceridade
selvagem" na direcção espiritual, com educação delicada..., e que essa
sinceridade seja imediata. (Forja,
127)
Volto a afirmar que todos temos misérias. Isso, porém, não é razão
para nos afastarmos do Amor de Deus. É, sim, estímulo para nos acolhermos a
esse Amor, para nos acolhermos à protecção da bondade divina, como os antigos
guerreiros se metiam dentro da sua armadura. Esse ecce ego, quia vocasti me, conta comigo porque me chamaste, é a
nossa defesa. Não devemos fugir de Deus quando descobrimos as nossas fraquezas,
mas devemos combatê-las, precisamente porque Deus confia em nós.
Como é que conseguiremos superar estas coisas mesquinhas? Insisto
neste ponto, porque ele se reveste de importância capital: com humildade e
sinceridade na direcção espiritual e no sacramento da Penitência. Ide aos que
vos dirigem espiritualmente, com o coração aberto. Não o fecheis porque, se se
mete o demónio mudo pelo meio, depois é difícil lançá-lo fora.
Perdoai-me a insistência, mas julgo imprescindível que fique
gravado a fogo nas vossas inteligências que a humildade e a sua consequência
imediata a sinceridade, se ligam com os outros meios de luta e fundamentam a
eficácia da vitória. Se a tentação de esconder alguma coisa se infiltra na
alma, deita tudo a perder; se, pelo contrário, é vencida imediatamente, tudo
corre bem, somos felizes e a vida caminha rectamente. Sejamos sempre
selvaticamente sinceros, embora com modos prudentemente educados.
Quero dizer-vos com toda a clareza que me preocupa muito mais a
soberba do que o coração e a carne. Sede humildes! Sempre que estiverdes
convencidos de que tendes toda a razão, é porque não tendes nenhuma. Ide à
direcção espiritual com a alma aberta. Não a fecheis, porque então intromete-se
o demónio mudo e é muito difícil expulsá-lo.
Lembrai-vos do pobre endemoninhado que os discípulos não
conseguiram libertar. Só o Senhor o pôde fazer com oração e jejum. Naquela
altura o Mestre realizou três milagres. O primeiro foi fazê-lo ouvir, porque
quando o demónio mudo nos domina, a alma fica surda; o segundo foi fazê-lo
falar; e o terceiro foi expulsar o diabo. (Amigos de Deus, nn. 187–188)
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.
Lembrar-me:
Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.
Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.
13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe,
Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o
Filho do Homem?». 14 Eles responderam: «Uns dizem que é João
Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». 15
Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». 16 Respondendo
Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo
Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a
carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18
E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e
as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as
chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado
também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos
céus».
Comentário:
Jesus Cristo quer
confirmar os Seus Apóstolos na Fé na Sua Divindade.
Que a tenham absolutamente
claro e seguro que Ele é o Filho Unigénito de Deus, a Segunda Pessoa da
Santíssima Trindade que veio ao mundo para redimir a humanidade inteira e
instaurar o Reino de Deus.
Para nós, cristãos, esta é
uma verdade de Fé e assim o afirmamos no Credo.
(ama,
comentário sobre Mt 16, 13-19, Carvide, 22.02.2016)
Abriste sinceramente o teu coração ao teu Director, falando na
presença de Deus... E foi maravilhoso verificar como tu sozinho ias encontrando
resposta adequada às tuas próprias tentativas de evasão. Amemos a direcção
espiritual! (Sulco, 152)
Conhecem muito bem as obrigações do vosso caminho de cristãos, que
os hão-de levar sem parar e com calma à santidade; também estão precavidos
contra as dificuldades, praticamente contra todas, porque já se vislumbram
desde o princípio do caminho. Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por
um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas
diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias.
Nessa direcção espiritual mostrem-se sempre muito sinceros: não
deixem nada por dizer, abram completamente a alma, sem medo e sem vergonha.
Olhem que, se não, esse caminho tão plano e tão fácil de andar complica-se e o
que ao princípio não era nada acaba por se converter num nó que sufoca.
(...) Lembram-se da história do cigano que se foi confessar? Não
passa de uma história, de uma historieta, porque da confissão nunca se fala e,
além disso, estimo muito os ciganos. Coitadinho! Estava realmente arrependido:
Senhor Padre, acuso-me de ter roubado uma arreata... – pouca coisa, não é? – e
atrás vinha uma burra...; e depois outra arreata...; e outra burra... e assim
até vinte. Meus filhos, o mesmo acontece no nosso comportamento: quando cedemos
na arreata, depois vem o resto, a seguir vem uma série de más inclinações, de
misérias que aviltam e envergonham; e acontece o mesmo na convivência:
começa-se com uma pequena falta de delicadeza e acaba-se a viver de costas uns
para os outros, no meio da indiferença mais gelada. (Amigos de Deus, 15)