27/07/2018

A nossa tendência para o egoísmo não morre


Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Convém deixar o Senhor meter-se nas nossas vidas e entrar confiadamente sem encontrar obstáculos nem recantos obscuros. Nós, os homens, tendemos a defender-nos, a apegar-nos ao nosso egoísmo. Sempre tentamos ser reis, ainda que seja do reino da nossa miséria. Entendei através desta consideração por que motivo temos necessidade de recorrer a Jesus: para que Ele nos torne verdadeiramente livres e, dessa forma, possamos servir a Deus e a todos os homens. Só assim perceberemos a verdade daquelas palavras de S. Paulo: Agora, porém, livres do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santificação e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estejamos precavidos, portanto, visto que a nossa tendência para o egoísmo não morre e a tentação pode insinuar-se de muitas maneiras. Deus exige que, ao obedecer, ponhamos em exercício a fé, porque a sua vontade não se manifesta com aparato ruidoso; às vezes o Senhor sugere o seu querer como que em voz baixa, lá no fundo da consciência; e é necessário escutar atentamente para distinguir essa voz e ser-Lhe fiel. (Cristo que passa, 17)

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 14

Mas - como falávamos antes - que intenções?

Cada um saberá, apenas devo sugerir: por exemplo todos os dias 1 dedicaremos especial atenção - rezando - pela pessoa que nos está mais próxima - ou esteve no caso de já ter falecido.

E os restantes dias de igual forma, sem esquecer aqueles que se nos encomendaram.

(AMA, reflexões)

Evangelho e comentário


Tempo comum


Evangelho: Mt 13, 18-23

18 «Escutai, pois, a parábola do semeador. 19 Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente à beira do caminho. 20 Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe, de momento, com alegria; 21 mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo. 22 Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por isso, não produz fruto. 23 E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»

Comentário:

A Liturgia repete no mesmo ano este trecho de São Mateus.

Sem dúvida que tudo o contido nos Evangelhos é importante e deve ser como que a “cartilha” do cristão, onde vai beber e saciar a sua necessidade de conhecimento sobre a vida de Jesus ou, seja, sobre Aquele que quer seguir.

Mas esta “parábola do semeador” talvez tenha um significado especial para todos os que pensam que há diferenças – ou melhor dizendo – acepção de pessoas no Reino de Deus.
Uns são mais dotados que outros, os talentos não são igualmente distribuídos, as capacidades diferem.

Isto é evidente e, é assim, porque os homens não somos produto de uma “fabricação em série”, mas a escolha pessoal e única feita pelo Criador que cria uma alma individual para cada novo ser humano.

Mas – e que fique claro – a todos dá igualdade de oportunidades porque a semente que lança vai cair adrede, sobre “bons” e “maus”, “justos” e “injustos”, porque O Senhor não escolhe o campo onde semeia.


(AMA, comentário sobre Mt 13, 18-23, 28.07.2017)


Publicações em 27 Julho

Tratado das virtudes


Questão 66: Da igualdade das virtudes.

Art. 2 — Se todas as virtudes de um mesmo homem são igualmente intensas.

O segundo discute-se assim. — Parece que todas as virtudes de um mesmo homem não são igualmente intensas.

1. — Pois, como diz o Apóstolo (1 Cor 7, 7), porém cada um tem de Deus seu próprio dom: uns na verdade duma sorte, e outro da outra. Ora, se todos tivessem de certo modo, por dom de Deus todas as virtudes infusas, não teriam uns dons diferentes de outros. Logo, nem todas as virtudes são iguais num mesmo homem.

2. Demais. — Se todas as virtudes de um mesmo homem fossem igualmente intensas, quem excedesse a outrem por uma determinada virtude o excederia também por todas as outras. Ora, isto é evidentemente falso. Pois, muitos santos são principalmente louvados em relação a virtudes diversas: assim, Abraão, pela fé; Moisés, pela mansidão; Job, pela paciência. E por isso na Igreja se canta de um confessor (Ecle 44, 20): Não se achou outro semelhante a ele, no guardar a lei do Excelso; pois, cada um tem a prerrogativa de uma determinada virtude. Logo, nem todas as virtudes de um mesmo homem são igualmente intensas.

3. Demais. — Tanto mais intenso é um hábito e tanto mais deleitável e prontamente nos faz obrar. Ora, a experiência ensina que um pratica uns actos virtuosos mais deleitável e prontamente que outros. Logo, nem todas as virtudes de um mesmo homem são igualmente intensas.

Mas, em contrário, Agostinho diz que os iguais em fortaleza são-no também em prudência e temperança [2], e assim por diante. Ora, isto não se daria se todas as virtudes de um mesmo homem não fossem iguais. Logo, elas são-no.


SOLUÇÃO. — A quantidade das virtudes pode ser considerada à dupla luz, como já disse­mos [3]. Ou quanto à essência específica delas, e então não há dúvida que uma virtude é num mesmo homem maior que outra; assim, a caridade, maior que a fé e a esperança. Ou quanto à participação do sujeito i. é, enquanto num determinado sujeito tem maior ou menor intensidade; e neste sentido todas as virtudes de um mesmo homem são iguais, por uma igualdade proporcional, enquanto nele crescem igualmente, assim como os dedos da mão, quantitativamente desiguais, são iguais proporcionalmente por proporcionalmente crescerem.

Ora, devemos compreender esta noção de igualdade como a de conexão, pois a igualdade é uma certa conexão quantitativa das virtudes. Ora, como já dissemos [4], à conexão das virtudes podemos assinalar duplo fundamento.

O primeiro concorda com a interpretação daqueles que, pelas quatro virtudes cardeais entendem quatro condições gerais das virtudes, cada uma das quais se manifesta simultaneamente com as outras, em qualquer matéria. E então, as virtudes, em relação a uma dada matéria, não podem ser consideradas iguais se não tiverem todas essas condições iguais. E esta é a razão da igualdade delas dada por Agostinho, quando escreve: Se disseres que, dentre vários homens de fortaleza igual, um sobressai pela prudência resulta que a fortaleza deste será menos prudente; e, do mesmo modo, nem todos serão de fortaleza igual, quando a fortaleza de um for mais prudente; e o mesmo verás em relação às demais virtudes, se as percorreres todas, a essa luz [5].

Um segundo fundamento é dos que entenderam que as virtudes cardeais têm matérias determinadas. E a esta luz a conexão das virtudes morais funda-se na prudência e, quanto às virtudes infusas, na caridade e não na inclinação, que é dependente do sujeito, como já dissemos [6]. Assim, pois, podemos descobrir o fundamento da igualdade das virtudes na prudência, quanto ao que todas as virtudes morais têm de formal. Donde, quem tiver uma razão igualmente perfeita há de, proporcionalmente a essa razão recta, estabelecer o meio termo em qualquer matéria das virtudes. Porém, quanto ao que as virtudes morais têm de material, i. é, quanto à inclinação mesma para o acto virtuoso, pode um homem praticar mais prontamente um do que outro ato virtuoso, quer por natureza, quer por costume, ou ainda pelo dom da graça.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO.
— O lugar do Apóstolo pode ser entendido dos dons da graça gratuita, que não são comuns a todos, nem são todos iguais num mesmo homem.
— Ou pode dizer-se que se refere à medida da graça santificante, segundo a qual um abunda em todas as virtudes mais que outro, por causa da maior abundância da prudência, ou também da caridade, que obra a conexão entre todas as virtudes infusas.

RESPOSTA À SEGUNDA.
— Um santo é louvado principalmente por uma virtude, e outro, por outra, por praticar pronta e excelentemente um do que outro acto virtuoso.

E daqui consta também com clareza a resposta À TERCEIRA OBJEÇÃO.

(Revisão da versão portuguesa por AMA)



[1] (II Sent., dist. XLII, q. 2. a. 5. ad 6; III, dist. XXXVI. a. 4; De Malo, q.2, a. 9, ad 8; De Virtut., q. 5, a. 3).
[2] VI De Trinit., cap. IV.
[3] Q. 66, a. 1.
[4] Q. 65, a. 1.
[5] VI De Trinit. (cap. IV).
[6] Q. 65, a. 1.

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





26/07/2018

Publicações em 26 Julho

Evangelho e comentário


Tempo comum

São Joaquim e Santa Ana – Pais de Nossa Senhora

Evangelho: Mt 13, 16-17

13 É por isso que lhes falo em parábolas: pois vêem, sem ver, e ouvem, sem ouvir nem compreender. 14 Cumpre-se neles a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis; e, vendo, vereis, mas não percebereis. 15 Porque o coração deste povo tornou-se duro, e duros também os seus ouvidos; fecharam os olhos, não fossem ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, compreender com o coração, e converter-se, para Eu os curar. 16 Quanto a vós, ditosos os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17 Em verdade vos digo: Muitos profetas e justos desejaram ver o que estais a ver, e não viram, e ouvir o que estais a ouvir, e não ouviram.»

Comentário:

Ao longo dos séculos a Santa Igreja de que Jesus Cristo é a cabeça, foi-nos repetindo as Suas palavras, que, graças aos quatro Evangelistas, podemos consultar sempre que o desejarmos.

E, pelas descrições – por vezes tão vivas e pormenorizadas – dos Seus actos mais simples e mais grandiosos, podemos ter um conhecimento bastante profundo das verdades da nossa Fé.

O Evangelho é, portanto, a fonte onde devemos beber o que necessitarmos para manter viva e actuante essa mesma fé e, com a sua prática, dar glória a Deus e ir por um caminho seguro para a Vida Eterna.

(AMA, comentário sobre Mt 13, 16-17, 26.07.2017)


Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 13 

Em ligação estreita com o horário pessoal estará o calendário de intenções. Trata-se de considerar uma intenção pessoal para cada dia da semana.

Algo no género da Pequena Agenda do Cristão que se publica diariamente em “Nunc Coepi[1].

Trata-se de devolver amor com amor, por tantos e tantas que rezam por nós, que nos têm presentes nas suas intenções, enfim, constituem para nós apoio e auxílio de suma importância.

(AMA, reflexões)



[1] https://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.pt/

Apostolado - NUNC COEPI


     NUNC COEPI é uma forma      fidedigna e segura de fazer apostolado.

Partilhe, reenvie para os seus amigos e conhecidos e posso garantir-lhe que fará um "bom trabalho".

Não para si, mas para Deus que tudo merece e tudo agradece.

Milhares de pessoas seguem NUNC COEPI em vários países do mundo inteiro.

O mérito - se houver - é de NUNC COEPI?

Não!

É um dos "misteriosos" e extraordinários modos que o Senhor usa para espalhar a palavra do Reino de Deus.

NUNC COEPI é apenas um pobre instrumento...

António Mexia Alves

Devemos amar a Santa Missa


Luta por conseguir que o Santo Sacrifício do Altar seja o centro e a raiz da tua vida interior, de maneira que toda a jornada se converta num acto de culto – prolongamento da Missa que ouviste e preparação para a seguinte –, que vai transbordando em jaculatórias, em visitas ao Santíssimo, no oferecimento do teu trabalho profissional e da tua vida familiar... (Forja, 69)

Não compreendo como se possa viver cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham vindo a concretizar essa piedade eucarística. Umas vezes com práticas multitudinárias, professando publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz do templo ou na intimidade do coração.
Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que deve ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos depois de continuar o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo ardente de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor essa sua outra delicadeza: não quis limitar a sua presença ao momento do Sacrifício do Altar, mas decidiu permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. (Cristo que passa, n. 154)

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






25/07/2018

Publicações em 26 Julho

Publicações em

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NUNC COEPI tem como único objectivo o trabalho apostólico de informação e formação Cristã seguindo as recomendações do Magistério da Igreja Católica.

Se quiser, e para evitar duplicações, pode comunicar os seus reenvios para: ontiano@gmail.com

Publicações em 25 de Junho 2018:











Apostolado NUNC COEPI


     NUNC COEPI é uma forma      fidedigna e segura de fazer apostolado.

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Não para si, mas para Deus que tudo merece e tudo agradece.

Milhares de pessoas seguem NUNC COEPI em vários países do mundo inteiro.

O mérito - se houver - é de NUNC COEPI?

Não!

É um dos "misteriosos" e extraordinários modos que o Senhor usa para espalhar a palavra do Reino de Deus.

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António Mexia Alves

A tentação do cansaço


Quero prevenir-te de uma dificuldade que talvez possa aparecer: a tentação do cansaço, do desalento. – Não está ainda fresca a recordação de uma vida – a tua – sem rumo, sem meta, sem graça, que a luz de Deus e a tua entrega encaminharam e encheram de alegria? Não troques disparatadamente isto por aquilo. (Forja, 286)

Se notas que não podes, seja por que motivo for, diz-lhe, abandonando-te nele: – Senhor, confio em ti, abandono-me em Ti, mas ajuda a minha debilidade!

E cheio de confiança, repete-lhe: – Olha para mim, Jesus, sou um trapo sujo; a experiência da minha vida é tão triste, não mereço ser teu filho. Di-lo...; e di-lo muitas vezes.

Não tardarás em ouvir a sua voz: "Ne timeas!". – Não temas! Ou também: "Surge et ambula!". – Levanta-te e caminha! (Forja, 287)

Comentavas-me, ainda indeciso: – Como se notam essas alturas em que Nosso Senhor me pede mais!

Só me veio à cabeça lembrar-te: – Asseguravas-me que só querias identificar-te com Ele, porque resistes então? (Forja, 288)

Oxalá saibas cumprir esse propósito que tiraste: "Cada dia morrer um pouco para mim mesmo". (Forja, 289)

Temas para reflectir e meditar

Formação humana e cristã – 12 

Todas estas considerações a respeito do Plano de vida não têm como objectivo provar as vantagens e ou benefícios que efectivamente o mesmo nos pode trazer.

Poderá haver quem considere que pode ser como um espartilho que condicionará a liberdade pessoal.

Não é assim. A liberdade própria nunca é posta em causa como o seria, por exemplo, se fosse assumido um compromisso solene de o cumprir integralmente.

Por isso mesmo se frisou atrás, a conveniência de fazer as coisas pouco a pouco, sem planeamentos exaustivos, detalhados.

Não tenhamos pressa.

(AMA, reflexões)

Evangelho e comentário


Tempo comum

São Tiago - Apóstolo

Evangelho: Mt 20, 20-28

20 Aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido. 21 «Que queres?» - perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.» 22 Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» 23 Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» 24 Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. 25 Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. 26 Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo; e 27 quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.»

Comentário:

Não me repugna absolutamente nada o pedido feito pela Mãe dos Apóstolos!

Então não devemos pedir quanto acharmos que é melhor para nós?

Se, o melhor para nós, é alcançar a santidade de vida não devemos pedir ao Senhor que nos faça santos?

Não se trata de pedir de mais ou pedir de menos, trata-se de pedir com a certeza que o Senhor ouve os nossos pedidos e endireitará o que estiver enviesado e – sempre – nos dará o que fizer falta.

Mais! Dar-nos-á com a abundância e magnanimidade que o Seu Coração misericordioso sempre dá aos que O invocam com Fé e Confiança

(AMA, comentário sobre Mt 20, 20-28,25.07.2017)


El reto del amor





por El Reto Del Amor